O NECESSÁRIO RESGATE DE UMA HISTÓRIA DE GLÓRIAS.

Esta é a mais nova seção do Lances&Nuances, honradamente inaugurada por José Gama Jr., advogado militante na área empresarial com atuação em todo o Brasil e residente em Belo Horizonte.

Bendita a internet que deu asas à imaginação de blogueiros, bendito o twitter que permite que tantos falem tanto em tão pouco espaço, e que mesmo assim sejam ouvidos por muitos. Enfim, bendita a tecnologia que permite que hoje você esteja lendo este texto, e permite que não fiquemos todos à mercê de poucos que se julgam donos do direito de informar e que lutam, ainda, por um pretenso monopólio das informações e das opiniões. Como se as opiniões pudessem ser aprisionadas e direcionadas.

Enfim, digo isso porque nunca dantes li tantos textos de tão boa qualidade sobre o momento do Galo, e a grande maioria desses textos não é da chamada grande mídia. São blogueiros, são atleticanos apaixonados.  São pessoas normais, que vivem, amam, torcem e sentem. E emitem suas opiniões.

Nada contra, e demonstro aqui todo o meu respeito a todos os jornalistas que honram suas profissões, que são independentes e que ousam perguntar, informar, emitir opiniões sem ter preocupações em agradar ou desagradar alguém.  Mas sinto que no atual momento do Galo, o papel  cumprido pelos blogueiros e por todos esses “desconhecidos” que assinam seus textos e publicam na internet, dando a cara para muitas vezes tomar muita porrada, é muito mais nobre do que grande parte da imprensa esportiva mineira. Imprensa esta que em sua maioria não ousa criticar os atuais mandatários, que não põe o dedo na ferida, que parece crer que o “sobrenatural” é o culpado pela atual situação do Galo. E que tenta de todo modo fazer com que o atleticano acredite nesse “sobrenatural”.

Exceções existem, claro, e não posso cometer a injustiça de não ressalvar alguns jornalistas abnegados que, muitas vezes até usando a própria internet (já que alijados da grande mídia), ainda honram seus diplomas e enfrentam os poderosos dirigentes, informando e emitindo suas opiniões com isenção e destemor.

A controvérsia causada por recentes textos que afirmam que o Galo já não é mais um time grande, é salutar. E necessária. E foi bom que foi feita por jornalistas do chamado “eixo RJ-SP”. Até porque raramente veríamos algo parecido ser feito pela imprensa daqui.

Acompanhando o Galo de bem perto desde 1980 (quando também se deu o início de um sem-número de erros de arbitragem, propositais ou não, que nos custaram vários títulos), sinto no ar um certo desânimo por parte do torcedor do Atlético. Um ar de que realmente nos apequenamos, de que não somos mais o melhor time das Minas Gerais e nem um dos melhores e maiores do Brasil e do mundo.

Se é certo que nessa década a sucessão de trapalhadas de administrações que primam pela incompetência nos fazem hoje comemorar permanência na primeira divisão (mesma Série A da qual o Galo foi líder do ranking elaborado pela CBF durante tantos anos), muito mais certo é que nossa história, nem tão longínqua assim, ainda é de glórias. E tais glórias não podem ser apagadas. Não podem ser esquecidas.

Se nosso próprio presidente vem a público (na sua última entrevista ao programa Bastidores, Rádio Itatiaia) dizer que a última vez que o Galo teve time foi em 1980,  _ quando, por coincidência, o seu digníssimo pai era o Presidente _ certo é que a história do Galo merece ser resgatada. O que dizer então das participações do Galo nos brasileirões de 83, 85, 86, 87, 90, 91, 94, 97, 99, 2001? Isso para não aprofundar muito a pesquisa e para não falar de outras competições.

Para que os atleticanos de hoje olhem para seu clube e vejam a dimensão que essa nação alvinegra tem no mundo todo, a história do Galo precisa ser contada (aos mais novos recomendo o livro do Ricardo Galupo, Raça e Amor, dentre tantas outras publicações sobre o Galo). E bem contada. Um clube centenário não vive só de presente. Vive de passado, de presente e principalmente de futuro.

Não, não somos pequenos. Sim, ainda somos uma das maiores forças do futebol nacional. E mundial.

Se recentemente não vieram títulos de expressão, é bom lembrar que o próprio Santos também amargou mais de quarenta anos sem títulos expressivos. Alguém ousou, por isso, chamar o Santos (outrora de Pelé e cia) de time pequeno? E o que dizer do nosso rival, que foi o último dos grandes times (os chamados times do extinto clube dos 13) a ganhar um brasileirão (não me venham com essa de Taça Brasil, por favor)? Ou do Palmeiras, que assim como o Corinthians, também amargou décadas na fila sem ganhar nem um simples título paulista? Eram clubes pequenos nessa época? Lógico que não.

Não, não somos pequenos. Sim, temos sofrido com administrações pequenas. Administrações tacanhas, que acham que inventaram o Clube Atlético Mineiro, que desprezam a história do Galo, que são indignas de nossa grandeza, que não representam nosso amor ao Galo. Amor esse que não tem medidas.

Aos profissionais historiadores e atleticanos, fica a missão: vamos mostrar aos atleticanos mais jovens o quão grande é e sempre foi (e sempre será) o nosso Galo.

Aos dirigentes, atuais e futuros, fica o pedido: respeitem a grandeza do Clube Atlético Mineiro!

José Gama Jr.

Nota do blogueiro: Para os que se interessarem em escrever nesta seção, enviem seus textos para o email roberto.cfilho@globo.com , que serão analisados com toda atenção que merecem.

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5 comentários sobre “O NECESSÁRIO RESGATE DE UMA HISTÓRIA DE GLÓRIAS.

  1. É, nesse mundo virtual em que as pessoas podem se manifestar mais, tenho lido muitas opiniões sobre o Galo. Na verdade, acho que nenhum mortal pode explicar porque nosso calvário, essa travessia de deserto parece não ter fim.
    Se não estou enganado o povo de Israel peregrinou 40 anos até chegar à terra prometida…
    Cada nação tem sua sina. A nossa é bastante cruel.

    Talvez seja o imponderável, o incognoscível.
    Não há razão que explique.

    Ouvi de alguém que apenas aos fortes e privilegiados é confiado a carga mais pesada.
    Por isso quanto mais sofremos, mais nos tornamos fortes e maiores somos.
    É assim que eu vejo.

  2. __ Ô xará[permita-me assim chamá-lo,pois tbm chamo-me José],tem-se de separar o jôio do trigo,e aqui,tu o fizeste muito oportunamente. O CAM é ,foi e sempre será grande ,a história não mente,nem tampouco os números, esses ficarão para a eternidade, jamais poderão ser apagados ou esquecidos.Se formos voltar no tempo,ainda no início deste ano,veremos que estes srs da “verdade” ,que agora descem a ripa no CAM,são os mesmos que teceram elogios e mais elogios a ele lá atrás.É certo que muitas coisas ditas por eles,vem de encontro ao triste e vergonhoso momento vivido pelo TIME do CAM,isto é notório e verdadeiro,temos consciência de que aqls que hj nos representam,são restos depurados de outras equipes,que para elas não serviam,mas para o CAM sim.Erros administrativos crassos,veem sendo cometidos em duas décadas seguidas,administrações pífias,amadoras e sem visão alguma de um projeto futebilístico a longo prazo; aliás,minto,com o Bebeto de Freitas começou-se a emplementar algo de novo na administração do CAM,mas ficou só no papel ,morreu juntamente com sua saída da gerência de futebol do Clube e desde então o que se tem visto é o atropelo de como fazer um futebol certo,com profissionalismo e visando o crescimento da marca CAM, que figura entre as doze mais rentáveis dentre as vinte dos clubes da série A. O dia que nossos dirigentes,deixarem de se espelhar na horta do vizinho,[que de verde não tem nada] e,passarem a ter uma visão administrativa profissional,voltada ao futebol como um todo,ai sim,quero ver quem segura esta potência que por décadas se faz adormecida.
    __ Fico “p” da vida qdo vejo estes srs da”verdade” dizendo que o CAM é um pequeno qualquer,se pelo ao menos dissessem que quem está á sua frente[mandatário,conselho de velhinhos sem noção,esta corja denominada empresários de futebol,banqueiros, ex- azulinos e etc] pensam pequeno,aceitaria,pois realmente o fazem,mas colocar a Instituição CAM nesse estigma de time pequeno,que se explodam eles.

    __ Saudações Alvinegras e benvindo ao L&N

  3. Apesar de ser cruzeirense, não poderia deixar de reconhecer um texto bem escrito, reconhecer que o Atlético apesar da fase que atravessa, é sim um grande time no cenário mineiro, brasileiro e mundial. Fantástico!

  4. Palavras do Juca Kifouri, o Atletico nao é mais Clube de Minas Gerais, é clube Nacional.

    Em todas as estatisticas de quem comanda o nosso futebol CBF se é certa válida ou atualizada, não me interessa, (por que para outros clubes ela é válida ) estamos sempre entre os 6 maiores clubes do Brasil.

    Não será por causa de títulos ou por causa de estarmos sempre na zona de rebaixamento neste últimos anos, que não somos grande.

    Afinal tem muitos clubes que estão na espera de títulos não só o Galo, e digo mais para os incautos, os desavisados, Atleticanos ou nao!!!

    PEQUENO É O PENSAMENTO DE QUEM PENSA QUE O GALO É PEQUENO.

    E foi o Guerra quem disse, podem anotar ahí.

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