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ATLÉTICO 2 X 2 PONTE PRETA – FRUSTRA, MAS NÃO DESMERECE.

Não quero criticar um técnico que é o maior responsável pela montagem e acerto desse timaço que o Atlético é hoje.

Cuca pinçou contratações acertadíssímas, analisou as características de cada jogador e o lançou exatamente onde produz bem na engrenagem. É o responsável direto pela liderança e pela fluidez com que a equipe joga.

Por isso é que me espantei com a forma como Cuca abriu o time ontem. A entrada de Guilherme no lugar de Serginho foi uma grande sacada, pois a equipe empatava a partida. Ok. Naquele momento, tudo o que se pedia era ousadia e ele ousou no instante certo.

Entretanto, após o segundo gol, era premente uma substituição mais conservadora, que retomasse o poder de combate no meio de campo. Uma boa pedida seria Soutto no lugar de um atacante. Mas não, Cuca seguiu abrindo ainda mais e lançou Berola e Leonardo.

E aí toda a responsabilidade pela proteção à defesa ficou à cargo de um só volante, Leandro Donizeti. Foi quando a Ponte Preta, contando com espaços em profusão e uma sorte rara, empatou o jogo.

Eu não entendi a intenção. Um 2 a 1 contra Ponte Preta ou contra o Fluminense é a mesma coisa neste campeonato tão difícil. Golear a Ponte não traria resultados práticos. Afinal, guardar 3 pontos na sacolinha é o que importa, seja vencendo o Íbis ou ganhando do Barcelona. E se for de meio a zero… vale também.

Enfim, foi um deslize que, à luz da razão, serve como lição e pode até revigorar a concentração do time, se estiverem com a cabeça forte para não se abaterem. E não empana, de modo algum, o excepcional trabalho que Cuca faz. Frustra, mas não desmerece.

O Fluminense também empatou e o Grêmio encostou. Embora tenhamos ganhado apenas 2 pontos dos últimos 6 disputados, ainda somos líderes. E agora temos pela frente uma pedreira chamada Corinthians que, além de poderoso elenco, conta com a subserviência da Comissão de Arbitragem da CBF.

Bem que podíamos estar viajando para São Paulo com uma gordura de 4 pontos para o segundo colocado, mas, se não foi possível, paciência. É seguir em frente com toda garra e com todo apoio do mundo.

Espero que o Galo esteja disposto a afiar as esporas novamente e voltar a vencer. Se isso ocorrer em território paulista, será uma vitória épica!

Eu creio nisso! E você, amigo, acredita? Sua opinião é importante.

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Assistam aos melhores momentos:

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LÁ VAMOS NÓS PARA MAIS UMA BATALHA!

Sabendo que depois do jogo contra o Flamengo, o Galo enfrentará o Internacional em Porto Alegre, fica claro que a partida contra o time dos urubus cariocas é vital para as nossas pretensões.

Se alguma pretensão ainda existe.

Se, por desgraça, perdermos esses próximos 6 pontos, afundaremos de vez na zona do rebaixamento e de lá só sairemos por obra e graça de Nosso Senhor Jesus Cristo… se Ele deixar de lado assuntos muito mais importantes para nos ajudar.

Contudo, se o Galo vencer o Flamengo, parte com a auto-estima renovada para a batalha contra os gaúchos.

Infelizmente, Neto Berola está fora do embate. É o único jogador do elenco com características formatadas para o contra-ataque veloz. Sem ele, perdemos este trunfo.

Réver ainda é dúvida. Caso não jogue, o indefectível e eterno Werley tomará seu lugar.

Magno Alves e André retomaram condições de jogo, enquanto Guilherme e Marquinhos Cambalhota não treinaram hoje por causa de dores musculares.

Guilherme, certamente, por ter corrido uma barbaridade (?) contra o Atlético-GO!?!

Desta forma, o provável Atlético desta quarta-feira será:

Renan Ribeiro, Serginho (Mancini), Réver (Werley), Leonardo Silva e Triguinho; Pierre, Filippe Soutto, Richarlyson (Renan Oliveira) e Daniel Carvalho; Magno Alves e André.

Renan Oliveira está recuperado e como se dá muito bem contra o Flamengo, está relacionado.

Muitas dúvidas em muitos setores. Mas, ultimamente, não temos que nos preocupar com isso. Seja qual for a equipe escalada, o filme não muda: nunca é comédia. Sempre é um dramalhão digno de Ingmar Bergman!

De todo modo, espero que o time se supere e vença nem que seja de meio a zero, para afastar-se cada vez mais do apavorante polígono da humilhação explícita.

Vamos pra cima deles, Galo!

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JOÃO 4 X 3 MARIA… JÁ ESTÁ VIRANDO SADISMO!

Os cruzeirenses já estão se acostumando com as derrotas frente ao Galo. A freguesia fiel só não compra fiado em nossa bodega porque não permitimos.

Não se vende fiado para quem não pode pagar.

Eles, a cada dia que passa, se curvam à verdadeira realidade dos dias de hoje.

Talvez porque o Atlético seja a equipe que mais venceu o cruzeiro em toda a sua constrangedora existência  pontuada por mudanças de nomes (Ypiranga, Palestra Itália e sei lá quantos mais) a cada falência.

Falia com um nome, inventava-se outro e vida que segue.

Não adianta apedrejar ônibus alvinegro, nem jogar, durante a partida, uma carreta de objetos para dentro do campo. E nem dar piti ou rasgar camisolas, que é um costume enraizado entre os azuis.

Muito menos fazer pressão. Pressão de menos de 10.000 pessoas em um estádio com capacidade para mais de 18.000 é café pequeno para jogadores que convivem com a grande Massa atleticana, infinitamente mais presente do que meros simpatizantes que se esforçam para, um dia, virar uma torcida razoavelmente decente.

A pseudo-pressão azul foi tão insuportável, mas tão insuportável que, mais uma vez, o Atlético foi lá e aplicou uma sonora traulitada nas moleiras de cabeças metidas a bestas do outro lado da lagoa.

Foi como uma inquisição atleticana em pleno século XXI. O ápice de sadismo dessa tortura medieval foi destruir o inimigo ante sua própria horda de simpatizantes.

Simpatizantes estes que eu vi, ao final do jogo, apesar da derrota acachapante, sorrirem  e se confraternizarem.

Venha me dizer que um atleticano sorri e se confraterniza após uma derrota do Galo  e eu lhe chamarei de mentiroso na bucha e na lata!

No jogo, bem que o cruzeiro tentou sair vencedor. Ao marcar o primeiro gol da partida, os azuis acreditaram que tudo estava escrito e sacramentado.

Só que se esqueceram que hoje o time alvinegro é um batalhão de xiitas dispostos a tudo pela vitória. Os olhos de cada jogador são injetados de sangue. E o sangue de cada um é vitaminado de raça e fome de vitórias.

Em dois minutos, a virada veio como um raio. O Galo não estava mal quando estava perdendo o jogo e ao virar o placar, a confiança se consolidou.

Não posso dizer que foi uma partida perfeita. Não posso dizer isso.

Ainda há muito que aperfeiçoar nesta equipe, embora a vontade demonstrada por todos já seja meio caminho andado.

Contudo, ninguém pode negar que a equipe de hoje é mais disposta a compartilhar responsabilidades em todos os setores do campo.

Responsabilidades e suor.

A entrada de Jackson na lateral foi uma grata surpresa, assim como as defesas de Renan Ribeiro foram determinantes para a vitória.

Leonardo Silva se afirmou, categoricamente, como companheiro do capitão Réver e Ricardinho, outra vez, deu uma aula de como atuar como meia de ligação.

Zé Luis não pode ser reserva nem aqui nem na China. Dorival Junior terá de se virar para arrumar um lugar para o Zé do Galo, pois não se bota no banco um valor tão grandioso.

No lugar de quem? Dorival que se vire. Você acredita mesmo que eu vá duvidar de um técnico que, num passe de mágica, acha um lateral como o Jackson no apagar das luzes? E se ele fez isso, não pode arrumar um lugar pro Zé?

Sou louco, meu amigo, mas não sou burro!

Tardelli voltou a ser Tardelli e Berola mudou a história da partida com o seu desrespeito total a uma coisa chamada defesa adversária.

E o melhor da tarde/noite: Wellington Paulista ficou revoltado com Diego Tardelli porque este, aos seus olhos, imitou um cruzeirense se maquiando.

Entendeu que foi uma humilhação à sua torcida. Em suma, vestiu a carapuça sem ninguém ter pedido.

Será que terão ataques histéricos toda vez que forem imitados?

Se for assim, Wellington Paulista terá de mudar de time, pois a preferência obsessiva em levar de 4 nos últimos jogos contra o Galo é, no mínimo, suspeita!

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ATLÉTICO 4 X 1 TUPI. O DEDO DO TREINADOR ESTÁ NA FOTO!

Um time cheio de virtudes e defeitos.

Ainda nos falta compactação nos setores _ principalmente no meio de campo _ e maior número de jogadas em toques de primeira, fora outros fundamentos que estruturam um bom time de futebol.

O preparo físico ainda não é o ideal e hoje o time se cansou sob um sol de fritar moleira.

Em contra-partida, as virtudes são flagrantes. Nos primeiros 20 minutos de jogo, o Galo alugou o campo do Tupi e construiu inúmeras jogadas agudas em direção ao gol.

As enfiadas de bola que não vimos em nenhum momento de 2010 _ talvez porque o moleque do projeto oco implodiu tudo por aqui _ se vê hoje até com certa facilidade.

E o melhor:  nem sempre vindas do meio de campo, mas também de atacante para atacante.

Depois do instante inicial de muita agressividade, o time cadenciou o ritmo e acabou, por uma dessas fatalidades do futebol, levando um gol quando era senhor absoluto do jogo.

E Dorival Junior, nos vestiários, mostrou porque é considerado um dos melhores treinadores deste país.

Numa decisão temerária e surpreendente _ porque quebra paradigmas _ substituiu 2 defensores (Patric e Werley) por 2 atacantes (Mancini e Neto Berola).

Serginho foi para a lateral-direita e Richarlyson para a zaga. A dupla de volantes que iniciou o jogo foi desfeita. Ricardinho e Renan Oliveira recuaram e compuseram a proteção à zaga, muito bem auxiliados pelo batalhão de atacantes que o Galo tinha em campo, todos voltando para ocupar espaços defensivos.

Um time feito para virar o jogo contra um Tupi com 10 jogadores, uma vez que seu artilheiro tinha sido expulso injustamente.

E Berola incendiou a partida. Além do gol relâmpago, partiu para dentro da defesa interiorana.

Os zagueiros adversários souberam nesse instante que aquele sol do Saara não seria o único a queimar-lhes os miolos.

Neto Berola aterrorizou a todos que ousaram aparecer na sua frente. E atropelou, sem nenhum respeito, um por um. E com direito a um golaço ao final da partida, merecido com todas as honras.

Na minha opinião, apesar de considerar Réver como o melhor em campo, o bom baiano foi o fator fundamental para a virada.

Richarlyson foi expulso _ também injustamente _ e desfalca o Atlético contra o cruzeiro. Uma perda e tanto.

Mas Zé Luis entrou tão bem em campo que ouso dizer que não vamos sentir tanto assim a falta dele.

Devido às “malucas”, mas bem vindas, substituições promovidas por Dorival Junior no segundo tempo, a equipe teve uma característica estranha aos nossos olhos por causa da quantidade de jogadores atuando fora de suas posições de origem.

Mas, por incrível que pareça, manteve os posicionamentos bastante organizados nas quatro linhas e se tornou até um conjunto criativo.

Ter um técnico que entende do riscado e enxerga o jogo faz toda a diferença. Apesar do pouco tempo de trabalho, posso dizer que o Galo já mudou o seu DNA. Entretanto, ainda falta muito para atingir o ideal.

Os destaques positivos:

Réver – Absoluto em todas as jogadas defensivas, ainda encontrou tempo para ajudar o ataque.

Ricardinho – Talvez esteja jogando o que ainda não tinha jogado por aqui. É um comandante ali no meio. Os jogadores, a qualquer hora, vão acabar batendo continência para ele.

Neto Berola – A sua grande arma é a imprevisibilidade. Em cada jogada, um enredo diferente. Belíssima partida.

Magno Alves – Fez um péssimo primeiro tempo, mas se recuperou no segundo ao fazer 2 gols. Se bobear, ele mete para dentro da casinha mesmo!

Destaques negativos:

Serginho – Precisa urgentemente aprimorar os passes, pois se continuar assim, corre o risco de virar banco.

Mancini – Ainda está irreconhecível. Até tropeçar na bola ele tropeçou, embora tenha feito bons lançamentos. Mas está totalmente fora de ritmo.

Enfim, mais um jogo aonde pudemos detectar progressos. Só de ver a equipe atuar percebe-se o labor diário dos muitos treinamentos, inclusive aprimoramento de fundamentos, os quais normalmente não são aplicados no profissional.

O dedo do técnico está bastante nítido na foto!

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PALMEIRAS 0 X 2 ATLÉTICO.

O Galo fez uma partidaça!

Não, não fez. Eu estou brincando, obviamente.

O Galo jogou a continha do chá, como disse (no twitter) o meu amigo Marco Lúcio Faria, autor do excelente blog Conteúdo Diverso (link ao lado).

Deu pro gasto, como diria a maioria.

Nos primeiros 15 minutos, qualquer observador atento entenderia _ equivocadamente _ que o Palmeiras é que estava nas últimas posições na tabela, não o Atlético.

Pois o time verde de São Paulo corria uma enormidade enquanto o Galo só cercava e fazia pose para fotos.

Sinceramente, não entendi a atitude em um momento tão grave.

Mas a partir daí, a equipe alvinegra resolveu se esforçar um pouco mais e acabou tomando as rédeas do jogo.

A mudança de astral coincidiu com a entrada de Neto Berola, que quer queiram quer não, é um jogador endiabrado e altera a temperatura e a pulsação da partida.

Pode não ganhar todas e perder bolas ridículas. Pode até ser meio aloprado e dispersivo, admito. Mas o Galo precisa de atletas como ele, esta é que é a verdade.

Hoje Tardelli estava jogando um simples feijão com arroz. O que é muito bom também.

Mas Berola botou um ovo com gema mole por cima. E acrescentou um tomatezinho italiano, com algumas gotinhas de azeite para aprimorar o sabor.

O fato é que Neto Berola facilitou a nossa vida hoje, pois não jogamos quase nada.

Custo a crer que existem atleticanos que não gostam dele. Eu os respeito. Porém, já tivemos jogadores parecidos com o baiano _ em estilo _ que se tornaram ídolos eternos da Massa.

Buião e Vaguinho são apenas dois bons exemplos de atletas que estão incluídos nesta categoria. Quando desembestavam pela direita com a bola dominada, só eram parados a tiros.

E ambos estiveram na seleção brasileira quando os jogadores do eixo Rio/SP tinham preferência e camarote VIP.

Na realidade, o que vi de bom hoje? Um surpreendente toque de bola.

E o que isso significa? O mesmo que dizer que o trabalho de Dorival Junior é melhor do que pensávamos.

O time jogou mal, mas se manteve numa linha tática organizada, com coberturas em todos os setores. Eu vi, apesar de uma partida ruim, um conjunto equilibrado em Araraquara.

Pode-se questionar excesso de passes errados, jogadas equivocadas, zagueiro carregando e perdendo bolas fáceis, espaços no meio, etc.

Todavia, não dá mais para dizer que o Galo não tem padrão de jogo, como no tempo do moleque irresponsável.

Mas os times que têm padrão de jogo também erram. E o Galo hoje errou demais. Ainda existem deficiências gravíssimas que Dorival Junior só corrigirá em 2011. Principalmente nas laterais.

Se o time reserva do Palmeiras fosse mais forte, estaríamos todos desesperados neste instante.

Mas ganhamos e sabemos que 3 pontos são o calmante mais eficaz do mundo desde que o futebol foi inventado.

O Avaí venceu o Atlético-GO e foi a 40 pontos, 2 apenas abaixo do Atlético. Não foi um bom resultado para nós. Se o Avaí tivesse perdido, o que o tal do Roman _ juiz que prometeu processar o Kalil _ fez de tudo para evitar, nós estaríamos praticamente livres.

Em contra-partida, o Goiás perdeu e está matematicamente rebaixado. Isso garante que iremos enfrentar um clube sem nenhuma ambição no próximo domingo.

E, provavelmente, mediremos forças com um São Paulo sem chances de se classificar para a Libertadores no apagar das luzes do campeonato brasileiro de 2010.

O nosso caminho não é dos mais difíceis por conta do fator psicológico.

Mas se não mantivermos o foco no jogo sério, corrido e pegado _ e dando a devida importância às nossas claras limitações _ podemos transformá-lo em um drama digno dos filmes de Ingmar Bergman.

Pode até ser com final feliz, mas mesmo assim um drama de arrancar o tampo da cabeça sem anestesia!

É um simples alerta, senhores jogadores. Nada que os senhores não superem com muita luta e MUITA RAÇA!!!

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ATLÉTICO 1 X 1 PALMEIRAS

_ Um goleiro inseguro e fraco.

_ Um time desinteressado em dividir as bolas, muito menos em correr em busca da vitória.

_ Nada dá certo porque nenhum jogador  se doa em campo, ninguém está ali para botar o pezinho em dividida.

_ Cada atleta está pensando mais na balada do que na sua profissão, até porque o técnico é um zero a esquerda, omisso e incompetente.

Este ERA o time do moleque irresponsável, o grande projeto furado do “enganador-mor” do futebol brasileiro.

Mas não é o objetivo de Dorival Junior.

Dorival é sério, trabalhador e presente. Trabalha duro a semana inteira (todos os dias e não só na sexta-feira), conversa com os jogadores, troca idéias, bota para jogar os melhores, não dá murro em ponta de faca e não se sustenta na base da garganta.

Hoje o Galo atuou com o time reserva. Mesmo assim, apesar dos sustos, deu um calor danado no time titular do Palmeiras. Hoje os atletas correm, dividem, suam sangue em busca da vitória.

Alguns são, claramente, limitados tecnicamente. Contudo, mesmo estes ajudam o conjunto. Fazem parte da estrutura e com ela contribuem com o seu quinhão de esforço.

Nem parecem os mesmo jogadores que, por tanto tempo, zanzavam como um grupo de zumbis dentro das quatro linhas.

É por isso que eu louvo o empate de hoje. E não porque tenha jogado um futebol primoroso, um futebol perfeito e fluente em todas as suas linhas.

Não, não sou um analista tão alucinado assim. Sou um atleticano ferrenho, daqueles que torcem contra o vento, mas na hora de destrinchar o jogo, eu procuro interpretá-lo da forma como aconteceu.

Mas ninguém pode negar que o Atlético vem apresentando, desde a chegada de Dorival Junior, um jogo mais coordenado, mais organizado e com as peças  mais ajustadas em campo.

Isso acontece com o time titular e se repete na formação reserva, como ocorreu hoje.

Pode-se dizer que o Galo empatou o jogo em casa ou atuou mal, mas já não temos o direito de afirmar que foi um bando em campo, como até bem pouco tempo.

Existe princípio, meio e fim na equipe. Um desenho tático lógico.

Na partida de hoje, o Galo encarou o Palmeiras de igual para igual. E Renan Ribeiro e Deola foram as principais figuras no gramado.

Renan Ribeiro, ratificando a sua condição de titular absolutíssimo, fez defesas fantásticas e deu segurança à zaga, como nenhum outro goleiro nos últimos anos.

A pegada no meio é completamente diferente de antes. É firme e concatenada. Vai um, fica o outro. Se você for, eu lhe cubro. Não significa dizer que a marcação no meio está 100%. Longe disso. O crescimento será gradual e constante.

A equipe se tornou mais rápida, até a reserva. Sabem porque? Por aquilo que eu falei repetidamente aqui no L&N: quando os jogadores sabem aonde está o seu companheiro, basta dar o toque.

Não há necessidade de ficar procurando desesperadamente um cara vestido de preto e branco para tentar o lançamento. Isso atrasa o jogo e cede contra-ataques.

Treinamento bem aplicado é e está sendo a solução. E uma conversinha motivadora aqui e outra ali. Mais nada. Acreditem em mim, eu já estive lá dentro.

Algumas peças se destacaram hoje. Para aquele que acha que Cáceres foi culpado no gol do Kléber,  eu gostaria de vê-lo impedindo um gol com o atacante de frente e você tentando alcançar a bola e ao mesmo tempo, cortá-la para trás ou para o lado.

É praticamente impossível, amigo. Cáceres foi o porto seguro da defesa hoje. Não perdeu um lance sequer.

Zé Luis foi outro gigante no meio, assim como Mendez. Aliás, Mendez está se recuperando. Quem viver, verá este equatoriano dar muitas alegrias à Massa.

Nos destaques negativos, Diego Macedo cada dia pior, tanto quanto Jairo Campos e Ricardo Bueno.

No mais, espero que na segunda partida, a arrogância típica do Palmeiras seja um imenso trunfo a nosso favor. Posso garantir que eles saíram daqui se sentindo classificados.

Mas se o Galo, daqui há quinze dias, já estiver fora de perigo no campeonato brasileiro, o Palmeiras pode se deparar com o nosso time titular.

E aí a cobra vai fumar um belo charuto cubano!

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CEARÁ 0 X 0 ATLÉTICO.

A multa de rescisão que o Atlético deve ao pseudo-treinador anterior deveria, por uma questão moral, ser paga ao Dorival Junior como luvas.

Principalmente por sua alucinada coragem de assumir um time que não sabe absolutamente nada do jogo coletivo, aquele em que 11 jogadores fazem circular a bola entre si.

E quando perdem sua posse, procuram ocupar espaços _ por zona ou individualmente _ de forma organizada, fazendo com que, em cada disputa, o número de atletas do time seja sempre maior do que o do adversário.

E quem consegue ver isso na equipe do Galo? Eu não vejo, você vê?

Ontem, os primeiros 25 minutos foram totalmente do Ceará, que jogou sozinho. Um treino de ataque contra defesa.

Se o jogo fosse contra uma equipe mais forte, seguramente teríamos tomado uns dois gols pelo lombo afora.

Posteriormente, o Galo conseguiu igualar as ações e a posse de bola, mais por conta do esforço individual dos jogadores do que sustentados por um sistema de jogo (ou algo que se pareça com um padrão qualquer).

No segundo tempo, o Atlético voltou melhor e teve um certo domínio em alguns instantes. Ricardo Bueno, que entrara no lugar de Daniel Carvalho (mais uma vez contundido), perdeu um gol feito depois de driblar dois adversários.

E depois disparou a fazer lançamentos para o Ceará. Incrível como Ricardo Bueno sempre escolhe rifar a bola entre o companheiro e o oponente, ao invés de entregá-la limpa.

Obina não conseguiu jogar, mas a sua presença na área incomoda os zagueiros. Mas entendo a entrada do Berola, porque Obina e Ricardo Bueno são como água e óleo. Não se misturam e não se complementam.

Berola entrou para corrigir esse problema e fazer a bola chegar ao centroavante. Mas ele, quando tem a oportunidade, lança a bola para si mesmo.

Enfim, não gostei do que vi em todo o jogo e em todos os setores.

Como eu disse anteriormente, Dorival Junior suará sangue para fazer esse time jogar um futebol apenas razoável.

Se eu fosse seu assistente, a primeira dica que lhe sopraria seria uma solução emergencial:

_ Dorival, reforce a defesa urgente. Não pelo meio, pois já temos por ali dois volantes. Reforce pelas laterais, pois Diego Macedo e Eron são incapazes de tomar até pirulito de uma criança. Coloque 4 zagueiros em linha, como fazem os times europeus e como o Internacional já jogou por aqui.

Esta seria a minha dica para resolver o problema imediatamente. A partir daí, Dorival Junior implantaria uma nova saída de bola para o ataque.

Até mesmo _ hipótese meio assustadora  _  com Diego Macedo pela direita, sem obrigação de marcar. Posteriormente, já tendo outros laterais, retomaria o esquema atual.

Pois se continuarmos sem marcação nas laterais, vamos perder os jogos com uma facilidade tão grande que estaremos na segunda divisão várias rodadas antes do término do campeonato. Infelizmente.

O nosso treinador deve estar muito preocupado. Enxerga os pontos fracos do time, sabe como corrigí-los, mas não tem tempo de treinar o grupo por causa dos dois jogos por semana.

E a sua jornada não será nada fácil, devo admitir.

Desejo-lhe toneladas de sorte, Dorival. Estaremos sempre com o Galo aonde o Galo estiver, mas confio na sua capacidade de mantê-lo no melhor lugar.

Galo sempre!

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ATLÉTICO 1 X 0 GRÊMIO PRUDENTE. OS 3 PONTOS TAMBÉM VALEM JOGANDO MAL.

Se o Galo venceu e obteve os 3 pontos, pouco me importa se jogou bem ou mal…

Mas…

… devo reconhecer que jogando mal desta forma, a confiança que a torcida tem em uma recuperação segura e firme vai pras cucuias.

Porque nós podemos até gostar de uma vitória mesmo não jogando bulhufas. Afinal, se somam 3 pontos e, a cada resultado positivo, o risco de rebaixamento se torna mais longíquo.

Porém, é duro constatar que os 8 meses de trabalho do sr. Vanderlei Luxemburgo no Galo só serviram para piorar a equipe.

E não foi só piorar, não senhor!

Ao detonar o elenco antigo, em pleno campeonato, sem nenhum planejamento responsável, o “mestre dos mestres” conseguiu pulverizar qualquer resquício de esquema tático que porventura existia.

Pois ele foi incapaz de criar um esquema inteligente que superasse o antigo.

E o resultado que vemos hoje é um rol de jogadores bons, alguns deles de alto gabarito, nos dando a impressão de nunca terem jogado juntos.

E não são 8 dias! São 8 MESES!

De muito trabalho? Talvez. Até acredito. Mas será mesmo um trabalho bem feito e eficaz?

Confesso que sou cético quanto a isso pelo simples fato de que, se esse trabalho  fosse produtivo, algo de bom já teria sido demonstrado.

Hoje a equipe jogou um razoável primeiro tempo, embora não tenha sido incisiva dentro da área, aonde as coisas acontecem.

A bem da verdade, apesar do ilusório domínio, só tivemos uma chance real de gol nesse período.

Os comentaristas do L&N não acham pouco demais para um time tão badalado, jogando em seus domínios contra o Grêmio Prudente (que por mais que mereça o nosso respeito) é uma equipe pequena e inexpressiva?

Pois bem, as esperanças de uma melhora acentuada se concentraram no segundo tempo.

E o que aconteceu? Por falta de pernas, o time simplesmente morreu em campo! Durma-se com um barulho desses!

8 meses treinando, 8 meses se preparando fisicamente, 8 meses de “muito trabalho” para um segundo tempo ridículo contra o Grêmio Prudente, simplesmente porque o nosso time só aguenta correr 45 minutos!

Onde está a tão famosa preparação física do Galo? Cadê o Mello, de quem se dizem maravilhas, apesar de sua aterrorizante e traumatizante caixa de areia?

Não fosse a clarividência de Ricardinho _ ao achar Obina bem posicionado na área aos 41 minutos da segunda etapa _ estaríamos, mais uma vez ,  deitando a cabeça inchada no travesseiro.

Depois desta partida, eu pergunto a vocês (e por favor, me respondam de forma sincera): qual o grau de confiança que este time nos passa?

E hoje eu tive uma certeza que, paradoxalmente, me assusta ainda mais: os jogadores lutam muito em campo!!!

E se lutam muito, aonde está aquele propagado complô contra o treinador sugerido sutilmente por ele mesmo?

Não existe complô porra nenhuma, minhas amigas e meus amigos. A incapacidade de fazer essa equipe jogar está no próprio treinador, que não consegue transformar em realidade a sua verborragia infindável.

E aí, para encobrir a sua incompetência,  começa a procurar chifres em cabeça de cavalo!

Custo a crer que estou aqui descendo a lenha em um treinador que, bem ou mal, acabou de obter 3 pontos para a nossa sacolinha.

Mas o que está me apavorando verdadeiramente são os próximos compromissos, principalmente os fora de casa.

Pois a continuar com Fabiano no lugar de Mendez, a manter o louco Diego Macedo na lateral direita, a permanecer não se importando com a marcação no meio de campo, a persistir colocando Berola na reserva… ah, amigos, a nossa dor de cabeça só aumentará.

Eu, tanto quanto vocês, esperava muito mais. Muito mais.

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VASCO 1 X 1 ATLÉTICO.

Um empate catastrófico contra um time ruim desfalcado de seus principais jogadores, Carlos Alberto, Felipe e Zé Roberto.

Em outra situação, até que não seria um mau negócio, porém, devido às circunstâncias, foi um péssimo resultado.

Pois o Galo ainda permanece na zona de rebaixamento, somando apenas um raquítico ponto à sua vexatória campanha.

Vanderlei Luxemburgo optou pelo 3-5-2 sem tê-lo treinado. Treinou o 4-4-2.

Mas, como aconteceu muitas vezes nesse campeonato, entrou em campo com um time improvisado de última hora sem nenhum sentido de conjunto e foi, como deveria ser,  castigado por sua insensatez.

Sem meio de campo, sem meia de ligação, sem troca de passes, o Galo foi, no primeiro tempo, uma caricatura de equipe.

As bolas passavam pelo meio há 20 metros de altura. Jogadas trabalhadas, triangulações, 2-1, tabelas… ah, meu amigo, isso não existiu nem a quilômetros de distância.

Aliás, não houve, na primeira etapa, nada que desse ao atleticano a esperança de um destino melhor.

Por incrível que pareça, a defesa se comportou muito bem, apesar do gol que levou. Pois era para ter levado mais, uma vez que o Vasco dominava todas as ações no meio de campo e conquistava a grande maioria dos rebotes.

Com um time sem qualidade, o Vasco conseguiu superar o Atlético de grandes nomes, mas que jogava como um time de várzea.

No segundo tempo, o Galo melhorou substancialmente. As entradas de Ricardinho, Mendez e Berola deram novo ritmo ao maior de Minas.

A bola ficou mais redonda, as jogadas rápidas se sucederam  e o Vasco se retraiu.

Mas não vou creditar a mudança à “genialidade” de Vanderlei Luxemburgo.

Afinal, TODOS os atleticanos clamavam  por esta formação antes de começar o jogo, mesmo sem ganhar os milhões que o propalado treinador ganha.

E numa jogada de Daniel Carvalho, que jogou muito bem, o juiz marcou um penalti indiscutível.

Empatamos um jogo que poderíamos ter vencido, não fosse a escalação equivocada do primeiro tempo.

A entrada de Mendez também foi promissora. Gostei do equatoriano hoje. Está retomando a forma e correndo muito mais. Ele tem uma vantagem, como volante, que outros não têm.

Lança como poucos e não é previsível, com aquelas jogadinhas ridículas de encostar a bola para os lados.

Mendez tem a virtude de escolher a jogada mais difícil e na maioria das vezes, acerta. Pelo menos, foi assim hoje.

Esquecer Ricardinho num banco de reservas é um crime imperdoável. Em países de primeiro mundo, o cara que assim procede encerraria seus dias numa cadeia de alta segurança, com direito a 2 horas de sol por dia.

Não que Ricardinho seja o supra sumo da “craqueza”. Mas sim porque, do jeito que o time está tão quadrado, não tem ninguém melhor do que ele para arredondá-lo.

E Berola erra passes, se enrola com a bola, não levanta a cabeça, porém sou muito mais ele do que qualquer outro no ataque.

Isto porque ele não desiste. Parte pra cima do zagueiro e não quer nem saber se o cara é filho de mamãe ou de papai, se é rico ou se é pobre.

Berola é a exata personificação do atrevimento, um adorável mal educado que desconhece a palavra “respeito”. Ele quer mais é provocar confusão na área adversária, independente das pancadas que leva.

Se eu fosse Luxemburgo, não abriria mão de seus serviços nem por decreto.

Mas Luxemburgo é intocável, é onipresente, infalível e acima de qualquer suspeita.

E por isso, temos de conviver com as suas invenções, com as suas escalações estapafúrdias.

Como hoje.

Não teria sido muito mais produtivo ter escalado o time do segundo tempo no primeiro tempo, para arrebentar o Vasco desde os instantes iniciais?

Será que foi pelo simples “prazer” masoquista de sofrer 45 minutos?

Para nós, atleticanos, foi como se fossem 45 anos! Amargos 45 anos!

No entanto, lembre-se, Vanderlei Luxemburgo, nós NÃO perdoamos aqueles que nos têm ofendido!

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