Arquivo da categoria: Crônicas de Leo Gattoni

O GALO PRECISA CANTAR PARA O PRÓPRIO GALO ACORDAR

colunadoleogattoniA Libertadores já é nossa e ninguém mais tira. Somos CAMpeões. O que era um sonho antigo agora é realidade. Mas já são mais de duas semanas que conquistamos esse sonho. Então é hora de acordar, trabalhar duro e com foco nos objetivos, para que outros sonhos tornem-se realidade.

Digo isso porque desde a conquista na Libertadores, no último dia 25 – e ainda bem que foi depois da meia-noite, porque senão seríamos CAMpeões no #DiaDeMaria – o time do Galo simplesmente esqueceu de como jogar futebol. Os resultados estão aí: três derrotas consecutivas, com nove gols sofridos e apenas dois marcados. A hora de acordar já passou!

Não é com o futebol apresentado nos últimos três jogos que o Galo, ainda que priorizando a Copa do Brasil (como disse o Cuca), vai sequer conseguir se manter na Série A em 2014. E toda derrota após uma conquista expressiva, como foi a Libertadores, só reduz a expressão da mesma. Já devem estar falando por aí: “Ganharam porque os times desse ano era umas babas… aqui no Brasil o nível é muito superior!”.

Priorizando ou não a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro é um torneio importante e que não conquistamos desde 1971. Ano passado batemos na trave. Dos chamados “grandes” clubes do futebol brasileiro, o Galo é quem está a mais tempo na “fila”. Então o bicampeonato brasileiro é um sonho de todo atleticano. E esse sonho só se tornará realidade se o time inteiro acordar, do terceiro goleiro, Lee, ao Presidente Alexandre Kalil, passando por todos os jogadores, comissão técnica e diretoria. Esse estado de “ressaca” tem de acabar agora.

O time tem de voltar a jogar o futebol empolgante que jogou na Libertadores, com garra, vontade, “sangue nos olhos”, acreditando em todas as bolas. Os jogadores mais experientes do elenco têm de chamar pra si a responsabilidade, orientar os mais jovens, e sobretudo participar com mais eficácia nas partidas. Alguém tem de avisar aos jogadores que transferência a essa altura, só para quem está sem contrato: a janela internacional de transferências já se encerrou! Então é jogar aqui mesmo, se destacar e aparecer para o mercado internacional, já que o Galo virou vitrine: o Mundial de Clubes da FIFA é em dezembro, logo ali no Marrocos.

A comissão técnica _ e aí eu falo praticamente só do Cuca _ tem de trabalhar com mais afinco. Sabemos que o elenco está “enxuto”, precisando de atletas em quase todas as posições, e que as contratações serão mais difíceis, mas o Cuca tem de saber aproveitar melhor as características de seus jogadores. Não adianta escalar um jogador com determinadas características numa posição que não é a dele e querer que ele faça milagres. Cada jogador tem de atuar na sua posição, sempre que possível, pois existem situações, como a de ontem, em que o time esteve “remendado” em campo.

A variação do esquema tático tem de acontecer também, para evitar a previsibilidade, já que a grande parte dos treinadores brasileiros tem o hábito de estudar o adversário. Cuca tem crédito, mas não pode sentar no alto da pilha de elogios que recebeu nos últimos dias e ficar por lá, senão num momento de falta de atenção vai cair. E mais uma coisa: Cuca tem de motivar os seus comandados, e não o contrário. Copa do Brasil é um objetivo e o Campeonato Brasileiro também! Motivação vem de cima pra baixo. No exército existe um ditado para isso: “A tropa é o espelho do comandante!”.

A diretoria, no meu ponto de vista, pecou mais que todo mundo, pois não contratou bem no início da temporada e ainda dispensou atletas insatisfeitos com a reserva. Durante o Campeonato Mineiro e a própria Copa Libertadores não trouxe praticamente ninguém, e agora que as transferências do exterior estão praticamente impossíveis é que eles acordaram. As contratações tem de acontecer, devem acontecer, e não apenas para “compor” ou “qualificar” o elenco: precisamos de jogadores que cheguem para disputar posição, para fazer “sombra” nos nossos titulares. A distância entre a qualidade técnica dos titulares e seus reservas é um abismo!

A Massa vem fazendo a sua parte, apoiando o time, independente de quem está jogando. Mas quem conhece futebol sabe que a torcida é movida pela paixão e não pela razão. Sabe também que a paciência da torcida é curta, e que bastam alguns mal resultados – ainda que com o time jogando bem – que os “cornetas” aparecem sem a menor cerimônia.

Como disse anteriormente, tá na hora de acordar do sonho, antes que este se transforme em pesadelo. Acorda Galo! Acorda Cuca! Acorda Kalil! Vamos atrás dos novos e antigos sonhos! Estamos em 2000eGalo e ninguém vai nos segurar!

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A CRISE SÓ EXISTE PRA QUEM ACREDITA NELA

O último jogo do Galo foi decepcionante para toda a torcida. Empatar com o até então lanterna do campeonato depois de sair atrás no marcador, não é script para o LÍDER ISOLADO do Brasileirão. E fiz questão de escrever LÍDER ISOLADO em letras maiúsculas pensando unicamente nos “cornetas de plantão”, que pensam que “o campeonato acabou”.

Claro que não foi o melhor resultado, e como qualquer atleticano que se preze, não fiquei satisfeito com o resultado. Mas aqui segue uma informação importante para estes mesmos “cornetas”: é impossível o Galo vencer todos os jogos do Campeonato Brasileiro. Numa competição deste nível nenhum time terá 100% de aproveitamento. Entenderam?

A quantidade de gente que “chiou” pelo Twitter depois do jogo dava a entender que o Galo estava novamente lutando contra o rebaixamento. Será que a Massa, a torcida mais apaixonada do mundo todo, se esqueceu da nossa situação? Pra quem esqueceu, quem tem a “memória curta”, mesmo com o empate, o Atlético continua LÍDER ISOLADO do Brasileirão. E mais: temos o melhor ataque, a melhor defesa e estamos 3 pontos à frente do segundo colocado, mesmo com um jogo a menos.

Ninguém se lembrou dos 39 pontos, 12 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota. Também ninguém lembrou de olhar os demais resultados da rodada: Fluminense também empatou, Grêmio perdeu, São Paulo perdeu, Flamengo perdeu, Internacional perdeu e o Vasco empatou. Então ficou tudo como antes, do mesmo jeitinho. Se faltou sorte ou competência dentro de campo, a sorte ajudou bastante. E todo campeão precisa de um pouco de sorte também (não que contaremos sempre com ela).

Vi até gente pedindo a saída do Cuca. E não precisam me lembrar que eu também pedi a saída dele, só que no final do ano passado. Naquela época a situação era outra, mas enfim, Cuca tem demonstrado que pode comandar o Galo. Os números dele este ano comprovam isso. E admito: a manutenção dele deu estabilidade ao time e é um dos fatores que nos colocam onde estamos hoje.

O próprio Cuca disse numa entrevista que ele queria ver o comportamento da torcida quando “o resultado não aparecer”. Ele próprio, comissão técnica e jogadores, têm plena consciência de que é impossível vencer todos os jogos. E que quanto mais o Galo vencer mais fechados os oponentes entrarão contra nós. Foi exatamente isso que o Atlético-GO fez. Entrou fechado, já que jogaria desfalcado contra o líder.

De novo para aqueles de “memória curta”, pois os fatos aconteceram a menos de 10 dias, a imprensa – aí leia-se torcedor maria “travestido” de jornalista – está tentando inventar uma crise no Galo já não é de hoje. Festinhas na casa do Ronaldinho Gaúcho e briga dele com o Kalil são apenas alguns exemplos. São apenas a “ponta do iceberg”. E podemos esperar que ainda vem mais por aí. A bicharada, na situação que estão, já deixaram o “timinho” delas de lado pra se ocupar do Galo.

Na entrevista do Celso Roth após o jogo com o Fluminense, um repórter perguntou “se a mariada não estava mais preocupada com o sucesso do Galo do que com o desempenho delas”. Roth foi evasivo na resposta, porque jamais poderia confirmar isso em rede nacional. E quem cala consente: “as marias estão descontroladas”! Não suportam sequer a possibilidade do Galo levantar o caneco. Daí vem o desespero de tentar inventar uma crise.

Mas voltando à realidade, temos de focar no próximo jogo, amanhã, em casa, contra o Botafogo. Que o time entre em campo com a mesma vontade, com o mesmo compromisso, com a mesma raça que a torcida viu nos outros jogos do Brasileirão. O jogo com o Atlético-GO já terminou.

A crise existe? Sim, mas do “lado homoafetivo” da lagoa, onde moram os simpatizantes da vaidade. Então vamos deixar a mariada se afundar na crise delas e nos prepararmos para “sapecar” o Botafogo, como aperitivo, para depois “traçarmos o prato principal”: as smurfetes! E mais: prefiro ganhar dos grandes e empatar com os pequenos.

As derrotas nós deixaremos para o “lado refrigerado” da lagoa.

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CUCA DEVE SAIR?

Quase todos os blogs estão fazendo a seguinte pergunta: Cuca deve permanecer à frente do Atlético em 2012? Independente dos resultados destas pesquisas, temos de usar a razão para analisar se o Cuca é realmente o treinador ideal para o Galo em 2012.

Falo em usar a razão porque a nossa torcida nunca lança mão dela. Todas as manifestações vindas da torcida do Galo são originadas da paixão, que sempre prevalece sobre a razão. Então passemos à análise.

O Cuca conseguiu o mais difícil, considerando-se o atual elenco do Galo: convenceu os jogadores de que eles podiam render mais do que estavam rendendo até o momento. Isso é fato. E neste quesito ele é um vencedor, porque o Atlético é o terceiro time que ele salva da queda para a segundona. Goiás e Fluminense também já foram salvos por ele.

Ele ainda consegue explicar aos jogadores, de uma maneira clara, o que ele quer que seja feito em campo. Vejam como determinados jogadores do Atlético subiram de produção, caso do Daniel Carvalho. Não estou dizendo que ele é craque ou que é o jogador ideal para a posição, apenas que o rendimento dele melhorou muito.

Mas por outro lado o Cuca é um técnico comprovadamente azarado. Vejam os campeonatos que ele deixou escapar no último jogo. Olhem o tanto de “vices” que ele tem. Botafogo, Fluminense, Cruzeiro e daí por diante. Sempre acontece alguma coisa que falha na hora “H” e o título vai para o outro lado.

O trabalho dele no Atlético deve ser reconhecido. Até o momento, o conceito dele seria MUITO BOM, dadas as circunstâncias. Mas entendo que para o ano que vem teremos de buscar outro treinador, pois não quero ver o Cuca em 2012 e ter de lembrar que foi ele quem salvou o Galo em 2011.

O novo treinador deve ser uma pessoa identificada com o Atlético, com suas tradições e com sua torcida. Deve ser um técnico que não tenha medo de sacar jogadores do time quando não estão atuando a contento. Que tenha coragem de dizer ao diretor de Futebol que este ou aquele jogador não deve ser contratado, porque em nada acrescentará ao time. E principalmente, que consiga recolocar o Galo na sua devida posição em 2012 – na ponta de cima da tabela.

Não quero sugerir nomes, porque isso cabe àqueles que são remunerados para gerir o futebol do Galo. A única coisa que sugiro é que o futebol do Galo seja entregue a alguém com as mesmas características do técnico acima descrito. Para mim, o sr. Eduardo Maluf já demonstrou que não possui um pingo de competência – porque amor ao clube jamais teve ou terá – para gerir o nosso futebol. Pode ter dado certo nas “marias”, mas aqui no Galo o “papo tem de ser reto”. Que ele junte-se aos seus no “reduto do lado homoafetivo da lagoa”.

Mas estas definições só teremos após as eleições de dezembro de 2012. Somente após a eleição do presidente é que o elenco de 2012 começará a ser montado. E espero que com outros critérios, diferentes dos usados até agora. Até lá, é torcer para o Galo e para que as “marias” caiam! #ChupaMaria.

E que ano que vem chupem na Série B!

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VERGONHA NA CARA EM 2012

Este ano durante todo o período em que o Atlético foi treinado pelo Dorival Júnior vimos o time perder um jogo atrás do outro. Perdia porque ninguém sabia se era titular, se era reserva, porque o esquema tático mudava a cada jogo, etc. E principalmente, porque o que era treinado na Cidade do Galo não chegava aos gramados, pois era mudado minutos antes da partida. Faltava “vergonha na cara” dos jogadores.

Realmente não sei o que se passava na cabeça dele, e pra ser sincero, não quero mais saber. Mas a culpa daquela fase é única e exclusiva da diretoria do Clube Atlético Mineiro, mais especificamente dos srs. Alexandre Kalil e Eduardo Maluf, que pela inércia deixaram as coisas chegarem a um ponto crítico. Isso sem comentar as contratações equivocadas e feitas sem critério. Faltava “vergonha na cara” da diretoria.

A chegada do Cuca, de início, não mudou muita coisa, porque o Galo continuou perdendo. Ora, não se consegue encaixar um estilo de trabalho da noite para o dia. Mas uma atitude do Cuca foi fundamental para a mudança da atitude do time: o afastamento do Patric. A atitude dele, ao ser substituído, de sair de campo “caminhando calmamente” demonstrou o comprometimento dele com o clube que pagava seus salários, e em dia, coisa rara nos dias de hoje. Falar que o Patric era um “sem-vergonha” é pleonasmo.

Do afastamento do Patric em diante, o resto do time “acordou” e passou realmente a lutar em campo. Até as entrevistas pós-jogo ficaram melhores, sem as desculpas esfarrapadas de sempre.

O Cuca está fazendo o melhor possível com os jogadores que tem à sua disposição. Sou a favor de sua permanência para o próximo ano, pois ele conseguiu “ressuscitar” o Atlético, e principalmente, recuperar a “vergonha na cara”, que estava sumida fazia tempo. Chega de técnicos “de grife”. Nenhum deles nunca deu certo no Galo, desde os tempos do Rubens Minelli.

Mas para o trabalho do Cuca em 2012 ser bem sucedido, a diretoria do Atlético tem de deixar o “estado de coma” em que se encontra e começar a agir. Jogadores que não interessam devem ser comunicados o mais rapidamente de que não ficarão, e o trabalho para a contratação de reforços já deveria estar em andamento. Que o Departamento de Futebol seja comandado por um profissional identificado com o Galo, sua história e suas tradições. E um bom início é a dispensa do sr. Eduardo Maluf.

Do meu ponto de vista, 2012 já está comprometido, porque os desmandos de 2010 e 2011 ainda serão sentidos. O quanto antes a ação continuar, menos os resquícios anteriores serão sentidos. Contratações certamente serão feitas, mas que antes sejam definidos os critérios que as orientarão. Chega de Jóbsons, Torós, Patrics e outros tantos. Pedir aos jogadores que tenham “vergonha na cara” é fácil – o difícil é mostrar aos jogadores que se tem “vergonha na cara”.

E que o Presidente do Atlético em 2012, seja ele quem for – preferencialmente que não seja o Alexandre Kalil – transfira a sua mesa para a beira do campo de treinamento, na Cidade do Galo, e acompanhe de perto o time.

Ir de vez em quando à Cidade do Galo não é o bastante!

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