Arquivo da tag: atletico.

SUPERINTENDENTE DO CRUZEIRO INCENTIVA PANCADARIA NA DECISÃO!

O desespero cruzeirense está atingindo as raias do absurdo.

O superintendente das categorias de base do cruzeiro, sr. Bruno Vicintin, publicou em seu twitter nesta segunda-feira, 13/05, a clara intenção de, no próximo duelo entre seu clube  e o Atlético, se não der na bola, que o time azulino parta para a pancadaria.

Ele foi bastante explícito. Vejam:

amensagem

O sr. Vicintin apagou o tweet, depois de censurado pelos próprios cruzeirenses.

Destempero, desespero, irresponsabilidade e falta de caráter se juntam numa mesma pessoa. Pessoa esta que deveria, devido ao cargo que ocupa, ter um comportamento exemplar e não o de um bandido.

E O REPRESENTANTE DO CRUZEIRO NA BAND SEGUE A ONDA DE  INVESTIR NA VIOLÊNCIA.

Seguindo a mesma linha de incitamento à violência, o sr. P.C. Almeida, representante do cruzeiro no programa Os Donos da Bola, da Tv Bandeirantes, tuitou hoje aquilo que ele imagina ser a melhor tatica para enfrentar o Atlético:

apcalmeida

1 – Irresponsailidade insana vinda de uma pessoa que trabalha (até quando?) em um veículo de comunicação tão importante quanto a TV Bandeirantes.

2 – O incentivo à pancadaria dentro de campo extrapola as 4 linhas e se alastra para as arquibancadas.  Principalmente quando sabemos que as duas torcidas se encontrarão no próximo domingo, no Mineirão. É como acender um estopim no pior momento.

3 – A PMMG tem a obrigação de inquirir severamente os srs. Bruno Vicintin e P. C. Almeida. E até o MP deve ser acionado (ação esta que será tomada).

Em tempos de extremada violência, com perdas de vidas só porque vestem uma camisa do time rival, é monstruoso que duas pessoas formadoras de opinião incitem explicitamente a pancadaria.

Nota: Ambos apagaram os tweets sob a justificativa de que se expressaram mal. Segundo eles, pediam apenas uma maior pegada do time em campo. As desculpas dos dois foram idênticas. Sinal de que, além de irresponsáveis, são também pouco criativos… ou não estudaram o que significa “sinônimo” em português.

Print screen feito pelo @RafaelOrsini, criador do blog paixaopretoebranca

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

Anúncios

NÚMEROS DO MINEIRÃO SÃO ESTARRECEDORES!

Paulo Gustavo Blanc, analista de sistemas, se debruçou sobre os números (valores) do Mineirão e, neste texto, esclarece ao público as condições em que o Mineirão foi entregue à iniciativa privada, em detrimento de uma administração própria, gerenciada pela ADEMG.

Vamos ao que o Paulo Blanc tem a dizer:

Tenho acompanhado pela internet as questões da PPP do Mineirão e este assunto tem chamado muito minha atenção por causa do impacto financeiro que pode ter no Galo.

Fiz uma análise do anexo V do Edital, que fala sobre a remuneração da concessionária e as compartilho agora com o público.

A forma de cálculo da remuneração é bem complicada, envolve uma série de situações e indicadores, mas basicamente podemos dizer o seguinte:

Há duas remunerações que a Minas Arena tem direito:

1) São 120 parcelas que o governo do Estado repassará à Minas Arena para pagar o empréstimo de 400 e tantos milhões feito com o aval do governo do Estado. Estas parcelas são reajustadas anualmente pela TJLP + 2,3%.

2) Há também uma garantia de receita líquida de R$ 3,7 milhões por mês pelo tempo da concessão, ou seja, 25 anos, que serão corrigidas anualmente pela inflação. A exigência para garantir este mínimo é que a Minas Arena atenda requisitos mínimos de desempenho, como entregar a obra no prazo e manter o estádio em condições adequadas de uso, ou seja iluminação, higiene, sistema hidráulico, etc. Se a Minas Arena cumprir os requisitos de desempenho, a única hipótese de sua receita líquida ficar abaixo de R$ 3,7 milhões é se a operação do Mineirão der prejuízo. Neste caso, a Minas Arena continua recebendo os R$ 3,7 milhões do governo do Estado, mas obviamente tem que descontar o valor de prejuízo para chegar à sua receita líquida.

Considerando que é pouco provável o prejuízo da Minas Arena, já que os gastos de uso do estádio são cobrados diretamente da renda (gerada pelos clubes), vamos simplificar e entender que a sua garantia mínima é de R$ 3,7 milhões por mês.

Então, este valor é para remunerar o investimento que a Minas Arena fez na obra (estimado em uns R$ 200 e poucos milhões, mas ninguém sabe com certeza quanto disso foi realmente gasto na obra) e também para remunerar os serviços relevantes que a concessionária prestará ao povo do estado de Minas Gerais durante o período de concessão ao manter um dos mais modernos estádios do mundo em plenas condições de uso (favor perceber a ironia).

Em números, esta segunda remuneração representa 3,7 x 12 meses x 25 anos = R$ 1,110 bilhão de renda garantida. Se considerarmos que o investimento da Minas Arena foi de R$ 250 milhões, chegamos a uma taxa de juros mensal de 1,94% ao mês ou 19% ao ano. Pode até não parecer muito para alguns, mas quando lembramos que estamos vivendo uma situação no país de taxa de juros real abaixo de 2% ao ano, um rendimento mínimo garantido de 19%aa é fantástico.

Uma coisa que não ficou clara para mim é quanto foi a parcela de investimento da Minas Arena fora os R$ 400 milhões emprestados pelo BNDES. Pelo que entendi, ninguém sabe exatamente quanto foi, já que os R$ 200 e poucos milhões foram baseados em uma estimativa do governo de quanto custaria toda a obra menos o empréstimo do BNDES. E também não consegui achar em lugar nenhum informação se a Minas Arena fez algum empréstimo com BNDES ou com qualquer outro banco para bancar esta parte. Algum leitor tem alguma informação clara sobre isso?

Bom, os dados acima são de estarrecer. Eu não consigo entender como a Minas Arena foi o único consórcio que apresentou proposta para um negócio tão rentável.

PS: fiz minhas análises com base nos documentos no link http://www.compras.mg.gov.br/licitacoes-em-destaque/233-ppp-mineirao. Quem se interessar em checar as informações, é só acessá-lo.

Paulo Blanc

Nota do blogueiro: CPI DO MINEIRÃO JÁ!

PARA SEGUIR O AUTOR DO ARTIGO NO TWITTER, clique aqui.

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

FIGUEIRENSE 3 X 4 ATLÉTICO – A CANÇÃO DO GALO!

Quando o placar de 3 a 1 para o Figueirense iluminou o estádio Orlando Scarpelli, eu quase desliguei a televisão. Naquele momento, a equipe atleticana estava tão perdida em campo _ sobretudo a defesa _ que o destino da partida tendia mais para o quarto gol do Figueira do que para o segundo do Galo.

Bem acostumado com as vitórias seguidas neste ano, eu olhava a tela estupefato com mais uma bola inimiga estufando as nossas redes.

Foi bom enquanto durou, pensei, dentro do espírito trágico e pessimista que é da natureza do atleticano. Depois de tantos anos amargurando o coração com campanhas medíocres, o amor pelo clube permanece inacreditavelmente intacto. Mas a confiança nos diversos times montados nesses anos foi pro beleléu.

E justo quando um plantel reconquista a fé da torcida, eu o vejo ali, inerte e alquebrado ante um adversário apenas razoável, mas que já enfeitava jogadas para inflamar ainda mais a torcida. O Galo estava abatido e sem reação.

Sem reação? Ledo engano. Glorioso engano! Numa bola alçada por Ronaldinho Gaucho, Leonardo Silva sobe, cabeceia e inicia o verdadeiro canto do Galo. Uma canção que dignifica a raça, a verdadeira entrega, aquilo que se denomina “o coração na ponta da chuteira”. Uma melodia alvinegra cantada pela alma e pelos pés.

E os acordes se estenderam maravilhosamente afinados no cruzamento de Jô para a cabeçada redentora de Bernard, o baixinho com a maior estatura que eu já vi na vida. Um 3 a 3 inimaginável! Um empate obtido pela férrea recusa de aceitar a derrota.

Mas não foi só. Não bastava um empate para confortar a imensa nação atleticana de unhas roídas e de olho comprido na telinha. O time se mandou para o ataque, enquanto o time do Figueirense, tal como eu nos 3 a 1, queria desligar a televisão a todo custo.

Mas não deu tempo. Guilherme recebeu a bola na frente da área, levantou a cabeça, não tinha jogada, mas vislumbrou um lançamento para Serginho. Reparem no VT que a bola de Guilherme passou milimetricamente entre dois defensores do Figueira antes de chegar à Serginho. Este foi à linha de fundo e rolou para o mesmo Guilherme decretar o que seria a virada mais sensacional deste campeonato brasileiro.

Vitória maiúscula da garra, da raça, da reconstrução da verdadeira identidade do Clube Atlético Mineiro, cuja história foi feita de conquistas épicas alcançadas com muito suor e valentia!

Este é o Galo que eu conheci quando cheguei a Belo Horizonte com 7 anos de idade. Foi por este Galo que eu me apaixonei e, por causa dele, perdi empregos, namoradas e quase afundei casamentos. E outras “cositas mas”.

Este é o NOSSO Atlético. Independentemente de quem jogou mal ou bem, louvo a  fé inabalável na virada quase impossível. Homenageio os que honraram esta sagrada camisa e nos orgulharam como um bom filho orgulha o pai!

O líder permanece mais líder do que nunca… e não será qualquer um que nos derrubará! Tenham a certeza disso.

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

Assistam aos melhores momentos:

PALMEIRAS 0 X 1 ATLÉTICO – NEM JUIZ, NEM CBF

Onde está aquele time sem garra, que passeava em campo, que não se importava com o número de gols que tomava?

Onde se encontra a equipe que errava passes de 3 metros, que não se recompunha sem a posse de bola e o meio de campo era uma verdadeira avenida por onde os adversários desfilavam?

Se você sabe a resposta, não me diga. Eu não quero saber. Quero é que aquele estado de espírito _ que nunca foi atleticano _ nunca mais passe perto da Cidade do Galo.

O que eu e todos nós ansiamos é ver a equipe que vimos ontem. Esta sim, encara um Palmeiras dentro de São Paulo e, com um jogo coletivo e de personalidade, domina a partida e vence adversário, juiz e CBF num pacote só.

Vencemos, mas fomos garfados descaradamente. Fizemos 3 gols legais para valer um. Não houve falta no gol do Jô (depois de monumental lançamento de Ronaldinho Gaúcho) assim como não existiu impedimento no gol de Rafael Marques. Fora as seguidas faltas inventadas perto de nossa área com a nítida intenção de oferecer  _ numa bandeja de ouro _ o empate ao Palmeiras.

Depois da contratação de RG49, as forças malignas escondidas nas sombras se juntaram para uma vingança à luz do dia. A atuação do árbitro ontem foi escancaradamente tendenciosa. Parecia instruído por superiores, não fazendo a mínima questão de ser sutil. Não havia nele nenhum temor de punição.

Há de se tomar medidas severas agora para não chorar depois. O presidente Alexandre Kalil tem de protestar formalmente  (mesmo na vitória) e divulgar o mais que puder esse roubo descarado. Não pode se limitar apenas aos poucos caracteres do tweet de ontem à noite.

Após a partida contra o Bahia, eu me manifestei no twitter. Preocupado, eu convocava a torcida atleticana de diversas correntes de pensamento para se juntar. Inclusive, desbloqueei todos aqueles com os quais, por um motivo ou outro, me desentendi. Penso que nenhum desentendimento é superior ao nosso amor pelo Atlético. Se queremos realizar os nossos velhos sonhos, temos de criar um ambiente de união para nos tornarmos fortes. Uma união acima de pessoas ou pontos de vista.

SEM ISSO, O GALO SERÁ PREJUDICADO SEM COMPAIXÃO, TENHAM A CERTEZA!

Quanto ao jogo contra o Palmeiras, o Atlético, apesar de um início claudicante, gradualmente foi tomando conta das ações e se impondo. Com uma defesa segura e protegida por Pierre e Richarlyson, além da recomposição de Danilinho e Bernard, o Palmeiras não encontrou espaços para as suas tramas.

Com uma dinâmica de jogo coletivo em todos os setores e com a raça dos grandes esquadrões atleticanos, cada bola foi recuperada como se fosse um território em disputa numa guerra.

Ronaldinho estreou em grande estilo. Livre para transitar em todos os lados, distribuiu o jogo, cadenciando e dinamizando de acordo com o que a partida pedia. Enfiou bolas entre a zaga, e ainda, colaborou na marcação ao ocupar espaços sem a bola.

E quero fazer justiça ao Danilinho. Ontem eu entendi muito bem porque Cuca não o tira do time: hoje Danilinho é o jogador mais tático do Atlético. Ouso dizer que, sem ele, até a liberdade de atuação de Ronaldinho Gaucho estaria comprometida. Isso porque ele cobre o lado direito de campo, do meio de campo e em alguns momentos, até os zagueiros. E esse nunca foi o seu papel anteriormente. Está jogando em uma posição onde não aparece para a torcida _ e daí a insatisfação _ mas que é fundamental para a compactação da equipe.

Pierre novamente mostrou para Felipão o que ele perdeu. Foi um monstro em campo! O “baixinho” Pierre ganha até bolas de cabeça disputadas com jogadores muito mais altos do que ele. A vontade de vencer é tanta que dota seus pés de molas e multiplica sua impulsão!

Destaco também a dupla de zaga, Réver e Rafael Marques, que estão se convertendo numa verdadeira muralha ali atrás. Não será fácil para os adversários marcarem gols no Galo. Assim como não será fácil para as defesas impedirem Jô de marcá-los. Foi, no final das contas, uma ótima contratação.

Enfim, todos os atletas, independentemente de terem atuado bem ou mal, deixaram sangue e suor no gramado.

Vitória maiúscula, do tamanho do nosso orgulho!

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

Veja os melhores momentos:

RONALDINHO GAUCHO, INCÓGNITA OU ESPERANÇA?

Quando todos achavam que o nome de Ronaldinho Gaúcho era mera especulação (inclusive eu), o melhor do mundo 2 vezes desembarcou hoje na Cidade do Galo. Ele, inclusive, já treinou entre os novos companheiros.

Um contrato de 6 meses sustenta a negociação e o presidente Alexandre Kalil deixou claro que, dependendo do rendimento do atleta, pode ser renovado em dezembro.

Uma performance excelente significará valorização. E valorização será sinônimo de multiplicação dos valores de hoje e assédio de clubes com bala na agulha.

É um risco que se corre. Ainda assim não critico esse contrato curto, pois considero o histórico recente de Ronaldinho extremamente problemático. Não há condições de cravar que a sua contratação seja sucesso garantido. Argumentos demais pesam contra.

Apesar disso, tem tudo para dar certo, pois se a sua folha corrida fora do campo é alvo de críticas ácidas, ninguém pode questionar a sua capacidade técnica. Em plenas condições físicas, ele faz a diferença sim. E muito.

Quanto aos valores acordados, nada foi detalhado. Kalil declarou estarem no patamar de serem bancados só pelo Atlético. Sinal de que é um salário bem menor do que no Flamengo.

Ronaldinho Gaucho foi apresentado de forma modesta na Cidade do Galo. Sem os festejos, fogos e pagodes de sua apresentação no Rio de Janeiro.

Foi um cerimônia sóbria que demonstrou foco no trabalho, sem estrelismos inúteis. Ótimo assim.

Eu era contra esta contratação por tudo que Ronaldinho Gaucho representa de descompromisso com o clube. Mas, como atleticano, resta-me torcer a favor. Se é apenas uma incógnita ou uma grande esperança, só saberemos mais à frente. Já passamos por isso muitas vezes, estamos calejados.

E se o cara acerta o pé por aqui e eleva o nome do Clube Atlético Mineiro? Se isso acontecer, Kalil terá dado o pulo do gato… ou do Galo!

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

Assista entrevista de RG à TV Galo:

6.000 CEGOS NO INDEPENDÊNCIA E ALGUNS BURROS NOS GABINETES

Não bastou o governo mineiro efetuar reformas nos dois estádios AO MESMO TEMPO e, com essa atitude imbecil, ter empurrado os clubes da capital para o desconforto da Arena do Jacaré, Ipatingão e Parque do Sabiá, provocando graves prejuízos financeiros.

Agora o Independência, depois de um monumental atraso da obra, será entregue em péssimas condições de visibilidade.

E parece que os políticos, que se importam com aumentos abusivos de 62% em seus próprios salários, estão pouco ligando para o consumidor que frequenta estádios.

Senão, vejamos o que o sr. Sérgio Barroso, secretário extraordinário da Copa do Mundo em Belo Horizonte, disse a respeito do Independência:

“Talvez, em algum ponto, dentro daqueles seis mil assentos, tenha a visibilidade um pouco prejudicada, mas esse é um ponto que estamos discutindo há um tempo e estamos buscando alternativas. No momento, vamos manter a situação como está, porque é uma arquibancada totalmente segura e SÃO SOMENTE SEIS MIL ASSENTOS QUE TÊM ESSA CONDIÇÃO (de pouca ou nenhuma visibilidade). Vamos inaugurar o estádio com as grades, porque estamos privilegiando a segurança dos torcedores”.

Quer dizer então que os engenheiros portugueses… ops… brasileiros, ou pior, mineiros, não foram capazes de privilegiar simultâneamente segurança, visibilidade e conforto? Seria uma nova doença denominada “Déficit de Coordenação Motora nos Neurônios”?

Como eu posso chamar isso, sr. secretário? De total incompetência profissional ou simples desprezo às necessidades do consumidor?

Essa atitude irresponsável não poderia receber o nome “honroso” de falcatrua? Um estelionato aplicado em cima da massa apaixonada por futebol, que comprará um produto dito perfeito e receberá outro deteriorado?

Na visão de nossos políticos, não. Está tudo certo. O sr. Sérgio Barroso mesmo disse que a pouca visibilidade do estádio atingirá “somente 6 mil pessoas”! SOMENTE? ENDOIDOU?

O senhor não sabe fazer contas não, senhor secretário? Seis mil pessoas equivalem a nada mais, nada menos do que 24% do total da capacidade do Independência, seu mané!!

1/4 do público só verá grades e barras de ferro à sua frente!!

ISSO É UMA VERGONHA!

Sugiro desde já ao Ministério Público, que existe para defender o povo, que proíba a abertura do Independência sem a correção desse erro crasso de engenharia ou seja lá o que for!

Cadê os vereadores e deputados estaduais que não aparecem para botar a boca no trombone e mobilizar a opinião pública em favor de uma causa que tem de ser de todos?

CADÊ VOCÊS? Sumiram?

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

ENTREVISTANDO LEONARDO BERTOZZI, DA ESPN BRASIL

O L&N volta a entrevistar um dos grandes. Na opinião deste blogueiro, Leonardo Bertozzi, comentarista esportivo da ESPN Brasil, é um dos que possuem maior capacidade de leitura do jogo e suas nuances táticas. Ao analisar a mesma partida que assistimos, Bertozzi  sempre acrescenta (ou informa) algo que não captamos. No meu entender, é uma de suas maiores virtudes.

Ele arrumou um tempo e  gentilmente se prontificou a conversar com a nação atleticana.

Vamos à entrevista:

Lances & Nuances –  Bertozzi, sabemos que a sua origem vem das alterosas, e como todo bom mineiro, vai sobressaindo gradualmente em uma das redes esportivas de maior sucesso no mundo, a ESPN. Hoje, você é parte integrante da grade em programas importantes. Conte para os atleticanos um pouco de sua trajetória profissional e de como você saiu das nossas Minas Gerais para enfrentar o “mundo lá fora”.

Leonardo Bertozzi – Comecei minha carreira ainda durante a faculdade. Trabalhei para o site FutBrasil, inicialmente como repórter, e depois como editor. Simultaneamente, fazia o trabalho voluntário com a NetGalo, que tocava o site oficial do Atlético. Participei de algumas iniciativas pioneiras, como a narração online de jogos do Galo direto do estádio, algo que fizemos em toda a campanha do Brasileiro de 1999. Depois de formado, mudei-me para São Paulo, e após algumas experiências fora da área, iniciei o site FutebolEuropeu.com.br, em 2004, que me deu projeção para trabalhar em veículos importantes. Fui repórter da revista Trivela e editor do site, comentei jogos no BandSports e no FX. Desde 2009 faço parte da equipe dos canais ESPN de rádio, televisão e internet.

L&N – Você é um comentarista que costuma ler a partida de futebol de uma forma bastante realista. Você já atuou dentro das quatro linhas seriamente ou entende que isso não é básico para se construir um bom analista de TV ou rádio?

LB – Um bom comentarista político não precisa ter sido político, assim como um bom crítico de cinema não precisa ser cineasta. Evidentemente a experiência no campo agrega algo, mas não é o essencial. O necessário é estudar, ter conhecimento e se manter sempre atualizado. Um pecado de muitos ex-jogadores que passam a atuar como comentaristas é acreditar que a experiência pura e simples basta.

L&N – Nestes três anos de Alexandre Kalil no Galo, a torcida se frustrou de maneira absurda. O que era para ser a retomada das grandes campanhas de Elias Kalil (pai de Alexandre Kalil) ou mesmo de outras épocas, se transformou em choro e ranger de dentes, flertando com rebaixamentos e tomando goleadas vergonhosas. Na sua visão, quais foram os pecados principais que empurraram o Atlético para este festival de fracassos?

LB – O Atlético tem pecado pelo imediatismo na gestão do futebol. O primeiro ano da gestão Kalil foi positivo, com o time brigando pelo título brasileiro. Daí em diante, e a partir da contratação do Luxemburgo, a coisa foi de mal a pior. O principal equívoco é a contratação de jogadores por atacado, 20, 30 novos por ano. É impossível notar qualquer planejamento quando o time de junho não tem nada a ver com o de janeiro. Se o Atlético não adotar uma linha clara de raciocínio na montagem do elenco, fica difícil esperar alguma coisa.

O Atlético tem se estruturado bem fora das quatro linhas, mas há alguns fatores questionáveis, como abrir mão de um departamento de marketing. Se o marketing dá prejuízo, como alega o Kalil, é porque não é bem feito. O atleticano é apaixonado e pode contribuir muito como consumidor.

Ainda sobre o Alexandre, é necessário separar o torcedor apaixonado do administrador. Apesar de o torcedor se identificar quando ele “solta os cachorros” após um revés ou tira um sarro do rival após uma vitória, nem sempre estes comportamentos são bem recebidos dentro do ambiente.

L&N – A torcida do Atlético sempre foi fidelíssima e extremamente vibrante. Carregar o time nas costas faz parte da nossa história por anos a fio, inclusive em 2011. Mas, devido ao grande crescimento das redes sociais _ e, por consequência, maior comunicação entre os atleticanos _ percebe-se uma reação (crítica) importante de parte da torcida em relação aos anos seguidos de decepções, o que possibilita desembocar numa atitude mais fria (ou equidistante) em relação ao time. Quais as medidas que, na sua opinião, deveriam ser tomadas para restabelecer a sinergia de antigamente?

LB – Um período de vacas magras pode aproximar ainda mais o torcedor do time ou provocar nele uma certa indiferença. A primeira parte foi vista na época do rebaixamento. Talvez seja o momento da segunda parte. Mas acredito que a falta do Mineirão também seja um fator a não ser ignorado. Apesar do fenômeno das redes sociais, é mesmo no estádio onde essa proximidade se verifica.

L&N – Em 2011, contratamos, pelo menos no papel, um timaço. Dudu Cearense, Richarlyson, Mancini, Leonardo Silva, Magno Alves, Guilherme Santos, André, Guilherme… entre outros. No comando, Dorival Júnior. Mesmo assim, foi um filme de horror sem pipoca, com um final digno de enviar a platéia pro hospital com palpitações graves. Como você explica tal disparate em relação ao que poderia ser e ao que aconteceu de fato?

LB – O problema é justamente esse – separar o papel da realidade. Mancini, Guilherme, André, entre outros, eram jogadores encostados em seus clubes. Alguma razão havia. Quando você faz um investimento alto, tem de saber se é apenas no nome ou se a possibilidade de retorno existe de fato. Houve um tempo em que o jogador voltava mal do exterior e conseguia se refazer aqui. Hoje é cada vez mais difícil. Contratar muito nem sempre significa contratar bem.

L&N – Você acredita que no jogo contra o cruzeiro (os 6 a 1), os jogadores do Galo se envolveram em algo desonesto para salvar o rival?

LB – Apesar de não colocar a mão no fogo por nada no universo do futebol, seria leviano da minha parte fazer qualquer insinuação neste sentido. Entendo o desespero do torcedor, que podia viver seu momento de maior alegria em muito tempo, mas o jogador não pensa da mesma maneira. Deveria, mas não pensa. Na cabeça de muitos ali, a missão estava cumprida uma semana antes. Quando você entra em um jogo como este sem grandes motivações, contra um adversário que faz o jogo da vida, é possível que uma tragédia do tipo aconteça.

L&N – Kalil reeleito por mais 3 anos. Em seu primeiro mandato, o presidente alvinegro se notabilizou por atitudes arrogantes, declarações estapafúrdias, excelente trabalho (até onde podemos ver) na administração financeira do clube e uma péssima gestão do futebol. Para que tudo isso fique no passado, o que você acha que Kalil deve fazer para produzir um segundo mandato capaz de resgatar o prestígio do Clube Atlético Mineiro em termos nacionais?

LB – A hora é de arregaçar as mangas, trabalhar sério e acreditar em uma linha de planejamento. Manter técnico, elenco, apostar nos bons jovens e contratar apenas jogadores que cheguem para resolver. Com a volta do time a BH, um programa eficiente de sócio-torcedor também será bem-vindo.

L&N – Você é a favor da repatriação de Diego Tardelli?

LB – Depende das condições. Se for necessário um imenso sacrifício financeiro, não vale a pena, apesar de o jogador ser um ídolo e ser um destes que chegam para resolver. Em condições aceitáveis, vale a pena.

L&N – Caro Leonardo Bertozzi, para encerrar a entrevista, qual a sua mensagem para a nação atleticana, que admira muito o seu trabalho?

LB – Agradeço a todos que acompanham meu trabalho. Sei que muitos esperam que eu seja uma espécie de “embaixador” do Atlético na imprensa nacional. Não é exatamente o caso, mas sei que falo com propriedade do Galo quando me cabe. E foi uma satisfação grande poder cobrir vários jogos do Atlético pela TV e pela rádio desde a mudança para São Paulo. Espero que essas ocasiões se multipliquem e que novos encontros com a Massa aconteçam. Abraço a todos!

A sua presença honrou o L&N e a nação atleticana, Bertozzi. Muito obrigado.

Para seguir o entrevistado no twitter, clique aqui.

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

O ATLETICANO HOJE É UM ZUMBI SEM RUMO!

Levar de 6 faz parte do futebol. O que não faz parte do jogo é a apatia e a IRRESPONSABILIDADE com que foi jogado.

Poucas vezes na vida me senti tão envergonhado como ontem. Que sejamos goleados por outros adversários, mas por cruzeiro e Flamengo não dá pra engolir. Para a nação atleticana, isso é inadmissível!

Afora o fato de que, ali em campo, tínhamos a melhor defesa do returno contra o pior ataque. O ataque do cruzeiro, até então, era de riso ou de raiva. Não fazia nem cosquinhas.

Tínhamos todas as ferramentas para alcançar uma vitória ansiada pela torcida e despachar o cruzeiro para a segunda divisão, porém, a garra, a raça e a vergonha na cara foram esquecidas em casa.

É extremamente simples encontrar o motivo da mais vexamosa derrota do Atlético na história desse clássico:

O CRUZEIRO ENTROU E JOGOU, ENQUANTO O GALO JÁ ESTAVA DE FÉRIAS!

Os jogadores do Atlético não deram a menor bola para a torcida, que esperava deles algo parecido com hombridade e amor à camisa.

Para eles, que formam o plantel mais caro da história alvinegra, a meta já tinha sido alcançada na vitória contra o Botafogo. E só isso já bastava!

Tento compreender esse posicionamento, pois o jogador não é torcedor. Mas, por outro lado, não entendo porque, como profissional, não tenha defendido com honra a camisa que é PAGO PARA DEFENDER em todas as circunstâncias, valendo pontos ou não.

E muito bem pago, por sinal.

A de ontem não valia nada, mas mesmo assim, deveria ter sido encarada, no mínimo, com ética e profissionalismo.

O que não ocorreu. Uma decepção gigantesca que nos envergonha a todos.

E que nos faz encarar o Atlético de uma forma mais amarga daqui para a frente.

Nós somos o amor que oxigena o clube, mas talvez sejamos os únicos. Talvez sejamos um Dom Quixote da vida, lutando uma batalha sem glória e sem honra.

Temo que, tal e qual Dom Quixote, tenhamos fechado os olhos para a realidade porque a realidade é dolorosa demais para nós!

O atleticano, nesta segunda-feira, é um zumbi sem rumo!

E o pior: HUMILHADO!

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

A seguir, a entrevista do Kalil concedida hoje, na sede do Atlético.

TIMEZINHO RIDÍCULO!

Vários adjetivos me vêm à cabeça para definir o desempenho do Atlético ontem: pífio, ridículo, apático, vergonhoso, covarde, constrangedor…

Na dúvida, fico com todos eles.

Se o Alexandre Kalil considera a torcida bipolar, quero dizer que bipolar é este time contratado a peso de ouro e que, depois de uma partida cheia de raça contra o Santos, apresenta esse futebolzinho que ridiculariza a nação atleticana.

Bastava um empate mixuruca para igualar o número de pontos do cruzeiro. Se ganhasse, deixaria a zona de rebaixamente para trás. Apesar de saber disso, a postura foi de uma apatia inigualável.

Ontem, eu senti vergonha de torcer por essa turma de covardes!

O Vasco, formado por muitos reservas, atropelou o Atlético. O Vasco não jogou, o Vasco treinou!

Foi um rachão pré-jogo. Não aplicou uma sonora goleada sabe-se lá por quais motivos.

No segundo tempo, quando o Atlético esboçava uma tímida reação, Serginho foi novamente expulso. OUTRA VEZ!

E aí qualquer esperança de mudança no placar foi por água abaixo.

O time é de uma fragilidade impressionante. Qualquer pessoa que entenda um mínimo de futebol, teria contratado melhor que Kalil e Maluf.

E não teria torrado a metade do dinheiro que os dois torraram!

E não me venham dizer que o time estava desfalcado. O Vasco estava muito mais! Além disso, deveria haver atletas com capacidade para entrar e resolver a parada.

Tem hora que dá vontade de se afastar do futebol e deixar esse amontoado de vagabundos pra lá!

Se tomar como base o jogo de ontem, preparem o lombo e o coração!

Vamos comer o pão que o diabo amassou neste restante de campeonato!

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

OS PANTERAS NEGRAS – AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA.

Braço erguido, punho cerrado, forte. Luvas negras. Assim os atletas norte-americanos, medalhistas nas Olimpíadas da Cidade do México, Tommie Smith e John Carlos desafiaram a ordem mundial no pódio olímpico. Eram os Panteras Negras do movimento Black Power do final dos anos 60 e início dos 70. A luta era contra a América Branca e a discriminação racial. E tudo de fétido que ela representa.

Mas o que isso tem a ver com esse blog atleticano?

Tudo.

A começar porque o Clube Atlético Mineiro é o clube da Massa. De um povo sofrido, injustiçado, mas inigualável em amor e abnegação.

Um dos seus maiores ídolos, assim comemorava seus gols (Black Power): Reinaldo, ou simplesmente, Rei.

Atrás de cada desenho mágico que era um toque de bola, um drible de corpo, um cerebral movimento diáfano que fazia deitar seus marcadores ou um sonho mágico que era um gol de Reinaldo; e que, simplesmente por ser um gol de Reinaldo, era simples, mas complexo.

Vivíamos, àquele tempo, uma ditadura, autorização imposta pelas armas. Violência legalizada mas não legitimada.

O futebol era o Campo dos Sonhos do povo brasileiro. Em cada obra prima de Reinaldo, servido gentil e coletivamente por Cerezo, Luisinho, Marcelo, Paulo Isidoro, Éder, João Leite e Cia, havia a revolta, o enfrentamento de uma situação posta e anti-libertária.

Punho cerrado, o artista era carregado pelos companheiros de luta, a Massa aliviada, de alma lavada da vida. Havia esperança. O Rei iria nos libertar. Não haveria mais militares. O mundo seria nosso, seria do povo. Em cada jogo, como na música de outro gênio, o Galo insistiria em cantar. Amanhã seria outro dia.

Onde está este Clube Atlético Mineiro?

O Galo perdeu a sua alma?

Não amo menos. Mas não encontro mais.

Onde está o Rei libertário e seu povo feliz e esperançoso?

Porque tanta catarse e sublimação?

Porque tamanho desencontro entre os atletas e a Massa?

Porque tanta enganação e fanfarrice?

Hoje tem jogo contra o Santos de Neymar. Este que, na opinião do colunista é o maior jogador do mundo na atualidade.

Hoje estarei lá na Arena do Jacaré, porque sei que “Amanhã Vai ser Outro Dia”. Braço erguido e punho cerrado. Forte e Vingador.

Galo! 

Para seguir este colunista no twitter, clique aqui

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

ATLÉTICO 2 X 0 AMÉRICA – SEM ILUSÕES.

Aqui dentro da Arena, a poucos metros de uma torcida enfurecida, é fácil correr atrás de uma bola.

Quero ver se na Vila Belmiro, em terreno adversário, a disposição será a mesma.

De todo modo, tanto em postura, quanto em formação tática, o Atlético se apresentou bem ontem contra o co-irmão mineiro.

O 3-5-2, temerariamente lançado por Dorival Júnior _ pois foi treinado apenas uma vez _ propiciou fluidez ao time.

Os laterais tiveram liberdade para atacar e Patric, principalmente, aproveitou para jogar quase como um atacante. E foi muito bem desta forma.

Guilherme Santos também melhorou a sua performance, embora ainda não tenha atingido aquele esplendor das primeiras partidas.

Este esquema caiu como uma luva para Daniel Carvalho, que, de repente, não precisou locomover todo o seu peso para compor o meio defensivo. Ficou liberado para organizar os ataques e jogar com a bola nos pés.

Enfim, vi um meio de campo mais compacto, mais pegador. Tanto que o América incomodou Giovanni apenas uma vez em todo o jogo.

Richarlyson atuou dando suporte à zaga e à lateral esquerda. O mesmo fez Réver pela direita, assessorado por Serginho.

O 3-5-2 não é um esquema defensivo. Muitas vezes, torna-se muito mais ofensivo, ao mesmo tempo em que blinda a defesa. Eu sou totalmente a favor, sobretudo quando se constata que, no posicionamento anterior, bolas estufavam em profusão as nossas redes. Tinha virado festa.

Afinal, levar 11 gols em apenas 3 jogos não é para qualquer time não. Tem de ser muito, mas muito ruim para sofrê-los!

A vitória foi boa, claro. As vitórias sempre serão bem vindas. Mas não me iludo nem um pouco.

Falta à equipe aquela consistência dos grandes esquadrões. Aquela auto-confiança que traz o cheiro da vitória antes mesmo de subir as escadas do túnel para entrar em campo.

O conjunto alterna exageradamente bons e maus momentos dentro de uma mesma partida. E isso martela o emocional dos jogadores como se fosse um irritante bico de pica-pau.

Não é um time confiável, por enquanto. E quando será? Não dá para saber.

Se Dorival Júnior não descartar o 3-5-2, o que eu não duvido _ pois o nosso treinador tem a mania de trocar tudo de uma hora para outra como se fosse um gênio  ou um Graham Bell _ teremos sempre a necessidade de um homem de área.

E nesse aspecto, Jonatas Obina foi uma grata surpresa para mim. Meio desengonçado, um tanto desarticulado, corre parecido com Dadá Maravilha.

E tem uma pedrada na perna esquerda. Acabou marcando um gol e dando assistência para o segundo. O cara trouxe o que nos falta. É sortudo demais!

Excelente produção para quem chegou totalmente desacreditado e alvo de piadinhas na Internet.

Jonatas Obina foi o destaque inquestionável da equipe nesse jogo. Entretanto,  ainda tem muita lenha para queimar e não quero ser precipitado.

Em suma, foi mais uma vitória sobre um dos times considerados mais fracos neste campeonato. Dos fortes nós só levamos bordoada, até o momento.

Mas não deixa de ser saudável colocar 3 pontos na sacolinha… e esperar que a omissão imperdoável da diretoria em reforçar a equipe, não nos faça lotar capelas e igrejas em busca de ajuda divina!

Pois reafirmo novamente: Se este time não for fortalecido, nós vamos lutar para não cair!

E para a torcida, será mais uma dolorosa via-crucis,  jogo após jogo! Merecemos?

Com a palavra, o leitor e amigo do L&N.

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 0 X 1 SÃO PAULO.

O jogo teve uma característica que saltou aos olhos: o São Paulo povoou meio de campo e defesa e esperou o Atlético em seu campo. E utilizou os contra-golpes rápidos para levar perigo à meta de Renan Ribeiro.

Isso funcionou no primeiro tempo, quando o Atlético, mesmo com maior volume de jogo, foi inferior ao São Paulo em organização tática.

Toró, mal posicionado em campo, foi anulado por ele mesmo. Giovanni não conseguiu se livrar da forte marcação paulista e junto com Mancini, perdia bolas que ofereciam os contra-ataques ao São Paulo.

Justamente o que o tricolor havia se proposto: jogar no erro do Galo.

Nessa etapa da partida, o meio de campo exerceu marcação frouxa. Soutto e Richarlyson não acertavam o passo e nem alternâncias.  Leandro, na lateral, muito menos. Até agora não entendo porque Guilherme Santos, infinitamente superior, não joga.

Patric foi muito bem, essa é que é a verdade, apesar de a maioria não gostar dele. Na jogada do penalti (claro, por sinal), não deveria ter se jogado. Se persistisse, seria gol certo.

Mas, no conjunto, o Atlético não estava mal, embora tenha começado a correr somente após o gol adversário, aos 22 minutos. Esboçou uma reação, mas não conseguiu guardar a criança na casinha.

Com Dudu Cearense estreando no lugar de Soutto (lesionado), Berola no de Mancini e Serginho no de Toró, o Galo voltou para o segundo tempo disposto a mudar a história do jogo.

E aí, sim, encaixou a marcação e dominou com autoridade, empurrando a equipe tricolor para o seu próprio campo. Muito mais organizado nas quatro linhas, o Atlético sufocou do princípio ao fim.

Mas falta ao Galo um repertório de jogadas rasteiras de ataque e isso  limita enormemente o seu poderio ofensivo.

Não se pode depender só de jogadas aéreas. E parece que o time ficou meio que viciado nestes lances por causa do sucesso alcançado nas duas primeiras partidas.

Embora importantes, são apenas um complemento e não a essência.

A essência de ataque são tramas, trocas de passes, ultrapassagens, bolas enfiadas, cruzamentos à meia altura ou rasteiros, etc, etc. Tudo aquilo que desnorteia os zagueiros. E isso o Galo não apresentou ontem, mesmo com o monumental domínio do jogo.

Leonardo Silva jogou de zagueiro e centroavante. Aliás, mais de centroavante do que de zagueiro. Eu gostei dessa ousadia do Dorival, pois pode se converter em mais uma alternativa tática.

Pois um time que quer ser campeão tem de possuir, obrigatoriamente, um extenso rol de possibilidades treinadas à exaustão. Do contrário, ao ser marcado naquilo que tem de mais forte, deixa de oferecer perigo.

Assim como Sansão, que tinha os cabelos como única fonte de força. E ao vê-los cortados, se ferrou em verde-amarelo.

Tenho repetido aqui e no twitter que o Atlético necessita de reforços. Não pela derrota de ontem, mas pela alta performance que um campeonato tão árduo exige.

E, vendo uma partida como esta, contra um grande time do país, é muito mais fácil identificar as carências.

Na minha opinião, não há mais tempo para a diretoria ficar cochilando em berço esplêndido. É premente a contratação de um camisa 10 que distribua e organize o jogo de forma ágil e fluente. E que Giovanni jogue um pouco mais atrás, na sua posição de origem.

E é preciso contratar um jogador com faro de gol, que ame a grande área e que tenha um estilo agudo em direção à meta adversária.  Um daqueles fominhas que causam insônia nos beques.

Estamos marcando presença de forma muito tímida na grande área. Ontem, a bola pererecou várias vezes na zona do agrião e não tinha uma bendita alma ali, para empurrar para dentro ou construir uma boa jogada.

Enfim, apesar da derrota, nada está perdido, assim como não tem nada ganho. Muitos vão perder e ganhar, inclusive o São Paulo.

Portanto, há muito que se fazer para o nosso destino ser esplendoroso. E para que isso aconteça, a diretoria tem a obrigação de se mexer com mais agilidade e não apenas ficar assistindo contratações de reforços dos adversários todos os dias.

Afinal, entramos nessa para ganhar ou para fazer figuração?

Qual a sua opinião, caro amigo do L&N?

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES

Parece que a gestão do Presidente Alexandre Kalil colocou em dia os salários sem contrair novas dívidas? Sim, parece.

Parece que é melhor administrador que os antecessores recentes? Sim, parece.

Parece que as dívidas estão acabando? Não vi e não ouvi ninguém da diretoria responder sim a essa pergunta, na lata, sem evasivas.

Mas, aparentemente, sim, o Clube Atlético Mineiro tem uma casa estruturada.

Na esteira democrática que permeia o blog Lances&Nuances, vou expor aqui uma vertente do pensamento de parte da Massa de Minas Gerais.

Considerando que ter um presidente de clube como ídolo maior é extremamente prejudicial para a essência do futebol de um clube; que as entrevistas da cartolagem são, sem exceções, puras bravatas; e que nessas entrevistas o mandatário maior do clube já vem demonstrando sinais de fraqueza ao esbravejar expressões tipo “estou de saco cheio”, “não sei se estarei aqui depois”; e, principalmente, que a gestão de Alexandre Kalil vai chegando ao final sem sequer apresentar um time digno, sugiro a DESCANONIZAÇÃO DO PRESIDENTE ALEXANDRE KALIL, nos seguintes termos:

Artigo 1º – O torcedor número 1 do Atlético volta a ser o meu amigo Tião Passarim, que, com seu manto sagrado, pega o busão meio-dia em direção a Sete Lagoas, no domingo, e chega à sua casa na periferia de BH à meia-noite, após uma exibição de gala do alvinegro. Acorda às 3h30m da madruga, pega novamente o balaio das 4 da matina para estar no batente às 6h.

Parágrafo Único – O torcedor número 1 do Galo não é a presidenta da república, o governador, o prefeito, o presidente do clube, o banqueiro, o bispo, o juiz, o filho do conselheiro que se tornará conselheiro, etc etc etc.

Artigo 2º – Nunca mais haverá um atleticano consciente. Em cada jogo fica restaurada a hora do ópio. Reina a ilusão, a utopia e o sonho. O torcedor número 1, durante os 105 minutos, esquecerá da sua jornada de trabalho exaustiva, do salário mínimo e do seu salário de merda, da doença na família, do abuso do poder econômico, da corrupção e da violência.

Artigo 3º – Para jogar no Galo é pressuposto inarredável, além da raça, o talento. Basta de estrelas decadentes, twittadas redentoras e promessas evasivas. Queremos um time. Mas um esquadrão digno e ambicioso. Queremos ídolos!

Parágrafo primeiro – Como dizia o mestre João Saldanha, mais vale um ídolo do que um título.

Parágrafo segundo – A categoria de base do Clube Atlético Mineiro é o esteio dessa nova era.

Artigo 4º – Está proibido proibir a crítica aos cartolas. O ideal mesmo seria proibir a cartolagem, mas, infelizmente, é um mal necessário do futebol.

Artigo 5º – Será cassada a palavra nas entrevistas quando o assunto for contrato com a televisão ou CBF. É um assunto muito mala e nojento.

Parágrafo Único – Se moralizar for a real intenção, torna-se um dever da instituição Clube Atlético Mineiro defender os seus direitos na justiça, com pretensões fundamentadas.

Artigo 6º – Se o presidente está de “saco cheio” ou “não sabe se vai continuar”, PEDE PRA SAIR. Não precisamos de fracos.

Disposições finais

Não fraqueje, presidente, ainda estamos com você. Esperamos um time digno, sem o que, não mais o apoiaremos.

[O manifesto acima tem o espírito panfletário de rua, inocente, sem nenhuma pretensão de se tornar uma verdade absoluta e foi inspirado na música de Geraldo Vandré que lhe dá nome e pela poesia de Tiago de Mello, Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente) e Carlos Heitor Cony, que fazem parte integrante do presente manifesto.]

Saudações alvinegras, com o espírito democrático e de paz nos estádios!

Nota do blogueiro: Claro que eu discordo dos pontos de vista do Coruja em vários aspectos, não em todos. Mas o L&N, dentro de sua política de dar voz às diversas correntes de opinião, coloca o tema em discussão democraticamente. Afinal, o autor da crônica defende aquilo em que acredita sem menosprezar visões contrárias.

E você, caro amigo, qual a sua opinião?

PARA SEGUIR O COLUNISTA NO TWITTER, CLIQUE >>>@Fredbizz

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

BANQUETE DOS MENDIGOS – NO EXPECTATION

O filme chama-se Viridiana. A obra é de Luis Buñuel, cineasta espanhol, radicado no México, mestre do surrealismo, parceiro de Salvador Dalí. A cena enfocada se passa em uma fazenda. A personagem principal, que dá nome ao filme e que cuida da casa, abriga mendigos por um sentimento universal.

Em um determinado momento da estadia no albergue, na ausência episódica de Viridiana, os mendigos invadem a casa luxuosa e se fartam de todas as formas em um banquete impiedoso.

De repente, o cineasta paralisa a película numa alusão à Santa Ceia. A cena é genial. Logo após se fartarem, um a um, aqueles seres deixam espontaneamente o local e retornam às ruas para suas condições de farrapos humanos.

O futebol é, tal qual Viridiana, um vendedor de sonhos. Numa palavra, os que o fazem, são deuses, na maioria, e Deuses, outros poucos. Nós, torcedores, meros mortais, idolatramos o sonho, mas comemos carne. Nas quedas das divindades, cortamos e devoramos, com faca e baba, o deus caído.

Hoje, propaga-se aos quatro ventos que o Atlético é um time “zicado”, azarado, sem glórias, propenso, inevitavelmente, a tornar seus torcedores sublimados através da catarse; que o individualismo que corta a força coletiva em pedaços vive no Galo o seu momento máximo. O atleticano, ao mesmo tempo, acredita e duvida disso.

De fato, no passado recente, nós outros, que amamos essa Esfinge Alvinegra, nos contentamos com a réstia de sol de um inverno britânico e chuvoso. No popular, lâmpada de geladeira.

Até quando esse frio? Até quando essa dor?

Banquete dos Mendigos, também é um clássico álbum dos Rolling Stones da década de 60. A lendária canção “No Expectations” retrata o típico estado de espírito atleticano a cada sonho roubado. Atado a uma Cidade Aberta, de mazelas mil, ferida e maternal . ”Take me to the station, and put me on a train, i’ve got no expectations, to pass through here again (…)”.

Perdão, ó razão, por amar incondicionalmente este  “monstro desgovernado”. Mas não é justamente a razão que nos obriga a sonhar, dia após dia, noite após noite? Não é o tempo a razão de todas as coisas?

Sonho todos os dias com tua volta, ó Gigante de Esporas. É essa a minha razão de todos os dias e por toda a eternidade. Mesmo que tenha que amar e devorar, como um mendigo, até o último dos deuses. Estou e estarei aqui, sempre, como sempre.

Não se esqueça que uma nação inteira está aqui a te esperar!

NOTA DO BLOGUEIRO: A COLUNA DO CORUJA é escrita pelo mais novo colunista do Lances&Nuances, Frederico Alves Bizzoto, o Coruja. Por aqui ele nos concederá a honra e o prazer de ler seus escritos de puro talento.

PARA SEGUIR O COLUNISTA NO TWITTER, CLIQUE >>> @Fredbizz

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 1 X 1 UBERABA.

Apesar do empate amargo contra um Uberaba na rabeira da tabela de classificação, eu enxerguei progressos _ do meio para trás _ na performance da equipe alvinegra, se a compararmos ao domingo passado.

Neste setor, o time atuou mais compactado e não cedeu ao adversário aquela tradicional avenida pelo meio de campo. A zaga _ com o crescimento técnico de Leonardo Silva _ se mostrou mais estável, embora Réver, mais uma vez, tenha pecado por excesso de auto-confiança.

A escalação de Richarlyson na lateral esquerda, no momento, é a melhor opção que temos, mesmo que haja necessidade de muitos treinamentos para aprimorar os cruzamentos.

Na lateral direita, Bernard pode não ter feito um primor de partida, mas tem personalidade. E jogou improvisado. O garoto tem futuro, na minha opinião.

Renan Ribeiro está se posicionando melhor e evitou um gol certo só com a boa colocação.

Os quatro do meio de campo atuaram mais perto um do outro. Serginho fez uma boa partida e Toró, embora ainda fora de forma, não se acomoda em nenhum instante.

Os nossos problemas no jogo contra o Uberaba residiram na transição de bola da defesa para o ataque.

Ricardinho não foi o mesmo de outros jogos. Sem inspiração, não conseguiu enfiar aquelas bolas que o transformaram no maestro da equipe.

Renan Oliveira também não acertou sequer uma jogada ofensiva e acabou não municiando os homens de frente como deveria.

Ricardo Bueno tem uma dificuldade imensa de dar prosseguimento a uma tabela ou mesmo a uma simples condução de bola. O gol que marcou foi novamente pelo alto. Se Bueno tem uma virtude, a técnica de cabeceio é a que domina melhor.

Sobe com muita impulsão e sabe gerar velocidade na testada. Mas peca repetidamente em outros fundamentos, engessando a equipe naquele setor.

Jobson correu, se doou em campo, mas sem um companheiro que o auxilie, fica difícil demais.

Enfim, o Galo, do meio para a frente, não conseguiu ser contundente. E por isso mesmo, pouquíssimas oportunidades efetivas de gol surgiram.

Porque perder gols é uma coisa, mas não criar situações para marcar é muito mais grave. E é exatamente aí onde mora o perigo!

O congestionamento de defensores uberabenses na área impediu, até com certa facilidade, as tramas ofensivas do Atlético.

Trocas de passes inúteis, passes errados aos montes, cruzamentos ridículos e alçadas de bolas no vazio constituiram-se na principal característica da armação e do ataque alvinegros.

Depois daquele primeiro tempo primoroso contra o Guarani de Divinópolis, a impressão que se tem é que o time esqueceu a receita em casa.

E não consegue mais achá-la!

A valorização do conjunto _ com o reforço das jogadas individuais e não o contrário  _ é a impressão digital do técnico Dorival Júnior nas equipes que comanda.

Porém, não se sabe porque, ele não está conseguindo implantar no Galo o que já fez, durante anos, em outros clubes.

Vai entender!

Seria aquela cabeça de burro enterrada na Cidade do Galo?

E você, caro leitor e amigo, tem a resposta para isso?

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

É UMA PENA, MAS SABEMOS QUE NÃO DEU CERTO.

Diego Souza foi mesmo para o Vasco.

O grande jogador do Palmeiras em 2009, quando foi considerado pela crítica especializada o craque do Brasileirão, não teve paciência para recuperar a forma antes de jogar, como era o desejo de Dorival Junior.

O atleta que seguiu para o Vasco não é o de 2009 e sim o de 2010, aquele que matava bolas de canela e que, por muitas vezes, se omitiu em campo.

Com toda sinceridade, não me lembro de nenhum jogo em que ele tenha se destacado.

Apesar disso, grande parte da torcida se mostrou contra a sua saída.

Não pelo que ele jogou ou deixou de jogar, mas pelo que poderia render daqui pra frente.

Algo assim como: “Eu não vi esse cara jogar nada aqui, mas sei que ele é bom porque produziu muito em 2009 e ninguém perde o jeito”.

Pode ser que sim, pode ser que não. O fato é que ninguém se disporia a  colocar a mão no fogo e garantir que ele arrebentaria neste ano de 2011.

E nem que NÃO o faria.

Na dúvida, Alexandre Kalil preferiu reduzir a folha salarial em uma quantia bastante significativa, recuperar o valor empenhado (sem lucros, porém, sem prejuízos), talvez investir em posições carentes e se livrar de uma “estrela” que, mais cedo ou mais tarde, comprometeria o ambiente.

É uma grande pena, e sobretudo, uma grandiosa decepção para os que, como eu, botaram tanta fé no moço.

Mas fazer o que? Que vá e seja feliz.

O Galo, tão grande quanto antes de Diego Souza, continuará a sua caminhada.

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

O AUTO DO JOÃO…

“Não tem jeito, um dia ela chega para todo mundo, com a foice na mão e seu sorriso mortal… mas calma, não se assuste. Se você fizer as opções certas na vida, no final tudo vai acabar bem.”

Naquele dia o expediente já estava quase acabando, São Pedro iria entrar de férias depois de quase dois mil anos sem tirá-las. Estava muito difícil encontrar um porteiro a altura para substituí-lo. O jeito era fechar a porta do céu por 30 dias. O povo que espere um pouco, uai! Ele já estava de malas arrumadas para viajar para uma praia paradisíaca quando vê chegar dois atrasadinhos esbaforidos… “Quer apostar que são brasileiros?” _ pensou São Pedro.

_ Vocês são de onde? _ perguntou.

_ De Minas Gerais, o senhor desculpe o atraso _ disse um deles com um sorriso amarelo. (Eu não falei? Brasileiros!)

O que falou era um tal de João Galo Fortes. O que ficou calado, na moita, era um sujeito meio esquivo, com cara de fuinha, o Raposildo Cervídeo Garça.

São Pedro dá uma olhada na ficha corrida dos dois, coça a cabeça, arregala os olhos e fita-os com um olhar de censura. Então diz:

_ É, a situação de vocês não é boa, não. Como estou com muita pressa, vou analisar só três dos sete pecados capitais e isso basta:

1.      Ira: O senhor João Galo demonstrou muita ira quando o juiz roubou do time dele, quando foi prejudicado pela politicagem da CBF, pelos esquemas da Globo, etc…

O senhor Raposildo ficou mais irado quando o rival venceu do que quando o seu time perdeu! Que estranho… ou quando contratou jogadores melhores e a torcida adversária encheu os estádios. Piorou quando o rival foi campeão e as estatísticas disseram a verdade… aliás o senhor gosta de distorcê-las, né não?

2.      Luxúria: O senhor João Galo na sua juventude andou abusando um pouco, depois tomou vergonha, casou e constituiu família. Verdade que após uma coisinha aqui, outra ali, desculpou-se a si mesmo: “a carne é fraca”…

O senhor Raposildo, bem, para não entrarmos em detalhes, digamos que neste aspecto, levou uma vida não convencional, com aquela desculpa de: “eu preciso me encontrar, enquanto pessoa…” Lá na Palestina a gente chamava isso de falta de vergonha na cara mesmo!!

3.      Soberba. Ah, a soberba. Pecado predileto do nosso inimigo. Quantas e quantas almas ele conseguiu levar para o lado dele. O senhor João Galo até que nesse quesito não tem nada de grave, não.

Mas você Raposildo, quanto orgulho, quanta vaidade. Vivia cantando por todo lado “eu vivo cheio de vaidade”. Depois, ter a coragem de dizer que é celeste, que blasfêmia! Sua vida foi só de orgulho, vaidade, etc., enfim o senhor é um soberbo!

São Pedro conclui então:

_ Senhor João Galo, você aprontou bastante na vida, sua situação não é fácil mas como o senhor foi humilde, reconhecendo-se um pecador miserável, está condenado a dois mil anos de purgatório. Ao fim desses o senhor poderá entrar no paraíso.

_ Senhor Raposildo Cervídeo Garça. Para o senhor não tem jeito. Pecou muito, mas de todos os pecados o pior é a soberba. Não sabe se reconhecer como um pobre miserável, não tem humildade. No popular: o senhor se acha! Está condenado ao fogo eterno.

O cheiro de enxofre começa a tomar conta da ante-sala do céu. Uma nuvem cinzenta e já se vê a figura maligna do Cujo. O  rabudo vem surgindo… Raposildo não se contém, coloca a mão no peito, inspira fundo, dá um grito (Ai minha santa!) e desmaia. João Galo sente pena do infeliz e num ato de heroísmo propõe:

_ São Pedro, eu vou no lugar dele. Sou mais forte, posso dar conta daquele bicho-ruim do rabudo. O Raposildo não vai agüentar, tenho pena dele. O senhor dá um jeito, senão vou me valer de Nossa Senhora, igual fez meu primo João Grilo*.

_ Ó rapaz, você não bagunça o trem aqui não _ retruca São Pedro. Você nem sabe do que tá falando, não faz idéia do que é o inferno! Além disso, deixa Nossa Mãe quieta. Está acontecendo uma romaria gigantesca em Aparecida, e ela está muito ocupada. Deixa que a gente resolve essa parada.

São Pedro pega o celular e liga para os outros apóstolos. Delibera com eles e resolve:

_ João Galo, você teve uma atitude muito nobre. Mostrou amar o semelhante a ponto de dar a sua vida por ele. Decidimos que pela sua atitude poderá entrar imediatamente no paraíso. E por sua ação altruísta, até o Raposildo está livre do inferno, ficará no purgatório até o final dos tempos.. E não me fale mais nada, minha viagem já está atrasada. Ponto final e tenho dito… Só sendo muito santo mesmo, viu!

_ E você pode ir embora, ô Coisa-Ruim. Pode voltar pros quintos dos infernos! _ ordena São Pedro ao capeta. O Cão Raivoso sai soltando fogo pelas ventas, enquanto São Pedro de bermudão e camisa havaiana sai correndo para não perder o último avião: Fui!

Raposildo revira os olhos de alegria. Quis dar um beijo no João, mas este se esquivou: _ Sai prá lá, trem…

João Galo entra no céu. O anjo da guarda dele o espera. “Cara, você conseguiu sem passar pelo purgatório, nem acredito, rapaz!” João está meio desconfiado, olhando de um lado para o outro. Não parece muito feliz.

_ Que acontece, João? Você não está contente de estar no céu? _ o anjo pergunta.

_ Cara, não tem ninguém do Galo por aqui. Ninguém que eu conheço veio pro céu não? Aonde está todo mundo?

– Ah, é isso! O anjo cai na gargalhada. Venha comigo.

O anjo leva o João para trás de uma nuvem. Quando chegam lá, João não acredita. É um estádio gigantesco lotadíssimo. Toda a torcida do GALO está de pé, em festa, numa alegria infinita… Está rolando um jogo que nunca acaba.

Ninguém se cansa, todos cantam sem parar: João GALO! João GALO! João GALO! A torcida quer João GALO no time. Nos camarotes, Nosso Senhor e Nossa Senhora, vestidos com “o Manto Sagrado”, estão na torcida! João nem acredita, numa felicidade incomensurável. Chora de emoção.

O anjo da guarda o ajuda a vestir o uniforme do GALO, dá algumas instruções, tal e qual um técnico. João vai jogar pelo GALO. Para sempre! Enfim, depois de sua jornada na Terra, com alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, muito mais erros que acertos, o humilde pecador João ganhou o seu prêmio: Ele mereceu o seu céu!!

Enquanto isso, Raposildo vai pagando suas penas até o fim dos tempos. Penará muito, mas graças a misericórdia de Nosso Senhor (e uma pequena ajuda do João, né?) estará a salvo. Vai esperar prá caramba, mas um dia verá o céu.

Moral da história:  Errar é humano, você pode estar do lado errado, mas não faça como o Raposildo, não espere que um atleticano venha lhe socorrer na bacia das almas. Venha para o lado do Bem logo!

*João Grilo é o protagonista da peça Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Esta história se inspirou nela e qualquer semelhança não é mera coincidência.

PARA SEGUIR O COLUNISTA NO TWITTER, CLIQUE >> @jotagalo

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

PALMEIRAS 0 X 2 ATLÉTICO.

O Galo fez uma partidaça!

Não, não fez. Eu estou brincando, obviamente.

O Galo jogou a continha do chá, como disse (no twitter) o meu amigo Marco Lúcio Faria, autor do excelente blog Conteúdo Diverso (link ao lado).

Deu pro gasto, como diria a maioria.

Nos primeiros 15 minutos, qualquer observador atento entenderia _ equivocadamente _ que o Palmeiras é que estava nas últimas posições na tabela, não o Atlético.

Pois o time verde de São Paulo corria uma enormidade enquanto o Galo só cercava e fazia pose para fotos.

Sinceramente, não entendi a atitude em um momento tão grave.

Mas a partir daí, a equipe alvinegra resolveu se esforçar um pouco mais e acabou tomando as rédeas do jogo.

A mudança de astral coincidiu com a entrada de Neto Berola, que quer queiram quer não, é um jogador endiabrado e altera a temperatura e a pulsação da partida.

Pode não ganhar todas e perder bolas ridículas. Pode até ser meio aloprado e dispersivo, admito. Mas o Galo precisa de atletas como ele, esta é que é a verdade.

Hoje Tardelli estava jogando um simples feijão com arroz. O que é muito bom também.

Mas Berola botou um ovo com gema mole por cima. E acrescentou um tomatezinho italiano, com algumas gotinhas de azeite para aprimorar o sabor.

O fato é que Neto Berola facilitou a nossa vida hoje, pois não jogamos quase nada.

Custo a crer que existem atleticanos que não gostam dele. Eu os respeito. Porém, já tivemos jogadores parecidos com o baiano _ em estilo _ que se tornaram ídolos eternos da Massa.

Buião e Vaguinho são apenas dois bons exemplos de atletas que estão incluídos nesta categoria. Quando desembestavam pela direita com a bola dominada, só eram parados a tiros.

E ambos estiveram na seleção brasileira quando os jogadores do eixo Rio/SP tinham preferência e camarote VIP.

Na realidade, o que vi de bom hoje? Um surpreendente toque de bola.

E o que isso significa? O mesmo que dizer que o trabalho de Dorival Junior é melhor do que pensávamos.

O time jogou mal, mas se manteve numa linha tática organizada, com coberturas em todos os setores. Eu vi, apesar de uma partida ruim, um conjunto equilibrado em Araraquara.

Pode-se questionar excesso de passes errados, jogadas equivocadas, zagueiro carregando e perdendo bolas fáceis, espaços no meio, etc.

Todavia, não dá mais para dizer que o Galo não tem padrão de jogo, como no tempo do moleque irresponsável.

Mas os times que têm padrão de jogo também erram. E o Galo hoje errou demais. Ainda existem deficiências gravíssimas que Dorival Junior só corrigirá em 2011. Principalmente nas laterais.

Se o time reserva do Palmeiras fosse mais forte, estaríamos todos desesperados neste instante.

Mas ganhamos e sabemos que 3 pontos são o calmante mais eficaz do mundo desde que o futebol foi inventado.

O Avaí venceu o Atlético-GO e foi a 40 pontos, 2 apenas abaixo do Atlético. Não foi um bom resultado para nós. Se o Avaí tivesse perdido, o que o tal do Roman _ juiz que prometeu processar o Kalil _ fez de tudo para evitar, nós estaríamos praticamente livres.

Em contra-partida, o Goiás perdeu e está matematicamente rebaixado. Isso garante que iremos enfrentar um clube sem nenhuma ambição no próximo domingo.

E, provavelmente, mediremos forças com um São Paulo sem chances de se classificar para a Libertadores no apagar das luzes do campeonato brasileiro de 2010.

O nosso caminho não é dos mais difíceis por conta do fator psicológico.

Mas se não mantivermos o foco no jogo sério, corrido e pegado _ e dando a devida importância às nossas claras limitações _ podemos transformá-lo em um drama digno dos filmes de Ingmar Bergman.

Pode até ser com final feliz, mas mesmo assim um drama de arrancar o tampo da cabeça sem anestesia!

É um simples alerta, senhores jogadores. Nada que os senhores não superem com muita luta e MUITA RAÇA!!!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 4 X 1 FLAMENGO. EXPLODE, CORAÇÃO!

Uma vitória maiúscula de um time solidário em todos momentos do jogo.

Uma vitória para aquecer e explodir os nossos corações alvinegros!

Vencemos com raça, com amor, com sangue no olho e com o coração na ponta da chuteira.

Dorival Junior conseguiu penetrar na alma dos jogadores e retirar de cada um a essência mais profunda do que significa vestir esta camisa adorada.

E eles se doaram em campo de uma maneira que ainda não tinha sido vista neste campeonato.

A raça que demonstraram desde o primeiro minuto, além da incrível vontade de vencer, também miravam um alvo na beirada do campo. Uma figura patética, um personagem de filmes de terror.

Exatamente como eu havia dito na prévia do confronto, no post anterior:

“Nada no universo energiza mais um atleta do que se ver frente a frente, numa partida de futebol, com o causador principal de suas amarguras.”

Pois bem. O Galo meteu 4 gols como poderia ter metido 6 ou 7 no time desse moleque irresponsável, o incompetente que nos colocou numa situação constrangedora na tabela de classificação.

E, enquanto a equipe de Dorival Junior jogava coletivamente, ocupando espaços e se deslocando com rapidez, o Flamengo atuava como o Atlético de sua triste época: tímido, abatido  e totalmente exposto a turbulências.

Apesar de um início meio claudicante, o Galo jogou muito nesta noite.

Leandro, por exemplo, fez a sua melhor partida pelo alvinegro mineiro e Renan Ribeiro pôde assegurar ao pseudo-treinador do Flamengo que ele perdeu uma gigantesca oportunidade de promover um gigantesco goleiro.

E se o tivesse valorizado naquele tempo, certamente não teríamos deixado escapar tantos pontos de forma imbecil.

A bola que o nosso jovem goleiro defendeu numa cabeçada de Val Baiano foi vital. Se aquela bola entrasse, o jogo se tornaria dramático, não duvidem.

Compactação e velocidade nos contra-ataques. Há tempos eu não via o time se utilizar desses dois fatores fundamentais. Pois hoje eu vi!

Entretanto, os primeiros vinte minutos do segundo tempo encontraram um Atlético acuado na defesa, sem saída para os contra-golpes e errando seguidos passes em áreas perigosas do campo.

Havia necessidade de um jogador que amaciasse a bola, organizasse o jogo e municiasse os atacantes. Com esse intuito, Dorival Junior lançou mão de Ricardinho, o atleta ideal para esse tipo de jogo.

E a bola ficou redonda novamente! Poucos minutos depois, Tardelli, que na minha visão ainda não é craque, fez um gol que foi uma verdadeira obra de arte. Um gol não de craque, mas de cracaço!

E a nossa alegria, dois minutos depois, virou pura loucura, quando Renan Oliveira invadiu a área como um bólido, dividiu com o goleiro e guardou a criança nos fundos das redes.

O mesmo Renan Oliveira que me causou uma renantite aguda durante tanto tempo. O mesmo jogador para o qual eu reservava as críticas mais ácidas. E não me arrependo, ele as merecia.

Mas o garoto voltou da Bahia movido a acarajé apimentado, com outra atitude dentro das quatro linhas. Hoje ele corre, marca, lança, divide e encara o jogo como uma coisa séria. Seja muito bem vindo de volta, Renan. Assim dá gosto vê-lo!

Além dos dois gols, ele ainda foi o autor da jogada do primeiro. Objetivamente falando, Renan Oliveira foi o nome do jogo, não há que se discutir.

Apesar de Réver, Zé Luis e Werley terem sido verdadeiros monstros no gramado e Tardelli ter jogado uma partida impecável, se deslocando em todas as partes do campo.

Obina, por mais respeito que tenha demonstrado ao Flamengo na não comemoração do gol, correu como se o rubro-negro fosse objeto de todo o seu ódio. Hoje o nosso bom baiano atuou com a faca nos dentes.

Destaco também Rafael Cruz, Serginho e Diego Souza da forma mais positiva possível, pois deram um sangue danado em busca da vitória e foram muito importantes na obtenção deste fantástico resultado.

E quero exaltar o acerto das substituições de Dorival Junior, embora Mendez tenha entrado mal. Mas tenho muita fé neste jogador. Quem viver, verá.

Enfim, para encerrar, foi um castigo merecido para quem ludibriou milhões de atleticanos apaixonados.

Mas o castigo desta vez veio montado na Ferrari mais veloz. Não vermelha, mas preta e branca, da cor exata do que pulsa orgulhosamente em nosso peito!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 2 X 2 SANTOS. UM EMPATE CATASTRÓFICO!

No momento em que mais necessitamos somar pontos, de 9 obtivemos somente 2 nas últimas 3 partidas.

Está difícil demais a jornada.

O time patina, patina e não sai do lugar. É como se tivesse despencado para dentro de um poço profundo de areia movediça.

Eu nem posso dizer que o time jogou mal ontem. Não, seria injustiça.

Tampouco posso concluir que faltou empenho, pois não faltou.

O que falta à equipe do Galo é atitude de time vencedor!

Para alguns jogadores falta técnica, para outros preparo físico, mas nota-se que todos se esforçam em busca do resultado.

Contudo, aquela alma vencedora que atropela e machuca o adversário, passou longe da Cidade do Galo.

Pois não basta dominar o jogo e nem ter maior posse de bola, como ontem.

O objetivo do futebol é botar a bola para dentro das redes sem tremer e não ficar ciscando e trocando passes estéreis.

Ainda mais quando se sabe que a qualquer momento podemos tomar um gol bobo, assim como se morre um passarinho. Basta um sopro de nada!

O nosso sistema defensivo é de uma fragilidade absurdamente inacreditável!

Qualquer ataque do oponente, por mais desorganizado que seja, nos deixa desarvorados e batendo cabeças.

E ontem à noite, por mal dos pecados, Renan Ribeiro, o goleiro que vinha se constituindo na tecla “delete” dos erros da retaguarda alvinegra, também teve o seu dia de Fábio Costa.

Porém, o garoto tem um crédito enorme. Tomara que aprenda com a falha bisonha que cometeu. Aquela bola nem precisava ser socada, bastava encaixar e sair jogando com o lateral. Mais nada.

Cá entre nós _ e que ninguém nos ouça _ é difícil acreditar em sucesso quando se tem de recorrer a Ricardo Bueno para vencer um jogo.

É bizarro e assustador, além de escancarar as nossas limitações!

Afinal, Neto Berola, com uma perna amarrada, joga muito mais do que o pseudo-centroavante. Ricardo Bueno é digno de risos sarcásticos… ou de choro e ranger de dentes.

Enfim, o que está feito está feito. Resta-nos orar, como eu disse na última crônica e pelo jeito, serei obrigado a continuar repetindo até o fim do campeonato.

Os destaques positivos de ontem foram Réver (como sempre), Serginho e Tardelli.

Tardelli, em especial, finalmente resolveu incorporar o espírito guerreiro de 2009. Além de produzir muito para a equipe, se doou em campo. Espero que não se resuma a somente uma partida.

Os destaques negativos foram RAFAEL CRUZ (a sua ruindade chega a doer na gente), Leandro, RICARDO BUENO (cruzes!), Diego Souza e Obina (apesar do gol).

Agora vamos torcer para que os outros ameaçados percam no dia de hoje.

A que ponto chegamos!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho