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SOMOS TODOS ATLETICANOS

gravida1EM HOMENAGEM AO ANIVERSÁRIO DO GALO.

Um dia, em algum programa de televisão, eu ouvi o Kalil dizer que todo mineiro é gerado atleticano. Naquele instante sagrado e prazeroso em que o espermatozóide penetra o óvulo, ele automaticamente vira um orgulhoso atleticano. É rápido assim como um estalar de dedos.

A partir daí ele vai crescendo dentro da barriga da mãe e, quando começa a sonhar _ sim, em algum momento o feto sonha _ ele se vê empunhando uma bandeira preta e branca como se fosse um estandarte ungido pelos deuses.

E dissertando ainda mais sobre a tese _ que para mim, é um foco de luz sobre a ciência humana, digna merecedora de um Prêmio Nobel _ Kalil conclui: “Quando a criança nasce, a coisa muda de figura, pois apesar de milhões permanecerem apaixonadamente torcendo pelo Galo, outros tantos se perdem pela vida, desviando-se do bom caminho”.

Nessa leva de espíritos fracos e subornáveis, alguns gatos pingados tornam-se americanos e alguns outros chegam ao cúmulo de trair o aconchego do útero que os concebeu e se transformam _ que o bom Deus os perdoe _ em simpatizantes de certo time azul de estrelinhas graciosas.

Nesse ponto é que vão entender porque iniciei este comentário baseando-me na tese do Kalil. Eu descobri que… pasmem, senhoras e senhores… todo cruzeirense continua sendo, no fundo, um atleticano! Ele segue com o gene em seu sangue mesmo depois de nascido!

Calma. Não precisam me xingar disso ou daquilo. Cientificamente, é tão fácil provar quanto dois e dois são quatro. Não precisei perder noites e noites de sono consultando alfarrábios, livros de genética, estudos profundos da psicologia nem da alma transcendental. Foi apenas e tão somente um acaso. Explico:

Outro dia, fui a uma festinha de um cruzeirense amigo meu. Cruzeirenses como ele, mais uns quatro ou cinco. Eu era o único atleticano naquele quadrilátero cheio de choro  e ranger de dentes. A certa altura, depois de algumas cervejinhas, salgadinhos e conversas jogadas fora, o assunto entre eles _ eu só ouvia calado _ enveredou para o futebol. De repente, dei por mim inserido em um mundo surreal.

O assunto principal da noite não era o Cruzeiro com as suas estrelinhas graciosas, nem as suas contratações, nem o seu time classificado para a Libertadores. O tema era o Atlético. A mídia mineira é atleticana, tal comentarista da TV é galista, as contratações não vingarão, o time vai cair novamente para a segunda divisão e por aí afora. Enfim, noventa por cento do que se discutiu ali era relacionado ao Galo, embora, para disfarçar, usassem um tom de deboche e gozação que não foi capaz de me enganar, ah, não senhor! Não sou tão ingênuo assim!

Saí dali mais convencido do que nunca de que a palavra ATLÉTICO é tão doce e tão gostosa de pronunciar que o cruzeirense, ao pronunciá-la, se remete mentalmente _ como numa catarse _ ao útero materno, quando ainda era um verdadeiro atleticano e o caminho ainda era O bom caminho.

Eu aposto todas as minhas fichas que, se qualquer cruzeirense submeter-se a uma regressão com um psicólogo competente, em algum momento de sua viagem mental se verá encolhido em uma posição fetal e sob aquela pele rugosa e quase transparente, sentirá bater _ com toda força, como se fosse uma orquestra de mil instrumentos _ um coraçãozinho preto e branco. E nesse instante, será tomado por uma onda de felicidade tão grande que é bem capaz de abandonar o boquiaberto psicólogo e sair pulando de alegria pelas ruas da cidade, quicando feito um ioiô.

Neste caso inverossímil, provavelmente correremos o risco de a qualquer hora topar com um feto loucão passeando por aí, gargalhando igual aos personagens de Hitchcock.

Para quem ainda duvida da tese, comece a reparar mais à sua volta, quando à sua volta estiverem os azuis. Note que eles, ao abrirem uma página de esportes, primeiro lêem as notícias sobre o Galo. TODAS as notícias. Eles sabem mais sobre o Galo do que nós.

Perceba que nós atleticanos mal folheamos as notícias sobre o Cruzeiro. Eu mesmo nem as leio. Se isso não é a confirmação da verdade sobre a tese que lhes apresento, eu não sei mais o que é verdade nesse mundo de Deus.

Só mais uma coisa, que é pra sacramentar de uma vez por todas a minha tese:

Se a sua esposa é cruzeirense, quando ela estiver dormindo, experimente sussurrar a palavra GALO ao seu ouvido. Use um tom bem leve, como se estivesse acarinhando um bebê. Mais ou menos assim: Gaaallllooooo! Bem baixinho. Não se surpreenda se um sorriso bonito coroar-lhe a boca. Ao ver o sorriso, não se entusiasme a ponto de berrar um Galo de todo tamanho, pois para o plano dar certo, ela precisa continuar dormindo e não morrer de susto.

Posso garantir que no dia seguinte, ela passará e dobrará a sua querida camisa do Galo com um carinho que você nunca tinha visto antes. Se persistir nesse tratamento durante alguns meses, você terá uma família muito mais feliz, muito mais atleticana.

Isso é o supra-sumo da felicidade plena, não é não? Experimente!

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CONFISSÕES DE UMA DEPENDENTE DE FUTEBOL.

Quem já leu o livro do profeta Oséias, no Antigo Testamento, sabe o que ele viveu com sua esposa Gômer, adúltera incorrigível. Ela saía de casa, passava um tempo com seus amantes, depois Oséias a aceitava de volta. Uma poderosa ilustração do amor de Deus por nós: Ele sempre nos aceita de volta.

Costumo brincar dizendo que o Clube Atlético Mineiro é minha Gômer pessoal. Não importa a traição, sempre tem um espaço enorme para este escudo em minha vida. Sempre digo que, com o Galo, aprendo o que é perdão.

Vou ao estádio mais do que vou à igreja. Todas as noites, antes de dormir, antes de ler a Bíblia, cumpro o rito de ler notícias sobre o Atlético. E assim vou vivendo, esperando um título redentor, uma taça para apagar a lembrança das traições.

Domingo, porém, o que aconteceu me assustou. No clássico entre Atlético e Cruzeiro, perdemos de 6 a 1 e eu adoeci de verdade. Fiquei de cama. E então a ilustração trocou seus símbolos. Gômer não é o Galo. Gômer sou eu. Eu é que deixei coisas importantes por causa de um amante chamado Clube Atlético Mineiro. Eu é que fiz do meu time o meu ídolo. Eu é que deixei um almoço em família, no dia das Mães, para acompanhar um time de futebol.

O chamado “Clássico do Milênio”, depois de digerido, terá me ensinado a redimensionar o futebol em minha vida. De doente, basta o meu time.

Quando meus pais estiverem ao meu lado, quero ter forças para passar tempo com eles em vez de ficar lendo notícias do Atlético. Quando houver um casamento de um amigo querido, não vou ficar durante a cerimônia olhando no celular os resultados da rodada.

Começo hoje uma longa caminhada em busca do equilíbrio. Nunca, jamais esquecerei o meu amor pelo CAM. Não é isso o que me proponho. O que quero, e isso farei, é separar um cantinho para este amor. Assim como em meu armário tenho duas gavetas para guardar as camisas do Galo, também em minha vida aprenderei a separar um lugar para este time.

O que não pode é ele ocupar minha vida inteira. O que não posso é colocar minha saúde em risco por causa de atletas a quem não conheço e que podem a qualquer momento desistir de jogar, perdendo um clássico por 6 a 1.

Galo, eu amo você, mas você vai ter que aprender a se limitar ao seu lugar. Duas gavetas e um pedaço, apenas um pedaço de mim, é o que tenho para lhe oferecer. O que, convenhamos, é muito mais do que você me ofereceu a vida inteira.

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A VOZ DO PAI DO ARTHUR, O GUERREIRINHO! BASTAM 5 ML DE ESPERANÇA!

“Meu filho Arthur de 3 anos está em tratamento contra a leucemia. Começamos o tratamento no dia 19/6/2009, dia do seu aniversario de 2 anos, sendo que em julho de 2010 ele entrou no período de manutenção da doença.

Contudo, há 1 semana, depois de 20 dias tratando a infecção, descobrimos que a doença tinha voltado. E pior, desta vez será necessário transplante de medula óssea.

Gostaria muito que vocês nos ajudassem nesta campanha em busca de cadastros para doação de medula óssea, assim, aumentaremos as chances não só do Arthur, mas de todos que aguardam por um doador compatível, haja vista que o cadastro é nacional e não é especifico para meu filho.

As pessoas não sabem que com um simples exame de sangue elas efetuam o cadastro nacional, válido pra todos que estão aguardando algum doador compatível.

Mais do que isso, não sabem que no primeiro momento estarão fazendo mais do que um simples exame de sangue, estarão doando esperança e talvez em outro momento, uma VIDA.

Somos de Patos de Minas. Da primeira vez ficamos 1 ano e 1 mês em Belo Horizonte, quase todo este período no hospital.

Hoje estamos no Hospital das Clinicas novamente, posso ligar para vocês, tem muita informação que seria de utilidade para toda comunidade e principalmente para várias pessoas que estão aguardando por um doador.

Sou produtor de eventos, assim tenho conseguido apoio de vários artistas que nos ajudam a divulgar na internet e vão participar de um vídeo que estou fazendo com recursos próprios para colocarmos antes de todos os eventos no Chevrolet hall, com participação de Rogerio Flausino, Cesar Menotti e Fabiano, Sideral, Roupa Nova, Sá e Guarabira, 14 Bis, Falcão do Rappa e Alexandre Pires”.

Esta foi a carta que Guilherme Donâncio, pai do PEQUENO ARTHUR, enviou para os órgãos de comunicação há 5 meses e que serve, na medida exata, para qualquer um de nós!

Muitas pessoas se integraram à campanha. Porém, uma multidão ainda desconhece o assunto.

O propósito principal deste post é informar às  mais de 2.500 pessoas  (em média) que acessam o Lances&Nuances diariamente, que existe um atleticano necessitando de nossa ajuda urgentemente.

Uma criança, com toda uma vida pela frente pronta para ser desfrutada, corre um sério risco!

E você não precisa ser atleticano para ajudar! Basta ser um bom ser humano.

Se cadastre no Hemominas, amigo!

A doação pode ser feita na Alameda Ezequiel Dias, 321 – Centro. Telefone: 08000-310101.

Agradecimentos ao pessoal que enviou a foto: @BlogNotiGalo

Arte sensível de @dgmountscock

E você, tuiteiro, não se esqueça de pontuar a hastag #5mldeesperança a cada tweet.

DAQUI A POUCO, ATLÉTICO X IPATINGA. VAMOS SER CAMPEÕES!

O time mais amado do mundo está pronto para mais uma conquista. Ao soar do apito final, eu só quero ouvir o hino do Galo cantado por mais de 60.000 torcedores felizes.

64.000 torcedores fanáticos, unidos em um abraço maior que o Mineirão.

O Galo campeão faz da pessoa ao seu lado, que você nunca viu na vida, um amigo de longa data. Abrace-o. Abrace os que estiverem perto de você.

Um abraço atleticano transmite amizade e fé. É um ato de irmão para irmão, assim como um pacto de confiança no futuro e uma homenagem à inabalável lealdade do passado.

Porque nós nunca, jamais, em tempo algum, abandonamos e nem abandonaremos o clube que nos é mais caro.

Porque se o abandonarmos, será o mesmo que darmos as costas aos entes queridos que nos embalaram quando crianças.

Não existe a palavra traição entre nós. Somos leais de alma e coração.

Se preparem. Hoje soltaremos o grito de  É CAMPEÃO!!!

Em um momento desses, não farei nenhuma prévia técnica do jogo. Neste instante, quero exaltar O ATLETICANO, que sofre, que chora, que ri e que canta no compasso de um clube adorado.

O atleticano que agora está nos Estados Unidos, na Inglaterra, em Omã (salve torcida organizada de Omã!!), no Haiti, no Paquistão, na Argentina, ou em qualquer outro lugar desse nosso mundão besta.

O atleticano que mora no Brasil, mas mesmo assim está longe do Galo, seja em Pernambuco, no Distrito Federal, Paraná, Rio de Janeiro, em São Paulo, no interior mineiro ou em outro estado da federação.

Muitos desses sacrificam noites dentro de um ônibus para apoiarem o Galo em qualquer lugar deste país. Com o Galo estariam até mesmo se fosse necessário viajar em lombo de mula ou numa carroceria de caminhão.

Povo atleticano, o povo mais lindo que existe na face da terra, cuja estirpe é de nobres e cujo coração é inquebrantável.

Pois não existe derrota que o dobre. Não existe tormenta que o apague.

Mas que basta pronunciar as palavras mágicas CLUBE ATLÉTICO MINEIRO para que seus olhos se encham de lágrimas e seu peito se derreta de amor.

Povo atleticano exilado, receba o nosso abraço. Sei da saudade infinita que vocês sentem agora do Galo mais lindo do mundo.

Que o grito de CAMPEÃO nos aproxime e possamos nos abraçar como irmãos, mesmo que em espírito.

O mesmo espírito que nos une em todos os percalços e em todas as alegrias.

Meu Galo querido, entre em campo hoje e seja feliz!!!

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PUBERDADE ATLETICANA EM 2010.

Sabe quando, aos quatorze, quinze ou dezesseis anos de idade, ainda em plena puberdade, você começa a reparar nas pernas da vizinha bonita e arranja sempre uma posição estratégica à frente do sofá quando ela visita a sua mãe para colocar as notícias em dia?

Você finge uma tremenda concentração no papo delas, mas seus olhos vasculham desesperadamente algo mais do que aquelas pernas monumentais, não é?

Naquele momento, os olhos são os únicos órgãos de seu corpo que não obecedem ao cérebro. Têm vida própria, completamente independentes de sua vontade e totalmente subjugados pela avalanche de testosterona que invadiu o seu organismo.

Os mesmo hormônios que o fazem pagar uns micos de vez em quando nesta fase da vida, enchem as suas noites de sonhos eróticos. E neles, finalmente, você realiza todas as fantasias que a vizinha de pernas bonitas merece.

Você anseia por estes sonhos e eles sempre se constituem na parte mais saborosa do dia.

Nem importa que, depois, você siga para a escola torcendo para que os seus lençóis sejam jogados na máquina de lavar sem nenhum exame mais apurado!

A puberdade é uma época de descobrimentos das reações do próprio corpo, uma vez que este se encontra em plena fase de mudanças para transformar o menino em um homem. E o lado psicológico vai junto, na mesma toada.

Pois trazendo este assunto à baila nos nossos tempos atuais, eu lhes confesso:

Eu estou em plena fase de puberdade atleticana em 2010!

As transformações, desta vez,  não são do corpo. São da alma alvinegra que me acompanha desde que me conheço por gente.

Antes mesmo que a puberdade corporal me fizesse gastar o primeiro dinheirinho com revistas suecas, eu fui o primeiro atleticano da minha família aos 7 anos de idade.

Nem a demora do Kalil em botar pra funcionar aquele twitter consegue destruir os meus sonhos, tão saborosos quanto aqueles que descrevi acima.

Sofregamente, vasculho todos os sites de esportes, fico de olho comprido nas notícias do twitter e, pasmem amigas e amigos deste blog, até recomecei a ouvir a Itatiaia, coisa que não fazia há anos.

A sensação concreta de que este ano estaremos, DE FATO, disputando títulos e agindo nos bastidores de uma forma totalmente profissional, renovou o meu espírito. Trouxe-lhe uma aura adolescente de quem tem todas as chances ao alcance das mãos.

Na jornada deste ano, o Galo tem de fazer (e fará) as escolhas certas. As nossas escolhas durante a vida é que determinam o sucesso ou o fracasso.

Pois neste ano, se seguir com a mesma calma nas ações e o mesmo objetivo na mente (com os quais vem se portando até este momento), o Kalil nos dará sim muitas alegrias.

Alguém já pensou que, se 17 jogadores perdedores já se foram para outras paragens, o Kalil vai trazer atletas do mesmo nível? Ah, faça-me o favor, né?

O homem é bravo, mas não é burro. Trocar 6 por 1/2 dúzia não é característica do nosso presidente. A coisa está sendo muito bem pensada.

Este Reinaldo, centroavante que chega para se recuperar e depois assinar contrato, é muito bom de bola. Eu o vi jogar várias vezes e ele é perigosíssimo na área.

Estamos no limiar de um novo tempo. O meu espírito está sendo preparado para grandes conquistas, assim como a fase de puberdade vai transformando, pouco a pouco, o corpo de um garoto em um homem formado.

Virei adolescente de novo. Daqui pra frente, eu quero traçar tudo e todas as oportunidades de ser campeão.

A taça nas nossas mãos será como  se aquela vizinha de pernas bonitas resolvesse fazer dos nossos sonhos uma inesquecível realidade.

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