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MÍSTICA QUE NOS EMBALA E REVIGORA!

Nem um atleticano de índole fria e distante (se é que existe um atleticano assim) seria capaz de não se emocionar com a vitória maravilhosa de ontem.

Pois não foi uma vitória qualquer. De uma só vez, demos uma voadora nos peitos do Fluminense, da CBF, do juiz da partida, da comissão de arbitragem e mais uma penca de tendenciosos imbecis deste país.

Foi, literalmente, uma conquista contra tudo e contra todos. Dentro de campo, na hora da onça beber água, o Fluminense não sabia o que fazer contra o rolo compressor em que se transformou um time de machos, de jogadores de brio, vestidos de preto e branco e dispostos a esfacelar a equipe-símbolo da vergonha em que se transformou o campeonato nacional.

E, por linhas tortas, foi o que aconteceu. Digo linhas tortas porque o Fluminense ainda conseguiu marcar dois gols. À sombra da razão, era para ter sido uma goleada de, no mínimo, uns 6 a 0. Mas eles têm um goleiro que, quando não defende, conta com uma trave amiga.

O juiz fez de tudo para atrapalhar a festa alvinegra. Anulou um gol legal do Ronaldinho, permitiu que Wellington Nem atacasse impedido, fingiu não ver uma agressão do Fred, entre outras artimanhas no meio de campo que não parecem decisivas, mas que enervam qualquer um que tenha sangue nas veias.

Foi um massacre. O Galo não negociou nenhum armistício e não aceitou bandeira branca. Qualquer resultado que não fosse a vitória seria um monumental castigo.

Do lado atleticano, Ronaldinho Gaucho foi o maestro. Mas teve a companhia de monstros como Leandro Donizeti, Bernard e Leonardo Silva. Mas como destacar só esses, sem  enaltecer o Jô, marcador de 2 gols, Marcos Rocha (que precisa treinar mais marcação), Victor, Réver, Júnior César, Pierre e Berola?

Por isso, como um atleticano emocionado e explodindo de orgulho, rendo as minhas homenagens a TODOS os jogadores e ao técnico Cuca. A nação alvinegra está vibrando nas ruas sabendo que briga ainda pelo bi-campeonato. Corações sangrando de amor explícito.

Para encerrar a crônica, divulgo aqui o que o Mike Palhano, nosso amigo que mora nos States, contou no twitter: antes do jogo, convidou alguns garotos cubanos (que brincavam na rua) para assistir à partida em sua casa. Pois qual não foi a sua surpresa ao constatar que os cubanos se encantaram tanto com o Galo que passaram a torcer como se fossem verdadeiros atleticanos. Pulavam e gritavam como se estivessem nas arquibancadas do Independência. Tenho certeza que foi um dia mágico para o Mike, ao curtir a vitória de seu time e, ao mesmo tempo, converter alguns cubanos para o bom caminho.O Galo é contagiante!

Vitória épica que nos reconduz ao caminho do título. Vitória que nos ensina, mais uma vez, a acreditar na mística de uma camisa que nos embala e revigora.

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Assistam aos melhores momentos:

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TEMOS QUE APRENDER A PENSAR GRANDE, DE NOVO.

Há algumas semanas, quando o Galo venceu o Santos e tivemos dois gols a menos registrados no placar final por falhas da arbitragem, o jornalista Juca Kfouri disse, no seu blog, que o Galo tinha que se habituar a vencer tudo, inclusive os erros de arbitragem, ao invés de ficar de “chororô”, se quiser ser campeão.

Recebeu de vários atleticanos uma saraivada de críticas. De maneira geral, voltadas para o fato de que, no nosso caso, não é chororô, nós não podemos simplesmente nos conformar com erros de arbitragem porque, contra o Galo, o buraco é sempre mais embaixo.

Mesmo sujeito a críticas idênticas, eu concordo com o jornalista. Não por mero conformismo com a imperfeição humana. Explico:

Nós demos muito azar, historicamente.

Tínhamos o melhor time em 77, disparado, mas chegamos à final contra o São Paulo e “sofremos” um estranhíssimo julgamento do Reinaldo às vésperas da final, por uma expulsão no início do campeonato. Resultado:  o Rei, que tinha marcado em todos os jogos, fora da final, e um vice-campeonato invicto, nos pênaltis, que tem sabor amargo até hoje. Azar nosso que o São Paulo mandava mais ou conhecia melhor os caminhos da burocracia.

Tínhamos um timaço em 80 e 81, e disputávamos tudo com outro timaço, o Flamengo de Zico e companhia. Azar nosso que a Rede Globo precisava de uma bandeira futebolística para alienar o povo em época de ditadura e escolheu o time de maior apelo popular do Rio, onde a emissora estava sediada. Perdemos o Brasileiro de 80, com arbitragem contestada, e saímos da Libertadores de 81 no jogo de arbitragem mais estranha que eu já vi.

Foi muito para um período de quatro anos. O suficiente para uma geração de atleticanos ficar marcada a ferro quente com um complexo que acho que não sai nunca mais. Para comparar: fomos rebaixados há quase sete anos, certo? Não parece que foi ontem? Pois é. Quem apanha não esquece; quem bate, sim. Num período de quatro anos, duas derrotas em final de Brasileiro como aquelas, e uma aula de parcialidade do Sr. José Roberto Wright foi demais. Quem viveu, não vai esquecer.

Depois disso, tudo de ruim que acontece tem um primeiro culpado imediato, a arbitragem. No Galo, o enredo do filme tem sempre três mordomos, vestidos de preto, ou amarelo, ou verde, conforme a ocasião. Trinta anos depois da final de 77, Tchô sofreu pênalti no final do jogo com o Botafogo pela Copa do Brasil, e Simon não marcou. Neste ou em qualquer erro de arbitragem, voltam todas as lembranças de uma vez, as feridas se abrem imediatamente e parece que alguém joga álcool. Dói.

O problema é que isso se tornou uma parte relevante da cultura do atleticano. O ódio pela arbitragem se tornou um subproduto do nosso amor pelo Galo, e isso vem sendo passado de geração para geração. A maior parte dos que vão a campo hoje não viveram os fatos que foram comentados acima, mas seus pais, tios, irmãos mais velhos, sim. E eles aprenderam a detestar e culpar os mordomos, antes de qualquer outro.

Mais recentemente, sinal dos tempos, esse ódio foi refinado e se transformou em ojeriza pelo establishment. Nós, atleticanos, temos raiva do sistema, em todas as suas expressões, do auxiliar que está ao alcance do radinho (não jogue, por favor, que o time perde o mando de campo) até o moço-que-pega-medalhas que preside a CBF.

Neste Brasileirão, a CBF acendeu de novo o ódio do atleticano. Primeiro, ao atrasar descaradamente em duas semanas a estréia de Ronaldinho diante da massa. Segundo, ao adiar ridiculamente o jogo do Galo na 14ª rodada, de novo com o Flamengo. Eu vi gente jurando que, de novo, seríamos roubados, nos tirariam o que é nosso por direito.

Não é o caso. A justificativa é, provavelmente, tão mesquinha e pequena quanto isso, mas não acho que ninguém quis nos roubar. Quiseram, isso sim, nos dois casos, dar uma mãozinha para um “brother” carioca que está em dificuldades. Somos coadjuvantes nas duas estórias, e ironicamente, porque estamos no caminho inverso e colhendo os frutos de uma administração bem-feita, que nos permitiu contratar Ronaldinho e montar um time de meter medo.

Fatos como este são a prova, apenas, da pequenez de algumas pessoas em cargos maiores do que elas. Não deveriam estar ali, mas estão. Não deveriam ter poder de mando, mas têm. E, sinceramente, não acredito que, mesmo querendo, consigam fazer muito estrago, em um campeonato de 38 rodadas que dura meses. Algum dano, pode ser, mas nós temos que ser maiores do que isso. Não sei se foi a isso que se referiu o Juca Kfouri, mas é nestes termos que eu concordo com ele.

Vão errar contra nós, como foi no caso do Palmeiras e do Santos, e vão errar a nosso favor também. Mas, a menos que José Roberto Wright volte a campo com um apito na mão, prefiro acreditar que fatos assim são falhas da visão ou audição dos seres humanos envolvidos, não de seu caráter. Me preocupa muito mais a imprensa marrom tentando plantar crise no clube, como fizeram antes do jogo com o Vasco, do que o Sr. juiz ali dentro do campo. Até prova em contrário, claro.

O importante é que nós voltemos a pensar do tamanho do nosso time e da nossa torcida. Somos líderes do campeonato mais disputado do mundo e nenhum time, desde que o campeonato se tornou por pontos corridos, fez o que estamos fazendo. Lembra 1987, quando ganhamos os dois turnos atropelando todo mundo, ou até 1977, só que não tem um jogo final para ser armado. A torcida, semana passada, quebrou a alma do time do Vasco quando cantou o hino a plenos pulmões depois do gol. Esse é nosso presente, tem que ser nosso futuro também. Viver odiando a arbitragem, a CBF, ou o sistema só combina com um passado remoto que temos que deixar para trás.

O Galo é imenso, sua história é incontestável, a torcida é INIGUALÁVEL. Mas, para que possamos estar em harmonia com o que queremos do futuro, que ele seja grande e venha rápido, temos que pensar grande. Vai ser uma libertação, acredite, poder torcer só para o time, e não contra o sistema.

O sistema que se exploda. Aqui é Galo! Caiu aqui, tá morto!

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VERGONHA: A MINORIA AINDA GANHA POR UNANIMIDADE!

Desde que o L&N existe, eu nunca comentei jogo do cruzeiro. E seguirá sendo assim.

Mesmo hoje, após a raposinha felpuda e perfumada ter sido estuprada, sem carinho e sem beijinho na nuca, em pleno Mineirão, não se fará aqui nenhuma menção aos lances do jogo, a não ser aqueles que escandalizaram o Brasil inteiro.

Porque foi uma vergonha divulgada do Oiapoque ao Chuí, não só em Minas.

Ontem, um árbitro e dois bandeirinhas, da forma mais desavergonhada, operaram o Ipatinga sem anestesia, principalmente no primeiro tempo.

Um gol legítimo de Alessandro anulado, um penalti claríssimo de fábio sobre Danilo Dias (e neste caso, o goleiro seria expulso) e outra penalidade máxima sobre Alessandro, em cima da linha da grande área (que faz parte da área). O penalti dado ao cruzeiro foi infinitamente menos claro do que os a favor do Ipatinga, não assinalados.

Afora lances que Ricardo Marques Ribeiro, o pseudo-juiz, interpretou sob a luz tendenciosa de um fanático torcedor crucru.

O placar de 3 X 1 não reflete, em absoluto, o que aconteceu em campo, pois no segundo tempo, foram marcados, de forma irregular, mais dois impedimentos de Alessandro na cara do fábio.

Ontem, o time do Vale do Aço merecia vencer de 7 ou 8, no mínimo. Só não o fez por causa da atuação mais ridícula e mais mal intencionada que eu já vi de um árbitro, depois da roubalheira protagonizada por José Roberto Wrigth, no Serra Dourada em 1981. Esta não será superada jamais.

Se o trio de árbitros pudesse, eles teriam enfiado a equipe do Ipatinga dentro de um tanque cheio d’água e soldado a tampa.

Mas não podem… por enquanto. Porque, a permanecer essa vergonha, não duvidem que surrealismo pode virar realidade no futebol mineiro.

Quando o presidente da FMF seguiu junto à delegação do cru para o Chile, ali já se divisava que algo de podre poderia ocorrer na volta.

Mas se esperava uma discrição maior, uma atuação sorrateira e disfarçada. Digamos, uma garfada mais bem elaborada e ladina.

Mas não. O que aconteceu foi às vistas de todo o Brasil, da forma mais despudorada possível.

Como se zombassem da capacidade punitiva dos órgãos esportivos, principalmente da FMF. Mas de que forma uma punição pode vir da FMF, se esta também é suspeita de chafurdar nesse lamaçal?

Isto vem de muito tempo, não é coisa de agora. Só que extrapolaram todas os limites da decência esportiva.

Para ganhar o jogo ontem, o Ipatinga teve de derrotar 14 elementos em campo. E mesmo assim, acabou o jogo com 2 expulsos. E se houvessem mais uns minutinhos, mais uns 2 seriam colocados na rua.

O tempo dos coronéis já se foi há muitos anos. Os votos de cabresto hoje só existem nos rincões mais remotos deste país. Naqueles tempos, a minoria ganhava por unanimidade!!!

Será que, nestes tempos modernos, quando a tecnologia televisiva escancara os atos de um juiz para milhões de telespectadores, ainda haverá espaço para manipulação de resultados?

Após o jogo de ontem, só posso deduzir que a cara de pau é tanta, que voltamos aos tempos dos coronéis e até a tecnologia de última geração está sendo solenemente desdenhada.

Mandaram uma banana para todos os valores de ética e correção. Esta é que é a verdade!!

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