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FLUMINENSE 0 X 0 ATLÉTICO – EMPATE DE LÍDER.

Um empate contra o Fluminense no Engenhão não é para criticar. A bem da verdade, foi um excelente resultado, um empate com postura de líder.

Novamente fomos operados sem anestesia durante o jogo inteiro. Tudo que dependeu do juiz _ e não do bandeira _ foi contra o Galo. Faltas não marcadas, cartões amarelos distribuídos em faltas que sequer existiram, penalti claro solenemente ignorado… e por aí vai.

Ao final, quando o auxiliar levanta a bandeira em um lance duvidoso que acabou beneficiando o Atlético, o Fluminense é que passou a ser o roubado, coitado. A imprensa nacional, de repente, se esqueceu de todos aqueles lances em que o árbitro, mal intencionado, usou para minar o ânimo do Galo.

O alvinegro não jogou bem, o que é natural em um campo esburacado e irregular. E do outro lado tinha um Fluminense _ que é uma boa equipe –  jogando em seus domínios e com torcida a favor.

Porém, mesmo não atuando no nível de antes, o time não perdeu a atitude. Foi guerreiro, correu em busca da vitória e não do empate e disputou todas as divididas com garra. Tentou impor seu esquema congestionando o meio e poderia ter obtido resultado melhor, não fosse a cegueira do senhor apitador de latinha.

A destacar a excepcional atuação do goleiro Victor. Segurança absoluta debaixo dos 3 paus, não faz firulas para defender bolas dificílimas. Ele as realiza com uma simplicidade enorme.

Alguns atleticanos, tão acostumados com o desempenho pífio dos nossos goleiros nos últimos anos, já tinham absorvido uma referência de padrão mais baixo. Se conformaram tanto com as seguidas falhas, que culpavam a zaga por deixar chutar e não o goleiro que engolia o frango. Isso é uma total inversão de valores!

Victor está estabelendo um novo padrão. Agora esses atleticanos sabem a diferença entre ter um grande goleiro e não tê-lo. Aquela defesa que realizou na cabeçada de Wellington Nem foi qualquer coisa de fantástica! Os nossos antigos goleiros a fariam? Duvide-o-do!

Enfim, o Galo segue líder com 32 pontos. Próximo jogo é contra o Flamengo, no Engenhão. Só espero que a juizada não entre em campo planejando compensar aquele gol anulado do Fluminense.

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O FANTASMA A SER EXORCIZADO

O Atlético é hoje um dos grandes favoritos ao título brasileiro.

Alguém duvida? Podem dizer que está muito cedo pra afirmar, podem arrumar desculpa, mas a campanha até agora, de 10 vitórias em 12 jogos, o credencia como um dos times que vão brigar na parte de cima da tabela em 2012.

A euforia faz parte, o torcedor tem mesmo que acreditar, que vislumbrar a possibilidade de título. Mas a carência atleticana tende a antecipar as coisas. O Galo ainda não é campeão. E ninguém sabe se de fato será ao final do campeonato, por mais que o otimismo tome conta dos corações alvinegros.

Mas ainda existe uma desconfiança presente no íntimo do mais otimista dos torcedores. Pode ser que ele não admita nem pra si, que apele pros anjos ou pra qualquer entidade de sua crença, mas ela está lá. E ela acompanha qualquer atleticano desde o fatídico dia 5 de março de 1978, tendo ele presenciado ou não este fato.

Em 1977, um time INVICTO e com muito a frente do 2°colocado. Total favorito ao título perde a decisão nos pênaltis, diante de um Mineirão lotado. E com direito ao São Paulo, perdendo cobrança atrás de cobrança. Mas o Galo repetia e aumentava a dose. Resultado… a perda de um título dado como certo. Uma certeza que escorria pelos dedos. Um sofrimento inimaginável, até pra mim que viria a nascer 8 anos depois.

O Fantasma nasceu dessa derrota. E em vez de ser exorcizado e morto, despachado pros confins do inferno, ganhou força com os acontecimentos a seguir.

1980, uma verdadeira máquina de jogar futebol. Luizinho, Éder, Cerezo, Reinaldo… Maracanã lotado e briga de igual pra igual com o Flamengo de Zico. A derrota presente.

1981, a Libertadores que mais uma vez aquela máquina de jogar bola atropelava adversário por adversário e foi parada pelo Flam… ou melhor, por José Roberto Wright. Mas parou. Não ganhou. E é mais um peso no subconsciente de derrotas alvinegro.

1985, o Atlético chega numa semifinal de Brasileiro com Bangu, Coritiba e Brasil de Pelotas. Após uma campanha avassaladora, irretocável nas fases anteriores. E o time consegue ser eliminado pelo Coxa tomando apenas 1 gol nas duas partidas.

O Fantasma Derrotista já estava criado. E forte. Apesar do otimismo sempre latente do atleticano, do espírito do “Agora Vai”, do “Esse ano é nosso” ou até mesmo do “ano que vem não escapa”…

Comecei a sentir a presença desta “entidade” na década de 90.

Em 1995, uma vitória acachapante sobre o Rosario Central no Mineirão. 4 x 0 e garantia de título CERTO. Quem iria reverter uma vantagem de 5 gols??? O bicampeonato da Conmebol já era do Atlético, só gravar o nome na taça. E aquilo aconteceu…

1999, após uma campanha regular no Campeonato Brasileiro, o time consegue a classificação na última rodada. Enfrenta um Cruzeiro super-favorito e atropela em apenas 2 jogos (enquanto todos os outros adversários precisaram de 3). Chega à final embalado, ganha do Corinthians (um dos melhores times que já vi jogar na vida) no 1º jogo, perde o segundo e no terceiro, por causa de 1 GOL… 1 GOL deixa escapar o título.

2001, timaço! Melhor meio campo do Brasil eleito pela Revista Placar (Gilberto Silva, Djair, Valdo e Ramon), atropelou o Grêmio nas quartas e cai diante de um São Caetano, debaixo d’água no interior paulista.

2009, campanha também irretocável, com um iluminado Diego Tardelli prestes a virar o maior ídolo da história do clube caso o planejado se concretizasse. O freio de mão é puxado na reta final do campeonato e o time fica fora até de uma das vagas na Libertadores, chegando à rodada final não brigando mais por nada.

E pra fortalecer ainda mais o Fantasma, vieram os anos subseqüentes, as agonias contra o rebaixamento e o 04 de dezembro de 2011…

A história mostra que quando se trata de Atlético, a cautela nunca é demais. Essas derrotas ainda assombram o subconsciente do Galo. Ainda estão presentes, soprando no ouvido do mais fiel atleticano, ao menor sinal de vacilo, que ainda não é dessa vez, que tudo vai se repetir.

E é esse Fantasma que precisa ser exorcizado!

Não sei se com a confiança exagerada e o apoio total e irrestrito como vem sendo demonstrado, mas é uma alternativa mais do que válida. O atleticano esse ano tem todos os motivos pra acreditar. E ele tem razão de acreditar. Tem um time forte, joga o melhor futebol do país, tem elenco com peças de reposição… o Atlético se preparou como nunca pra ser campeão!

Mas vai ter que saber perder. Vai ter que saber lidar com as derrotas, que acredite ou não, ELAS VIRÃO. Elas são normais, ainda mais num campeonato como este. O Cruzeiro de 2003 perdeu 2 partidas seguidas, sendo uma delas pro Juventude-RS em pleno Mineirão. Mas soube se recuperar bem. Todos os campeões perderam, mas souberam se recuperar. Pela história, pela pressão e pelo maldito subconsciente derrotista, o Atlético saberá? O Fantasma está calado, mas sabe que a hora de atacar virá. Assim que surgir a derrota, a má atuação, o resultado inesperado…

E é nessa hora que o Galo terá de provar que o passado ficou realmente pra trás. Que nada daquilo mais contará. Pelo menos por um momento, que se esqueça a história. O que conta é o futuro. O Fantasma está pronto pra ser morto e o ano é este. Daí pra frente, sem o peso das derrotas passadas e com a “entidade” despachada, o Galo poderá voltar a ser gigante, mas dessa vez acordado.

E pronto pra qualquer briga!

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ATLÉTICO 2 X 0 SANTOS – COM ESSE TIME NÃO SE BRINCA!

Com direito a uma recepção de arrepiar até o mais frio dos mortais, a equipe do Galo soube, desde sua chegada ao Independência, que o apoio da Massa seria avassalador.

O infernal tsunami alvinegro voltou em grande estilo para manter viva a chama da esperança e mostrar que aquela fidelidade incondicional é eterna.

E foi assim que os jogadores, contagiados pelo espírito vibrante que receberam da torcida lá fora, transformaram-no, dentro do gramado, em energia para lutar em busca de mais uma vitória.

Porém, não foi uma vitória tranquila. O Santos, apesar de desfalcado de 7 jogadores, demonstrou que a Vila Belmiro é uma fábrica de bons jogadores. E atuou muito bem, essa que é a verdade.

Mas enfrentar o Atlético hoje em dia não é uma tarefa das mais fáceis. Além de jogar em toques de primeira, lançamentos inesperados, triangulações em todos os setores, o Galo combate o oponente com uma gana inigualável.

Só para ilustrar: O Atlético, com a bola, tem dois pontas direitas (Danilinho e Marcos Rocha). Sem a bola, tem dois laterais direitos! Ou seja, o espaço para o adversário jogar fica muito reduzido, pois no meio e na esquerda ocorrem a mesma coisa.

Equilíbrio e iniciativa são as marcas dessa equipe que eu reputo, neste momento, um verdadeiro timaço. Vai jogar bonito assim lá longe! E jogam feio quando é preciso.

Ontem, Victor assistiu ao jogo, mas quando o jogador santista deu aquela cabeçada fulminante, lá estava ele para realizar monumental defesa. Goleiro bom é para essas horas!

Na minha opinião, todos jogaram muito bem. Entretanto, eu seria injusto se não citasse a espetacular partida que Marcos Rocha fez. Autor de 2 assistências, o garoto mostrou que está em grande forma. No mesmo nível, Danilinho e Ronaldinho Gaucho sobressaíram com um trabalho incansavelmente coletivo.

O bom no Galo é que ninguém fica penteando a bola procurando aparecer mais do que os outros. Ali dentro das 4 linhas, qualquer espectador enxerga só seriedade. E, exatamente por ser assim, vê COMPETÊNCIA EM SUA FORMA MAIS PURA!

Competência para vencer os 11 adversários e mais o trio de árbitros, que fizeram de tudo para mudar o resultado do jogo. Marcamos 4 gols para valerem 2. No próximo post, o Eduardo Rodrigues falará a respeito, por isso, evitarei aprofundar-me no assunto.

Mas a verdade é que forças ocultas _ como eu tinha previsto _ já estão se organizando para jogarem água na nossa fervura. Ontem foi uma palhaçada explícita em pleno Independência, na fuça de 20 mil torcedores! Precisamos nos unir contra o esse apito assaltante que altera, na maior cara de pau, os resultados de todo o trabalho de um clube.

Estão tentando fazer do campeonato brasileiro um campeonato espanhol, onde só existem 2 times, Barcelona e Real Madrid. Aqui seriam Corinthians e Flamengo. E o resto que se dane!

Enfim, com juiz ou sem juiz, acondicionamos mais 3 pontos na sacolinha e somos o time com melhor aproveitamento nas 12 primeiras rodadas na era dos pontos corridos.

E se o Fluminense não abrir o olho, vai levar uma tamancada em pleno Engenhão. Com esse time NÃO SE BRINCA, meu amigo!

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SPORT 1 X 4 ATLÉTICO – BERNARD NELES!

Nem chuva, nem campo ruim, nem torcida contra são capazes de frear a tenacidade de um time que não teme ninguém.

Nem por um momento, mesmo quando perdia por 1 a 0, eu duvidei da vitória. Isso não é arrogância ridícula de líder não. Isso é CONFIANÇA na solidez do esquema e na entrega desmedida de cada jogador que veste hoje esta camisa.

O segundo tempo do Atlético foi primoroso, no mesmo nível daquela monumental apresentação contra o Internacional. O que não encaixou na primeira etapa entrou nos eixos na segunda. A partir daí, o time tomou conta do jogo, deu uma banana pra torcida rubro-negra e partiu para uma goleada histórica.

O Galo jogou como se estivesse em casa. Atuou com absoluta autoridade e sobrou nas quatro linhas. Não respeitou o terreno adversário, assim como Bernard, um garoto de 19 anos, não respeita os mais velhos.

Bernard foi atrevido, guerreiro, inteligente e merece todos os demais adjetivos elogiosos que restarem. Um espetáculo à parte, cujo ingresso deveria ser cobrado separadamente. Participou dos 3 gols e encerrou o show de gala com um golaço que qualquer craque consagrado assinaria.

E o garoto, pouco a pouco, num plantel recheado de grandes nomes, vai se tornando  um ídolo autêntico da Massa atleticana. Sugiro ao Kalil, como ação preventiva, reajustar o seu contrato de forma a multiplicar o valor da multa rescisória. Prevenir não machuca ninguém.

Mas Bernard não jogou sozinho. Ronaldinho Gaucho, apesar de muito marcado, também se destacou. Gradualmente vai aprendendo a achar os companheiros em campo. E me encanta o entusiamo dele ao comemorar cada gol. Havia tempos que eu não o via assim, com gosto de jogar futebol. No meu entender, o gaúcho reencontrou a alegria de correr atrás de uma bola.

Elogiar Pierre, Réver e Leandro Donizeti é chover no molhado. São incrivelmente regulares. Por mais estranho que pareça, Leonardo Silva não marcou o seu gol. Victor não teve culpa naquela bola cruzada e mesmo que tivesse, pouco me importaria. A segurança que ele trouxe ao sistema defensivo é qualquer coisa de gigantesca. Além do mais, o primeiro gol foi fruto de uma saída rápida de bola que partiu de suas mãos para Júnior César, que acionou Bernard, que por sua vez lançou Ronaldinho Gaucho que dividiu e sobrou para Danilinho. Pegou a defesa do Sport de calças na mão.

Marcos Rocha vem crescendo muito de produção. Ontem, o lateral esteve à altura dos melhores em campo. Jô e Danilinho são importantes demais nesta equipe, não se enganem. Danilinho, que é o jogador mais criticado por aqueles que não leem as entrelinhas do futebol, ironicamente é o artilheiro do time no campeonato nacional.

Enquanto o Galo atropela os adversários, alguns secam, mesmo porque é a única coisa que lhes resta fazer. Fred, centroavante do Fluminense e cruzeirense assumido (faz tempo que saiu do armário), disse antes do jogo que ia torcer dobrado contra o Atlético. A Denize Barros Abreu, apaixonada atleticana exilada nos States, tem uma boa resposta para ele: PRAGA DE MARIA VELHA NÃO MATA GALO GORDO!

Enfim, foi mais uma vitória de uma equipe que, não tenho dúvidas, segue em busca do título nacional. E se permanecer com os pés no chão, sem se empolgar demasiadamente e não abandonar a pegada, tem tudo para, ao final do ano, lotar os hospitais de atleticanos com os corações implodidos no peito!

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CARTA À SENHORA REDE GLOBO DE TELEVISÃO

Não assisto a seus telejornais, porque são pasteurizados e tendenciosos. Porém, dependo de seus serviços para ver o futebol. Mas você transforma minha vida de torcedora em um calvário. Você me irrita e finge que é sem querer.

Eu realmente acho que você não tem o direito de escolher um time de futebol para ocupar grande parte de sua programação esportiva. O Brasil é enorme e possui muitos grandes times, mas em décadas passadas você agia como se só existisse o Flamengo. Sim, o Flamengo dá audiência, mas também é certo que sua torcida cresceu exponencialmente por causa da exposição da marca em todo o país, especialmente considerando-se que a TV era praticamente a única forma de acesso ao dia-a-dia dos clubes.

Agora você parece ter-se cansado do queridinho rubro-negro e adotou outro filhote: o Corinthians.

Em 2006, 2007 e 2008 o São Paulo ganhou o Campeonato Brasileiro, mas não teve sua marca promovida como o Corinthians em 2011.

O Internacional ganhou a Libertadores em 2010. Para você, foi como se nada tivesse acontecido.

O Fluminense deu a volta por cima e foi campeão em 2010. Você nem olhou.

Vasco ganhou a Copa do Brasil em 2011 e brigou pelo título no Campeonato Brasileiro até a última rodada, mas você não deu importância e só fazia matérias com a torcida do Corinthians.

Palmeiras ganhou a Copa do Brasil há duas semanas, de forma invicta, e você fingiu que não viu.

Anteontem, o Atlético obteve uma vitória maiúscula sobre o Internacional e se manteve na liderança do Campeonato Brasileiro com incríveis 25 pontos em 10 rodadas, e o Vasco segue em seu encalço com 23 pontos, mas hoje sua programação foi sobre um tal jogo Flamengo x Corinthians, que fez o time paulista se afastar da zona de rebaixamento. Isso é notícia para ocupar o centro de toda sua programação esportiva?

Ano passado o Santos venceu a Libertadores e foi a Tóquio disputar o Mundial de Clubes, mas você não abriu o mesmo espaço que na Libertadores de 2012. Aliás, quando o Santos jogou a semifinal do Mundial de Clubes, contra o Kashiwa Reysol, você transmitiu o jogo apenas para São Paulo. Será que este ano você vai restringir apenas para São Paulo algum jogo do Corinthians em Tóquio, Rede Globo de Televisão?

Sei que você não vai mudar. Nem perco tempo esperando. Mas escrevo para dizer que já ensaio um riso de satisfação, porque seus dias de poder estão contados.

O mundo está mudando e em pouco tempo não haverá espaço para instituições como você. A irreversível diversificação das fontes de informação impedirá que o país inteiro compre suas escolhas. Aproveite para dar suas últimas cartadas, senhora Rede Globo de Televisão. Quando chegar o dia da sua queda, hei de dançar e cantar com Geraldo Vandré: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar.”

E ainda será pouco.

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ATLÉTICO 3 X 1 INTERNACIONAL – UM VAREIO DE BOLA!

Nos primeiros minutos, o Internacional até que tentou alcançar algo parecido com equilíbrio de forças. Porém, depois daquele início, o que se viu no Independência lotado foi o Galo tomar conta do jogo de uma maneira que poucas vezes eu assisti nos últimos anos.

E não me digam que foi por causa da expulsão de D’Alessandro, porque não foi. O argentino saiu de campo aos 38 minutos da primeira etapa. No transcorrer de todo o primeiro tempo (e não só depois de sua exclusão), o Atlético efetuou 272 passes contra 114 do Inter. Finalizou 6 vezes contra 0, teve 11 dribles contra 5 e desarmou 18 vezes contra 10 (números gentilmente cedidos pelo jornalista Mário Marra).

Foi um domínio absurdo sobre um clube de tradição e que tem um dos melhores plantéis deste campeonato. O Internacional levou um verdadeiro vareio de bola nos 45 minutos iniciais, essa é que é a verdade! Não viram a cor da bola, não conseguiram dar sequer UM chute a gol.

Na segunda etapa, depois do gol de Leonardo Silva, o Galo se desconcentrou e levou o gol. A partir daí, as trocas de passes rasteiros _ a principal tônica do primeiro tempo _ foram esquecidas e o jogo se tornou equilibrado… por uns 10 minutos. Pois, logo depois, o conjunto se refez, compactou-se como antes e retomou as rédeas de um jogo que pode ser considerado a sua melhor performance em 2012.

E a vitória, além de representar mais 3 pontos na sacolinha, implodiu um tabu de 10 anos sem vencer o colorado gaúcho. Neste ano, o Atlético vem estraçalhando tabus um atrás do outro. Tomara que consiga superar o mais antigo, o mais ansiado por todos nós, aquele que representa mais de 40 anos sem acontecer.

Na minha concepção, os destaques positivos foram todos os jogadores. Se eu os nomeasse, poderia cometer injustiças. Até que eu tentei, mas apaguei logo em seguida porque seria obrigado a relacionar o time completo. Uns mais, outros menos. Mas, mesmo assim, resultaria num post longo demais para ser publicado aqui.

Reverencio novamente a raça com que a equipe encara cada jogo. Cada bola é disputada como se fosse o salário do fim do mês. Você vê um jogador adversário com a bola e 3 ou 4 atleticanos dando combate ao mesmo tempo. O cara nem tem tempo de raciocinar.

Que bom que está sendo assim. O atleticano está feliz e sobretudo, orgulhoso. Agora vamos ao Recife para mais uma jornada vitoriosa.

Que o Sport seja a nova vítima de um time valente e com sangue nos olhos!

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FIGUEIRENSE 3 X 4 ATLÉTICO – A CANÇÃO DO GALO!

Quando o placar de 3 a 1 para o Figueirense iluminou o estádio Orlando Scarpelli, eu quase desliguei a televisão. Naquele momento, a equipe atleticana estava tão perdida em campo _ sobretudo a defesa _ que o destino da partida tendia mais para o quarto gol do Figueira do que para o segundo do Galo.

Bem acostumado com as vitórias seguidas neste ano, eu olhava a tela estupefato com mais uma bola inimiga estufando as nossas redes.

Foi bom enquanto durou, pensei, dentro do espírito trágico e pessimista que é da natureza do atleticano. Depois de tantos anos amargurando o coração com campanhas medíocres, o amor pelo clube permanece inacreditavelmente intacto. Mas a confiança nos diversos times montados nesses anos foi pro beleléu.

E justo quando um plantel reconquista a fé da torcida, eu o vejo ali, inerte e alquebrado ante um adversário apenas razoável, mas que já enfeitava jogadas para inflamar ainda mais a torcida. O Galo estava abatido e sem reação.

Sem reação? Ledo engano. Glorioso engano! Numa bola alçada por Ronaldinho Gaucho, Leonardo Silva sobe, cabeceia e inicia o verdadeiro canto do Galo. Uma canção que dignifica a raça, a verdadeira entrega, aquilo que se denomina “o coração na ponta da chuteira”. Uma melodia alvinegra cantada pela alma e pelos pés.

E os acordes se estenderam maravilhosamente afinados no cruzamento de Jô para a cabeçada redentora de Bernard, o baixinho com a maior estatura que eu já vi na vida. Um 3 a 3 inimaginável! Um empate obtido pela férrea recusa de aceitar a derrota.

Mas não foi só. Não bastava um empate para confortar a imensa nação atleticana de unhas roídas e de olho comprido na telinha. O time se mandou para o ataque, enquanto o time do Figueirense, tal como eu nos 3 a 1, queria desligar a televisão a todo custo.

Mas não deu tempo. Guilherme recebeu a bola na frente da área, levantou a cabeça, não tinha jogada, mas vislumbrou um lançamento para Serginho. Reparem no VT que a bola de Guilherme passou milimetricamente entre dois defensores do Figueira antes de chegar à Serginho. Este foi à linha de fundo e rolou para o mesmo Guilherme decretar o que seria a virada mais sensacional deste campeonato brasileiro.

Vitória maiúscula da garra, da raça, da reconstrução da verdadeira identidade do Clube Atlético Mineiro, cuja história foi feita de conquistas épicas alcançadas com muito suor e valentia!

Este é o Galo que eu conheci quando cheguei a Belo Horizonte com 7 anos de idade. Foi por este Galo que eu me apaixonei e, por causa dele, perdi empregos, namoradas e quase afundei casamentos. E outras “cositas mas”.

Este é o NOSSO Atlético. Independentemente de quem jogou mal ou bem, louvo a  fé inabalável na virada quase impossível. Homenageio os que honraram esta sagrada camisa e nos orgulharam como um bom filho orgulha o pai!

O líder permanece mais líder do que nunca… e não será qualquer um que nos derrubará! Tenham a certeza disso.

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ATLÉTICO 2 X 0 PORTUGUESA – TER GOLEIRO É OUTRA COISA!

A Portuguesa faz parte daqueles times modestos que, como Criciúma, América-RJ, etc, sempre foram uma pedra no sapato do Atlético. Embora os anos tenham passado, os plantéis se renovado e os tempos sejam outros, a mística permanece viva e pulsante. Só o Sobrenatural de Souza para explicar esse negócio, porque eu, confesso, não sou capaz.

E foi o que aconteceu ontem… mais uma vez. A equipe atleticana encontrou enormes dificuldades para superar a Lusa. Sobretudo no primeiro tempo, quando se defrontou com um adversário bem postado na defesa e saindo em contra-ataques rápidos. E, quando se sentiu à vontade, tomou conta do meio de campo e dominou a partida, pressionando o Galo em seu campo. E quem passou a jogar nos contra golpes foi o líder isolado do campeonato. Isso tudo em pleno Independência!

Não fossem as defesas salvadoras de Victor, a história poderia ter sido outra. Como eu sempre disse, um bom goleiro ganha jogo sim. Não adianta lançar sob as traves do grupo profissional um arqueiro apenas razoável, que defende as fáceis e busca as difíceis no fundo das redes. E todas aquelas bolas que entram são sempre culpa dos zagueiros que permitiram o chute ou a cabeçada. E o dodói, coitadinho, não pode ser sequer criticado.

Ora bolas, se o defensor NUNCA deixar chutar, não haverá gol no futebol e tampouco precisaremos de goleiro!

Goleiro bom é aquele que CORRIGE eventuais falhas do sistema defensivo e assume que naqueles paus a bola não pode entrar de jeito nenhum, independentemente das falhas de seus companheiros. Neste sentido, o novo goleiro conhece perfeitamente suas funções e incorpora suas responsabilidades.

É disso que eu falava quando insistia _ e acabei fazendo dessa insistência um mantra _ para contratarem um VERDADEIRO goleiro. Giovanni chegou perto, mas não chegou lá. Victor veio para eliminar de vez essa preocupação da mente daqueles atleticanos que sabiam aonde morava o perigo.

Só para ilustrar, tem um clube vaidoso do outro lado da lagoa que possui um arqueiro que carrega um time mediano nas costas há anos. E pelo jeito, será por décadas!

Voltando ao jogo, Victor, com suas defesas, permitiu ao Atlético seguir para o intervalo com o placar de 1 a 0. E foi tudo o que o Galo precisava naquele momento.

Pois na segunda etapa, embora ainda não repetindo atuações anteriores, se posicionou melhor em campo, fechou os espaços que sobravam antes e aí sim, pôde ampliar o placar e se dar ao luxo de perder mais chances de gols do que a Portuguesa, que não conseguiu sequer chutar a gol.

O Galo da segunda etapa foi mais parecido com o Galo que víamos em outras partidas. Mas a raça foi a mesma desde o primeiro minuto. Uma coisa muito positiva nessa equipe é que, jogando mal ou jogando bem, a gana de vencer está presente nos olhos e nas atitudes de cada jogador. Com dois buldogues (Pierre e Donizeti) dando o exemplo durante 90 minutos, é impossível o restante não se contagiar.

E, por isso, disputando cada jogo como se fosse uma final, o Atlético acomodou mais 3 pontos na sacolinha. E, neste momento, não vemos ninguém à nossa frente!

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Assistam aos gols:

GRÊMIO 0 X 1 ATLÉTICO – NA BOLA E NA RAÇA!

A repetição de jogos sempre com uma enorme gana e a mesma obediência tática começam a consolidar um sentimento de segurança na mente do atleticano.

A Massa está voltando, pouco a pouco, a acreditar que é possível. E esse clima de confiança mútua é que dará a liga necessária para a equipe deslanchar de vez, tenho certeza.

Não ganhamos absolutamente nada ainda. Estamos apenas na 7ª rodada de um dos campeonatos mais difíceis do mundo. Mas se avaliarmos com justiça a doação coletiva do time em busca de um mesmo objetivo, nós temos de abraçar a mesma causa e seguirmos, time e torcida, por um só caminho, ao som glorioso de um só hino. E que, a partir de agora, se decrete o fim das vaias, PELO AMOR DE DEUS!

Ontem foi na bola e na raça! O Grêmio, no início, se lançou ao ataque como sempre faz no Olímpico. O Galo se retraiu demasiadamente e a impressão que se tinha era que o time sulista marcaria a qualquer momento.

Entretanto, o Atlético foi encaixando seu jogo de acordo com o que ia conhecendo de seu adversário. Em bloco defensivo sólido, contentava-se apenas com os contra-ataques, mas estes eram rápidos e agudos.

Num destes, depois de escanteio, Bernard alcançou uma bola perdida, aplicou dois lençóis em dois gremistas e serviu com afeto e com açucar a Jô, que estufou as redes de voleio. Um golaço que merece uma placa no Olímpico!

A partir daí, o Atlético se fechou ainda mais e apostou todas as suas fichas nos contra golpes. E foi assim até o final da partida. Sobretudo no 2º tempo, parecia que o Grêmio sufocava o Galo em seu campo. Mera ilusão. Enquanto o tricolor gaúcho atacava, o Atlético perdia gols. Mais um ataque do Grêmio, mais um gol perdido pelo Galo.

Uma palavra define bem o comportamento tático da equipe: CIRÚRGICO!

Enquanto a torcida gremista vaiava Ronaldinho Gaucho, Bernard partia como um bólido pela esquerda. Só a jogada do gol pagaria qualquer ingresso, seja VIP ou popular. Na minha opinião, foi novamente o melhor em campo. Outro destaque foi Danilinho. O sacrifício de seu próprio estilo em favor do trabalho coletivo, atuando entre os volantes e na cobertura do lateral-direito, além de encontrar forças para estar na área adversária, é digno de admiração de quem entende de futebol.

E na esquerda, Bernard fez o mesmo. Ouso dizer que Bernard e Danilinho hoje são o esteio do esquema do Galo, embora Bernard tenha um papel mais ofensivo que Danilinho. Sinceramente, com tanto esforço físico, receio pelas condições dos dois até o fim da temporada.

Destacar Pierre e Donizeti está virando lugar-comum. Ambos são um terror para qualquer oponente. Zé Roberto que o diga. O máximo que conseguiu foi simular faltas a toda hora e trocar passes laterais. A cada dia que passa, fica mais difícil suplantar a dupla de buldogues na proteção à zaga. Um completa o outro como azeite e salada.

Embora Bernard tenha sido o melhor da partida, sou obrigado a dar destaque especial  à hombridade de Giovanni. Entrou em campo sabendo que no próximo jogo estará na reserva de Victor. No entanto, honrou a camisa e agiu com personalidade ímpar. E, acabou fazendo a sua melhor partida pelo Atlético. Ontem, Giovanni defendeu até pensamento. Será uma peça importante na campanha deste ano, não tenha dúvidas.

Não há destaques negativos. TODOS deixaram no gramado do Olímpico o suor da raça atleticana.

Uma bela vitória que encheu a nação alvinegra de orgulho e de esperança!

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ENFIM, TEMOS GOLEIRO! UFA!

Victor, chamado pela torcida do Grêmio de “A Muralha Tricolor”, é do GALO!

Um excelente goleiro, sem dúvidas, mas por si só, não representa a salvação da pátria. Nenhum jogador, isoladamente, a representa.

Entretanto, chega para suprir uma deficiência crônica desde a saída de Diego Alves e carrega a responsabilidade de dar fim às apostas em uma posição que se tornara um verdadeiro pesadelo para a Massa.

Victor é paulista de Santo Anastácio, tem 29 anos e mede 1,94 m.

Custou 3 milhões de euros (que serão pagos em 2 anos) mais 50% do passe de Werley que, convenhamos, dificilmente teria espaço aqui novamente. Contrato de 5 anos.

É um valor altíssimo para um goleiro? Aparentemente sim, mas no meu entendimento, não.

Já se foi o tempo em que goleiro era barato, apesar de sua extrema importância na equipe. E neste caso específico muito menos, pois a nossa necessidade era tão premente que o montante investido ficou em segundo plano. “Cada um sabe onde o calo lhe dói!”

Em 99% dos casos, um time campeão não se faz sem goleiro competente. Não adianta contratar o “escambau” lá na frente, meter gols em todos os jogos, se na retaguarda um goleirinho meia-boca entrega o ouro aos bandidos. E o que antes era barato sai mais caro do que o valor que o Galo paga no Victor.

A maior prova do acerto da contratação é o choro e ranger de dentes da torcida gremista, que, através das redes sociais, lamentou profundamente a saída de seu ídolo e capitão da equipe.

A vinda de Victor demonstra que Alexandre Kalil está pensando grande este ano. Há muito que eu o criticava. Entretanto, é chegada a hora de elogiá-lo.

A ambição é uma maiores virtudes em um clube do porte e da grandeza do Atlético. E constato que esta contratação só foi feita porque quem a fez traz consigo a vontade férrea de ser o melhor, de ser o campeão. A ambição está de volta!

Parabéns, Alexandre Kalil. Elias Kalil certamente faria o mesmo… e este é o maior elogio que um atleticano pode fazer!

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UMA CULTURA ESPORTIVA PROIBIDA!

Em sua vida profissional, não se meta a fazer aquilo que não entende bulhufas, senão você se transformará numa cópia fiel dos construtores do Independência, dos que comandam a Secopa e dos empresários da BWA.

Dos construtores do Independência porque estes, além de colocarem grades que deixaram 6.000 pessoas a verem navios ao invés do jogo, ainda criaram com a sua absurda incompetência, pontos cegos em outros locais do estádio que impedem de ver um jogador batendo escanteio. Ou seja, aumentam extorsivamente os preços dos ingressos, mas não oferecem um serviço minimamente à altura.

Da Secopa porque só vivem tentando esconder o sol com a peneira, como se fazer política fosse sinônimo de mentir a todo momento. Não é, mas talvez no Brasil o termo correto seja esse mesmo, uma vez que político é a classe mais desacreditada pela população. Política e mentira se fundiram numa só palavra.

Além de não resolver os problemas estruturais e de visibilidade do Independência, a Secopa ainda se mete nas coisas do estádio, como na negociação do aluguel com o cruzeiro e agora, em conjunto com a BWA, na proibição de entrada de faixas e bandeiras.

E o motivo alegado para essa proibição é justamente aquele que não foram capazes de oferecer ao público pagante: VISIBILIDADE!!! Pasmem os senhores!

Alegam que as bandeiras atrapalham a visibilidade. E os pontos do estádio (além daqueles 6.000 lugares), que mesmo sem bandeira sem nada, o torcedor tem de se contorcer que nem um macaco para ver alguma coisa? Escondem o rabo para mexerem no rabo alheio.

Sorrateiramente, tentam transferir para a torcida a clara responsabilidade pelos erros crassos _ e vexamosos _ cometidos na reforma do estádio. E desta forma, criam condições para a colocação de painéis publicitários. Ok, sou totalmente a favor de se faturar com os painéis, mas não à custa do fim de uma cultura esportiva. Porque cargas dágua não pensaram nisso antes?

Só espero que, na elitização obscena que estão tentando impor à torcida atleticana, a Massa não tenha que frequentar o estádio vestida a rigor, com ternos, gravatas e afins. E que os palavrões não sejam punidos com prisão; e que a comemoração de um gol não seja restrita a palmas contidas e sorrisos amarelos vigiados por câmeras.

Senhores políticos e empresários da BWA, nós somos a torcida do povão e disseminada nas favelas de Belo Horizonte. Nós somos, orgulhosamente, a cachorrada! Mas vocês não nos conhecem porque são estranhos ao meio. E como tal, não têm a mínima noção dos disparates que cometem!

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Abaixo, a nota de repúdio da Força Jovem Atleticana:

ATLÉTICO 5 X 1 NÁUTICO – QUE ESSA LUTA SEJA ETERNA!

Alguns dirão que foi uma goleada construída sobre um adversário fraco, candidato em potencial a cair para a segunda divisão.

Pois eu digo que em futebol não existe isso. O Bahia veio aqui e arrancou dois pontos do Galo. Ontem, a Portuguesa ganhou do mesmo São Paulo que havia nos vencido.

Portanto, pontuo a goleada sobre o Náutico _ que não é fraco _ com o mesmo valor de qualquer outra vitória, seja contra os mais fortes, seja contra os chamados “fracos”.

Diante de uma torcida impaciente e louca para disparar o botão da vaia, o Galo jogou mal os primeiros 28 minutos. Porque exatamente 28 minutos? Porque tinha em campo um Richarlyson mais preocupado em levantar a bola em lançamentos malucos, do que em mantê-la na grama, que é onde ela gosta de ficar. Afinal, como dizia um técnico antigo, a bola é feita de couro de vaca e vaca gosta é de grama.

A coragem de Cuca em trocá-lo ainda na primeira etapa é digna de elogios, pois a partir da substituição, a história da partida tomou novos rumos e impôs ao Náutico o enfrentamento da verdadeira equipe do Atlético e não aquela contra quem media forças até então. Louve-se a capacidade de leitura de jogo do treinador.

E, a partir daí, consolidar a goleada foi apenas questão de tempo. Para quem foi ao Independência para ver Ronaldinho Gaúcho, viu o futebol atrevido do melhor em campo: Bernard. O garoto, após a perda de 2 gols feitos contra o São Paulo, não se abateu e buscou brio para se superar. Isso é para poucos. Chama-se personalidade e vergonha na cara! Fez ontem a sua melhor partida pelo Atlético.

Jô, apesar de não marcar, deu um trabalho incrível aos zagueiros timbus. Além disso, ainda cavou um penalti que não existiu, a bem da verdade. Se não fôssemos tão garfados no decorrer dos jogos, eu lamentaria. Mas sabemos que o retrospecto é muito diferente.

Também merece destaque especial o Serginho que ontem não foi Serginho. E por não sê-lo, acertou todos os passes, lançamentos, cabeçadas, ganhou todas as divididas e ainda arrumou tempo para quase marcar um gol de placa. Posso dizer que, não fosse Serginho entrar no lugar de Richarlyson, o resultado não seria o mesmo. Ele acertou a equipe em questão de minutos. A César o que é de César.

Embora o time se ressinta da presença de um grande goleiro, creio que Cuca está no caminho certo. Vê-se claramente que o conjunto de jogadores tem padrão de jogo, consciência para compactar-se, recomposição rápida sem a bola. Mas ainda peca nos contra-ataques, quando surpreende o adversário com o calção na mão. Falta precisão no penúltimo ou no último passe.

Não posso esquecer de destacar a atuação de Leandro Donizeti, um verdadeiro buldogue na proteção à zaga, mas que também sai jogando com qualidade. Donizeti na reserva de Richarlyson é uma piada que se conta para rir, mas que provoca prantos desesperados. No meu entender, Pierre e Donizeti formam uma das melhores duplas de volantes deste país. E, até aqui, Cuca não usufrui de seus serviços. Não dá para entender.

Um Júnior César vibrante, raçudo e participativo só reforça o acerto de sua contratação. Parece que foi criado dentro da Cidade do Galo, tal a sua identificação com a camisa alvinegra.

Enfim, 3 pontos se acomodaram na sacolinha. Estamos na vice-liderança de um campeonato longo e desgastante, porém, se o Atlético permanecer lutando por cada bola como se fosse a última, a esperança de grandes conquistas se manterá viva.

O Galo está encarando o início deste brasileirão com muita seriedade e dedicação, como se estivesse na reta final. Como disse Ronaldinho Gaúcho, ao final do jogo: “Vai ser difícil parar a gente!” Que esse espírito não se perca no decorrer da jornada!

Ainda falta muito chão pela frente! Que sigamos unidos pelo Galo!

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Assista aos melhores momentos:

A HORA DE FICAR DE OLHO É AGORA, SIM SENHOR!

Alguns tratam, sobretudo certos jornalistas mineiros, a arbitragem brasileira como intocável mesmo quando prejudicam o Atlético acintosamente. Se porventura nós, atleticanos, desconfiamos das ações dos apitadores, somos tachados de teóricos da conspiração e dizem que enxergamos fantasmas onde não existem. Dedução simplista e preguiçosa de quem não quer se envolver.

Enquanto isso, um fantasma de carne e osso, dentro de campo, vai defenestrando todo o trabalho de um clube que luta por melhores resultados. Um clube que é o mais garfado deste país há muitos e muitos anos e permanece sendo.

Pois em 2012 não vamos deixar que isso aconteça. Se queremos dar um basta nisso, temos de começar agora. Com a ajuda de todos os blogs atleticanos, vamos botar a boca no trombone a cada vez que formos prejudicados.

O Eduardo Rodrigues, atleticano desde o útero, analisou detalhadamente o “trabalho” do juiz Elmo Alves Cunha do primeiro ao último minuto da partida contra o São Paulo. Vejam os erros crassos cometidos contra o Galo, como se fosse uma cartilha elaborada pela CBF.

Com a palavra, o Eduardo:

“SEIS erros graves contra o Galo no jogo contra o São Paulo, no último domingo, e nenhuma menção nos veículos esportivos.

Vamos lá:

1° – Falta em Bernard, cometida por Rodolfo, aos 34min do 1° tempo, na entrada da área. Levou um empurrão pelas costas e após a não marcação da falta na meia lua, houve também um recuo, e NADA foi marcado. Era falta para cartão amarelo, o que deixaria o zagueiro pendurado durante o resto do jogo.

2° – Douglas, do São Paulo, fez falta em Bernard (chute no peito) aos 32min do 1° tempo. Aos 44 da 1ª etapa, o mesmo Douglas comete falta desleal em Jr César (um pisão no pé, na maldade), que poderia ser VERMELHO DIRETO, e apenas a infração foi marcada. Na sequência do lance, o juiz marca uma falta do Lucas no mesmo Jr. César (um empurrão por trás) que não foi para amarelo, mas aplica pra “compensar”.

3° – Impedimento do Jô, aos 17min do 2° Tempo. Coisa de 1 metro de diferença. Ele sairia na cara do gol. O lance nem ao menos foi comentado na transmissão do PFC.

4° – Penalti no Jô aos 16min da 2ª etapa, que após cruzamento do R49 em cobrança de falta pela esquerda, é puxado pela camisa e não chega na bola para concluir com o gol vazio. O juiz viu uma falta do Rafael Marques, que supostamente foi no mesmo momento. “Falta” onde claramente é visto uma disputa de espaço e tanto no replay, quanto na foto acima, vê-se que Rafael Marques também é puxado pela camisa. Portanto, disputa de espaço. Por qual motivo a “falta” escolhida foi a do Rafael Marques, e não a FALTA no Jô? Ressalto que isso foi na cara do JUIZ VIGIA!

5° – A expulsão de Luiz Fabiano deveria ter acontecido aos 37min do 2° tempo, quando após perder uma bola para Leandro Donizete, chegou por trás para agredir e o juiz aplicou apenas o amarelo. Aos 41, Luiz Fabiano recebe novamente o cartão amarelo por reclamação e é expulso. A confusão da expulsão durou 2min.

6° – O absurdo: no primeiro tempo, quando houve apenas uma substituição e nenhum lance polemico ou cera, o juiz informa que seriam 3min de acréscimo, mas termina o jogo aos 47:52min.
Ai vem o mais absurdo: no 2° tempo, quando houve CINCO substituições, mais a expulsão do Luiz Fabiano que durou 2min, o juiz anuncia os mesmos 3min de acréscimo do 1° tempo, e termina o jogo aos 47:12min, em pleno contra ataque do Galo.

Está na hora da torcida protestar FORTE contra isso. Fazer uma campanha com maior relevância e força do que a que foi feita contra o SIMON em 2007. Seria muito interessante organizar uma caravana de várias torcidas rumo à CBF, no Rio, para protestar e mostrar para o Brasil que estamos cansados de ser prejudicados.

O campeonato começou agora, não vamos esperar as horas decisivas para protestar. Já se foram 2 pontos contra o Bahia, no mínimo 1 ponto contra o São Paulo, e mais 2 gols de saldo contra o Palmeiras, que não vão voltar mais e irão fazer muita falta lá na frente.

Tem muitos torcedores dizendo que temos outras coisas importantes para preocupar. Espera aí, como assim?

Então porque ainda temos deficiências ou coisas a acertar, a juizada pode meter a mão? Qual a relação de uma coisa com a outra?

VAMOS ACORDAR!!!

Abraços!

Eduardo”

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SÃO PAULO 1 X 0 ATLÉTICO – NÃO PRECISAMOS SACRIFICAR NINGUÉM!

Não vi o Galo ser dominado no Morumbi e nem se acovardar como em recentes épocas.

Vi um time confiante em sua força enfrentar um dos melhores elencos do Brasil e jogar de igual para igual. E em alguns momentos do 2º tempo, até empurrar o São Paulo para o seu campo.

Perdeu, ok, mas nem tanto ao céu nem tanto ao inferno. Uma derrota não significa eternamente choro e ranger de dentes.

Não vou aqui procurar culpados. Alguns jogaram mal e outros bem. Danilinho não repetiu a performance do jogo passado, Jô não se destacou porque a bola não chegou nele, Ronaldinho Gaucho foi peça nula no meio, Carlos César nos deu a certeza de que a posição é do Marcos Rocha e Giovanni, embora venha crescendo, tomou um gol defensável.

Bernard, com apenas 19 anos, tem muito ainda a aprender. Se para aprender, tem de ficar no banco, que fique. Mas não foi culpado sozinho da derrota e nem pode assumir a culpa por isso. A sua culpa é relativa na mesma proporção dos outros. Já demonstrou enorme caráter ao sofrer pelos gols perdidos, pois tem plena consciência do que isso significou para o resultado da partida.

Pelo que sinto, Bernard, com apenas 19 anos, não precisa ser instado a corrigir deficiências. Ele tem a exata noção de onde falha e, pelo que deduzi de sua entrevista, se cobra muito. É meio caminho andado para o sucesso e uma lição para marmanjos mais velhos que não estão nem aí para uma derrota.

Não estou defendendo o jogador por ele vir da base. Os que me conhecem ou frequentam o L&N sabem que eu não faço isso. Defendo-o porque, quer queiram quer não, é peça importante no esquema que o Atlético adotou. Ele é rápido, incisivo, parte pra cima e ainda tem fôlego para recompor o lado esquerdo e cobrir o lateral.

Bernard pode ser criticado, mas jamais sacrificado pela torcida. A vaia, nesse momento, só agravará o problema. Eu, como ex-jogador, sei que o bom futebol está na força mental do atleta. E não existe nada pior do que a auto confiança abalada. Pensem nisso antes de vaiá-lo contra o Náutico.

Para finalizar, apenas dois registros:

1 – Já passou da hora de Leandro Donizeti retornar ao time. Um Pierre é bom, mas melhor ainda são dois Pierres.

2 – De uma forma sutil e malandra, estamos sendo roubados nesse campeonato brasileiro. Aquelas faltas não marcadas no meio de campo, impedimentos não existentes, vista grossa para uma 2ª infração de amarelo (que geraria o vermelho), agressão pra vermelho sendo punida com amarelo… e por aí vai.

Como eu tenho dito sempre, o ano de 2012 será de luta contra tudo e contra todos. Se não nos unirmos e botarmos a boca no trombone, o caldo vai engrossar pro nosso lado!

Acreditem!

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Assistam aos melhores momentos:

A VERDADE SOBRE O ALUGUEL QUE O CRUZEIRO DIZ NÃO PAGAR!

O presidente do cruzeiro, gilvan de pinho tavares, está fazendo das tripas coração para impingir à imprensa e ao seu torcedor uma versão toda particular de seu contrato com a BWA. Para isso, ele usa as seguintes palavras:

“O Cruzeiro não paga aluguel. A BWA tem direito de explorar a parte comercial e a parte comercial está incluída a parte de camarotes, que ainda não construíram, eles estão chamando de cadeira vip.” E continua:

“As cadeiras do estádio, nós é que comercializamos. Nós pagamos ao estado de Minas Gerais, representado pela Secopa, que fica com 10% da renda bruta, para cobrir o investimento feito”

O que ele quer dizer com isso?

Que ele não pagará aluguel para jogar no Independência e, consequentemente, não estará fortalecendo os cofres do Clube Atlético Mineiro.

Pois bem, vamos esclarecer a história com a verdade absoluta, ao invés das meias verdades do presidente cruzeirense, que tem a clara intenção de enganar a sua própria torcida.

1 – Desde o início, JÁ ESTAVA SACRAMENTADO que o cruzeiro ficaria com 90% da renda de seus jogos, assim como Atlético e América. Portanto, o sr. gilvan de pinho não diz nada de novo e nem pode se vangloriar de ter obtido algum plus na negociação.

2 – No entanto, a BWA e o Clube Atlético Mineiro terão o direito de comercializarem 2.000 lugares a R$ 200,00 (cada) POR JOGO, sem participação do cruzeiro. Se vendidos todos, a renda bruta será de R$ 400.000,00 POR JOGO DO CRUZEIRO. Para esse espaço chamado VIP, está sendo estudado um plano para transformá-lo em cadeiras cativas. A mensalidade será reavaliada e poderá gerar um valor FIXO muito maior.

3 – Toda a renda advinda dos bares (ou outros) em jogos do cruzeiro é exclusivamente da sociedade BWA/Clube Atlético Mineiro e participações de América e Estado (5% cada). Os valores ainda não são mensuráveis.

4 – Quando a naming rights for negociada, ou seja, quando o nome do estádio for vendido para alguma empresa, o cruzeiro estará jogando sem receber absolutamente nada, mas estará contribuindo para a exposição da marca que dará nome à arena. TODA esta renda será direcionada aos sócios BWA/Clube Atlético Mineiro, com participação de 10% divididos entre América e Estado de MG.

5 -Todas as placas de publicidade nos jogos do cruzeiro terão seus valores destinados à BWA e Clube Atlético Mineiro, com 5% para o Estado e 5% para o América. Apesar de o cruzeiro estar colaborando para a divulgação das placas, não estará se beneficiando de nenhum valor. Cifras ainda não mensuradas por motivos óbvios.

6 – Além disso, toda e qualquer captação de negócios não citados aqui será de renda exclusivamente destinada aos sócios, sem nenhuma participação do cruzeiro JOGANDO OU NÃO no estádio. Quando jogar, estará valorizando o negócio feito, mas sem receber por isso.

7 – IMPORTANTE – Todos os contratos (placas, naming rights, cadeiras cativas, etc.) que a parceria BWA/Clube Atlético Mineiro concretizar (e concretizará), terão seus valores acrescidos em função da presença do cruzeiro jogando no Independência. Sendo assim, o time azul estará agregando valor não só com a maior exposição das marcas, mas efetivamente com dinheiro vivo.

Para encerrar, eu pergunto? Quem, em sã consciência, pode dizer que o cruzeiro não paga aluguel? Na minha concepção, estará pagando valores altíssimos.

E pelo que vejo, o seu serelepe presidente ainda não se deu conta disso… ou quer enganar todo mundo… pois estará sim, reforçando muito os cofres do Clube Atlético Mineiro.

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PALMEIRAS 0 X 1 ATLÉTICO – NEM JUIZ, NEM CBF

Onde está aquele time sem garra, que passeava em campo, que não se importava com o número de gols que tomava?

Onde se encontra a equipe que errava passes de 3 metros, que não se recompunha sem a posse de bola e o meio de campo era uma verdadeira avenida por onde os adversários desfilavam?

Se você sabe a resposta, não me diga. Eu não quero saber. Quero é que aquele estado de espírito _ que nunca foi atleticano _ nunca mais passe perto da Cidade do Galo.

O que eu e todos nós ansiamos é ver a equipe que vimos ontem. Esta sim, encara um Palmeiras dentro de São Paulo e, com um jogo coletivo e de personalidade, domina a partida e vence adversário, juiz e CBF num pacote só.

Vencemos, mas fomos garfados descaradamente. Fizemos 3 gols legais para valer um. Não houve falta no gol do Jô (depois de monumental lançamento de Ronaldinho Gaúcho) assim como não existiu impedimento no gol de Rafael Marques. Fora as seguidas faltas inventadas perto de nossa área com a nítida intenção de oferecer  _ numa bandeja de ouro _ o empate ao Palmeiras.

Depois da contratação de RG49, as forças malignas escondidas nas sombras se juntaram para uma vingança à luz do dia. A atuação do árbitro ontem foi escancaradamente tendenciosa. Parecia instruído por superiores, não fazendo a mínima questão de ser sutil. Não havia nele nenhum temor de punição.

Há de se tomar medidas severas agora para não chorar depois. O presidente Alexandre Kalil tem de protestar formalmente  (mesmo na vitória) e divulgar o mais que puder esse roubo descarado. Não pode se limitar apenas aos poucos caracteres do tweet de ontem à noite.

Após a partida contra o Bahia, eu me manifestei no twitter. Preocupado, eu convocava a torcida atleticana de diversas correntes de pensamento para se juntar. Inclusive, desbloqueei todos aqueles com os quais, por um motivo ou outro, me desentendi. Penso que nenhum desentendimento é superior ao nosso amor pelo Atlético. Se queremos realizar os nossos velhos sonhos, temos de criar um ambiente de união para nos tornarmos fortes. Uma união acima de pessoas ou pontos de vista.

SEM ISSO, O GALO SERÁ PREJUDICADO SEM COMPAIXÃO, TENHAM A CERTEZA!

Quanto ao jogo contra o Palmeiras, o Atlético, apesar de um início claudicante, gradualmente foi tomando conta das ações e se impondo. Com uma defesa segura e protegida por Pierre e Richarlyson, além da recomposição de Danilinho e Bernard, o Palmeiras não encontrou espaços para as suas tramas.

Com uma dinâmica de jogo coletivo em todos os setores e com a raça dos grandes esquadrões atleticanos, cada bola foi recuperada como se fosse um território em disputa numa guerra.

Ronaldinho estreou em grande estilo. Livre para transitar em todos os lados, distribuiu o jogo, cadenciando e dinamizando de acordo com o que a partida pedia. Enfiou bolas entre a zaga, e ainda, colaborou na marcação ao ocupar espaços sem a bola.

E quero fazer justiça ao Danilinho. Ontem eu entendi muito bem porque Cuca não o tira do time: hoje Danilinho é o jogador mais tático do Atlético. Ouso dizer que, sem ele, até a liberdade de atuação de Ronaldinho Gaucho estaria comprometida. Isso porque ele cobre o lado direito de campo, do meio de campo e em alguns momentos, até os zagueiros. E esse nunca foi o seu papel anteriormente. Está jogando em uma posição onde não aparece para a torcida _ e daí a insatisfação _ mas que é fundamental para a compactação da equipe.

Pierre novamente mostrou para Felipão o que ele perdeu. Foi um monstro em campo! O “baixinho” Pierre ganha até bolas de cabeça disputadas com jogadores muito mais altos do que ele. A vontade de vencer é tanta que dota seus pés de molas e multiplica sua impulsão!

Destaco também a dupla de zaga, Réver e Rafael Marques, que estão se convertendo numa verdadeira muralha ali atrás. Não será fácil para os adversários marcarem gols no Galo. Assim como não será fácil para as defesas impedirem Jô de marcá-los. Foi, no final das contas, uma ótima contratação.

Enfim, todos os atletas, independentemente de terem atuado bem ou mal, deixaram sangue e suor no gramado.

Vitória maiúscula, do tamanho do nosso orgulho!

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Veja os melhores momentos:

ATLÉTICO 1 X 1 BAHIA – FRUSTRANTE!

Um primeiro tempo impecável que merecia gols em profusão, mas que não aconteceram.

Um segundo tempo no mesmo nível até no momento do gol. A partir daí, o time fez o que sempre faz: tremeu nas bases, cedeu espaços, recuou mesmo estando em pleno Independência e acabou castigado.

Castigado por uma única bola, por um único chute, por somente uma jogada de perigo do Bahia. Só uma e… foi gol.

Uma bola defensável que Giovanni deixou entrar. Não foi frango, mas foi falha.

O nosso goleiro vinha em franca recuperação, fazendo a torcida esquecer da provável contratação de um jogador para a posição. Mas ele mesmo, Giovanni, se encarregou de nos lembrar. Há, sim, a necessidade de um goleiro de alto nível para fazer com que esse tipo de falha desapareça definitivamente.

Certamente, não será Renan Ribeiro que solucionará o problema. Na minha opinião, é muito pior que Giovanni.

Mas não perdemos 2 pontos só por isso. Os últimos 30 minutos foram horrorosos. Tudo aquilo que foi apresentado no primeiro tempo foi para o espaço. Era como se nunca tivesse acontecido.

Foram sequências de chutões, de passes errados e de lançamentos improdutivos.

Marcos Rocha não acertou sequer um lateral. Quando o via jogando aquele bolão no América, ano passado, cheguei a crer em um novo jogador. Agora concluo que, no Galo, ele é e sempre será o mesmo.

Danilinho precisa urgentemente dizer a que veio. Parece que desaprendeu a jogar. É uma sombra opaca do que foi antigamente.

Richarlyson, se não era lá essas coisas na lateral esquerda, muito menos no meio. Não protege a zaga, é confuso em seu posicionamento e não acrescenta nada de novo ou de criativo ao meio de campo.

Mas houve destaques positivos. Jô, por exemplo, fez uma boa estréia e, no meu entender, é melhor que André. Juninho entrou muito bem e Réver esbanjou categoria. Rafael Marques é muito aplicado e Pierre, como sempre, quase nunca erra jogada.

Foi um empate frustrante. Perdemos a oportunidade de liderar o campeonato com 100% de aproveitamento, o que daria moral e confiança ao grupo.

Por outro ângulo, o fato de termos visto um time tão vulnerável já na 3ª rodada do Brasileirão não possibilita que a nossa diretoria _ que não é um primor de agilidade _ durma em berço esplêndido. Ainda há tempo para correções e a entrada de Ronaldinho Gaucho na próxima partida, contra o Palmeiras, pode arredondar a bola naquele setor e dar o ritmo que o Atlético necessita.

Se falta à equipe um jogador que enfie as bolas entre a zaga, faça lançamentos agudos em direção ao gol ou que surpreenda o adversário, agora não falta mais.

Mas só isso não basta. Se fosse há sete anos, Ronaldinho Gaucho carregaria esse time nas costas com uma perna só. Mas hoje, embora continue sendo um armador acima da média, já não tem a explosão fantástica daqueles tempos.

Portanto, é bom se prevenir. É salutar agir com ambição e reforçar pontualmente o conjunto, antes que nos encontremos novamente em situação desconfortável na tabela.

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Veja os melhores momentos:

DR. JARBAS ESCLARECE O CASO RG49 X FLA.

Mais uma vez, estamos diante de um imbróglio jurídico. E, novamente, o Clube Atlético Mineiro é parte diretamente interessada em seu desenlace.

E nesses casos, nos quais somos leigos, eis que surge o Dr. Jarbas Lacerda em seu twitter para esclarecer os mistérios dessa teia complexa.

Vamos aos esclarecimentos sobre o caso Ronaldinho Gaucho X Flamengo, baseados em seus tweets de hoje:

Da rescisão por liminar e das possibilidades de sua anulação pelo Flamengo:

1º) O Juiz do caso concedeu uma antecipação de tutela (efeitos de uma futura decisão) e não apenas uma liminar!

2º) A liminar é mais simples e se baseia nas alegações iniciais do autor, sem uma análise mais ampla do caso.

3º) A antecipação de tutela é mais ampla e significa uma antecipação dos efeitos de uma futura decisão (rescisão do contrato) e requer uma análise mais ampla, inclusive os documentos que comprovam o justo motivo para rescindir o contrato, no caso a prova do atraso, o que constou da decisão do juiz.

4º) Portanto, no caso R49, o juiz concedeu a antecipação de uma decisão futura (rescisão do contrato), o que dificilmente vai ser alterada!

5º) O vídeo da “moça” altera o caso? Não! O fato ocorreu há cinco meses e o atleta foi advertido (punido) e não se vincula à situação atual!

6º) O que se discute no processo do R49 é se houve atraso que justificasse a rescisão do contrato! Sim, houve e está documentado!

7º) O Flamengo alega que pagou os débitos. Consta que isto poderia ter ocorrido depois da ação proposta e concedida a antecipação liminar. Sendo assim, o clube confessou o atraso ao recolher os valores devidos depois de proposta a ação! O pagamento impediria a rescisão se feito antes da ação!

8º) Estejam certos de que a divulgação do vídeo e a divulgação do suposto teste de álcool ainda vão gerar dano moral ao atleta! (O atleta pode entrar com processo de perdas e danos morais contra o Flamengo).

9º) O Flamengo está tentando na verdade converter a rescisão indireta do contrato em justa causa, isto para reduzir o prejuízo, porque sabe que, juridicamente, perdeu o atleta e agora tenta reduzir os custos da falta de competência na administração do caso.

10º) Caso o Flamengo consiga comprovar as faltas do R49, o resultado igualmente seria a rescisão do contrato, neste caso por justa causa e por culpa do atleta, a quem caberia pagar a indenização pelo fim do contrato. De toda forma, o atleta estaria livre!

11º) Mas, como o Flamengo puniu as “indisciplinas”, não cabe novamente reclamá-las agora e alegar justa causa para a rescisão.

12º) Na ação R49 x Flamengo se discute a inadimplência (atraso ilegal) das parcelas que o clube devia. Isto está claro que ocorreu.

Conclusão: O Flamengo perdeu os direitos sobre o atleta e ainda vai ser obrigado a indenizá-lo pelo fim do contrato. E ele vai sim jogar no CAM. Creio que será mantida a decisão sobre a rescisão do contrato.

Melhor assim, não é, doutor Jarbas! Obrigado.

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GLOBO X RONALDINHO: QUEM PERDE É O JORNALISMO.

Durante a maior parte de sua carreira, Ronaldinho Gaúcho foi ovacionado onde quer que passasse. Se parte da imprensa especializada o criticava, era sempre com certo pudor. Ninguém ousava cravar que ele tinha chegado ao fim da linha. Talvez ele tenha acreditado que poderia sempre fazer o que quisesse, depois bastava um sorriso e uma promessa e tudo estaria bem. Mas, de aprontar em aprontar, o atleta acabou conquistando a desconfiança de quase todos, em cada esquina do mundo.

Sou torcedora do Clube Atlético Mineiro. Torço para que a vinda do Ronaldinho dê certo, mas já vi que minha esperança tem muitos limites. Prefiro evitar a euforia. Por isso, foi com muita calma que andei lendo as opiniões de muitos jornalistas, quase unânimes quanto ao tamanho do risco dessa contratação. Tudo bem, o risco é grande, o cara não vinha jogando, não estava se comportando, não cumpriu bem sua parte nos últimos contratos, tudo isso eu entendi.

O que eu não entendi é por que o editor do globoesporte.com e alguns responsáveis pela pauta dos programas esportivos da Globo estão com tanto ódio do jogador. Quando o profissional comenta os fatos de forma desapaixonada e sóbria, isso é jornalismo, independente de a opinião me agradar ou não. Mas, quando aparecem quatro, cinco, seis textos na página inicial do site, todos focando somente um lado da história, isso é panfletagem.

Quando um veículo de comunicação faz sua opção editorial pelo grotesco, pela fofoca, e disponibiliza imagens de câmeras de hotel para seu público, isso é jornalismo, ainda que de péssima qualidade. Mas, quando coloca na primeira página de seu website um vídeo ensinando o ex-torcedor a apagar o nome do jogador de sua camisa, isso é baixaria e ressentimento.

Muito pior do que o jornalismo assumidamente grotesco e popularesco, é o jornalismo que finge de sério, mas ignora as grandes regras da ética profissional. Definitivamente, nessa campanha de demonização do jogador Ronaldinho Gaúcho (que não é nenhum exemplo de boa conduta, eu sei), as armas estão muito baixas, e quem mais perde é o jornalismo.

PARA SEGUIR A COLUNISTA NO TWITTER, clique aqui

NOTA DO BLOGUEIRO: Em flagrante retaliação contra Ronaldinho Gaucho, a federação carioca de futebol, pressionada pelo Flamengo, não enviou a documentação do jogador para que fosse regularizada no BID da CBF, embora estivesse tudo ok. Por consequência, Ronaldinho não poderá estrear contra o Bahia. VOLTAMOS AO CORONELISMO! Isso só vem reforçar a verdade contida no texto da Ana Cris.

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RONALDINHO GAUCHO, INCÓGNITA OU ESPERANÇA?

Quando todos achavam que o nome de Ronaldinho Gaúcho era mera especulação (inclusive eu), o melhor do mundo 2 vezes desembarcou hoje na Cidade do Galo. Ele, inclusive, já treinou entre os novos companheiros.

Um contrato de 6 meses sustenta a negociação e o presidente Alexandre Kalil deixou claro que, dependendo do rendimento do atleta, pode ser renovado em dezembro.

Uma performance excelente significará valorização. E valorização será sinônimo de multiplicação dos valores de hoje e assédio de clubes com bala na agulha.

É um risco que se corre. Ainda assim não critico esse contrato curto, pois considero o histórico recente de Ronaldinho extremamente problemático. Não há condições de cravar que a sua contratação seja sucesso garantido. Argumentos demais pesam contra.

Apesar disso, tem tudo para dar certo, pois se a sua folha corrida fora do campo é alvo de críticas ácidas, ninguém pode questionar a sua capacidade técnica. Em plenas condições físicas, ele faz a diferença sim. E muito.

Quanto aos valores acordados, nada foi detalhado. Kalil declarou estarem no patamar de serem bancados só pelo Atlético. Sinal de que é um salário bem menor do que no Flamengo.

Ronaldinho Gaucho foi apresentado de forma modesta na Cidade do Galo. Sem os festejos, fogos e pagodes de sua apresentação no Rio de Janeiro.

Foi um cerimônia sóbria que demonstrou foco no trabalho, sem estrelismos inúteis. Ótimo assim.

Eu era contra esta contratação por tudo que Ronaldinho Gaucho representa de descompromisso com o clube. Mas, como atleticano, resta-me torcer a favor. Se é apenas uma incógnita ou uma grande esperança, só saberemos mais à frente. Já passamos por isso muitas vezes, estamos calejados.

E se o cara acerta o pé por aqui e eleva o nome do Clube Atlético Mineiro? Se isso acontecer, Kalil terá dado o pulo do gato… ou do Galo!

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Assista entrevista de RG à TV Galo: