Arquivo da categoria: Crônicas de Roberto C. Filho

PRÉVIA DE ATLÉTICO X THE STRONGEST

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Hoje é quarta-feira, dia 06, véspera de um jogo fundamental para as pretensões do Galo na Copa Libertadores da América.

Muitos dão a vitória como fava contada. Ledo engano. Esse jogo será uma pedreira, se o The Strongest se posicionar como se posicionou contra o São Paulo. Só não será assim se o time boliviano decidir encarar o Atlético de igual para igual. Neste caso, sairá do Independência grogue de tantos gols tomados.

Hoje em dia, nenhum time da América do Sul _ incluindo os do Brasil, obviamente _ tem coragem de enfrentar o alvinegro mineiro de peito aberto. Nenhum deles tem a petulância que o Atlético teve, ao jogar ofensivamente para dentro do Arsenal de Sarandi em plena Argentina de los hermanos.

Porém, jogo é jogado e lambari é pescado. Não se ganha um jogo de véspera. Opiniões só servem para esquentar o debate esportivo e não influenciam em nada nas quatro linhas, onde o embate é travado entre duas equipes com o mesmo objetivo. Sai vencedor aquele que possui as melhores armas táticas e técnicas, além de muita vontade. Nada mais conta.

Que o Galo consiga transformar favoritismo em sinônimo de vitória.

E que a torcida, vestida de branco, passe uma mensagem de PAZ ao povo boliviano. Que demonstre para o mundo que o atleticano não é igual ao insano que disparou o sinalizador naval em Oruro. O futebol não foi feito para matar adolescentes de 14 anos.

Futebol é coração pulsante! É vida!

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CONTRATO MINAS ARENA/CRUZEIRO TEM ALGO A ESCONDER?

Se há isonomia para os 3 clubes nas condições de uso do Mineirão, porque o contrato Minas Arena x cruzeiro não pode ser mostrado?

Se o contrato não é transparente, como os outros clubes saberão se estão obtendo tratamento idêntico?

Respondendo à solicitação do deputado estadual Sávio Souza Cruz, que pretendia verificar as condições de tal contrato, o secretário extraordinário da Copa do Mundo, Tiago Nascimento de Lacerda disse o seguinte:

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O secretário, ao negar o pedido,  foi claramente contra as regras existentes para a administração do Mineirão. Têm algo a esconder?

Surge a suspeita de que existe algo de podre no reino da Dinamarca… ou no território do coronel.

Esse angu tem caroço!

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HOUVE CORRUPÇÃO NO ESTÁDIO OU FOI UM SONHO? PENSE.

Imaginem uma história ficcional. E tenho certeza que não ocorreu porque nossos políticos são pessoas confiáveis. É apenas uma quimera imaginada por este que vos fala, influenciado por um sonho em noite mal dormida. Mas, mesmo assim, porque não contar?

No sonho, eu sou o governador do Estado de Minhas Gerais, um dos maiores da federação e uma das sedes da Copa do Mundo.

No meu gabinete, ando de um lado para o outro, pensando:

Teremos de gastar milhões _ talvez, se Deus ajudar, mais de um bilhão _ na reforma do Otarião. Não é toda hora que surge uma oportunidade assim!

Decido me debruçar sobre o trabalho porque mentes ociosas só produzem bobagens. Tenho de analisar seriamente quais as opções que temos para a reforma do estádio:

1 – De um lado, o Estado pode obter um aporte junto ao BNDES de forma a reconstruir todo o Otarião por conta própria e administrá-lo através da ADEMGA. Com a adesão dos dois times fortes do Estado, poderemos pagar o financiamento em 25 anos. Nesse sistema, os clubes não serão massacrados e o torcedor terá ingresso a preço mais acessível. Bom demais, né? Hã… preciso pensar. Vamos à segunda opção.

2 – Temos à nossa disposição a PPP (Parceria Público-Privada), que é uma nova lei para licitações que podemos experimentar. Quem sabe é melhor? Vou lê-la agora e me inteirar direitinho… hã… bom isso… opa, interessantíssimo… puxa vida, nunca vi uma lei tão bacana!

Eufórico, reúno o staff.

_ Pessoal, já decidi. O Estado de Minhas Gerais fará a licitação no sistema PPP. Vamos gastar uns 40 milhões no início da obra _ pouco, não é verdade? _ e o resto será, conforme a PPP permite, entregue à iniciativa privada. Junto ao BNDES, eles poderão financiar a reforma. Depois pagaremos uma quantia irrisória  de 3.500 milhões mensalmente (reajustáveis) durante 25 anos, a título de administração do estádio e para que eles paguem ao Banco. Vai sair na urina! Otarião não é o nosso negócio, vocês sabem. Melhor terceirizar…

Um secretário que fizera, freneticamente,  as contas na calculadora, se manifesta:

_ Mas, governador, sairá muito mais caro. Os caras pegam emprestados 200 e poucos milhões e vão receber mais de 700 milhões? Senhor governador, eles não enfiarão a mão no bolso, não partlharão os riscos! Além disso, vamos entregar o Otarião para a iniciativa privada?

Fico meio puto, mas me contenho:

_ Você acha que uma empresa administra um estádio a troco de nada? Temos de pagar sim! Analisei profundamente a lei e decidi que a PPP é a melhor saída para o Estado.

O secretário insiste, nojento como ele só:

_ E os clubes, como ficarão nessa história? O administrador vai pensar só em lucro. Vai arrancar o fígado deles. Não seria melhor a ADEMGA?

Eu penso um pouco e sou sincero na resposta:

_ ADEMGA não gera grana. Eu quero que os clubes se fodam. Mais vale o que é meu!

Depois dos detalhamentos do PPP, todos se retiram.

Eu, já sozinho,  pego o telefone, ligo e rapidamente sou atendido:

_ Amigo, caiu no meu colo um negócio da China pra ganharmos muito dinheiro sem investir absolutamente nada. Uma tal de PPP,  presente dos céus! Coisa de louco! É o seguinte…

Neste momento, acordei. Perdi o melhor final.

[História absolutamente de ficção, sem nenhuma ligação com a vida real. Se algum personagem se assemelha a alguém, trata-se de mera coincidência].

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SAIBA PORQUE OS SENADORES QUEREM O GALO JOGANDO NO MINEIRÃO!

“Política é a ciência da governação de um Estado ou Nação e uma arte de negociação para compatibilizar interesses.”

Em qualquer atividade, a política se mostra presente quando você precisa angariar apoios em torno de um projeto bem sedimentado. Uma política bem realizada abre as mentes para as pessoas ouvirem o que você tem a dizer e a valorizarem o conteúdo do que você lhes propõe.

Se você tem crédito com a sua esposa, você pode, “politicamente”, negociar a liberação de todas as sextas-feiras dos próximos 10 anos! Não custa tentar, embora certamente não vá conseguir. Mas a simples tentativa demonstra que, até dentro de nossas casas, a política existe.

Até agora, eu falei da Política como essência de convivência e negociação entre pessoas e povos. Esta é absolutamente necessária! Política é uma coisa boa.

Porém, ainda não falei do outro lado da política, onde senadores usam de seus cargos e poderes para pressionarem de forma mesquinha uma instituição de futebol sagrada para mais de 6 milhões de pessoas!

Vou nominar, pois não tenho medo deles: trata-se do senador Aécio Neves e do senador que caiu de para-quedas no Senado Federal (às custas da morte do titular), chamado zezé perrela. O primeiro, multimilionário por família e sabe-se lá o que mais. O segundo, investigado pela Polícia Federal, dono de uma fazenda de mais de 60 milhões de reais obtida da noite para o dia enquanto o clube que presidia está mais quebrado que arroz de terceira. Convive com escândalos diários, como o  fornecimento fraudulento (em licitação) de marmitas para presídios estaduais e federais e outras coisas mais.

Esses caras se julgam no direito de obrigar o Clube Atlético Mineiro a jogar no Mineirão, mesmo que às custas de prejuízos claros e evidentes para o clube. Motivo? Necessitam cumprir o orçamento previsto e dar satisfação à sociedade para não perderem poder (voto = poder). E dependem fundamentalmente do Galo para que o plano tenha sucesso. No planejamento que fizeram, o Atlético era a principal fonte de receita. De repente, não é mais. Estão desesperados.

Vejam o Plano de Negócios que faz parte da PPP (Parceria Público Privada). Trata-se de uma projeção de faturamento utilizando públicos de 2004 a 2009 como base. E qual a maior torcida? Claro que é a do Galo!.

(Clique sobre a imagem para expandí-la – Imagem divulgada na Internet pelo Zeca1908, autor do Espora Afiada).

Como podem ver, a média do público alvinegro foi de 56%. A do cruzeiro, de 44%. O governo pode abrir mão de um público tão significativo? Claro que não. Sem o Galo, o Estado vai ter de continuar pagando o mínimo contratado à Minas Arena por seculae seculorum, pois a tal empresa oportunista não produzirá receita suficiente, está mais do que óbvio.

SEM O GALO, TODO O PROJETO FEITO POR POLÍTICOS  INCOMPETENTES, QUE DERAM O MINEIRÃO DE BANDEJA À INICIATIVA PRIVADA, VAI POR ÁGUA ABAIXO!

A Minas Arena, que não gastou um tostão furado de seu próprio bolso, pois a grana saiu do BNDES, não precisa nem se mover para receber, todo santo mês, no mínimo 3 milhões e meio do Estado! E nesse início, parece que muito mais!

Explico, com as palavras do Dr. Jarbas Lacerda:

“1 – Minas Arena vai receber no 5º dia útil de Fevereiro, a título de remuneração fixa, a quantia de R$7.752.632 já com a correção!

2 – No 5º dia útil de Março, a Minas Arena vai receber dos cofres públicos, a título de remuneração fixa, a quantia de R$7.723.331,00!”

Está claro que:

1 – O governo e os senadores citados pressionam o Galo para que jogue no Mineirão porque só assim se livrarão de perdas políticas. Querem trocar o prejuízo deles pelo nosso! No Mineirão, só o Estado pode entrar pelo cano. A Minas Arena está mais do que garantida, mesmo que durma 24 horas por dia. Não existe risco para eles.

2 – Por uma questão moral, há a OBRIGAÇÃO de instaurar uma CPI que investigue TUDO sobre a licitação do Mineirão, mesmo que o presidente Kalil tenha se declarado contra. As suspeitas de que os senadores Aécio Neves e zezé perrela têm ligação com a Minas Arena são escancaradas demais para serem ignoradas! Esse duto escandaloso de dinheiro público não pode seguir impune. #CPIDOMINEIRÃOJÁ

3 – Por fim, o Galo joga aonde quiser. Tem estádio, tem torcida e não depende de contratos lesivos ao patrimônio público. O Galo, hoje, NÃO TEM O DIREITO de ser fantoche de nenhum político!

ELES NÃO CONTAVAM COM O CONTRATO COM A BWA, NO INDEPENDÊNCIA, essa é que é a verdade. Acharam que regras escravagistas seriam impostas ao Galo da mesma forma que foram enfiadas goela abaixo do cruzeiro. E agora apelam para medidas sujas que forcem o Clube Atlético Mineiro a se render.

Senhores senadores, NÓS, ATLETICANOS, NÃO PERMITIREMOS QUE ISSO ACONTEÇA! SOMOS FORTES DEMAIS PARA VOCÊS!

Entenderam agora a diferença entre a arte da Política (com letra maiúscula) e a podridão dos politiqueiros?

(Há muito mais que se dizer a respeito. Nos próximos dias, estaremos detalhando tudo).

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VOLTARAM A TREMER DIANTE DO GALO.

Ok, o juiz não marcou um penalti escandaloso em Ronaldinho Gaucho _ que certamente a favor do Fluminense marcaria _  irritou os jogadores do Galo com faltas invertidas ou inexistentes, fez vista grossa para infrações perto da área e assinalou as do meio de campo. Além disso, atrasou a dinâmica de jogo ao pará-lo por quaisquer motivos, todos eles insignificantes.

Ok, esse juiz sabe, como poucos, enrolar uma partida e prejudicar um time de forma sutil e dissimulada. No Brasil, ele é o melhor especialista nesse tipo nefasto de “arbitragem”.

Entretanto, embora eu reconheça que o Galo foi prejudicado, não foi por isso que deu adeus ao título. O que nos custou a perda de dois pontos preciosos foi que ontem a coisa não engrenou. Simples assim. Desde o início, a equipe se mostrou afobada e sem raciocinar em campo. FALTOU CALMA!

Tínhamos 90 minutos para resolver a partida e, no entanto, desperdiçamos tramas de ataque ou de distribuição de jogo devido a um inexplicável nervosismo que tomou conta dos jogadores. Até Ronaldinho Gaucho estava pilhado.

Na minha visão, ou os atletas levaram para dentro de campo os 9 pontos de diferença que o Fluminense impôs ao derrotar o Coritiba ou os imbróglios decorrentes da saída tumultuada de Ronaldinho Gaúcho do Lixão Putrefato  da Gávea criaram excessivamente um sentimento de revide. Inoportuno, aliás, pois cabeça fria seria a melhor das armas em uma partida tensa.

O fato é que ambas as situações pressionaram negativamente. E o Flamengo se aproveitou disso. Parecendo temeroso de sair daqui com uma goleada no lombo _ e talvez por isso mesmo _ ensebou o jogo, teatralizou, enrolou o mais que pôde sob as vistas complacentes de Sandro Meira Ricchi.

E o Galo não soube superar a manha carioca, acostumada a contar com as benesses de arbitragem e CBF desde a era do homo sapiens, há 150 mil anos.

O título de 2012 está mais distante agora, esta que é a verdade. Mas a Libertadores está a um passo. Com 3 pontos a mais, ela estará matematicamente assegurada. E ainda faltam 15 pontos a serem disputados.

Se em 2013 Kalil mantiver a base deste timaço e reforçá-lo pontualmente com grandes jogadores (e grandes jogadores não são necessariamente grandes nomes!), o Clube Atlético Mineiro continuará orgulhando a sua fidelíssima torcida, como o fez este ano.

Se tem algum atleticano que ainda acredita no título, ótimo. Tomara que os deuses do futebol ouçam-no e armem uma brincadeira sádica para cima do Fluminense.

Eu não acredito mais. A diferença de 8 pontos é grande demais para ser tirada em 5 rodadas. Todavia, estou muito orgulhoso da campanha do Galo. Voltamos à prateleira de cima atuando bem e vencendo dentro de campo, sem ajuda de ninguém. E os adversários, ao nos enfrentar, voltaram a borrar as calças do mesmo jeito que borravam antes.

No campeonato mais sujo da história do futebol brasileiro, o GALO mais bravo e mais esporrento do mundo lutou até o fim. Fibra e honradez nos nortearam, ao contrário de um certo tricolor.

E NINGUÉM VAI NOS SEGURAR EM 2013, TENHAM A CERTEZA.

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QUEM NÃO DEVE…

Ao se manifestar de forma espetacular contra as escandalosas ajudas do apito em quase TODOS os jogos do Fluminense, nem a própria torcida atleticana esperava que fosse incomodar (ou assustar) tanta gente.

A exposição do mosaico com o nome CBF nas cores do tricolor carioca, os narizes de palhaço e os inúmeros cartazes criticando pacificamente STJD e a instituição carioca CBF, atingiram o ponto nevrálgico dos que se beneficiam de uma gigantesca sequência de erros.

Primeiramente, o presidente do Fluminense correu para os microfones na tentativa de transformar tanta ajuda em simples coincidência. “O Fluminense não precisa de ajuda de juiz”, disse ele.

Claro que não precisa… mais. Toda ajuda de que precisava já recebeu no decorrer de 32 rodadas. Para as 6 restantes, talvez não necessite mesmo, pois a nojenta atuação da arbitragem armou o circo tão solidamente que foi capaz de projetá-lo 6 pontos à frente do 2º colocado, sem que para isso fosse necessário atuar bem uma mísera partida sequer.

Foi tão escrachado o auxílio que receberam que, aos nossos olhos, bastava entrar em campo e esperar o juiz aprontar algo que lhes desse a vitória de bandeja. E poucas vezes, isso não ocorreu… essa é que é a verdade.

De repente, dando-se conta que tal sujeira não passou despercebida, se movimentaram todos (jogadores, comentaristas cariocas, jornalistas tendenciosos, etc.) para desmentirem tudo. Nestas horas, tudo vira teoria da conspiração imaginada por meros torcedores. Fácil saída, justificativa manjada.

Até o diretor de competições, senhor Virgílio Elísio (o qual eu nunca tinha visto mais gordo), saiu de sua reclusão nos gabinetes refrigerados da desmoralizada CBF para fazer a seguinte declaração: se o Fluminense conquistar o título, será com méritos!

Em outras palavras, a CBF rapidinho apressou-se em se defender. E, através de seu diretor, tenta confundir as mentes ao maquiar as aberrações acontecidas como se fossem ocorrências naturais do futebol. Maquiavel entende disso muito bem. A massa de manobra foi sempre o conjunto manipulável da população que os ditadores mais exploraram. E a CBF é grão-mestre na especialidade. Neste caso, com um indisfarçável sorrisinho cínico no canto da boca.

Assistam:

Enfim, a manifestação da torcida atleticana teve uma repercussão tão devastadora, que espantou e expulsou as marmotas de suas tocas, cada uma planejando as mais criativas artimanhas para negar as acusações de favorecimento.

E eu pergunto: Porque, assim do nada, tanta gente surgiu tentando provar que está tudo bem?

Diz um velho e surrado ditado: quem não deve, não teme. E o que posso deduzir é que tem gente receosa no circuito. Desconfio que uma semente foi plantada. Acredito que algum nervo exposto, dolorosamente sensível, foi atingido de tal forma que uma tonelada de pregos está sendo cortada por minuto.

E talvez, no futuro, um simples purgante não resolva, quando os subterrâneos do futebol brasileiro forem devassados.

(Agradeço ao Mike Palhano, twitter @CAMGaloForte, site http://www.galoforte.net/ por ter possibilitado a publicação deste vídeo.)

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MÍSTICA QUE NOS EMBALA E REVIGORA!

Nem um atleticano de índole fria e distante (se é que existe um atleticano assim) seria capaz de não se emocionar com a vitória maravilhosa de ontem.

Pois não foi uma vitória qualquer. De uma só vez, demos uma voadora nos peitos do Fluminense, da CBF, do juiz da partida, da comissão de arbitragem e mais uma penca de tendenciosos imbecis deste país.

Foi, literalmente, uma conquista contra tudo e contra todos. Dentro de campo, na hora da onça beber água, o Fluminense não sabia o que fazer contra o rolo compressor em que se transformou um time de machos, de jogadores de brio, vestidos de preto e branco e dispostos a esfacelar a equipe-símbolo da vergonha em que se transformou o campeonato nacional.

E, por linhas tortas, foi o que aconteceu. Digo linhas tortas porque o Fluminense ainda conseguiu marcar dois gols. À sombra da razão, era para ter sido uma goleada de, no mínimo, uns 6 a 0. Mas eles têm um goleiro que, quando não defende, conta com uma trave amiga.

O juiz fez de tudo para atrapalhar a festa alvinegra. Anulou um gol legal do Ronaldinho, permitiu que Wellington Nem atacasse impedido, fingiu não ver uma agressão do Fred, entre outras artimanhas no meio de campo que não parecem decisivas, mas que enervam qualquer um que tenha sangue nas veias.

Foi um massacre. O Galo não negociou nenhum armistício e não aceitou bandeira branca. Qualquer resultado que não fosse a vitória seria um monumental castigo.

Do lado atleticano, Ronaldinho Gaucho foi o maestro. Mas teve a companhia de monstros como Leandro Donizeti, Bernard e Leonardo Silva. Mas como destacar só esses, sem  enaltecer o Jô, marcador de 2 gols, Marcos Rocha (que precisa treinar mais marcação), Victor, Réver, Júnior César, Pierre e Berola?

Por isso, como um atleticano emocionado e explodindo de orgulho, rendo as minhas homenagens a TODOS os jogadores e ao técnico Cuca. A nação alvinegra está vibrando nas ruas sabendo que briga ainda pelo bi-campeonato. Corações sangrando de amor explícito.

Para encerrar a crônica, divulgo aqui o que o Mike Palhano, nosso amigo que mora nos States, contou no twitter: antes do jogo, convidou alguns garotos cubanos (que brincavam na rua) para assistir à partida em sua casa. Pois qual não foi a sua surpresa ao constatar que os cubanos se encantaram tanto com o Galo que passaram a torcer como se fossem verdadeiros atleticanos. Pulavam e gritavam como se estivessem nas arquibancadas do Independência. Tenho certeza que foi um dia mágico para o Mike, ao curtir a vitória de seu time e, ao mesmo tempo, converter alguns cubanos para o bom caminho.O Galo é contagiante!

Vitória épica que nos reconduz ao caminho do título. Vitória que nos ensina, mais uma vez, a acreditar na mística de uma camisa que nos embala e revigora.

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Assistam aos melhores momentos:

CHEGOU A HORA DA ONÇA BEBER ÁGUA!

Chegou a hora da onça beber água!

No domingo, contra o Fluminense, será estabelecida a diferença entre homens e meninos.

Uma dianteira de 9 pontos faltando só 21 a serem disputados não é uma folga pequena. Pelo contrário, trata-se de algo quase impossível de ser superado.

Ainda mais quando o time a ser alcançado conta com a subserviência descarada de uma CBF desonesta em todas as suas ações. Por consequência, a atuação tendenciosa de uma organização corrupta é transportada para dentro de campo por juízes medrosos e prontos a assoprarem o apito ao menor sinal que ameace as pretensões de seus chefes. Ou mantê-lo silencioso, quando assim mais aprouver.

Mas, para domingo, temos de esquecer tudo isso. Vamos fingir que estamos em um campeonato baseado na correção e na ética e partir para cima do Fluminense como se fosse a última refeição no corredor da morte.

Não há outra opção senão vencer. Perdendo, a diferença vai para 12 pontos e aí, meu amigo, seremos campeões só em 2013.

O empate também não nos serve, porque terá o mesmo resultado prático de uma derrota, mantendo a distância e reduzindo a nossa dianteira em relação aos que chegam, como o São Paulo, por exemplo.

Vencendo, cai para 6 pontos e mesmo assim, ainda teremos de sair derrotando todos os adversários que surgirem à nossa frente, sem tempo de distrações. Só transpirações.

É uma tarefa hercúlea, no limiar do impossível. Coisa de heróis mitológicos ou super-heróis de histórias em quadrinhos.

No entanto, o futebol não é um labirinto de Dédalo ou os 12 trabalhos de Hércules. Futebol é feito de jogadores de carne e osso comandados por mentes que falham nos momentos mais inesperados. E o Fluminense não está a salvo das fraquezas humanas, embora flagrantemente protegido por elas.

Então, por isso mesmo, resta ao Galo lutar com todas as suas forças, até o último minuto da última partida, buscando a realização de um sonho de mais de 40 anos.

E se neste ano não der certo, com o suor de todos disputaremos uma Libertadores com o time muito mais reforçado.

E o sonho permanecerá vivo!

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NÃO TEMOS DE JOGAR BEM, TEMOS DE VENCER!

Nos próximos jogos, o Galo precisa atropelar quem aparecer pela frente. E não me custa nada dizer isso, porque não serei eu a entrar em campo para tornar essas palavras uma realidade.

Dentro de campo, o buraco é mais embaixo, como diria Nenem Prancha.

E retomar aquele futebol envolvente que encantou o país no primeiro turno é quase impossível nesta altura do campeonato. Os jogadores perderam o fio da meada em algum momento. Algo aconteceu na Cidade do Galo para afetar tanto a produção da equipe, pois não foi simplesmente uma perda parcial de performance.

O time que joga atualmente não lembra nem de longe aquele de antes, essa que é a verdade.

Mas, mesmo assim, repito: o Galo precisa atropelar os próximos adversários, seja no Independência ou fora dele.

Como fazer isso, se o time está mal? Ora, o Fluminense vem jogando como time pequeno, vem vencendo todo mundo e está na liderança à base de um futebol mais pobre do que a Etiópia. Mas tem os dois extremos mais importantes: goleiro bom e centroavante que faz gols e decide.

Nós temos goleiro, mas nos falta jogador que meta a bola na casinha. O Galo desperdiça chances na mesma proporção que as cria.

Então, é fazer como o Fluminense faz. Marcar um gol e se refugiar na defesa, passando a jogar nos contra-ataques. Já ganhamos jogos assim neste ano. Contra o Grêmio, no Olímpico, foi desse jeito.

Melhor jogar mal e botar 3 pontos na sacolinha. Só que, para isso, aquele sangue no olho tem de voltar e substituir a técnica que escafedeu-se sabe-se lá porque.

A ausência de Pierre por 15 dias foi extremamente inoportuna justo quando mais precisamos dele. Provavelmente será substituído por Richarlyson, um fabricante de faltas perto da nossa área. Fará dupla com Serginho, que marca melhor que Felippe Soutto. Aliás, qualquer um marca melhor que Felippe Soutto. Este passeia em campo e, para defendê-lo, se usa o argumento de que ele tem um ótimo passe.  Pois não vi nenhum ótimo passe no jogo contra a Portuguesa. E se ele só tem isso de bom, que se adapte em outra posição que não a de volante.

Enfim, não temos de jogar bem. Temos de vencer! Pragmatismo no futebol também faz bem. E se for para ser campeão ou obter vaga na Libertadores, o Galo tem de mudar a atitude.

Daqui para frente, tem de ser na mais pura raça!

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PORTUGUESA 1 X 1 ATLÉTICO – CADÊ AQUELE FUTEBOL?

Não foi uma “quedinha” de produção. Não foi tão simples assim.

O futebol vistoso que o Galo jogou no primeiro turno está, neste momento, em alguma obscura galáxia do universo, menos por aqui.

Hoje o time depende de uma bola fortuita para marcar um gol. Nada de jogadas trabalhadas, de triangulações, de tabelas agudas em direção ao gol.

Chutões para a área e muita reza pra dar certo quase sempre se transformam em contra ataques perigosos. E olha que até Ronaldinho Gaúcho está rifando essas bolas.

No jogo contra a Portuguesa, o futebol foi nivelado por baixo. Se a Lusa foi um time limitado, o Atlético foi muito mais. E, após a expulsão de Leonardo Silva, só não levamos o gol da derrota porque Vítor fez defesas fantásticas, embora tenha falhado no primeiro tento. Mas compensou a falha com sobras.

Da mesma forma que não temos mais aquela avalanche no ataque, hoje o meio de campo, após a saída de Pierre, abriu geral, virou uma avenida. Felippe Soutto e Serginho só marcam com o olhar, ou no máximo, com um sopro. Por isso, a defesa sofreu o pão que o diabo amassou. Os caras entravam de todos os lados e escolhiam o canto, absolutamento sozinhos, sem marcação.

O empate foi uma benesse de Deus. O resultado mais justo seria a vitória da Portuguesa, sejamos sinceros.

O título está cada vez mais longe. Mas a Libertadores é perfeitamente possível. Para isso, é necessário impedir que a equipe permaneça nesta queda livre ladeira abaixo.

Algo precisa ser feito urgentemente, sob pena de, mais uma vez, morrermos na praia.

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TEMOS DE NOS REINVENTAR!

Já passou da hora de o Galo reagir de uma vez por todas.

Se não for na bola, tem de ser na raça jogando feio, não importa, bola pro mato que o jogo é de campeonato. O que não pode acontecer é o que está acontecendo: estacionamos perto dos 50 pontos e dali não saímos nem que a vaca tussa!

Da mesma forma que o primeiro turno foi uma maravilha, o segundo está sendo um pesadelo. O esquema tático montado por Cuca, o mesmo que surpreendeu todo o Brasil, agora não passa de um plano de jogo previsível e fácil de ser contido.

Se a nossa saída de bola é com Marcos Rocha, os adversários congestionam aquele lado do campo e pronto, não há mais saída de bola por ali.

Se Bernard é a válvula de escape pela esquerda, botam ali um, dois e até três marcadores enfileirados na caça ao baixinho.

Enfim, marcaram todos os nossos pontos fortes e se queremos sair desse labirinto, temos de nos reinventar faltando apenas 12 rodadas para o final.

Que o Cuca bote a cuca pra pensar, pois do jeito que está não pode ficar. Se for necessário substituir jogadores que claramente perderam rendimento, que substitua!

Se é preciso alterar o sistema de jogo para adquirir mais competitividade, que o faça. Algo de novo necessita ser implantado para ontem, do contrário, estaremos correndo o risco real de, além de perdermos o título, perdermos também a vaga para a Libertadores.

E aí, meu amigo, seria o pior dos mundos para uma torcida que sonhou tanto este ano após o início avassalador que trouxe tantas esperanças aos corações alvinegros.

E se a queda de produção não for proveniente de técnica ou esquema tático manjado e sim de perda de foco do elenco, o presidente Kalil tem de entrar no circuito imediatamente, coisa que em 2009 ele não fez e deu no que deu.

Não podemos repetir 2009. Afinal, não há termos de comparação da equipe que temos hoje com aquela de 3 anos atrás.

A gordura que possuíamos escorreu por entre os dedos em 7 rodadas. Não importa mais, temos de seguir em frente ao invés de nos quedarmos diante de um muro de lamentações.

Mas seguir em frente de uma forma diferente é essencial nessa hora!

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NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL!

Disputar 9 pontos nos últimos 3 jogos e só ganhar 2 significa queda de produção? Será que isso pode ser tratado como um apagão?

O fato é que estacionamos nos 44 pontos e só não deixamos escapar a liderança porque o Figueirense foi macho o suficiente para empatar um jogo em que estava perdendo de 2 a 0 para o Fluminense. E só não virou porque o bandeirinha inventou um impedimento e anulou um gol perfeitamente legal.

Aquela gordurinha foi-se. Defenestrou-se. Mas permite que o Galo siga como líder do campeonato mais difícil do mundo.

Na minha opinião, das 3 derradeiras partidas, o Galo só atuou mal no segundo tempo contra o Corinthians. Considero uma fatalidade o empate contra o cruzeiro. Nem os rivais acreditavam mais. E se a falta no Guilherme fosse marcada, seriam 3 pontos na sacolinha.

Devido à intensidade da disputa contra os smurfs da enseada, houve um natural relaxamento contra a Ponte Preta. Não estou dizendo que foi intencional, pois não foi. Embora cedendo espaços em profusão (por ter reduzido a pegada de outros jogos), agravado pelas equivocadas substituições (excessivamente ousadas) do Cuca, a equipe atuou bem.

Na primeira etapa, em pleno Pacaembu lotado, o Galo se impôs diante do Corinthians. A pegada voltou, o time marcou e atacou bem. Atuou como se estivesse no Independência. Bernard e Jô tiveram chances de marcar e não marcaram. Andam precisando treinar finalizações. Não adianta criar se não cravar a bola na casinha!

Entretanto, houve uma acentuada queda de produção no segundo tempo. Os erros foram demasiados e pela primeira vez neste campeonato, fomos dominados sem oferecermos a mínima resistência. Só reagimos quando Emerson foi expulso. E novamente fomos prejudicados com a anulação de um gol legítimo. Não houve falta do Leonardo Silva e nem impedimento. Nada vezes nada!

E, naquelas alturas, merecendo ou não, gol legal é gol no placar! Futebol é assim. Ou teríamos de abrir mão do gol porque jogávamos mal? Isso é puro surrealismo de torcedor que quer ver o time vencendo só dando show. Falácia absurda que povoou o twitter após o jogo. Fosse assim, o Fluminense não estaria na nossa cola. Pratica um futebol feio, cheio de chutões, maltrata a gorduchinha e, no entanto, está na ponta da tabela.

O sistema de marcação do Galo, desde a primeira partida, é baseado na recomposição de TODOS os jogadores sem a posse da bola. Até o Jô ajuda. É muito bacana para quem vê, mas extremamente desgastante para o atleta, não se iludam. Danilinho e Bernard talvez sejam os jogadores que mais correm quilômetros/partida no Brasil atualmente.

Isso tem um preço que se paga com pontos perdidos. O corpo humano tem seus limites. Cuca e Carlinhos Neves já devem estar dando tratos à bola na busca de uma solução que amenize esse desgaste. Se não for assim, a cada jogo a pegada será menor. E não será por preguiça, posso garantir com a mais absoluta certeza. Nem sempre querer é poder.

Enfim, espero que o Galo retome sua caminhada vitoriosa na partida de amanhã contra o Bahia e refaça a tal gordura. Este é o momento que a torcida atleticana mais precisa estar ao lado da equipe, mesmo que a momentânea instabilidade se estenda um pouco mais.

E entenda, caro irmão alvinegro, que ser líder faz de todo oponente um adversário com sangue nos olhos e potencializa suas virtudes, mesmo que poucas. Afinal, todos querem tirar uma casquinha do melhor time.

Então, bola para frente. Ninguém falou que seria fácil!

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EM 4 MULHERES, TODAS AS MULHERES DO MUNDO.

Ainda restam algumas horas para que o dia das mulheres em 2010 se encerre. Ainda dá tempo de se fazer uma homenagem a elas.

Elas vivem comigo todos os dias da minha vida, mas quero transcrever para a tela do monitor as principais mulheres que passaram por minha vida. Foi a forma que encontrei para  homenagear todas as mulheres do mundo.

Lembrar-me agora da primeira namorada, filha de militares, olhos de jaboticaba madura, com aquela gargalhada cristalina e inconfundível. No peito, o coração mais generoso que conheci. Ainda sorrio ao lembrar-me de sua risada e me quedo em seu perfume, ainda intacto em meu olfato. Almas gêmeas separadas por um sopro apenas. Ambos jovens demais para entender as armadilhas da vida. Quanta falta você me faz.

Relembrar-me da mineira linda que seguiu comigo para o nordeste e foi o meu braço e meu conforto. Mulher na mais pura acepção da palavra, com todos os valores maravilhosamente enraigados numa personalidade que encantava a todos. Ah, minha querida, o quanto eu gostaria de também ter sido encantado por você. E quanto me dói não ter sido.

Da moça do laboratório, loura e sofisticada, miss do interior e miss dos meus amores. Você foi a paixão avassaladora que reacendeu a minha vida. Um escorpiano não é feliz enquanto não se depara com a explosão fantástica da paixão pulsando em suas veias. E você fez festa no meu coração. Quantos anos juntos? Não se conta a felicidade em anos, nem em conta-gotas. Por muitos anos fomos um complemento do outro. Intensamente. Você foi o símbolo da mulher companheira, carinhosa, participativa e sensual, sempre presente na minha vida. Quantas saudades.

Finalmente, não posso esquecer da loirinha de olhos verdes do Recife, sotaque cantado ao som do frevo, cabelos lisos soltos ao vento de Boa Viagem e beijos calientes como labaredas de fogo. Apaixonada pelo Sport, entendia a minha paixão  e as verdadeiras loucuras que eu fazia para assistir aos jogos do Galo.

Loirinha, para me defender, você seria capaz de brigar uma briga de rua. Seu sangue nordestino é feito no mesmo molde do de  um escorpiano.  Quantas saudades das noites de Itamaracá, dos dias em Porto de Galinhas e dos acampamentos na praia dos Corais. Até quando dormia, você sorria. E eu me derretia em seu sorriso.

Quatro mulheres que representam, para mim, todas as mulheres.

Cada uma com sua singularidade, seus mistérios e, principalmente, a incrível capacidade de amar.

As mulheres que fizeram parte da minha vida são dignas de respeito e amor eterno. Assim como todas as mulheres do mundo.

Porque não estou com nenhuma delas? Ah, sim. É simples. Eu nunca as mereci. A maioria dos homens só valoriza as mulheres depois que as perde!!

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SOMOS CHATOS MESMO… FAZER O QUE?


Fim de ano. Mais uma fase da história alvinegra se encerra melancolicamente, enquanto outras perspectivas surgem para nos fazer acreditar novamente.
Tudo bem que, nos últimos anos, isso se tornou rotina: No ano que vem vamos ganhar, no ano que vem, no ano que vem…Nunca o agora, o presente. Na hora da onça beber água, deixamos para amanhã o que podemos fazer hoje.

Mas não há como corrigir o passado. Temos de tocar em frente, pois assim é a vida. Ao invés de lamentações pelas chances perdidas, temos de aprender com as falhas e deixar para trás, de uma vez por todas, esse amarelão que acomete o nosso time sempre que o chumbo da responsabilidade faz mais peso sobre os ombros.

A pronta reação de nosso comandante-em-chefe Kalil na demissão de Celso Roth _ quando ninguém, em sã consciência, visualizava isso _ e, logo a seguir, a contratação de Luxemburgo, por toda ambição que representa, nos deu um fôlego novo para encarar um Natal que seria triste demais, se fosse sem esperanças.

Mas não. Para a imensa nação atleticana, este será um bom Natal, por mais inacreditável que possa parecer aos olhos de quem não tem o Galo no coração.

Pois nós renascemos das cinzas todos os dias.

Nós sobrevivemos como os tuaregues (nômades do deserto), que abdicam do conforto dos oásis e zombam das terríveis tempestades de areia.

Nós não sucumbimos a nada, nem a ventos, nem a tormentas. Não há força neste mundo capaz de vergar a nossa paixão sequer um milímetro.

Se um jejum de títulos tão grande acontecesse do lado assoreado da lagoa, hoje eles teriam uma torcida menor que a do América ou do Villa Nova. Pois apenas a simpatia por determinado time não é capaz de garantir fidelidade alguma.

O que garante fidelidade é paixão, amor e compromisso. É sangue preto e branco estufando veias, artérias e tudo o mais que encontra pela frente.

E que ninguém ouse dizer que somos fanáticos. É redundância e agressão ao português. Nós somos atleticanos e só isso já diz tudo. Fanatismo é igual a atleticanismo. As duas palavras juntas soam como “um vermelho avermelhado” ou “eu vou entrar para dentro”. Machado de Assis daria um piti no túmulo.

Nós não desistimos jamais. Se esse ano passou sem títulos e sem vaga na Libertadores, no ano que vem estaremos, DE NOVO, perseguindo aguerridamente a glória. Se somos imperecíveis hoje, amanhã o seremos muito mais.

POIS NÓS SOMOS A MAIOR NAÇÃO DE CHATOS DO MUNDO. Até o nosso presidente é um chato jurado e sacramentado.

E temos muito orgulho dele, dentre outras virtudes, por ser um chato de galocha. Independente de como se expressa, às vezes, de forma meio exagerada. Mas já falou, fazer o quê? Quem nunca errou, que atire a primeira pedra.

Enfim, em 2010, estaremos todos juntos na mesma balada, enlevados pelo mesmo tsunami… persistentemente atleticanos.

Se já lotamos o Mineirão muitas vezes para torcermos por times horrorosos só porque vestiam o manto sagrado, imaginem no ano que vem, quando certamente teremos um time forte e equilibrado em todas as suas linhas.

Aos que ficam pasmos com tanta paixão por um clube de futebol, eu digo: Não se surpreendam. FORMAMOS A NAÇÃO DO CLUBE ATLÉTICO MINEIRO.

(Obs: Na primeira foto, uma confraternização de alvinegros, o Guerra com seu netinho atleticano, eu, Ana Cristina, Elen CAMpos, Vanessa Linda e o Junior. Na segunda foto, outra reunião de atleticanos: Anderson, Christian Munaier, Vanessa Linda e eu. Uma turma de chatos!!).