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AVAI 1 X 3 ATLÉTICO, PARA CONSOLIDAR A LIDERANÇA.

Quando os atacantes não fazem, as torres gêmeas vão lá e metem pra dentro.

Foi isso que aconteceu hoje.

Os zagueiros do Galo, não satisfeitos em defender a meta alvinegra, foram na área do Avaí e sacramentaram o placar de 3 a 1 a favor do Atlético.

Dentro de Florianópolis. Dentro do campo inimigo.

Uma vitória sem contestação.

Errou muitos passes? ok, errou. Levou o primeiro gol depois de uma blitz contra o Avaí? Levou.

E daí? O gol do Avaí só serviu para iludir os catarinenses, pois o comando da partida nunca, em nenhum momento, escapou dos pés atleticanos.

Perdendo ou ganhando, o Galo sempre deu as cartas. Em nenhum instante do jogo, deixou de atuar com zap e sete de copas escondidos na manga.

O Galo vem se destacando por um jogo extremamente sério e solidário.

Não tem firula, os atacantes voltam para marcar, os toques são de primeira sem privilegiar individualidades e a equipe tenta ser o mais aguda possível.

Não há críticas para a vitória sobre o Avaí, a não ser os excessos de passes errados.

Mas entendo que um time, quando é instruído a tocar de primeira, os passes equivocados tendem mesmo a crescer.

Você, que nunca jogou uma partida profissional, tente jogar de primeira numa pelada! Você vai entender o que estou querendo dizer.

Os dois times marcaram no campo adversário. Por causa da maior qualidade técnica, o Galo conseguiu se sair melhor na distribuição de bola partindo da defesa.

O Avaí nem tanto.

Mas o que sacramentou a vitória do Galo hoje foi a compactação do meio de campo, que não deu espaços ao time catarinense.

Tanto na defesa azulina, quanto no meio, o Avaí sofreu para armar jogadas. Sempre haviam dois ou três alvinegros a disputar cada bola dividida.

Isso é treinamento. Isso é metodologia de trabalho!

Não estou dizendo com isso que o time é o melhor do Brasil. Nem um dos melhores.

Mas quero dizer que faz tempo que não vemos uma equipe do Galo tão ajustada e afinada. E com jogadas ensaiadas! E com treinos de bolas paradas!

E isso não quer dizer que o time não precisa de reforços. Precisa muito!

Mas não posso negar que o conjunto atual tem enchido os olhos da torcida com passes de primeira, lançamentos rápidos, triangulações, 1-2 e uma recuperação fantástica de sua formação defensiva.

Enfim, gostei do jogo e principalmente da vitória, que certamente nos alçará à liderança do campeonato brasileiro neste momento.

Os destaques positivos são:

Réver, que marcou o segundo gol e nos livrou do sufoco. O capitão está a cada dia melhor. Disparou um festival de lençóis na zaga e sobretudo, foi cirúrgico nos desarmes durante toda a partida. Nota 9.

Leonardo Silva falhou, junto com Leandro, no primeiro e único gol do Avaí. Porém, no decorrer do jogo, soube se recuperar com sobras. Marcou o gol de empate e deu números finais à vitória atleticana em pleno Estádio da Ressacada. Dois gols de um zagueiro num mesmo jogo? O cara foi um monstro! Nota 9.

Richarlyson talvez tenha feito a melhor partida pelo Atlético. Esteve em todos os setores de campo, não errou passes e foi incisivo em direção ao gol. O cara está começando a tomar gosto pelas cores alvinegras. Nota 8.

O início está sendo muito bom.

Por causa da excelência de treinamento, não duvido que permaneça assim.

Alguém me viu dizer isso nos tempos do moleque?

Pois digo agora: Tanto defesa quanto meio e ataque estão recebendo tratamentos específicos.

E o Galo, além disso, e por conta disso, tem obtido uma vantagem que poucos notaram: VOLUME DE JOGO!

Foi uma vitória maiúscula.

Que seja consistente e estável!

Aguardo o seu comentário, caro amigo do L&N.

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PALMEIRAS 0 X 2 ATLÉTICO.

O Galo fez uma partidaça!

Não, não fez. Eu estou brincando, obviamente.

O Galo jogou a continha do chá, como disse (no twitter) o meu amigo Marco Lúcio Faria, autor do excelente blog Conteúdo Diverso (link ao lado).

Deu pro gasto, como diria a maioria.

Nos primeiros 15 minutos, qualquer observador atento entenderia _ equivocadamente _ que o Palmeiras é que estava nas últimas posições na tabela, não o Atlético.

Pois o time verde de São Paulo corria uma enormidade enquanto o Galo só cercava e fazia pose para fotos.

Sinceramente, não entendi a atitude em um momento tão grave.

Mas a partir daí, a equipe alvinegra resolveu se esforçar um pouco mais e acabou tomando as rédeas do jogo.

A mudança de astral coincidiu com a entrada de Neto Berola, que quer queiram quer não, é um jogador endiabrado e altera a temperatura e a pulsação da partida.

Pode não ganhar todas e perder bolas ridículas. Pode até ser meio aloprado e dispersivo, admito. Mas o Galo precisa de atletas como ele, esta é que é a verdade.

Hoje Tardelli estava jogando um simples feijão com arroz. O que é muito bom também.

Mas Berola botou um ovo com gema mole por cima. E acrescentou um tomatezinho italiano, com algumas gotinhas de azeite para aprimorar o sabor.

O fato é que Neto Berola facilitou a nossa vida hoje, pois não jogamos quase nada.

Custo a crer que existem atleticanos que não gostam dele. Eu os respeito. Porém, já tivemos jogadores parecidos com o baiano _ em estilo _ que se tornaram ídolos eternos da Massa.

Buião e Vaguinho são apenas dois bons exemplos de atletas que estão incluídos nesta categoria. Quando desembestavam pela direita com a bola dominada, só eram parados a tiros.

E ambos estiveram na seleção brasileira quando os jogadores do eixo Rio/SP tinham preferência e camarote VIP.

Na realidade, o que vi de bom hoje? Um surpreendente toque de bola.

E o que isso significa? O mesmo que dizer que o trabalho de Dorival Junior é melhor do que pensávamos.

O time jogou mal, mas se manteve numa linha tática organizada, com coberturas em todos os setores. Eu vi, apesar de uma partida ruim, um conjunto equilibrado em Araraquara.

Pode-se questionar excesso de passes errados, jogadas equivocadas, zagueiro carregando e perdendo bolas fáceis, espaços no meio, etc.

Todavia, não dá mais para dizer que o Galo não tem padrão de jogo, como no tempo do moleque irresponsável.

Mas os times que têm padrão de jogo também erram. E o Galo hoje errou demais. Ainda existem deficiências gravíssimas que Dorival Junior só corrigirá em 2011. Principalmente nas laterais.

Se o time reserva do Palmeiras fosse mais forte, estaríamos todos desesperados neste instante.

Mas ganhamos e sabemos que 3 pontos são o calmante mais eficaz do mundo desde que o futebol foi inventado.

O Avaí venceu o Atlético-GO e foi a 40 pontos, 2 apenas abaixo do Atlético. Não foi um bom resultado para nós. Se o Avaí tivesse perdido, o que o tal do Roman _ juiz que prometeu processar o Kalil _ fez de tudo para evitar, nós estaríamos praticamente livres.

Em contra-partida, o Goiás perdeu e está matematicamente rebaixado. Isso garante que iremos enfrentar um clube sem nenhuma ambição no próximo domingo.

E, provavelmente, mediremos forças com um São Paulo sem chances de se classificar para a Libertadores no apagar das luzes do campeonato brasileiro de 2010.

O nosso caminho não é dos mais difíceis por conta do fator psicológico.

Mas se não mantivermos o foco no jogo sério, corrido e pegado _ e dando a devida importância às nossas claras limitações _ podemos transformá-lo em um drama digno dos filmes de Ingmar Bergman.

Pode até ser com final feliz, mas mesmo assim um drama de arrancar o tampo da cabeça sem anestesia!

É um simples alerta, senhores jogadores. Nada que os senhores não superem com muita luta e MUITA RAÇA!!!

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AVAÍ 0 X 0 ATLÉTICO. UM EMPATE DE 9 GIGANTES!

Foi mais um jogo tenso do princípio ao fim. Devido a isso, talvez nós, torcedores atleticanos, sejamos a parcela da população com menor expectativa de vida no planeta!

São partidas sofridas demais no decorrer dos anos. As doses cavalares de adrenalina injetadas em nosso sangue de forma ininterrupta, certamente hão de  comprometer a nossa saúde um dia. Haja coração.

Pois ontem, para não sair do script, também foi assim. E com requintes de crueldade de um juiz mal intencionado.

O Galo não jogou bem no primeiro tempo. O esquema 3-5-2 fez água desde o início do jogo.

A defesa estava totalmente exposta aos ataques do Avaí pela inoperância de nosso meio de campo, que concedia os eternos espaços por aquele setor.

O ataque, apesar de estar melhor do que em outras ocasiões, não conseguia chegar ao gol adversário, a não ser no fim da primeira etapa, com Diego Souza, após receber um passe magistral de Daniel Carvalho.

Novamente, não parecia uma equipe treinada pelo melhor treinador do Brasil.

Veio o segundo tempo e a postura da equipe dentro de campo parecia mudada. Luxemburgo sacou Werley, o pior em campo, para a entrada de Neto Berolla  e a coisa pareceu fluir melhor.

Luxemburgo transformou, desta forma, o 3-5-2 em um 4-3-3. Em alguns momentos, o desenho tático era de 4-2-4, pois só Serginho e João Pedro eram volantes de contenção.

Mas mesmo assim, o meio de campo se compactou, e a defesa, comandada por Cáceres, encontrou seu posicionamento e o ataque dava sinais de encaixe.

Certamente, o Galo caminhava a passos largos para a reação e a conquista dos primeiros 3 pontos fora de casa.

Foi quando um tal de Vuaden, juiz da partida, resolveu meter a mão no Galo e prejudicá-lo desavergonhadamente.

O cartão vermelho dado a Daniel Carvalho por um carrinho normal na bola foi um absurdo. Nem amarelo merecia.

Seguiu o jogo e o Galo continuou dominando as ações, apesar de estar com um a menos.

Então o juiz decidiu que, se a expulsão de um não resolvia o problema do Avaí, mais uma expulsão definitivamente poria o Galo a nocaute.

E botou Neto Berolla para fora por um carrinho que sequer encostou no adversário e que mereceria, no máximo, um amarelo de qualquer juiz deste planeta.

E, enquanto Berolla saía, cabisbaixo, em direção aos vestiários,  surpreendentemente, entrou em campo aquela velha garra alvinegra, que contagia até os mais frios mortais.

Com ela, já ganhamos jogos praticamente perdidos no passado e há muito eu não a via em campo como eu vi ontem. Que felicidade para mim poder revê-la depois de tantos anos, mesmo com os olhos marejados de emoção. Seja bem vinda de volta, companheira!

Os nove sobreviventes que permaneceram em campo colocaram o coração na ponta da chuteira para defender esta camisa gloriosa.

Jairo Campos, que vinha mal, se transformou em um gigante.

Cáceres, o melhor em campo desde o princípio do jogo, melhorou ainda mais e demonstrou para o técnico e para todos, que um homem feito não pode viver à sombra de um menino imberbe. É titular indiscutível, absoluto. Na raça e na bola!

Até João Pedro, que se encontrava perdido em campo, se encheu de brios e produziu literalmente por dois.

Fabiano, ao entrar no lugar de Tardelli, correu que nem um garoto. Se desdobrou em campo e ajudou muito o Galo em seu sistema defensivo.

Enfim, todos se superaram. Todos os nove correram por si e pelo companheiro. Todos estão de parabéns pela dedicação contagiante.

E o juiz sulista, escandalosamente indicado pela CBF para apitar um jogo de time sulista, foi obrigado, frustrado em suas maquinações,  a encerrar a partida.

Deve ter ido embora pensando: fiz tudo o que podia para ajudar o Avaí. Infelizmente, não consegui, mas estou de consciência tranquila por ter tentado!

Moral distorcida e apodrecida de um mau elemento, que só serviu para trazer à tona um dos nossos maiores bens: a nossa alma raçuda!

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