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INDEPENDÊNCIA OU MORTE

Por José Gama Jr., advogado.

No momento em que o Campeonato Brasileiro de 2012 chega a sua reta final surgem personagens que não são atores principais do futebol e nem entram em campo, mas que querem roubar a cena e desfrutar de minutos de fama. É pena termos que tratar desses personagens quando poderíamos falar de gols, de lances geniais como os que Ronaldinho Gaúcho e outros jogadores de primeira linha vem brindando os torcedores.

Se o Brasil vive hoje um momento histórico dos mais importantes, pois é a primeira vez que o peso da Justiça se faz presente sobre altas autoridades, políticos e pessoas até então inatacáveis, no futebol o que se vê é que a Justiça Desportiva não acompanha esse momento histórico, com um movimento inverso, em uma atitude retrógrada e preocupante.

O STJD, por sua procuradoria, decidiu indiciar o Clube Atlético Mineiro pelo que considera como “incidentes “ ocorridos no Estádio Raimundo Sampaio (o nosso Independência) no jogo entre Galo e Fluminense. E quais seriam os tais “incidentes”?

A torcida do Galo ter protestado, em alto e bom som, contra a CBF e contra o baixo nível das arbitragens do campeonato. Algumas pessoas portaram narizes de palhaço e um mosaico com as cores do Fluminense e a sigla CBF de forma invertida foram feitos na hora do jogo.

Sem entrar no mérito se há motivos para protestar, e sem analisar um sem número de lances em que o Fluminense foi beneficiado pela arbitragem (vai ver que é uma enorme, uma monstruosa coincidência…) o fato é que a postura do STJD de tentar punir o Galo por esses fatos é autoritária e antidemocrática. Vai na contramão da história.

A Constituição Brasileira de 1988 é suficientemente clara ao garantir aos cidadãos direitos de livre associação e também direito de livre expressão. Essa regra, que é uma garantia constitucional e um princípio que deve nortear todo o restante do ordenamento jurídico brasileiro, é superior a qualquer outro dispositivo legal que possa ser invocado para sustentar a fúria do STJD, por sua Procuradoria, contra os protestos ocorridos no Independência.

A redemocratização do Brasil custou caro aos Cidadãos. Pessoas foram mortas, torturadas, muitas foram exiladas, enfim, muita luta foi exigida para que pudéssemos hoje protestar, nos associar, exercer o livre direito de expressão previsto na Constituição.

Desconsiderar esse sagrado e constitucionalmente assegurado direito de livre expressão, Senhor Procurador do STJD, é ofender a memória daqueles que lutaram para que hoje possam existir as instituições, para que hoje possa vigorar a democracia.

Se não podemos mais protestar enquanto torcedores, se nosso Galo será, mais uma vez, prejudicado por intenções duvidosas de um Tribunal que a cada dia perde em credibilidade perante a sociedade, então estamos de volta à ditadura, ao totalitarismo, à censura.

Independência ou morte!

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ENTÃO, TÁ, GALO!

colunarobertolopes2Venhamos e convenhamos, o 2º turno do Brasileirão não foi, até agora, o que sonhávamos. Nosso time perdeu, durante rodadas a fio, a pegada que o caracterizou durante todo o 1º turno. Explicações temos muitas. Nenhuma resolve o problema de que estamos seis pontos atrás do líder e pode ser que não dê mais tempo de alcançá-lo.

Pausa. Daqui a pouco voltamos ao que pode ou não pode ser.

Pense, caro amigo atleticano, o que foi que fez o Galo no jogo contra o Flu?

Jogou muita bola? Ganhou? Virou o jogo? Massacrou? Humilhou? Calou?

O time fez tudo isso sim. Mas, além disso, o Galo conseguiu o que nem o mais otimista dos atleticanos imaginaria: provou, EM UM JOGO APENAS, quem deveria – e ainda deve, mesmo que não aconteça – ser o campeão brasileiro de 2012.

O Galo mostrou para o Brasil inteiro que há um time, neste campeonato, que jogou e joga mais bola do que todos os outros. Fez nove faltas no jogo inteiro. Chutou sete vezes mais a gol, teve quase 10% a mais de posse de bola e, mesmo assim, acertou mais passes, 90%. Teve onze chances reais de gol, contra as apenas duas que o adversário conseguiu converter. Levantou 26 bolas na área, contra 6 do adversário. Colocou três bolas na trave, como havia feito com o Atlético-GO, lanterna, no primeiro turno. Aí você pensa: ah, mas nesse jogo só o outro time contra-atacou. Que nada! Contra-atacamos 8 vezes, contra 3 deles. Mesmo no jogo deles, só dava “nóis”.

Em nenhum outro jogo do campeonato – NENHUM – a diferença de finalizações entre os times foi tão grande, segundo o Globo.com. O Galo reduziu o Flu ao tamanho da série C da qual ele nunca saiu legitimamente.

Aliás, é bom que se diga que os chiliques do técnico, dos jogadores, da diretoria e dos torcedores do Flu, principalmente no pós-jogo, mostram bem como é incômoda a realidade que o Galo lhes jogou na cara. Eles queriam ter vindo aqui e saído dizendo: viram por quê nós somos líderes? Saíram se perguntando: por quê é mesmo que somos líderes?

Não se trata de minimizar a campanha do Fluminense. Eles estão fazendo um ótimo campeonato. Mas, na verdade, isso não muda os fatos:

a) Se não tivéssemos sofrido com erros de arbitragem, teríamos cinco pontos a mais do que temos (veja o http://www.placarreal.com.br);

b) Se o Flu não tivesse tido todos os erros a favor que tiveram, teriam oito pontos a menos do que têm hoje (segundo o mesmo site);

c) O Flu não ganhou de nenhum dos concorrentes diretos, em nenhum dos turnos. Nós ganhamos de ambos, Flu e Grêmio, em pelo menos um dos turnos, e não perdemos no outro. Aliás, não só ganhamos, encantamos;

d) Contra meu pensamento anterior, a CBF e o STJD, que, no fundo, são uma coisa só, acabaram fazendo muita diferença. Eu já escrevi antes que temos que pensar grande, parar de torcer contra o sistema. Continuo acreditando nisso, e mais, continuo acreditando que o foco não era, em todos os casos, prejudicar o Galo, como time, como clube, como instituição. O atraso na inscrição do Ronaldinho, a remarcação do jogo com o urubu fujão, a suspensão do Ronaldinho contra o Inter, são todos casos em que o foco era outro, e entramos de gaiato. Isso não muda o fato de que fomos, sim, prejudicados em todos eles.

Muda alguma coisa? Não. Se merecimento ganhasse jogo, eu nem estaria aqui escrevendo isso. Mas merece ser dito.

Espero, com todas as minhas forças, que o conjunto da obra dos últimos três jogos, coroado pela vitória épica, fantástica, irrepreensível do Galo contra o Flu, motive este time para ir além do que já fez, e retomar o posto que lhe cabe por merecimento. O único lugar que nos cabe é o topo da tabela, na última rodada.

Espero que o Flu tenha entendido que, mesmo que ganhe, este campeonato vai lhe ser entregue com uma mancha, e que vamos todos saber que não foram eles o time que jogou o melhor futebol do campeonato.

Espero que este entendimento coloque, na cabeça dos jogadores do Flu, a pressão e a insegurança de estar levando mais do que merecem (até aqui).

E espero, finalmente, que arbitragem deixe o Flu perder.

Dito isto, eu preciso me render a uma realidade, que até me espanta, em sendo eu um orgulhoso integrante da torcida mais chata do mundo, como diz o Kalil: nos últimos jogos, o time tem acreditado mais do que a torcida. Aposto que só uma minoria acreditava que sairia o segundo gol contra o Sport. Quanto o Santos fez o segundo, minha timeline do Twitter pipocou de gente dizendo que íamos tomar de goleada. Quando o Flu abriu o placar, e depois quando empatou em 2 a 2, aposto que a maioria pensou: já era. Não me incluo em todos os casos, mas em alguns, eu também não fui um poço de otimismo. Reminiscências de um passado recente.  Ainda não caiu a ficha de que estamos torcendo para um time que está vários níveis acima do que nos acostumamos a ver na última década.

Fato é que o time batalhou, se entregou, fez por onde e cavou resultados onde as adversidades eram enormes. Acreditou, enfim, mais do que nós torcedores. Três vezes seguidas. Não é pouco não, só quem sabe do que é capaz faz algo assim.

Na mesma linha, quando o Flu abriu os nove pontos, faltando oito rodadas, a maioria deve ter pensado: já era. Eu confesso, quis pensar assim. É mais cômodo, dá menos trabalho e estresse. Vamos focar na Libertadores, já tá bom demais, não é?

Só que o Galo não deixou, não está deixando. Eu não consigo me desligar da possibilidade de uma arrancada final fulminante.

Então, tá, Galo. Que assim seja. Até o último minuto, se precisar e puder, eu vou acreditar. Se, de tudo, não der, vou virar o ano com a certeza de que dias melhores virão. Já chegaram, até.

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MALUF, UMA MONUMENTAL INTERROGAÇÃO

A presença de Eduardo Maluf na diretoria do Atlético continua gerando uma série infindável de pontos de interrogação.

Como um diretor de futebol que ganha mais de 100 mil mensais _ e não produz absolutamente nada _  permanece no cargo?

O custo x benefício do Maluf nunca foi calculado seriamente no Galo?

Em qualquer empresa privada, um profissional que em dois anos não apresenta resultados consistentes, é sumariamente demitido. Porque o Maluf não é?

Os dois anos de Eduardo Maluf no Galo se traduzem em eliminações prematuras na Copa do Brasil e dois campeonatos brasileiros fugindo que nem loucos da segunda divisão.

Contratações equivocadas (entre elas, a de Marquinhos Cambalhota, que ele chamou de fenômeno), disputas frustradas de bons jogadores (quando estes são desejados por outros clubes), promessas não cumpridas, análise estapafúrdia das reais necessidades da equipe, lerdeza nas ações, entre outras, só fazem reforçar mais uma questão:

Até quando vamos aturar um diretor de futebol perdedor?

Mas, para não ser injusto, partamos para uma conjectura sob novo ângulo, o que também acrescenta mais pontos de interrogação: e se Maluf não for o mordomo desta história?

E se ele não tiver nenhuma culpa no cartório e o verdadeiro culpado é o seu chefe, Alexandre Kalil, que não dá suporte às suas negociações?

Afinal, foi Kalil quem disse que o time que aí está seguirá sem reforços para o campeonato mineiro. Por consequência, disputará toda a Copa do Brasil e uma parte do Brasileirão com uma equipe que, para ser insanamente otimista, é apenas razoável.

A tendência mais lógica é repetir, para desgraça da Massa, as mesmas campanhas horrendas de 2010 e 2011.

Mesmo porque, o estilo de atuação da diretoria neste ano é muito parecido com o dos anos citados. E se insistem nos mesmos erros, querem que mude o que? Por obra e graça de Nosso Senhor Jesus Cristo?

Será o Kalil tão centralizador que não delega ao seu diretor as decisões relativas ao departamento de futebol?

Se Kalil é quem barra a boa performance de Maluf, porque então o mantém como um peso morto na diretoria do Atlético?

O mais correto seria demití-lo, assumir suas atribuições e mandar bala!

O que não dá pra aguentar é ver que, a todo ano, cometem-se os mesmos erros em relação ao futebol do clube. Parece que correções de rumo em busca de sucesso e conquistas são proibidas na Cidade do Galo!

Repete-se o mesmo lenga lenga de sempre. É como um carro atolado no barro, tão atolado que já não patina mais. Para que gastar pneus se não vai desatolar?

E aí surge mais uma interrogação, a mais séria, a mais dolorosa: FALTA AMBIÇÃO AO CLUBE ATLÉTICO MINEIRO?

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VILLA NOVA 1 X 2 ATLÉTICO – AVENTURAS NO PASTO.

O que dizer de um jogo disputado em um verdadeiro pasto?

Para se jogar futebol profissional, precisa-se de, no mínimo, um gramado decente. No estádio Castor Cifuentes, gramado decente é expressão intraduzível do dialeto mandarim ou tupi-guarani. E não entendo como, tanto o Villa Nova quanto a prefeitura de Nova Lima, não sentem vergonha de ofertar essa porcaria ano após ano, sem que nada seja feito para resolver o problema.

E olha que não estou falando de todo o estádio não. Estou me referindo somente ao gramado! O povo de Nova Lima merece coisa melhor, com certeza.

Tecnicamente, o jogo de hoje se assemelhou a uma pelada de amigos barrigudos e com as caras cheias de cachaça.

Devido às condições do campo, foi um festival de chutões dos dois lados. E esse comportamento tem uma certa lógica. Afinal, quando a bola está no ar, não há o sacrifício de dominá-la quicando que nem louca num gramado horroroso.

Não estou livrando o Atlético de críticas por sua baixa performance neste domingo. Não sou, nem de longe, um daqueles que tentam tapar o sol com a peneira, pois a minha maior preocupação não são os 100% de aproveitamento contra times fracos do fraco campeonato mineiro.

O que me martela a cabeça é saber em qual nível estamos em comparação com os times fortes do campeonato brasileiro, isso sim. E a cada jogo que passa, eu fico mais com a pulga atrás da orelha.

Reconheço que o preparo físico do Galo está ótimo e isso é um fator promissor. O time, depois de uma viagem estafante ao Mato Grosso do Sul, conseguiu superar o Villa Nova em termos de condicionamento, mesmo que este tenha descansado durante a semana.

Como podem notar, não fiz uma análise do jogo em sua parte tática e tampouco analisarei a partida em suas várias nuances. Eu já fui jogador de futebol e não rendia nem 10% da minha capacidade quando atuava em campos parecidos com o do Villa. Era como se a bola ficasse oval… e bola oval, caro amigo, é coisa de futebol americano. Então, não quero fazer aquilo que eu não gostaria que fizessem comigo.

Ressalto a atuação de Leandro Donizeti, que parece jogar bem até em campo de cascalho e cacos de vidro. Desarma sem falta, ganha todas as divididas, não erra passes e ainda encontra fôlego para encostar no ataque. É, sem sombra de dúvidas, a melhor das recentes contratações do Galo. Grata surpresa!

Destaco também a garra e a disposição da equipe para buscar a virada. Não fosse este comprometimento, teríamos saído de Nova Lima amargando a primeira derrota no lombo.

Enfim, o que sei com a mais absoluta certeza, é que temos de melhorar muito. E bota muito nisso!

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CENE 1 X 3 ATLÉTICO – CONTRATA MEIA, MALUF!

A cada dia me convenço mais de que ainda não temos time para disputar, de igual para igual, com os grandes deste país.

Contra o CENE, de Mato Grosso, as deficiências ficaram escancaradas.

Não pelo resultado, que foi excelente por eliminar o segundo jogo. Mas pela dinâmica de jogo, que não existiu.

No primeiro tempo, não houve esquema nem nada parecido. Havia dentro de campo um bando de jogadores correndo atrás da mesma bola.

Para um observador atento, em um time organizado, é fácil determinar se se joga no 3-5-2, ou 4-4-2, ou até mesmo no 4-2-3-1, que é o esquema mais mutável durante o transcorrer de uma partida. E outros desenhos táticos mais.

Mas está difícil cravar com certeza em qual esquema o Galo atua. O que se imagina no papel ao analisar-se a escalação é uma coisa. Quando a bola rola, é outra completamente diferente.

Claro que a baixa  produtividade de alguns atletas compromete o resultado final. Não há técnico neste mundo capaz de implantar um sistema com jogadores que não rendem aquilo que são capazes de render. No nosso caso, atuando abaixo da crítica temos Danilinho, Serginho, Richarlyson, Guilherme, Marcos Rocha (inexplicavelmente tímido com a camisa do Atlético), entre outros…

É gente demais produzindo pouco!

Por não ter um meia armador de ofício, daqueles que arredondam a bola e fazem-na correr em lançamentos ou enfiadas, Cuca tem montado o time de forma a povoar o meio de campo, aproximando os meias entre si e dos atacantes, com o intuito de agredir o adversário com passes rápidos e curtos.

É uma saída bem bolada essa. Seria excelente, não fosse a péssima qualidade do passe. E aí a rapidez vai pro saco! E tome contra-ataque. E de tantos erros sucessivos, os jogadores vão perdendo a confiança e acontece o que aconteceu ontem. O time vira um amontoado despersonalizado e sem estratégia.

Nunca o Galo necessitou tanto de um meia de ligação! Em outras formações, em tempos passados, ainda dava para jogar sem ele, devido ao perfil dos diversos grupos de atletas. Quando houve necessidade e não o tivemos, nos ferramos em preto e branco.

Desta vez, está claro demais. Sem um meia de ligação _ que Mancini não é _ o Atlético vai dar murro em ponta de faca durante todo o ano de 2012.

Há que organizar-se a equipe em campo. Há de se buscar um lateral esquerdo _ que Richarlyson não é… e confesso que não sei o que ele é! _ mais um goleiro gabaritado pagando-se o preço que for, o tal do meia armador e agora acrescento mais um: um atacante daqueles enfiados na área, que fungam no cangote do zagueiro o tempo inteiro, seja por baixo ou pelo alto.

Nesta Copa do Brasil, a nossa sorte é que os outros grandes também estão uma baba. Mas precisamos, por uma questão de oportunidade, largar na frente o mais urgente possível.

Seremos capazes disso com Eduardo Maluf, a lesma de Vespasiano, comandando as contratações? Responda você, caro leitor e amigo do L&N.

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ATLÉTICO 4 X 2 NACIONAL/NS – CUCA E SUAS IDÉIAS DE JERICO…

Do mesmo jeito que constrói uma equipe, Cuca a desconstrói em questão de minutos.

Para ser exato, em questão de 45 minutos.

Pois no primeiro tempo, todo aquele entrosamento que o time vinha adquirindo no decorrer dos jogos foi pro ralo. A entrada do lateral direito Carlos César no meio provocou uma catastrófica mudança de ritmo, de tal monta que travou o time por completo.

Ora, Carlos César mal consegue render bem em sua posição de origem, vai deslanchar na meia? Desculpe-me o termo, mas isso foi idéia de jerico do treinador. Invenção de um professor Pardal masoquista doido para sabotar o próprio trabalho.

Resultado: Foi a pior partida do Galo neste ano. Pelo menos, enquanto Carlos César esteve em campo.

Mancini, que entrou em seu lugar, retirou o gesso que envolvia o meio e recolocou as coisas em seus lugares. Embora persistisse jogando mal, a equipe se distribuiu melhor em campo e o domínio do jogo surgiu naturalmente, mesmo levando o segundo gol.

Nessas alturas, a virada era mera questão de tempo, apesar de jogarmos com a zaga mais exposta do que em jogos anteriores. Não porque Filippe Soutto não esteja à altura da titularidade _ ele, por estar sem jogar, perdeu ritmo _ mas porque Pierre é praticamente insubstituível neste time.

E Pierre jogando com Leandro Donizeti _ que, inquestionavelmente, marca milhões de vezes melhor que Soutto _ forma uma parede de proteção muito difícil de ser superada, ao mesmo tempo que libera os meias para atacar sem medo.

Guilherme deu uma assistência e fez um gol consciente. Mas errou demais durante toda a partida. Errar tanto contra um Nacional da vida é uma coisa. Mas fazer o mesmo contra equipes fortes pode ser fator determinante de uma derrota.

Uma curiosidade: mal reconheço Danilinho em campo. Lento física e mentalmente, pisando na bola, sem mobilidade e sobretudo, sem aquela velocidade que sempre foi o seu ponto forte. Cadê o Danilinho, campeão e maior ídolo do Tigres do México?

Destaques do jogo: Pela regularidade nos 90 minutos, Leandro Donizeti. Pelos gols, André.

Uma novidade bem vinda: Neto Berola, apesar de ser puxado, agarrado e quase esgoelado, NÃO CAIU, pasmem os senhores. E, por não cair, armou um cruzamento primoroso para o quarto gol. Houve uma conversinha ao pé do ouvido lá na Cidade do Galo?

Enfim, uma partida teoricamente fácil quase jogada no lixo pelo treinador, responsável absoluto pela pífia atuação do time, sobretudo no primeiro tempo. Se depois corrigiu _ e tinha mesmo a obrigação de corrigir as besteiras que fez _ eu reputo como queima gratuita de, pelo menos, uma substituição.

Vai entender o que se passa na cabeça de um técnico. Céu de brigadeiro pela frente e o cara, insanamente, muda a rota para o meio de uma tempestade de granizo, com raios e trovoadas. Durma-se com um barulho desses…

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AMÉRICA 1 X 2 ATLÉTICO

Pela primeira vez este ano jogando contra um time de razoável capacidade, o Atlético decepcionou.

Logicamente, não estou analisando pelo resultado, pois este foi excelente.

Analiso, isto sim, pela performance demonstrada em campo, que não foi nada boa para um time que enfrentou um América com 10 jogadores desde os 40 minutos do primeiro tempo.

Confesso que esta partida me trouxe, com mais clareza, a dimensão do poderio alvinegro para 2012.

E não gostei do que vi, pois com o que temos, não disputaremos títulos e nem ao menos Libertadores. E não falo do mineiro, é óbvio. Com este time que aí está, podem tirar o cavalinho da chuva.

Volto a repetir: há necessidade urgente de 3 reforços. Um para a lateral esquerda, um meia de ligação de jogo rápido e um goleiro.

Não é de hoje que venho martelando nessa tecla. E insisto mais uma vez porque, como eu disse, a partida contra o América cristalinizou as deficiências. A necessidade de encorpar a equipe está escancarada para todo mundo ver, menos para a diretoria.

Atipicamente, o post deste domingo analisará individualmente os jogadores:

RENAN RIBEIRO: É um bom garoto, que merece todo o nosso respeito como pessoa.

MARCOS ROCHA: Marcou o gol da vitória e parabéns por isso. Mas durante o jogo inteiro, não fez nada que pudesse ser chamado de bom. De ruim teve muito.

RÉVER: Precisa aprender a jogar simples. Inventou e complicou.

RAFAEL MARQUES: O mais seguro por ali. Não enfeita nada.

RICHARLYSON: É um bom garoto, que merece todo o nosso respeito como pessoa.

(GUILHERME): A sua melhor atuação pelo Galo. Até que enfim mudou algo com a sua entrada. Marcou o gol de empate, ok, mas antes já tinha participado de bons lances individuais, tabelando, lutando e driblando. Parece que está recuperando a forma.

PIERRE: A raça de sempre. É um guardião aguerrido da defesa. Não concedeu espaços e cobriu as duas laterais. Algumas vezes, até as costas da zaga. Saiu por causa do cartão amarelo.

(SERGINHO): Depois de um longo inverno, Serginho continua sendo o mesmo Serginho. Isso basta para descrever a sua atuação.

LEANDRO DONIZETI: O melhor em campo. Rápido no bote, nunca chega atrasado na dividida. Errou apenas um passe durante 90 minutos, além de um número de desarmes impressionante. Tem personalidade e não tem medo de cara feia.

ESCUDERO: Abaixo do nível das atuações anteriores, mas é um atleta utilíssimo para o jogo coletivo. Colecionou mais uma assistência (para o segundo gol).

MANCINI: Quando Cuca botou na cabeça que Mancini pode ser um bom meia-armador, devia estar brincando. Mancini ainda continua devendo muito.

(DANILINHO): Um peso leve que dá a impressão de estar pesado. Ainda com pouca mobilidade, tem de treinar muito para recuperar-se fisica e tecnicamente. Cadê aquela velha velocidade?

NETO BEROLA: Não foi decisivo e pelo jeito, vai demorar a voltar a sê-lo.

ANDRÉ: Atuar como pivô vem sendo o seu forte neste ano. Mas nem isso conseguiu hoje. Perdeu bolas bobas, não deu seguimento às jogadas e só concluiu uma vez.

Enfim, esperamos um mínimo de clarividência de Kalil e sua equipe para que analisem de forma realista as necessidades do time. Ou para ele está tudo bem?

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Assista aos melhores momentos da partida:

VERGONHA!!!

Inauguramos uma nova era no Atlético.

Não nos basta mais perdermos o jogo e os 3 pontos.

Uma derrota digna já não é suficiente. Temos de levar goleadas uma atrás da outra para escancarar de vez a vergonha da massa atleticana.

Uma torcida que respira e vive por este clube, mas este clube não vive nem por si mesmo, quanto mais pela torcida.

Ontem o Galo extrapolou a cota de incompetência e o Internacional passeou em campo.

Foi como tirar pirulito de uma criança desde o primeiro minuto de jogo, tal a diferença técnica e tática entre os dois times.

O placar não diz o que foi o jogo. O Atlético merecia levar uma sapatada de 6 ou 7.

E quando digo que tremo só de pensar nas alterações de Dorival Junior, eu tenho cá as minhas razões.

A entrada de Wendel foi uma brincadeira cruel com aqueles que entendem um mínimo de futebol.

Foi uma invenção de um treinador metido a Professor Pardal que superou a burrice da personagem dos gibis.

Abriu o meio de campo completamente e a partir daí, a coisa desandou. Mesmo tentando corrigir depois,  já era tarde. A Inês já era morta.

A verdade é que o time do Atlético perdeu o padrão que vinha mantendo até no jogo contra o Bahia.

Simplesmente desapareceu no ar. Escafedeu-se. Hoje não existem mais soluções treinadas. O time está entregue às baratas.

E matando todo mundo de vergonha. E forçando a cabeça do atleticano a olhar para o chão… outra vez. E mais uma vez!

É este o time que o presidente Kalil diz ser muito bom?

O presidente disse também que Renan Ribeiro está entre os 5 melhores do país. Cegueira pura de um dirigente que está pecando por omissão e empáfia.

Pois a porteira foi aberta por Ribeiro, naquela bola fácil que espalmou nos pés do atacante. Mas, inexplicavelmente, permanece titular. Até quando vai continuar contribuindo para as derrotas?

Daniel Carvalho, apesar de ter sido um dos menos ruins, não se encaixa em meio de campo marcador. Desequilibra o setor.

Aliás, posso estar sendo injusto com ele, porque ontem eu não vi ninguém se encaixar em esquema algum, pois esquema foi exatamente o que não existiu.

É este o time de 2011? Se for, preparemos o lombo. Nosso futuro será lutar, NOVAMENTE, contra o rebaixamento, não se iludam.

O time foi esfacelado e perdeu todo o conjunto que tinha, devido aos estranhos critérios de Dorival Junior. Cada critério mais aloprado que o outro.

Isso desmotiva e desestabiliza o grupo. Vide Guilherme Santos, que vinha super bem e hoje virou um perna de pau. Mais um para a galeria.

Não espero nada de bom dessa aberração chamada equipe do Atlético.

E não espero nada de reforços de uma diretoria sonolenta e míope, que, apesar dos apelos de milhares de atleticanos em relação ao fortalecimento do time, se faz de surda, como se tudo fosse uma bobagem de gente que não entende nada.

Pois é, são nessas horas que a gente constata quem é que entende alguma coisa. E quem se julga dono da verdade e não é.

Manter um time desses sem reforços, durante tanto tempo, sem ouvir ninguém, só pode vir de UMA CAMBADA DE IRRESPONSÁVEIS!!!

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ATLÉTICO 2 X 2 ATLÉTICO-GO. UM PÉSSIMO RESULTADO.

Custo a crer que, depois de partidas vistosas, recheadas de um futebol rápido e fluente, o Galo voltou ao marasmo do jogo improdutivo e com passinhos para os lados.

Pois foi o que aconteceu ontem. E, como diz o “filósofo” Muricy Ramalho, a bola pune!

Eu não sei como foram os treinamentos na semana que antecedeu a partida, mas a impressão que eu tenho é que tudo de bom que o time tinha foi “destreinado” e atirado na lata de lixo.

Os irritantes passinhos para os lados acontecem quando não existe entrosamento ou falta ousadia. E passes errados são uma demonstração de reduzida capacidade técnica ou excesso de virtuosismo.

De todo modo, de um jeito ou de outro, acaba travando todo o time, principalmente quando o meio não consegue ditar o ritmo de jogo.

Tudo bem que Fillippe Souto arredondava a bola naquele setor e Richarlyson dava um plus a mais na marcação.

Entretanto, a falta dos dois não pode justificar tamanha queda de rendimento.

Apesar de maior posse de bola, o Galo foi dominado taticamente pelo xará goiano, que atuou como bem quis em plena Arena do Jacaré, fato inadmissível em um campeonato tão difícil quanto o brasileirão.

Daniel Carvalho não fez a diferença, Gilberto entregou a rapadura no primeiro gol deles e Giovanni Augusto tornou-se, de repente, um jogador comum, sem contribuir como o fazia antes.

Mancini está abaixo da crítica e Magno Alves segue perdendo gols em profusão, embora a criação de chances para conclusões não tenha sido, nem de longe, no nível dos outros jogos.

Enquanto isso, o Atlético-GO, com apenas três finalizações, marcou duas vezes. E num deles, auxiliado por uma falha bisonha de Renan Ribeiro justamente quando o Atlético ensaiava uma reação de verdade.

Foi como um balde de água fria na equipe.

E não foi a primeira vez. Até quando Dorival Júnior manterá um goleiro inseguro com título de propriedade da titularidade registrado em cartório?

Imagino o que se passa na cabeça do goleiro reserva, Giovanni, nesta altura do campeonato, pois, comprovadamente, é mais completo que o titular.

Renan Ribeiro é um razoável goleiro, nada mais do que isso. É uma promessa _ que ainda não deslanchou, como tantos _ e tem de ser preservado sim. Mas essa preservação da prata da casa passa por um bom banco.

Parece que Dorival Júnior entende que uma reserva machucaria demais Renan Ribeiro. Ora, enquanto isso vamos seguir levando gols bobos e perdendo pontos?

Muitos já passaram por isso e depois tornaram-se grandes jogadores. Não há nada demais na atitude. Diego Alves é um bom exemplo.

Foi uma partida sem imaginação do time atleticano, que esqueceu o bom conjunto mostrado em jogos anteriores.

Dorival Júnior merece críticas sim. Mete umas idéias alopradas na cabeça e nenhum ser racional consegue tirá-las de lá.

Leandro no lugar de Guilherme Santos é uma aberração, uma ode à burrice.

O time vinha jogando bem com 3 volantes e ele simplesmente muda tudo, sem motivos aparentes. Mantem Mancini com um Guilherme no banco.

Daniel Carvalho, que, hipoteticamente, não suportaria 90 minutos, é mantido o jogo inteiro. Vá entender!

Afora outros pontos não citados, senão esta crônica será alongada em demasia.

Vale lembrar que não estou pedindo a cabeça do Dorival. Tenho o maior respeito por seu trabalho e a continuidade da filosofia é fundamental nessa hora.

Mas ninguém está acima de críticas feitas construtivamente.

Enfim, não fomos competentes para somar 3 pontos em cima de um adversário de média capacidade e dentro de nossos domínios.

Isso nos obriga a enfrentar o Flamengo do moleque irresponsável com a corda no pescoço e pensando tão somente na vitória.

Um péssimo resultado!!

E mesmo assim, a diretoria segue dormindo em berço esplêndido!

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BAHIA 1 X 1 ATLÉTICO. PERDEMOS 2 PONTOS.

O Atlético não reeditou as suas melhores partidas, mas fez o suficiente para perder um balaio de gols, jogando fora a possibilidade de, no mínimo, subir para a terceira posição na tabela de classificação.

No primeiro tempo, o Galo jogou razoavelmente até os 30 minutos. Depois, o Bahia reagiu e agrediu de uma forma mais incisiva do que vinha fazendo até então.

Giovanni Augusto não conseguiu realizar a transição da defesa para o ataque e a equipe se ressentiu tremendamente disso. Afinal, um dos pontos fortes do conjunto residia justamente neste quesito.

Toró muito mal em todos os aspectos, perdia a bola lá na frente e não voltava a tempo de recuperar a bola.

O lado positivo que posso registrar é que o time hoje tem uma personalidade mais aguerrida e lutadora. Os atletas buscam suprir as deficiências de momento com muita dedicação e uns se doam pelos outros.

Muito em função do exemplo de Réver e Leonardo Silva, dois jogadores que demonstram uma sede de vitória acima da média.

No segundo tempo, um penalti mandrake marcado por um péssimo juiz, impôs ao Atlético a obrigação de se abrir e partir para cima do Bahia.

Mesmo sem jogar bem, com jogadas confusas no meio de campo e perdas infantis de bola, o Galo buscou pressionar o time baiano.

No intervalo do jogo, eu tuitei que esta partida seria perfeita para Daniel Carvalho mostrar serviço, pois o Bahia concedia espaços na defesa que um jogador habilidoso como ele poderia explorar.

Dito e feito. Dorival Júnior, pensando igual a mim, mandou-o a campo e ele, Daniel Carvalho,  assumiu a responsabilidade de municiar os atacantes e deu a assistência para o gol de empate, de Neto Berola.

Fora a falta que bateu, que resultou no segundo gol, legítimo, mas mal e porcamente anulado.

E lançou magistralmente Magno Alves para este desperdiçar mais uma grande chance frente a frente com o goleiro. E outras jogadas mais.

Para mim, jogando apenas 30 minutos, Daniel Carvalho se constituiu no grande nome do jogo por tudo que produziu hoje.

E não atuou só com a bola no pé. Voltou para marcar, tentou ser rápido nos contra-golpes, e preencheu espaços quando não tinha a posse de bola.

Resta saber se ele está disposto a repetir a dose nas próximas oportunidades.

No mais, reconheço que a equipe atleticana cria muitas chances de gol, o que é extremamente digno de elogios.

Mas, em compensação, desperdiça quase todas. E aí os elogios vão pro ralo e críticas ferozes tomam seu lugar.

Dentro das circunstâncias do jogo, foi um péssimo resultado. Se considerarmos a cascata de empates que aconteceram nas outras partidas, pior ainda. Se tivéssemos vencido, estaríamos em uma posição bastante favorável, na cola do São Paulo.

De todo modo, botamos um pontinho na sacolinha, o que nos mantém no G-4.

Mas temos de seguir melhorando. E temos muito a progredir.

Muito trabalho e muita fé. E outro tanto de apoio!

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CEARÁ 0 X 0 ATLÉTICO.

A multa de rescisão que o Atlético deve ao pseudo-treinador anterior deveria, por uma questão moral, ser paga ao Dorival Junior como luvas.

Principalmente por sua alucinada coragem de assumir um time que não sabe absolutamente nada do jogo coletivo, aquele em que 11 jogadores fazem circular a bola entre si.

E quando perdem sua posse, procuram ocupar espaços _ por zona ou individualmente _ de forma organizada, fazendo com que, em cada disputa, o número de atletas do time seja sempre maior do que o do adversário.

E quem consegue ver isso na equipe do Galo? Eu não vejo, você vê?

Ontem, os primeiros 25 minutos foram totalmente do Ceará, que jogou sozinho. Um treino de ataque contra defesa.

Se o jogo fosse contra uma equipe mais forte, seguramente teríamos tomado uns dois gols pelo lombo afora.

Posteriormente, o Galo conseguiu igualar as ações e a posse de bola, mais por conta do esforço individual dos jogadores do que sustentados por um sistema de jogo (ou algo que se pareça com um padrão qualquer).

No segundo tempo, o Atlético voltou melhor e teve um certo domínio em alguns instantes. Ricardo Bueno, que entrara no lugar de Daniel Carvalho (mais uma vez contundido), perdeu um gol feito depois de driblar dois adversários.

E depois disparou a fazer lançamentos para o Ceará. Incrível como Ricardo Bueno sempre escolhe rifar a bola entre o companheiro e o oponente, ao invés de entregá-la limpa.

Obina não conseguiu jogar, mas a sua presença na área incomoda os zagueiros. Mas entendo a entrada do Berola, porque Obina e Ricardo Bueno são como água e óleo. Não se misturam e não se complementam.

Berola entrou para corrigir esse problema e fazer a bola chegar ao centroavante. Mas ele, quando tem a oportunidade, lança a bola para si mesmo.

Enfim, não gostei do que vi em todo o jogo e em todos os setores.

Como eu disse anteriormente, Dorival Junior suará sangue para fazer esse time jogar um futebol apenas razoável.

Se eu fosse seu assistente, a primeira dica que lhe sopraria seria uma solução emergencial:

_ Dorival, reforce a defesa urgente. Não pelo meio, pois já temos por ali dois volantes. Reforce pelas laterais, pois Diego Macedo e Eron são incapazes de tomar até pirulito de uma criança. Coloque 4 zagueiros em linha, como fazem os times europeus e como o Internacional já jogou por aqui.

Esta seria a minha dica para resolver o problema imediatamente. A partir daí, Dorival Junior implantaria uma nova saída de bola para o ataque.

Até mesmo _ hipótese meio assustadora  _  com Diego Macedo pela direita, sem obrigação de marcar. Posteriormente, já tendo outros laterais, retomaria o esquema atual.

Pois se continuarmos sem marcação nas laterais, vamos perder os jogos com uma facilidade tão grande que estaremos na segunda divisão várias rodadas antes do término do campeonato. Infelizmente.

O nosso treinador deve estar muito preocupado. Enxerga os pontos fracos do time, sabe como corrigí-los, mas não tem tempo de treinar o grupo por causa dos dois jogos por semana.

E a sua jornada não será nada fácil, devo admitir.

Desejo-lhe toneladas de sorte, Dorival. Estaremos sempre com o Galo aonde o Galo estiver, mas confio na sua capacidade de mantê-lo no melhor lugar.

Galo sempre!

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NOVA CARTA AO PRESIDENTE ALEXANDRE KALIL.

colunadaanacris1Prezado senhor Alexandre Kalil,

Há quase um mês, enviei-lhe uma carta. Procurei escrever de forma respeitosa como achei que deveria, sincera como não saberia deixar de ser. Isso foi no final da décima quinta rodada do Campeonato Brasileiro de 2010.

Hoje volto a lhe escrever. Sete rodadas depois de ter escrito pela primeira vez, tenho agora a pele alvinegra ainda mais esfolada. Ouço bem mais chacotas por onde quer que ouse passar vestindo minha camisa. E, por mais que eu evite, por mais que eu queira manter a calma, começo a me perguntar se você, Alexandre Kalil, tem qualquer respeito por mim.

Ah, você nem sabe quem eu sou? Eu lhe digo: sou torcedora do Clube Atlético Mineiro. Meu clube não se chama Vanderlei Luxemburgo. Respeito a história dele, mas não é por ele que torço, não é em nome dele que chego em casa mais cedo, cansada, e vejo cada partida com o coração na goela. Não é por ele que eu ia ao Mineirão e agora vou a Sete Lagoas.

Veja você, o que me intriga mesmo é saber que 31,8% de aproveitamento em 22 rodadas não são vergonha suficiente para ameaçar o emprego de uma comissão técnica.

Em qualquer clube, 13 derrotas em 22 partidas seriam suficientes para derrubar pelo menos 2 técnicos.

Mas o que estamos assistindo (e tomara que seja mesmo uma ilusão de ótica bem sem-vergonha) é um técnico mandando e desmandando no clube, mesmo demonstrando não saber ao menos para onde seu nariz aponta. O Galo por quem torço e sofro parece um navio ao sabor das marés, enquanto seu capitão se diverte em um cassino improvisado no convés.

Eu me segurei ao máximo, eu tentei me convencer do contrário, mas agora não dá mais: Vanderlei Luxemburgo está perdidinho da Silva e continua dando tiros para todos os lados. Escala mal, substitui mal e ainda acha que está sendo perseguido pela torcida e pela imprensa. Ah, tenha dó!

Quando era pequena, escutei estes versinhos que jamais me saíram da mente: “Tropeiro só fala em burro, carreiro só fala em boi. Moça só fala em namoro, velho só fala o que foi”. Luxa ainda é bem jovem, mas então por que só sabe falar do que já fez, do que já foi? Não é de passado que se faz futuro. Não é com discursinho barato nem com desculpas esfarrapadas que se sanam problemas.

BURRO PENSANDO: COMO É QUE SAIO DESSA?

Sinceramente, senhor Alexandre Kalil, eu acho que você deve fidelidade ao Clube Atlético Mineiro. Se tiver que escolher entre o Galo e aqueles que fazem mal ao Galo, não titubeie. E não me refiro apenas ao técnico Vanderlei Luxemburgo.

O grande volume de lesões e o mau preparo físico de vários jogadores, mesmo depois de tanto tempo treinando, não é coisa normal. Descasque seu abacaxi, desate o nó que tiver que desatar, faça o que tiver que fazer, pague multas, despache para bem longe uma canoa cheinha só de nego imprestável, mas livre o Galo deste pesadelo.

Faça alguma coisa, antes que seu nome vá para o ralo, lá para as páginas vergonhosas de nossa história, antes que você tatue seu nome em nosso livro como o presidente que chegou prometendo grandes conquistas e nos levou para as profundas dos quintos.

Atenciosamente (e bem menos pacientemente),

Ana Cristina Gontijo

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VASCO 1 X 1 ATLÉTICO.

Um empate catastrófico contra um time ruim desfalcado de seus principais jogadores, Carlos Alberto, Felipe e Zé Roberto.

Em outra situação, até que não seria um mau negócio, porém, devido às circunstâncias, foi um péssimo resultado.

Pois o Galo ainda permanece na zona de rebaixamento, somando apenas um raquítico ponto à sua vexatória campanha.

Vanderlei Luxemburgo optou pelo 3-5-2 sem tê-lo treinado. Treinou o 4-4-2.

Mas, como aconteceu muitas vezes nesse campeonato, entrou em campo com um time improvisado de última hora sem nenhum sentido de conjunto e foi, como deveria ser,  castigado por sua insensatez.

Sem meio de campo, sem meia de ligação, sem troca de passes, o Galo foi, no primeiro tempo, uma caricatura de equipe.

As bolas passavam pelo meio há 20 metros de altura. Jogadas trabalhadas, triangulações, 2-1, tabelas… ah, meu amigo, isso não existiu nem a quilômetros de distância.

Aliás, não houve, na primeira etapa, nada que desse ao atleticano a esperança de um destino melhor.

Por incrível que pareça, a defesa se comportou muito bem, apesar do gol que levou. Pois era para ter levado mais, uma vez que o Vasco dominava todas as ações no meio de campo e conquistava a grande maioria dos rebotes.

Com um time sem qualidade, o Vasco conseguiu superar o Atlético de grandes nomes, mas que jogava como um time de várzea.

No segundo tempo, o Galo melhorou substancialmente. As entradas de Ricardinho, Mendez e Berola deram novo ritmo ao maior de Minas.

A bola ficou mais redonda, as jogadas rápidas se sucederam  e o Vasco se retraiu.

Mas não vou creditar a mudança à “genialidade” de Vanderlei Luxemburgo.

Afinal, TODOS os atleticanos clamavam  por esta formação antes de começar o jogo, mesmo sem ganhar os milhões que o propalado treinador ganha.

E numa jogada de Daniel Carvalho, que jogou muito bem, o juiz marcou um penalti indiscutível.

Empatamos um jogo que poderíamos ter vencido, não fosse a escalação equivocada do primeiro tempo.

A entrada de Mendez também foi promissora. Gostei do equatoriano hoje. Está retomando a forma e correndo muito mais. Ele tem uma vantagem, como volante, que outros não têm.

Lança como poucos e não é previsível, com aquelas jogadinhas ridículas de encostar a bola para os lados.

Mendez tem a virtude de escolher a jogada mais difícil e na maioria das vezes, acerta. Pelo menos, foi assim hoje.

Esquecer Ricardinho num banco de reservas é um crime imperdoável. Em países de primeiro mundo, o cara que assim procede encerraria seus dias numa cadeia de alta segurança, com direito a 2 horas de sol por dia.

Não que Ricardinho seja o supra sumo da “craqueza”. Mas sim porque, do jeito que o time está tão quadrado, não tem ninguém melhor do que ele para arredondá-lo.

E Berola erra passes, se enrola com a bola, não levanta a cabeça, porém sou muito mais ele do que qualquer outro no ataque.

Isto porque ele não desiste. Parte pra cima do zagueiro e não quer nem saber se o cara é filho de mamãe ou de papai, se é rico ou se é pobre.

Berola é a exata personificação do atrevimento, um adorável mal educado que desconhece a palavra “respeito”. Ele quer mais é provocar confusão na área adversária, independente das pancadas que leva.

Se eu fosse Luxemburgo, não abriria mão de seus serviços nem por decreto.

Mas Luxemburgo é intocável, é onipresente, infalível e acima de qualquer suspeita.

E por isso, temos de conviver com as suas invenções, com as suas escalações estapafúrdias.

Como hoje.

Não teria sido muito mais produtivo ter escalado o time do segundo tempo no primeiro tempo, para arrebentar o Vasco desde os instantes iniciais?

Será que foi pelo simples “prazer” masoquista de sofrer 45 minutos?

Para nós, atleticanos, foi como se fossem 45 anos! Amargos 45 anos!

No entanto, lembre-se, Vanderlei Luxemburgo, nós NÃO perdoamos aqueles que nos têm ofendido!

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ATLÉTICO 1 X 2 PALMEIRAS.

Não vou pedir a cabeça do Luxemburgo, pois a torcida do Galo se divide entre o sim e o não.

Além disso, se demitir Luxemburgo, qual o técnico que vamos contratar, não é?

Este é o principal argumento dos que defendem a manutenção do tal “projeto”.

Ok, eu os respeito e entendo que dificilmente conseguiremos contratar um técnico de bom nível, se olharmos com atenção o mercado dos “professores”.

Então, vamos continuar com Luxemburgo mesmo, que é simplesmente “O” melhor. Não temos outra alternativa… ou temos?

Hoje o time estava quase completo. Mesmo assim, não conseguiu trocar 3 passes seguidos sem perder a bola! Vejam bem,  não estou falando de jogadas de ataque rápido, com movimentações e deslocamentos inteligentes, nem nada.

Já não tenho o atrevimento de pedir tanto, pois isso parece estar acima da capacidade do nosso time e do nosso treinador.

Falo apenas de meros passes, que são os fundamentos mais simples do futebol! E nem estou exigindo distâncias de 40, 50 metros não! Falo de passes de 4 ou 5 metros.

Para quem me lê, devo esclarecer uma coisa: neste momento, não estou com raiva, ou arrancando os cabelos ou destroçando o fiofó com a unha não!

O sentimento que me move neste exato instante é o de extrema frustração meio que expandida numa tristeza maior que o mundo.

Pois sei que, a continuar “fingindo jogar” _ sinto dizer isso _ NÃO VAMOS VENCER NINGUÉM!

Neste momento, a julgar pela performance de hoje, o nosso destino está mais para a Z-4 do que para o G-4. Quem discordar, pode me xingar! Fiquem à vontade.

Estou tão triste que adoraria que um atleticano abraçado ao projeto do professor entrasse no L&N e detonasse as minhas críticas.

Talvez eu conseguisse dar um up na minha esperança escorado na discordância dele!

A minha frustração e a minha tristeza não são baseadas nos erros de passes que citei, ou na total inexistência de esquema, ou na extrema lentidão de um time no qual um jogador demora uma enormidade só para descobrir aonde está o seu companheiro.

Pois isto, por si só, é a mais clara comprovação de que não existe treinamento específico para os setores da equipe. É como se os jogadores se reunissem pela primeira vez.

E também não é porque o time não tem nenhum tipo de sincronização (nem no ataque, tampouco na defesa), nada de jogadas ensaiadas ou até mesmo porque não tem a mínima idéia de como atacar o adversário.

Tanto que o nosso gol hoje foi por puro acaso. Revejam a reação do Berola e verão do que eu estou falando. Nem ele acreditou que tinha feito o gol.

É uma verdadeira tática zero somada a esquema zero! Ou seja, nada vezes nada!

Mas o que me incomoda profundamente é a total falta de sangue, de garra, de comprometimento de alguns jogadores.

Enquanto alguns botam os bofes pra fora, outros nem sequer suam a camisa.

Enquanto alguns chegam ao vestiário depois do jogo cheirando a suor ardido, outros ainda conservam os odores perfumados de  Armani’s e Azarro’s.

É isso que dói! É isso que incomoda a alma guerreira do atleticano.

Pois vai contra tudo aquilo em que sempre acreditamos e a maioria de nossos times sempre confirmou em campo.

Além da catequização diária dos pais atleticanos, que sempre buscam na garra extremada, o maior argumento para convencer o filho a adotar e amar o manto sagrado.

As nossas mais diletas e sagradas tradições estão indo pro ralo com esse time sangue de barata!

O nosso orgulho está sendo pulverizado, após cada derrota vergonhosa,  por palavras bonitas que têm o intuito de mascarar o trabalho técnico mal feito.

E vamos aguentar tudo isso sim. NÃO TEMOS SAÍDA (?). Afinal, não existe no mercado nenhum professor capaz de dar uma virada na situação caótica em que o Galo está.

Temos hoje um dos melhores elencos do Brasil. Ok. Fazer o que com ele se não conseguimos formar um time, MESMO TENDO O “MELHOR” TÉCNICO DO PAÍS?

Simplesmente esperar o pior? PASSIVAMENTE?

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FLAMENGO 0 X 0 ATLÉTICO.

Rever foi perfeito do princípio ao fim e descobrimos que, finalmente, temos um excelente goleiro.

Tanto Réver quanto Fábio Costa consertaram o que tinham de consertar.

Se antes as bolas difíceis de defender entravam, hoje não entram mais.

Se antes aquelas bolas sobravam para os atacantes adversários, hoje sobram para Réver, absoluto no meio da zaga.

Eron deu mais sangue que todos os renomados homens “biônicos” de 6 milhões de dólares. O menino tem personalidade e num determinado momento, abriu os braços reclamando da passividade do time.

Gostei de sua bravura, de sua braveza e de sua personalidade. Tem futuro.

Só não gostei de sua substituição, mas entendo que pode ter sido por cansaço. Afinal, o ritmo do junior é mais maneiro que o profissional.

Lima saiu de campo contundido na cabeça e Cáceres entrou lento e sem encontrar o seu posicionamento. Mas melhorou muito no segundo tempo.

Jataí continua não decepcionando e permanece rápido no combate. O seu jogo é de um Zé Luis mais novo.

Serginho tem de melhorar muito em relação ao Serginho de tempos atrás.

Ricardinho se esforça e temos de reconhecer que, com mais de 30 anos, corre mais que muitos novinhos. Pelo menos não foge da responsabilidade, ao contrário de muitos.

Diego Souza está assistindo aos jogos em cadeira vip. Fez duas jogadas importantes no jogo todo. Convenhamos, é muito pouco para quem foi recebido com tanta festa e tanta esperança.

No meu entender, deveria ter sido substituído por Berola ainda no primeiro tempo, coisa que não aconteceu nem na segunda etapa, inexplicavelmente.

Tardelli foi um dos piores em campo, como também o foi em outras partidas. Não sei o que se passa com o artilheiro de 2009. Parece que se deu, à revelia de todo mundo,  um período de férias.

Tardelli não divide, não dá combate quando perde a bola (o que é constante), não contribui com a equipe em nenhum momento. E ainda é capitão! Piada sem graça!

O gol que perdeu, cara a cara com o goleiro do Flamengo, poderia ter trazido 3 pontos para a nossa sacolinha. Mas não trouxe, porque errou bizonhamente.

Enfim, o Galo jogou mal no primeiro tempo. Errava muitos passes e não conseguia concatenar jogadas de ataque, apesar de as melhores chances terem sido nesta etapa.

Esperava o Flamengo em seu campo e só não foi vazado porque o time carioca é, neste ano, muito limitado.

Os espaços no meio de campo continuam sendo o nosso maior problema.

No segundo tempo, melhorou. Mendez entrou e passou a combater com muita vontade, além de se projetar para o ataque. Esse cara ainda vai nos dar muitas alegrias, anotem o que falo.

O Galo se acertou um pouco mais.  Adiantou a marcação, pressionou o Flamengo, dominou as ações no meio de campo e só não ganhou o jogo por conta da falta de pontaria de nossos jogadores.

Aliás, as melhores oportunidades de gol foram de jogadores de meio de campo e não dos atacantes.

Gostei dessa alternativa. Algo novo no esquema do Luxemburgo. Os volantes se adiantam em trocas rápidas de passes e pegam de surpresa a defesa adversária.

Tanto que Jataí e Serginho, em momentos diferentes, estiveram na cara do goleiro flamenguista.

No meu ponto de vista, não há que se desesperar. As vitórias estão difíceis de acontecer, é verdade. Mas virão, tenham a certeza disso.

Apesar das burrices e das invenções!

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CARTA AO PRESIDENTE KALIL.

CRÔNICA ESCRITA POR ANA CRISTINA GONTIJO ESPECIALMENTE PARA O L&N.

Prezado senhor presidente Alexandre Kalil,

É com muito respeito que escrevo esta carta. Não existe, nestes chãos de nosso Brasil, outro homem que eu gostaria de ver à frente de nossa nação alvinegra. É com segurança que sempre defendo seu nome, certa de que você tem sido incansável na busca por defender nossas cores, nosso escudo. Portanto, não me sinto órfã de presidente.

Acontece que estou com medo, logo eu, que não costumo deixar-me abater por coisa pouca. Acredito que todo trabalho sério será recompensado e sou sempre a primeira a pedir calma quando, ao meu lado, as pessoas agem como se tudo estivesse vindo abaixo. Fico irritada quando esses tais soltam xingamentos em golfadas, como se nosso mundo preto e branco estivesse sempre a ponto de se extinguir em algum abismo multicor.

Eu não. Eu sou serva da esperança. Chego a ser chamada de boba, ingênua, por sempre acreditar no impossível. Mas, presidente, cá entre nós, a verdade é que eu estou com medo. De ontem para hoje eu não dormi bem. Sonhei com futebol, reorganizei o time em campo, escalei a equipe que eu quis e fiz as substituições que eu gostaria de ter visto. Depois de um sono atribulado, acordei duas horas mais cedo do que deveria, cansada e triste. Por isso resolvi escrever.

Chegou o momento em que começo a duvidar de minha voz quando digo que o Galo não vai cair. Por favor, não me leve a mal. É que ainda guardo o gosto amargo do que nos aconteceu em 2005. A ferida, ainda lembro, foi difícil de fechar. A cicatriz que carrego é feiosa e, por favor, eu não quero outra. Ontem li que Corinthians e Vasco foram os últimos dois grandes clubes rebaixados, em 2007 e 2008 e que, ao final da décima quinta rodada, tinham 19 e 16 pontos, respectivamente. É por isso que estou com medo.

É claro que não vou abandonar a luta, não deixarei de vestir minha camisa e apoiar o time, sempre. Há muitos anos argumento que não ando atrás de títulos, e é verdade. Não troco meu escudo nem por cinco mil tríplices coroas. Se lhe escrevo, Alexandre Kalil, é exatamente porque não tenho para onde ir. É aqui que eu quero ficar. Já não poderia aprender a amar outro escudo, nem vestir outras cores. Minhas cordas vocais já não saberiam cantar outro hino. E um juramento eu faço: meus lábios jamais saberão o gosto de beijar outra bandeira.

Não estou aqui para lhe dar conselhos. Já faz um tempo que me demiti de ser dona da verdade e, de mais a mais, não sei o que se passa nos bastidores do clube. Não saberia opinar sobre uma possível demissão da comissão técnica, nem sobre mudança no esquema de treino. Tenho, sim, alguns questionamentos. Por exemplo, se um lateral direito é muito melhor que o outro, por que ele continua no banco de reservas? Se um esquema com três zagueiros não funciona, por que o treinador continua utilizando-o? Se um jogador não é goleiro, por que ele veste a camisa 1, se sempre aprendemos que todas as peças são importantes em um time? São perguntas que me acompanham ao longo da semana e seguem martelando após cada apresentação da equipe.

Quero terminar esta carta dizendo que lhe desejo sabedoria para conduzir este momento à frente de nosso Galo. Se você, como nosso comandante, também está confuso e talvez (apenas talvez) com medo, peça paz, coragem e sabedoria do Alto para realizar seu trabalho. Por favor, apenas prometa que não deixará de lutar e de colocar os interesses do clube acima de quaisquer interesses individuais. Nós precisamos de seu pulso firme. Precisamos de suas decisões e esperamos que sejam sensatas. Só você pode fazer com que a realidade do nosso Galo não se distancie cada vez mais das palavras que cantamos no hino.

Existe uma nação ao seu lado e não iremos a parte alguma. Mesmo que já não sejamos tantos, mesmo que já não sejamos tão fortes, mesmo feridos, nós, os que ficarmos, seremos um povo que não foge à luta!

Um abraço alvinegro,

Ana Cristina Mendes Gontijo

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SANTOS 2 X 0 ATLÉTICO. MAIS UMA DERROTA E TUDO CONTINUA BEM?

Vamos morrer abraçados com um mito que a própria torcida do Galo criou?

Ou está na hora de mudar definitivamente?

Cara, meu amigo, meu irmão, confesso que eu cansei de comentar derrotas!

Eu cansei de ver adversários passearem em nosso meio de campo como se fossem turistas ocasionais.

Estou cansado de ver adversários limitados dançarem em nosso meio de campo como se fossem bailarinos argentinos encenando os tangos de Gardel.

Estou cansado de tantas derrotas seguidas e sempre com as mesmas desculpas que trazem à socapa um tom de verdades absolutas, mas que contêm a mentira deslavada da mais pura incompetência.

Amigas e amigos, eu me cansei de verdade!

Eu nunca tinha visto uma campanha mais pífia com os melhores jogadores que o clube poderia contratar.

Se fosse com Bilu, Mexerica, Rodrigo Fabri, Edson, Juninho, Marinho, Jorge Luis, eu até entenderia, juro.

Mas com os jogadores que temos hoje é simplesmente uma pantomina, uma comédia de horrores que somos obrigados, como atleticanos, a deglutir como se tudo fosse a coisa mais natural do mundo.

Ora, bolas! CHEGA de tantas derrotas!

Jogando bem ou jogando mal, eu quero mais é vencer, como o nosso hino canta.

Podem me dizer que o Galo jogou o primeiro tempo de uma forma razoável, mas cá entre nós… ganhou?

Podem até tentar me convencer que o Galo fez um segundo tempo bom a partir dos 20 minutos, mas eu pergunto: venceu?

Independente da roubalheira do juiz, que deu um penalti só porque o defensor não arrancou o braço (pois só assim evitaria o penalti), quem, em sã consciência, diria que o Galo merecia vencer hoje?

Ora, façam-me o favor! É tempo demais que o Kalil dá a um técnico que só veio aqui para exercitar a sua empáfia, mais nada!

Com jogadores qualificados, a equipe não é uma equipe. Ainda continua jogando como um bando em campo, sem qualquer organização.

Não tem jogadas ensaiadas, não tem aproximação, não se ajusta em nenhum setor.

E a culpa é de quem? Deixo para vocês a resposta!

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BELO HORIZONTE – A CIDADE QUE CONQUISTA!

Acompanhem o vídeo de apresentação de Belo Horizonte para a Copa do Mundo de 2014.

Eu gostei muito. Espero que vocês também gostem!

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AVAÍ 0 X 0 ATLÉTICO. UM EMPATE DE 9 GIGANTES!

Foi mais um jogo tenso do princípio ao fim. Devido a isso, talvez nós, torcedores atleticanos, sejamos a parcela da população com menor expectativa de vida no planeta!

São partidas sofridas demais no decorrer dos anos. As doses cavalares de adrenalina injetadas em nosso sangue de forma ininterrupta, certamente hão de  comprometer a nossa saúde um dia. Haja coração.

Pois ontem, para não sair do script, também foi assim. E com requintes de crueldade de um juiz mal intencionado.

O Galo não jogou bem no primeiro tempo. O esquema 3-5-2 fez água desde o início do jogo.

A defesa estava totalmente exposta aos ataques do Avaí pela inoperância de nosso meio de campo, que concedia os eternos espaços por aquele setor.

O ataque, apesar de estar melhor do que em outras ocasiões, não conseguia chegar ao gol adversário, a não ser no fim da primeira etapa, com Diego Souza, após receber um passe magistral de Daniel Carvalho.

Novamente, não parecia uma equipe treinada pelo melhor treinador do Brasil.

Veio o segundo tempo e a postura da equipe dentro de campo parecia mudada. Luxemburgo sacou Werley, o pior em campo, para a entrada de Neto Berolla  e a coisa pareceu fluir melhor.

Luxemburgo transformou, desta forma, o 3-5-2 em um 4-3-3. Em alguns momentos, o desenho tático era de 4-2-4, pois só Serginho e João Pedro eram volantes de contenção.

Mas mesmo assim, o meio de campo se compactou, e a defesa, comandada por Cáceres, encontrou seu posicionamento e o ataque dava sinais de encaixe.

Certamente, o Galo caminhava a passos largos para a reação e a conquista dos primeiros 3 pontos fora de casa.

Foi quando um tal de Vuaden, juiz da partida, resolveu meter a mão no Galo e prejudicá-lo desavergonhadamente.

O cartão vermelho dado a Daniel Carvalho por um carrinho normal na bola foi um absurdo. Nem amarelo merecia.

Seguiu o jogo e o Galo continuou dominando as ações, apesar de estar com um a menos.

Então o juiz decidiu que, se a expulsão de um não resolvia o problema do Avaí, mais uma expulsão definitivamente poria o Galo a nocaute.

E botou Neto Berolla para fora por um carrinho que sequer encostou no adversário e que mereceria, no máximo, um amarelo de qualquer juiz deste planeta.

E, enquanto Berolla saía, cabisbaixo, em direção aos vestiários,  surpreendentemente, entrou em campo aquela velha garra alvinegra, que contagia até os mais frios mortais.

Com ela, já ganhamos jogos praticamente perdidos no passado e há muito eu não a via em campo como eu vi ontem. Que felicidade para mim poder revê-la depois de tantos anos, mesmo com os olhos marejados de emoção. Seja bem vinda de volta, companheira!

Os nove sobreviventes que permaneceram em campo colocaram o coração na ponta da chuteira para defender esta camisa gloriosa.

Jairo Campos, que vinha mal, se transformou em um gigante.

Cáceres, o melhor em campo desde o princípio do jogo, melhorou ainda mais e demonstrou para o técnico e para todos, que um homem feito não pode viver à sombra de um menino imberbe. É titular indiscutível, absoluto. Na raça e na bola!

Até João Pedro, que se encontrava perdido em campo, se encheu de brios e produziu literalmente por dois.

Fabiano, ao entrar no lugar de Tardelli, correu que nem um garoto. Se desdobrou em campo e ajudou muito o Galo em seu sistema defensivo.

Enfim, todos se superaram. Todos os nove correram por si e pelo companheiro. Todos estão de parabéns pela dedicação contagiante.

E o juiz sulista, escandalosamente indicado pela CBF para apitar um jogo de time sulista, foi obrigado, frustrado em suas maquinações,  a encerrar a partida.

Deve ter ido embora pensando: fiz tudo o que podia para ajudar o Avaí. Infelizmente, não consegui, mas estou de consciência tranquila por ter tentado!

Moral distorcida e apodrecida de um mau elemento, que só serviu para trazer à tona um dos nossos maiores bens: a nossa alma raçuda!

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ATLÉTICO 1 X 2 INTERNACIONAL – A SÉTIMA EM DEZ!

Repetindo o que eu já disse várias e várias vezes, é duro para um blogueiro atleticano escrever sobre a 7ª derrota em 10 jogos.

A paciência que eu venho pedindo de forma sincera no decorrer do pós-Copa do Mundo me impede de soltar os cachorros nesta crônica.

Pois se eu peço insistentemente paciência enquanto o time não estiver completo, eu não posso agir ao contrário. Não posso perder a fleuma, mesmo que o coração esteja sangrando e a razão insista em espalhar o fogo do inferno sobre jogadores e comissão técnica.

Mas o fato de  manter certa paciência não pode me impedir de ser sincero em relação ao que assisti ontem à noite. Afinal, paciência não é  sinônimo de cegueira.

Pois eu vi um Galo claudicante, com espaços escancarados e disponíveis para os desfiles do adversário.

Vi uma equipe sem entrosamento perdida em campo, baseada tão somente em jogadas individuais, mas que não se definiam, pois ninguém escostava para receber em condições de fazer algo produtivo.

Não vi jogadas ensaiadas, nem o 1-2, nem tabelas bem executadas, nem triangulações, enfim, quase nada.

A derrota para o Corinthians não trouxe nenhuma lição. Foi apenas uma derrota oca que perdeu-se em si mesma.

A cabeça de burro itinerante (aquela que acompanha os nossos goleiros aonde quer que vão!), esteve ontem em Sete Lagoas. A verdade é que Fábio Costa está totalmente sem ritmo e noção de tempo e espaço.

No primeiro gol do Inter, saiu vacilante e desguarneceu o seu gol. No segundo, falhou ao sair intempestivamente e ser driblado com um toque. Aquela jogada era para ele ter esperado o Alecsandro dar o primeiro toque na bola e só aí sair para o abafa.

Poderia até levar o gol, mas tinha muito mais chances de defender.

Quanto ao Luxemburgo, vamos ser sinceros. Por enquanto, não valeu o investimento. O dedo dele, tal qual o dedo do Lula,  ainda não apareceu. E se for realmente como o dedo do Lula, aí é que não vai surgir mesmo.

Pois ontem, ao substituir Zé Luis, o único volante defensivo que tínhamos em campo, ele praticamente entregou de bandeja ao Internacional o domínio das ações.

Apesar de não estar bem, Zé Luis cobria as laterais e a zaga e dali não saia. Serginho, que também se encontrava em uma noite infeliz, não tem, por enquanto, uma condição física que permita-lhe o mesmo desempenho.

Além disso, não sei o que Luxemburgo enxerga em Diego Macedo. É um lateral ciscador. Alguém aí já viu um “lateral ciscador”? Eu já vi pontas ciscadores, mas lateral nunca tinha visto nenhum. É a primeira vez.

Se Rafael Cruz não joga mais que Diego Macedo, então estamos ferrados e mal pagos.

Jairo Campos parece que esqueceu aquele bolão que jogava. Inseguro, errando passes, facilmente driblado e o pior, sempre chegando atrasado nas divididas.

Fabiano está se tornando um Werley, e como um Werley, eu não falarei dele mais. Chega. Como segundo volante, é apenas um bom genro de Luxemburgo. Sua atuação ontem foi ridícula.

Enfim, para não dizer que só falei de espinhos, também vou falar de flores.

Embora fora de forma, acima do peso e com clara dificuldade de se deslocar em campo, Diego Souza deixou flagrante um ponto importante: não gosta de perder nem jogo de porrinha!

Ele lutou, marcou um gol e se apresentou para o jogo. Deu a cara para bater, ao contrário de Diego Tardelli, por exemplo, que se anulou e não tomou para si a responsabilidade.

Neto Berolla também se apresentou bem, embora, às vezes, amarre um barbantinho na bola. Mas é lutador e ensaboado e sabe, como poucos, construir jogadas de perigo. Ainda vai longe.

Cáceres, para mim, foi o melhor de uma defesa em frangalhos. Na minha opinião, Luxemburgo, ao privilegiar Werley (em detrimento de Cáceres) faz um papel ridículo perante todos aqueles que entendem um mínimo de futebol! Dá a impressão que o problema é de conotação pessoal, só pode.

Cáceres está há anos-luz de Werley, que não é digno nem de engraxar as suas chuteiras!

E ainda digo mais: quando Rever chegar, o seu companheiro de zaga TEM DE SER CÁCERES. Nenhum outro é melhor que ele na defesa do Galo e Luxemburgo, com seus olhos de catarata, não pode continuar se recusando a enxergar isso!

Por enquanto, não sou favorável a qualquer atitude radical no Galo, em relação à comissão técnica. Acho que qualquer projeto tem de ter princípio, meio e fim.

Longe de mim querer mudanças neste momento, sem que o verdadeiro time do Galo tenha jogado completo.

Porém, nenhuma comissão técnica do mundo tem o direito de se sentar sobre os louros e se acomodar na confortável paciência de um fenomenal presidente.

Por mais que digamos não, bons resultados sempre serão excelentes para a saúde de todos!

Sei que muitos concordam e outros discordam desta crônica. E você, caro leitor e amigo do L&N? O que você pensa?

Obs 1: Está na hora de reconhecer que a escolha da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, foi um erro estratégico. Para os próximos jogos, há de se pensar em outra opção. Esta já deu água!

Obs 2: Chega-nos a informação que Zé Luis saiu ontem por lesão. Então, desconsiderem a crítica ao Luxemburgo quanto à sua substituição. Mas só esta, as demais permanecem em vigor!!

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