UM PAÍS CHAMADO CLUBE ATLÉTICO MINEIRO.

ESTA CRÔNICA FOI ESCRITA PELO JORNALISTA E ATLETICANO LEO GOMIDE, EXCLUSIVAMENTE PARA O LANCES&NUANCES.

Imagine um país chamado Clube Atlético Mineiro!

Suas cores o preto e o branco! O patriotismo do seu povo uma marca histórica! Uma nação que exibe com orgulho a sua bandeira, independente da situação que atravessa, e não se furta de gritar “Galo”, animal que adotou como símbolo, em plena praça pública. Amor, veneração, apoio (in)condicional, características inerentes de quem nasce atleticano. Um cidadão movido pela paixão. No seu hino expressões significativas como “lutar”, “vencer”, “forte”, “vingador”.

Sua principal fonte de renda, os minérios, e de suas jazidas já muito foi extraído.
Pedras preciosas como Mário de Castro, Jairo, Said, Vantuir, João Leite, Luizinho, Paulo Isidoro, Cerezo, Sério Araújo, Humberto Ramos, Diego Alves, Lacy entre muitas outras.
Algumas compradas e lapidadas: Éder, Spencer, Dadá, Gilberto Silva.
Já outras adquiridas e consideradas como riqueza local: Marques, Guilherme, Taffarel, Paulo Roberto, Belletti.
Mas, a maior jóia encontrada até hoje atende pelo nome de Reinaldo.

Ao longo de pouco mais de cem anos de existência, fundado em 25 de março de 1908, o Atlético orgulha-se por ter sido o primeiro país a desbravar o gelo em território antes jamais explorado, fato ocorrido em 1950.
Ter atingido o status de nação mais pujante em 1971.
Além de uma hegemonia contra o país vizinho, 40 condecorações contra 36, e ainda mais algumas citações internacionais.

Porém, o cenário político sempre foi um entrave no desenvolvimento do país Atlético.
Margival Mendes Leal foi o primeiro presidente alvinegro.
Alguns honraram a cadeira sem muito brilho, como também sem grandes restrições do ‘eleitorado’.
No entanto, um mandatário em si  feriu o orgulho atleticano bem próximo ao ano em que o  Galo completaria seu centenário: em 2005, o presidente Ricardo Guimarães, em uma administração desastrosa, arruinou as finanças, sucateou a matéria-prima e investiu em setores duvidosos. Tal falta de planejamento fez com que o Atlético caísse para a posição de país secundário.

Contudo, pela união do seu povo, pelo amor à pátria e empurrado pela nação,  esta condição, de estar em segundo plano, durou apenas um ano.
Guimarães, enfim, recolocou o país no seu devido posto, mas deixou uma cicatriz que nascerá eternamente com os atleticanos.
O calvário alvinegro não terminaria por aí.
Na linha de sucessão, eis que surge o excelentíssimo Luiz Otávio Motta Valadares, para os amigos políticos: ‘Ziza Valadares’.

Chegamos a 2007.
No início, uma sentimento de empolgação pelo duelo vencido contra o país vizinho, e mais um capítulo da superioridade atleticana.
Mas, vem 2008, ano do centenário, que ao invés de ficar marcado pela alegria, conquistas e celebrações, foi ofuscado por mais uma terrível gestão.
Ao todo, 96 funcionários (jogadores) passaram pelo governo Ziza. Destes, safou-se apenas um: Marques.
No restante, nomes que vieram, ‘enxugaram’ os cofres, tiveram a confiança do povo, mas retribuíram de forma obsoleta.

Cansado, humilhado, não sentindo-se representado pelo seu maior ícone, o presidente, os atleticanos foram às ruas.
Exigiram uma retratação, o enterraram simbolicamente e o movimento popular surtiu efeito.
Deram-se por satisfeitos quando ele foi deposto. Liberdade! Ziza caiu!
O Atlético passa então por um período transitório, e em um processo eleitoral e aclamado pela maioria, Alexandre Kalil é escolhido para governar o país. Ele, filho do inesquecível Elias Kalil, homem forte atleticano entre 1980 e 1985.

Assim,  um ano e oito meses já se passaram, este o período em que Kalil já está à frente do Atlético. Reequilibrando as contas, extinguindo regalias e cargos de confiança, arcando com as ordens de pagamento rigorosamente em dia, o mandatário parece mostrar ao seu povo que está no caminho certo.
Fez escolhas equivocadas no primeiro ano de mandato. Confiou cega e piamente em dois ministros (técnicos)  ultrapassados e turrões. Resultado: nenhuma honra ao mérito para o país.

Hoje, tem como braço direito um homem de currículo expressivo, alguém que por cinco vezes já levou outras nações ao triunfo: Vanderley Luxemburgo.
A estrutura para o êxito está solidificada, pois afinal, em uma pesquisa recente, o Atlético obteve a primeira colocação entre 20 países do primeiro escalão como o melhor “IDH”.

Resta agora qualificar um pouco mais o corpo administrativo (plantel), unir-se em prol do país e alavancá-lo como nação soberana em 2010.
Para muitos, Alexandre Kalil significa o último alento alvinegro em busca de uma notoriedade perdida ao longo dos últimos anos.

Não desperdice essa chance, presidente!

Ouça a voz do seu povo, que tanto já sofreu, mas nunca se entregou nos momentos de adversidade e jamais abandonou o Atlético.
Escrevo tudo isso do ‘exílio’, nunca morei no país Atlético. Nasci filho de um representante do seu povo, e fiz questão de manter o sangue atleticano correndo pelas veias.

Afinal, como diz o seu hino: “Atlético! Uma vez até morrer”

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12 comentários sobre “UM PAÍS CHAMADO CLUBE ATLÉTICO MINEIRO.

  1. Maravilhosa crônica. Uma das mais bonitas que já li, rivalizando em emoção com as de Drummond. Parabéns pelo ótimo texto, Léo Gomide. Só um atleticano conseguiria expôr em palavras o orgulho de ser deste que não é apenas um time ou um clube de futebol – é, realmente, uma nação!

  2. Que Beleza ein Gomide?? Bela crônica, parceiro. Esse nosso país é o melhor pra se viver e pra se amar..

  3. A voz do interior….

    Mandou muito bem Gomide e essa parceria com o Roberto é como nos bons tempos de Marques e Valdir bigode.
    Esse nosso país precisa de uma universidade de excelência que forme os melhores profissionais pois a educação com o trato da pelota está devendo.

  4. Boa tarde,
    Já estava com saudades de ver um texto exclusivo sobre o Galo. E este texto do Leo Gomide deu uma boa cutucada nos brios do Kalil.
    Qeira Deus que mexa profundamente no coração do nosso Presidente e faça-o manter a empolgação e o orgulho de comandar o Galo.
    Com isso, tenho certeza, não vai deixar a Massa a ver navios…
    Aliás, nessa linha, temos a dúvida sobre o “cargueiro” que apareceu em nosso país: o que será que o defensor das marias vai fazer de bom pra o Galo? Será se é mesmo profissional? Para mim todo profissional de nível tem também caráter. E espero que o Kalil não esteja enganado: bateu boca com o cara há alguns dias e agora o chama para trabalhar junto?
    Já não temos a dúvida quanto à intenção do Luxemburgo? E vai deixar os dois trabalharem juntos?
    Deus é atleticano. Andou afastado de férias algum tempo, mas está de olho novamente. Tomara que não desgrude da atenção para evitar mais decepções para a Massa.
    É muito cruzeirense (espero que não sejam crugayrense) junto no Galo! Nunca vi isso.
    E a novela do Tardeli? O cara não tá treinando! Acho que seria para se preparar para a transferência, mas até agora nada! Tomara que não seja motivo de mais uma decepção para ele e ele não fique ainda mais desmotivado… que reflete no seu futebol e apresenta os resultados que vimos nos últimos jogos depois da decepção com a convocação…
    E dá-lhe, Galo!

  5. Parabéns Gomide/Roberto. Texto muito legal mesmo, Nota 10. Que saudade do meu assunto preferido: GALO! Caba logo copa do mundo enjoada! rsrsrs…. Bora GALO!

  6. Confesso que já pensei nisso mas nunca consegui traduzir em palavras e num texto tão sensacional! Já pensei no Galo como sendo um país, um gigante adormecido, atordoado por governos corruptos e um povo patriota ao extremo!

    Por isso que esse mesmo povo tem que ter paciência com esse novo governo, pois esse novo governo está tentando o que um presidente de 2 letras fez num país chamado Brasil: uma evolução de 50 anos em 5. No caso do país CAM, é a correção de 30 anos em 3.

    Vou usar aqui (contra a vontade do Roberto, hauhauaa) um brado da torcida argentina: “SIGAMOS CANTANDO, SIGAMOS CRENDO, É A NOSSA BANDEIRA QUE DEFENDEMOS”

    Avante povo alvinegro

    ÓTIMO TEXTO!!!

    1. Putz! O L&N tá ficando famoso mesmo. Agora está sendo invadido por argentinos tupiniquins… rsrsrsrs . Deixa de onda, Alexandre, vc come torresmo e pão de queijo, rapá!!! HAHAHAHAHAHA. |

      1. Yo me voy a hacer una consulta a Luxemburgo para que el pueda ensinar-me todo o que aprendeu de español cuando passó em Real Madrid

        hauhauhauhaua

  7. Parabéns Léo Gomide seu texto retrata a alma atleticana nos súditos desse país. Espero que nessa democracia que estamos vivendo nsse nosso “país” possa ressurgir forte pra recuperar o lugar que lhe é de direito. Um abraço.
    http://twitter.com/anlusantos

  8. Belíssimo texto, Léo. Certamente esse país jamais esteve tão confiante como nos dias de hoje. Alexandre Kalil finalmente resgatará essa PÁTRIA. E eu como patriota e fiel a essa NAÇÃO apoiarei até o fim, pois como você descreveu muito bem, Alexandre Kalil é como o último alento alvinegro em busca de uma notoriedade perdida. Parabéns, Gomide! Abs.

  9. AMEI!!!!
    SABE NOSSO AMOR …GALO
    EU AMO ESSSE TIME DO MEU CORAÇÃOO
    AMO DESDE CRIANÇA..
    E SEMPREEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    AMO³

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