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A MÍDIA MINEIRA SOB O FOCO DA CÂMERA ATLETICANA – PARTE 4.

Quando um político convida outro político para esclarecer alguma saia justa, pode-se pensar em tudo, menos que algo seja realmente esclarecido.

São melaços da mesma rapadura, têm o mesmo DNA e compartilham as mesmas metas.

Um político infiltrado na imprensa é a pior praga que pode existir nos meios de comunicação deste país, pois nada que vem dele tem o selo da imparcialidade.

E é juridicamente legal exercer mandato político e permanecer trabalhando na mídia, pasmem os senhores. Em suma, o cara usa legalmente a  imprensa não a favor da boa informação, mas em prol de sua próxima candidatura.

No Brasil, a palavra “política” é quase sinônimo de “troca de favores”. Eu te ajudo agora e você me devolve o favor mais à frente, ok?

Terá sido com este objetivo que o apresentador do programa Bastidores, da Rádio Itatiaia, convidou o  presidente do cruzeiro a apresentar explicações acerca do nebuloso caso da fazenda de 60 milhões?

Não posso crer que sim, pois o ente político sob a pele do jornalista sabe que o povo que o ouve tem um senso crítico apurado. E de repente, pode se convencer a NÃO reelegê-lo em futuras eleições.

Ou estou enganado? Ou o povo permanece sendo  a mesma massa de manobra que sempre foi? Será que nada mudou?

Persisto achando estranho o que ocorreu, pois o entrevistado assumiu o comando da entrevista e pouca bola deu para o entrevistador.

Este não o incomodou com perguntas verdadeiramente incisivas. Pelo contrário…

Mas ria muito, como se estivesse em um espetáculo de humor na televisão, no teatro ou num circo. Vai saber…

Enfim, vamos combinar que acreditamos na autenticidade da entrevista e que tudo não passou apenas de algo estranho aos nossos olhos, não é? Afinal, estranho não é, necessariamente,  sinônimo de errado.

E você _ caro amigo que me lê _ o que acha de tudo isso?

Resta-nos agora torcer para que a Amália Goulart não seja retaliada _ como foi ameaçada _ porque o jornal Hoje em Dia já o foi. Sabe-se que o jornal não terá vida mansa na toca da raposa, daqui para frente.

Fatos assim lembram-me muito o coronelismo de antigamente, quando a retaliação ainda não tinha a conotação ditatorial que tem hoje.

E traz à tona uma peça de teatro chamada “Pelos Caminhos de Minas” _ uma das melhores comédias que eu assisti _ cujo enredo descrevia uma cena extremamente emblemática:

Um coronel, ao saber que seu candidato perdia de goleada a eleição, foi ao local da contagem de votos, pregou o facão na mesa e rosnou, diante de um mesário em vias de borrar as calças:

“Façam o meu candidato ganhar! E esta será a primeira vez que a minoria vencerá por unanimidade”

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