COISA DOS MORTOS

Texto escrito por Luiz Sérgio Grossi.

quandoamassafala...

Depois de tudo o que enfrentamos até o combate final, era mais do que previsível que filmes antigos passassem diante de nossos olhos na última quarta-feira.

Deixei de acreditar em superstições e mandingas há algum tempo mas, ainda assim, confesso que durante essa Libertadores, algumas superstições voltaram a me atormentar (como acreditar que a camisa do Galo usada em todos os jogos da primeira fase tinha efeito no desempenho do time).

Felizmente, algumas derrotas dentro da própria competição me trouxeram de volta à realidade e me permitiram ter a honra de a camisa usada durante o último jogo ser escolhida, aleatoriamente, dentre as minhas muitas camisas alvinegras, pela minha filhota de 2 anos.

Enfim, quero dizer que o que aconteceu de quarta para quinta no mineirão, em minha humilde opinião, não foi coisa de Deus. Acredito, também há algum tempo, que Deus não deve se envolver nesse tipo de coisa. Caso contrário, estaria sempre fazendo uma escolha por frustrar grandes grupos de torcedores. E assim sendo, Deus seria um anti-atleticano ao longo de todos esses anos, o que é um pensamento ridículo.

Prefiro acreditar que Deus não se envolve nesse tipo de parada.

Para mim, o que aconteceu lá foi coisa dos mortos! Dos vários atleticanos que já se foram e que lá estiveram na quarta à noite.

Aquele lance capital que sempre nos eliminou ou nos tirou o título, aconteceu. Mas era tanta gente acreditando e evocando os mortos que eles foram lá e deram uma rasteira no Ferreyra, logo que ele driblou o Victor. Eu tinha chamado pelo Zezé (meu pai e responsável por todo esse amor que tenho pelo Glorioso e que nos deixou há 2 anos) dois minutos antes (Zezé, desce daí! Tá difícil e o time tá precisando de você!).

E ele veio! E certamente não veio sozinho pois conversei com alguns amigos ontem que me disseram ter também evocado os seus pais, já falecidos, em vários momentos da partida. Certamente o Ferreyra foi derrubado por mais de um atleticano invisível. Seria muita pretensão acreditar só no Zezé. Mas isso não foi obra de espírito atleticano fraco não! Depois dessa “rasteira coletiva do além”, eu e todos tivemos certeza de que era nosso, e o gol iria sair, como saiu! O resto é HISTÓRIA! Já foi escrita!

E nos aguardem, bibas de Munique! Estamos chegando! Chegou a hora da massa amarela de Dortmund retribuir nossa torcida!

Anúncios

2 comentários sobre “COISA DOS MORTOS

  1. Roberto,
    Sem explicação plausível para o lance do El Tanque Ferreyra, olhei para Fabíola, minha esposa e disse: Foi D. Janice que derrubou o cara.
    D. Janice é minha mãe que tanto presenciou eu sofrer as derrotas, algumas vezes, causada pela incapacidade técnica, outras, pelo azar e a grande maioria pelos Herros Humanos dos donos da “A Regra é Clara”. Resignava-se!
    Desta vez, sendo um jogo Continental, D, Janice que partiu em janeiro de 2011, “teve forças suficiente para entrar em campo e derrubar o Tanque paraguaio?”
    Nosso Galo é campeão da Libertadores, mãe!
    A senhora não está mais aqui, para comemorar comigo, D. Janice, não fisicamente!
    Sei que voce me ronda, sinto-me abraçado e outras vezes, incomodado pela insistência com que quer resolver alguns pontos,mãe.
    Nesse instante, sinto voce tocar meu ombro e eu sem saber muito o que fazer.
    Mas, devemos seguir nossos caminhos.
    Senhor, tende piedade de nós dois e dai nos o crescimento, amém!
    @cabrito2606

  2. Garanto a você que na hora eu tava rezando pra acontecer qualquer coisa, fiquei louco com a saida do Vitor , e invoquei todas as almas bondosas pra nos ajudar kkkkkkkkkkkkk e estou agradecendo pela ajuda.

Os comentários estão desativados.