Arquivo da tag: Atletico Mineiro

GALODEPENDÊNCIA

colunarobertolopes2Eu tenho, tu tens, ele tem. Nós temos, vós tendes, eles têm.

O torcedor do Galo está dependente. Psicologicamente afetado pela campanha do time. Quimicamente viciado na adrenalina dos jogos.

Para muitos de nós, nunca houve ano tão feliz. Todos aqueles que não viram Reinaldo, Cerezo, Éder e Luisinho jogarem, não viram nada parecido com o que é o Galo de hoje. Eu vi e o vício nunca mais passou. Nas épocas de vacas magras, vivi, qual bebum meio recuperado, um dia de cada vez. Hoje, alguns dias sem vitória dão tremedeira.

Agora, o quadro mudou de vez. Ronaldinho Gaúcho, em carne e osso, declarou que nunca foi feliz como está sendo aqui. Parece pouco? Soa como mentira para ouvidos calejados pela zoação de adversários? Pois eu garanto que representa muito, e é verdade.

É verdade porque está na cara de qualquer um que queira enxergar. Vejam os melhores momentos do jogo com a Ponte. Reparem na festa que Ronaldinho faz para Danilinho no primeiro gol. Notem como ele ficou contrariado com o empate, não deu entrevista protocolar, não falou de 3 pontos, nada disso. Foi seco: – “vacilamos”. Estava pê da vida. Você fica pê da vida com algo que não lhe importa?

Lembrem-se da comemoração longa, depois da arrancada fenomenal que as marias nunca mais vão esquecer. Ronaldinho ciscou no gramado. Ele está feliz.

E os efeitos disso? Pense no Bernard ouvindo o cara, que ele colocava no time do Playstation, dizendo que jogar no Galo é o melhor que está tendo. Pensou? Agora vá além, pense no menino-craque que está surgindo na base de qualquer outro time do Brasil, ouvindo isso. Não é óbvio que qualquer um que ouça vai se perguntar “por quê”?

Por quê um craque, um monstro da bola, com a história que ele tem, com as conquistas que tem, diria isso? E a resposta é o time sim, e é o momento dele também, mas é, ao mesmo tempo, a estrutura, a seriedade da administração e a força da torcida, que não tem igual.

Não vamos nos deixar abater pelo empate com a Ponte. Isso acontece, infelizmente. Vamos curtir o momento e apoiar o time, porque não há nada mais ATLETICANO a se fazer. Se você está vivendo isso pela primeira vez, deixe-se levar e esqueça sua corneta em casa.

É por isso que eu tenho, você tem, todos temos e, agora, Ronaldinho também tem Galodependência.

PARA SEGUIR O COLUNISTA NO TWITTER, clique aqui

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

Anúncios

MINHA AVENTURA “HOLLYWOODIANA” NA FINAL

Texto escrito pelo atleticano Marco Aurélio GV.

quandoamassafala...

Chegou o dia mais esperado por todos torcedores do Galo: o dia da grande final da Copa Libertadores da América! A quarta-feira, 24 de julho de 2013 foi tensa para todo atleticano que se preza. Antes, na sexta-feira anterior, eu levei o Michel, meu filho, para passar a noite na fila a fim de comprar o ingresso para o jogo que seria no Mineirão. Esse estádio que eu tanto temia… Pelo visto, o sacrifício dele valeu a pena.

Agora começa o meu drama – com final feliz, claro – particular. A Regina teve a brilhante ideia (surgida depois da derrota fora de casa contra o dito Olimpia) de irmos ao cinema na hora do jogo. Dessa vez, queria ficar longe dos gritos alheios, do ambiente tenso que pairava na cidade e, enfim, estava mesmo fugindo do pau. Relembrando a música: “Eu não nasci pra sofrer!”. Meu pensamento egoístico era um só: “Se ganharmos, ótimo, mas se perder, eu não sofro tanto, como já sofri tantas vezes com esse time…”.

E assim fizemos. Deixei meu escaravelho em lugar nobre e, por volta de 8 e pouco da noite fomos fazer compras no BH Shopping. Quando lá chegamos, obviamente, tratamos logo de comprar ingressos para a sessão das 10 da noite – hora em que o jogo iria começar – e “partiu compras!”. Para piorar, o filme era do Super-Homem e dublado! Quer martírio maior? Mas, não tinha outro filme para o horário e tive de me contentar.

Antes da sessão de cinema, é evidente que desliguei o celular. Não queria saber de nada vindo de fora (do Marcelo, meu irmão, do Evandro, meu amigo ou de um dos dois filhos que sempre me enviavam mensagens por celular quando o Galo metia gol ou para lamuriar) e então tentei me concentrar no péssimo filme, se é que consegui. Fim do filme.

Pouco mais de meia-noite. Religo o celular na esperança de encontrar notícia boa. Nada. Nenhuma mísera mensagem seja positiva ou negativa! Meu pessimismo vem à tona: era sinal claro de que o Galo tinha perdido. Voltei-me para a Regina, ainda na saída da sala e praguejei redundantemente: “Sabia que aquela praga de time iria perder naquela praga de estádio! Sabia!”. O silêncio no meu telefone era sintomático. Cabisbaixo, fomos até os boxes de pagamento do estacionamento, em frente ao Carrefour e lá vi que um cara que ouvia seu rádio. Morrendo de medo, ousei perguntar-lhe: “Quanto ficou o jogo?”. Ele, então me respondeu: “Tá na prorrogação!” Não acreditei no que ouvia, era muito para meu coração abalado! Optei por ver um filme para fugir do jogo e ainda estava na prorrogação? Pelo menos, aquilo significava que o Galo tinha vencido o jogo pelo placar necessário, comentei com a patroa. Já era um alento. Pegamos o carro e direto para casa.

E essa volta para casa? Que via sacra! Que tormento, martírio, sufoco, expectativa, enfim, nem Hitchcock poderia pensar num roteiro assim! Como meu carro não tinha rádio, enquanto descia a BR, rumo ao Sion, onde moro, fiquei com a janela bem aberta, atento aos foguetes e sons de euforia. Subimos a rua Patagônia e vimos uns meninos gritando. Regina disse que eram cruzeirenses comemorando a derrota. Para minha própria surpresa, um desconhecido otimismo me fez rebater a suspeita dela e disse que eram atleticanos. Ficamos na dúvida e tocamos para frente. Nunca a rua Patagônia foi tão longa assim! O que estaria acontecendo durante aquele meio tempo? Chegamos na Praça Alaska e peguei a Bandeirantes, não sem antes entrar no posto, onde um bando de gente assistia às cobranças de penalidades! O silêncio ali era perturbador. Estamos perdendo, só pode… Confirmei com um cara se era pênalti mesmo e ele confirmou, com cara de desconfiado. Isto refreou meu tênue otimismo. Saí do posto. Fiquei mudo. Não podia acreditar que iríamos perder de novo um título nos pênaltes. E eu que queria evitar o sofrimento, não consegui. Desci a Bandeirantes, peguei a avenida Uruguai, onde moro. O silêncio na avenida continuava pesado, lúgubre até…

Já estava me conformando com o pior quando entrei na garagem do meu prédio. Ouvi um grito: “Chupa, Galo!”. Um safado de um Maria por certo comemorava nossa derrota. Para não fugir à regra, falei para a Regina: “Perdemos!”.Pegamos o elevador… Um grito vindo de fora! Outro grito! Outro! Chega rápido, sexto andar! Chega logo! Nem quis saber de segurar a porta para a esposa, como sempre faço, fui logo entrando em casa e ligando a TV.

Não é que Hollywood resolveu me usar de novo? Na horinha exata que eu liguei a TV, a bola beijava a forquilha do travessão de Victor! É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!!!! Surge na tela da TV o símbolo do meu time amado: “CLUBE ATLÉTICO MINEIRO – CAMPEÃO DA TAÇA LIBERTADORES 2013” .

Tinha que ser comigo! Tinha que ser! Nem se eu cronometrasse, mas os deuses quiseram que eu chegasse em casa EXATAMENTE na hora da bola bater na trave e o Victor correr para o abraço final!

O abraço que nos tirou o peso da derrota eterna, da humilhação constante e da chacota interminável! Passamos para a outra margem do rio! Cruzamos o mar sem morrer!

FINALMENTE, ADENTRAMOS O CLUBE DOS VITORIOSOS, de onde nunca mais vamos sair!

Invoquei o Márcio, meu irmão, a mamãe que sempre torceu como nós para o clube amado dela, meus tios atleticanos, o querido Fábio Fonseca e, enfim, saudei e agradeci aos Céus pela vitória mais hollywoodiana que um time do planeta já teve! Tinha que ser com o MEU TIME! Mas foi e agora respiro aliviado porque, como disse, 2013 foi o divisor de águas: o primeiro ano do resto de nossas atleticanas vidas!

PARA SEGUIR O AUTOR DO TEXTO NO TWITTER,  clique aqui

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

SEMPRE POR UM TRIZ

colunadaanacris1Quando meu telefone apitou anunciando que a venda dos ingressos para a final da Libertadores seria na manhã seguinte, eu havia acabado de chegar a Belo Horizonte. Então no sábado, depois de um dia inteiro na fila gritando Gaaaaalo e conversando com aqueles tantos atleticanos, meus melhores amigos das últimas 7 horas, tive certeza de que eu não era a única a acreditar de verdade que sairíamos campeões. A boa expectativa era geral.

Cada um dos quatro dias seguintes pareceram ter sido feitos de quarenta anos. E, agora que tinha chegado o dia, eu não tinha certeza se estava pronta. Mas firmei o corpo, ergui os olhos e me convenci de que enfim tinha chegado a hora de ser campeã.

Na porta do Mineirão, durante toda a tarde e início de noite, milhares de pessoas cantavam o hino do Atlético, em ritmo de festa. Parecia que nós é que tínhamos a vantagem dos dois gols. Que torcida corajosa!

Encontrei um monte de gente conhecida, abracei, cantei, pulei, entrei, sentei. O primeiro tempo de jogo foi amarrado e, de tanto nervosismo, comecei a passar mal do estômago. Ainda não tinha pensado que fosse real a hipótese de não fazermos dois gols. Durante o dia, havia encontrado um olimpista que carregava uma taça de isopor e lhe disse, com muita convicção, que eu sabia que ganharíamos o jogo. A única dúvida era por qual diferença. E agora o gol não vinha. E agora me faltava ar.

anaeamigos

Foi do banheiro que tomei conhecimento do primeiro gol. Senti as paredes do Mineirão tremendo e um barulho ensurdecedor. Se não fosse terremoto, era gol. Era gol! Nenhum remédio no mundo seria capaz de melhorar meu estômago em cinco segundos como aquele chute do Jô. Lavei o rosto e senti as pernas falharem. Ajoelhei-me no chão do banheiro e, com as mãos abertas em cruz, sozinha, senti a falta de um abraço atleticano.

Quis abraçar minha irmã. Aquela que me levou ao primeiro jogo do Galo quando eu tinha dez anos. Ela, que dividiu comigo tantas alegrias, mas também tantas batalhas perdidas, estava agora em uma fazenda, sem telefone, sem televisão, sem internet. Uma família de atleticanos a convidou para assistir à final com eles. Porém, antes do jogo, seus três filhinhos caíram no sono e começou a chover muito. Não havia como sair.

Então ela se lembrou de que em algum armário de algum quarto daquele casarão havia uma televisãozinha preto e branca, com tela de seis polegadas. Era um aparelho muito antigo, mas, sendo do Paraguai, devia estar interessado em ver o jogo também. Televisão ligou, mas não sintonizou. Minha irmã prendeu um chumaço de bombril na antena e voilá! Começou o jogo. E, tudo o que vimos em cores, ela viu no preto e branco do nosso mundo atleticano.

anaeimagem

Estávamos separadas, mas sofríamos do mesmo jeito com aqueles quase gols o tempo todo. Sempre associei os quases do Galo àquele verso do Chico que diz que “para sempre é sempre por um triz”. E é assim que continua a ser.

Foi por um triz que empatamos o jogo de ida contra o Tijuana, nas quartas de final, com aquele gol do Luan. Foi por um triz que a perna esquerda do Victor defendeu o pênalti de Riascos no jogo de volta. Na semifinal, foi por um triz que o zagueiro do Newels’ Old Boys errou o corte e a bola foi parar nos pés do Guilherme. Alguns minutos antes, um tiro do Guilherme não tinha entrado, por um triz. E agora a bola passou bem pertinho da trave, só que do lado de dentro. Por um triz. Na final, o gol do Olímpia também não saiu por pouco: um escorregão improvável de Ferreyra, após driblar nosso goleiro. E aquela bola no finalzinho do segundo tempo, cabeceada por Leonardo Silva, entrou preguiçosa, quase querendo não entrar. Foi por muito pouco.

Dois a zero para nós. Nos trinta minutos de prorrogação, as traves estavam mais teimosas do que criancinha que não quer comer. Eram chutes sem fim, mas o gol fechou a boca. Não deixava entrar nada, talvez porque soubesse que era dia de voltarmos a 05 de março de 1978 e curarmos aquela ferida aberta no peito de todo atleticano, mesmo os que não eram nascidos. Decisão por pênaltis. A perda daquele título nacional foi por um triz.

Mas agora havia de ser diferente, curador. Naquele último pênalti cobrado pelo Olímpia, a bola que bateu no travessão transformou, por um triz, nossa história para sempre.

anaeirmaO Mineirão explodiu e só depois é que fui saber que minha irmã tinha estado sozinha, com aquela alegria toda que não cabia no peito, sem ter com quem dividir. Lembro-me de todas as vezes em que, juntas, nós quase, quase, quase ganhamos tudo, e agora ela estava longe da festa. Penso que, assim como eu, foi por pouco que ela não morreu. E, se existem atleticanos vivos no mundo, aos milhões, pergunte a cada um deles como é que ainda estão vivos. Todos dirão que o coração quase parou de bater para sempre. Foi por um triz.

Para seguir a colunista no twitter, clique aqui

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

COM A PALAVRA, JONES GUERRA AGRADECE

colunadoGuerraO meu agradecimento vai para a Fox Sports, canal detentor das transmissões da Copa Libertadores de 2013. Não sou de ficar babando ovo de imprensa, mas esta empresa merece um MUITO OBRIGADO de um atleticano das antigas.

A Fox Sports abraçou o GALO desde o inicio e a maioria dos seus integrantes não colocou o GALO em segundo plano. Claro que quando os clubes de Rio e São Paulo ainda disputavam o torneio, eles dividiam suas atenções para todos. Mas não vi, em nenhum momento, alguma gozação ou critica maldosa, mesmo tendo, na equipe da Fox, jornalistas que torcem para outros times.

A Fox, através dos programas Fox Rádio e o De Primeira, além dos jogos, ficaram sempre ao lado do GALO. É só ver a quantidade de VTs que eles passaram, além de vários vídeos e chamadas deles. Obviamente que havia o interesse comercial, mas mostravam que também acreditavam e incentivavam nas oitavas e até a final da Libertadores.

Já xinguei e muito, critiquei e zoei demais a imprensa, mas nunca, NUNCA mesmo na minha vida vi uma emissora jogar junto com o GALO. Com o abraço que a Fox Sport deu no GALO, outras emissoras como Globo, Sportv e Band, para não ficarem pra trás e perder pontos no Ibope, foram obrigadas a acompanhar. E a Fox Sports até hoje permanece com VTs, programas e chamadas para a campanha do GALO.

Obrigado, FOX SPORTS. Ganharam meu reconhecimento e um espectador até que pisem na bola! Não sei o nome da turma, mas parabéns a todos. Críticas nós do Atlético aceitamos, ou seja, nós mesmos somos críticos ferrenhos do GALO, mas não aceitamos nada que nos prejudique em um jogo ou o nosso CLUBE.

A maioria da imprensa acha que somos bobos e inocentes! ESTAMOS DE OLHO.

Lembro aos amigos atleticanos: nós estamos classificados para a Libertadores de 2014, Recopa e Mundial. Estamos prontos para disputar bem o Brasileirão e a Copa do Brasil. EU ACREDITO.

Um abraço de Jones Guerra.

MISTÉRIOS E ENCANTOS DA TORCIDA MAIS LINDA!

amassa1

São na arquibancada alvinegra que se desenrolam os lances mais gloriosos e emocionantes de uma partida de futebol.

Cada coração pulsa nervosa e apaixonadamente. Cada atleticano corre para receber o lançamento de Ronaldinho Gaucho, pula para cabecear aquela bola alçada na área, se desloca na diagonal para cobrir o lateral e voa junto com o Victor para operar mais um milagre. Tudo isso num espaço que mal cabe o seu próprio corpo. Mas não é o corpo, é a alma que se desloca aqui e ali!

Como não emocionar-se vendo imagens de um garotinho de 6, 7 ou 8 anos com o semblante contraído e lágrimas deslizando pelo rosto sabendo, de antemão, que ele nunca viu o Galo campeão brasileiro?

Como não enternecer-se quando um atleticano se destaca com os olhos fechados, contrito, terço entre as mãos erguidas para o céu e cantando, a plenos pulmões, o hino do Atlético?

Como não comover-se quando se nota o avô, o filho e o neto abraçados, comemorando um gol? Será este o segredo do inesgotável crescimento de uma torcida que não coloca a faixa no peito há tanto tempo? Um amor tão grandioso e latente que é transmitido, por si só, aos descendentes? Um vírus do bem que contagia de paixão e persiste de geração em geração?

E as mulheres vestidas com o manto na arquibancada… são as mais lindas do mundo! As expressões faciais que emanam de uma atleticana na cadência dos cânticos alvinegros e no compasso da batalha travada em campo a fazem mais bela que as mais belas de Hollywood. Como são lindas, meu Deus!

Por entre minhas próprias lágrimas de alegria e gratidão a esse esquadrão de honra que nos representa dentro das quatro linhas, pude ver isso e muito mais. Vi a Massa febril, vibrante e principal cúmplice de uma vitória apoteótica. Com a sua energia incansável, literalmente entrou em campo e disputou cada bola dividida. Não foi com o pé, foi com o coração!

Com uma torcida como essa, o Galo não joga com 12. Joga com 22. Duplica em campo.

Para obter-se a definição exata da Massa alvinegra, há que aprofundar-se em estudos da alma humana. Existem perguntas demais sem respostas. Porém, pensando bem, talvez resida aí o maior encanto da torcida mais encantadora do mundo. Melhor deixar no ar os seus mistérios.

Chico Pinheiro tem razão. Não torcemos por um clube de futebol. Somos atleticanos!! Há uma sutil diferença.

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

FINAL SERÁ NO INDEPA OU NO MINEIRÃO? DR. JARBAS RESPONDE.

JarbasO dr. Jarbas Lacerda sempre surge naqueles momentos em que o nosso conhecimento não é suficiente para entender com clareza o que se passa. Neste caso, ele estudou profundamente o regulamento que norteia a Copa Libertadores da América e indica em qual estádio será a final em Belo Horizonte.

Vamos ao que ele disse no twitter:

O Galo vai jogar a final no Independência ou no Mineirão? Bom, analisando-se o regulamento da competição, temos algumas conclusões: sigam:

1 – O art. 9º do regulamento prevê que a aprovação do Estádio para as partidas depende de dois requisitos: condições de jogo e capacidade.

2 – A condição de jogo é o item mais importante considerado pela Conmebol. Porque? Mesmo havendo capacidade, não há jogo sem condições de segurança.

3 – Todos os estádios indicados pelos clubes dependem de prévia aprovação pela Conmebol. Os dois estádios indicados pelo Atlético (Mineirão e Indepa) estão aprovados pela Conmebol para os jogos da Libertadores.

4 – O item 9.2 prevê que nenhuma partida pode se realizar em local que não tenha capacidade para 10.000 torcedores, além de condições de jogo (padrão FIFA).

5 – O item 9.4 do regulamento é claro em exigir capacidade mínima de 40.000 lugares para jogos finais, segundo inspeção feita pela Conmebol.

6 – O item 9.11 confere a possibilidade de veto a estádio que não reúna condições de conforto e segurança, mas não veda capacidade inferior.

7 – Conclusão: a) o Indepa está aprovado pela CONMEBOL em relação ao requisito principal, condições de conforto e segurança; b) não atende ao mínimo de capacidade, mas este requisito pode ser flexibilizado pela Comissão Técnica da CONMEBOL. Há possibilidade de se jogar a final do Indepa? Sim, mas isto é decisão exclusiva da Comissão Técnica da Conmebol.

Afinal, onde será a final?

Creio que a CONMEBOL não vai aprovar a final no Indepa por termos em Minas outro estádio em totais condições em relação aos dois requisitos exigidos: a) condições de conforto e segurança e b) capacidade de público.

Portanto, preparem-se para assistir a final do Libertadores 2013 direto do Estádio Governador Magalhães Pinto, o MinasArenão! É lá que vai ser. Abraços.

Para seguir o dr. Jarbas Lacerda no twitter, clique aqui

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

UM CRUZEIRENSE TENTA INTERDITAR O INDEPENDÊNCIA

Não bastasse o partidarismo sujo que protege muito mais o partido do que o país (ou a cidade), surge agora um vereador cruzeirense que pretende, apenas por rivalidade clubística, interditar o Estádio Independência. Vejam uma foto do vereador ostentando a camisa do rival. Esta foto foi postada nas redes sociais pelo atleticano Bira Marinho, jornalista e apresentador de TV, também indignado com a atitude do “nobre” vereador.

BN8r_wZCcAA7J1j.jpg large

Este “político” chama-se Professor Wendell (eleito na Pampulha) e pede a interdição porque, diz ele, a BWA, gestora do Estádio, não disponibilizou um espaço comunitário para os moradores locais e nem ofereceu um número maior de vagas de estacionamento. Tais ações fariam parte das condicionantes para o uso do Estádio.

Para respondê-lo, selecionei uma série de tweets do vereador Iran Barbosa, que não concorda com tal ação. Leiam de baixo para cima.

airan

Os contrapontos do vereador Iran Barbosa são absolutamente realistas, enquanto a tentativa do outro é uma falácia produzida para gerar votos nas próximas eleições e ferir o seu verdadeiro alvo: o Clube Atlético Mineiro. Mas o tiro sairá pela culatra.

Através da internet, o Cristiano Castro, atleticano visceral, já levantou a vida parlamentar do “nobre” vereador, que conseguiu empregar até a própria mãe no gabinete do vereador Dinis Pinheiro! Confiram no twitter do Cristiano Castro. Cliquem aqui

Além do flagrante nepotismo, se omite em votações importantes para o povo e não cuida da Pampulha, bairro que o elegeu. Os feirantes e donos de barracas do Mineirinho se viram sem trabalho após o Novo Mineirão e ninguém ouviu o vereador defender os coitados.

Mas, para tentar interditar o Estádio Independência, o tal do Professor Wendel se mostrou super ágil, de repente. Esse tipo de assunto provoca destaques em jornais e dá publicidade. Mesmo que sob absoluta suspeição.

Um vereador que não merece voto de ninguém. Um cara não confiável nem pelos que moram na Pampulha. É por causa de político oportunista como este que o povo está protestando nas ruas.

 SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

SIGA AS DICAS DO BETO CAETANO PARA VIAGEM SEGURA À ROSÁRIO!

O Beto Caetano, atleticano que reside em Buenos Aires, dá todas as dicas seguras que você necessita para acompanhar o Galo em Rosário, na Argentina.

bnobxgalo

Buenos Aires 05/06/2013

                                      Informações Newells x Galo

CAMbada, olha nós aqui de novo, programando mais uma invasão internacional. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos os blogs e sites que me permitiram passar um pouco mais de informação que venho apurando ao longo desta última semana.

Quero deixar bem claro que eles não possuem qualquer responsabilidade ou estão envolvidos diretamente ou indiretamente com o que estou fazendo. Esclareço isso para que não tenham problemas caso estes possam surgir eventualmente.

Bem, primeiramente, gostaria de falar sobre o roteiro que armei e foi aprovado pelo sr. Sargento Pablo Vincet, responsável pelo operativo em todos os eventos na cidade de Rosário.

O horário de saída será impreterivelmente ao meio dia, o que a concentração deverá acontecer ás 10:30 para listagem e embarque dos passageiros. Aviso que se não estiverem neste horário, teremos de deixar o pessoal e seguiremos rumo a Rosário. Peço que sejam muito responsáveis e que façam como bons mineiros e “cheguem antes dos trem” rsss.

Saímos mais cedo por riscos de atrasos e eventuais problemas na estrada, mas nada para se preocuparem, vamos parar em uma churrascaria na estrada (na cidade de San Nicolás), para uma grande resenha de 3 horas com “Parrilas e Cervezas” e as 18:40 saída para Rosário.

Antes de chegar a Rosário, ainda na estrada, a escolta policial estará esperando exatamente no pedágio de Arroyo Seco, onde reuniremos todos os ônibus e seguiremos por um trajeto especialmente preparado para nossa chegada.

O retorno será feito imediatamente após o jogo, onde todos os torcedores do Galo serão liberados primeiro embarcados e conduzidos até o mesmo ponto pela escolta policial.

Para aqueles que ainda não se inscreveram, segue o link com o formulário para a pré-inscrição: http://bit.ly/15BVvx2

Por isso vamos fazer a festa tranquilos e seguindo todos as indicações da polícia de Rosário.

Informações para Atleticanos que ficarão em Rosário:

CAMbada, para quem for ficar em Rosário, o Sargento Pablo irá armar um operativo de concentração na Praça da Bandeira em Rosário. Eles estarão lá a partir das 17:00 e às 19:00 seria o horário estimado para que saiam em carreata para o Parque Independência Estadio do Newell´s Old boys.

Prestem atenção a todas as informações, vamos fazer uma festa segura e sem problemas como foi feita em Sarandi!

INGRESSOS:

Os benditos ingressos, que história! Cambada, os ingressos ainda não foram confirmados, e infelizmente não tenho como conseguir para todos e muito menos organizar uma mega estrutura para essa invasão, de verdade que eu gostaria, mas não dou conta. Pedi 300 ingressos, que serão diretamente vinculados aos ônibus, os motivos são:

Quem estiver em Rosário, pode ir ao campo e comprar.

Não tenho como entregar, pois como viram no roteiro, chegaremos a Rosário e direto para o campo.

Não tenho como controlar e entregar para tanta gente mesmo com o Kfoury me ajudando.

Os 300 ingressos que eu solicitei, ainda não foram confirmados pelo Clube Newell´s Old Boys, que aguardam uma resposta do Atlético Mineiro com relação a valores para usar o mesmo valor. Serão 3000 entradas disponibilizadas com data ainda a ser definida.

Segundo o diretor Gabriel Rivero, até o princípio da próxima semana teremos estas confirmações.

Estou a qualquer momento para ajudar a todos! Sem problemas e qualquer nova informação vou postando por aqui!

Novamente agradeço a todos pelo apoio e confiança!

Um grande abraço!

#InvasaoAtleticanaParteII

#GaloSempre

Contato através do twitter em: https://twitter.com/betocaetano e https://twitter.com/Kfoury – Sigam-nos.

 SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

MOMENTO ETERNO! OBRIGADO!

avictor-atletico-2013-05-30-size-598

47 minutos do 2º tempo, em pleno Independência, quartas de final da Copa Libertadores da América. Penalti para o Tijuana. O gol decretaria a desclassificação do melhor time do torneio.

Na arquibancada, com o radinho colado ao ouvido, Paulo, cego desde que nasceu, sente o coração parar. E, pelo silêncio nervoso, percebe o desespero que invadiu a nação atleticana. A algazarra frenética de antes se converte em murmúrios agonizantes.

Paulo nunca quis tanto enxergar como agora. Queria ver o rosto do pai, que está ao lado e é o responsável pelo seu atleticanismo. Só sente o braço dele e a mão trêmula apertando seu ombro. Dizem que os cegos não veem a matéria, mas enxergam a  alma. Por isso, Paulo “ouve” as orações de cada alvinegro presente no estádio. Sente a aflição, a angústia do sofrido atleticano, que esperava uma goleada que não aconteceu.

Pelo contrário, aos 47 minutos do segundo tempo, o Galo está com um pé fora das Libertadores. Depois de tanta luta, depois de tanta esperança, o Galo estará, mais uma vez, alijado das grandes conquistas. Oh, meu Deus, não permita isso!

Pelo radinho, Paulo sabe que Riascos, do Tijuana, se prepara para a batida. Não alimenta sonhos. Victor nunca defendeu um penalti com a camisa do Galo. Projeta dar um abraço carinhoso em seu pai, seu protetor, quando o Atlético for eliminado. O velho está sofrendo muito.

Riascos corre para a bola e bate no meio do gol. Victor pula para a direita, mas, com o pé esquerdo, defende o penalti mais importante de toda a história do Clube Atlético Mineiro!!!

O Galo está classificado! O Galo, pela primeira vez, está nas semifinais da Copa Libertadores da América!

Paulo está nas nuvens. Pula, grita, agradece aos céus. Abraçado ao pai, olha o campo _ sem ver _ à procura do herói. Não sabe se Victor é negro ou branco, mas sabe que, negro ou branco, é um dos heróis da nossa história. É um vencedor. E estes não têm cor e nem raça.

Por isso, Paulo grita com a voz embargada e com lágrimas escorrendo pelo rosto: OBRIGADO, VICTOR, MELHOR GOLEIRO DO BRASIL! OBRIGADO POR NOS MANTER GRANDES!

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

UM ALERTA NA NOITE DAS MÁSCARAS

apanico1Embalados pelo grito “Caiu no Horto, tá Morto”, milhares de atleticanos irão ao jogo contra o Tijuana vestidos com mantos pretos e portando no rosto a máscara do Pânico.

Em termos de espetáculo, não resta dúvida de que será algo inesquecível. Mantos e máscaras farão do Independência um ambiente mórbido e assustador, qual uma noite de halloween fantasmagórica se estendendo às arquibancadas.

É o clima que a extensa lista de “mortos” no Horto sugere. E é desta forma que a Massa transmitirá o recado ao Tijuana: sombras bruxuleantes dançarão sobre as suas mentes mexicanas antes de sairem “mortos” do Horto!

Mas, realisticamente falando, convém lembrar que o anonimato concedido pela fantasia pode criar tentações em cabeças ocas e loucas para fazerem alguma merda.

E, se não forem identificados, o Atlético pagará muito caro numa reta final de Libertadores. Portanto, amigo atleticano, curta a sua festa e apoie o time com todas as suas forças, mas fique de olho em quem foi ao estádio para prejudicar o Galo.

É só um alerta em prol do Atlético. Seguro morreu de velho!

#CAIUNOHORTOTÁMORTO

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

DENÚNCIA: QUEREM NOS MATAR DE RIR!

Inacreditavelmente, o cruzeiro emitiu uma nota oficial esculachando a Minas Arena, sua “parceira” no Mineirão. Não sabemos ainda se é um plano maquiavélico para nos matar de rir _ desconfio de genocídio _ ou se trata apenas de mais um caso de marido traído pelo amigo mais chegado.

Vamos à nota:

notaoficialcry

Uma pergunta que não quer calar: UAI, O MINEIRÃO NÃO ERA DO CRUZEIRO??

Alguns comentários:

1 – Custei a crer que um CD com o hino do Galo conseguiu abafar os cânticos de mais de 30.000 pessoas. Só posso intuir o seguinte: o torcedor cruzeirense se calou para ouvir o hino sagrado. Aí sim, eu concordaria. É lindo mesmo, obrigado.

2 – Um contrato de 25 anos com multa de rescisão em torno de cem milhões de reais é um entrave quase intransponível para as pretensões do cruzeiro de pular fora do barco nessa altura do campeonato.

3 – Para ser curto e grosso, não acredito em uma vírgula desta nota oficial. Nada do que alegam seria suficiente para rescindir um contrato “tão lucrativo”, como foi divulgado pelo Gilvan na época. Ninguém mata a galinha de ovos de ouro por tão pouco. Quando o dinheiro é alto, senta-se à mesa e conversa-se… sem necessidade de emitir notas oficiais.

O cruzeiro chegou à mesma conclusão que Alexandre Kalil! O Mineirão para públicos menores dá um baita prejuízo. E só agora constataram a bobagem que fizeram. O dr. Jarbas Lacerda (que estudou profundamente o assunto) proclamou aos 4 ventos essa verdade, como se fosse um mantra! E, ao invés de ser ouvido pelos cruzeirenses, foi execrado.

Neste ano, ironicamente, quem salvou o cruzeiro de um rombo maior foi o Atlético, ao jogar duas vezes no Mineirão lotado!

Para encerrar, um ditado antigo e muito verdadeiro: mentira tem perna curta! Cadê os 3 milhões por jogo?

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

GALO, BI-CAMPEÃO MINEIRO!

galocampeao

Não adiantou a mobilização da torcida cruzeirense, que aspirava, com um time apenas mediano, ser campeão. Embora tenham o direito de sonhar, não possuem equipamento para chegar lá.

Não adiantou o movimento da imprensa mineira, que deveria ser neutra, mas não é.

Se formos analisar o jogo, o cruzeiro entrou para lutar pela vitória e o Galo parecia esperar que o resultado caísse em suas mãos sem esforço.

Ledo engano. A auto confiança excessiva quase custou-lhe um placar que poderia ser muito mais feio no primeiro tempo.

A falta de Pierre no meio de campo abriu um espaço que nem o próprio cruzeiro esperava. Digo mais uma vez: Pierre joga com o escudo do Galo no lugar do coração! E inflama o time, transmite raça, injeta sangue nos olhos de todo o time. Pierre é um pittbull necessário, é aquela dose de malícia que todo cara do bem tem de ter para não ser engolido pela malandragem.

O time não jogou bem só por causa do Pierre? Claro que não. Embora o Cuca tenha dito, no decorrer da semana, que o Atlético estava muito focado, os 90 minutos não mostraram isso. Na verdade, o Galo jogou só pro gasto.

O Galo não sabe jogar apenas se defendendo. Isso é fato. E o Atlético só se defendendo é um time muito inferior àquele que joga agredindo o tempo todo. Se tivesse feito isso, o panorama da partida teria sido outro.

Ainda bem que não perdemos o título mineiro. Caso tivesse ocorrido, a equipe entraria contra o Tijuana com o astral comprometido. Mesma coisa que dizer que a morte de uma barata destrói o mental de uma manada de elefantes, devido à diferença da importância dos títulos.

Mas, no futebol, isso é a mais absoluta verdade. Futebol é psicológico. Futebol é cabeça! Eu já joguei, eu sei. Se houver algo de dúvida em relação ao seu próprio potencial, você não consegue jogar tudo que sabe! As pernas tremem.

Mas, enfim, somos bi-campeões mineiros. Desta vez, em cima de uma equipe cheia de arrogância e vaidade.Tomara que o lado azul se iluda com o elenco que tem e não contrate reforços.

Melhor assim. Sinal que iniciamos uma longa dinastia no lado de cá das montanhas.

E vamos agora em busca do título das Américas. Chega de campeonato rural! Temos de pensar grande!!!

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

JORNALISMO SÉRIO É ISSO?

No rastro de uma notícia sensacionalista dada pelo Portal UOL, que acusa o técnico Cuca de ser o responsável pela não convocação de Ronaldinho Gaucho _ por contar ao Felipão sobre supostos atrasos e farras do jogador _  uma mensagem pipocou oportunamente na internet. Vejamos a seguir:

Sob uma pseudo aura de credibilidade (que só ele acha que tem), o sr. Jaeci Carvalho costuma soltar bombas imaginárias que quase nunca se concretizam na vida real. As chamadas bombas do Jaeci só divertem a moçada, ninguém leva a sério. São traques atirados aleatoriamente para captar audiência. Mas vamos deixar os programas dele em paz. São risíveis. Vamos tratar do tweet que ele postou hoje.

Vejam:

jaeci

Considero essa mensagem puro veneno destilado pelas costas, pois lança no ar uma dúvida que não existe! Primeiro porque Felipão não disse nada disso. E segundo, porque Cuca já desmentiu tudo aquilo que o site do UOL noticiou, inclusive dizendo que Felipão só ligou, tempos atrás, para saber do ombro do Bernard. Mais nada. Mesmo assim, o sr. Jaeci não foi capaz de conter sua vaidade borbulhante, mesmo às custas de contaminar o ambiente.

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

O DIA EM QUE MINHA MÃE SE TORNOU ATLETICANA

colunarobertolopesNa campanha do Galo de 1999, a partir das oitavas de final, eu adotei um ritual. Como morava no Rio de Janeiro, vinha todo final de semana que tinha jogo, ia ao Mineirão e pegava a estrada direto para voltar depois dos jogos. Chegava ao RJ de madrugada, sempre feliz.

Naquele ano, pra quem se lembra, os mata-matas eram em três jogos, sendo os dois últimos na casa do time que tinha feito melhor campanha. O Galo chegou à final contra o Corinthians, um jogo no Mineirão, dois em SP.

Vim para BH, obviamente. Na saída para comprar os ingressos, perguntei para minha mãe e para minha irmã se não queriam ir comigo. Não há notícia de qualquer uma delas em um estádio antes disso. Disse para a minha mãe que ela ia se apaixonar pela torcida do Galo. Ela se animou, acho que mais pela minha empolgação do que por qualquer outra coisa – mãe é mãe – e decidiu ir. Ficou toda feliz quando emprestei para ela uma das minhas camisas do Galo, para ela poder ir vestida a rigor. Minha irmã, flamenguista como meu pai, disse que ia também, mas se recusou a vestir uma camisa do Galo.

Minha mãe gostava de futebol, mas nunca tinha declarado torcida para nenhum time. Dizia que torcia para a seleção – e como torcia, ficava doidinha. Era comum ouvir ela explicando, depois de alguma vitória do Brasil: “Isso é bonito demais, gente!”

Aliás, se tinha Brasil escrito em algum lugar do uniforme, podia ser seleção de qualquer coisa, purrinha ou copo d’água, ela torcia, e muito.

A paixão da minha mãe era essa: o Brasil. O esporte era só um meio de comunicação com a pátria. Não é difícil entender porque uma mulher que era 100% a favor da liberdade e foi presa, grávida de nove meses, no auge da ditadura, gostava tanto de poder gritar Brasil sem medo.

Pois lá foi ela, vestida de preto-e-branco, mais por amor ao filho do que por amor ao Galo. Naquele dia estiveram em campo 90 mil atleticanos. Chegamos bem mais cedo, para ter certeza de pegar um bom lugar na arquibancada, e então tivemos tempo de saborear a torcida durante muito tempo antes do jogo.

O Galo fez um gol com 1 minuto de jogo. Não me esqueço da cena da Gaviões abaixando o bandeirão correndo para ver o que tinha acontecido.

O Galo deu um show e ganhou por 3×2. A torcida deu um show maior  ainda e, cantando o hino, ganhou mais uma integrante, minha mãe. Vestida em preto-e-branco, ela explicou: “Isso é bonito demais, meu filho!”, e me agradeceu muitas vezes, depois desse dia, por ter proporcionado a ela a visão tão próxima de 90 mil amores incondicionais.

Julia se foi num dia 13, no ano de 2011. Sofreu um AVC logo depois de passar a madrugada torcendo para a seleção brasileira de vôlei. Sempre brasileira. Sempre minha mãe. Atleticana desde uma vez, em 1999, até morrer.

PARA SEGUIR O COLUNISTA NO TWITTER, clique aqui

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

DEPENDÊNCIA TARDELLIANA E O LU(I)XO DO MINEIRÃO.

diego-tardelli-comemora-gazeta-press-436SOBRE O JOGO:

Eu tinha dúvidas sobre a real importância de Bernard e Tardelli no dinamismo tático da equipe atleticana. Hoje não tenho mais. Os dois jogadores, mais Ronaldinho Gaucho, são os responsáveis diretos pelo jogo criativo, veloz e envolvente que o Galo desenvolvia até então.

Com suas ausências, a equipe empobreceu tecnicamente de uma tal forma que no jogo contra o Villa Nova custou a estabelecer um domínio claro das ações em campo. Pelo contrário, em alguns momentos, o Villa é que ditou o ritmo.

Em elenco com as  ambiciosas aspirações do Galo este ano, deveria existir reservas à altura dos titulares para que o time não sentisse tanto. Só como exemplo, peguem o plantel do Corinthians. Saem dois ali e o time não sente nem cosquinha. Têm reservas que mantêm o nível, o esquema e a fluidez de jogo.

Essa hiper-dependência de dois jogadores não é um bom sinal para o Atlético. Embora quase incomparáveis tecnicamente, deveriam ter peças de reposição com as mesmas características.

Até que Bernard tem em Luan um substituto que produz razoavelmente pelo lado esquerdo, embora corra mais do que raciocina. Mas Tardelli está absolutamente descoberto.

SOBRE O MINEIRÃO:

Considero o Mineirão um curral de luxo que trata gado holandês como gado pé duro. Com o ingresso na mão, a torcida enfrentou gargalos para entrar no estádio e algumas pessoas, apesar de terem chegado bem antes do início do jogo, só conseguiram assistí-lo aos 40 minutos do 1º tempo. Um absurdo de incompetência. Um verdadeiro acinte ao consumidor. E o pior, impunemente!

Segundo o dr. Jarbas Lacerda, o Galo deverá receber apenas 43% da renda. Isso traduz fielmente a ação entre amigos que o governo mineiro estabeleceu no estado. O protagonista do espetáculo _ que leva 48.000 pagantes ao estádio _ é o clube. Entretanto, quem ganha é a empreiteira. Absurdo dos absurdos!

Os pouco mais de 8.000 ingressos de renda exclusiva da Minas Arena (anel inferior) não foram vendidos, deixando vazios na arquibancada. A empreiteira carioca não se interessou em vendê-los. Seriam mais de R$ 1.300.000,00  a serem reduzidos nos pagamentos (R$ 3.700.000,00) que o governo, idiotamente, realiza todo santo mês.

Por ter esse montante garantido, a Minas Arena não se move para vender ingressos. Afinal, com um contrato assinado no qual a empreiteira entrou com a p… e todos nós (povo, clubes e governo) com a bunda, que interesse haveria? Às custas de amigos políticos, botaram o burro na sombra!

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

TORCEDORES TÊM QUE SER DE VERDADE, ORGANIZADOS OU NÃO

colunarobertolopesHá algum tempo tenho pensado mais sobre torcidas organizadas do que ordinariamente faço. Como nunca fui integrante de uma, e sempre me preocupei mais com o time do que com elas, esse tema nunca mexeu muito comigo. É possível que este seja mais um dos muitos sintomas dessa insensibilidade que o mundo de hoje provoca na gente. Minhas reflexões recentes, aliás, começaram de forma meio egoísta, por conta de seguidas decepções causadas por fatos envolvendo a principal torcida do Galo (durante anos, quase a única): a Galoucura.

Integrantes dessa torcida assassinaram um cruzeirense há algum tempo. Nada justifica um absurdo desses.

Depois da reabertura do Independência fui a praticamente todos os jogos no estádio, da Copa do Brasil, do Brasileiro, do mineiro e da Libertadores. Concluí que a Galoucura já não é a mesma. Em vários jogos, a torcida não-organizada apoiou e empurrou muito mais do que a organizada. Ninguém me contou, eu vi e ouvi.

Há algumas semanas, finalmente, vim a saber que a torcida confeccionou (parece que já faz mais tempo) uma bandeira com Renê Barrientos, o militar boliviano que prendeu e matou Che Guevara. A pergunta óbvia: mas por quê isso? A resposta: é porque o símbolo da organizada rival azul-calcinha é o revolucionário argentino-cubano. A Galoucura justificou, em nota oficial no site, dizendo que não tem nada contra a democracia ou a favor da ditadura, mas fez isso apenas por rivalidade.

Barrientos tomou o poder na Bolívia com um golpe apoiado pela CIA, e derrubou um governo democraticamente eleito. Insanidade, burrice, ignorância, tudo tem limite. Meu respeito pela Galoucura, que já foi grande e veio minguando, acabou de vez.

Obviamente, não é privilégio nosso. Há algumas semanas aconteceu o inacreditável episódio da morte do menino Kevin Spada causada por integrantes da organizada do Corinthians. O clube foi punido, a princípio de forma mais dura, e depois a Conmebol “aliviou”. Um menor de idade, aparentemente “laranja”, veio a público dizer que era o culpado, e, ao que tudo indica, ganhou uma bolsa de estudos da torcida, agradecida que estava.

A torcida do Coritiba quebrou o estádio quando o clube foi rebaixado, há alguns anos.

Membros da torcida organizada do Palmeiras acabam de agredir o time no aeroporto. Esse pessoal, aliás, é bom nisso, já deve ser a centésima vez que eles agridem jogador do time.

Exemplos não faltam.

Qualquer reflexão sobre estas organizações e sobre as pessoas que as integram passam por uma pergunta: O QUÊ eles são? São torcedores, ou outra coisa? O quê?

Então, quem é torcedor e quem não é? Qualquer um que vai ao campo é torcedor? Para mim, não.

É torcedor, penso eu, quem vai ao campo e leva seu filho, sua filha, seu pai, sua mãe, para que estes sejam testemunhas de um ato de devoção, de amor. É quem se junta com os amigos para fazer crescer o apoio ao time. É quem vai para o campo, sozinho que seja, cantar o hino e gritar o nome do clube, e até xingar o juiz, por quê não? Não é quem sai de casa para brigar ou cantar que “vai dar porrada” e fazer e acontecer.

Torcedor, na minha opinião, é quem vai ao campo só porque gosta do time, porque quer vê-lo ganhar. É quem dá seu amor, seu tempo, seu dinheiro, sem pedir, esperar ou receber nada em troca. É quem gasta o salário para comprar ingresso, refrigerante, cerveja, passagem, tropeiro e o que mais houver, e dá seu tempo e sua voz ao clube que ama para estar ali, no estádio, sem receber NENHUMA vantagem do clube por isso.

Se houver qualquer contrapartida do clube, a relação, para mim, já não tem o mesmo valor. Já não é torcedor, é outra coisa e, sinceramente, saber que outra coisa é essa importa mais para a polícia do que para a torcida de verdade.

Ninguém sabe direito o que as organizadas ganham, mas é certo que ganham. Em alguns casos, ingressos de graça, às vezes ingressos mais baratos, que repassam com lucro, igualzinho (!) aos cambistas, outras vezes o transporte. Procure na internet e você vai ver. Em governança corporativa, dá-se a essa situação o nome de “conflito de agência”, onde quem deveria defender os interesses de quem o colocou em determinada posição acaba defendendo interesses próprios e conflitantes e, ainda que não deliberadamente, termina prejudicando aquele que deveria ser beneficiado.

A torcida deveria se organizar, sim, mas a torcida de verdade, aquela que gosta do clube, não do bolso do clube. Aquela que não tem conflito de interesses. No caso do Galo, movimentos organizados recentes, como os Embaixadores do Galo, a Fúria Alvinegra, o Movimento 105 Minutos, são exemplos de torcedores reais que se organizaram para torcer. Isso é torcida organizada, como o próprio nome diz.

A gota d’água, aliás, para eu escrever este texto, foi uma sequência de tuítes dos Embaixadores do Galo de dois dias atrás, onde eles disseram: “Agradecemos o carinho, os elogios que nós, Embaixadores do galo, estamos recebendo. Mas é bom enfatizar que fazemos parte da MASSA… e é a Massa q faz com que tudo isso seja um show! Somos uma das atraçoes. Agradecemos o apoio de todas as torcidas que nos acolheram de braços abertos e entenderam a nossa causa… Nao estamos concorrendo com ninguem. É TUDO EM PROL DO GALO MAIS LINDO DO MUNDO… Só uma obs: CAIU NO HORTO ,TA MORTO!!!!!”

Gente que não é torcedor DE VERDADE, que tem interesses contrapostos aos do clube, não pode formar uma “torcida organizada”. Pode, no máximo, formar uma organização qualquer, mas para se aproveitar, não para “torcer”, no sentido puro – e verdadeiro – da palavra.

Se eu pudesse falar a todos os atleticanos, que eu acredito – e os números provam – serem muito acima da média como torcedores, pediria para irem a campo, para cantarem o hino, gritarem o nome do time, apoiarem o tempo todo. Pediria para nunca vaiar ou xingar jogador, pelo menos não antes de acabar o jogo. Pediria, enfim, para nunca cantarem gritos de qualquer organização que, não estando ali incondicionalmente, está abaixo deles, torcedores verdadeiros, na relação com o time.

Cabe a nós, torcedores, apenas isso: torcer pelo Galo. Não nos aproveitarmos dele.

Cabe ao Galo não se deixar usar.

PARA SEGUIR O COLUNISTA NO TWITTER, clique aqui

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

PRÉVIA DE ATLÉTICO X THE STRONGEST

BJRExxOCIAAa6Z1.jpg large

Hoje é quarta-feira, dia 06, véspera de um jogo fundamental para as pretensões do Galo na Copa Libertadores da América.

Muitos dão a vitória como fava contada. Ledo engano. Esse jogo será uma pedreira, se o The Strongest se posicionar como se posicionou contra o São Paulo. Só não será assim se o time boliviano decidir encarar o Atlético de igual para igual. Neste caso, sairá do Independência grogue de tantos gols tomados.

Hoje em dia, nenhum time da América do Sul _ incluindo os do Brasil, obviamente _ tem coragem de enfrentar o alvinegro mineiro de peito aberto. Nenhum deles tem a petulância que o Atlético teve, ao jogar ofensivamente para dentro do Arsenal de Sarandi em plena Argentina de los hermanos.

Porém, jogo é jogado e lambari é pescado. Não se ganha um jogo de véspera. Opiniões só servem para esquentar o debate esportivo e não influenciam em nada nas quatro linhas, onde o embate é travado entre duas equipes com o mesmo objetivo. Sai vencedor aquele que possui as melhores armas táticas e técnicas, além de muita vontade. Nada mais conta.

Que o Galo consiga transformar favoritismo em sinônimo de vitória.

E que a torcida, vestida de branco, passe uma mensagem de PAZ ao povo boliviano. Que demonstre para o mundo que o atleticano não é igual ao insano que disparou o sinalizador naval em Oruro. O futebol não foi feito para matar adolescentes de 14 anos.

Futebol é coração pulsante! É vida!

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

O ATLETICANO JÁ NÃO PODE SER BUDISTA

colunarobertolopes2Na minha adolescência, eu ouvia o Legião Urbana, na voz do Renato Russo, um poeta, dizer que “toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”. Para quem não sabe, a música fazia referência ao Tao Te King, o “Livro do Caminho Perfeito” do Budismo.

Buda entendeu o ser humano na sua essência: se nos desapegarmos, se por nada esperarmos, não nos decepcionaremos, não nos frustraremos. Seremos felizes, enfim.

Se alguém me perguntasse, três, quatro ou cinco anos atrás, se eu esperava ver meu time pronto para disputar tudo quanto é título, eu diria que não. Diria, provavelmente, que gostaria muito que isso acontecesse, mas não esperaria por isso. É que, mesmo para nós, reles seres humanos não-divinos, não-transcendentes, longe de sermos Buda, a experiência conta e aprendemos a nos proteger das frustrações. Se Buda viesse pregar para um matuto no interior de Minas, certamente ouviria: Ah, intendi, sim, sinhô! Concordo dimais, sô! Cachorro murdido de cobra tem medo de linguiça!

Pois eu e muitos atleticanos aprendemos a não esperar. A torcer, mas desapegadamente, até olhando meio de rabo de olho, como se fosse certa a decepção no final. Desconfio que é também por isso que, se todo torcedor ama seu time, o atleticano vai além, ama incondicionalmente. Não espera nada em troca, embora queira que venha. Apóia o tempo todo (entenderam, cornetas?).

2012 e 2013 nos colocam diante de um paradoxo sentimental-futebolístico: como não esperar? Como desacreditar da possibilidade de título com esse time, com esse banco, com esse técnico? Com essa torcida?

Há alguns anos, eu não esperava que meu time tivesse R10. Torcia por, mas não esperava, ver nascer no Galo um craque como Bernard. Torcia, mas não acreditava que fosse ver chegar de volta Tardelli, e virem Victor, Junior Cesar, Pierre e outros. Não apostaria que meu time teria a melhor zaga do Brasil, com Giba e Rafael Marques na reserva.

Antes de começar a Libertadores, eu queria MUITO, mas me continha para não esperar que o Galo começasse atropelando todo mundo. Aí foram lá e fizeram isso tudo. Me sinto até meio traído na minha desconfiança defensiva.

Meu time só não foi campeão brasileiro ano passado porque o apito não deixou. Meu time tem R10, Bernard, Victor, Réver, Pierre, Tardelli, Jô, Léo Silva e companhia. Meu time é 100% na Libertadores com a maior goleada que uma equipe brasileira já aplicou em terras argentinas. Meu GALO levou quase 4000 Atleticanos, assim mesmo, com A maiúsculo, a Buenos Aires num jogo da fase de grupos.

Atleticano escaldado tem medo de água fria? Tem, uai, mas como é que faz?! Muitos não acreditamos, mas nos deram, então, só nos resta dizer: foi mal, Buda, vai dar para seguir seu livro, não. Bora ganhar tudo que vier pela frente, que nosso time é foda!

Ah, e anota aí, na contra-capa do seu livro, Buda: caiu no Horto, tá morto! Certo?

PARA SEGUIR O COLUNISTA NO TWITTER, clique aqui

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

HOUVE CORRUPÇÃO NO ESTÁDIO OU FOI UM SONHO? PENSE.

Imaginem uma história ficcional. E tenho certeza que não ocorreu porque nossos políticos são pessoas confiáveis. É apenas uma quimera imaginada por este que vos fala, influenciado por um sonho em noite mal dormida. Mas, mesmo assim, porque não contar?

No sonho, eu sou o governador do Estado de Minhas Gerais, um dos maiores da federação e uma das sedes da Copa do Mundo.

No meu gabinete, ando de um lado para o outro, pensando:

Teremos de gastar milhões _ talvez, se Deus ajudar, mais de um bilhão _ na reforma do Otarião. Não é toda hora que surge uma oportunidade assim!

Decido me debruçar sobre o trabalho porque mentes ociosas só produzem bobagens. Tenho de analisar seriamente quais as opções que temos para a reforma do estádio:

1 – De um lado, o Estado pode obter um aporte junto ao BNDES de forma a reconstruir todo o Otarião por conta própria e administrá-lo através da ADEMGA. Com a adesão dos dois times fortes do Estado, poderemos pagar o financiamento em 25 anos. Nesse sistema, os clubes não serão massacrados e o torcedor terá ingresso a preço mais acessível. Bom demais, né? Hã… preciso pensar. Vamos à segunda opção.

2 – Temos à nossa disposição a PPP (Parceria Público-Privada), que é uma nova lei para licitações que podemos experimentar. Quem sabe é melhor? Vou lê-la agora e me inteirar direitinho… hã… bom isso… opa, interessantíssimo… puxa vida, nunca vi uma lei tão bacana!

Eufórico, reúno o staff.

_ Pessoal, já decidi. O Estado de Minhas Gerais fará a licitação no sistema PPP. Vamos gastar uns 40 milhões no início da obra _ pouco, não é verdade? _ e o resto será, conforme a PPP permite, entregue à iniciativa privada. Junto ao BNDES, eles poderão financiar a reforma. Depois pagaremos uma quantia irrisória  de 3.500 milhões mensalmente (reajustáveis) durante 25 anos, a título de administração do estádio e para que eles paguem ao Banco. Vai sair na urina! Otarião não é o nosso negócio, vocês sabem. Melhor terceirizar…

Um secretário que fizera, freneticamente,  as contas na calculadora, se manifesta:

_ Mas, governador, sairá muito mais caro. Os caras pegam emprestados 200 e poucos milhões e vão receber mais de 700 milhões? Senhor governador, eles não enfiarão a mão no bolso, não partlharão os riscos! Além disso, vamos entregar o Otarião para a iniciativa privada?

Fico meio puto, mas me contenho:

_ Você acha que uma empresa administra um estádio a troco de nada? Temos de pagar sim! Analisei profundamente a lei e decidi que a PPP é a melhor saída para o Estado.

O secretário insiste, nojento como ele só:

_ E os clubes, como ficarão nessa história? O administrador vai pensar só em lucro. Vai arrancar o fígado deles. Não seria melhor a ADEMGA?

Eu penso um pouco e sou sincero na resposta:

_ ADEMGA não gera grana. Eu quero que os clubes se fodam. Mais vale o que é meu!

Depois dos detalhamentos do PPP, todos se retiram.

Eu, já sozinho,  pego o telefone, ligo e rapidamente sou atendido:

_ Amigo, caiu no meu colo um negócio da China pra ganharmos muito dinheiro sem investir absolutamente nada. Uma tal de PPP,  presente dos céus! Coisa de louco! É o seguinte…

Neste momento, acordei. Perdi o melhor final.

[História absolutamente de ficção, sem nenhuma ligação com a vida real. Se algum personagem se assemelha a alguém, trata-se de mera coincidência].

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

VOLTARAM A TREMER DIANTE DO GALO.

Ok, o juiz não marcou um penalti escandaloso em Ronaldinho Gaucho _ que certamente a favor do Fluminense marcaria _  irritou os jogadores do Galo com faltas invertidas ou inexistentes, fez vista grossa para infrações perto da área e assinalou as do meio de campo. Além disso, atrasou a dinâmica de jogo ao pará-lo por quaisquer motivos, todos eles insignificantes.

Ok, esse juiz sabe, como poucos, enrolar uma partida e prejudicar um time de forma sutil e dissimulada. No Brasil, ele é o melhor especialista nesse tipo nefasto de “arbitragem”.

Entretanto, embora eu reconheça que o Galo foi prejudicado, não foi por isso que deu adeus ao título. O que nos custou a perda de dois pontos preciosos foi que ontem a coisa não engrenou. Simples assim. Desde o início, a equipe se mostrou afobada e sem raciocinar em campo. FALTOU CALMA!

Tínhamos 90 minutos para resolver a partida e, no entanto, desperdiçamos tramas de ataque ou de distribuição de jogo devido a um inexplicável nervosismo que tomou conta dos jogadores. Até Ronaldinho Gaucho estava pilhado.

Na minha visão, ou os atletas levaram para dentro de campo os 9 pontos de diferença que o Fluminense impôs ao derrotar o Coritiba ou os imbróglios decorrentes da saída tumultuada de Ronaldinho Gaúcho do Lixão Putrefato  da Gávea criaram excessivamente um sentimento de revide. Inoportuno, aliás, pois cabeça fria seria a melhor das armas em uma partida tensa.

O fato é que ambas as situações pressionaram negativamente. E o Flamengo se aproveitou disso. Parecendo temeroso de sair daqui com uma goleada no lombo _ e talvez por isso mesmo _ ensebou o jogo, teatralizou, enrolou o mais que pôde sob as vistas complacentes de Sandro Meira Ricchi.

E o Galo não soube superar a manha carioca, acostumada a contar com as benesses de arbitragem e CBF desde a era do homo sapiens, há 150 mil anos.

O título de 2012 está mais distante agora, esta que é a verdade. Mas a Libertadores está a um passo. Com 3 pontos a mais, ela estará matematicamente assegurada. E ainda faltam 15 pontos a serem disputados.

Se em 2013 Kalil mantiver a base deste timaço e reforçá-lo pontualmente com grandes jogadores (e grandes jogadores não são necessariamente grandes nomes!), o Clube Atlético Mineiro continuará orgulhando a sua fidelíssima torcida, como o fez este ano.

Se tem algum atleticano que ainda acredita no título, ótimo. Tomara que os deuses do futebol ouçam-no e armem uma brincadeira sádica para cima do Fluminense.

Eu não acredito mais. A diferença de 8 pontos é grande demais para ser tirada em 5 rodadas. Todavia, estou muito orgulhoso da campanha do Galo. Voltamos à prateleira de cima atuando bem e vencendo dentro de campo, sem ajuda de ninguém. E os adversários, ao nos enfrentar, voltaram a borrar as calças do mesmo jeito que borravam antes.

No campeonato mais sujo da história do futebol brasileiro, o GALO mais bravo e mais esporrento do mundo lutou até o fim. Fibra e honradez nos nortearam, ao contrário de um certo tricolor.

E NINGUÉM VAI NOS SEGURAR EM 2013, TENHAM A CERTEZA.

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui