O CLÁSSICO, A TORCIDA E O FUTURO.

Não existe clássico em que, no final, as partes concordem: “Foi um jogo ruim, os times jogaram mal”. Atlético e Cruzeiro param Belo Horizonte, mexem com as duas maiores agremiações da cidade, além de uma torcida (do Galo) e um aglomerado de purpurina. E domingo não foi diferente. Mais um jogaço, típico da tradição que ele carrega, que terminou com um empate, péssimo para o melhor time e comemorado como um título pelos acostumados a celebrar o fato de nos tirar pontos. Aliás, eles já podem festejar a Tríplice Coroa esse ano. Uma Superliga de Vôlei e dois empates “heroicos e mortais” quando tudo parecia perdido. A nossa chateação vale mais do que uma goleada para eles. Nem o Bahia comemorou tanto assim o empate no Independência.

A mediocridade do lado de lá foi provada mais uma vez nesse clássico. Dois times que estavam jogando futebol (feio, mas futebol) e, quando a torcida viu que o cerco estava fechando, apelaram e começaram a jogar coisas no gramado. O que, inclusive, deve prejudicá-los bastante para a sequência do Brasileiro. É bem provável que veremos o time do Roth jogando algumas partidas no Sapatão, em Uberlândia, ou no raio que os parta, não interessa. Quem gosta de falar do rival são eles. Vamos focar no Galo. O time arrumado que estamos acostumados a ver, mas um pouco diferente do habitual, com Bernard, a princípio, centralizado, e o Ronaldinho na esquerda, talvez querendo aproveitar o lado direito desfalcado deles. Não deu certo. Tomamos um gol bobo do Wallyson, mas empatamos no final. Um golaço do Léo Silva. Mais um golaço do Léo Silva, diga-se de passagem.

Tirando o piti proveniente das arquibancadas vaidosas, não aconteceu nada durante quase todo o segundo tempo. Até que apareceu o Ronaldinho, que deu uma de Ronaldinho. Humilhou a zaga dos caras e fez um gol que vai entrar para a história do Independência, do clássico e do futebol mineiro. Merece placa! Viramos, festejamos e vimos os descontos do juiz, provenientes do showzinho das arquibancadas. Oito minutos além dos acréscimos, que somaram mais quatro. Ou seja, um jogo de 45 minutos que durou 56. Uma zona generalizada. No final, eles foram descabelados para o ataque e conseguiram um gol, que quase destruiu nosso estádio, tamanha a felicidade em não perder. A lamentar, a falta que não foi marcada no lance em cima do Guilherme, e a perda dos pontos, já que o Flu encostou, ao vencer o morto time do Vasco.

Vamos às imparcialidades. Semana passada, o Corinthians perdeu para o Santos com um gol irregular do André, e o juiz do jogo foi execrado pela mídia, o que resultou uma revolução e demissões na comissão de arbitragem. Hoje, em um clássico disputadíssimo, os dois saíram reclamando dos caras de amarelo. Eles reclamam de faltinhas do Jô na fraca zaga deles, que não aguentava dar combate no nosso tanque, e um pênalti não marcado em um lance. Nós reclamamos dos acréscimos exageradíssimos, do espetáculo ridículo dado pelos adeptos do time ciano, e a falta no nosso atacante quando do gol de empate, no último lance. Aliás, juizão, na próxima levante uma placa “Até o Cruzeiro empatar”, ao invés de 12 minutos de acréscimos. Vamos ver o que mídia e chefes dessas comissões farão. Em um bolão comigo mesmo, eu aposto: nada.

E a torcida do Galo, hein? Até quando o clássico é de só com a torcida do Cruzeiro, a gente dá show. Milhares de torcedores foram até Vespasiano empurrar o time, mostrar, mais uma vez, que estamos juntos nessa caminhada vitoriosa. Quando a fase era ruim, a gente já apoiava incondicionalmente. Agora que estamos nessa maré de surrar todo mundo, o show da nossa parte tende só a aumentar. Preparem-se, adversários. O Independência continuará sendo um terror para quem vier aqui ousar algo contra nosso Galo.

Os torcedores azuis de ocasião voltarão essa semana. Vamos aguentar, mais uma vez, aquele papo chato deles de taças conquistadas há 15 anos, falando que não podemos falar de futebol, e tudo mais. Estamos acostumados com isso. Faz parte do desespero dos caras, que sabem que o time está entrando em um abismo do qual estamos começando a sair. Deixem eles se apegarem a esse passado e focar apenas em empurrar nosso Galo a essa conquista, que há tanto tempo sonhamos. Continuando nessa toada, o final da história tem tudo para ser feliz para nós, que tanto sofremos nos últimos anos.

Para o futuro, nada de desespero. Apesar de termos empatado três contra times medíocres e retranqueiros (Bahia, Atlético-GO e Smurfs), vamos com calma. Mas isso já pode parar, tá, Galo? Vamos tirar pontos de times que estão mais em cima. Chega de empatar com gente que não tem pretensão no campeonato. A torcida vai continuar fazendo sua parte. O atleticano sempre foi movido pelo amor ao time e pela fé em dias melhores. Parece que esse ano é o ano de acabar essa botafoguisse de nunca ganhar nada. Ou, pelo menos, o indício de um futuro bom para nós.

Ponte Preta, sinto muito. É um time simpaticozinho que até goza de certo prestígio conosco, já que deram uma lenhada dos vaidosos na nossa casa. Mas sabe como é, né? Perdemos dois pontos, isso é muita coisa. Precisamos continuar atropelando e aproveitar que o Fluminense vai pegar uma pedreira sem tamanho (Corinthians, lá em SP). Então, vai sobrar para vocês. Com a massa do lado, vai ficar feia a coisa. Vamos seguir fortes e com fé. Assim, no final, seremos premiados.

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6 comentários sobre “O CLÁSSICO, A TORCIDA E O FUTURO.

  1. Muito bom texto. Ressalva feita a flor x gambás q será no RJ.
    Abraço e parabéns!

  2. Meus caros Roberto, Bruno e irmãos atleticanos….

    Robusto e fervoroso esse Post…

    Veio aquele sentimento de confiança incondicional que somos tomados quando uma situação adversa nos surpreende… Noque

    Apesar de não ter jogado o futebol que me fez acreditar novamente, meu galo lindo demonstrou versatilidade, sem poder colocar a bola no chão e pensar as jogadas devido ao desepero histérico das moças, mostramos que o melhor elenco do brasileiro mora na cidade do galo, além, é claro, que o melhor jogador do mundo está cada vez mais consciente que voltou ‘que jogada brilhante’… Como diz nosso narrador oficial…’é a maquina 2012… é a maquina 2012… ninguem segura…’ Grande abraço á todos!!! Rumo ao topo meu galo lindo… Minha cachaça… #CONTRATUDOECONTRATODOS

  3. Faço das suas, as minhas, as nossas, as palavras de toda a torcida atleticana… Manter o foco, a união e essa força se transformará no capitão do Galo, erguendo a Taça e esfregando-a na cara invejosa de todos que acharam que nos diminuiriam e tb na cara da CBF seus comparsas, além, claro, do eixo do mal, Rio/SP! Galo, sempre Galo!

  4. Ótimo post Bruno Favarini. Essa confiança demonstrada reflete o ânimo da torcida do Galo em 2012. Estamos com um time muito bem arrumado, peças se encaixaram perfeitamente no esquema do mestre Cuca, que, aliás, tem 50% de “culpa” nessa ótima campanha do Galão. Agora só nos resta torcer para que o time mantenha mesma pegada até o final do campeonato, fazendo com que no final do ano todos nós fiquemos roucos de tanto louvar o nosso GLORIOSO CLUBE ATLÉTICO MINEIRO. VIVA O GALO!

  5. Eis que me deparo conversando com um dos meus amigos e também dono do Blog Galo Contra o Vento (Thiago Gomides) sobre o Galo, no assunto dissertavamos como é de arrepiar a grande Massa Atleticana, como é bom torcer para o Galo, e alguns momentos da vida que nenhum atleticano esquece, como por exemplo o gol de Dario em 1971 ou gol de Marques na final do Campeonato Mineiro de 2010, e partir desse momento decido abrir a página do youtube, e começo a visualizar alguns vídeos da Galoucura, alguns na Arena do Jacaré, outros mais recentes no Independência, ou como a Massa gosta de chamar, Arena do GALO. Mas confesso, e ainda acreditando que grande parte da nação irá concordar com minha opinião, não encontrei vídeos, e acredito não encontrar outros tão cedo e tão arrepiantes quanto os vídeos da Galoucura no Mineirão. E que fique bem claro, não falo de vídeo que os rivais postam com Mineirão com 15 mil torcedores, falo de torcida de verdade, com 64 mil pessoas cantando a uma só voz, cantando na voz do Atlético Mineiro, o Galão da Massa.

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