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GALODEPENDÊNCIA

colunarobertolopes2Eu tenho, tu tens, ele tem. Nós temos, vós tendes, eles têm.

O torcedor do Galo está dependente. Psicologicamente afetado pela campanha do time. Quimicamente viciado na adrenalina dos jogos.

Para muitos de nós, nunca houve ano tão feliz. Todos aqueles que não viram Reinaldo, Cerezo, Éder e Luisinho jogarem, não viram nada parecido com o que é o Galo de hoje. Eu vi e o vício nunca mais passou. Nas épocas de vacas magras, vivi, qual bebum meio recuperado, um dia de cada vez. Hoje, alguns dias sem vitória dão tremedeira.

Agora, o quadro mudou de vez. Ronaldinho Gaúcho, em carne e osso, declarou que nunca foi feliz como está sendo aqui. Parece pouco? Soa como mentira para ouvidos calejados pela zoação de adversários? Pois eu garanto que representa muito, e é verdade.

É verdade porque está na cara de qualquer um que queira enxergar. Vejam os melhores momentos do jogo com a Ponte. Reparem na festa que Ronaldinho faz para Danilinho no primeiro gol. Notem como ele ficou contrariado com o empate, não deu entrevista protocolar, não falou de 3 pontos, nada disso. Foi seco: – “vacilamos”. Estava pê da vida. Você fica pê da vida com algo que não lhe importa?

Lembrem-se da comemoração longa, depois da arrancada fenomenal que as marias nunca mais vão esquecer. Ronaldinho ciscou no gramado. Ele está feliz.

E os efeitos disso? Pense no Bernard ouvindo o cara, que ele colocava no time do Playstation, dizendo que jogar no Galo é o melhor que está tendo. Pensou? Agora vá além, pense no menino-craque que está surgindo na base de qualquer outro time do Brasil, ouvindo isso. Não é óbvio que qualquer um que ouça vai se perguntar “por quê”?

Por quê um craque, um monstro da bola, com a história que ele tem, com as conquistas que tem, diria isso? E a resposta é o time sim, e é o momento dele também, mas é, ao mesmo tempo, a estrutura, a seriedade da administração e a força da torcida, que não tem igual.

Não vamos nos deixar abater pelo empate com a Ponte. Isso acontece, infelizmente. Vamos curtir o momento e apoiar o time, porque não há nada mais ATLETICANO a se fazer. Se você está vivendo isso pela primeira vez, deixe-se levar e esqueça sua corneta em casa.

É por isso que eu tenho, você tem, todos temos e, agora, Ronaldinho também tem Galodependência.

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GUILHERME, A INCÓGNITA – MISSÃO PARA CIENTISTAS.

guilhermeQuando Guilherme chegou ao Galo, eu, por coincidência, tinha visto um jogo seu poucos dias antes, na Rússia.

Não fez nada, foi um dos piores em campo. Por esse motivo, não me entusiasmei pela contratação. Mas não critiquei sua vinda esperando que ele se recuperasse sob o sol deste país tropical. Afinal, na Rússia, as temperaturas abaixo de zero influem diretamente nas atuações, todo mundo sabe disso. E tive a esperança de dar certo, mesmo sabendo que quando foi vendido pelo cruzeiro, ele já não estava bem.

Mas Guilherme, tirando o campeonato mineiro de 2012 e algumas poucas partidas no 1º turno do Brasileiro, não encontrou seu lugar. Até hoje não sabemos qual posição é seu habitat, aquele terreno que ele conhece como ninguém. Pois em todos os setores de campo, ele não produziu o que se esperava dele.

É atacante? Não, é meia. É meia? Não, é atacante. Joga pelos lados? Não, joga centralizado. Joga mais pelo centro? Não, joga pelos lados. Ora, ora, que raios de jogador é esse que nem a própria torcida sabe a sua real posição, aonde ele rende mais? A posição verdadeira do Guilherme é uma incógnita digna de ser estudada por cientistas renomados!

E vem agora, justo numa semana decisiva, proclamar aos 4 ventos a sua insatisfação com a reserva! Quer entrar no lugar de quem? Ronaldinho? Tardelli? Bernard? Jô?

Faça-me o favor! Quando Guilherme entrou, por uma contingência, no lugar de um dos citados, só faltou dormir em campo!

Poucos tiveram tantas chances de jogarem, mostrarem futebol e se firmarem no time titular do Galo. Mas Guilherme não conseguiu sequer botar uma pulga atrás da orelha do Cuca!

Pena que tenha custado tanto dinheiro porque agora será um dificultador para sua saída. Pena que o clube tenha recusado proposta de ouro do CSKA no ano passado. Pena que Guilherme tenha sido apenas uma penugem que não fez diferença. Nem cosquinha!

E quer forçar a barra para ser titular…

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DEPENDÊNCIA TARDELLIANA E O LU(I)XO DO MINEIRÃO.

diego-tardelli-comemora-gazeta-press-436SOBRE O JOGO:

Eu tinha dúvidas sobre a real importância de Bernard e Tardelli no dinamismo tático da equipe atleticana. Hoje não tenho mais. Os dois jogadores, mais Ronaldinho Gaucho, são os responsáveis diretos pelo jogo criativo, veloz e envolvente que o Galo desenvolvia até então.

Com suas ausências, a equipe empobreceu tecnicamente de uma tal forma que no jogo contra o Villa Nova custou a estabelecer um domínio claro das ações em campo. Pelo contrário, em alguns momentos, o Villa é que ditou o ritmo.

Em elenco com as  ambiciosas aspirações do Galo este ano, deveria existir reservas à altura dos titulares para que o time não sentisse tanto. Só como exemplo, peguem o plantel do Corinthians. Saem dois ali e o time não sente nem cosquinha. Têm reservas que mantêm o nível, o esquema e a fluidez de jogo.

Essa hiper-dependência de dois jogadores não é um bom sinal para o Atlético. Embora quase incomparáveis tecnicamente, deveriam ter peças de reposição com as mesmas características.

Até que Bernard tem em Luan um substituto que produz razoavelmente pelo lado esquerdo, embora corra mais do que raciocina. Mas Tardelli está absolutamente descoberto.

SOBRE O MINEIRÃO:

Considero o Mineirão um curral de luxo que trata gado holandês como gado pé duro. Com o ingresso na mão, a torcida enfrentou gargalos para entrar no estádio e algumas pessoas, apesar de terem chegado bem antes do início do jogo, só conseguiram assistí-lo aos 40 minutos do 1º tempo. Um absurdo de incompetência. Um verdadeiro acinte ao consumidor. E o pior, impunemente!

Segundo o dr. Jarbas Lacerda, o Galo deverá receber apenas 43% da renda. Isso traduz fielmente a ação entre amigos que o governo mineiro estabeleceu no estado. O protagonista do espetáculo _ que leva 48.000 pagantes ao estádio _ é o clube. Entretanto, quem ganha é a empreiteira. Absurdo dos absurdos!

Os pouco mais de 8.000 ingressos de renda exclusiva da Minas Arena (anel inferior) não foram vendidos, deixando vazios na arquibancada. A empreiteira carioca não se interessou em vendê-los. Seriam mais de R$ 1.300.000,00  a serem reduzidos nos pagamentos (R$ 3.700.000,00) que o governo, idiotamente, realiza todo santo mês.

Por ter esse montante garantido, a Minas Arena não se move para vender ingressos. Afinal, com um contrato assinado no qual a empreiteira entrou com a p… e todos nós (povo, clubes e governo) com a bunda, que interesse haveria? Às custas de amigos políticos, botaram o burro na sombra!

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O ATLETICANO JÁ NÃO PODE SER BUDISTA

colunarobertolopes2Na minha adolescência, eu ouvia o Legião Urbana, na voz do Renato Russo, um poeta, dizer que “toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”. Para quem não sabe, a música fazia referência ao Tao Te King, o “Livro do Caminho Perfeito” do Budismo.

Buda entendeu o ser humano na sua essência: se nos desapegarmos, se por nada esperarmos, não nos decepcionaremos, não nos frustraremos. Seremos felizes, enfim.

Se alguém me perguntasse, três, quatro ou cinco anos atrás, se eu esperava ver meu time pronto para disputar tudo quanto é título, eu diria que não. Diria, provavelmente, que gostaria muito que isso acontecesse, mas não esperaria por isso. É que, mesmo para nós, reles seres humanos não-divinos, não-transcendentes, longe de sermos Buda, a experiência conta e aprendemos a nos proteger das frustrações. Se Buda viesse pregar para um matuto no interior de Minas, certamente ouviria: Ah, intendi, sim, sinhô! Concordo dimais, sô! Cachorro murdido de cobra tem medo de linguiça!

Pois eu e muitos atleticanos aprendemos a não esperar. A torcer, mas desapegadamente, até olhando meio de rabo de olho, como se fosse certa a decepção no final. Desconfio que é também por isso que, se todo torcedor ama seu time, o atleticano vai além, ama incondicionalmente. Não espera nada em troca, embora queira que venha. Apóia o tempo todo (entenderam, cornetas?).

2012 e 2013 nos colocam diante de um paradoxo sentimental-futebolístico: como não esperar? Como desacreditar da possibilidade de título com esse time, com esse banco, com esse técnico? Com essa torcida?

Há alguns anos, eu não esperava que meu time tivesse R10. Torcia por, mas não esperava, ver nascer no Galo um craque como Bernard. Torcia, mas não acreditava que fosse ver chegar de volta Tardelli, e virem Victor, Junior Cesar, Pierre e outros. Não apostaria que meu time teria a melhor zaga do Brasil, com Giba e Rafael Marques na reserva.

Antes de começar a Libertadores, eu queria MUITO, mas me continha para não esperar que o Galo começasse atropelando todo mundo. Aí foram lá e fizeram isso tudo. Me sinto até meio traído na minha desconfiança defensiva.

Meu time só não foi campeão brasileiro ano passado porque o apito não deixou. Meu time tem R10, Bernard, Victor, Réver, Pierre, Tardelli, Jô, Léo Silva e companhia. Meu time é 100% na Libertadores com a maior goleada que uma equipe brasileira já aplicou em terras argentinas. Meu GALO levou quase 4000 Atleticanos, assim mesmo, com A maiúsculo, a Buenos Aires num jogo da fase de grupos.

Atleticano escaldado tem medo de água fria? Tem, uai, mas como é que faz?! Muitos não acreditamos, mas nos deram, então, só nos resta dizer: foi mal, Buda, vai dar para seguir seu livro, não. Bora ganhar tudo que vier pela frente, que nosso time é foda!

Ah, e anota aí, na contra-capa do seu livro, Buda: caiu no Horto, tá morto! Certo?

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GALODEPENDÊNCIA

Eu tenho, tu tens, ele tem. Nós temos, vós tendes, eles têm.

O torcedor do Galo está dependente. Psicologicamente afetado pela campanha do time. Quimicamente viciado na adrenalina dos jogos.

Para muitos de nós, nunca houve ano tão feliz. Todos aqueles que não viram Reinaldo, Cerezo, Éder e Luisinho jogarem, não viram nada parecido com o que é o Galo de hoje. Eu vi e o vício nunca mais passou. Nas épocas de vacas magras, vivi, qual bebum meio recuperado, um dia de cada vez. Hoje, alguns dias sem vitória dão tremedeira.

Agora, o quadro mudou de vez. Ronaldinho Gaúcho, em carne e osso, declarou que nunca foi feliz como está sendo aqui. Parece pouco? Soa como mentira para ouvidos calejados pela zoação de adversários? Pois eu garanto que representa muito, e é verdade.

É verdade porque está na cara de qualquer um que queira enxergar. Vejam os melhores momentos do jogo com a Ponte. Reparem na festa que Ronaldinho faz para Danilinho no primeiro gol. Notem como ele ficou contrariado com o empate, não deu entrevista protocolar, não falou de 3 pontos, nada disso. Foi seco: – “vacilamos”. Estava pê da vida. Você fica pê da vida com algo que não lhe importa?

Lembrem-se da comemoração longa, depois da arrancada fenomenal que as marias nunca mais vão esquecer. Ronaldinho ciscou no gramado. Ele está feliz.

E os efeitos disso? Pense no Bernard ouvindo o cara, que ele colocava no time do Playstation, dizendo que jogar no Galo é o melhor que está tendo. Pensou? Agora vá além, pense no menino-craque que está surgindo na base de qualquer outro time do Brasil, ouvindo isso. Não é óbvio que qualquer um que ouça vai se perguntar “por quê”?

Por quê um craque, um monstro da bola, com a história que ele tem, com as conquistas que tem, diria isso? E a resposta é o time sim, e é o momento dele também, mas é, ao mesmo tempo, a estrutura, a seriedade da administração e a força da torcida, que não tem igual.

Não vamos nos deixar abater pelo empate com a Ponte. Isso acontece, infelizmente. Vamos curtir o momento e apoiar o time, porque não há nada mais ATLETICANO a se fazer. Se você está vivendo isso pela primeira vez, deixe-se levar e esqueça sua corneta em casa.

É por isso que eu tenho, você tem, todos temos e, agora, Ronaldinho também tem Galodependência.

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CRUZEIRO 2 X 2 ATLÉTICO – PITIS SELVAGENS.

Um clássico jogado sob as vistas de uma torcida que protagonizou cenas da mais animalesca selvageria.

Ônibus do Galo apedrejado, policial ferido, brigas entre facções, tiros de copos d’água ao alvo (neste caso, o juiz), etc etc.

Enfim, um clima de guerra civil no Independência e fora dele. As boas regras de civilidade foram rasgadas e jogadas no lixo em nome do desespero suicida que a campanha do Atlético lhes provoca.

Estão em 8º lugar na tabela quando deveriam, com o time que possuem, estar na zona de rebaixamento. E, ao invés de comemorarem, se unham e se imolam em praça pública. Freud estudou profundamente a histeria e certamente teria a explicação na ponta da língua, se vivo fosse. Porém, como analisar pitis e rasgações de camisolas não é o nosso papel, vamos ao jogo:

Desde o primeiro toque na bola, via-se claramente que ambos os times estavam pilhados em campo. O Galo tentando suplantar o rival na técnica e o cruzeiro compensando suas limitações com muita correria.

Mesmo após o gol do cruzeiro, a sensação do atleticano era de que o gol de empate surgiria a qualquer momento, pois a equipe em campo não se abalou. A cada minuto que passava, o time melhorava.

Quando o intervalo veio com o empate assegurado, a virada era apenas uma questão de tempo. Só não sabíamos que teríamos 2 jogadores expulsos antes de acontecer. Bernard, se fosse mais experiente, não teria entrado na provocação. Em contrapartida, as faltas de Pierre foram necessárias.

E aí, com nove em campo, Ronaldinho Gaucho arrancou do meio de campo e fez um dos gols mais bonitos de sua carreira já recheada de gols antológicos. Naquele momento, a virada era fato!

Os 3 pontos estariam na sacolinha, não fosse um erro crasso do juiz, ao não marcar falta claríssima de Montillo em Guilherme. No prosseguimento da jogada, o cruzeiro empatou quando tínhamos apenas 8 jogadores no gramado. Júnior César estava sendo atendido fora de campo.

Um empate com gosto amargo de ressaca, pois era um jogo ganho com direito a firulas, mesmo com um jogador a menos.

Num ambiente hostil, com tudo contra, o Galo mostrou personalidade e atitude. Em termos físicos, deu tudo o que tinha pra dar. Foi em cada bola com apetite de forte candidato ao título e perdeu 2 pontos por uma fatalidade.

Fatalidade esta provocada por um juiz fraco, que se omitiu em lance importante e influiu diretamente no placar. Mas não seja por isso, seguiremos na jornada como líderes e donos do terreiro.

E quanto às constrangedoras cenas que fariam corar até o capeta, espero que o cruzeiro seja punido com uns 10 jogos sem torcida ou sem mando de campo. Nesse caso, terá valido a pena perdermos os 2 pontos em troca de uma ida segura da barquinha azul para a segundona.

Uma troca razoável!

(As fotos do post de hoje são uma homenagem à iniciativa da torcida atleticana em levar seu apoio ao time na porta do CT da Cidade do Galo, já que não podia entrar no Independência. São atitudes de extremado amor que nos emocionam e nos estufam o peito de orgulho. Esta é a nossa torcida, companheiro!)

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SEM MEDO DE SER FELIZ

Por José Gama Jr. –  Advogado de profissão e atleticano de coração

Em 1977 houve quem dissesse que nunca mais voltaria ao Mineirão para ver o Galo depois daquela terrível disputa de pênaltis que nos custou o campeonato brasileiro.

Jogamos hoje em um estádio que é o caldeirão do Galo. Fizemos da Arena Independência o nosso terreiro. Lá temos a força de uma fanática torcida e um aproveitamento recorde.

Em 1980, ainda menino, vi um time de craques como Reinaldo, Éder, Cerezo, João Leite, parar nos pés de um Flamengo igualmente recheado de craques, mas favorecido por uma arbitragem tendenciosa e inescrupulosa.

Hoje continuamos sendo mais prejudicados que auxiliados pela arbitragem. Mas com a televisão em todos os jogos e uma diretoria mais atuante (méritos para o Presidente Alexandre Kalil, tão criticado em outras temporadas por ser aguerrido e até radical em suas posições) já não há tanta brecha para manipulações no apito.

Tantas vezes paramos no meio do caminho, chegamos quase lá, mas não fomos campeões.  Eram campeonatos que pareciam mais copas, com disputas em mata-mata em que em dois jogos todo o trabalho de um ano podia ser jogado fora. Chegamos ao absurdo de perder o título de campeão brasileiro invictos, fruto de regulamentos confusos e injustos.

Em um campeonato por pontos corridos como o atual Brasileirão, a melhor equipe, salvo raríssimas exceções, é a campeã. O acaso pode beneficiar algum time que cresça em determinado ponto e arranque para o título, mas em quase dez anos nesse regulamento o que se viu foi que o melhor trabalho, o melhor plantel, a melhor equipe é que leva a taça.

Temos hoje um centro de treinamento que é considerado o melhor do Brasil. Temos uma comissão técnica de altíssimo nível. Temos craques como Ronaldinho Gaúcho jogando ao lado de revelações como Bernard. Temos um banco de reservas que seria titular na maioria dos times do campeonato.  E o trabalho vem dando resultados. O Galo é líder, mesmo com um jogo (estranhamente adiado) a menos.

É hora de ousar. De querer ser campeão mais do que qualquer outra coisa. De afastar todos os obstáculos internos, de passar por cima de todos os problemas, de criar uma união dentro e fora do gramado. Da torcida mais uma vez empurrar o Galo para as vitórias.

É hora de ter espírito de vencedor. Para chegar e ficar no topo, onde é o nosso lugar. Com trabalho, com suor, com mérito e com alegria. Com a alegria de campeão. É hora de ser mais uma vez campeão brasileiro, Galo!

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JUIZES, ESTAMOS VIGIANDO VOCÊS!

A camuflagem dos fatos tirando os méritos de um líder incontestável.

Os dois últimos jogos do Galo deixam claro o quanto teremos que lutar contra tudo e contra todos para chegar ao título. Já sabíamos? Sim. Mas nem por isso iremos apanhar calados, sem expressar nossa indignação.

Erros acontecem e sempre irão acontecer. Mas porque eles, em sua grande maioria, são contra o Galo?

Vamos iniciar no jogo contra o Santos, na última quinta feira, onde a qualidade e a raça do time, superou os “erros” da arbitragem.

A arbitragem da partida foi de Antônio Denival de Morais (PR), auxiliado por Roberto Braatz (Fifa/PR) e José Carlos Dias Passos (PR).

O Sr. Denival de Morais segurou a partida com inversão de faltas e deixando de aplicar cartões, o que tem sido corriqueiro.

Mas o que mais chamou atenção foi o 1° impedimento da partida, quando o jogo ainda estava 0 x 0, e o auxiliar José Carlos Dias marca um impedimento em uma lançamento do R49 para Jô, onde o mesmo tinha, no mínimo, 1 metro de condição.

Os outros dois lances são na mesma linha. Um gol de Bernard anulado pelo auxiliar Roberto Braatz, que estava na mesma linha em sua visão. O outro, em mais um lançamento de R49 para Jô, que sai no meio de dois zagueiros e o mesmo Roberto Braatz marca novamente o impedimento. Nesse lance Jô não chega a concluir, mas estava cara a cara com o goleiro, a metros de distancia do último zagueiro.

O que intriga nos lances de mesma linha é o porque de, na dúvida, anular (vejam no video abaixo, os três lances citados com tira teima, bem como os lances printados).

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=YNXehFdzF1s&feature=context-gau

Pois bem, passada a terrível arbitragem do jogo contra o Santos, já estávamos preparados para o que poderia vir no jogo de 9 pontos (essa seria nossa diferença em caso de vitória) contra o Fluminense.

Esse jogo eu faço questão de destrinchar, e desmascarar toda essa onda que está sendo criada, dizendo que o Galo foi beneficiado.

Pois bem, o GALO foi PREJUDICADO e 3 pontos eram o correto ontem. Vejam abaixo:

1° – Logo aos dois minutos de jogo, Bernard sofre falta maldosa de Walace, que já tenta intimida-lo, dando uma cotovelada por trás, em um lance no meio campo. O arbitro, Sr. Rodrigo Braguetto (SP), marca apenas falta.

2° – Aos 6:50min do 1° tempo, falta inventada pelo auxiliar Carlos Berkenbrock (SP), onde Welington Nem se joga, na lateral do ataque do Fluminense, e o arbitro “entende” que houve carga por trás. Essa falta foi uma dos agravantes para o cartão que alguns minutos depois, Jr. César receberia.

3° – 10:30min do 1° tempo, cartão para Jr. César por falta seguida e por trás em Welington Nem. Atentem não para o cartão, mas para um detalhe importante, que será comparado a um lance capital do jogo. O Fluminense tenta bater essa falta rapidamente e o juiz manda voltar, pois ESTAVA ANOTANDO O CARTÃO QUE HAVIA DADO EM JR. CÉSAR.

4° – Aos 13:35min do 1° tempo, Gum corta um lançamento com a mão, onde a bola iria sobrar para Jô e Bernard, sozinhos, na entrada da área. O Sr. Rodrigo Braguetto marca apenas falta. Este cartão deixaria o zagueiro do Fluminense pendurado por todo o jogo, sem poder matar jogadas com faltas, como o fez em algumas oportunidades. (veja no vídeo abaixo.)

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=JOS1f51MzBI&feature=context-gau

5° – 15:40min do 1° tempo, Walace comete falta por trás em Marcos Rocha, fora do lance de bola e leva cartão amarelo.

6° – Deco, aos 16:35min do 1° tempo, entra de forma maldosa, pisando no tornozelo de Pierre, na intermediária do ataque do Galo. Falta que, dependendo da interpretação do juiz, poderia ser expulsão. Mais uma vez, o Sr. Rodrigo Braguetto contemporizou e marcou apenas falta.

7° – Aos 22:29min do 1° tempo, Walace dá um rapa por trás em Bernard, quase na grande lua, do lado direito de ataque do Galo. O juiz dá a vantagem e, no fim do lance, não adverte Walace com o 2° cartão amarelo.

8° – O PENALTI: 24:26min do 1° tempo, em lance pela esquerda, Jr. César cruza a bola para área a meia altura, a bola resvala na coxa de Walace, que continua com o movimento do corpo para frente e deixa o braço para interceptar a bola, dentro da área. Além do penalti, mais um lance de cartão amarelo para Walace, que seria expulso. O comentarista André Lofredo teve a mesma opinião no momento, porém o lance caiu no esquecimento e não foi mais comentado na transmissão. Na Globo Minas, Marcio Rezende de Freitas não quis voltar atrás em sua 1° opinião, e permanece informando que nada houve. (Veja o lance no vídeo abaixo.)

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=FGrgU8c6lzk&feature=context-gau

9° – 34:27min do 1° tempo, Deco mais uma vez, comete falta dura. Dessa vez, na beira do campo, Jr. César saindo em velocidade, Deco lhe dá um pontapé. Juiz marca falta e mais uma vez não aplica cartão amarelo, pois seria expulsão.

10° – O Sr. Marcio Rezende de Freitas, comentarista de arbitragem, tenta justificar no progama MG Esporte Clube, sua opinião a respeito do penalti cometido por Walace, comparando-o com um lance de Danilinho, que aconteceu aos 14:35min do 2° tempo, onde à queima roupa, o mesmo toma uma bolada dentro da área, a bola batendo em sua barriga e no braço, que está junto ao corpo, sem tempo de movimentar para trás.

11° – Aos 17:10min do 2° tempo, Walace chega de sola atingindo a coxa de Bernard (as câmeras flagram a marca deixada), e o juiz sequer marca falta. Mais um lance de amarelo, que prorrogou a permanência de Walace em campo.

12° – O LANCE DO BENEFÍCIO AO GALO – Já aos 42:07min do 2° tempo, Pierre comete falta em contra ataque do Fluminense e é advertido com cartão amarelo. O Fluminense bate a falta rapidamente, com o juiz ainda com cartão na mão para anotação. Ele guarda o cartão e deixa o lance seguir, quando é marcado impedimento errôneo pelo auxiliar e o gol de Fred é anulado.

Pois bem, voltem ao 3° tópico do texto, onde digo que aquele lance da falta de Jr. César seria capital para interpretação desse lance de gol anulado do Fluminense. Sim, ele usou outro critério e NÃO mandou voltar a falta para anotar no cartão (conforme havia feito no 1° tempo) e conforme está nas Regras do Jogo e Diretório para Árbitro (regra 12), pág 88, que pode ser lida no http://www.cbf.com.br/media/58890/regras%20de%20futebol%202012-internet-ok.pdf

No vídeo abaixo, que eu mesmo gravei no VT que foi exibido no canal PFC, o lance está completo, e nota-se claramente o juiz guardando o cartão, sem nenhuma anotação, e correndo em direção ao lance. Nos melhores momentos, editado pela Globo/Sportv, o lance inicia no passe dado para o Fred, e esconde que o LANCE ERA IRREGULAR.

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=MNrusiL1GHg&feature=g-upl

E agora, será que a imprensa tem coragem de falar sobre tudo que coloquei acima?

Ainda teremos Atleticanos dizendo que fomos beneficiados? Para quem duvidar da veracidade do que escrevi acima, basta ver o VT COMPLETO da partida.

No jogo contra o São Paulo, fiz uma análise, e disse que a diretoria e a torcida têm que tomar uma atitude agora, enquanto há tempo.

Esse jogo com o Fluminense deve ser desmascarado e essa onda de “beneficiado” tem que parar.

Contra tudo e contra todos? Essa frase é pouco perto da guerra que estamos enfrentando.

Com fé e humildade, vamos em frente, e de olhos abertos!!!

COM O GALO VOCÊS NÃO BRINCAM MAIS!!

Abraços!

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SPORT 1 X 4 ATLÉTICO – BERNARD NELES!

Nem chuva, nem campo ruim, nem torcida contra são capazes de frear a tenacidade de um time que não teme ninguém.

Nem por um momento, mesmo quando perdia por 1 a 0, eu duvidei da vitória. Isso não é arrogância ridícula de líder não. Isso é CONFIANÇA na solidez do esquema e na entrega desmedida de cada jogador que veste hoje esta camisa.

O segundo tempo do Atlético foi primoroso, no mesmo nível daquela monumental apresentação contra o Internacional. O que não encaixou na primeira etapa entrou nos eixos na segunda. A partir daí, o time tomou conta do jogo, deu uma banana pra torcida rubro-negra e partiu para uma goleada histórica.

O Galo jogou como se estivesse em casa. Atuou com absoluta autoridade e sobrou nas quatro linhas. Não respeitou o terreno adversário, assim como Bernard, um garoto de 19 anos, não respeita os mais velhos.

Bernard foi atrevido, guerreiro, inteligente e merece todos os demais adjetivos elogiosos que restarem. Um espetáculo à parte, cujo ingresso deveria ser cobrado separadamente. Participou dos 3 gols e encerrou o show de gala com um golaço que qualquer craque consagrado assinaria.

E o garoto, pouco a pouco, num plantel recheado de grandes nomes, vai se tornando  um ídolo autêntico da Massa atleticana. Sugiro ao Kalil, como ação preventiva, reajustar o seu contrato de forma a multiplicar o valor da multa rescisória. Prevenir não machuca ninguém.

Mas Bernard não jogou sozinho. Ronaldinho Gaucho, apesar de muito marcado, também se destacou. Gradualmente vai aprendendo a achar os companheiros em campo. E me encanta o entusiamo dele ao comemorar cada gol. Havia tempos que eu não o via assim, com gosto de jogar futebol. No meu entender, o gaúcho reencontrou a alegria de correr atrás de uma bola.

Elogiar Pierre, Réver e Leandro Donizeti é chover no molhado. São incrivelmente regulares. Por mais estranho que pareça, Leonardo Silva não marcou o seu gol. Victor não teve culpa naquela bola cruzada e mesmo que tivesse, pouco me importaria. A segurança que ele trouxe ao sistema defensivo é qualquer coisa de gigantesca. Além do mais, o primeiro gol foi fruto de uma saída rápida de bola que partiu de suas mãos para Júnior César, que acionou Bernard, que por sua vez lançou Ronaldinho Gaucho que dividiu e sobrou para Danilinho. Pegou a defesa do Sport de calças na mão.

Marcos Rocha vem crescendo muito de produção. Ontem, o lateral esteve à altura dos melhores em campo. Jô e Danilinho são importantes demais nesta equipe, não se enganem. Danilinho, que é o jogador mais criticado por aqueles que não leem as entrelinhas do futebol, ironicamente é o artilheiro do time no campeonato nacional.

Enquanto o Galo atropela os adversários, alguns secam, mesmo porque é a única coisa que lhes resta fazer. Fred, centroavante do Fluminense e cruzeirense assumido (faz tempo que saiu do armário), disse antes do jogo que ia torcer dobrado contra o Atlético. A Denize Barros Abreu, apaixonada atleticana exilada nos States, tem uma boa resposta para ele: PRAGA DE MARIA VELHA NÃO MATA GALO GORDO!

Enfim, foi mais uma vitória de uma equipe que, não tenho dúvidas, segue em busca do título nacional. E se permanecer com os pés no chão, sem se empolgar demasiadamente e não abandonar a pegada, tem tudo para, ao final do ano, lotar os hospitais de atleticanos com os corações implodidos no peito!

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ATLÉTICO 3 X 1 INTERNACIONAL – UM VAREIO DE BOLA!

Nos primeiros minutos, o Internacional até que tentou alcançar algo parecido com equilíbrio de forças. Porém, depois daquele início, o que se viu no Independência lotado foi o Galo tomar conta do jogo de uma maneira que poucas vezes eu assisti nos últimos anos.

E não me digam que foi por causa da expulsão de D’Alessandro, porque não foi. O argentino saiu de campo aos 38 minutos da primeira etapa. No transcorrer de todo o primeiro tempo (e não só depois de sua exclusão), o Atlético efetuou 272 passes contra 114 do Inter. Finalizou 6 vezes contra 0, teve 11 dribles contra 5 e desarmou 18 vezes contra 10 (números gentilmente cedidos pelo jornalista Mário Marra).

Foi um domínio absurdo sobre um clube de tradição e que tem um dos melhores plantéis deste campeonato. O Internacional levou um verdadeiro vareio de bola nos 45 minutos iniciais, essa é que é a verdade! Não viram a cor da bola, não conseguiram dar sequer UM chute a gol.

Na segunda etapa, depois do gol de Leonardo Silva, o Galo se desconcentrou e levou o gol. A partir daí, as trocas de passes rasteiros _ a principal tônica do primeiro tempo _ foram esquecidas e o jogo se tornou equilibrado… por uns 10 minutos. Pois, logo depois, o conjunto se refez, compactou-se como antes e retomou as rédeas de um jogo que pode ser considerado a sua melhor performance em 2012.

E a vitória, além de representar mais 3 pontos na sacolinha, implodiu um tabu de 10 anos sem vencer o colorado gaúcho. Neste ano, o Atlético vem estraçalhando tabus um atrás do outro. Tomara que consiga superar o mais antigo, o mais ansiado por todos nós, aquele que representa mais de 40 anos sem acontecer.

Na minha concepção, os destaques positivos foram todos os jogadores. Se eu os nomeasse, poderia cometer injustiças. Até que eu tentei, mas apaguei logo em seguida porque seria obrigado a relacionar o time completo. Uns mais, outros menos. Mas, mesmo assim, resultaria num post longo demais para ser publicado aqui.

Reverencio novamente a raça com que a equipe encara cada jogo. Cada bola é disputada como se fosse o salário do fim do mês. Você vê um jogador adversário com a bola e 3 ou 4 atleticanos dando combate ao mesmo tempo. O cara nem tem tempo de raciocinar.

Que bom que está sendo assim. O atleticano está feliz e sobretudo, orgulhoso. Agora vamos ao Recife para mais uma jornada vitoriosa.

Que o Sport seja a nova vítima de um time valente e com sangue nos olhos!

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Assista aos melhores momentos:

FIGUEIRENSE 3 X 4 ATLÉTICO – A CANÇÃO DO GALO!

Quando o placar de 3 a 1 para o Figueirense iluminou o estádio Orlando Scarpelli, eu quase desliguei a televisão. Naquele momento, a equipe atleticana estava tão perdida em campo _ sobretudo a defesa _ que o destino da partida tendia mais para o quarto gol do Figueira do que para o segundo do Galo.

Bem acostumado com as vitórias seguidas neste ano, eu olhava a tela estupefato com mais uma bola inimiga estufando as nossas redes.

Foi bom enquanto durou, pensei, dentro do espírito trágico e pessimista que é da natureza do atleticano. Depois de tantos anos amargurando o coração com campanhas medíocres, o amor pelo clube permanece inacreditavelmente intacto. Mas a confiança nos diversos times montados nesses anos foi pro beleléu.

E justo quando um plantel reconquista a fé da torcida, eu o vejo ali, inerte e alquebrado ante um adversário apenas razoável, mas que já enfeitava jogadas para inflamar ainda mais a torcida. O Galo estava abatido e sem reação.

Sem reação? Ledo engano. Glorioso engano! Numa bola alçada por Ronaldinho Gaucho, Leonardo Silva sobe, cabeceia e inicia o verdadeiro canto do Galo. Uma canção que dignifica a raça, a verdadeira entrega, aquilo que se denomina “o coração na ponta da chuteira”. Uma melodia alvinegra cantada pela alma e pelos pés.

E os acordes se estenderam maravilhosamente afinados no cruzamento de Jô para a cabeçada redentora de Bernard, o baixinho com a maior estatura que eu já vi na vida. Um 3 a 3 inimaginável! Um empate obtido pela férrea recusa de aceitar a derrota.

Mas não foi só. Não bastava um empate para confortar a imensa nação atleticana de unhas roídas e de olho comprido na telinha. O time se mandou para o ataque, enquanto o time do Figueirense, tal como eu nos 3 a 1, queria desligar a televisão a todo custo.

Mas não deu tempo. Guilherme recebeu a bola na frente da área, levantou a cabeça, não tinha jogada, mas vislumbrou um lançamento para Serginho. Reparem no VT que a bola de Guilherme passou milimetricamente entre dois defensores do Figueira antes de chegar à Serginho. Este foi à linha de fundo e rolou para o mesmo Guilherme decretar o que seria a virada mais sensacional deste campeonato brasileiro.

Vitória maiúscula da garra, da raça, da reconstrução da verdadeira identidade do Clube Atlético Mineiro, cuja história foi feita de conquistas épicas alcançadas com muito suor e valentia!

Este é o Galo que eu conheci quando cheguei a Belo Horizonte com 7 anos de idade. Foi por este Galo que eu me apaixonei e, por causa dele, perdi empregos, namoradas e quase afundei casamentos. E outras “cositas mas”.

Este é o NOSSO Atlético. Independentemente de quem jogou mal ou bem, louvo a  fé inabalável na virada quase impossível. Homenageio os que honraram esta sagrada camisa e nos orgulharam como um bom filho orgulha o pai!

O líder permanece mais líder do que nunca… e não será qualquer um que nos derrubará! Tenham a certeza disso.

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Assistam aos melhores momentos:

GRÊMIO 0 X 1 ATLÉTICO – NA BOLA E NA RAÇA!

A repetição de jogos sempre com uma enorme gana e a mesma obediência tática começam a consolidar um sentimento de segurança na mente do atleticano.

A Massa está voltando, pouco a pouco, a acreditar que é possível. E esse clima de confiança mútua é que dará a liga necessária para a equipe deslanchar de vez, tenho certeza.

Não ganhamos absolutamente nada ainda. Estamos apenas na 7ª rodada de um dos campeonatos mais difíceis do mundo. Mas se avaliarmos com justiça a doação coletiva do time em busca de um mesmo objetivo, nós temos de abraçar a mesma causa e seguirmos, time e torcida, por um só caminho, ao som glorioso de um só hino. E que, a partir de agora, se decrete o fim das vaias, PELO AMOR DE DEUS!

Ontem foi na bola e na raça! O Grêmio, no início, se lançou ao ataque como sempre faz no Olímpico. O Galo se retraiu demasiadamente e a impressão que se tinha era que o time sulista marcaria a qualquer momento.

Entretanto, o Atlético foi encaixando seu jogo de acordo com o que ia conhecendo de seu adversário. Em bloco defensivo sólido, contentava-se apenas com os contra-ataques, mas estes eram rápidos e agudos.

Num destes, depois de escanteio, Bernard alcançou uma bola perdida, aplicou dois lençóis em dois gremistas e serviu com afeto e com açucar a Jô, que estufou as redes de voleio. Um golaço que merece uma placa no Olímpico!

A partir daí, o Atlético se fechou ainda mais e apostou todas as suas fichas nos contra golpes. E foi assim até o final da partida. Sobretudo no 2º tempo, parecia que o Grêmio sufocava o Galo em seu campo. Mera ilusão. Enquanto o tricolor gaúcho atacava, o Atlético perdia gols. Mais um ataque do Grêmio, mais um gol perdido pelo Galo.

Uma palavra define bem o comportamento tático da equipe: CIRÚRGICO!

Enquanto a torcida gremista vaiava Ronaldinho Gaucho, Bernard partia como um bólido pela esquerda. Só a jogada do gol pagaria qualquer ingresso, seja VIP ou popular. Na minha opinião, foi novamente o melhor em campo. Outro destaque foi Danilinho. O sacrifício de seu próprio estilo em favor do trabalho coletivo, atuando entre os volantes e na cobertura do lateral-direito, além de encontrar forças para estar na área adversária, é digno de admiração de quem entende de futebol.

E na esquerda, Bernard fez o mesmo. Ouso dizer que Bernard e Danilinho hoje são o esteio do esquema do Galo, embora Bernard tenha um papel mais ofensivo que Danilinho. Sinceramente, com tanto esforço físico, receio pelas condições dos dois até o fim da temporada.

Destacar Pierre e Donizeti está virando lugar-comum. Ambos são um terror para qualquer oponente. Zé Roberto que o diga. O máximo que conseguiu foi simular faltas a toda hora e trocar passes laterais. A cada dia que passa, fica mais difícil suplantar a dupla de buldogues na proteção à zaga. Um completa o outro como azeite e salada.

Embora Bernard tenha sido o melhor da partida, sou obrigado a dar destaque especial  à hombridade de Giovanni. Entrou em campo sabendo que no próximo jogo estará na reserva de Victor. No entanto, honrou a camisa e agiu com personalidade ímpar. E, acabou fazendo a sua melhor partida pelo Atlético. Ontem, Giovanni defendeu até pensamento. Será uma peça importante na campanha deste ano, não tenha dúvidas.

Não há destaques negativos. TODOS deixaram no gramado do Olímpico o suor da raça atleticana.

Uma bela vitória que encheu a nação alvinegra de orgulho e de esperança!

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ATLÉTICO 5 X 1 NÁUTICO – QUE ESSA LUTA SEJA ETERNA!

Alguns dirão que foi uma goleada construída sobre um adversário fraco, candidato em potencial a cair para a segunda divisão.

Pois eu digo que em futebol não existe isso. O Bahia veio aqui e arrancou dois pontos do Galo. Ontem, a Portuguesa ganhou do mesmo São Paulo que havia nos vencido.

Portanto, pontuo a goleada sobre o Náutico _ que não é fraco _ com o mesmo valor de qualquer outra vitória, seja contra os mais fortes, seja contra os chamados “fracos”.

Diante de uma torcida impaciente e louca para disparar o botão da vaia, o Galo jogou mal os primeiros 28 minutos. Porque exatamente 28 minutos? Porque tinha em campo um Richarlyson mais preocupado em levantar a bola em lançamentos malucos, do que em mantê-la na grama, que é onde ela gosta de ficar. Afinal, como dizia um técnico antigo, a bola é feita de couro de vaca e vaca gosta é de grama.

A coragem de Cuca em trocá-lo ainda na primeira etapa é digna de elogios, pois a partir da substituição, a história da partida tomou novos rumos e impôs ao Náutico o enfrentamento da verdadeira equipe do Atlético e não aquela contra quem media forças até então. Louve-se a capacidade de leitura de jogo do treinador.

E, a partir daí, consolidar a goleada foi apenas questão de tempo. Para quem foi ao Independência para ver Ronaldinho Gaúcho, viu o futebol atrevido do melhor em campo: Bernard. O garoto, após a perda de 2 gols feitos contra o São Paulo, não se abateu e buscou brio para se superar. Isso é para poucos. Chama-se personalidade e vergonha na cara! Fez ontem a sua melhor partida pelo Atlético.

Jô, apesar de não marcar, deu um trabalho incrível aos zagueiros timbus. Além disso, ainda cavou um penalti que não existiu, a bem da verdade. Se não fôssemos tão garfados no decorrer dos jogos, eu lamentaria. Mas sabemos que o retrospecto é muito diferente.

Também merece destaque especial o Serginho que ontem não foi Serginho. E por não sê-lo, acertou todos os passes, lançamentos, cabeçadas, ganhou todas as divididas e ainda arrumou tempo para quase marcar um gol de placa. Posso dizer que, não fosse Serginho entrar no lugar de Richarlyson, o resultado não seria o mesmo. Ele acertou a equipe em questão de minutos. A César o que é de César.

Embora o time se ressinta da presença de um grande goleiro, creio que Cuca está no caminho certo. Vê-se claramente que o conjunto de jogadores tem padrão de jogo, consciência para compactar-se, recomposição rápida sem a bola. Mas ainda peca nos contra-ataques, quando surpreende o adversário com o calção na mão. Falta precisão no penúltimo ou no último passe.

Não posso esquecer de destacar a atuação de Leandro Donizeti, um verdadeiro buldogue na proteção à zaga, mas que também sai jogando com qualidade. Donizeti na reserva de Richarlyson é uma piada que se conta para rir, mas que provoca prantos desesperados. No meu entender, Pierre e Donizeti formam uma das melhores duplas de volantes deste país. E, até aqui, Cuca não usufrui de seus serviços. Não dá para entender.

Um Júnior César vibrante, raçudo e participativo só reforça o acerto de sua contratação. Parece que foi criado dentro da Cidade do Galo, tal a sua identificação com a camisa alvinegra.

Enfim, 3 pontos se acomodaram na sacolinha. Estamos na vice-liderança de um campeonato longo e desgastante, porém, se o Atlético permanecer lutando por cada bola como se fosse a última, a esperança de grandes conquistas se manterá viva.

O Galo está encarando o início deste brasileirão com muita seriedade e dedicação, como se estivesse na reta final. Como disse Ronaldinho Gaúcho, ao final do jogo: “Vai ser difícil parar a gente!” Que esse espírito não se perca no decorrer da jornada!

Ainda falta muito chão pela frente! Que sigamos unidos pelo Galo!

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Assista aos melhores momentos:

SÃO PAULO 1 X 0 ATLÉTICO – NÃO PRECISAMOS SACRIFICAR NINGUÉM!

Não vi o Galo ser dominado no Morumbi e nem se acovardar como em recentes épocas.

Vi um time confiante em sua força enfrentar um dos melhores elencos do Brasil e jogar de igual para igual. E em alguns momentos do 2º tempo, até empurrar o São Paulo para o seu campo.

Perdeu, ok, mas nem tanto ao céu nem tanto ao inferno. Uma derrota não significa eternamente choro e ranger de dentes.

Não vou aqui procurar culpados. Alguns jogaram mal e outros bem. Danilinho não repetiu a performance do jogo passado, Jô não se destacou porque a bola não chegou nele, Ronaldinho Gaucho foi peça nula no meio, Carlos César nos deu a certeza de que a posição é do Marcos Rocha e Giovanni, embora venha crescendo, tomou um gol defensável.

Bernard, com apenas 19 anos, tem muito ainda a aprender. Se para aprender, tem de ficar no banco, que fique. Mas não foi culpado sozinho da derrota e nem pode assumir a culpa por isso. A sua culpa é relativa na mesma proporção dos outros. Já demonstrou enorme caráter ao sofrer pelos gols perdidos, pois tem plena consciência do que isso significou para o resultado da partida.

Pelo que sinto, Bernard, com apenas 19 anos, não precisa ser instado a corrigir deficiências. Ele tem a exata noção de onde falha e, pelo que deduzi de sua entrevista, se cobra muito. É meio caminho andado para o sucesso e uma lição para marmanjos mais velhos que não estão nem aí para uma derrota.

Não estou defendendo o jogador por ele vir da base. Os que me conhecem ou frequentam o L&N sabem que eu não faço isso. Defendo-o porque, quer queiram quer não, é peça importante no esquema que o Atlético adotou. Ele é rápido, incisivo, parte pra cima e ainda tem fôlego para recompor o lado esquerdo e cobrir o lateral.

Bernard pode ser criticado, mas jamais sacrificado pela torcida. A vaia, nesse momento, só agravará o problema. Eu, como ex-jogador, sei que o bom futebol está na força mental do atleta. E não existe nada pior do que a auto confiança abalada. Pensem nisso antes de vaiá-lo contra o Náutico.

Para finalizar, apenas dois registros:

1 – Já passou da hora de Leandro Donizeti retornar ao time. Um Pierre é bom, mas melhor ainda são dois Pierres.

2 – De uma forma sutil e malandra, estamos sendo roubados nesse campeonato brasileiro. Aquelas faltas não marcadas no meio de campo, impedimentos não existentes, vista grossa para uma 2ª infração de amarelo (que geraria o vermelho), agressão pra vermelho sendo punida com amarelo… e por aí vai.

Como eu tenho dito sempre, o ano de 2012 será de luta contra tudo e contra todos. Se não nos unirmos e botarmos a boca no trombone, o caldo vai engrossar pro nosso lado!

Acreditem!

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Assistam aos melhores momentos:

ATLÉTICO 1 X 0 CORINTHIANS – A RAÇA QUE NOS ENOBRECE!

Permitam-me não ser tão realista e esquecer, por momentos, que não temos a equipe ideal. Permitam-me não pisar o chão. Deixemos isso para o decorrer da semana, não hoje.

Hoje eu quero tão somente comemorar a minha mais honrosa condição de ser humano: ser atleticano em todos os ambientes por onde passei, em todos os momentos em que chorei ou vibrei, ou até nas figuras das mulheres que eu amei! Pode-se amar, pode-se chorar, pode-se sorrir, sempre carregando dentro do coração, tatuada, a frase que sacramenta o infinito: EU SOU ATLETICANO!

Permitam-me  extravasar a alegria que eu sinto ao ver o time alvinegro lutar por uma vitória como se estivesse defendendo a própria vida. Por enxergar novamente o brio nos olhos das feras e ver que, finalmente, cada um entendeu que a camisa que a torcida veste com devoção nas arquibancadas é a mesma que ele tem de vestir com sangue e suor em campo.

Hoje não quero saber de técnica ou qualidade. Hoje eu celebro a raça, a entrega e o amor contido em cada dividida.

A mesma gana de Doriva, de Éder Lopes, de Cincunegui, de Jorge Valença, de Éder Aleixo e tantos outros. De MUITOS outros!

E de Pierre, na cancha, o símbolo mais perfeito da paixão que carregamos aqui fora!

Pierre deixa o coração em campo, molha o gramado com o seu sangue. Ele não é nenhum craque, não é o melhor do time, mas um atleticano se emociona ao vê-lo jogar.

Porque o atleticano é assim, nasceu e vai morrer assim. Que venham craques habilidosos, mas que dentro deles more a alma feita de aço do alvinegro das alterosas. Sem isso, nada fará sentido para nós.

Pierre não joga. ELE LUTA UMA BATALHA DE VIDA OU MORTE!

E é um exemplo para seus companheiros, que hoje encarnaram o espírito do volante para vencer o Corinthians. Um jogo em que fomos superiores sobretudo no segundo tempo e merecemos a vitória maiúscula.

O sentimento de superação que enobrece os vencedores. O ardoroso sentimento que queima o coração e enche os olhos de lágrimas.

Nos próximos posts, falarei do que foi o jogo tática e tecnicamente. Mas hoje não.

Hoje celebro apenas a volta da garra do Galo, que sempre encarnou o atleticanismo mais puro! E que continue sempre assim!

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Assista ao gol de Danilinho:

AMÉRICA 1 X 1 ATLÉTICO – FINALMENTE, GUILHERME CHEGOU.

Com 3 zagueiros e Guilherme armando no meio, até que o Atlético não jogou tão mal assim.

Quando a coisa apertava, entregava-se a bola para Guilherme, que arredondava-a e mostrava ao público que no gramado ainda pulsava vida inteligente.

O camisa 10 do Galo foi, disparado, o melhor em campo. Combateu, distribuiu, foi incisivo em lançamentos agudos e se não chutou a gol foi porque não teve chance.

Com André suspenso para o próximo jogo, o meu temor é que Cuca adiante Guilherme para jogar isolado dentro da área. Fazendo isso, perderá a cabeça pensante no meio e, ao mesmo tempo, não terá quem construa jogadas para que ele arremate.

O Atlético não possui poder de fogo no ataque, essa é que é a verdade. Bernard voltou mal da contusão, André não dá prosseguimento às jogadas e os laterais/alas, que deveriam apoiar e criar opções, não o fazem.

Apesar de seus defeitos visíveis, o Galo foi superior ao América na partida de hoje. No primeiro tempo, o time alviverde quase não jogou. No segundo tempo, o Galo tanto  martelou que acabou achando um gol em jogada de escanteio.

E aí, como sempre acontece, a equipe se encolhe e leva pressão, por pior que seja o adversário. E, num córner que não existiu, já nos descontos, o América empatou através de um atacante em clara posição de impedimento.

Azar? No meu entendimento, pura incompetência de um time que se encontra com a auto-estima baixa e não confia em si mesmo.

Estivesse em condição psicológica elevada, teria partido para cima do Coelho para fazer o segundo. E mataria as finais no primeiro jogo. Lembro-me que aconteceu o mesmo quando vencia o cruzeiro por 2 a 0 e permitiu o empate.

O Atlético é um time que não sabe jogar com o placar favorável. Deixa-se pressionar muito facilmente, como se temesse sair para o jogo e tomar a virada. O pior é que isso acaba acontecendo como se fosse uma punição dos céus.

As suas limitações técnicas são tão flagrantes que os próprios jogadores sabem disso. É um fator que deveria ser corrigido pela comissão técnica, porém, nada é feito nesse sentido.

Eu já vi times extremamente limitados se manterem, na base da força mental, no alto da tabela do campeonato brasileiro. Já aconteceu com o Atlético em outras ocasiões e o último exemplo foi o Coritiba em 2011.

Enfim, foi um empate que, a bem da verdade, é mais favorável ao Galo do que ao América.

Vamos aguardar o segundo jogo e, muito provavelmente, levantaremos a taça de um campeonato que não vale absolutamente nada.

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TUPI 1 X 1 ATLÉTICO – E A DIRETORIA SEGUE EM COMA…

Começando por palavras que eu diria no final do texto: não importa se o Atlético for campeão mineiro. A verdade é que o time, da forma como está montado, é muito frágil e brigará para não cair no campeonato brasileiro.

Isso ficou claramente demonstrado na partida contra o Tupi.

O Galo é uma equipe com imensas dificuldades de concatenar jogadas de ataque e incapaz de sufocar o adversário em seu campo.

O gramado não dava mostras, à distância, de ser assim tão ruim e no entanto, a bola parecia quadrada.

Jogadores errando passes de 3 metros em jogadas elementares foi algo comum durante o embate.

E o técnico Cuca, ao invés de simplificar, complica ainda mais ao escalar Wesley no meio. Foi um tiro no próprio pé.

Wesley jogou mal, como mal jogou todas as partidas em que foi escalado.

Foi um dos piores em campo, mas não foi o único. Difícil é destacar alguém que tenha jogado o mínimo suportável para um boleiro profissional.

Contudo, Cuca precisa parar de inventar. Com um plantel limitado em termos de qualidade, fazer o feijão com arroz é a sacada mais inteligente.

Enquanto a equipe desfila seu raquítico futebolzinho pelos gramados, a diretoria segue em coma induzido na sede de Lourdes.

As duas contratações prometidas por Eduardo Maluf persistem sendo o que já são há muito tempo: apenas promessas furadas para esconder uma monumental imobilidade!

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Assista aos melhores momentos do jogo:

ATLÉTICO 2 X 2 CRUZEIRO – PELO AMOR DE DEUS, NÃO DEIXEM CHUTAR!

Tivesse o Galo repetido no segundo tempo o que tinha feito no primeiro, e hoje estaríamos comemorando uma goleada, sem nenhuma dúvida.

Na primeira etapa, o Atlético sufocou o cruzeiro, que só conseguiu dar um chute a gol, assim mesmo do meio da rua. O Galo, por sua vez, jogando com raça, combatendo em todos os quadrantes do campo e agredindo incansavelmente, sufocou o time das garças. Além dos dois gols, poderia ter convertido outros.

No segundo tempo, o Atlético diminuiu o ritmo e mesmo assim não foi pior que o cruzeiro. Foi um jogo parelho, essa que é a verdade. E o cruzeiro contou com a complacência do árbitro, que viu a agressão covarde de Roger Surfistinha em Danilinho e aplicou somente o cartão amarelo. A cor do cartão foi a mesma de sua coragem. Naquelas alturas, a expulsão de uma garça seria a decretação da vitória do Galo.

O Atlético deveria ter mantido o embalo alucinante do primeiro tempo, mas não o fez. E foi aí que o caldo entornou. Um time que tem Renan Ribeiro como goleiro, não deve se dar ao luxo de administrar o resultado. Ter Renan sob as traves é como ter uma espada sobre as cabeças dos defensores, pois não podem deixar chutar, nem cabecear, nem cruzar… enfim, são obrigados a terem 100% de acertos durante os 90 minutos, coisa impossível de acontecer no futebol. Se errar uma, a bola entra, pois lá atrás o goleiro é uma peneira.

Desta vez, nem precisou de falha da zaga. Renan Ribeiro se incumbiu de fabricar a lambança toda sozinho, se confundindo no tempo de bola e permitindo que o atacante cabeceasse com o gol vazio. A ÚNICA bola na direção do gol entrara!! Aliás, como em muitas outras ocasiões nestes últimos dois anos.

Nós temos o pior goleiro da série A. Se bobear, temos o pior goleiro das séries A e B. Não tem no futebol brasileiro um arqueiro tão inseguro. Entrar na disputa do campeonato nacional com Renan Ribeiro é um verdadeiro SUICÍDIO!

Renan Ribeiro tem o raro dom de ressuscitar adversários mortos em campo. Não fosse aquela falha ridícula e o cruzeiro estaria tentando empatar até agora. Mas pelo contrário, com o gol se encheu de esperança e acordou em campo na mesma proporção que o Galo sentiu o golpe e se retraiu.

Mesmo assim ainda tivemos, nos pés de Guilherme, a chance de fazer 3 a 1. E por perder 2 gols, Guilherme foi vaiado. Foi um dos melhores em campo, mas foi vaiado, na minha opinião, injustamente.

Quero ressaltar o retorno de Bernard, que jogando bem ou mal, imprime uma dinâmica de jogo veloz ao conjunto alvinegro. O garoto é atrevido e não tem medo de cara feia.

Fillipe Soutto jogou bem, mas quando o cruzeiro reforçou o meio e igualou as ações por ali, o garoto se perdeu na marcação. É muito bom com a bola nos pés, mas peca na pegada. Leandro Donizeti fez muita falta, principalmente na segunda etapa, quando houve a necessidade de um espanador na frente da zaga.

Porém, se eu fosse Cuca, estudaria a possibilidade de lançar Soutto à frente de Pierre e Donizeti.

Continuo pensando o mesmo: O Atlético precisa se reforçar para o Brasileirão. Pelo menos, 4 contratações. Independentemente de grandes nomes, mas de titulares produtivos.

Sobretudo de um bom goleiro. Não para operar milagres, mas, pelo menos, fazer as defesas difíceis que Renan Ribeiro não faz. Acontecendo isso, não entregaremos jogos fáceis como os de ontem e nem correremos o risco de infartar a cada bola alçada sobre a área… ou de chutes do meio de campo.

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Assista aos melhores momentos da partida.

GUARANI-DIVI 0 X 4 ATLÉTICO

Não dá pra analisar um jogo do campeonato mineiro imaginando a força do time em comparação com os grandes de São Paulo e Rio de Janeiro ou mesmo do Rio Grande do Sul.

O Guarani _ tanto quanto o Boa e os outros do interior _ não testou o Galo.

Vi uma partida em que o Atlético foi consistente em seu sistema defensivo, mas nada que enchesse os olhos do meio para a frente.

Falta muito ainda. O caminho será longo, tenham a certeza.

Bernard fez uma falta danada e Mancini, apesar do gol e de levar perigo com seus chutes, só veio a desenvolver um melhor futebol na 2ª parte do 2º tempo. E aí foi substituído.

O sonho de uma dupla de zaga é ter uma dupla de volantes como Pierre e Leandro Donizeti à sua frente. Os dois são incansáveis na roubada de bola. Acho difícil que Cuca abra mão desses cães de guarda em favor de Filippe Soutto, que é bom com a bola nos pés, mas não tem, nem de longe, a mesma pegada.

Bom foi ver André deslanchar a cada jogo. Sempre presente na área e com faro de gol, começa a justificar a sua contratação. Hoje, por causa dos 3 gols, sem dúvida foi o melhor em campo.

A ausência de Bernard obrigou o treinador a fazer importantes mudanças táticas no jeito de jogar atleticano.

Escudero foi posicionado à esquerda, quase como ponta, Danilinho à direita e a distribuição do jogo pelo centro ficou a cargo de Mancini. Que não distribuiu e errou passes demais para um armador que se preze. Mesmo assim, se esforçou muito e foi o seu melhor jogo depois do retorno.

Mudanças demasiadas, no meu modo de ver futebol. Em alguns momentos, a equipe parecia estar completamente perdida em campo, tanto que, antes de levar o 3º e o 4º gols, o Guarani, com todas as suas limitações, teve maior posse de bola.

Enfim, foi uma boa vitória que nos eleva à condição de líderes de um campeonato que não serve de parâmetro para absolutamente nada.

Mas uma goleada é sempre bom para elevar a auto-estima, seja lá contra quem for.

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Assistam aos gols da partida:

ATLÉTICO 2 X 0 CALDENSE – UM TEMPO DE BOM FUTEBOL.

O Atlético jogou um belo futebol no primeiro tempo e, no intervalo, arrumou as malas, embarcou e se mandou dali.

Só assim para explicar o apagão que baixou sobre o time no segundo tempo.

Se na segunda etapa não houve nada de bom, então vamos comentar a primeira.

Quer queira, quer não, há de se reconhecer que o Cuca faz um belo trabalho de montagem e posicionamento das peças disponíveis.

Padrão de jogo é um detalhe importante que costuma passar longe da Cidade do Galo nos últimos anos, porém, este time o possui.

Coberturas, ultrapassagens, linhas de defesa precisas, movimentações e deslocamentos de ataque, 1-2, triangulações… tudo isso eu vi no primeiro tempo.

É claro que falta muito, não estou dizendo que não. Mas não é, nem de longe, aquele amontoado de atletas correndo atrás de uma bola, como foi nos tempos do moleque e do Dorival Júnior.

A Caldense não é um oponente com peso suficiente para que a equipe atleticana seja avaliada de forma segura.

Mas, vendo o time alvinegro desenvolver seu jogo rápido no meio com Escudero e o incansável Bernard, assessorados por Leandro Donizeti e Pierre, pode-se dizer que a esperança já é embrionária.

Ontem, Pierre não foi o mesmo. Mas o cara jogou no sacrifício, com uma virose.

Enquanto Leandro Donizeti abria uma chapelaria (até chapéu de peito ele deu), Bernard foi um show a parte. Melhor em campo, ainda marcou um golaço, de falta. Richarlyson, como sempre, foi o pior.

Renan Ribeiro fez uma monumental defesa, mas, por conhecê-lo bem, sei que não posso confiar. No dia que ele fizer seguidas partidas boas, esquecerei dos péssimos jogos seguidos que produziu. Uma só defesa não é o suficiente para apagar os frangaços, as falhas e os pontos jogados no lixo em decorrência disso.

Enfim, foi um bom primeiro tempo. E ponto final. Não houve segundo!

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