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O CLÁSSICO, A TORCIDA E O FUTURO.

Não existe clássico em que, no final, as partes concordem: “Foi um jogo ruim, os times jogaram mal”. Atlético e Cruzeiro param Belo Horizonte, mexem com as duas maiores agremiações da cidade, além de uma torcida (do Galo) e um aglomerado de purpurina. E domingo não foi diferente. Mais um jogaço, típico da tradição que ele carrega, que terminou com um empate, péssimo para o melhor time e comemorado como um título pelos acostumados a celebrar o fato de nos tirar pontos. Aliás, eles já podem festejar a Tríplice Coroa esse ano. Uma Superliga de Vôlei e dois empates “heroicos e mortais” quando tudo parecia perdido. A nossa chateação vale mais do que uma goleada para eles. Nem o Bahia comemorou tanto assim o empate no Independência.

A mediocridade do lado de lá foi provada mais uma vez nesse clássico. Dois times que estavam jogando futebol (feio, mas futebol) e, quando a torcida viu que o cerco estava fechando, apelaram e começaram a jogar coisas no gramado. O que, inclusive, deve prejudicá-los bastante para a sequência do Brasileiro. É bem provável que veremos o time do Roth jogando algumas partidas no Sapatão, em Uberlândia, ou no raio que os parta, não interessa. Quem gosta de falar do rival são eles. Vamos focar no Galo. O time arrumado que estamos acostumados a ver, mas um pouco diferente do habitual, com Bernard, a princípio, centralizado, e o Ronaldinho na esquerda, talvez querendo aproveitar o lado direito desfalcado deles. Não deu certo. Tomamos um gol bobo do Wallyson, mas empatamos no final. Um golaço do Léo Silva. Mais um golaço do Léo Silva, diga-se de passagem.

Tirando o piti proveniente das arquibancadas vaidosas, não aconteceu nada durante quase todo o segundo tempo. Até que apareceu o Ronaldinho, que deu uma de Ronaldinho. Humilhou a zaga dos caras e fez um gol que vai entrar para a história do Independência, do clássico e do futebol mineiro. Merece placa! Viramos, festejamos e vimos os descontos do juiz, provenientes do showzinho das arquibancadas. Oito minutos além dos acréscimos, que somaram mais quatro. Ou seja, um jogo de 45 minutos que durou 56. Uma zona generalizada. No final, eles foram descabelados para o ataque e conseguiram um gol, que quase destruiu nosso estádio, tamanha a felicidade em não perder. A lamentar, a falta que não foi marcada no lance em cima do Guilherme, e a perda dos pontos, já que o Flu encostou, ao vencer o morto time do Vasco.

Vamos às imparcialidades. Semana passada, o Corinthians perdeu para o Santos com um gol irregular do André, e o juiz do jogo foi execrado pela mídia, o que resultou uma revolução e demissões na comissão de arbitragem. Hoje, em um clássico disputadíssimo, os dois saíram reclamando dos caras de amarelo. Eles reclamam de faltinhas do Jô na fraca zaga deles, que não aguentava dar combate no nosso tanque, e um pênalti não marcado em um lance. Nós reclamamos dos acréscimos exageradíssimos, do espetáculo ridículo dado pelos adeptos do time ciano, e a falta no nosso atacante quando do gol de empate, no último lance. Aliás, juizão, na próxima levante uma placa “Até o Cruzeiro empatar”, ao invés de 12 minutos de acréscimos. Vamos ver o que mídia e chefes dessas comissões farão. Em um bolão comigo mesmo, eu aposto: nada.

E a torcida do Galo, hein? Até quando o clássico é de só com a torcida do Cruzeiro, a gente dá show. Milhares de torcedores foram até Vespasiano empurrar o time, mostrar, mais uma vez, que estamos juntos nessa caminhada vitoriosa. Quando a fase era ruim, a gente já apoiava incondicionalmente. Agora que estamos nessa maré de surrar todo mundo, o show da nossa parte tende só a aumentar. Preparem-se, adversários. O Independência continuará sendo um terror para quem vier aqui ousar algo contra nosso Galo.

Os torcedores azuis de ocasião voltarão essa semana. Vamos aguentar, mais uma vez, aquele papo chato deles de taças conquistadas há 15 anos, falando que não podemos falar de futebol, e tudo mais. Estamos acostumados com isso. Faz parte do desespero dos caras, que sabem que o time está entrando em um abismo do qual estamos começando a sair. Deixem eles se apegarem a esse passado e focar apenas em empurrar nosso Galo a essa conquista, que há tanto tempo sonhamos. Continuando nessa toada, o final da história tem tudo para ser feliz para nós, que tanto sofremos nos últimos anos.

Para o futuro, nada de desespero. Apesar de termos empatado três contra times medíocres e retranqueiros (Bahia, Atlético-GO e Smurfs), vamos com calma. Mas isso já pode parar, tá, Galo? Vamos tirar pontos de times que estão mais em cima. Chega de empatar com gente que não tem pretensão no campeonato. A torcida vai continuar fazendo sua parte. O atleticano sempre foi movido pelo amor ao time e pela fé em dias melhores. Parece que esse ano é o ano de acabar essa botafoguisse de nunca ganhar nada. Ou, pelo menos, o indício de um futuro bom para nós.

Ponte Preta, sinto muito. É um time simpaticozinho que até goza de certo prestígio conosco, já que deram uma lenhada dos vaidosos na nossa casa. Mas sabe como é, né? Perdemos dois pontos, isso é muita coisa. Precisamos continuar atropelando e aproveitar que o Fluminense vai pegar uma pedreira sem tamanho (Corinthians, lá em SP). Então, vai sobrar para vocês. Com a massa do lado, vai ficar feia a coisa. Vamos seguir fortes e com fé. Assim, no final, seremos premiados.

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SOBRE CACHORROS E CLÁSSICOS

Eu tinha, quando criança, um dogue alemão. O representante mais ilustre da raça, para quem não ligou o nome à pessoa ou ao bicho, é o Scooby Doo. Trata-se de animal alto e até certo ponto corpulento, com uma boca gigante que os entendidos garantem desferir a mordida mais potente dentre as muitas variedades da espécie canis familiaris. Pelo tamanho, inspira medo, mas na verdade é bobão, meio desengonçado e babão. O meu scooby se chamava Brutus.

Às vezes, eu brincava com Brutus de buscar a bola. Na teoria, algo trivial na vida de um cão: eu mandava a bola, ele corria, pegava e trazia. Na teoria apenas, porque, se cachorro viesse com manual de instruções, saberíamos de antemão que o dogue alemão tem pouca ou quase nenhuma capacidade de frenagem. Por isso, quando eu jogava a bola, ela quicava uma, duas, três vezes, batia na parede e voltava. Brutus dava um, dois, três pulos e tal qual um Titanic peludo, sem conseguir parar ou desviar, atingia a parede com energia invejável! E babava, antes de voltar aos pulos atrás da bola, meio sem-graça, como que reconhecendo o vexame.

No domingo, depois do jogo com o Botafogo, já em casa, mais calmo, estava vendo o VT e, na cena do terceiro gol, uma certeza me tomou de assalto: o Fábio Ferreira, zagueiro do bota, era Brutus reencarnado pulando atrás da bola, tentando alterar-lhe a trajetória com uma patada salvadora, mas conseguindo apenas dar de cara com a trave, implacável, fria e provavelmente dolorosa.

A mesma trave que, dias antes, me fez rosnar de raiva ao impedir três gols do Galo em Goiânia, me proporcionava agora uma lembrança tão boa da minha infância.

Aliás, a cena, como um todo, me pareceu uma metáfora condensada do que tem sido o Galo, neste campeonato: o goleiro adversário olhando para trás, girando torto em câmera lenta, enquanto vê a bola cair mansa dentro do gol, o zagueiro trombando caninamente com a trave, e dois reservas do nosso time se abraçando e fazendo festa pelo gol que eles, saídos do banco, tinham recém-construído. Um gol para titular nenhum, de time nenhum, botar defeito. Entre Seedorf e Ronaldinho, ex-companheiros internacionais, famosos e agora alvinegros, devia existir um abismo de inveja naquela hora.

Quando acabou o jogo, eu pensei que aquela vitória, erguida com a determinação, a vontade, a raça e o brilho dos nossos jogadores, fechava um ciclo. Só faltava isso, me ocorreu: uma virada com requintes de crueldade, em que o time dono da situação deixa o outro empatar, quase na bacia das almas, só para minutos depois recompor o placar, como que dizendo: “aqui não, fiote, aqui é Galo!”

Passados alguns dias, pensando cada vez menos no Botafogo e mais no futuro, percebi que há ainda outras conquistas por vir, menos óbvias do que o título.

Falo, obviamente, do clássico. Não é um campeonato à parte, mas tem um gosto diferente, é uma singularidade na tabela do campeonato, verdadeiro buraco negro  concentrador de energia, positiva ou negativa, conforme se ganhe ou se perca.

Para nós, ganhar ou perder o clássico poderá representar pouco ou muito na tabela, porque tudo depende, também, dos resultados dos outros clássicos, especialmente Vasco x Flu, no Rio, e Inter x Grêmio no Sul. A rodada retrasada, aliás, em que empatamos com os falsos goianienses com um roteiro escrito por Alfred Hitchcock, deu a todos uma lição de física aplicada ao futebol, foi a inércia levada às últimas consequências na tabela do campeonato.

O clássico, entretanto, está longe de se resumir a pontos na tabela. É uma chance de coroar uma campanha que, até aqui, só merece elogios, embora alguns imbecis se esqueçam disso quando um jogador erra um passe ou perde uma bola. Que o digam Serginho, Marcos Rocha, Guilherme, monstros em campo, seja pela técnica ou pela raça, mas alvos preferenciais dessa subespécie que eu opto por chamar de Cornetas de Neanderthal, seres para os quais a evolução e o perfeito uso da massa encefálica ainda é uma possibilidade, mas não uma realidade.

Se ganharmos o clássico, teremos dado mais um passo, pequeno para o campeonato, mas grande para a campanha de recuperação de auto-estima que o Galo está prestes a concretizar de vez.

Se não ganharmos, não será o fim do mundo, mas domingo eu vou ser o melhor amigo de tudo quanto é santo, anjo da guarda e entidade, fazer tudo que puder, mandinga, superstição ou oração, para tentar ajudar à distância.

Eu vejo na atitude do time a consciência da grandeza do feito que eles estão por realizar. Neste final de semana, em especial, espero que os jogadores e o técnico saibam que, aqui de fora, tem um tsunami alvinegro apoiando e que cada bola é a bola do jogo.

O buraco, domingo, é um pouquinho mais embaixo!

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NO OLHO DO FURACÃO!

O Galo jogou bem o primeiro tempo, mas o Botafogo atuou melhor.

Mas, na segunda etapa o Galo tomou conta do confronto de uma forma acachapante. Contando com Ronaldinho Gaucho _ o melhor em campo _  em mais um dia inspirado, o Atlético cravou a bandeira no Independência e berrou: aqui quem manda somos nós!

Porém, após a virada, a equipe deitou sobre os louros. O penalti foi um castigo grande demais para um time  que não merecia empatar, mas que agiu como se já tivesse vencido.

E aí surgiu a imprevisibilidade de Neto Berola, que voltava após 108 dias afastado. Depois de defender chutes rasteiros de Bernard e Jô, Jefferson nunca esperaria uma bola cavada. Mas, foi o que Neto Berola fez, com o sangue frio de um matador ou a insanidade de um louco, bendito louco que é!

O maravilhoso gol de Berola nos deu o simbólico “título” de campeões do primeiro turno, com 82,4% de aproveitamento. O número, por si só, já estampa o quanto é fantástica a jornada. Nunca houve campanha mais espetacular na história do campeonato brasileiro.E dos 9 últimos brasileirões, 7 campeões do 1º turno abiscoitaram a taça ao final.

A mídia nacional está petrificada. Ao Galo é dedicado o maior tempo nos programas esportivos de TV e rádio e aí petrificados ficamos nós, pouco acostumados com isso.

A ficha caiu para aqueles que analisavam com desdém o início avassalador do Atlético, pois o tempo foi passando, as vitórias se repetindo e o equilíbrio do time se consolidando cada vez mais. Línguas foram queimadas e mentes retrógradas expandidas a forceps.

O Galo já passou por todas as situações. Já saiu perdendo e virou. Saiu vencendo e manteve. Já levou gol de empate ao final da partida e mesmo assim, ganhou…

A verdade é que a equipe está iluminada! Iluminada sim, mas ainda não é campeã de nada! Estatísticas não nos fazem campeões e nem nos garantem campanha parecida no 2º turno. Podem sinalizar tendências, mas só se transformarão em realidade dentro de campo, no calor da pegada, no sangue nos olhos e no brio de cada jogador.

O que os jogadores têm de fazer? Precisam trazer para o segundo turno toda a experiência e adrenalina acumuladas no primeiro e recomeçar como se o placar marcasse zero a zero. Manter a humildade e respeitar todos os adversários. Respeitá-los é uma coisa, temê-los é outra.

É preciso que os nossos jogadores se blindem psicologicamente contra os elogios intermináveis da imprensa. Tem hora que um elogio pode ser infinitamente mais destrutivo do que uma crítica pesada.

Não se iludam, jogadores do Galo! O CLUBE ATLÉTICO MINEIRO ESTÁ NO OLHO DO FURACÃO! E, por causa disso, armadilhas das mais variadas versões e disfarces  podem estar sendo armadas ardilosamente.

Se vocês, atentos, não perderem o foco e permanecerem com a faca afiada entre os dentes, nada será capaz de nos tirar o verdadeiro título de campeão nacional.

E aí, meus amigos, estaremos juntos em dezembro para pararmos Belo Horizonte por 3 ou 30 dias numa festa que o Brasil nunca assistiu na vida. E os que não são atleticanos sequer podem imaginar!

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A CRISE SÓ EXISTE PRA QUEM ACREDITA NELA

O último jogo do Galo foi decepcionante para toda a torcida. Empatar com o até então lanterna do campeonato depois de sair atrás no marcador, não é script para o LÍDER ISOLADO do Brasileirão. E fiz questão de escrever LÍDER ISOLADO em letras maiúsculas pensando unicamente nos “cornetas de plantão”, que pensam que “o campeonato acabou”.

Claro que não foi o melhor resultado, e como qualquer atleticano que se preze, não fiquei satisfeito com o resultado. Mas aqui segue uma informação importante para estes mesmos “cornetas”: é impossível o Galo vencer todos os jogos do Campeonato Brasileiro. Numa competição deste nível nenhum time terá 100% de aproveitamento. Entenderam?

A quantidade de gente que “chiou” pelo Twitter depois do jogo dava a entender que o Galo estava novamente lutando contra o rebaixamento. Será que a Massa, a torcida mais apaixonada do mundo todo, se esqueceu da nossa situação? Pra quem esqueceu, quem tem a “memória curta”, mesmo com o empate, o Atlético continua LÍDER ISOLADO do Brasileirão. E mais: temos o melhor ataque, a melhor defesa e estamos 3 pontos à frente do segundo colocado, mesmo com um jogo a menos.

Ninguém se lembrou dos 39 pontos, 12 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota. Também ninguém lembrou de olhar os demais resultados da rodada: Fluminense também empatou, Grêmio perdeu, São Paulo perdeu, Flamengo perdeu, Internacional perdeu e o Vasco empatou. Então ficou tudo como antes, do mesmo jeitinho. Se faltou sorte ou competência dentro de campo, a sorte ajudou bastante. E todo campeão precisa de um pouco de sorte também (não que contaremos sempre com ela).

Vi até gente pedindo a saída do Cuca. E não precisam me lembrar que eu também pedi a saída dele, só que no final do ano passado. Naquela época a situação era outra, mas enfim, Cuca tem demonstrado que pode comandar o Galo. Os números dele este ano comprovam isso. E admito: a manutenção dele deu estabilidade ao time e é um dos fatores que nos colocam onde estamos hoje.

O próprio Cuca disse numa entrevista que ele queria ver o comportamento da torcida quando “o resultado não aparecer”. Ele próprio, comissão técnica e jogadores, têm plena consciência de que é impossível vencer todos os jogos. E que quanto mais o Galo vencer mais fechados os oponentes entrarão contra nós. Foi exatamente isso que o Atlético-GO fez. Entrou fechado, já que jogaria desfalcado contra o líder.

De novo para aqueles de “memória curta”, pois os fatos aconteceram a menos de 10 dias, a imprensa – aí leia-se torcedor maria “travestido” de jornalista – está tentando inventar uma crise no Galo já não é de hoje. Festinhas na casa do Ronaldinho Gaúcho e briga dele com o Kalil são apenas alguns exemplos. São apenas a “ponta do iceberg”. E podemos esperar que ainda vem mais por aí. A bicharada, na situação que estão, já deixaram o “timinho” delas de lado pra se ocupar do Galo.

Na entrevista do Celso Roth após o jogo com o Fluminense, um repórter perguntou “se a mariada não estava mais preocupada com o sucesso do Galo do que com o desempenho delas”. Roth foi evasivo na resposta, porque jamais poderia confirmar isso em rede nacional. E quem cala consente: “as marias estão descontroladas”! Não suportam sequer a possibilidade do Galo levantar o caneco. Daí vem o desespero de tentar inventar uma crise.

Mas voltando à realidade, temos de focar no próximo jogo, amanhã, em casa, contra o Botafogo. Que o time entre em campo com a mesma vontade, com o mesmo compromisso, com a mesma raça que a torcida viu nos outros jogos do Brasileirão. O jogo com o Atlético-GO já terminou.

A crise existe? Sim, mas do “lado homoafetivo” da lagoa, onde moram os simpatizantes da vaidade. Então vamos deixar a mariada se afundar na crise delas e nos prepararmos para “sapecar” o Botafogo, como aperitivo, para depois “traçarmos o prato principal”: as smurfetes! E mais: prefiro ganhar dos grandes e empatar com os pequenos.

As derrotas nós deixaremos para o “lado refrigerado” da lagoa.

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TEMOS QUE APRENDER A PENSAR GRANDE, DE NOVO.

Há algumas semanas, quando o Galo venceu o Santos e tivemos dois gols a menos registrados no placar final por falhas da arbitragem, o jornalista Juca Kfouri disse, no seu blog, que o Galo tinha que se habituar a vencer tudo, inclusive os erros de arbitragem, ao invés de ficar de “chororô”, se quiser ser campeão.

Recebeu de vários atleticanos uma saraivada de críticas. De maneira geral, voltadas para o fato de que, no nosso caso, não é chororô, nós não podemos simplesmente nos conformar com erros de arbitragem porque, contra o Galo, o buraco é sempre mais embaixo.

Mesmo sujeito a críticas idênticas, eu concordo com o jornalista. Não por mero conformismo com a imperfeição humana. Explico:

Nós demos muito azar, historicamente.

Tínhamos o melhor time em 77, disparado, mas chegamos à final contra o São Paulo e “sofremos” um estranhíssimo julgamento do Reinaldo às vésperas da final, por uma expulsão no início do campeonato. Resultado:  o Rei, que tinha marcado em todos os jogos, fora da final, e um vice-campeonato invicto, nos pênaltis, que tem sabor amargo até hoje. Azar nosso que o São Paulo mandava mais ou conhecia melhor os caminhos da burocracia.

Tínhamos um timaço em 80 e 81, e disputávamos tudo com outro timaço, o Flamengo de Zico e companhia. Azar nosso que a Rede Globo precisava de uma bandeira futebolística para alienar o povo em época de ditadura e escolheu o time de maior apelo popular do Rio, onde a emissora estava sediada. Perdemos o Brasileiro de 80, com arbitragem contestada, e saímos da Libertadores de 81 no jogo de arbitragem mais estranha que eu já vi.

Foi muito para um período de quatro anos. O suficiente para uma geração de atleticanos ficar marcada a ferro quente com um complexo que acho que não sai nunca mais. Para comparar: fomos rebaixados há quase sete anos, certo? Não parece que foi ontem? Pois é. Quem apanha não esquece; quem bate, sim. Num período de quatro anos, duas derrotas em final de Brasileiro como aquelas, e uma aula de parcialidade do Sr. José Roberto Wright foi demais. Quem viveu, não vai esquecer.

Depois disso, tudo de ruim que acontece tem um primeiro culpado imediato, a arbitragem. No Galo, o enredo do filme tem sempre três mordomos, vestidos de preto, ou amarelo, ou verde, conforme a ocasião. Trinta anos depois da final de 77, Tchô sofreu pênalti no final do jogo com o Botafogo pela Copa do Brasil, e Simon não marcou. Neste ou em qualquer erro de arbitragem, voltam todas as lembranças de uma vez, as feridas se abrem imediatamente e parece que alguém joga álcool. Dói.

O problema é que isso se tornou uma parte relevante da cultura do atleticano. O ódio pela arbitragem se tornou um subproduto do nosso amor pelo Galo, e isso vem sendo passado de geração para geração. A maior parte dos que vão a campo hoje não viveram os fatos que foram comentados acima, mas seus pais, tios, irmãos mais velhos, sim. E eles aprenderam a detestar e culpar os mordomos, antes de qualquer outro.

Mais recentemente, sinal dos tempos, esse ódio foi refinado e se transformou em ojeriza pelo establishment. Nós, atleticanos, temos raiva do sistema, em todas as suas expressões, do auxiliar que está ao alcance do radinho (não jogue, por favor, que o time perde o mando de campo) até o moço-que-pega-medalhas que preside a CBF.

Neste Brasileirão, a CBF acendeu de novo o ódio do atleticano. Primeiro, ao atrasar descaradamente em duas semanas a estréia de Ronaldinho diante da massa. Segundo, ao adiar ridiculamente o jogo do Galo na 14ª rodada, de novo com o Flamengo. Eu vi gente jurando que, de novo, seríamos roubados, nos tirariam o que é nosso por direito.

Não é o caso. A justificativa é, provavelmente, tão mesquinha e pequena quanto isso, mas não acho que ninguém quis nos roubar. Quiseram, isso sim, nos dois casos, dar uma mãozinha para um “brother” carioca que está em dificuldades. Somos coadjuvantes nas duas estórias, e ironicamente, porque estamos no caminho inverso e colhendo os frutos de uma administração bem-feita, que nos permitiu contratar Ronaldinho e montar um time de meter medo.

Fatos como este são a prova, apenas, da pequenez de algumas pessoas em cargos maiores do que elas. Não deveriam estar ali, mas estão. Não deveriam ter poder de mando, mas têm. E, sinceramente, não acredito que, mesmo querendo, consigam fazer muito estrago, em um campeonato de 38 rodadas que dura meses. Algum dano, pode ser, mas nós temos que ser maiores do que isso. Não sei se foi a isso que se referiu o Juca Kfouri, mas é nestes termos que eu concordo com ele.

Vão errar contra nós, como foi no caso do Palmeiras e do Santos, e vão errar a nosso favor também. Mas, a menos que José Roberto Wright volte a campo com um apito na mão, prefiro acreditar que fatos assim são falhas da visão ou audição dos seres humanos envolvidos, não de seu caráter. Me preocupa muito mais a imprensa marrom tentando plantar crise no clube, como fizeram antes do jogo com o Vasco, do que o Sr. juiz ali dentro do campo. Até prova em contrário, claro.

O importante é que nós voltemos a pensar do tamanho do nosso time e da nossa torcida. Somos líderes do campeonato mais disputado do mundo e nenhum time, desde que o campeonato se tornou por pontos corridos, fez o que estamos fazendo. Lembra 1987, quando ganhamos os dois turnos atropelando todo mundo, ou até 1977, só que não tem um jogo final para ser armado. A torcida, semana passada, quebrou a alma do time do Vasco quando cantou o hino a plenos pulmões depois do gol. Esse é nosso presente, tem que ser nosso futuro também. Viver odiando a arbitragem, a CBF, ou o sistema só combina com um passado remoto que temos que deixar para trás.

O Galo é imenso, sua história é incontestável, a torcida é INIGUALÁVEL. Mas, para que possamos estar em harmonia com o que queremos do futuro, que ele seja grande e venha rápido, temos que pensar grande. Vai ser uma libertação, acredite, poder torcer só para o time, e não contra o sistema.

O sistema que se exploda. Aqui é Galo! Caiu aqui, tá morto!

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ATLÉTICO 4 X 0 BOTAFOGO. FUGA DE 2ª DIVISÃO NÃO É O BASTANTE PARA ESQUECER!

Com uma goleada de 4 X 0 sobre o ex-carrasco Botafogo, o Atlético afastou de vez toda e qualquer possibilidade de rebaixamento.

Mesmo que não tivesse vencido, a vitória do América sobre o Atlético Paranaense já teria feito o serviço.

Contamos com uma pitada de sorte? Sim. Se aquele chute cara a cara do Elkeson, no início do jogo, tivesse entrado, a situação do jogo teria sido outra.

Mas não entrou. E isso é o que importa! Depois do primeiro gol, de penalti, o Galo se tranquilizou em campo e pôde dar mostras da evolução que obteve com Cuca. Uma defesa consistente e um setor de proteção a zaga pegador e raçudo. Com Daniel Carvalho na armação e Bernard como válvula de escape, o time se reeencontrou.

Foi 4 a 0 como poderia ser 8.

Mas a fuga do rebaixamento não pode jogar um tapete sobre o monte de lixo produzido pela diretoria este ano.

Mesmo com os exemplos nada edificantes de 2010, o presidente Kalil e seu staff meteram os pés pelas mãos… de novo!

Quando víamos bons jogadores sendo contratados pelos adversários, Kalil contratava uma barca furada de péssimos atletas. E o pior: custando os olhos da cara!

Um bom olheiro passou longe da Cidade do Galo.

Se em 2012, o trabalho de contratar estiver a cargo de Maluf, preparem-se para sofrer a mesma agonia de 2011.

Escapamos da segunda divisão sim. Mas ainda não escapamos da incompetência insuperável de uma diretoria amorfa, estática e irresponsável.

Uma diretoria que investiu errado, que tomou decisões equivocadas e que quase provocou um desastre.

Neste momento, após driblarmos a queda (sabe-se lá Deus como!), é salutar que o presidente Kalil se muna de humildade para reconhecer erros crassos.

Um bom presidente não se faz com piadinhas de gosto duvidoso em momentos delicados _ quando o silêncio é essencial _  e nem à base de uma arrogância calcada em absolutamente nada de produtivo.

Qual a origem dessa arrogância quando o trabalho no futebol beirou o ridículo?

Durante quase todo o ano fomos chacota nacional, talvez devido a essa compulsão doentia do Alexandre Kalil de arrotar caviar depois de comer couve.

Isso tem de acabar! A vaidade pessoal quase sufocante de Kalil tem de dar lugar a uma postura ponderada, inteligente e com uma análise mais apurada nas contratações.

Que ele se livre urgentemente de Eduardo Maluf e contrate alguém que realmente entenda de futebol e, por consequência, que saiba discernir um bom jogador de um perna de pau.

Que o Cuca, que este ano foi o único que acertou em contratações, possa participar de perto da escolha de reforços, mas que não tenha a mesma autoridade que tiveram Luxemburgo e Dorival Júnior, que arrasaram um plantel de bom nível para enchê-lo de atletas irresponsáveis e inoperantes.

Eu deveria estar comemorando a fuga da segunda divisão, eu sei. Mas, neste momento, lembro-me que sou atleticano e como tal, eu merecia estar vibrando com uma Libertadores ou um título nacional.

Ainda não me acostumei com essa droga de fugir de rebaixamento a todo ano. Alexandre Kalil e Eduardo Maluf podem até estar muito felizes agora.

Eu estou aliviado, mas não estou feliz! Para mim, está na hora certa de cobrar de quem nos envergonhou durante todo o ano de 2011.

E a fuga da 2ª divisão não é o bastante para esquecer!!

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ATLÉTICO 0 X 2 BOTAFOGO.

Esta crônica talvez se torne uma das mais contestadas neste 1 ano de existência do L&N. Certamente muitos não concordarão comigo.

Porque eu vou elogiar o time, ao invés de criticá-lo ferozmente, mesmo tendo plena consciência de que a nossa situação se tornou muito mais grave do que antes.

Estamos em um momento que não podemos nos dar ao luxo de deixar oportunidades de somar pontos escorrerem por entre os dedos.

Entretanto, foi o que aconteceu na partida de ontem. E mesmo assim, eu não vou descer a lenha na equipe.

Um time que lutou, de forma organizada, do princípio do jogo até os 30 minutos do segundo tempo, quando se abateu com o primeiro gol do Botafogo.

A partir daí, o desespero travou as mentes dos jogadores e o segundo gol era mera questão de tempo acontecer, pois o time do Galo abriu mão de sua força defensiva para se lançar em busca do empate.

O Galo jogou muito bem, embora tenha desperdiçado a chance de enfiar uma goleada de mão cheia no time carioca, que se transformou numa pedra em nosso sapato. Aliás, uma pedra não, já virou um rochedo de 1 tonelada!

Para se ter uma idéia, no instante do primeiro gol, o Atlético tinha 70% de posse de bola contra 30% do Botafogo, que não sabia o que fazer em campo.

O comentarista Nori Noriega, do Sportv, disse que o Galo caiu na armadilha do Botafogo, quando minutos antes tinha dito que o clube do Rio estava totalmente perdido. Chamo isso de oportunismo de quem não entende de futebol e sai por aí soltando pérolas ridículas em rede nacional.

O Galo não enredou em armadilha nenhuma. A verdade é que o resultado caiu no colo do Botafogo quando este fazia das tripas coração para segurar o empate. Neste momento, eles devem estar ajoelhados, contritos, agradecendo ao Pai Santíssimo e a todos os santos!

O Atlético dominou as ações em todos os setores do campo. O time de Dorival Junior é completamente diferente daquele do moleque irresponsável.

A pegada é firme, as coberturas dos laterais são automáticas, o preparo físico melhorou muito e a transição de defesa/meio e ataque tem muito mais velocidade.

Pena que perde tantos gols feitos. Obina precisa tornar a jogar o feijão com arroz de antes. Simplicidade é tudo num centroavante rompedor.

Tardelli necessita ser mais agudo em direção ao gol, como foi em 2009.

A água de coco e o sol inclemente de Salvador fizeram bem a Renan Oliveira, que melhorou muito a sua atitude dentro de campo. Não estou falando de futebol, pois deste ele tem a manha. Estou falando de sangue nas veias!

Enfim, para ser franco, eu gostei do time, embora persistam as falhas no meio de campo, aonde ainda cedemos espaços em demasia. Mas bem menos do que antes, quando se marcava só com o pensamento e um sopro, de vez em quando.

Faltam agora somente 6 partidas, das quais temos de vencer 3 e empatar pelo menos uma. Ou seja, a nossa produtividade terá de ser acima de 50%.

Eu ainda acredito. E você, caro amigo, o que pensa a respeito?

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DAQUI A POUCO, O ATLÉTICO ENFRENTA O BOTAFOGO NO RIO.

O jogo do Galo tem tudo pra dar errado, mas pode ser a vitória da superação que precisamos para que as coisas comecem a caminhar bem.

Esta frase não é minha, mas eu a adotei por causa do enorme significado que trás em seu bojo. Foram palavras ditas hoje, no twitter, pelo @lindsonbrum, um atleticano que respira em preto e branco 24 horas por dia.

Se o Galo, neste sábado, demonstrar a atitude que até agora não demonstrou em campo, poderá significar a reação que todos nós sonhamos.

Eu poderia falar novamente sobre o meio de campo, que não marca ninguém. Mas confesso que não tenho mais paciência. O Atlético já tem um treinador que recebe milhões de reais por ano para resolver, entre outros,  um problema que até um guaxinim vê.

E que insiste em fazer de Serginho um volante de contenção à frente da zaga, quando sabemos de cor e salteado que ali não é o lugar onde ele rende mais. Tanto que nas últimas partidas, desapareceu em campo.

Mas se Luxemburgo equacionar esse setor de uma forma inteligente, podemos sim esperar que o Galo saia vencedor deste jogo.

Pois o Botafogo também está se formando aos poucos. Muitos de seu plantel, tanto quanto os do Atlético, estão se cumprimentando pela primeira vez de manhã e jogando juntos à tarde.

Mesmo sem Daniel Carvalho (lesionado), Berola (suspenso), Jairo Campos (lesionado) e Rever (no aguardo da documentação da Alemanha), temos condições de vencer o Botafogo em sua casa.

Volto a afirmar, isso só não se concretizará se não mudarmos de atitude. Pois se a nossa equipe repetir o jogo que fez contra o Avaí, no segundo tempo, quando estava apenas com 9 jogadores, o Botafogo se verá em maus lençóis.

E, cá entre nós, já passou da hora de buscarmos pontos fora de casa!

Aliás, é difícil, quase impossível, apontarmos algo no Galo que não seja urgente.  Devido à incômoda situação na tabela, tudo é pra ontem!

Então, superação não pode ser apenas uma palavrinha bonita que o técnico berra em suas preleções.

Superação agora tem de ser sentida, tem de ser carregada para dentro do campo e usada em cada disputa seja lá em qual parte do gramado for!

Neste momento, superação tem de ser injetada no sangue que vem de cada batida do coração!

Então, vamos para cima deles, meu Galo querido!

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