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NÚMEROS DO MINEIRÃO SÃO ESTARRECEDORES!

Paulo Gustavo Blanc, analista de sistemas, se debruçou sobre os números (valores) do Mineirão e, neste texto, esclarece ao público as condições em que o Mineirão foi entregue à iniciativa privada, em detrimento de uma administração própria, gerenciada pela ADEMG.

Vamos ao que o Paulo Blanc tem a dizer:

Tenho acompanhado pela internet as questões da PPP do Mineirão e este assunto tem chamado muito minha atenção por causa do impacto financeiro que pode ter no Galo.

Fiz uma análise do anexo V do Edital, que fala sobre a remuneração da concessionária e as compartilho agora com o público.

A forma de cálculo da remuneração é bem complicada, envolve uma série de situações e indicadores, mas basicamente podemos dizer o seguinte:

Há duas remunerações que a Minas Arena tem direito:

1) São 120 parcelas que o governo do Estado repassará à Minas Arena para pagar o empréstimo de 400 e tantos milhões feito com o aval do governo do Estado. Estas parcelas são reajustadas anualmente pela TJLP + 2,3%.

2) Há também uma garantia de receita líquida de R$ 3,7 milhões por mês pelo tempo da concessão, ou seja, 25 anos, que serão corrigidas anualmente pela inflação. A exigência para garantir este mínimo é que a Minas Arena atenda requisitos mínimos de desempenho, como entregar a obra no prazo e manter o estádio em condições adequadas de uso, ou seja iluminação, higiene, sistema hidráulico, etc. Se a Minas Arena cumprir os requisitos de desempenho, a única hipótese de sua receita líquida ficar abaixo de R$ 3,7 milhões é se a operação do Mineirão der prejuízo. Neste caso, a Minas Arena continua recebendo os R$ 3,7 milhões do governo do Estado, mas obviamente tem que descontar o valor de prejuízo para chegar à sua receita líquida.

Considerando que é pouco provável o prejuízo da Minas Arena, já que os gastos de uso do estádio são cobrados diretamente da renda (gerada pelos clubes), vamos simplificar e entender que a sua garantia mínima é de R$ 3,7 milhões por mês.

Então, este valor é para remunerar o investimento que a Minas Arena fez na obra (estimado em uns R$ 200 e poucos milhões, mas ninguém sabe com certeza quanto disso foi realmente gasto na obra) e também para remunerar os serviços relevantes que a concessionária prestará ao povo do estado de Minas Gerais durante o período de concessão ao manter um dos mais modernos estádios do mundo em plenas condições de uso (favor perceber a ironia).

Em números, esta segunda remuneração representa 3,7 x 12 meses x 25 anos = R$ 1,110 bilhão de renda garantida. Se considerarmos que o investimento da Minas Arena foi de R$ 250 milhões, chegamos a uma taxa de juros mensal de 1,94% ao mês ou 19% ao ano. Pode até não parecer muito para alguns, mas quando lembramos que estamos vivendo uma situação no país de taxa de juros real abaixo de 2% ao ano, um rendimento mínimo garantido de 19%aa é fantástico.

Uma coisa que não ficou clara para mim é quanto foi a parcela de investimento da Minas Arena fora os R$ 400 milhões emprestados pelo BNDES. Pelo que entendi, ninguém sabe exatamente quanto foi, já que os R$ 200 e poucos milhões foram baseados em uma estimativa do governo de quanto custaria toda a obra menos o empréstimo do BNDES. E também não consegui achar em lugar nenhum informação se a Minas Arena fez algum empréstimo com BNDES ou com qualquer outro banco para bancar esta parte. Algum leitor tem alguma informação clara sobre isso?

Bom, os dados acima são de estarrecer. Eu não consigo entender como a Minas Arena foi o único consórcio que apresentou proposta para um negócio tão rentável.

PS: fiz minhas análises com base nos documentos no link http://www.compras.mg.gov.br/licitacoes-em-destaque/233-ppp-mineirao. Quem se interessar em checar as informações, é só acessá-lo.

Paulo Blanc

Nota do blogueiro: CPI DO MINEIRÃO JÁ!

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UMA VITÓRIA E TODA UMA ESPERANÇA

Domingo à noite, ainda extasiado por toda aquela emoção que sentimos com a vitória, mandei uma DM para o Roberto pedindo para escrever sobre o feito histórico que acabara de acontecer. Após o OK do comandante, comecei a me planejar. “Vou escrever amanhã, que vou estar de cabeça fria, o calor da vitória terá passado”. Doce ilusão.

Escrevo 24 horas depois do ocorrido e o sentimento é o mesmo: olhos se enchem d’água, a pele arrepia e a tremedeira vem ao lembrar, principalmente, do gol do Leonardo Silva.

A vitória de ontem foi daquelas que os atleticanos vão guardar na memória mesmo se o título não vier. Se puxarmos pelas lembranças, encontraremos alguns jogos que, até hoje, a maioria se lembrará, como a de domingo. Exemplo: Galo 3 x 0 Marias (2004 – Fabri, Rubens Cardoso e Juninho), Galo 3 x 2 Coritiba (após estarmos perdendo por 2 a 0 lá no Couto Pereira, na tenebrosa série especial), Galo 2 x 0 São Paulo (2009, um dia após o Estudiantes day na Libertadores), etc.

Esse Atlético e Fluminense foi um dos melhores jogos que eu vi do Galo em muito tempo. Aliás, esse é um dos melhores Galos que eu vi em muito tempo, dessas escalações que eu terei orgulho de me lembrar por muitos anos (ao contrário de escalações de 2004, 2005, 2008, 2010 e 2011, vivas na memória com grande pesar).

Não sei vocês, mas não tem um dia em que eu não pare para pensar. “Velho, o Ronaldinho Gaúcho tá no Galo”. Isso já virou um bordão em meus pensamentos. Pensar que o cara já foi eleito o melhor do mundo há poucos anos atrás e que aqui no Galo ele está recuperando esse mesmo futebol me faz ter esperança demais. Esperança em dias melhores pra esse time que me fez passar por um bocado de perrengue; esperança em ver essa camisa envergada com orgulho no peito de milhões de atleticanos; esperança em ver o nome Clube Atlético Mineiro no lugar mais alto de onde for. A torcida do Galo nunca desistiu justamente para ter essa esperança que ela vem tendo agora, de que o alvinegro vingador e temido por geral, voltou com sangue nos olhos.

Podem até tentar desanimar dizendo: “Foi só uma vitória”, “A diferença é muito grande ainda”. Amigo, foda-se. Em dias de desespero, envergamos o manto com amor, empurramos o time e o tiramos de um buraco fundo demais. O que a gente vê hoje é uma coisa que não víamos há muito tempo.

Gente compromissada nos representando em campo, independente da preferência por um ou outro jogador. Se fulano gosta mais do Escudero que do Guilherme ou gosta mais do Fillipe Soutto que do Donizete, não interessa. Temos um time que nos dá orgulho, temos um time que nos faz chorar. Só que esse choro, meu irmão, não é aquele de aflição, de emputecimento com jogador que tira o pé em uma dividida.

Esse choro é de orgulho, é de esperança, que nunca deveria ter deixado de existir na vida de qualquer torcedor do Clube Atlético Mineiro.

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O L&N está mudando para melhor…

O L&N já está na ativa novamente em outra hospedagem. Para acessá-lo, cliquem http://lancesenuances.org/

 

Senhoras e senhores.

O L&N está hibernando no momento. Mudanças estão sendo feitas em busca de maior profissionalismo, maior exposição na NET e oferecimento de serviços mais condizentes com o nível do público que nos visita.
Aguardem. Coisas boas virão.

GALODEPENDÊNCIA

Eu tenho, tu tens, ele tem. Nós temos, vós tendes, eles têm.

O torcedor do Galo está dependente. Psicologicamente afetado pela campanha do time. Quimicamente viciado na adrenalina dos jogos.

Para muitos de nós, nunca houve ano tão feliz. Todos aqueles que não viram Reinaldo, Cerezo, Éder e Luisinho jogarem, não viram nada parecido com o que é o Galo de hoje. Eu vi e o vício nunca mais passou. Nas épocas de vacas magras, vivi, qual bebum meio recuperado, um dia de cada vez. Hoje, alguns dias sem vitória dão tremedeira.

Agora, o quadro mudou de vez. Ronaldinho Gaúcho, em carne e osso, declarou que nunca foi feliz como está sendo aqui. Parece pouco? Soa como mentira para ouvidos calejados pela zoação de adversários? Pois eu garanto que representa muito, e é verdade.

É verdade porque está na cara de qualquer um que queira enxergar. Vejam os melhores momentos do jogo com a Ponte. Reparem na festa que Ronaldinho faz para Danilinho no primeiro gol. Notem como ele ficou contrariado com o empate, não deu entrevista protocolar, não falou de 3 pontos, nada disso. Foi seco: – “vacilamos”. Estava pê da vida. Você fica pê da vida com algo que não lhe importa?

Lembrem-se da comemoração longa, depois da arrancada fenomenal que as marias nunca mais vão esquecer. Ronaldinho ciscou no gramado. Ele está feliz.

E os efeitos disso? Pense no Bernard ouvindo o cara, que ele colocava no time do Playstation, dizendo que jogar no Galo é o melhor que está tendo. Pensou? Agora vá além, pense no menino-craque que está surgindo na base de qualquer outro time do Brasil, ouvindo isso. Não é óbvio que qualquer um que ouça vai se perguntar “por quê”?

Por quê um craque, um monstro da bola, com a história que ele tem, com as conquistas que tem, diria isso? E a resposta é o time sim, e é o momento dele também, mas é, ao mesmo tempo, a estrutura, a seriedade da administração e a força da torcida, que não tem igual.

Não vamos nos deixar abater pelo empate com a Ponte. Isso acontece, infelizmente. Vamos curtir o momento e apoiar o time, porque não há nada mais ATLETICANO a se fazer. Se você está vivendo isso pela primeira vez, deixe-se levar e esqueça sua corneta em casa.

É por isso que eu tenho, você tem, todos temos e, agora, Ronaldinho também tem Galodependência.

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ATLÉTICO 2 X 2 PONTE PRETA – FRUSTRA, MAS NÃO DESMERECE.

Não quero criticar um técnico que é o maior responsável pela montagem e acerto desse timaço que o Atlético é hoje.

Cuca pinçou contratações acertadíssímas, analisou as características de cada jogador e o lançou exatamente onde produz bem na engrenagem. É o responsável direto pela liderança e pela fluidez com que a equipe joga.

Por isso é que me espantei com a forma como Cuca abriu o time ontem. A entrada de Guilherme no lugar de Serginho foi uma grande sacada, pois a equipe empatava a partida. Ok. Naquele momento, tudo o que se pedia era ousadia e ele ousou no instante certo.

Entretanto, após o segundo gol, era premente uma substituição mais conservadora, que retomasse o poder de combate no meio de campo. Uma boa pedida seria Soutto no lugar de um atacante. Mas não, Cuca seguiu abrindo ainda mais e lançou Berola e Leonardo.

E aí toda a responsabilidade pela proteção à defesa ficou à cargo de um só volante, Leandro Donizeti. Foi quando a Ponte Preta, contando com espaços em profusão e uma sorte rara, empatou o jogo.

Eu não entendi a intenção. Um 2 a 1 contra Ponte Preta ou contra o Fluminense é a mesma coisa neste campeonato tão difícil. Golear a Ponte não traria resultados práticos. Afinal, guardar 3 pontos na sacolinha é o que importa, seja vencendo o Íbis ou ganhando do Barcelona. E se for de meio a zero… vale também.

Enfim, foi um deslize que, à luz da razão, serve como lição e pode até revigorar a concentração do time, se estiverem com a cabeça forte para não se abaterem. E não empana, de modo algum, o excepcional trabalho que Cuca faz. Frustra, mas não desmerece.

O Fluminense também empatou e o Grêmio encostou. Embora tenhamos ganhado apenas 2 pontos dos últimos 6 disputados, ainda somos líderes. E agora temos pela frente uma pedreira chamada Corinthians que, além de poderoso elenco, conta com a subserviência da Comissão de Arbitragem da CBF.

Bem que podíamos estar viajando para São Paulo com uma gordura de 4 pontos para o segundo colocado, mas, se não foi possível, paciência. É seguir em frente com toda garra e com todo apoio do mundo.

Espero que o Galo esteja disposto a afiar as esporas novamente e voltar a vencer. Se isso ocorrer em território paulista, será uma vitória épica!

Eu creio nisso! E você, amigo, acredita? Sua opinião é importante.

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Assistam aos melhores momentos:

O SECRETO SIGNIFICADO DE UMA VITÓRIA ROUBADA

É simples assim. Você acorda e a realidade te joga na cara o que você não quer lembrar. O pensamento que vem como uma pedrada é uma dessas verdades de Galvão Bueno: eu sabia!

Sim, eu sabia, você sabia, todos já sabíamos. Podem inventar até a décima-sexta pessoa do singular e do plural para conjugar, todo mundo já sabia: em algum momento, nós iríamos passar raiva, muita raiva, com a arbitragem. Eu não podia imaginar que viria com a agravante de ser no clássico, que iam cometer o pecado de nos roubar uma vitória de virada histórica, que ia ser um erro tão primário, estúpido mesmo, desses que nos faz pensar que vai mudar, se a gente assistir o VT algumas vezes.

Mas, que ia acontecer, isso era de conhecimento até do mundo mineral.

Então, caro amigo atleticano, o que fazer? Eu já assisti o VT e garanto: não mudou nada, lá só tem a burrice e a covardia vestidas de amarelo, a sorte e a safadeza vestidas de azul, e a garra e o talento em preto-e-branco.

Só me ocorreu uma coisa: tentar esquecer o crime perpetrado pelo mordomo, digo, o juiz, e me colocar nas chuteiras de quem pode resolver: os jogadores.

Nunca fui jogador de futebol. Na melhor das hipóteses, na infância, poderia ser tido como um “zagueiro-viril-mirim”, uma miniatura de Kanapkis. Isso e mais uma dose de juízo, e eu optei pela natação. Mas a gente aprende muito vivendo.

E, vivendo, eu consigo entender que os jogadores, depois que colocarem a cabeça no lugar, o que deve acontecer não antes de terça-feira, talvez quarta, vão perceber o que todos deveríamos estar gritando a plenos pulmões: QUE TIME SENSACIONAL!

As arbitragens vêm e vão, mas Ronaldinho fica. O VT não muda o golpe de tae-kwon-do do cavalinho azul, nem dá mais neurônios ou sinapses nervosas para o árbitro, mas os dois golaços, do nosso zagueiraço e do (ainda, ou de novo) maior craque que joga no Brasil, isso também continua gravado lá. No VT, nosso time continua se jogando em cada bola. As imagens da torcida, amputada no seu direito de ver o Galo fazer história, carregando o time na saída do CT, isso não se perde mais.

Que torcida é essa? E o cara do lado de lá? Tá jogando aquele tanto, outra vez? E o time deles? E o banco deles? Esses caras não param de correr? Essas vão ser as perguntas que TODOS os outros times vão se fazer, quando vierem jogar conosco ou nos receberem em seus estádios. O Galo bota medo, tem atitude de campeão, e não há juiz no mundo que nos tire isso. Se o time não perder isso, amigo atleticano, cada jogo começa com meia vitória. Hoje é preciso nos tirar três jogadores, mais a torcida e o árbitro dar mais doze minutos de lambuja, para empatar roubado.

No domingo, fui dormir líder, mas, antes de tudo, puto. Na segunda, acordei puto, mas, mais do que nunca, líder.

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O CLÁSSICO, A TORCIDA E O FUTURO.

Não existe clássico em que, no final, as partes concordem: “Foi um jogo ruim, os times jogaram mal”. Atlético e Cruzeiro param Belo Horizonte, mexem com as duas maiores agremiações da cidade, além de uma torcida (do Galo) e um aglomerado de purpurina. E domingo não foi diferente. Mais um jogaço, típico da tradição que ele carrega, que terminou com um empate, péssimo para o melhor time e comemorado como um título pelos acostumados a celebrar o fato de nos tirar pontos. Aliás, eles já podem festejar a Tríplice Coroa esse ano. Uma Superliga de Vôlei e dois empates “heroicos e mortais” quando tudo parecia perdido. A nossa chateação vale mais do que uma goleada para eles. Nem o Bahia comemorou tanto assim o empate no Independência.

A mediocridade do lado de lá foi provada mais uma vez nesse clássico. Dois times que estavam jogando futebol (feio, mas futebol) e, quando a torcida viu que o cerco estava fechando, apelaram e começaram a jogar coisas no gramado. O que, inclusive, deve prejudicá-los bastante para a sequência do Brasileiro. É bem provável que veremos o time do Roth jogando algumas partidas no Sapatão, em Uberlândia, ou no raio que os parta, não interessa. Quem gosta de falar do rival são eles. Vamos focar no Galo. O time arrumado que estamos acostumados a ver, mas um pouco diferente do habitual, com Bernard, a princípio, centralizado, e o Ronaldinho na esquerda, talvez querendo aproveitar o lado direito desfalcado deles. Não deu certo. Tomamos um gol bobo do Wallyson, mas empatamos no final. Um golaço do Léo Silva. Mais um golaço do Léo Silva, diga-se de passagem.

Tirando o piti proveniente das arquibancadas vaidosas, não aconteceu nada durante quase todo o segundo tempo. Até que apareceu o Ronaldinho, que deu uma de Ronaldinho. Humilhou a zaga dos caras e fez um gol que vai entrar para a história do Independência, do clássico e do futebol mineiro. Merece placa! Viramos, festejamos e vimos os descontos do juiz, provenientes do showzinho das arquibancadas. Oito minutos além dos acréscimos, que somaram mais quatro. Ou seja, um jogo de 45 minutos que durou 56. Uma zona generalizada. No final, eles foram descabelados para o ataque e conseguiram um gol, que quase destruiu nosso estádio, tamanha a felicidade em não perder. A lamentar, a falta que não foi marcada no lance em cima do Guilherme, e a perda dos pontos, já que o Flu encostou, ao vencer o morto time do Vasco.

Vamos às imparcialidades. Semana passada, o Corinthians perdeu para o Santos com um gol irregular do André, e o juiz do jogo foi execrado pela mídia, o que resultou uma revolução e demissões na comissão de arbitragem. Hoje, em um clássico disputadíssimo, os dois saíram reclamando dos caras de amarelo. Eles reclamam de faltinhas do Jô na fraca zaga deles, que não aguentava dar combate no nosso tanque, e um pênalti não marcado em um lance. Nós reclamamos dos acréscimos exageradíssimos, do espetáculo ridículo dado pelos adeptos do time ciano, e a falta no nosso atacante quando do gol de empate, no último lance. Aliás, juizão, na próxima levante uma placa “Até o Cruzeiro empatar”, ao invés de 12 minutos de acréscimos. Vamos ver o que mídia e chefes dessas comissões farão. Em um bolão comigo mesmo, eu aposto: nada.

E a torcida do Galo, hein? Até quando o clássico é de só com a torcida do Cruzeiro, a gente dá show. Milhares de torcedores foram até Vespasiano empurrar o time, mostrar, mais uma vez, que estamos juntos nessa caminhada vitoriosa. Quando a fase era ruim, a gente já apoiava incondicionalmente. Agora que estamos nessa maré de surrar todo mundo, o show da nossa parte tende só a aumentar. Preparem-se, adversários. O Independência continuará sendo um terror para quem vier aqui ousar algo contra nosso Galo.

Os torcedores azuis de ocasião voltarão essa semana. Vamos aguentar, mais uma vez, aquele papo chato deles de taças conquistadas há 15 anos, falando que não podemos falar de futebol, e tudo mais. Estamos acostumados com isso. Faz parte do desespero dos caras, que sabem que o time está entrando em um abismo do qual estamos começando a sair. Deixem eles se apegarem a esse passado e focar apenas em empurrar nosso Galo a essa conquista, que há tanto tempo sonhamos. Continuando nessa toada, o final da história tem tudo para ser feliz para nós, que tanto sofremos nos últimos anos.

Para o futuro, nada de desespero. Apesar de termos empatado três contra times medíocres e retranqueiros (Bahia, Atlético-GO e Smurfs), vamos com calma. Mas isso já pode parar, tá, Galo? Vamos tirar pontos de times que estão mais em cima. Chega de empatar com gente que não tem pretensão no campeonato. A torcida vai continuar fazendo sua parte. O atleticano sempre foi movido pelo amor ao time e pela fé em dias melhores. Parece que esse ano é o ano de acabar essa botafoguisse de nunca ganhar nada. Ou, pelo menos, o indício de um futuro bom para nós.

Ponte Preta, sinto muito. É um time simpaticozinho que até goza de certo prestígio conosco, já que deram uma lenhada dos vaidosos na nossa casa. Mas sabe como é, né? Perdemos dois pontos, isso é muita coisa. Precisamos continuar atropelando e aproveitar que o Fluminense vai pegar uma pedreira sem tamanho (Corinthians, lá em SP). Então, vai sobrar para vocês. Com a massa do lado, vai ficar feia a coisa. Vamos seguir fortes e com fé. Assim, no final, seremos premiados.

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CRUZEIRO 2 X 2 ATLÉTICO – PITIS SELVAGENS.

Um clássico jogado sob as vistas de uma torcida que protagonizou cenas da mais animalesca selvageria.

Ônibus do Galo apedrejado, policial ferido, brigas entre facções, tiros de copos d’água ao alvo (neste caso, o juiz), etc etc.

Enfim, um clima de guerra civil no Independência e fora dele. As boas regras de civilidade foram rasgadas e jogadas no lixo em nome do desespero suicida que a campanha do Atlético lhes provoca.

Estão em 8º lugar na tabela quando deveriam, com o time que possuem, estar na zona de rebaixamento. E, ao invés de comemorarem, se unham e se imolam em praça pública. Freud estudou profundamente a histeria e certamente teria a explicação na ponta da língua, se vivo fosse. Porém, como analisar pitis e rasgações de camisolas não é o nosso papel, vamos ao jogo:

Desde o primeiro toque na bola, via-se claramente que ambos os times estavam pilhados em campo. O Galo tentando suplantar o rival na técnica e o cruzeiro compensando suas limitações com muita correria.

Mesmo após o gol do cruzeiro, a sensação do atleticano era de que o gol de empate surgiria a qualquer momento, pois a equipe em campo não se abalou. A cada minuto que passava, o time melhorava.

Quando o intervalo veio com o empate assegurado, a virada era apenas uma questão de tempo. Só não sabíamos que teríamos 2 jogadores expulsos antes de acontecer. Bernard, se fosse mais experiente, não teria entrado na provocação. Em contrapartida, as faltas de Pierre foram necessárias.

E aí, com nove em campo, Ronaldinho Gaucho arrancou do meio de campo e fez um dos gols mais bonitos de sua carreira já recheada de gols antológicos. Naquele momento, a virada era fato!

Os 3 pontos estariam na sacolinha, não fosse um erro crasso do juiz, ao não marcar falta claríssima de Montillo em Guilherme. No prosseguimento da jogada, o cruzeiro empatou quando tínhamos apenas 8 jogadores no gramado. Júnior César estava sendo atendido fora de campo.

Um empate com gosto amargo de ressaca, pois era um jogo ganho com direito a firulas, mesmo com um jogador a menos.

Num ambiente hostil, com tudo contra, o Galo mostrou personalidade e atitude. Em termos físicos, deu tudo o que tinha pra dar. Foi em cada bola com apetite de forte candidato ao título e perdeu 2 pontos por uma fatalidade.

Fatalidade esta provocada por um juiz fraco, que se omitiu em lance importante e influiu diretamente no placar. Mas não seja por isso, seguiremos na jornada como líderes e donos do terreiro.

E quanto às constrangedoras cenas que fariam corar até o capeta, espero que o cruzeiro seja punido com uns 10 jogos sem torcida ou sem mando de campo. Nesse caso, terá valido a pena perdermos os 2 pontos em troca de uma ida segura da barquinha azul para a segundona.

Uma troca razoável!

(As fotos do post de hoje são uma homenagem à iniciativa da torcida atleticana em levar seu apoio ao time na porta do CT da Cidade do Galo, já que não podia entrar no Independência. São atitudes de extremado amor que nos emocionam e nos estufam o peito de orgulho. Esta é a nossa torcida, companheiro!)

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SALTO ALTO NÃO NOS PERTENCE! PRA CIMA DELES, GALO!

Era madrugada de terça pra quarta quando acordei com um sorriso no rosto. Sonhei que o Galo havia ganhado o clássico por 2×0, com 70% de posse de bola. Requinte de crueldade. Os gols saíram dos pés de R49 e Leonardo Silva. Outro requinte do ex-vaidoso.

No gol, Victor passava a tranquilidade para a monstruosa dupla de zaga, a melhor do Brasil. Os laterais avançavam com qualidade e prudência. Com a garra de sempre, Pierre e Donizete, loucos como sempre, incansáveis como nunca. Bernard personalizava o inferno alvinegro na defesa felpuda, e, R49, um gênio adestrador de raposa, deixava Jô em condições de marcar.

Acordei achando que era segunda-feira, dia 27, tamanha realidade do sonho. E percebi que todo o sonho era fruto do futebol vibrante, raçudo e bonito que o Galo vem mostrando. Um Galo de espora afiada, peito estufado. Forte e vingador.

A expectativa para o clássico das alterosas é grande, mas nossos pés se mantêm no chão, já que o salto não nos pertence. É o melhor Galo dos últimos 10 anos, mas o Galo de sempre, carregado por nós. E mesmo de longe, vamos juntos!

Cuca, faça a melhor preleção de sua vida e coloque o time em campo com a mesma gana que nos garante hoje a liderança. Joguem e vençam por nós.

Disse o técnico adversário que não estamos acostumados a disputar títulos. Então se clássico é campeonato à parte, quero ser campeã mais três vezes esse ano.

Que o sonho vire realidade. Se possível, com os mesmos requintes de crueldade.

Pra cima dos sensíveis, Galo!

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SOBRE CACHORROS E CLÁSSICOS

Eu tinha, quando criança, um dogue alemão. O representante mais ilustre da raça, para quem não ligou o nome à pessoa ou ao bicho, é o Scooby Doo. Trata-se de animal alto e até certo ponto corpulento, com uma boca gigante que os entendidos garantem desferir a mordida mais potente dentre as muitas variedades da espécie canis familiaris. Pelo tamanho, inspira medo, mas na verdade é bobão, meio desengonçado e babão. O meu scooby se chamava Brutus.

Às vezes, eu brincava com Brutus de buscar a bola. Na teoria, algo trivial na vida de um cão: eu mandava a bola, ele corria, pegava e trazia. Na teoria apenas, porque, se cachorro viesse com manual de instruções, saberíamos de antemão que o dogue alemão tem pouca ou quase nenhuma capacidade de frenagem. Por isso, quando eu jogava a bola, ela quicava uma, duas, três vezes, batia na parede e voltava. Brutus dava um, dois, três pulos e tal qual um Titanic peludo, sem conseguir parar ou desviar, atingia a parede com energia invejável! E babava, antes de voltar aos pulos atrás da bola, meio sem-graça, como que reconhecendo o vexame.

No domingo, depois do jogo com o Botafogo, já em casa, mais calmo, estava vendo o VT e, na cena do terceiro gol, uma certeza me tomou de assalto: o Fábio Ferreira, zagueiro do bota, era Brutus reencarnado pulando atrás da bola, tentando alterar-lhe a trajetória com uma patada salvadora, mas conseguindo apenas dar de cara com a trave, implacável, fria e provavelmente dolorosa.

A mesma trave que, dias antes, me fez rosnar de raiva ao impedir três gols do Galo em Goiânia, me proporcionava agora uma lembrança tão boa da minha infância.

Aliás, a cena, como um todo, me pareceu uma metáfora condensada do que tem sido o Galo, neste campeonato: o goleiro adversário olhando para trás, girando torto em câmera lenta, enquanto vê a bola cair mansa dentro do gol, o zagueiro trombando caninamente com a trave, e dois reservas do nosso time se abraçando e fazendo festa pelo gol que eles, saídos do banco, tinham recém-construído. Um gol para titular nenhum, de time nenhum, botar defeito. Entre Seedorf e Ronaldinho, ex-companheiros internacionais, famosos e agora alvinegros, devia existir um abismo de inveja naquela hora.

Quando acabou o jogo, eu pensei que aquela vitória, erguida com a determinação, a vontade, a raça e o brilho dos nossos jogadores, fechava um ciclo. Só faltava isso, me ocorreu: uma virada com requintes de crueldade, em que o time dono da situação deixa o outro empatar, quase na bacia das almas, só para minutos depois recompor o placar, como que dizendo: “aqui não, fiote, aqui é Galo!”

Passados alguns dias, pensando cada vez menos no Botafogo e mais no futuro, percebi que há ainda outras conquistas por vir, menos óbvias do que o título.

Falo, obviamente, do clássico. Não é um campeonato à parte, mas tem um gosto diferente, é uma singularidade na tabela do campeonato, verdadeiro buraco negro  concentrador de energia, positiva ou negativa, conforme se ganhe ou se perca.

Para nós, ganhar ou perder o clássico poderá representar pouco ou muito na tabela, porque tudo depende, também, dos resultados dos outros clássicos, especialmente Vasco x Flu, no Rio, e Inter x Grêmio no Sul. A rodada retrasada, aliás, em que empatamos com os falsos goianienses com um roteiro escrito por Alfred Hitchcock, deu a todos uma lição de física aplicada ao futebol, foi a inércia levada às últimas consequências na tabela do campeonato.

O clássico, entretanto, está longe de se resumir a pontos na tabela. É uma chance de coroar uma campanha que, até aqui, só merece elogios, embora alguns imbecis se esqueçam disso quando um jogador erra um passe ou perde uma bola. Que o digam Serginho, Marcos Rocha, Guilherme, monstros em campo, seja pela técnica ou pela raça, mas alvos preferenciais dessa subespécie que eu opto por chamar de Cornetas de Neanderthal, seres para os quais a evolução e o perfeito uso da massa encefálica ainda é uma possibilidade, mas não uma realidade.

Se ganharmos o clássico, teremos dado mais um passo, pequeno para o campeonato, mas grande para a campanha de recuperação de auto-estima que o Galo está prestes a concretizar de vez.

Se não ganharmos, não será o fim do mundo, mas domingo eu vou ser o melhor amigo de tudo quanto é santo, anjo da guarda e entidade, fazer tudo que puder, mandinga, superstição ou oração, para tentar ajudar à distância.

Eu vejo na atitude do time a consciência da grandeza do feito que eles estão por realizar. Neste final de semana, em especial, espero que os jogadores e o técnico saibam que, aqui de fora, tem um tsunami alvinegro apoiando e que cada bola é a bola do jogo.

O buraco, domingo, é um pouquinho mais embaixo!

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SEM MEDO DE SER FELIZ

Por José Gama Jr. –  Advogado de profissão e atleticano de coração

Em 1977 houve quem dissesse que nunca mais voltaria ao Mineirão para ver o Galo depois daquela terrível disputa de pênaltis que nos custou o campeonato brasileiro.

Jogamos hoje em um estádio que é o caldeirão do Galo. Fizemos da Arena Independência o nosso terreiro. Lá temos a força de uma fanática torcida e um aproveitamento recorde.

Em 1980, ainda menino, vi um time de craques como Reinaldo, Éder, Cerezo, João Leite, parar nos pés de um Flamengo igualmente recheado de craques, mas favorecido por uma arbitragem tendenciosa e inescrupulosa.

Hoje continuamos sendo mais prejudicados que auxiliados pela arbitragem. Mas com a televisão em todos os jogos e uma diretoria mais atuante (méritos para o Presidente Alexandre Kalil, tão criticado em outras temporadas por ser aguerrido e até radical em suas posições) já não há tanta brecha para manipulações no apito.

Tantas vezes paramos no meio do caminho, chegamos quase lá, mas não fomos campeões.  Eram campeonatos que pareciam mais copas, com disputas em mata-mata em que em dois jogos todo o trabalho de um ano podia ser jogado fora. Chegamos ao absurdo de perder o título de campeão brasileiro invictos, fruto de regulamentos confusos e injustos.

Em um campeonato por pontos corridos como o atual Brasileirão, a melhor equipe, salvo raríssimas exceções, é a campeã. O acaso pode beneficiar algum time que cresça em determinado ponto e arranque para o título, mas em quase dez anos nesse regulamento o que se viu foi que o melhor trabalho, o melhor plantel, a melhor equipe é que leva a taça.

Temos hoje um centro de treinamento que é considerado o melhor do Brasil. Temos uma comissão técnica de altíssimo nível. Temos craques como Ronaldinho Gaúcho jogando ao lado de revelações como Bernard. Temos um banco de reservas que seria titular na maioria dos times do campeonato.  E o trabalho vem dando resultados. O Galo é líder, mesmo com um jogo (estranhamente adiado) a menos.

É hora de ousar. De querer ser campeão mais do que qualquer outra coisa. De afastar todos os obstáculos internos, de passar por cima de todos os problemas, de criar uma união dentro e fora do gramado. Da torcida mais uma vez empurrar o Galo para as vitórias.

É hora de ter espírito de vencedor. Para chegar e ficar no topo, onde é o nosso lugar. Com trabalho, com suor, com mérito e com alegria. Com a alegria de campeão. É hora de ser mais uma vez campeão brasileiro, Galo!

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NO OLHO DO FURACÃO!

O Galo jogou bem o primeiro tempo, mas o Botafogo atuou melhor.

Mas, na segunda etapa o Galo tomou conta do confronto de uma forma acachapante. Contando com Ronaldinho Gaucho _ o melhor em campo _  em mais um dia inspirado, o Atlético cravou a bandeira no Independência e berrou: aqui quem manda somos nós!

Porém, após a virada, a equipe deitou sobre os louros. O penalti foi um castigo grande demais para um time  que não merecia empatar, mas que agiu como se já tivesse vencido.

E aí surgiu a imprevisibilidade de Neto Berola, que voltava após 108 dias afastado. Depois de defender chutes rasteiros de Bernard e Jô, Jefferson nunca esperaria uma bola cavada. Mas, foi o que Neto Berola fez, com o sangue frio de um matador ou a insanidade de um louco, bendito louco que é!

O maravilhoso gol de Berola nos deu o simbólico “título” de campeões do primeiro turno, com 82,4% de aproveitamento. O número, por si só, já estampa o quanto é fantástica a jornada. Nunca houve campanha mais espetacular na história do campeonato brasileiro.E dos 9 últimos brasileirões, 7 campeões do 1º turno abiscoitaram a taça ao final.

A mídia nacional está petrificada. Ao Galo é dedicado o maior tempo nos programas esportivos de TV e rádio e aí petrificados ficamos nós, pouco acostumados com isso.

A ficha caiu para aqueles que analisavam com desdém o início avassalador do Atlético, pois o tempo foi passando, as vitórias se repetindo e o equilíbrio do time se consolidando cada vez mais. Línguas foram queimadas e mentes retrógradas expandidas a forceps.

O Galo já passou por todas as situações. Já saiu perdendo e virou. Saiu vencendo e manteve. Já levou gol de empate ao final da partida e mesmo assim, ganhou…

A verdade é que a equipe está iluminada! Iluminada sim, mas ainda não é campeã de nada! Estatísticas não nos fazem campeões e nem nos garantem campanha parecida no 2º turno. Podem sinalizar tendências, mas só se transformarão em realidade dentro de campo, no calor da pegada, no sangue nos olhos e no brio de cada jogador.

O que os jogadores têm de fazer? Precisam trazer para o segundo turno toda a experiência e adrenalina acumuladas no primeiro e recomeçar como se o placar marcasse zero a zero. Manter a humildade e respeitar todos os adversários. Respeitá-los é uma coisa, temê-los é outra.

É preciso que os nossos jogadores se blindem psicologicamente contra os elogios intermináveis da imprensa. Tem hora que um elogio pode ser infinitamente mais destrutivo do que uma crítica pesada.

Não se iludam, jogadores do Galo! O CLUBE ATLÉTICO MINEIRO ESTÁ NO OLHO DO FURACÃO! E, por causa disso, armadilhas das mais variadas versões e disfarces  podem estar sendo armadas ardilosamente.

Se vocês, atentos, não perderem o foco e permanecerem com a faca afiada entre os dentes, nada será capaz de nos tirar o verdadeiro título de campeão nacional.

E aí, meus amigos, estaremos juntos em dezembro para pararmos Belo Horizonte por 3 ou 30 dias numa festa que o Brasil nunca assistiu na vida. E os que não são atleticanos sequer podem imaginar!

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TEMOS QUE APRENDER A PENSAR GRANDE, DE NOVO.

Há algumas semanas, quando o Galo venceu o Santos e tivemos dois gols a menos registrados no placar final por falhas da arbitragem, o jornalista Juca Kfouri disse, no seu blog, que o Galo tinha que se habituar a vencer tudo, inclusive os erros de arbitragem, ao invés de ficar de “chororô”, se quiser ser campeão.

Recebeu de vários atleticanos uma saraivada de críticas. De maneira geral, voltadas para o fato de que, no nosso caso, não é chororô, nós não podemos simplesmente nos conformar com erros de arbitragem porque, contra o Galo, o buraco é sempre mais embaixo.

Mesmo sujeito a críticas idênticas, eu concordo com o jornalista. Não por mero conformismo com a imperfeição humana. Explico:

Nós demos muito azar, historicamente.

Tínhamos o melhor time em 77, disparado, mas chegamos à final contra o São Paulo e “sofremos” um estranhíssimo julgamento do Reinaldo às vésperas da final, por uma expulsão no início do campeonato. Resultado:  o Rei, que tinha marcado em todos os jogos, fora da final, e um vice-campeonato invicto, nos pênaltis, que tem sabor amargo até hoje. Azar nosso que o São Paulo mandava mais ou conhecia melhor os caminhos da burocracia.

Tínhamos um timaço em 80 e 81, e disputávamos tudo com outro timaço, o Flamengo de Zico e companhia. Azar nosso que a Rede Globo precisava de uma bandeira futebolística para alienar o povo em época de ditadura e escolheu o time de maior apelo popular do Rio, onde a emissora estava sediada. Perdemos o Brasileiro de 80, com arbitragem contestada, e saímos da Libertadores de 81 no jogo de arbitragem mais estranha que eu já vi.

Foi muito para um período de quatro anos. O suficiente para uma geração de atleticanos ficar marcada a ferro quente com um complexo que acho que não sai nunca mais. Para comparar: fomos rebaixados há quase sete anos, certo? Não parece que foi ontem? Pois é. Quem apanha não esquece; quem bate, sim. Num período de quatro anos, duas derrotas em final de Brasileiro como aquelas, e uma aula de parcialidade do Sr. José Roberto Wright foi demais. Quem viveu, não vai esquecer.

Depois disso, tudo de ruim que acontece tem um primeiro culpado imediato, a arbitragem. No Galo, o enredo do filme tem sempre três mordomos, vestidos de preto, ou amarelo, ou verde, conforme a ocasião. Trinta anos depois da final de 77, Tchô sofreu pênalti no final do jogo com o Botafogo pela Copa do Brasil, e Simon não marcou. Neste ou em qualquer erro de arbitragem, voltam todas as lembranças de uma vez, as feridas se abrem imediatamente e parece que alguém joga álcool. Dói.

O problema é que isso se tornou uma parte relevante da cultura do atleticano. O ódio pela arbitragem se tornou um subproduto do nosso amor pelo Galo, e isso vem sendo passado de geração para geração. A maior parte dos que vão a campo hoje não viveram os fatos que foram comentados acima, mas seus pais, tios, irmãos mais velhos, sim. E eles aprenderam a detestar e culpar os mordomos, antes de qualquer outro.

Mais recentemente, sinal dos tempos, esse ódio foi refinado e se transformou em ojeriza pelo establishment. Nós, atleticanos, temos raiva do sistema, em todas as suas expressões, do auxiliar que está ao alcance do radinho (não jogue, por favor, que o time perde o mando de campo) até o moço-que-pega-medalhas que preside a CBF.

Neste Brasileirão, a CBF acendeu de novo o ódio do atleticano. Primeiro, ao atrasar descaradamente em duas semanas a estréia de Ronaldinho diante da massa. Segundo, ao adiar ridiculamente o jogo do Galo na 14ª rodada, de novo com o Flamengo. Eu vi gente jurando que, de novo, seríamos roubados, nos tirariam o que é nosso por direito.

Não é o caso. A justificativa é, provavelmente, tão mesquinha e pequena quanto isso, mas não acho que ninguém quis nos roubar. Quiseram, isso sim, nos dois casos, dar uma mãozinha para um “brother” carioca que está em dificuldades. Somos coadjuvantes nas duas estórias, e ironicamente, porque estamos no caminho inverso e colhendo os frutos de uma administração bem-feita, que nos permitiu contratar Ronaldinho e montar um time de meter medo.

Fatos como este são a prova, apenas, da pequenez de algumas pessoas em cargos maiores do que elas. Não deveriam estar ali, mas estão. Não deveriam ter poder de mando, mas têm. E, sinceramente, não acredito que, mesmo querendo, consigam fazer muito estrago, em um campeonato de 38 rodadas que dura meses. Algum dano, pode ser, mas nós temos que ser maiores do que isso. Não sei se foi a isso que se referiu o Juca Kfouri, mas é nestes termos que eu concordo com ele.

Vão errar contra nós, como foi no caso do Palmeiras e do Santos, e vão errar a nosso favor também. Mas, a menos que José Roberto Wright volte a campo com um apito na mão, prefiro acreditar que fatos assim são falhas da visão ou audição dos seres humanos envolvidos, não de seu caráter. Me preocupa muito mais a imprensa marrom tentando plantar crise no clube, como fizeram antes do jogo com o Vasco, do que o Sr. juiz ali dentro do campo. Até prova em contrário, claro.

O importante é que nós voltemos a pensar do tamanho do nosso time e da nossa torcida. Somos líderes do campeonato mais disputado do mundo e nenhum time, desde que o campeonato se tornou por pontos corridos, fez o que estamos fazendo. Lembra 1987, quando ganhamos os dois turnos atropelando todo mundo, ou até 1977, só que não tem um jogo final para ser armado. A torcida, semana passada, quebrou a alma do time do Vasco quando cantou o hino a plenos pulmões depois do gol. Esse é nosso presente, tem que ser nosso futuro também. Viver odiando a arbitragem, a CBF, ou o sistema só combina com um passado remoto que temos que deixar para trás.

O Galo é imenso, sua história é incontestável, a torcida é INIGUALÁVEL. Mas, para que possamos estar em harmonia com o que queremos do futuro, que ele seja grande e venha rápido, temos que pensar grande. Vai ser uma libertação, acredite, poder torcer só para o time, e não contra o sistema.

O sistema que se exploda. Aqui é Galo! Caiu aqui, tá morto!

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ATLÉTICO-GO 1 X 1 ATLÉTICO – PERDEMOS 2 OU GANHAMOS 1?

Na jornada de um aspirante a campeão, não se pode desprezar um empate fora de casa, ainda mais quando se atua em um campo de grandes dimensões, grama alta e fofa, cujo dono conhece todos os atalhos.

Entretanto, jogando contra 10 desde os 20 minutos do primeiro tempo, deduz-se que algo faltou ao Galo.

O time só dominou o jogo a partir da expulsão de Joilson, é bom que se diga. Creio _ e posso estar errado _ que faltou aquele sangue no olho que sobrou em outras partidas.

Não sei se os jogadores, por jogarem contra o lanterna, permitiram que se instalasse em seus subconscientes _ involuntariamente _ a idéia marota de que o jogo seria fácil.

Assistindo à partida, tive a impressão que a equipe trabalhou com a hipótese de o gol sair a qualquer momento, sem muito esforço. Penteava a bola no meio, não imprimia aquela velha velocidade e não partia para dentro do adversário.

A expulsão do jogador goiano pode ter vindo para o bem ou para o mal. Depois do fato, o Atlético-GO situou os 10 jogadores atrás da linha da bola o tempo inteiro. Congestionou o seu campo defensivo e com isso, reduziu drasticamente os espaços.

Mesmo assim, o Galo mandou 3 bolas na trave e perdeu inúmeros gols, o que está se tornando uma rotina preocupante. Podem fazer muita falta lá na frente, assim como fez ontem.

A falta que Danilinho faz é gigantesca. A sua ausência modifica o modo de jogar do time alvinegro. Como Guilherme não tem a mesma característica _ e não consegue recompor a lateral _ Cuca deslocou Pierre para a cobertura de Marcos Rocha. Com isso, concede mais espaços no meio e sobrecarrega Leandro Donizeti. E a proteção à zaga fica comprometida.

Pela primeira vez no campeonato, um time entrou em nossa área até com certa facilidade. Quase sofremos o 2º gol após uma tabela simples de destruir. E que não destruímos.

A principal virtude da equipe atleticana neste campeonato, além da técnica e do entrosamento, é a gana de vencer e atropelar a quem surgir pela frente. E é justamente o que vem fazendo a diferença até agora em relação à concorrência.

Enfim, foi um empate, que em situação normal, seria comemorado. Mas também não devemos criticar excessivamente. Afinal, mantém o Galo na ponta da tabela e tendo o céu como limite. O horizonte permanece o mesmo.

O apoio e a confiança da torcida estão intactos. Não há motivo para o contrário, longe disso. Acredito que O FOCO NO TÍTULO não será abandonado de forma alguma. Mas tem de ser exercitado, na prática, jogo a jogo. Batalha a batalha.

Mesmo que seja contra o lanterna do campeonato!

Fica a dúvida: perdemos 2 pontos ou ganhamos 1? Você sabe dizer?

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ATLÉTICO 1 X 0 VASCO. MAIS UMA GOLEADA!

Antigamente, quando íamos ao Mineirão ver o Galo jogar, a pergunta que nos fazíamos era: de quanto vamos ganhar? Não havia em nossas mentes nenhuma dúvida sobre a vitória líquida e certa.

Grandes esquadrões que nos orgulharam no campo de jogo. Grandes jogadores que defenderam esta camisa como se defende uma mãe ou um pai.

Pois a mística desse manto tantas vezes reverenciada por aqueles antigos atletas ressurgiu, incólume, entranhada no coração de Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver, Rafael Marques, Júnior César, Pierre, Leandro Donizeti, Guilherme, Danilinho, Ronaldinho Gaucho, Jô, Bernard, Escudero, Giovani, Serginho e todo o elenco. Um time aguerrido, um time de luta, que parte para cima do adversário com bravura, com a mesma alma alvinegra presente nas arquibancadas.

O furor alucinante da equipe, ao enfrentar mais uma rodada, é como bradar ao mundo esportivo do país, ainda assustado com o que vê: AQUI É GALO, PÔ!

E a certeza da vitória é, novamente, parte de nosso cotidiano. Não sabemos qual será o placar, mas que vamos vencer… ah, isso é líquido e certo. Como disse Ronaldinho Gaucho, semanas atrás: não vai ser fácil derrotar o Atlético!

E não vai ser mesmo. Ontem o Vasco conseguiu, por méritos, dar um chute a gol. Repito: o vice-líder do campeonato brasileiro logrou dar UM chute a gol durante 90 minutos de partida!

Pela primeira vez, Ronaldinho Gaucho fez uma partida fantástica. Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Leandro Donizeti se destacaram, mas em todas as linhas o Galo se impôs com qualidade e força. O jogo foi 1 a 0 como poderia ser de 3 ou 4. O Atlético atropelou o Vasco, essa que é a verdade. Foi uma goleada em termos de volume de jogo.

A não ser por aquele chute do Carlos Alberto (na única finalização do Vasco), quase não fomos incomodados. O sistema defensivo do Galo, protegido por Pierre (um monstro) e Leandro Donizeti, se torna cada vez mais inexpugnável. Isso porque, além dos volantes, os ponteiros também recompõem. E os atacantes combatem os volantes.

Esse time do Galo é uma MÁQUINA DE GUERRA! Defensiva e ofensivamente falando. Não negocia rendições, nem tampouco reconhece bandeira branca!

Joga feio quando precisa, articula seus setores de forma inteligente e não perde, em nenhum momento, a velocidade. Velocidade esta que só é possível com muito treino, com muito conjunto.

Times lentos são aqueles que não possuem suas peças azeitadas para trabalharem sincronizadas, uma vez que os atletas precisam de um segundo a mais para localizar o companheiro. Ao contrário do grupo atleticano, que quando um jogador recebe a bola, já antevê a movimentação do outro. Ele sabe, ele sente. Daí vem a rapidez que a equipe apresenta.

Que nossos jogadores não sofram influências externas, capitaneadas por clubes, CBF e imprensa do eixo RJ/SP. E pior, abonadas pela mídia mineira que não quer ser campeã, sabe-se lá porque!

Os acontecimentos banais de um CT são potencializados e elevados à categoria de escândalos. Neste momento, todo cuidado é pouco no sentido de blindar uma equipe guerreira, que não deixa pedra sobre pedra por onde passa.

NADA VAI ALTERAR O RITMO DESSA JORNADA! Absolutamente nada! Estamos atentos e fechados com o time até na tampa!

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Assistam a seguir o vídeo de Eduardo Rodrigues, colunista do L&N. É um desabafo de um atleticano revoltado com as seguidas tentativas de desestabilização do ambiente da equipe, através de fofocas e invenções da mídia. NÃO PERCA!

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Galo e CBF: até que ponto estamos sendo prejudicados?

Os números do Atlético em 2012 são animadores. Em 32 jogos disputados até agora, considerando Campeonato Mineiro, Copa Sulamericana e Campeonato Brasileiro, foram 25 vitórias, 5 empates e apenas 2 derrotas. Um aproveitamento de inacreditáveis 83,3%*. Ainda assim, parte da torcida atleticana parece não estar à vontade para comemorar a ótima fase, especialmente após o último final de semana, quando o jornalista Jorge Kajuru fez uma grave denúncia. Segundo ele, a CBF, na figura do sempre presente Ricardo Teixeira, estaria disposta a sabotar o Atlético Mineiro enquanto seu mandatário for Alexandre Kalil.

Não quero discutir se o jornalista disse a verdade, se o Eurico Miranda disse a verdade ou mesmo se o Ricardo Teixeira disse a verdade. Tenho, no entanto, algumas observações.

A questão é: em que sentido uma denúncia desse tipo, enquanto o time está voando em campo, pode ajudar ao Clube e sua torcida? Como bem disse o jornalista Léo Gomide, do Estadão/ESPN, quando alguém sugere que a taça será “arrancada” de suas mãos por meio de um complô, o torcedor acredita que todo trabalho está sendo em vão.

É inegável que o Galo foi prejudicado pela arbitragem em mais de um jogo neste Campeonato Brasileiro de 2012, mas sejamos sensatos: se houvesse mesmo um complô, aquele gol do Fluminense não teria sido anulado. Durante toda a partida, o Atlético foi prejudicado, teve faltas invertidas e um pênalti a seu favor não marcado. Então, por isso mesmo, se fosse o grande objetivo da arbitragem fazer com que o Atlético perdesse aquela partida, por que motivo nos roubariam tanto durante o jogo e no final anulariam o único gol do Fluminense? Honestamente, faz algum sentido?

O Atlético teve dois gols mal anulados contra o Palmeiras. O Palmeiras foi prejudicado contra o Cruzeiro. O Cruzeiro foi prejudicado contra o Santos. O Atlético foi prejudicado contra o Santos. O Atlético foi beneficiado contra o Náutico. O Grêmio reclamou de ter sido prejudicado em três jogos, mas foi beneficiado contra o Bahia. Só para citar alguns jogos.

A arbitragem é ruim e parece errar mais frequentemente contra alguns times. Portanto, seria preciso que os clubes prejudicados se organizassem para juntos cobrarem uma arbitragem mais bem preparada. É preciso protestar contra o mau nível do apito nacional. De olho no apito, sempre.

Mas, quanto à tal conspiração da CBF contra o Galo, fico pensando que tipo de ódio poderia nutrir Ricardo Teixeira por Alexandre Kalil. É certo que no ano passado o presidente do Atlético atuou como adversário da CBF e da Globo durante a negociação das cotas de TV e apoiou até o fim a manutenção do Clube dos 13. Porém, ficou sozinho na luta e teve que voltar atrás. E, tendo voltado atrás, acredito que a CBF prefira ter o Atlético o mais próximo possível, e não como um inimigo mortal.

O trabalho do Galo em 2012 é excelente até aqui. Desviar o foco para um possível complô serve para gerar uma torcida esquizofrênica e medrosa, o que poderá, de verdade, influenciar o time e atrapalhar os resultados. Por isso, é preciso amadurecer e saber filtrar o tipo de informação que pode nos ajudar ou pode minar nossas forças.

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O TEMPO ATLETICANO EM IMAGENS SOLTAS

Se no calendário marca, então vá lá, sou do tempo em que o Galo foi campeão de 1971, mesmo não tendo ideia do fato.

Sou do tempo em que Dario recebia do locutor o apelido de Apolo 9, mesmo não sabendo o que era Apolo 9.

Sou do tempo em que Lola armava as jogadas do Galo, e sendo do Galo, para mim, valia.

Sou do tempo em que Vantuir dava segurança ao time. O moço da rádio Inconfidência, no meu rádio Semer, falava, uai!

Sou do tempo em que o goleiro era Mussula, depois o Careca e logo Renato, o nosso aranha negra.

Do tempo em que o uruguaio Mazurkiewicz chegava com o rótulo de maior goleiro do mundo e, ao me levantar em seus braços, acima de sua cabeça, mostrou e provou que eu era maior que ele. Eu, menino o bastante para ser levantado pelo gigante com o  manto atleticano.

Do tempo em que o assombroso time de 77, invicto, pôs os mais ferrenhos adversários encantados com o nosso Galo. O Brasil todo, de Norte a Sul, era atleticano e que, por sua vez, era o ariete a bater nas masmorras da abertura, né, Rei?

Nessa final de 77, com 10 pontos à frente, perdemos nas penalidades máximas o título para o São Paulo, né, CBD/Chicão?

Do tempo que a grama com a bola pariu entre as traves o “baby”craque que desmontava as defesas, derrubava os Morais, os Rauls e impunha seu reinado que assustava o mundo da bola, né, Geisel/Coutinho?

Testemunhei o Rei calar o povo carioca, fazer tremer os urubus do aterro e isto é História, não pode ser negado, pois o Brasil sabe de todas as verdades debaixo da plim..plim..

Eu ví o José de Assis Aragão, UMANO que é, HERRAR como todos os seus iguais, que depois, herraram na mesma cartilha de suas regras claras, né, Arnaldo?

Vi o Wright cumprir com o seu “trabalho”, ganhar emprego vitalício e debochar do homem normal que somos.

Eu ví a década de 90 passar.

Sim, eu sofri, não com as derrotas do time atleticano em campo, pois todo torcedor sabe que perder, empatar ou ganhar é parte do jogo jogado. E o Galo foi acalentado em nossos braços, sob o hino e para seu lugar retornar, ao som do mesmo poderoso hino, né, seo Vicente?

Sofrer não faz parte do atleticano. Indignação, sim!

Você pode acreditar que, por ter vivenciado parte desta História atleticana, eu tenho 40,50,60.70,80, 90 ou até 104 anos.

Não, meu amigo, vivemos na mesma imagem. Eu apenas nasci primeiro do que os que não presenciaram o que escrevo e, necessariamente, não que dizer que eu seja mais velho por este detalhe das chegadas e das partidas nesta estação atleticana.

O tempo atleticano, meu amigo, nada mais é que imagens em movimento dentro desta eternidade alvinegra.

Aproveitemos as imagens, pois!

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RESPEITO AS PUTAS MAIS QUE A CBFLAMENGO.

CBF e flamengo não fazem questão de esconder o descaramento com que manipulam _ de forma pútrida _  os destinos de tudo que se relaciona ao futebol deste país.

Em relação à CBF, uma entidade que teve um presidente comprovadamente ladrão, que recebeu de propina um montante aproximado de 40 milhões de reais. E que foi substituído por outro que, disfarçamente, afanou uma medalha de campeão de um jogador júnior, na Taça São Paulo.

Diz ele que foi autorizado, mas o goleiro júnior só veio a receber a medalha dias depois. Ou seja, FALTOU uma medalha! E o cala-boca ao presidente da Federação Paulista de Futebol _ que espertamente confirmou a tal “autorização” _ veio em forma da concessão do cargo de vice-presidente mais velho da CBF, ou seja, da noite para o dia, o cúmplice virou eventual substituto do presidente colecionador de medalhinhas. Na visão de qualquer pessoa de bem, um cara que mete a mão na medalha de um garoto é capaz de furtar até a própria mãe. E quem o encobre é tão desonesto quanto ele… ou mais.

Essa organização _ que mais parece um comando de quadrilhas _ é a mesma que “administra” o futebol brasileiro. E surge vestindo uma capa rubro-negra, como um super-herói de histórias em quadrinhos, para salvar clubes da mesma laia que a sua.

Clubes como o flamengo, antro de safadezas e má gestão, que mal consegue pagar os salários com meses de 90 dias, que mal logra quitar a conta de luz ou de telefone pontualmente. Um time falido que envergonha a torcida mais numerosa do país com vexames quase diários. E que, na maioria das vezes, “conquista” campeonatos com base no apito amigo, em assaltos homéricos que se acumulam na história.

Pois esses dois se juntaram para, ao invés de transferir o jogo de um Engenhão todo esburacado para um campo melhor, tomaram, EM CONJUNTO, a decisão de ADIAR a partida. E tirem o Botafogo dessa trama, porque o Botafogo não passou de inocente útil. Um laranja babão que serviu ao seu senhor. Absurdo elevado ao cubo!

Absurdo porque, em último caso, poderiam realizar o jogo no Engenhão. Na quinta-feira anterior, o Galo havia jogado contra o Fluminense normalmente, mesmo se esquivando das crateras.

Absurdo porque ainda havia tempo de mudar o local para jogar neste sábado, mas não o fizeram. E não foi por falta de opções, foi por falta de CORAGEM. Borraram as calças ao ter de enfrentar o líder absoluto com um timezinho muito dos vagabundos. E levar uma goleada em pleno Rio de Janeiro eternizaria uma crise que parece ter se mudado de mala e cuia para a Gávea. Com todo merecimento.

Então precisam botar a cara fora d’água para respirar. Necessitam de mais uma semana para ver se Dorival Júnior _ um pseudo-técnico que não durará 3 meses por lá _  dará jeito numa equipe ridícula, caindo pelas tabelas.

E, para que a fuga covarde fosse concretizada, foi preciso o auxílio providencial de uma CBF corrupta e tendenciosa. CBF esta que ninguém respeita, que é sinônimo de puteiro, com todo respeito às putas, que são muito mais dignas de respeito do que eles.

Antes tinham se juntado para escalar Seneme, um juiz que todos conhecem como caseiro, amigo dos times de maior torcida do eixo RJ/SP. Mudaram de idéia ao perceber que nem Seneme seria garantia de vitória.

Então armaram a palhaçada, engolida (como sempre) pela cúmplice Globo, mas não pelos comentaristas da ESPN e outros veículos de comunicação. Menos os de Minas, omissos por natureza.

Mas deixem estar, safados rubro-negros e da CBF, o Galo vai superar as armações e permanecer na ponta da tabela, quer vocês queiram quer não. E se isso for verdade _ como acho que é _ o adiamento deste jogo contra o flamengo só nos trará a segurança de ter mais 6 pontos garantidos!

CBF CORRUPTA! FLAMENGO CAGÃO!

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O SONHO DO GALO NÃO ENVELHECEU

Quando nasci, a estrela amarela já estava no peito. O Atlético era temido dentro e fora de seu terreiro. Fomos semifinalistas em 14 edições do Campeonato Brasileiro. Estranho termos ganhado somente um, o primeiro de todos, depois nunca mais.

Com este jejum de quatro décadas, não existe ninguém capaz de explicar de que sobrevive a torcida atleticana. Mas também não existe atleticano algum que não entenda.

Entre vitórias e derrotas, campanhas memoráveis e outras que preferíamos esquecer, aprendemos a comer sonho. E até o cruzeirense Milton Nascimento sabe que os sonhos não envelhecem.

É como o velho Calebe e o sonho da terra prometida. Quando o povo hebreu deixou o Egito e perambulou mais de quarenta anos pelo deserto, muitos ficaram pelo caminho. A primeira geração, aquela que tinha visto maravilhas e milagres, morreu. Outra geração nasceu em meio à sequidão do deserto. E viveram de sonho.

Calebe era um sobrevivente da primeira geração. Quando foi falar com o jovem líder Josué, contou que tinha saído do Egito aos 40 anos de idade. Estava agora com 85 anos e sentia que seus músculos estavam tão fortes como nos anos de sua mocidade. Estava pronto para entrar na Terra Prometida. Queria, podia, merecia entrar.

Mas eles sabiam que não seria fácil, que enfrentariam gigantes. Para ganhar um solo, é preciso mais do que apenas chegar à fronteira. Tem que ser forte. Tem que guerrear. Tem que se unir. E tem que haver alguma coisa, uma mística, talvez a ajuda do vento que no deserto soprou tanto contra, quem sabe a queda misteriosa de muros intransponíveis enquanto os soldados marcham ao redor.

Pois é. Eu nasci no deserto e estou com sede. No entanto, sinto-me mais forte e pronta do que nunca. Ainda não havia testemunhado um time do Atlético jogar como vem jogando. A mística está aqui para quem quiser ver. Esta força dos guerreiros em campo, este destemor, este canto incessante da arquibancada, nada disso eu nunca vi. Não desse jeito. Não de fazer arrepiar tanto assim.

Sei que ainda é cedo para mandar bordar a segunda estrela na camisa. A guerra será longa e pode ser que, deusmilivriguarde, não saiamos com a taça na mão. Mas, ah, como é bom brigar por um sonho e vislumbrar a terra prometida!

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JUIZES, ESTAMOS VIGIANDO VOCÊS!

A camuflagem dos fatos tirando os méritos de um líder incontestável.

Os dois últimos jogos do Galo deixam claro o quanto teremos que lutar contra tudo e contra todos para chegar ao título. Já sabíamos? Sim. Mas nem por isso iremos apanhar calados, sem expressar nossa indignação.

Erros acontecem e sempre irão acontecer. Mas porque eles, em sua grande maioria, são contra o Galo?

Vamos iniciar no jogo contra o Santos, na última quinta feira, onde a qualidade e a raça do time, superou os “erros” da arbitragem.

A arbitragem da partida foi de Antônio Denival de Morais (PR), auxiliado por Roberto Braatz (Fifa/PR) e José Carlos Dias Passos (PR).

O Sr. Denival de Morais segurou a partida com inversão de faltas e deixando de aplicar cartões, o que tem sido corriqueiro.

Mas o que mais chamou atenção foi o 1° impedimento da partida, quando o jogo ainda estava 0 x 0, e o auxiliar José Carlos Dias marca um impedimento em uma lançamento do R49 para Jô, onde o mesmo tinha, no mínimo, 1 metro de condição.

Os outros dois lances são na mesma linha. Um gol de Bernard anulado pelo auxiliar Roberto Braatz, que estava na mesma linha em sua visão. O outro, em mais um lançamento de R49 para Jô, que sai no meio de dois zagueiros e o mesmo Roberto Braatz marca novamente o impedimento. Nesse lance Jô não chega a concluir, mas estava cara a cara com o goleiro, a metros de distancia do último zagueiro.

O que intriga nos lances de mesma linha é o porque de, na dúvida, anular (vejam no video abaixo, os três lances citados com tira teima, bem como os lances printados).

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=YNXehFdzF1s&feature=context-gau

Pois bem, passada a terrível arbitragem do jogo contra o Santos, já estávamos preparados para o que poderia vir no jogo de 9 pontos (essa seria nossa diferença em caso de vitória) contra o Fluminense.

Esse jogo eu faço questão de destrinchar, e desmascarar toda essa onda que está sendo criada, dizendo que o Galo foi beneficiado.

Pois bem, o GALO foi PREJUDICADO e 3 pontos eram o correto ontem. Vejam abaixo:

1° – Logo aos dois minutos de jogo, Bernard sofre falta maldosa de Walace, que já tenta intimida-lo, dando uma cotovelada por trás, em um lance no meio campo. O arbitro, Sr. Rodrigo Braguetto (SP), marca apenas falta.

2° – Aos 6:50min do 1° tempo, falta inventada pelo auxiliar Carlos Berkenbrock (SP), onde Welington Nem se joga, na lateral do ataque do Fluminense, e o arbitro “entende” que houve carga por trás. Essa falta foi uma dos agravantes para o cartão que alguns minutos depois, Jr. César receberia.

3° – 10:30min do 1° tempo, cartão para Jr. César por falta seguida e por trás em Welington Nem. Atentem não para o cartão, mas para um detalhe importante, que será comparado a um lance capital do jogo. O Fluminense tenta bater essa falta rapidamente e o juiz manda voltar, pois ESTAVA ANOTANDO O CARTÃO QUE HAVIA DADO EM JR. CÉSAR.

4° – Aos 13:35min do 1° tempo, Gum corta um lançamento com a mão, onde a bola iria sobrar para Jô e Bernard, sozinhos, na entrada da área. O Sr. Rodrigo Braguetto marca apenas falta. Este cartão deixaria o zagueiro do Fluminense pendurado por todo o jogo, sem poder matar jogadas com faltas, como o fez em algumas oportunidades. (veja no vídeo abaixo.)

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=JOS1f51MzBI&feature=context-gau

5° – 15:40min do 1° tempo, Walace comete falta por trás em Marcos Rocha, fora do lance de bola e leva cartão amarelo.

6° – Deco, aos 16:35min do 1° tempo, entra de forma maldosa, pisando no tornozelo de Pierre, na intermediária do ataque do Galo. Falta que, dependendo da interpretação do juiz, poderia ser expulsão. Mais uma vez, o Sr. Rodrigo Braguetto contemporizou e marcou apenas falta.

7° – Aos 22:29min do 1° tempo, Walace dá um rapa por trás em Bernard, quase na grande lua, do lado direito de ataque do Galo. O juiz dá a vantagem e, no fim do lance, não adverte Walace com o 2° cartão amarelo.

8° – O PENALTI: 24:26min do 1° tempo, em lance pela esquerda, Jr. César cruza a bola para área a meia altura, a bola resvala na coxa de Walace, que continua com o movimento do corpo para frente e deixa o braço para interceptar a bola, dentro da área. Além do penalti, mais um lance de cartão amarelo para Walace, que seria expulso. O comentarista André Lofredo teve a mesma opinião no momento, porém o lance caiu no esquecimento e não foi mais comentado na transmissão. Na Globo Minas, Marcio Rezende de Freitas não quis voltar atrás em sua 1° opinião, e permanece informando que nada houve. (Veja o lance no vídeo abaixo.)

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=FGrgU8c6lzk&feature=context-gau

9° – 34:27min do 1° tempo, Deco mais uma vez, comete falta dura. Dessa vez, na beira do campo, Jr. César saindo em velocidade, Deco lhe dá um pontapé. Juiz marca falta e mais uma vez não aplica cartão amarelo, pois seria expulsão.

10° – O Sr. Marcio Rezende de Freitas, comentarista de arbitragem, tenta justificar no progama MG Esporte Clube, sua opinião a respeito do penalti cometido por Walace, comparando-o com um lance de Danilinho, que aconteceu aos 14:35min do 2° tempo, onde à queima roupa, o mesmo toma uma bolada dentro da área, a bola batendo em sua barriga e no braço, que está junto ao corpo, sem tempo de movimentar para trás.

11° – Aos 17:10min do 2° tempo, Walace chega de sola atingindo a coxa de Bernard (as câmeras flagram a marca deixada), e o juiz sequer marca falta. Mais um lance de amarelo, que prorrogou a permanência de Walace em campo.

12° – O LANCE DO BENEFÍCIO AO GALO – Já aos 42:07min do 2° tempo, Pierre comete falta em contra ataque do Fluminense e é advertido com cartão amarelo. O Fluminense bate a falta rapidamente, com o juiz ainda com cartão na mão para anotação. Ele guarda o cartão e deixa o lance seguir, quando é marcado impedimento errôneo pelo auxiliar e o gol de Fred é anulado.

Pois bem, voltem ao 3° tópico do texto, onde digo que aquele lance da falta de Jr. César seria capital para interpretação desse lance de gol anulado do Fluminense. Sim, ele usou outro critério e NÃO mandou voltar a falta para anotar no cartão (conforme havia feito no 1° tempo) e conforme está nas Regras do Jogo e Diretório para Árbitro (regra 12), pág 88, que pode ser lida no http://www.cbf.com.br/media/58890/regras%20de%20futebol%202012-internet-ok.pdf

No vídeo abaixo, que eu mesmo gravei no VT que foi exibido no canal PFC, o lance está completo, e nota-se claramente o juiz guardando o cartão, sem nenhuma anotação, e correndo em direção ao lance. Nos melhores momentos, editado pela Globo/Sportv, o lance inicia no passe dado para o Fred, e esconde que o LANCE ERA IRREGULAR.

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=MNrusiL1GHg&feature=g-upl

E agora, será que a imprensa tem coragem de falar sobre tudo que coloquei acima?

Ainda teremos Atleticanos dizendo que fomos beneficiados? Para quem duvidar da veracidade do que escrevi acima, basta ver o VT COMPLETO da partida.

No jogo contra o São Paulo, fiz uma análise, e disse que a diretoria e a torcida têm que tomar uma atitude agora, enquanto há tempo.

Esse jogo com o Fluminense deve ser desmascarado e essa onda de “beneficiado” tem que parar.

Contra tudo e contra todos? Essa frase é pouco perto da guerra que estamos enfrentando.

Com fé e humildade, vamos em frente, e de olhos abertos!!!

COM O GALO VOCÊS NÃO BRINCAM MAIS!!

Abraços!

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