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SEMPRE POR UM TRIZ

colunadaanacris1Quando meu telefone apitou anunciando que a venda dos ingressos para a final da Libertadores seria na manhã seguinte, eu havia acabado de chegar a Belo Horizonte. Então no sábado, depois de um dia inteiro na fila gritando Gaaaaalo e conversando com aqueles tantos atleticanos, meus melhores amigos das últimas 7 horas, tive certeza de que eu não era a única a acreditar de verdade que sairíamos campeões. A boa expectativa era geral.

Cada um dos quatro dias seguintes pareceram ter sido feitos de quarenta anos. E, agora que tinha chegado o dia, eu não tinha certeza se estava pronta. Mas firmei o corpo, ergui os olhos e me convenci de que enfim tinha chegado a hora de ser campeã.

Na porta do Mineirão, durante toda a tarde e início de noite, milhares de pessoas cantavam o hino do Atlético, em ritmo de festa. Parecia que nós é que tínhamos a vantagem dos dois gols. Que torcida corajosa!

Encontrei um monte de gente conhecida, abracei, cantei, pulei, entrei, sentei. O primeiro tempo de jogo foi amarrado e, de tanto nervosismo, comecei a passar mal do estômago. Ainda não tinha pensado que fosse real a hipótese de não fazermos dois gols. Durante o dia, havia encontrado um olimpista que carregava uma taça de isopor e lhe disse, com muita convicção, que eu sabia que ganharíamos o jogo. A única dúvida era por qual diferença. E agora o gol não vinha. E agora me faltava ar.

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Foi do banheiro que tomei conhecimento do primeiro gol. Senti as paredes do Mineirão tremendo e um barulho ensurdecedor. Se não fosse terremoto, era gol. Era gol! Nenhum remédio no mundo seria capaz de melhorar meu estômago em cinco segundos como aquele chute do Jô. Lavei o rosto e senti as pernas falharem. Ajoelhei-me no chão do banheiro e, com as mãos abertas em cruz, sozinha, senti a falta de um abraço atleticano.

Quis abraçar minha irmã. Aquela que me levou ao primeiro jogo do Galo quando eu tinha dez anos. Ela, que dividiu comigo tantas alegrias, mas também tantas batalhas perdidas, estava agora em uma fazenda, sem telefone, sem televisão, sem internet. Uma família de atleticanos a convidou para assistir à final com eles. Porém, antes do jogo, seus três filhinhos caíram no sono e começou a chover muito. Não havia como sair.

Então ela se lembrou de que em algum armário de algum quarto daquele casarão havia uma televisãozinha preto e branca, com tela de seis polegadas. Era um aparelho muito antigo, mas, sendo do Paraguai, devia estar interessado em ver o jogo também. Televisão ligou, mas não sintonizou. Minha irmã prendeu um chumaço de bombril na antena e voilá! Começou o jogo. E, tudo o que vimos em cores, ela viu no preto e branco do nosso mundo atleticano.

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Estávamos separadas, mas sofríamos do mesmo jeito com aqueles quase gols o tempo todo. Sempre associei os quases do Galo àquele verso do Chico que diz que “para sempre é sempre por um triz”. E é assim que continua a ser.

Foi por um triz que empatamos o jogo de ida contra o Tijuana, nas quartas de final, com aquele gol do Luan. Foi por um triz que a perna esquerda do Victor defendeu o pênalti de Riascos no jogo de volta. Na semifinal, foi por um triz que o zagueiro do Newels’ Old Boys errou o corte e a bola foi parar nos pés do Guilherme. Alguns minutos antes, um tiro do Guilherme não tinha entrado, por um triz. E agora a bola passou bem pertinho da trave, só que do lado de dentro. Por um triz. Na final, o gol do Olímpia também não saiu por pouco: um escorregão improvável de Ferreyra, após driblar nosso goleiro. E aquela bola no finalzinho do segundo tempo, cabeceada por Leonardo Silva, entrou preguiçosa, quase querendo não entrar. Foi por muito pouco.

Dois a zero para nós. Nos trinta minutos de prorrogação, as traves estavam mais teimosas do que criancinha que não quer comer. Eram chutes sem fim, mas o gol fechou a boca. Não deixava entrar nada, talvez porque soubesse que era dia de voltarmos a 05 de março de 1978 e curarmos aquela ferida aberta no peito de todo atleticano, mesmo os que não eram nascidos. Decisão por pênaltis. A perda daquele título nacional foi por um triz.

Mas agora havia de ser diferente, curador. Naquele último pênalti cobrado pelo Olímpia, a bola que bateu no travessão transformou, por um triz, nossa história para sempre.

anaeirmaO Mineirão explodiu e só depois é que fui saber que minha irmã tinha estado sozinha, com aquela alegria toda que não cabia no peito, sem ter com quem dividir. Lembro-me de todas as vezes em que, juntas, nós quase, quase, quase ganhamos tudo, e agora ela estava longe da festa. Penso que, assim como eu, foi por pouco que ela não morreu. E, se existem atleticanos vivos no mundo, aos milhões, pergunte a cada um deles como é que ainda estão vivos. Todos dirão que o coração quase parou de bater para sempre. Foi por um triz.

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O GALO PRECISA CANTAR PARA O PRÓPRIO GALO ACORDAR

colunadoleogattoniA Libertadores já é nossa e ninguém mais tira. Somos CAMpeões. O que era um sonho antigo agora é realidade. Mas já são mais de duas semanas que conquistamos esse sonho. Então é hora de acordar, trabalhar duro e com foco nos objetivos, para que outros sonhos tornem-se realidade.

Digo isso porque desde a conquista na Libertadores, no último dia 25 – e ainda bem que foi depois da meia-noite, porque senão seríamos CAMpeões no #DiaDeMaria – o time do Galo simplesmente esqueceu de como jogar futebol. Os resultados estão aí: três derrotas consecutivas, com nove gols sofridos e apenas dois marcados. A hora de acordar já passou!

Não é com o futebol apresentado nos últimos três jogos que o Galo, ainda que priorizando a Copa do Brasil (como disse o Cuca), vai sequer conseguir se manter na Série A em 2014. E toda derrota após uma conquista expressiva, como foi a Libertadores, só reduz a expressão da mesma. Já devem estar falando por aí: “Ganharam porque os times desse ano era umas babas… aqui no Brasil o nível é muito superior!”.

Priorizando ou não a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro é um torneio importante e que não conquistamos desde 1971. Ano passado batemos na trave. Dos chamados “grandes” clubes do futebol brasileiro, o Galo é quem está a mais tempo na “fila”. Então o bicampeonato brasileiro é um sonho de todo atleticano. E esse sonho só se tornará realidade se o time inteiro acordar, do terceiro goleiro, Lee, ao Presidente Alexandre Kalil, passando por todos os jogadores, comissão técnica e diretoria. Esse estado de “ressaca” tem de acabar agora.

O time tem de voltar a jogar o futebol empolgante que jogou na Libertadores, com garra, vontade, “sangue nos olhos”, acreditando em todas as bolas. Os jogadores mais experientes do elenco têm de chamar pra si a responsabilidade, orientar os mais jovens, e sobretudo participar com mais eficácia nas partidas. Alguém tem de avisar aos jogadores que transferência a essa altura, só para quem está sem contrato: a janela internacional de transferências já se encerrou! Então é jogar aqui mesmo, se destacar e aparecer para o mercado internacional, já que o Galo virou vitrine: o Mundial de Clubes da FIFA é em dezembro, logo ali no Marrocos.

A comissão técnica _ e aí eu falo praticamente só do Cuca _ tem de trabalhar com mais afinco. Sabemos que o elenco está “enxuto”, precisando de atletas em quase todas as posições, e que as contratações serão mais difíceis, mas o Cuca tem de saber aproveitar melhor as características de seus jogadores. Não adianta escalar um jogador com determinadas características numa posição que não é a dele e querer que ele faça milagres. Cada jogador tem de atuar na sua posição, sempre que possível, pois existem situações, como a de ontem, em que o time esteve “remendado” em campo.

A variação do esquema tático tem de acontecer também, para evitar a previsibilidade, já que a grande parte dos treinadores brasileiros tem o hábito de estudar o adversário. Cuca tem crédito, mas não pode sentar no alto da pilha de elogios que recebeu nos últimos dias e ficar por lá, senão num momento de falta de atenção vai cair. E mais uma coisa: Cuca tem de motivar os seus comandados, e não o contrário. Copa do Brasil é um objetivo e o Campeonato Brasileiro também! Motivação vem de cima pra baixo. No exército existe um ditado para isso: “A tropa é o espelho do comandante!”.

A diretoria, no meu ponto de vista, pecou mais que todo mundo, pois não contratou bem no início da temporada e ainda dispensou atletas insatisfeitos com a reserva. Durante o Campeonato Mineiro e a própria Copa Libertadores não trouxe praticamente ninguém, e agora que as transferências do exterior estão praticamente impossíveis é que eles acordaram. As contratações tem de acontecer, devem acontecer, e não apenas para “compor” ou “qualificar” o elenco: precisamos de jogadores que cheguem para disputar posição, para fazer “sombra” nos nossos titulares. A distância entre a qualidade técnica dos titulares e seus reservas é um abismo!

A Massa vem fazendo a sua parte, apoiando o time, independente de quem está jogando. Mas quem conhece futebol sabe que a torcida é movida pela paixão e não pela razão. Sabe também que a paciência da torcida é curta, e que bastam alguns mal resultados – ainda que com o time jogando bem – que os “cornetas” aparecem sem a menor cerimônia.

Como disse anteriormente, tá na hora de acordar do sonho, antes que este se transforme em pesadelo. Acorda Galo! Acorda Cuca! Acorda Kalil! Vamos atrás dos novos e antigos sonhos! Estamos em 2000eGalo e ninguém vai nos segurar!

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DENÚNCIA: QUEREM NOS MATAR DE RIR!

Inacreditavelmente, o cruzeiro emitiu uma nota oficial esculachando a Minas Arena, sua “parceira” no Mineirão. Não sabemos ainda se é um plano maquiavélico para nos matar de rir _ desconfio de genocídio _ ou se trata apenas de mais um caso de marido traído pelo amigo mais chegado.

Vamos à nota:

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Uma pergunta que não quer calar: UAI, O MINEIRÃO NÃO ERA DO CRUZEIRO??

Alguns comentários:

1 – Custei a crer que um CD com o hino do Galo conseguiu abafar os cânticos de mais de 30.000 pessoas. Só posso intuir o seguinte: o torcedor cruzeirense se calou para ouvir o hino sagrado. Aí sim, eu concordaria. É lindo mesmo, obrigado.

2 – Um contrato de 25 anos com multa de rescisão em torno de cem milhões de reais é um entrave quase intransponível para as pretensões do cruzeiro de pular fora do barco nessa altura do campeonato.

3 – Para ser curto e grosso, não acredito em uma vírgula desta nota oficial. Nada do que alegam seria suficiente para rescindir um contrato “tão lucrativo”, como foi divulgado pelo Gilvan na época. Ninguém mata a galinha de ovos de ouro por tão pouco. Quando o dinheiro é alto, senta-se à mesa e conversa-se… sem necessidade de emitir notas oficiais.

O cruzeiro chegou à mesma conclusão que Alexandre Kalil! O Mineirão para públicos menores dá um baita prejuízo. E só agora constataram a bobagem que fizeram. O dr. Jarbas Lacerda (que estudou profundamente o assunto) proclamou aos 4 ventos essa verdade, como se fosse um mantra! E, ao invés de ser ouvido pelos cruzeirenses, foi execrado.

Neste ano, ironicamente, quem salvou o cruzeiro de um rombo maior foi o Atlético, ao jogar duas vezes no Mineirão lotado!

Para encerrar, um ditado antigo e muito verdadeiro: mentira tem perna curta! Cadê os 3 milhões por jogo?

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DEPENDÊNCIA TARDELLIANA E O LU(I)XO DO MINEIRÃO.

diego-tardelli-comemora-gazeta-press-436SOBRE O JOGO:

Eu tinha dúvidas sobre a real importância de Bernard e Tardelli no dinamismo tático da equipe atleticana. Hoje não tenho mais. Os dois jogadores, mais Ronaldinho Gaucho, são os responsáveis diretos pelo jogo criativo, veloz e envolvente que o Galo desenvolvia até então.

Com suas ausências, a equipe empobreceu tecnicamente de uma tal forma que no jogo contra o Villa Nova custou a estabelecer um domínio claro das ações em campo. Pelo contrário, em alguns momentos, o Villa é que ditou o ritmo.

Em elenco com as  ambiciosas aspirações do Galo este ano, deveria existir reservas à altura dos titulares para que o time não sentisse tanto. Só como exemplo, peguem o plantel do Corinthians. Saem dois ali e o time não sente nem cosquinha. Têm reservas que mantêm o nível, o esquema e a fluidez de jogo.

Essa hiper-dependência de dois jogadores não é um bom sinal para o Atlético. Embora quase incomparáveis tecnicamente, deveriam ter peças de reposição com as mesmas características.

Até que Bernard tem em Luan um substituto que produz razoavelmente pelo lado esquerdo, embora corra mais do que raciocina. Mas Tardelli está absolutamente descoberto.

SOBRE O MINEIRÃO:

Considero o Mineirão um curral de luxo que trata gado holandês como gado pé duro. Com o ingresso na mão, a torcida enfrentou gargalos para entrar no estádio e algumas pessoas, apesar de terem chegado bem antes do início do jogo, só conseguiram assistí-lo aos 40 minutos do 1º tempo. Um absurdo de incompetência. Um verdadeiro acinte ao consumidor. E o pior, impunemente!

Segundo o dr. Jarbas Lacerda, o Galo deverá receber apenas 43% da renda. Isso traduz fielmente a ação entre amigos que o governo mineiro estabeleceu no estado. O protagonista do espetáculo _ que leva 48.000 pagantes ao estádio _ é o clube. Entretanto, quem ganha é a empreiteira. Absurdo dos absurdos!

Os pouco mais de 8.000 ingressos de renda exclusiva da Minas Arena (anel inferior) não foram vendidos, deixando vazios na arquibancada. A empreiteira carioca não se interessou em vendê-los. Seriam mais de R$ 1.300.000,00  a serem reduzidos nos pagamentos (R$ 3.700.000,00) que o governo, idiotamente, realiza todo santo mês.

Por ter esse montante garantido, a Minas Arena não se move para vender ingressos. Afinal, com um contrato assinado no qual a empreiteira entrou com a p… e todos nós (povo, clubes e governo) com a bunda, que interesse haveria? Às custas de amigos políticos, botaram o burro na sombra!

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SOMOS TODOS ATLETICANOS

gravida1EM HOMENAGEM AO ANIVERSÁRIO DO GALO.

Um dia, em algum programa de televisão, eu ouvi o Kalil dizer que todo mineiro é gerado atleticano. Naquele instante sagrado e prazeroso em que o espermatozóide penetra o óvulo, ele automaticamente vira um orgulhoso atleticano. É rápido assim como um estalar de dedos.

A partir daí ele vai crescendo dentro da barriga da mãe e, quando começa a sonhar _ sim, em algum momento o feto sonha _ ele se vê empunhando uma bandeira preta e branca como se fosse um estandarte ungido pelos deuses.

E dissertando ainda mais sobre a tese _ que para mim, é um foco de luz sobre a ciência humana, digna merecedora de um Prêmio Nobel _ Kalil conclui: “Quando a criança nasce, a coisa muda de figura, pois apesar de milhões permanecerem apaixonadamente torcendo pelo Galo, outros tantos se perdem pela vida, desviando-se do bom caminho”.

Nessa leva de espíritos fracos e subornáveis, alguns gatos pingados tornam-se americanos e alguns outros chegam ao cúmulo de trair o aconchego do útero que os concebeu e se transformam _ que o bom Deus os perdoe _ em simpatizantes de certo time azul de estrelinhas graciosas.

Nesse ponto é que vão entender porque iniciei este comentário baseando-me na tese do Kalil. Eu descobri que… pasmem, senhoras e senhores… todo cruzeirense continua sendo, no fundo, um atleticano! Ele segue com o gene em seu sangue mesmo depois de nascido!

Calma. Não precisam me xingar disso ou daquilo. Cientificamente, é tão fácil provar quanto dois e dois são quatro. Não precisei perder noites e noites de sono consultando alfarrábios, livros de genética, estudos profundos da psicologia nem da alma transcendental. Foi apenas e tão somente um acaso. Explico:

Outro dia, fui a uma festinha de um cruzeirense amigo meu. Cruzeirenses como ele, mais uns quatro ou cinco. Eu era o único atleticano naquele quadrilátero cheio de choro  e ranger de dentes. A certa altura, depois de algumas cervejinhas, salgadinhos e conversas jogadas fora, o assunto entre eles _ eu só ouvia calado _ enveredou para o futebol. De repente, dei por mim inserido em um mundo surreal.

O assunto principal da noite não era o Cruzeiro com as suas estrelinhas graciosas, nem as suas contratações, nem o seu time classificado para a Libertadores. O tema era o Atlético. A mídia mineira é atleticana, tal comentarista da TV é galista, as contratações não vingarão, o time vai cair novamente para a segunda divisão e por aí afora. Enfim, noventa por cento do que se discutiu ali era relacionado ao Galo, embora, para disfarçar, usassem um tom de deboche e gozação que não foi capaz de me enganar, ah, não senhor! Não sou tão ingênuo assim!

Saí dali mais convencido do que nunca de que a palavra ATLÉTICO é tão doce e tão gostosa de pronunciar que o cruzeirense, ao pronunciá-la, se remete mentalmente _ como numa catarse _ ao útero materno, quando ainda era um verdadeiro atleticano e o caminho ainda era O bom caminho.

Eu aposto todas as minhas fichas que, se qualquer cruzeirense submeter-se a uma regressão com um psicólogo competente, em algum momento de sua viagem mental se verá encolhido em uma posição fetal e sob aquela pele rugosa e quase transparente, sentirá bater _ com toda força, como se fosse uma orquestra de mil instrumentos _ um coraçãozinho preto e branco. E nesse instante, será tomado por uma onda de felicidade tão grande que é bem capaz de abandonar o boquiaberto psicólogo e sair pulando de alegria pelas ruas da cidade, quicando feito um ioiô.

Neste caso inverossímil, provavelmente correremos o risco de a qualquer hora topar com um feto loucão passeando por aí, gargalhando igual aos personagens de Hitchcock.

Para quem ainda duvida da tese, comece a reparar mais à sua volta, quando à sua volta estiverem os azuis. Note que eles, ao abrirem uma página de esportes, primeiro lêem as notícias sobre o Galo. TODAS as notícias. Eles sabem mais sobre o Galo do que nós.

Perceba que nós atleticanos mal folheamos as notícias sobre o Cruzeiro. Eu mesmo nem as leio. Se isso não é a confirmação da verdade sobre a tese que lhes apresento, eu não sei mais o que é verdade nesse mundo de Deus.

Só mais uma coisa, que é pra sacramentar de uma vez por todas a minha tese:

Se a sua esposa é cruzeirense, quando ela estiver dormindo, experimente sussurrar a palavra GALO ao seu ouvido. Use um tom bem leve, como se estivesse acarinhando um bebê. Mais ou menos assim: Gaaallllooooo! Bem baixinho. Não se surpreenda se um sorriso bonito coroar-lhe a boca. Ao ver o sorriso, não se entusiasme a ponto de berrar um Galo de todo tamanho, pois para o plano dar certo, ela precisa continuar dormindo e não morrer de susto.

Posso garantir que no dia seguinte, ela passará e dobrará a sua querida camisa do Galo com um carinho que você nunca tinha visto antes. Se persistir nesse tratamento durante alguns meses, você terá uma família muito mais feliz, muito mais atleticana.

Isso é o supra-sumo da felicidade plena, não é não? Experimente!

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HOUVE CORRUPÇÃO NO ESTÁDIO OU FOI UM SONHO? PENSE.

Imaginem uma história ficcional. E tenho certeza que não ocorreu porque nossos políticos são pessoas confiáveis. É apenas uma quimera imaginada por este que vos fala, influenciado por um sonho em noite mal dormida. Mas, mesmo assim, porque não contar?

No sonho, eu sou o governador do Estado de Minhas Gerais, um dos maiores da federação e uma das sedes da Copa do Mundo.

No meu gabinete, ando de um lado para o outro, pensando:

Teremos de gastar milhões _ talvez, se Deus ajudar, mais de um bilhão _ na reforma do Otarião. Não é toda hora que surge uma oportunidade assim!

Decido me debruçar sobre o trabalho porque mentes ociosas só produzem bobagens. Tenho de analisar seriamente quais as opções que temos para a reforma do estádio:

1 – De um lado, o Estado pode obter um aporte junto ao BNDES de forma a reconstruir todo o Otarião por conta própria e administrá-lo através da ADEMGA. Com a adesão dos dois times fortes do Estado, poderemos pagar o financiamento em 25 anos. Nesse sistema, os clubes não serão massacrados e o torcedor terá ingresso a preço mais acessível. Bom demais, né? Hã… preciso pensar. Vamos à segunda opção.

2 – Temos à nossa disposição a PPP (Parceria Público-Privada), que é uma nova lei para licitações que podemos experimentar. Quem sabe é melhor? Vou lê-la agora e me inteirar direitinho… hã… bom isso… opa, interessantíssimo… puxa vida, nunca vi uma lei tão bacana!

Eufórico, reúno o staff.

_ Pessoal, já decidi. O Estado de Minhas Gerais fará a licitação no sistema PPP. Vamos gastar uns 40 milhões no início da obra _ pouco, não é verdade? _ e o resto será, conforme a PPP permite, entregue à iniciativa privada. Junto ao BNDES, eles poderão financiar a reforma. Depois pagaremos uma quantia irrisória  de 3.500 milhões mensalmente (reajustáveis) durante 25 anos, a título de administração do estádio e para que eles paguem ao Banco. Vai sair na urina! Otarião não é o nosso negócio, vocês sabem. Melhor terceirizar…

Um secretário que fizera, freneticamente,  as contas na calculadora, se manifesta:

_ Mas, governador, sairá muito mais caro. Os caras pegam emprestados 200 e poucos milhões e vão receber mais de 700 milhões? Senhor governador, eles não enfiarão a mão no bolso, não partlharão os riscos! Além disso, vamos entregar o Otarião para a iniciativa privada?

Fico meio puto, mas me contenho:

_ Você acha que uma empresa administra um estádio a troco de nada? Temos de pagar sim! Analisei profundamente a lei e decidi que a PPP é a melhor saída para o Estado.

O secretário insiste, nojento como ele só:

_ E os clubes, como ficarão nessa história? O administrador vai pensar só em lucro. Vai arrancar o fígado deles. Não seria melhor a ADEMGA?

Eu penso um pouco e sou sincero na resposta:

_ ADEMGA não gera grana. Eu quero que os clubes se fodam. Mais vale o que é meu!

Depois dos detalhamentos do PPP, todos se retiram.

Eu, já sozinho,  pego o telefone, ligo e rapidamente sou atendido:

_ Amigo, caiu no meu colo um negócio da China pra ganharmos muito dinheiro sem investir absolutamente nada. Uma tal de PPP,  presente dos céus! Coisa de louco! É o seguinte…

Neste momento, acordei. Perdi o melhor final.

[História absolutamente de ficção, sem nenhuma ligação com a vida real. Se algum personagem se assemelha a alguém, trata-se de mera coincidência].

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ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Por trás de todas as novas manobras de acusação perpetradas contra Alexandre Kalil para desestabilizar o Atlético neste momento de importante reposicionamento no cenário nacional, está a cúpula do Cruzeiro Esporte Clube. E da sua executiva, formada por proeminentes e poderosos cruzeirenses. Lá, representantes de todos os poderes estão envolvidos: do executivo, do legislativo e do judiciário. E do quarto poder, a mídia. Tudo para preservarem a instituição que administram.

Como não conseguem estabelecer uma estratégia para reverter as negociações feitas pelo Galo para a exploração comercial do Independência, como o Mineirão não pode oferecer o mesmo para o time do Barro Preto, por todas as questões contratuais que envolvem a concessionária e o governo do estado, como não há caixa suficiente para manter Montillo e/ ou não têm moeda de troca (Libertadores, Ronaldinho Gaúcho…) para fechar ótimas contratações, o que o Cruzeiro e sua cúpula tentam é denegrir, intimidar, criar fatos novos que diminuam o poder atleticano, e que sirvam de alerta ao presidente: “É melhor você ceder, Kalil. Afrouxe a corda do nosso pescoço ou iremos partir pra cima”.

Quem está arquitetando as ações?

Gilvan de Pinho Tavares é um mero aprendiz. Um neófito! Com algum poder em suas mãos, é verdade, pelos anos de Procuradoria. Mas não passa de um dublê de gestor do futebol. Os contratos mal-amarrados, as vendas equivocadas e as apostas frustradas demonstram, à sobeja, a inépcia do presidente do Cruzeiro Esporte Clube.

Todo aprendiz tem um mestre. Não é diferente neste caso. O mentor de Gilvan ocupa cadeira no Senado da República, tal qual Palpatine, senador sith da saga de George Lucas. Como Palpatine, o senador que manipula a marionete celeste chegou ao poder pelas portas dos fundos. Não foi eleito. Foi imposto.

Como escudo, Kalil conta com importantes atleticanos, como o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia. Contudo, o governador tem a necessidade de contemporizar os ânimos e agradar a todos, atleticanos e cruzeirenses.

Assim, o escudo atleticano pode não ser de todo intransponível. Anastasia deverá recomendar que Kalil deixe o Cruzeiro respirar, que permita que as forças sejam equilibradas. Se o presidente alvinegro se recusar, correrá o risco de ficar sozinho nesta guerra, perdendo o poder político. Sem proteção, será alvo fácil.

Kalil está entre a cruz e a espada.

(Crônica escrita por Christian Munaier, atleticano visceral e criador do Terreiro do Galo, na Globo.com).

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NOTAS DE CINCO

O L&N não tem o costume de copiar textos de ninguém. Em 3 anos de existência, é a 2ª vez que isso acontece. E com todos os créditos que o autor _ qualquer autor _ merece. Neste caso, em especial, trata-se de Antero Greco, da ESPN, jornalista íntegro e imparcial, com o bom nome consolidado e que não precisa fazer média com ninguém. Antero Greco escreveu sobre as intrusões do STJD X manifestações da torcida atleticana e isso nos interessa muito.

Vamos ao texto do Antero:

Temos 27 anos de normalidade democrática. Salvo engano, um recorde em 123 de história republicana. As instituições funcionam com regularidade e independência, eleições se sucedem sem atropelos, escolhemos os governantes pelo sagrado voto direto – e aí está o segundo turno para escolha de prefeitos em várias cidades pelo país, marcado para hoje. Para felicidade geral da nação, não temos nenhum aventureiro doidinho para dar um golpe e tomar o poder.

Isso não significa que não tenhamos resquícios de autoritarismo. Temos, e como!, pra todo canto em que olharmos. É cultural, mas vai mudar. Pode levar tempo, ainda, só que ninguém consegue deter a história. Até no futebol isso ocorrerá. Quem imaginava, no começo do ano, que o todo-poderoso da bola doméstica fosse largar o filé e se escafeder? Pois é, saiu e não há viúvas esportivas que o pranteiem. Ainda bem.

Falta a democracia chegar aos estádios e liberar manifestações dos torcedores. Agora, por exemplo, se espalha uma onda conservadora pelo Brasil que detecta ofensas em qualquer tipo de protesto dos frequentadores de arquibancadas. São diversos os episódios em que cartazes, faixas e coreografias assumem caráter de falta grave, a exigir pronta intervenção policial e pareceres dos tribunais esportivos. De preferência, contrários aos autores das demonstrações de descontentamento. Dá-lhe repressão!

No final de setembro, o árbitro Leandro Pedro Vuaden negou-se a assoprar o apito inicial do jogo do Náutico com o Atlético-GO, no Estádio dos Aflitos, por causa de uma enorme faixa em que se lia “Não vão nos derrubar no apito”. Era a maneira que os fãs pernambucanos havia encontrado para cravar decepção com falhas que provocaram a derrota do time na rodada anterior, em duelo com o líder Fluminense.

Sua senhoria Vuaden só sossegou quando viu a extensa tira enrolada. Daí, se dispôs a liberar a bola. Talvez não tenha visto que, minutos depois, os torcedores reabriram a faixa, um pouco mais acima, mas do mesmo lado da arquibancada. O Náutico venceu por 2 a 0, com um gol de pênalti inexistente…

A bola da vez é a galera do Atlético. Os mineiros andam bravos que só, por causa de supostas e seguidas decisões dos juízes favoráveis ao Flu. Para tornar palpável a mágoa, levou também uma faixa no clássico com o tricolor carioca, uma semana atrás, no Estádio Independência. Nela se via o símbolo da CBF, de cabeça para baixo e nas cores verde, branca e vermelha do principal rival na corrida pelo título de 2012. Outra decretava: “O apito é tricolor carioca”.

O árbitro não dedurou nada na súmula, mas o procurador do tribunal enunciou a possibilidade de enquadrar o Galo por comportamento incorreto de seus seguidores. E com base no Estatuto do Torcedor, que proíbe torcedores de “ostentar cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, inclusive de cunho racista ou xenófobo”. A pena prevista é multa de R$ 100 a 100 mil.

O protesto foi pacífico, não desencadeou nenhum tumulto no público, muito menos colocou em risco a integridade dos participantes do jogo, o quinteto de arbitragem sobretudo. Foi criativo, bem-humorado e está na hora de pararem de procurar pelo em ovo. É muita caretice nesse meio.

Por isso, os atleticanos preparam segunda versão do protesto. No jogo com o Fla, na quarta-feira, devem chacoalhar notas de R$ 5. Se estiverem 20 mil no estádio, a soma chegará aos R$ 100 mil da multa. A torcida será punida por ir com dinheiro ao campo?

*(Minha crônica publicada em parte da edição do Estado deste domingo, 28/10/2012.)

TEXTO ORIGINAL NO LINK  http://blogs.estadao.com.br/antero-greco/

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ENTÃO, TÁ, GALO!

colunarobertolopes2Venhamos e convenhamos, o 2º turno do Brasileirão não foi, até agora, o que sonhávamos. Nosso time perdeu, durante rodadas a fio, a pegada que o caracterizou durante todo o 1º turno. Explicações temos muitas. Nenhuma resolve o problema de que estamos seis pontos atrás do líder e pode ser que não dê mais tempo de alcançá-lo.

Pausa. Daqui a pouco voltamos ao que pode ou não pode ser.

Pense, caro amigo atleticano, o que foi que fez o Galo no jogo contra o Flu?

Jogou muita bola? Ganhou? Virou o jogo? Massacrou? Humilhou? Calou?

O time fez tudo isso sim. Mas, além disso, o Galo conseguiu o que nem o mais otimista dos atleticanos imaginaria: provou, EM UM JOGO APENAS, quem deveria – e ainda deve, mesmo que não aconteça – ser o campeão brasileiro de 2012.

O Galo mostrou para o Brasil inteiro que há um time, neste campeonato, que jogou e joga mais bola do que todos os outros. Fez nove faltas no jogo inteiro. Chutou sete vezes mais a gol, teve quase 10% a mais de posse de bola e, mesmo assim, acertou mais passes, 90%. Teve onze chances reais de gol, contra as apenas duas que o adversário conseguiu converter. Levantou 26 bolas na área, contra 6 do adversário. Colocou três bolas na trave, como havia feito com o Atlético-GO, lanterna, no primeiro turno. Aí você pensa: ah, mas nesse jogo só o outro time contra-atacou. Que nada! Contra-atacamos 8 vezes, contra 3 deles. Mesmo no jogo deles, só dava “nóis”.

Em nenhum outro jogo do campeonato – NENHUM – a diferença de finalizações entre os times foi tão grande, segundo o Globo.com. O Galo reduziu o Flu ao tamanho da série C da qual ele nunca saiu legitimamente.

Aliás, é bom que se diga que os chiliques do técnico, dos jogadores, da diretoria e dos torcedores do Flu, principalmente no pós-jogo, mostram bem como é incômoda a realidade que o Galo lhes jogou na cara. Eles queriam ter vindo aqui e saído dizendo: viram por quê nós somos líderes? Saíram se perguntando: por quê é mesmo que somos líderes?

Não se trata de minimizar a campanha do Fluminense. Eles estão fazendo um ótimo campeonato. Mas, na verdade, isso não muda os fatos:

a) Se não tivéssemos sofrido com erros de arbitragem, teríamos cinco pontos a mais do que temos (veja o http://www.placarreal.com.br);

b) Se o Flu não tivesse tido todos os erros a favor que tiveram, teriam oito pontos a menos do que têm hoje (segundo o mesmo site);

c) O Flu não ganhou de nenhum dos concorrentes diretos, em nenhum dos turnos. Nós ganhamos de ambos, Flu e Grêmio, em pelo menos um dos turnos, e não perdemos no outro. Aliás, não só ganhamos, encantamos;

d) Contra meu pensamento anterior, a CBF e o STJD, que, no fundo, são uma coisa só, acabaram fazendo muita diferença. Eu já escrevi antes que temos que pensar grande, parar de torcer contra o sistema. Continuo acreditando nisso, e mais, continuo acreditando que o foco não era, em todos os casos, prejudicar o Galo, como time, como clube, como instituição. O atraso na inscrição do Ronaldinho, a remarcação do jogo com o urubu fujão, a suspensão do Ronaldinho contra o Inter, são todos casos em que o foco era outro, e entramos de gaiato. Isso não muda o fato de que fomos, sim, prejudicados em todos eles.

Muda alguma coisa? Não. Se merecimento ganhasse jogo, eu nem estaria aqui escrevendo isso. Mas merece ser dito.

Espero, com todas as minhas forças, que o conjunto da obra dos últimos três jogos, coroado pela vitória épica, fantástica, irrepreensível do Galo contra o Flu, motive este time para ir além do que já fez, e retomar o posto que lhe cabe por merecimento. O único lugar que nos cabe é o topo da tabela, na última rodada.

Espero que o Flu tenha entendido que, mesmo que ganhe, este campeonato vai lhe ser entregue com uma mancha, e que vamos todos saber que não foram eles o time que jogou o melhor futebol do campeonato.

Espero que este entendimento coloque, na cabeça dos jogadores do Flu, a pressão e a insegurança de estar levando mais do que merecem (até aqui).

E espero, finalmente, que arbitragem deixe o Flu perder.

Dito isto, eu preciso me render a uma realidade, que até me espanta, em sendo eu um orgulhoso integrante da torcida mais chata do mundo, como diz o Kalil: nos últimos jogos, o time tem acreditado mais do que a torcida. Aposto que só uma minoria acreditava que sairia o segundo gol contra o Sport. Quanto o Santos fez o segundo, minha timeline do Twitter pipocou de gente dizendo que íamos tomar de goleada. Quando o Flu abriu o placar, e depois quando empatou em 2 a 2, aposto que a maioria pensou: já era. Não me incluo em todos os casos, mas em alguns, eu também não fui um poço de otimismo. Reminiscências de um passado recente.  Ainda não caiu a ficha de que estamos torcendo para um time que está vários níveis acima do que nos acostumamos a ver na última década.

Fato é que o time batalhou, se entregou, fez por onde e cavou resultados onde as adversidades eram enormes. Acreditou, enfim, mais do que nós torcedores. Três vezes seguidas. Não é pouco não, só quem sabe do que é capaz faz algo assim.

Na mesma linha, quando o Flu abriu os nove pontos, faltando oito rodadas, a maioria deve ter pensado: já era. Eu confesso, quis pensar assim. É mais cômodo, dá menos trabalho e estresse. Vamos focar na Libertadores, já tá bom demais, não é?

Só que o Galo não deixou, não está deixando. Eu não consigo me desligar da possibilidade de uma arrancada final fulminante.

Então, tá, Galo. Que assim seja. Até o último minuto, se precisar e puder, eu vou acreditar. Se, de tudo, não der, vou virar o ano com a certeza de que dias melhores virão. Já chegaram, até.

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SEM MEDO DE SER FELIZ

Por José Gama Jr. –  Advogado de profissão e atleticano de coração

Em 1977 houve quem dissesse que nunca mais voltaria ao Mineirão para ver o Galo depois daquela terrível disputa de pênaltis que nos custou o campeonato brasileiro.

Jogamos hoje em um estádio que é o caldeirão do Galo. Fizemos da Arena Independência o nosso terreiro. Lá temos a força de uma fanática torcida e um aproveitamento recorde.

Em 1980, ainda menino, vi um time de craques como Reinaldo, Éder, Cerezo, João Leite, parar nos pés de um Flamengo igualmente recheado de craques, mas favorecido por uma arbitragem tendenciosa e inescrupulosa.

Hoje continuamos sendo mais prejudicados que auxiliados pela arbitragem. Mas com a televisão em todos os jogos e uma diretoria mais atuante (méritos para o Presidente Alexandre Kalil, tão criticado em outras temporadas por ser aguerrido e até radical em suas posições) já não há tanta brecha para manipulações no apito.

Tantas vezes paramos no meio do caminho, chegamos quase lá, mas não fomos campeões.  Eram campeonatos que pareciam mais copas, com disputas em mata-mata em que em dois jogos todo o trabalho de um ano podia ser jogado fora. Chegamos ao absurdo de perder o título de campeão brasileiro invictos, fruto de regulamentos confusos e injustos.

Em um campeonato por pontos corridos como o atual Brasileirão, a melhor equipe, salvo raríssimas exceções, é a campeã. O acaso pode beneficiar algum time que cresça em determinado ponto e arranque para o título, mas em quase dez anos nesse regulamento o que se viu foi que o melhor trabalho, o melhor plantel, a melhor equipe é que leva a taça.

Temos hoje um centro de treinamento que é considerado o melhor do Brasil. Temos uma comissão técnica de altíssimo nível. Temos craques como Ronaldinho Gaúcho jogando ao lado de revelações como Bernard. Temos um banco de reservas que seria titular na maioria dos times do campeonato.  E o trabalho vem dando resultados. O Galo é líder, mesmo com um jogo (estranhamente adiado) a menos.

É hora de ousar. De querer ser campeão mais do que qualquer outra coisa. De afastar todos os obstáculos internos, de passar por cima de todos os problemas, de criar uma união dentro e fora do gramado. Da torcida mais uma vez empurrar o Galo para as vitórias.

É hora de ter espírito de vencedor. Para chegar e ficar no topo, onde é o nosso lugar. Com trabalho, com suor, com mérito e com alegria. Com a alegria de campeão. É hora de ser mais uma vez campeão brasileiro, Galo!

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O FANTASMA A SER EXORCIZADO

O Atlético é hoje um dos grandes favoritos ao título brasileiro.

Alguém duvida? Podem dizer que está muito cedo pra afirmar, podem arrumar desculpa, mas a campanha até agora, de 10 vitórias em 12 jogos, o credencia como um dos times que vão brigar na parte de cima da tabela em 2012.

A euforia faz parte, o torcedor tem mesmo que acreditar, que vislumbrar a possibilidade de título. Mas a carência atleticana tende a antecipar as coisas. O Galo ainda não é campeão. E ninguém sabe se de fato será ao final do campeonato, por mais que o otimismo tome conta dos corações alvinegros.

Mas ainda existe uma desconfiança presente no íntimo do mais otimista dos torcedores. Pode ser que ele não admita nem pra si, que apele pros anjos ou pra qualquer entidade de sua crença, mas ela está lá. E ela acompanha qualquer atleticano desde o fatídico dia 5 de março de 1978, tendo ele presenciado ou não este fato.

Em 1977, um time INVICTO e com muito a frente do 2°colocado. Total favorito ao título perde a decisão nos pênaltis, diante de um Mineirão lotado. E com direito ao São Paulo, perdendo cobrança atrás de cobrança. Mas o Galo repetia e aumentava a dose. Resultado… a perda de um título dado como certo. Uma certeza que escorria pelos dedos. Um sofrimento inimaginável, até pra mim que viria a nascer 8 anos depois.

O Fantasma nasceu dessa derrota. E em vez de ser exorcizado e morto, despachado pros confins do inferno, ganhou força com os acontecimentos a seguir.

1980, uma verdadeira máquina de jogar futebol. Luizinho, Éder, Cerezo, Reinaldo… Maracanã lotado e briga de igual pra igual com o Flamengo de Zico. A derrota presente.

1981, a Libertadores que mais uma vez aquela máquina de jogar bola atropelava adversário por adversário e foi parada pelo Flam… ou melhor, por José Roberto Wright. Mas parou. Não ganhou. E é mais um peso no subconsciente de derrotas alvinegro.

1985, o Atlético chega numa semifinal de Brasileiro com Bangu, Coritiba e Brasil de Pelotas. Após uma campanha avassaladora, irretocável nas fases anteriores. E o time consegue ser eliminado pelo Coxa tomando apenas 1 gol nas duas partidas.

O Fantasma Derrotista já estava criado. E forte. Apesar do otimismo sempre latente do atleticano, do espírito do “Agora Vai”, do “Esse ano é nosso” ou até mesmo do “ano que vem não escapa”…

Comecei a sentir a presença desta “entidade” na década de 90.

Em 1995, uma vitória acachapante sobre o Rosario Central no Mineirão. 4 x 0 e garantia de título CERTO. Quem iria reverter uma vantagem de 5 gols??? O bicampeonato da Conmebol já era do Atlético, só gravar o nome na taça. E aquilo aconteceu…

1999, após uma campanha regular no Campeonato Brasileiro, o time consegue a classificação na última rodada. Enfrenta um Cruzeiro super-favorito e atropela em apenas 2 jogos (enquanto todos os outros adversários precisaram de 3). Chega à final embalado, ganha do Corinthians (um dos melhores times que já vi jogar na vida) no 1º jogo, perde o segundo e no terceiro, por causa de 1 GOL… 1 GOL deixa escapar o título.

2001, timaço! Melhor meio campo do Brasil eleito pela Revista Placar (Gilberto Silva, Djair, Valdo e Ramon), atropelou o Grêmio nas quartas e cai diante de um São Caetano, debaixo d’água no interior paulista.

2009, campanha também irretocável, com um iluminado Diego Tardelli prestes a virar o maior ídolo da história do clube caso o planejado se concretizasse. O freio de mão é puxado na reta final do campeonato e o time fica fora até de uma das vagas na Libertadores, chegando à rodada final não brigando mais por nada.

E pra fortalecer ainda mais o Fantasma, vieram os anos subseqüentes, as agonias contra o rebaixamento e o 04 de dezembro de 2011…

A história mostra que quando se trata de Atlético, a cautela nunca é demais. Essas derrotas ainda assombram o subconsciente do Galo. Ainda estão presentes, soprando no ouvido do mais fiel atleticano, ao menor sinal de vacilo, que ainda não é dessa vez, que tudo vai se repetir.

E é esse Fantasma que precisa ser exorcizado!

Não sei se com a confiança exagerada e o apoio total e irrestrito como vem sendo demonstrado, mas é uma alternativa mais do que válida. O atleticano esse ano tem todos os motivos pra acreditar. E ele tem razão de acreditar. Tem um time forte, joga o melhor futebol do país, tem elenco com peças de reposição… o Atlético se preparou como nunca pra ser campeão!

Mas vai ter que saber perder. Vai ter que saber lidar com as derrotas, que acredite ou não, ELAS VIRÃO. Elas são normais, ainda mais num campeonato como este. O Cruzeiro de 2003 perdeu 2 partidas seguidas, sendo uma delas pro Juventude-RS em pleno Mineirão. Mas soube se recuperar bem. Todos os campeões perderam, mas souberam se recuperar. Pela história, pela pressão e pelo maldito subconsciente derrotista, o Atlético saberá? O Fantasma está calado, mas sabe que a hora de atacar virá. Assim que surgir a derrota, a má atuação, o resultado inesperado…

E é nessa hora que o Galo terá de provar que o passado ficou realmente pra trás. Que nada daquilo mais contará. Pelo menos por um momento, que se esqueça a história. O que conta é o futuro. O Fantasma está pronto pra ser morto e o ano é este. Daí pra frente, sem o peso das derrotas passadas e com a “entidade” despachada, o Galo poderá voltar a ser gigante, mas dessa vez acordado.

E pronto pra qualquer briga!

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ENFIM, TEMOS GOLEIRO! UFA!

Victor, chamado pela torcida do Grêmio de “A Muralha Tricolor”, é do GALO!

Um excelente goleiro, sem dúvidas, mas por si só, não representa a salvação da pátria. Nenhum jogador, isoladamente, a representa.

Entretanto, chega para suprir uma deficiência crônica desde a saída de Diego Alves e carrega a responsabilidade de dar fim às apostas em uma posição que se tornara um verdadeiro pesadelo para a Massa.

Victor é paulista de Santo Anastácio, tem 29 anos e mede 1,94 m.

Custou 3 milhões de euros (que serão pagos em 2 anos) mais 50% do passe de Werley que, convenhamos, dificilmente teria espaço aqui novamente. Contrato de 5 anos.

É um valor altíssimo para um goleiro? Aparentemente sim, mas no meu entendimento, não.

Já se foi o tempo em que goleiro era barato, apesar de sua extrema importância na equipe. E neste caso específico muito menos, pois a nossa necessidade era tão premente que o montante investido ficou em segundo plano. “Cada um sabe onde o calo lhe dói!”

Em 99% dos casos, um time campeão não se faz sem goleiro competente. Não adianta contratar o “escambau” lá na frente, meter gols em todos os jogos, se na retaguarda um goleirinho meia-boca entrega o ouro aos bandidos. E o que antes era barato sai mais caro do que o valor que o Galo paga no Victor.

A maior prova do acerto da contratação é o choro e ranger de dentes da torcida gremista, que, através das redes sociais, lamentou profundamente a saída de seu ídolo e capitão da equipe.

A vinda de Victor demonstra que Alexandre Kalil está pensando grande este ano. Há muito que eu o criticava. Entretanto, é chegada a hora de elogiá-lo.

A ambição é uma maiores virtudes em um clube do porte e da grandeza do Atlético. E constato que esta contratação só foi feita porque quem a fez traz consigo a vontade férrea de ser o melhor, de ser o campeão. A ambição está de volta!

Parabéns, Alexandre Kalil. Elias Kalil certamente faria o mesmo… e este é o maior elogio que um atleticano pode fazer!

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RONALDINHO GAUCHO, INCÓGNITA OU ESPERANÇA?

Quando todos achavam que o nome de Ronaldinho Gaúcho era mera especulação (inclusive eu), o melhor do mundo 2 vezes desembarcou hoje na Cidade do Galo. Ele, inclusive, já treinou entre os novos companheiros.

Um contrato de 6 meses sustenta a negociação e o presidente Alexandre Kalil deixou claro que, dependendo do rendimento do atleta, pode ser renovado em dezembro.

Uma performance excelente significará valorização. E valorização será sinônimo de multiplicação dos valores de hoje e assédio de clubes com bala na agulha.

É um risco que se corre. Ainda assim não critico esse contrato curto, pois considero o histórico recente de Ronaldinho extremamente problemático. Não há condições de cravar que a sua contratação seja sucesso garantido. Argumentos demais pesam contra.

Apesar disso, tem tudo para dar certo, pois se a sua folha corrida fora do campo é alvo de críticas ácidas, ninguém pode questionar a sua capacidade técnica. Em plenas condições físicas, ele faz a diferença sim. E muito.

Quanto aos valores acordados, nada foi detalhado. Kalil declarou estarem no patamar de serem bancados só pelo Atlético. Sinal de que é um salário bem menor do que no Flamengo.

Ronaldinho Gaucho foi apresentado de forma modesta na Cidade do Galo. Sem os festejos, fogos e pagodes de sua apresentação no Rio de Janeiro.

Foi um cerimônia sóbria que demonstrou foco no trabalho, sem estrelismos inúteis. Ótimo assim.

Eu era contra esta contratação por tudo que Ronaldinho Gaucho representa de descompromisso com o clube. Mas, como atleticano, resta-me torcer a favor. Se é apenas uma incógnita ou uma grande esperança, só saberemos mais à frente. Já passamos por isso muitas vezes, estamos calejados.

E se o cara acerta o pé por aqui e eleva o nome do Clube Atlético Mineiro? Se isso acontecer, Kalil terá dado o pulo do gato… ou do Galo!

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Assista entrevista de RG à TV Galo:

MALUF, UMA MONUMENTAL INTERROGAÇÃO

A presença de Eduardo Maluf na diretoria do Atlético continua gerando uma série infindável de pontos de interrogação.

Como um diretor de futebol que ganha mais de 100 mil mensais _ e não produz absolutamente nada _  permanece no cargo?

O custo x benefício do Maluf nunca foi calculado seriamente no Galo?

Em qualquer empresa privada, um profissional que em dois anos não apresenta resultados consistentes, é sumariamente demitido. Porque o Maluf não é?

Os dois anos de Eduardo Maluf no Galo se traduzem em eliminações prematuras na Copa do Brasil e dois campeonatos brasileiros fugindo que nem loucos da segunda divisão.

Contratações equivocadas (entre elas, a de Marquinhos Cambalhota, que ele chamou de fenômeno), disputas frustradas de bons jogadores (quando estes são desejados por outros clubes), promessas não cumpridas, análise estapafúrdia das reais necessidades da equipe, lerdeza nas ações, entre outras, só fazem reforçar mais uma questão:

Até quando vamos aturar um diretor de futebol perdedor?

Mas, para não ser injusto, partamos para uma conjectura sob novo ângulo, o que também acrescenta mais pontos de interrogação: e se Maluf não for o mordomo desta história?

E se ele não tiver nenhuma culpa no cartório e o verdadeiro culpado é o seu chefe, Alexandre Kalil, que não dá suporte às suas negociações?

Afinal, foi Kalil quem disse que o time que aí está seguirá sem reforços para o campeonato mineiro. Por consequência, disputará toda a Copa do Brasil e uma parte do Brasileirão com uma equipe que, para ser insanamente otimista, é apenas razoável.

A tendência mais lógica é repetir, para desgraça da Massa, as mesmas campanhas horrendas de 2010 e 2011.

Mesmo porque, o estilo de atuação da diretoria neste ano é muito parecido com o dos anos citados. E se insistem nos mesmos erros, querem que mude o que? Por obra e graça de Nosso Senhor Jesus Cristo?

Será o Kalil tão centralizador que não delega ao seu diretor as decisões relativas ao departamento de futebol?

Se Kalil é quem barra a boa performance de Maluf, porque então o mantém como um peso morto na diretoria do Atlético?

O mais correto seria demití-lo, assumir suas atribuições e mandar bala!

O que não dá pra aguentar é ver que, a todo ano, cometem-se os mesmos erros em relação ao futebol do clube. Parece que correções de rumo em busca de sucesso e conquistas são proibidas na Cidade do Galo!

Repete-se o mesmo lenga lenga de sempre. É como um carro atolado no barro, tão atolado que já não patina mais. Para que gastar pneus se não vai desatolar?

E aí surge mais uma interrogação, a mais séria, a mais dolorosa: FALTA AMBIÇÃO AO CLUBE ATLÉTICO MINEIRO?

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NÃO VAI MUDAR!

O atleticano sofre quando o time faz uma campanha ridícula ou leva uma cacetada de 6 a 1 do maior rival. E, morrendo de vergonha, não pode nem enfiar a cabeça num buraco e desaparecer, porque, afinal,  a vida continua.

Como se não bastasse, ele, o atleticano, sofre também com a série interminável de desacertos que brotam como vermes na sede de Lourdes.

Um diretor de futebol que tem a desatinada coragem _ ou total falta de senso crítico _ de dizer que o time está pronto, que não precisa de mais reforços (indo contra a própria argumentação do treinador que os pede) é, no mínimo, um fanfarrão irresponsável.

Desde que essa draga aportou na Cidade do Galo, só fizemos fugir da segunda divisão. Não acertou nada, absolutamente nada!

A cereja (ou seja lá o que for que o leitor imagine que seja) do bolo, foi a contratação do “fenômeno” do Japão, Marquinhos Cambalhota.

E de lá para cá, dormiu no ponto nas contratações que exigiam disputa com outros clubes e só contratou quem estava pedindo pelo amor de Deus para vir ao Galo.

Escudero, que não está incluído nesse grupo, só veio porque não tinha um mísero clube lutando por seu passe. Se tivesse, meu amigo, adeus Escudero.

Então, um cara que há dois anos só faz m… no Atlético, tem moral para dizer que não precisamos de reforços, além dos que já chegaram? Em que ele se apoia para dizer isso? Na base que permaneceu no CT?

Caro senhor Maluf, essa base é a mesma que foi 15ª colocada no campeonato nacional e é o mesmo plantel que levou uma goleada histórica do nosso rival. Já esqueceu, seu incompetente? Foi você que os contratou!

Eu, do mesmo jeito que 99% da torcida atleticana, sempre me lembrarei daquele vexame. Maluf, ao contrário, porque não é alvinegro, não sofre na pele as consequências de seus erros na condução do futebol. O mais difícil para ele é contar o gordo salário que recebe todo santo mês.

Salário este oneroso demais se comparado à sua produtividade. O seu custo X benefício já bateu no vermelho! Em qualquer empresa, já teria sido demitido desde o final de 2010!

Culpa absoluta de Alexandre Kalil. A manutenção de Eduardo Maluf é de sua inteira responsabilidade e tenho a mais absoluta certeza que o apoia incondicionalmente, por mais absurdo que isso possa parecer. Por isso, já não espero nada de bom dessa dupla.

Chega de ficar calado esperando alguma coisa mudar. NÃO VAI MUDAR!

Mas se não mudam o rumo por lá, nós botamos a boca no trombone por aqui. INCANSAVELMENTE!

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ENTREVISTANDO LEONARDO BERTOZZI, DA ESPN BRASIL

O L&N volta a entrevistar um dos grandes. Na opinião deste blogueiro, Leonardo Bertozzi, comentarista esportivo da ESPN Brasil, é um dos que possuem maior capacidade de leitura do jogo e suas nuances táticas. Ao analisar a mesma partida que assistimos, Bertozzi  sempre acrescenta (ou informa) algo que não captamos. No meu entender, é uma de suas maiores virtudes.

Ele arrumou um tempo e  gentilmente se prontificou a conversar com a nação atleticana.

Vamos à entrevista:

Lances & Nuances –  Bertozzi, sabemos que a sua origem vem das alterosas, e como todo bom mineiro, vai sobressaindo gradualmente em uma das redes esportivas de maior sucesso no mundo, a ESPN. Hoje, você é parte integrante da grade em programas importantes. Conte para os atleticanos um pouco de sua trajetória profissional e de como você saiu das nossas Minas Gerais para enfrentar o “mundo lá fora”.

Leonardo Bertozzi – Comecei minha carreira ainda durante a faculdade. Trabalhei para o site FutBrasil, inicialmente como repórter, e depois como editor. Simultaneamente, fazia o trabalho voluntário com a NetGalo, que tocava o site oficial do Atlético. Participei de algumas iniciativas pioneiras, como a narração online de jogos do Galo direto do estádio, algo que fizemos em toda a campanha do Brasileiro de 1999. Depois de formado, mudei-me para São Paulo, e após algumas experiências fora da área, iniciei o site FutebolEuropeu.com.br, em 2004, que me deu projeção para trabalhar em veículos importantes. Fui repórter da revista Trivela e editor do site, comentei jogos no BandSports e no FX. Desde 2009 faço parte da equipe dos canais ESPN de rádio, televisão e internet.

L&N – Você é um comentarista que costuma ler a partida de futebol de uma forma bastante realista. Você já atuou dentro das quatro linhas seriamente ou entende que isso não é básico para se construir um bom analista de TV ou rádio?

LB – Um bom comentarista político não precisa ter sido político, assim como um bom crítico de cinema não precisa ser cineasta. Evidentemente a experiência no campo agrega algo, mas não é o essencial. O necessário é estudar, ter conhecimento e se manter sempre atualizado. Um pecado de muitos ex-jogadores que passam a atuar como comentaristas é acreditar que a experiência pura e simples basta.

L&N – Nestes três anos de Alexandre Kalil no Galo, a torcida se frustrou de maneira absurda. O que era para ser a retomada das grandes campanhas de Elias Kalil (pai de Alexandre Kalil) ou mesmo de outras épocas, se transformou em choro e ranger de dentes, flertando com rebaixamentos e tomando goleadas vergonhosas. Na sua visão, quais foram os pecados principais que empurraram o Atlético para este festival de fracassos?

LB – O Atlético tem pecado pelo imediatismo na gestão do futebol. O primeiro ano da gestão Kalil foi positivo, com o time brigando pelo título brasileiro. Daí em diante, e a partir da contratação do Luxemburgo, a coisa foi de mal a pior. O principal equívoco é a contratação de jogadores por atacado, 20, 30 novos por ano. É impossível notar qualquer planejamento quando o time de junho não tem nada a ver com o de janeiro. Se o Atlético não adotar uma linha clara de raciocínio na montagem do elenco, fica difícil esperar alguma coisa.

O Atlético tem se estruturado bem fora das quatro linhas, mas há alguns fatores questionáveis, como abrir mão de um departamento de marketing. Se o marketing dá prejuízo, como alega o Kalil, é porque não é bem feito. O atleticano é apaixonado e pode contribuir muito como consumidor.

Ainda sobre o Alexandre, é necessário separar o torcedor apaixonado do administrador. Apesar de o torcedor se identificar quando ele “solta os cachorros” após um revés ou tira um sarro do rival após uma vitória, nem sempre estes comportamentos são bem recebidos dentro do ambiente.

L&N – A torcida do Atlético sempre foi fidelíssima e extremamente vibrante. Carregar o time nas costas faz parte da nossa história por anos a fio, inclusive em 2011. Mas, devido ao grande crescimento das redes sociais _ e, por consequência, maior comunicação entre os atleticanos _ percebe-se uma reação (crítica) importante de parte da torcida em relação aos anos seguidos de decepções, o que possibilita desembocar numa atitude mais fria (ou equidistante) em relação ao time. Quais as medidas que, na sua opinião, deveriam ser tomadas para restabelecer a sinergia de antigamente?

LB – Um período de vacas magras pode aproximar ainda mais o torcedor do time ou provocar nele uma certa indiferença. A primeira parte foi vista na época do rebaixamento. Talvez seja o momento da segunda parte. Mas acredito que a falta do Mineirão também seja um fator a não ser ignorado. Apesar do fenômeno das redes sociais, é mesmo no estádio onde essa proximidade se verifica.

L&N – Em 2011, contratamos, pelo menos no papel, um timaço. Dudu Cearense, Richarlyson, Mancini, Leonardo Silva, Magno Alves, Guilherme Santos, André, Guilherme… entre outros. No comando, Dorival Júnior. Mesmo assim, foi um filme de horror sem pipoca, com um final digno de enviar a platéia pro hospital com palpitações graves. Como você explica tal disparate em relação ao que poderia ser e ao que aconteceu de fato?

LB – O problema é justamente esse – separar o papel da realidade. Mancini, Guilherme, André, entre outros, eram jogadores encostados em seus clubes. Alguma razão havia. Quando você faz um investimento alto, tem de saber se é apenas no nome ou se a possibilidade de retorno existe de fato. Houve um tempo em que o jogador voltava mal do exterior e conseguia se refazer aqui. Hoje é cada vez mais difícil. Contratar muito nem sempre significa contratar bem.

L&N – Você acredita que no jogo contra o cruzeiro (os 6 a 1), os jogadores do Galo se envolveram em algo desonesto para salvar o rival?

LB – Apesar de não colocar a mão no fogo por nada no universo do futebol, seria leviano da minha parte fazer qualquer insinuação neste sentido. Entendo o desespero do torcedor, que podia viver seu momento de maior alegria em muito tempo, mas o jogador não pensa da mesma maneira. Deveria, mas não pensa. Na cabeça de muitos ali, a missão estava cumprida uma semana antes. Quando você entra em um jogo como este sem grandes motivações, contra um adversário que faz o jogo da vida, é possível que uma tragédia do tipo aconteça.

L&N – Kalil reeleito por mais 3 anos. Em seu primeiro mandato, o presidente alvinegro se notabilizou por atitudes arrogantes, declarações estapafúrdias, excelente trabalho (até onde podemos ver) na administração financeira do clube e uma péssima gestão do futebol. Para que tudo isso fique no passado, o que você acha que Kalil deve fazer para produzir um segundo mandato capaz de resgatar o prestígio do Clube Atlético Mineiro em termos nacionais?

LB – A hora é de arregaçar as mangas, trabalhar sério e acreditar em uma linha de planejamento. Manter técnico, elenco, apostar nos bons jovens e contratar apenas jogadores que cheguem para resolver. Com a volta do time a BH, um programa eficiente de sócio-torcedor também será bem-vindo.

L&N – Você é a favor da repatriação de Diego Tardelli?

LB – Depende das condições. Se for necessário um imenso sacrifício financeiro, não vale a pena, apesar de o jogador ser um ídolo e ser um destes que chegam para resolver. Em condições aceitáveis, vale a pena.

L&N – Caro Leonardo Bertozzi, para encerrar a entrevista, qual a sua mensagem para a nação atleticana, que admira muito o seu trabalho?

LB – Agradeço a todos que acompanham meu trabalho. Sei que muitos esperam que eu seja uma espécie de “embaixador” do Atlético na imprensa nacional. Não é exatamente o caso, mas sei que falo com propriedade do Galo quando me cabe. E foi uma satisfação grande poder cobrir vários jogos do Atlético pela TV e pela rádio desde a mudança para São Paulo. Espero que essas ocasiões se multipliquem e que novos encontros com a Massa aconteçam. Abraço a todos!

A sua presença honrou o L&N e a nação atleticana, Bertozzi. Muito obrigado.

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UM VOLEIO NAS BRAVATAS!

Na sua gestão, nunca na história desse país, contratou-se tão mal. E você acha que ele é o melhor dos três. Continue assim, que vamos longe!

Na sua gestão, o time, em três brasileiros saiu pisado e humilhado pelo rival. E você acha que ele é o melhor dos três. Acorde aí, moça!

Na sua gestão o time quebrou o recorde de permanência na zona de queda. E você acha que ele é o melhor dos três. Levante aí, rapaz!

Na sua gestão o time tomou as duas maiores goleadas da história para o rival. E você acha que ele é o melhor dos três. Acorde aí, vai!

O único projeto dele foi aquele com o Luxemburgo. E QUE PROJETO, hein!? O resto foi só apagar incêndio.

Na boa, acreditar que alguém pode ser pior que o atual mandatário é não acreditar no Atlético.

Como diz o herói brasileiro, capitão Nascimento: “Se for pra reeleger o atual presidente, conselheiro, pede pra sair”. Ou então, pede pra mudar pro lado de lá da lagoa. O mal será menor.

O atual mandatário diz que quer continuar porque quer colher os frutos de um projeto plantado. Qual é o projeto do Kalil mesmo? Que me perdoem os amigos atleticanos que querem a reeleição, sinceramente, eu não consigo enxergar o que de bom foi plantado. Uma árvore envenenada não dá bons frutos.

Péssimo administrador financeiro e péssimo de futebol. Esse é o projeto plantado.

Chutem essa bravata, conselheiros: o atual mandatário não é um milagreiro. Ele se aproveitou de um momento de fartura econômica do futebol brasileiro para dizer que colocou as contas em dia e que, por isso, e somente por isso, merece uma chance. As dívidas estão em dia, isso sim. O Clube Atlético Mineiro continua um time quebrado, atolado em dívidas, em que o principal credor é “o Banco”.

A chance é agora, Conselho, e vocês sabem disso: deem um voleio nessa bravata.

Alienação é uma verdade soturna na mente das gentes que se contentam com o vinho que descaracteriza a realidade. Baco, Dionísio e a felicidade.

Só na casa da mãe Joana acontece isso! Ou seja, no Clube Atlético Mineiro da década de 80 em diante: o administrador da empresa é péssimo em finanças. Não entende nada do objeto social da empresa. E ainda assim será reeleito pelo Conselho.

Se você é incompetente, vote em Alexandre Kalil, conselheiro!!

Estou com um osso de baleia entalado na garganta e vocês? Mudem essa coisa torta.

Agora!!

Saudações de um atleticano incansável. E falo por muitos outros.

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ATLÉTICO 4 X 0 BOTAFOGO. FUGA DE 2ª DIVISÃO NÃO É O BASTANTE PARA ESQUECER!

Com uma goleada de 4 X 0 sobre o ex-carrasco Botafogo, o Atlético afastou de vez toda e qualquer possibilidade de rebaixamento.

Mesmo que não tivesse vencido, a vitória do América sobre o Atlético Paranaense já teria feito o serviço.

Contamos com uma pitada de sorte? Sim. Se aquele chute cara a cara do Elkeson, no início do jogo, tivesse entrado, a situação do jogo teria sido outra.

Mas não entrou. E isso é o que importa! Depois do primeiro gol, de penalti, o Galo se tranquilizou em campo e pôde dar mostras da evolução que obteve com Cuca. Uma defesa consistente e um setor de proteção a zaga pegador e raçudo. Com Daniel Carvalho na armação e Bernard como válvula de escape, o time se reeencontrou.

Foi 4 a 0 como poderia ser 8.

Mas a fuga do rebaixamento não pode jogar um tapete sobre o monte de lixo produzido pela diretoria este ano.

Mesmo com os exemplos nada edificantes de 2010, o presidente Kalil e seu staff meteram os pés pelas mãos… de novo!

Quando víamos bons jogadores sendo contratados pelos adversários, Kalil contratava uma barca furada de péssimos atletas. E o pior: custando os olhos da cara!

Um bom olheiro passou longe da Cidade do Galo.

Se em 2012, o trabalho de contratar estiver a cargo de Maluf, preparem-se para sofrer a mesma agonia de 2011.

Escapamos da segunda divisão sim. Mas ainda não escapamos da incompetência insuperável de uma diretoria amorfa, estática e irresponsável.

Uma diretoria que investiu errado, que tomou decisões equivocadas e que quase provocou um desastre.

Neste momento, após driblarmos a queda (sabe-se lá Deus como!), é salutar que o presidente Kalil se muna de humildade para reconhecer erros crassos.

Um bom presidente não se faz com piadinhas de gosto duvidoso em momentos delicados _ quando o silêncio é essencial _  e nem à base de uma arrogância calcada em absolutamente nada de produtivo.

Qual a origem dessa arrogância quando o trabalho no futebol beirou o ridículo?

Durante quase todo o ano fomos chacota nacional, talvez devido a essa compulsão doentia do Alexandre Kalil de arrotar caviar depois de comer couve.

Isso tem de acabar! A vaidade pessoal quase sufocante de Kalil tem de dar lugar a uma postura ponderada, inteligente e com uma análise mais apurada nas contratações.

Que ele se livre urgentemente de Eduardo Maluf e contrate alguém que realmente entenda de futebol e, por consequência, que saiba discernir um bom jogador de um perna de pau.

Que o Cuca, que este ano foi o único que acertou em contratações, possa participar de perto da escolha de reforços, mas que não tenha a mesma autoridade que tiveram Luxemburgo e Dorival Júnior, que arrasaram um plantel de bom nível para enchê-lo de atletas irresponsáveis e inoperantes.

Eu deveria estar comemorando a fuga da segunda divisão, eu sei. Mas, neste momento, lembro-me que sou atleticano e como tal, eu merecia estar vibrando com uma Libertadores ou um título nacional.

Ainda não me acostumei com essa droga de fugir de rebaixamento a todo ano. Alexandre Kalil e Eduardo Maluf podem até estar muito felizes agora.

Eu estou aliviado, mas não estou feliz! Para mim, está na hora certa de cobrar de quem nos envergonhou durante todo o ano de 2011.

E a fuga da 2ª divisão não é o bastante para esquecer!!

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CUCA DEVE SAIR?

Quase todos os blogs estão fazendo a seguinte pergunta: Cuca deve permanecer à frente do Atlético em 2012? Independente dos resultados destas pesquisas, temos de usar a razão para analisar se o Cuca é realmente o treinador ideal para o Galo em 2012.

Falo em usar a razão porque a nossa torcida nunca lança mão dela. Todas as manifestações vindas da torcida do Galo são originadas da paixão, que sempre prevalece sobre a razão. Então passemos à análise.

O Cuca conseguiu o mais difícil, considerando-se o atual elenco do Galo: convenceu os jogadores de que eles podiam render mais do que estavam rendendo até o momento. Isso é fato. E neste quesito ele é um vencedor, porque o Atlético é o terceiro time que ele salva da queda para a segundona. Goiás e Fluminense também já foram salvos por ele.

Ele ainda consegue explicar aos jogadores, de uma maneira clara, o que ele quer que seja feito em campo. Vejam como determinados jogadores do Atlético subiram de produção, caso do Daniel Carvalho. Não estou dizendo que ele é craque ou que é o jogador ideal para a posição, apenas que o rendimento dele melhorou muito.

Mas por outro lado o Cuca é um técnico comprovadamente azarado. Vejam os campeonatos que ele deixou escapar no último jogo. Olhem o tanto de “vices” que ele tem. Botafogo, Fluminense, Cruzeiro e daí por diante. Sempre acontece alguma coisa que falha na hora “H” e o título vai para o outro lado.

O trabalho dele no Atlético deve ser reconhecido. Até o momento, o conceito dele seria MUITO BOM, dadas as circunstâncias. Mas entendo que para o ano que vem teremos de buscar outro treinador, pois não quero ver o Cuca em 2012 e ter de lembrar que foi ele quem salvou o Galo em 2011.

O novo treinador deve ser uma pessoa identificada com o Atlético, com suas tradições e com sua torcida. Deve ser um técnico que não tenha medo de sacar jogadores do time quando não estão atuando a contento. Que tenha coragem de dizer ao diretor de Futebol que este ou aquele jogador não deve ser contratado, porque em nada acrescentará ao time. E principalmente, que consiga recolocar o Galo na sua devida posição em 2012 – na ponta de cima da tabela.

Não quero sugerir nomes, porque isso cabe àqueles que são remunerados para gerir o futebol do Galo. A única coisa que sugiro é que o futebol do Galo seja entregue a alguém com as mesmas características do técnico acima descrito. Para mim, o sr. Eduardo Maluf já demonstrou que não possui um pingo de competência – porque amor ao clube jamais teve ou terá – para gerir o nosso futebol. Pode ter dado certo nas “marias”, mas aqui no Galo o “papo tem de ser reto”. Que ele junte-se aos seus no “reduto do lado homoafetivo da lagoa”.

Mas estas definições só teremos após as eleições de dezembro de 2012. Somente após a eleição do presidente é que o elenco de 2012 começará a ser montado. E espero que com outros critérios, diferentes dos usados até agora. Até lá, é torcer para o Galo e para que as “marias” caiam! #ChupaMaria.

E que ano que vem chupem na Série B!

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VERGONHA NA CARA EM 2012

Este ano durante todo o período em que o Atlético foi treinado pelo Dorival Júnior vimos o time perder um jogo atrás do outro. Perdia porque ninguém sabia se era titular, se era reserva, porque o esquema tático mudava a cada jogo, etc. E principalmente, porque o que era treinado na Cidade do Galo não chegava aos gramados, pois era mudado minutos antes da partida. Faltava “vergonha na cara” dos jogadores.

Realmente não sei o que se passava na cabeça dele, e pra ser sincero, não quero mais saber. Mas a culpa daquela fase é única e exclusiva da diretoria do Clube Atlético Mineiro, mais especificamente dos srs. Alexandre Kalil e Eduardo Maluf, que pela inércia deixaram as coisas chegarem a um ponto crítico. Isso sem comentar as contratações equivocadas e feitas sem critério. Faltava “vergonha na cara” da diretoria.

A chegada do Cuca, de início, não mudou muita coisa, porque o Galo continuou perdendo. Ora, não se consegue encaixar um estilo de trabalho da noite para o dia. Mas uma atitude do Cuca foi fundamental para a mudança da atitude do time: o afastamento do Patric. A atitude dele, ao ser substituído, de sair de campo “caminhando calmamente” demonstrou o comprometimento dele com o clube que pagava seus salários, e em dia, coisa rara nos dias de hoje. Falar que o Patric era um “sem-vergonha” é pleonasmo.

Do afastamento do Patric em diante, o resto do time “acordou” e passou realmente a lutar em campo. Até as entrevistas pós-jogo ficaram melhores, sem as desculpas esfarrapadas de sempre.

O Cuca está fazendo o melhor possível com os jogadores que tem à sua disposição. Sou a favor de sua permanência para o próximo ano, pois ele conseguiu “ressuscitar” o Atlético, e principalmente, recuperar a “vergonha na cara”, que estava sumida fazia tempo. Chega de técnicos “de grife”. Nenhum deles nunca deu certo no Galo, desde os tempos do Rubens Minelli.

Mas para o trabalho do Cuca em 2012 ser bem sucedido, a diretoria do Atlético tem de deixar o “estado de coma” em que se encontra e começar a agir. Jogadores que não interessam devem ser comunicados o mais rapidamente de que não ficarão, e o trabalho para a contratação de reforços já deveria estar em andamento. Que o Departamento de Futebol seja comandado por um profissional identificado com o Galo, sua história e suas tradições. E um bom início é a dispensa do sr. Eduardo Maluf.

Do meu ponto de vista, 2012 já está comprometido, porque os desmandos de 2010 e 2011 ainda serão sentidos. O quanto antes a ação continuar, menos os resquícios anteriores serão sentidos. Contratações certamente serão feitas, mas que antes sejam definidos os critérios que as orientarão. Chega de Jóbsons, Torós, Patrics e outros tantos. Pedir aos jogadores que tenham “vergonha na cara” é fácil – o difícil é mostrar aos jogadores que se tem “vergonha na cara”.

E que o Presidente do Atlético em 2012, seja ele quem for – preferencialmente que não seja o Alexandre Kalil – transfira a sua mesa para a beira do campo de treinamento, na Cidade do Galo, e acompanhe de perto o time.

Ir de vez em quando à Cidade do Galo não é o bastante!

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