Arquivo da categoria: Crônica de Christian Munaier

ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Por trás de todas as novas manobras de acusação perpetradas contra Alexandre Kalil para desestabilizar o Atlético neste momento de importante reposicionamento no cenário nacional, está a cúpula do Cruzeiro Esporte Clube. E da sua executiva, formada por proeminentes e poderosos cruzeirenses. Lá, representantes de todos os poderes estão envolvidos: do executivo, do legislativo e do judiciário. E do quarto poder, a mídia. Tudo para preservarem a instituição que administram.

Como não conseguem estabelecer uma estratégia para reverter as negociações feitas pelo Galo para a exploração comercial do Independência, como o Mineirão não pode oferecer o mesmo para o time do Barro Preto, por todas as questões contratuais que envolvem a concessionária e o governo do estado, como não há caixa suficiente para manter Montillo e/ ou não têm moeda de troca (Libertadores, Ronaldinho Gaúcho…) para fechar ótimas contratações, o que o Cruzeiro e sua cúpula tentam é denegrir, intimidar, criar fatos novos que diminuam o poder atleticano, e que sirvam de alerta ao presidente: “É melhor você ceder, Kalil. Afrouxe a corda do nosso pescoço ou iremos partir pra cima”.

Quem está arquitetando as ações?

Gilvan de Pinho Tavares é um mero aprendiz. Um neófito! Com algum poder em suas mãos, é verdade, pelos anos de Procuradoria. Mas não passa de um dublê de gestor do futebol. Os contratos mal-amarrados, as vendas equivocadas e as apostas frustradas demonstram, à sobeja, a inépcia do presidente do Cruzeiro Esporte Clube.

Todo aprendiz tem um mestre. Não é diferente neste caso. O mentor de Gilvan ocupa cadeira no Senado da República, tal qual Palpatine, senador sith da saga de George Lucas. Como Palpatine, o senador que manipula a marionete celeste chegou ao poder pelas portas dos fundos. Não foi eleito. Foi imposto.

Como escudo, Kalil conta com importantes atleticanos, como o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia. Contudo, o governador tem a necessidade de contemporizar os ânimos e agradar a todos, atleticanos e cruzeirenses.

Assim, o escudo atleticano pode não ser de todo intransponível. Anastasia deverá recomendar que Kalil deixe o Cruzeiro respirar, que permita que as forças sejam equilibradas. Se o presidente alvinegro se recusar, correrá o risco de ficar sozinho nesta guerra, perdendo o poder político. Sem proteção, será alvo fácil.

Kalil está entre a cruz e a espada.

(Crônica escrita por Christian Munaier, atleticano visceral e criador do Terreiro do Galo, na Globo.com).

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