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AMÉRICA 1 X 1 ATLÉTICO – FINALMENTE, GUILHERME CHEGOU.

Com 3 zagueiros e Guilherme armando no meio, até que o Atlético não jogou tão mal assim.

Quando a coisa apertava, entregava-se a bola para Guilherme, que arredondava-a e mostrava ao público que no gramado ainda pulsava vida inteligente.

O camisa 10 do Galo foi, disparado, o melhor em campo. Combateu, distribuiu, foi incisivo em lançamentos agudos e se não chutou a gol foi porque não teve chance.

Com André suspenso para o próximo jogo, o meu temor é que Cuca adiante Guilherme para jogar isolado dentro da área. Fazendo isso, perderá a cabeça pensante no meio e, ao mesmo tempo, não terá quem construa jogadas para que ele arremate.

O Atlético não possui poder de fogo no ataque, essa é que é a verdade. Bernard voltou mal da contusão, André não dá prosseguimento às jogadas e os laterais/alas, que deveriam apoiar e criar opções, não o fazem.

Apesar de seus defeitos visíveis, o Galo foi superior ao América na partida de hoje. No primeiro tempo, o time alviverde quase não jogou. No segundo tempo, o Galo tanto  martelou que acabou achando um gol em jogada de escanteio.

E aí, como sempre acontece, a equipe se encolhe e leva pressão, por pior que seja o adversário. E, num córner que não existiu, já nos descontos, o América empatou através de um atacante em clara posição de impedimento.

Azar? No meu entendimento, pura incompetência de um time que se encontra com a auto-estima baixa e não confia em si mesmo.

Estivesse em condição psicológica elevada, teria partido para cima do Coelho para fazer o segundo. E mataria as finais no primeiro jogo. Lembro-me que aconteceu o mesmo quando vencia o cruzeiro por 2 a 0 e permitiu o empate.

O Atlético é um time que não sabe jogar com o placar favorável. Deixa-se pressionar muito facilmente, como se temesse sair para o jogo e tomar a virada. O pior é que isso acaba acontecendo como se fosse uma punição dos céus.

As suas limitações técnicas são tão flagrantes que os próprios jogadores sabem disso. É um fator que deveria ser corrigido pela comissão técnica, porém, nada é feito nesse sentido.

Eu já vi times extremamente limitados se manterem, na base da força mental, no alto da tabela do campeonato brasileiro. Já aconteceu com o Atlético em outras ocasiões e o último exemplo foi o Coritiba em 2011.

Enfim, foi um empate que, a bem da verdade, é mais favorável ao Galo do que ao América.

Vamos aguardar o segundo jogo e, muito provavelmente, levantaremos a taça de um campeonato que não vale absolutamente nada.

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O DESTINO TAMBÉM ESTÁ NAS MÃOS DA MASSA!

Três jogos em casa. Por mais que eu ache que o destino do Atlético no campeonato já está selado há muito, o time tem agora a oportunidade real de decidir o que será de 2012.

Dois confrontos contra adversários diretos: Ceará e América e um contra um dos melhores times do país, porém com a cabeça cada vez mais em Tokyo do que aqui. 7 pontos. E nada menos que isso. Essa deve ser a projeção para estes 3 jogos. O Atlético tem 3 opções nas partidas contra Ceará e América: Ganhar, vencer ou sair vitorioso. Qualquer outro resultado diferente disso será o carimbo que falta no passaporte pra Série B.

Mas para isso, um fator deve ser resgatado, e o time – por pior que seja – vai precisar e muito dele: O APOIO DO TORCEDOR. Pode-se dizer que o papo é chato, repetitivo, mas não vejo outra saída a não ser essa. O torcedor que for a Arena tem que ter a consciência de que por mais doloroso que seja, Serginhos, Guilhermes, Werleys e Berolas são o Atlético neste momento.

E ir lá com o único intuito de vaiar no primeiro passe errado, com a consciência de que “apoio não leva a nada”, vai contribuir para o aumento da bola de neve que o time/clube vive nos últimos tempos.

Atualmente, qualquer jogador adversário já sabe que, se cozinhar o jogo 10 minutos, a torcida passa a jogar contra. A torcida do Atlético se volta contra o Atlético. A única preocupação do cara que vai ao campo é cornetar, é vaiar, xingar e descontar todas as frustrações da sua vida ali.

Como disse o Fael, do Cam1sa Do2e, “criticar os jogadores atleticanos passou a ser mais importante que deixar o adversário irritado”. Ou João Carlos Albuquerque, da ESPN Brasil: “Esse tipo de torcedor deveria ir aos jogos do time adversário. Assim xingava, esbravejava contra todo mundo e não prejudicava seu time”. Concordo com ele.

Se o apoio não ajuda, enumere onde a cornetação desenfreada ajuda! O que salvou o Atlético muitas vezes em sua história certamente não foi a segunda opção.

O torcedor tem todo o direito de protestar, afinal ele paga por ingresso, paga pra ir ver o time jogar e o mínimo que ele merece é alguma resposta, mas vaiar DURANTE o jogo não vai ajudar. Sou completamente a favor do protesto do torcedor. Lembra do protesto feito depois do jogo contra o América no qual o time saiu vitorioso? Mais do que válido. Apoiar o time DENTRO de campo não significa ser conivente com os erros fora dele.

Não vejo a cobrança exagerada como solução para nada. O jogador que já entra em campo vaiado, o time que com 10 minutos sem gols já tem uma torcida toda a favor do adversário, que não ouve uma palavra sequer de incentivo durante a partida, o medo de errar e a obrigação descomunal de acerto, só produz uma ansiedade que fatalmente culmina em erros.

A fuga do rebaixamento em 2010, passou por vitórias simplesmente inimagináveis, como aquele 2 x 1 sobre o Corinthians, de virada onde até Werley marcou. E naquele jogo a torcida, bastante elogiada por Dorival Jr., foi um dos diferenciais da noite. Foi assim também em diversos outros jogos dali pra frente.

Repito: Apoiar o time DENTRO de campo não significa ser conivente com os erros fora dele. Ir ao estádio pra vaiar com 10 minutos de jogo só piora. Que seja resgatada então a essência daquela “Massa”, pelo menos se quiserem ver o time disputando a Série A no ano que vem.

Pois se algo diferente acontecer, ao menos o torcedor terá a consciência tranqüila de dizer: “a minha parte eu fiz!”.

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Assista agora o vídeo de apresentação do movimento “DE OLHO NO APITO” e os motivos (em imagens) que levaram atleticanos a criá-lo.

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ATLÉTICO 2 X 2 AMÉRICA. UM JOGO PRA ESQUECER.

Fosse o América um time de primeira grandeza do futebol brasileiro e o Galo hoje teria saído de campo com o lombo ardido de tantas bolas na caçapa.

No mínimo uns cinco gols teríamos levado pela cara a fora.

Um time do naipe do Galo, com vários campeões em seu elenco, com uma estrutura de fazer inveja a grandes clubes do mundo, se deixar dominar por um time da segunda divisão do brasileiro e recém saído da segunda divisão do mineiro?

E não fomos dominados por 11 jogadores não senhor! Fomos superados por apenas 10!!!

O placar foi injusto para o América, sejamos sinceros. Não vamos esconder o sol com a peneira. Jogamos como um time minúsculo diante de um grande.

E diante desta afirmativa dolorosa e doída, alguns argumentarão: mas… e os gols que o Galo perdeu no segundo tempo? Podíamos ter ganhado de 3 ou 4!

E eu lhes responderei: foi por pura incompetência de um time que, apesar de inflado de jogadores veteranos, dá a impressão de um bando de iniciantes trêmulos numa decisão.

O Fabiano perdeu um na cara do gol. O Tardelli outro, quando furou com o gol praticamente vazio à sua frente.

O América foi muito mais consistente em campo. Ganhou 90% dos rebotes, a maioria das divididas, ocupou todos os espaços do campo e ainda teve a desfaçatez de partir pra dentro do Galo como se fosse ele o time da primeira divisão e com uma das melhores estruturas do mundo.

E nós jogamos como se fôssemos o América.

E absurdo dos absurdos:  jogamos como se fôssemos pior que o América, pois este atuou com menos um desde o primeiro tempo. E nós com 11.

Não há ninguém que se destaque hoje. Se este alguém existe, por uma questão de justiça, só pode ser um jogador do América, que, a bem da verdade, deu um vareio de bola na gente.

Mas não vou dar milho pra galinha do vizinho. Os destaques do América devem ser exaltados por um blog americano (se é que existe) e não por um alvinegro.

Posso apenas lamentar a partida ridícula que Tardelli, Renan Oliveira, Aranha e Coelho fizeram. E bota ridículo nisso!

Alguns se salvam pelo esforço em campo, apesar do jogo mal jogado. Mas estes nem por isso. Para mim, Tardelli conseguiu a façanha de ser ainda pior que Renan Oliveira. Custo a reconhecer nele aquele grande jogador do ano passado. Será que, por já não ser o mais alto salário, isso influencia em sua performance?

Falei que ia esperar umas vinte partidas de Renan Oliveira antes de acreditar em sua recuperação, como muitos creram e o ovacionaram num oba-oba inconsequente.

Alguns chegaram ao cúmulo de afirmar que ele é craque. Meu Deus do céu, por favor, perdoe essa blasfêmia e a releve no Juízo Final!

Pois nem bem chegou ao quinto jogo e já tornei a desacreditar de vez. Esse cara só joga contra times de quarta divisão. Na hora da onça beber água, ele afina bonito!  Sei que a minha renantite voltou de vez e não tenho mais antídotos, pois os gastei todos. Tô ferrado!

Nem Jairo Campos se salvou. Mas vá jogar no lugar dele com um monte de incompetentes ao seu lado, vá!

E pronto. É só isso. Estou de saco cheio. Não vou falar desse jogo mais não. Quero mais é esquecer uma das piores partidas que vi o Galo jogar nos últimos anos.

Pois desde 2005, ano fatídico de nossa história, não tinha visto um vexame tão grande. Não pelo resultado, mas pela lavada que levamos dentro de campo.

E olha que tivemos Thiago Cavalcanti, Bilu, Prates, Mexerica e outros vestindo essa camisa, hein…

Agora é rezar para que uma partida como esta não se transforme em rotina na nossa vida.

Pelo menos um alento: JOGAR PIOR QUE ISSO É IMPOSSÍVEL!!!

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AMÉRICA 3 X 3 ATLÉTICO. NA PÁSCOA, O CASTIGO VEIO A COELHO.

O Galo saiu para o intervalo e não voltou mais. Ainda estamos aguardando! Eu, particularmente, já comi dois tropeiros, já tomei duzentas cervejas e até agora, nada!!!

Ao contrário dos últimos jogos, quando o time se reencontrava nos segundos tempos das partidas, desta vez foi o América que voltou concentrado e tomou as rédeas do confronto.

Quando o América vencia de 2 X 0, merecia vencer. O Galo não jogava tão mal, mas o América jogava melhor.

O Atlético só acordou de vez depois do gol do Fabiano. E aí partiu para dentro, imprimindo um volume de jogo bonito de se ver. Perseguiu a virada até conseguir. E também mereceu virar.

Com mais dois gols de Fabiano, que já está a um gol do artilheiro do campeonato e com o mesmo número de gols de Obina.

Um segundo volante que marca 3 gols em um só  jogo faz jus a elogios em qualquer parte do mundo. E aqui não é diferente. O primeiro tempo de Fabiano foi primoroso, como há muito eu não via.

Atacou com consciência, defendeu com vigor, marcou gols com extrema categoria, enfim, deu um sangue danado. Mas, talvez por causa do gramado pesado, não entrou em campo na segunda etapa. Claro, como todo o restante da equipe.

Todavia, mesmo assim, há de se louvar sua performance. Fabiano é uma grata surpresa em um elenco recheado de cobras criadas e jogadores de nome.

Porém, se seguir nessa linha crescente, não duvido que se transforme em protagonista já já. O seu primeiro gol foi cinematográfico. Conscientemente, botou a bola lá onde a coruja dorme. Literalmente.

Enfim, voltando ao embate, da mesma forma que o Galo gerou volume de jogo para virar, o América dobrou o ritmo para empatar.

E o Galo o esperava em seu campo, confortavelmente. A não ser em lance de Muriqui, que terminou com a bola chocando-se na trave, a equipe se acomodou e se encolheu.

Deu campo ao adversário como dava antes, no início dos trabalhos de Luxemburgo, quando o meio de campo abria uma avenida  e por ali convidava os adversários a passearem.

Os jogadores, distantes demais uns dos outros, assistiram ao América jogar.

Até levar o gol de empate. Não há Cristo que resista a uma pressão assim sem tomar uma atitude. E o Galo achou que resistiria impunemente.

E todos sabemos que não conseguiu. O castigo veio a cavalo, ou melhor, em tempos de Páscoa, veio a Coelho.

Alguns comentários pontuais:

_ Tardelli e Junior (que perdeu displicentemente a bola do segundo gol do América) foram os piores em campo. Nada que fizeram deu certo. Tardelli, especialmente, está perdendo bolas demasiadamente, sem conseguir prosseguir nas jogadas. Está na hora de acordar, artilheiro.

_ Zé Luis fez uma falta gigantesca na proteção à zaga e na saída de bola. Jonilson não tem a mesma eficiência, além de jogar no sacrifício, com dor no joelho.

_ Werley não comprometeu, mas não foi o mesmo do jogo contra a Chapecoense. Hoje esteve confuso em alguns momentos. A volta de Jairo CAMpos é fundamental para o reencaixe do setor defensivo.

_ Muriqui precisa entender que futebol se joga de pé e não deitado. Está virando um Zé Cai-Cai pior que o Jorge Henrique, do Corinthians. Esse tipo de jogador, normalmente, passa a ser marcado pela juizada. E com toda razão.

_ E marcado pela torcida está o Ricardinho. Juro que não entendi. Ele não fez nada pior do que os outros hoje. Pelo contrário, foi melhor que Junior. Vai entender…

O próximo jogo será em Ipatinga, muito provavelmente sem chuva. Um empate nos basta, mas temos de crescer muito em produtividade para que seja possível obtê-lo sem sustos.

Eu avisei antes: o time do América não tem nada de bobo!

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DAQUI A POUCO, O EX-CLÁSSICO DAS MULTIDÕES.

Em um dia bem distante (e que também não é da minha geração), o jogo entre Atlético e América era chamado de “o clássico das multidões”.

Na época, os dois clubes detinham as maiores torcidas do estado, embora a do Galo fosse muito mais numerosa.

Depois, com o advento do cruzeiro em 1966, quando realmente montaram um time muito bom e andaram ganhando alguns títulos por aí, a torcida azul cresceu e superou a do América.

Talvez esse crescimento oportunista, de torcer para o time que ganha, é que tenha dado aos simpatizantes do lado azul-calcinha da lagoa o rótulo indelével e absolutamente verdadeiro de torcida inconstante e equidistante nas derrotas.

Enquanto isso, o América se afundava dentro e fora de campo. De time grande e respeitado, se transformou em celeiro de jogadores para os dois maiores clubes da capital mineira.

Formava o atleta e depois o vendia a preço de banana. Pobre América. Torço muito para que se livre dos aparelhos, respire por seus próprios pulmões e ressurja para uma vida sadia daqui para frente.

E hoje, novamente, depois de tantos e tantos enfrentamentos, Atlético e América se encontram no Mineirão.

Sem dúvida, o Galo é favorito, mas há de tomar extremos cuidados com o time voluntarioso que o adversário tem.

Tirem o cavalinho da chuva aqueles que acham que o América será presa fácil. Não será não!

O Galo, se jogar o que jogou nos segundos tempos das duas últimas partidas, tem tudo para tornar a vitória um objetivo alcançável de forma menos espinhosa. Pode até golear.

Entretanto, se atuar como nas primeiras etapas, o bicho vai pegar feio.

Jairo CAMpos, o nosso zagueirão de aço, ainda não retorna, apesar de recuperado da contusão em tempo recorde. Treinou muito pouco. Werley, que, inegavelmente, vem crescendo de produção, o substitui mais uma vez.

No meio, provavelmente Junior permanecerá. Ricardinho fica para o segundo tempo.

No ataque, Obina fará falta. O ponto de referência na área desaparece. Tardelli terá de ser mais agudo, mais próximo da zona do agrião, para suprir a ausência do nosso centroavante.

Enquanto Muriqui tratará de ser menos dispersivo e mais objetivo. Muriqui, a exemplo de Renan Oliveira, alterna jogadas excelentes com jogadas bisonhas e infantis. É justamente isso que irrita a massa. E sou obrigado a reconhecer: um monge budista na sua fase mais zen também se irritaria!

O time provável do Galo, no 4-4-2, para o confronto de logo mais:

Aranha, Coelho, Cáceres, Werley e Leandro; Zé Luis, Fabiano, Junior e Renan Oliveira; Tardelli e Muriqui.

Esperamos a vitória para amenizar a pressão da segunda partida.

Então, vamos pra cima deles, meu Galo!

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AMÉRICA 1 X 1 ATLÉTICO. TÍMIDO INÍCIO DE TEMPORADA.

Analisar primeiro jogo de temporada é muito difícil. Ouso dizer que é quase impossível. Você não sabe se os jogadores estão ainda com as pernas travadas, com o preparo físico aquém do mínimo necessário para correr 90 minutos ou se o adversário é que está jogando muito.

Ou “apenas parece” jogar muito, pois pode ser que o nosso time é que esteja ruim demais. Ou o contrário, sei lá. O parâmetro que sustenta a análise não existe. Desaparece sem deixar vestígios. Nem Sherlock Holmes, com a sua potente lupa, conseguiria determinar evidências seguras.

De todo modo, em um início de temporada conta mais a força física (ou a falta dela), do que a técnica ou o conjunto de cada equipe.

Muitas vezes o jogador raciocina certinho, mas as pernas não estão nem aí para o cérebro. Se munem de vida própria e fazem o que lhes dá na telha.

É uma verdadeira batalha entre a mente e o resto do corpo.

Mesmo assim, eu vou tentar fazer uma análise consciente do jogo, já que eu não corri hoje:

Logo aos 5 minutos, um balaço impossível de defender e a bola foi parar no fundo de nossas redes.

Adversário ganhando e o Galo, cada vez mais, se perdendo. Nada dava certo. Uma expulsão injusta de Jonilson piorou ainda mais a nossa situação.O time deu espaços demais para as manobras do adversário.

As coisas mudaram no segundo tempo, com a  entrada de Fabiano no lugar de Evandro. Não só por isso, mas também porque o Atlético se compactou mais, trocou mais passes no meio e passou a enfiar bolas mais agudas no ataque.

O próprio Fabiano perdeu um gol cara a cara com Flávio e em seguida, Muriqui jogou para fora a chance do empate.

Aos 8, o Galo empatou logo após a expulsão de Nando, do América, injusta também. Não era falta para cartão, da mesma forma que a infração de Jonilson também não era. O árbitro foi coerente em seus enganos e em seu vedetismo tipo Margarida.

Até aos 30 minutos, o Galo dominou o jogo, embora ainda continuasse a ceder espaços. Foi quando as pernas deram seu grito de independência e se desligaram do cérebro. O gás acabou e o América se aproveitou para cadenciar o jogo até o final.

Por se tratar de início de temporada e por termos conhecido algumas caras novas, eu vou analisar jogador por jogador. Os leitores e amigos deste blog é que se encarregarão de concordar ou não com esta análise.

Aranha: Fez grandes defesas (uma milagrosa) e grandes lambanças. Como eu disse em post anterior, com os pés Aranha parece um ganso desvairado e fora de esquadro. Em um determinado momento, disputou uma bola com o atacante do América na lateral-direita e por lá ficou. Quase que a jogada se converte em gol. Ao final do segundo tempo, saiu enlouquecido para cortar um lançamento e o jogador do América passou por ele como se passa por uma criança de 3 anos de idade. Repito: Aranha precisa treinar mais saídas de gol e jogadas com os pés. Senão, vai ser vaiado a cada jogo, infelizmente, porque não consegue transmitir segurança para a massa. Apesar de suas grandes defesas embaixo das traves.

Coelho: Está correndo mais e aparecendo para o jogo o tempo inteiro. Bate faltas muito bem e a impressão que dá é que vai melhorar muito.

Werley: Ele e Evandro foram os piores em campo. Aliás, como já estava previsto. Tem horas que acho que o Werley disputa com um ser imaginário quem consegue dar o chutão mais alto. Quem conseguir ganha um sorvete. É muito improvável que uma bola dessas gere algo de produtivo para o time. Se nós não temos um zagueiro melhor que o Werley, então, meu amigo, é melhor contratar urgente e dispensar os que temos.

Jairo Campos: O meu jeito de dizer que gostei de um jogador é me expressar assim: UM SENHOR ZAGUEIRO. Cheio de personalidade, frio ao extremo, sai jogando fácil e desarma com uma competência inacreditável. Quando o atacante menos espera, ele já está na frente. Salvou um gol quase impossível e só não foi impossível porque ele conseguiu salvar. Habemos UM zagueiro!!

Leandro: Ele sempre foi, na lateral-esquerda, um jogador que faz o básico. Não é um fator de desequilíbrio para ninguém. Nem contra, nem a favor. Mas é útil, porque defende bem e não desguarnece a defesa. Fica devendo no ataque.

(Junior): Se esforçou, mas ainda está sem pernas.

Jonilson: Fez o seu jogo de sempre e foi expulso cedo demais. Injustamente.

Correa: Precisa de muito condicionamento físico para voltar a ser o jogador que foi ao chegar por aqui. Mas pode-se dizer que jogou bem e correu o campo inteiro. Gosto da garra deste jogador. Andou fazendo alguns belos  lançamentos para o Muriqui.

Ricardinho: Ciscou, ciscou e não conseguiu nada de produtivo. Mas o preparo ainda está deficiente. É o tipo de jogador que só produz com bom condicionamento.

Evandro: Ele e Werley foram os piores em campo. A sua presença sempre me dá a impressão que estamos com 10 em campo. “Não sei porque!”

(Fabiano): Substituiu Evandro e foi muito mais útil que ele. Deu combate no meio e ainda apareceu para finalizar. Muito bom.

Tardelli: Tudo que fez em campo deu errado.

Muriqui: É rápido, inteligente e joga em direção ao gol. Uma contratação que pode produzir muito para o Galo. Mais que Éder Luis.

(Marques): Jogou pouco tempo e demonstrou que, se não se machucar, pode fazer uma excelente temporada. Ainda sem tempo de bola e sem a rapidez costumeira. Mas boto fé.

Enfim, é isso. Foi um tímido início de jornada, mas há de se conceder os descontos que o período exige. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno.