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OS PROTESTOS DOS SONHOS MAIS LINDOS

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Sem lideranças e sem a participação de partidos funestos, a revolta contra a inflação e a corrupção brotou na alma do brasileiro e explodiu nas ruas.

O mesmo brasileiro que era tachado pelo mundo de passivo e acomodado acordou, forçado pelos desmandos dos vários governos, inclusive o federal. O grito de BASTA chegou para ficar.

O que está acontecendo hoje no Brasil é um sonho do qual eu não quero acordar. É o típico movimento que vem do coração de cada um e não de comandos partidários. Portanto, não traz o veneno peçonhento do partidarismo doentio que idolatra e protege o partido em detrimento do país.

Nenhum partido representa os brasileiros nas ruas. Em todas as manifestações, as pouquíssimas bandeiras que surgiram foram vaiadas, o que escancarou um claro distanciamento de políticos sem credibilidade. Era como se dissessem: afastem-se de nós, pois vocês mancharão a pureza dos nossos protestos!

O que move essa multidão não é o simples aumento de vinte centavos na passagem de ônibus.

Talvez tenha sido o estopim que acendeu o pavio, mas o pavio e o estopim já estavam lá esperando.

O que revolta e age como um gatilho detonador é saber que a Copa foi superfaturada, é saber que diariamente o erário público é assaltado por políticos safados, é saber que a inflação, que estava dominada, voltou com força por pura incompetência.

Além disso, a impunidade que grassa no Congresso Nacional sob o comando de um corrupto chamado Renan Calheiros. Comprovadamente corrupto!

É o absurdo de saber que um preso por roubo e assassinato ganha mais do que um professor!

Um movimento espontâneo contra TODOS os partidos e não só PT ou PSDB ou qualquer outro. Pois esses partidos não nos representam! O povo não acredita mais neles, já decepcionaram demais. Um governante demora meses para conceder um pequeno reajuste aos professores, mas dobra o próprio salário em 24 horas.

Você, político, que pensa em aproveitar a galera nas ruas para ganhar votos nas próximas eleições, esqueça. Você será pisado como se pisa uma laranja podre.

O que vemos nas ruas é um povo politizado e acima de todos os partidos, embora já apareçam reações de políticos tentando distorcer os fatos e enganar, como sempre fizeram, o povo. Talvez, desta vez, não consigam seu intento.

Talvez o Brasil esteja mesmo mudando para melhor, mas, assim como marido traído, o político profissional deste país será o último a saber.

E talvez seja tarde demais! Utopia? Não, eu ainda acredito que a voz do povo é a voz de Deus.

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ENTÃO, TÁ, GALO!

colunarobertolopes2Venhamos e convenhamos, o 2º turno do Brasileirão não foi, até agora, o que sonhávamos. Nosso time perdeu, durante rodadas a fio, a pegada que o caracterizou durante todo o 1º turno. Explicações temos muitas. Nenhuma resolve o problema de que estamos seis pontos atrás do líder e pode ser que não dê mais tempo de alcançá-lo.

Pausa. Daqui a pouco voltamos ao que pode ou não pode ser.

Pense, caro amigo atleticano, o que foi que fez o Galo no jogo contra o Flu?

Jogou muita bola? Ganhou? Virou o jogo? Massacrou? Humilhou? Calou?

O time fez tudo isso sim. Mas, além disso, o Galo conseguiu o que nem o mais otimista dos atleticanos imaginaria: provou, EM UM JOGO APENAS, quem deveria – e ainda deve, mesmo que não aconteça – ser o campeão brasileiro de 2012.

O Galo mostrou para o Brasil inteiro que há um time, neste campeonato, que jogou e joga mais bola do que todos os outros. Fez nove faltas no jogo inteiro. Chutou sete vezes mais a gol, teve quase 10% a mais de posse de bola e, mesmo assim, acertou mais passes, 90%. Teve onze chances reais de gol, contra as apenas duas que o adversário conseguiu converter. Levantou 26 bolas na área, contra 6 do adversário. Colocou três bolas na trave, como havia feito com o Atlético-GO, lanterna, no primeiro turno. Aí você pensa: ah, mas nesse jogo só o outro time contra-atacou. Que nada! Contra-atacamos 8 vezes, contra 3 deles. Mesmo no jogo deles, só dava “nóis”.

Em nenhum outro jogo do campeonato – NENHUM – a diferença de finalizações entre os times foi tão grande, segundo o Globo.com. O Galo reduziu o Flu ao tamanho da série C da qual ele nunca saiu legitimamente.

Aliás, é bom que se diga que os chiliques do técnico, dos jogadores, da diretoria e dos torcedores do Flu, principalmente no pós-jogo, mostram bem como é incômoda a realidade que o Galo lhes jogou na cara. Eles queriam ter vindo aqui e saído dizendo: viram por quê nós somos líderes? Saíram se perguntando: por quê é mesmo que somos líderes?

Não se trata de minimizar a campanha do Fluminense. Eles estão fazendo um ótimo campeonato. Mas, na verdade, isso não muda os fatos:

a) Se não tivéssemos sofrido com erros de arbitragem, teríamos cinco pontos a mais do que temos (veja o http://www.placarreal.com.br);

b) Se o Flu não tivesse tido todos os erros a favor que tiveram, teriam oito pontos a menos do que têm hoje (segundo o mesmo site);

c) O Flu não ganhou de nenhum dos concorrentes diretos, em nenhum dos turnos. Nós ganhamos de ambos, Flu e Grêmio, em pelo menos um dos turnos, e não perdemos no outro. Aliás, não só ganhamos, encantamos;

d) Contra meu pensamento anterior, a CBF e o STJD, que, no fundo, são uma coisa só, acabaram fazendo muita diferença. Eu já escrevi antes que temos que pensar grande, parar de torcer contra o sistema. Continuo acreditando nisso, e mais, continuo acreditando que o foco não era, em todos os casos, prejudicar o Galo, como time, como clube, como instituição. O atraso na inscrição do Ronaldinho, a remarcação do jogo com o urubu fujão, a suspensão do Ronaldinho contra o Inter, são todos casos em que o foco era outro, e entramos de gaiato. Isso não muda o fato de que fomos, sim, prejudicados em todos eles.

Muda alguma coisa? Não. Se merecimento ganhasse jogo, eu nem estaria aqui escrevendo isso. Mas merece ser dito.

Espero, com todas as minhas forças, que o conjunto da obra dos últimos três jogos, coroado pela vitória épica, fantástica, irrepreensível do Galo contra o Flu, motive este time para ir além do que já fez, e retomar o posto que lhe cabe por merecimento. O único lugar que nos cabe é o topo da tabela, na última rodada.

Espero que o Flu tenha entendido que, mesmo que ganhe, este campeonato vai lhe ser entregue com uma mancha, e que vamos todos saber que não foram eles o time que jogou o melhor futebol do campeonato.

Espero que este entendimento coloque, na cabeça dos jogadores do Flu, a pressão e a insegurança de estar levando mais do que merecem (até aqui).

E espero, finalmente, que arbitragem deixe o Flu perder.

Dito isto, eu preciso me render a uma realidade, que até me espanta, em sendo eu um orgulhoso integrante da torcida mais chata do mundo, como diz o Kalil: nos últimos jogos, o time tem acreditado mais do que a torcida. Aposto que só uma minoria acreditava que sairia o segundo gol contra o Sport. Quanto o Santos fez o segundo, minha timeline do Twitter pipocou de gente dizendo que íamos tomar de goleada. Quando o Flu abriu o placar, e depois quando empatou em 2 a 2, aposto que a maioria pensou: já era. Não me incluo em todos os casos, mas em alguns, eu também não fui um poço de otimismo. Reminiscências de um passado recente.  Ainda não caiu a ficha de que estamos torcendo para um time que está vários níveis acima do que nos acostumamos a ver na última década.

Fato é que o time batalhou, se entregou, fez por onde e cavou resultados onde as adversidades eram enormes. Acreditou, enfim, mais do que nós torcedores. Três vezes seguidas. Não é pouco não, só quem sabe do que é capaz faz algo assim.

Na mesma linha, quando o Flu abriu os nove pontos, faltando oito rodadas, a maioria deve ter pensado: já era. Eu confesso, quis pensar assim. É mais cômodo, dá menos trabalho e estresse. Vamos focar na Libertadores, já tá bom demais, não é?

Só que o Galo não deixou, não está deixando. Eu não consigo me desligar da possibilidade de uma arrancada final fulminante.

Então, tá, Galo. Que assim seja. Até o último minuto, se precisar e puder, eu vou acreditar. Se, de tudo, não der, vou virar o ano com a certeza de que dias melhores virão. Já chegaram, até.

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BRASIL 3 X 0 CHILE

ESTE TEXTO, DE MINHA AUTORIA, É O MESMO PUBLICADO NO TERREIRÃO DO GALO NO PROJETO “TERREIRÃO NA COPA – A ÁFRICA FICA NO NOSSO TERREIRO”, CRIAÇÃO DE CHRISTIAN MUNAIER.

O Brasil encaixou o jogo e se classificou até com certa facilidade diante do Chile de “El loco” Bielsa, um homem que ousou escalar a equipe com quatro atacantes em plena fase de oitavas de Copa do Mundo.

Bielsa é o que o seu apelido indica: um louco de jogar pedra na cruz!

Aí o Brasil deitou e rolou, marcando três gols em jogadas de contra-ataques.

A entrada de Ramires no lugar de Felipe Melo tornou o time mais dinâmico, mais rápido, embora ainda não seja o ideal. Há que se crescer muito para encarar a Holanda.

Por incrível que pareça, até Michel Bastos melhorou a sua performance.

Kaká ainda está fora de forma, mas gradualmente vai melhorando e Robinho foi dispersivo ao extremo, apesar de um bonito gol.

Lúcio (principalmente), Gilberto Silva, Juan e Ramires foram os melhores da seleção.

E Dunga matou o Chile quando povoou o meio e esperou o time andino em seu campo.

Uma armadilha na qual os nossos vizinhos caíram como patinhos. E como patos foram devidamente degustados ao molho de laranja, da cor da camisa brasileira. Mais uma vez!

AGORA NAS QUARTAS DE FINAL, QUE VENHA A HOLANDA!!!

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UM DIA DE FÚRIA DO DUNGA – PARTES 1 E 2.

PARTE I

PARTE II

Assistam à explosão de cólera do Dunga em relação à Globo. Uma paródia espetacular… e de rachar de rir nos dois episódios.

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Agradecimentos ao @13eGalo e ao @victorvaleriano, que divulgaram os vídeos acima no twitter.

BRASIL 0 X 0 PORTUGAL / COSTA DO MARFIM 3 X 0 CORÉIA DO NORTE

ESTE TEXTO, DE MINHA AUTORIA, É O MESMO PUBLICADO NO TERREIRÃO DO GALO NO PROJETO “TERREIRÃO NA COPA – A ÁFRICA FICA NO NOSSO TERREIRO”, CRIAÇÃO DE CHRISTIAN MUNAIER.

No primeiro tempo, o Brasil trocou excessivamente passes na defesa e no meio, enquanto Portugal formava um paredão em seu sistema defensivo. Mesmo assim, duas chances concretas de gol surgiram assim do nada, mesmo que sem uma jogada efetivamente trabalhada.

Uma com Nilmar, que apareceu como um relâmpago pela esquerda e obrigou Eduardo a desviar a bola para a trave. E outra com Luis Fabiano, que cabeceou rente ao arco português. Afora a guerra particular inconseqüente entre Pepe, um zagueiro luso-tupiniquim, e Felipe Melo (o que acabou forçando a saída deste último), a partida foi feita de jogadas mal acabadas e perda e recuperação de bola em espaços reduzidos.

Mas ainda assim, há anos-luz de distância da escola futebolística brasileira, o Brasil teve maior posse de bola e controlou o embate.

Enquanto isso, Costa do Marfim e Coréia do Norte se enfrentam no mesmo horário. Para me ajudar a cobrir os dois jogos, Zé do Bode está a postos. Fala aí, Zé do Bode:

_ Opa, ói eu aqui. Traveiz ocê assistindo o Brasir aí todo gostosão e me bota pra assistir jogo dos gringo, né? Pois sim.
_ Qual o placar por aí, Zé do Bode?
_ Os negão de 2 metro de altura por 2 de largura tão na frente. Por enquanto, 2 X 0. Essa tar Coréia é ruim de dar pena. Tô desconfiado que vão levar uma lavada hoje iguar levaram dos portuga. Câmbio e desligo essa joça.
_ Oi, Zé do Bode, ainda não terminei… Zé do Bode! Zé do Bode!
_ ………………………………………….

Parece que a linha caiu. Vamos então ao jogo do Brasil no segundo tempo, que foi o pior desempenho da seleção brasileira nos últimos anos. Uma equipe sem técnica, sem esquema tático, sem criatividade e sem velocidade. O Brasil conseguiu o feito de transformar este segundo tempo em um dos piores jogos desta Copa do Mundo.

Michel Bastos deve ter plantado a seguinte pulga na cabeça dos observadores: será que no Brasil não existe um lateral melhor que esse? Hoje, Júlio Baptista, Daniel Alves, Michel Bastos e Felipe Melo zanzaram pelo campo sem nenhuma produtividade. A falta de Elano, Kaká e Robinho fragilizou o Brasil muito mais do que imaginávamos, essa é que é a verdade.

Portugal (que parecia acovardado no primeiro tempo) se muniu de um mínimo de ousadia e bem que tentou agredir o Brasil. E até tiveram uma chance clara com Raul Meirelles, após Cristiano Ronaldo ganhar de quatro defensores. Mas foi só.

Nem os letais contra-ataques do Brasil apareceram. E lá pelos trinta minutos, os portugueses decidiram que o empate, afinal, era um bom resultado. E aí virou um jogo de compadres intensamente vaiado pela torcida presente.

Foi um jogo horroroso, digno de ser esquecido. Agora faço contato novamente com o Zé do Bode, que acompanhou os marfinenses contra os coreanos.

_Alô, Zé do Bode. Descreva o jogo, meu amigo.

_ Opa, ói eu aqui traveiz! Óia, os homão ganharam de 3 X 0. Eles tentaro, coitados, mas aquele ditado “água mole em pedra dura tanto bate inté que fura” num deu certo por aqui não. Só furou treis veiz e eles careciam de nove gols e mesmo assim com os portuga perdendo. Agora ocê me dá licença, que num tô por sua conta não, viu seu forgado? Preciso tratar dos animar da fazenda. Câmbio e desligo essa joça!

Putz! Outra vez o Zé do Bode me deixa falando sozinho. Que cara mais ranzinza, sô!

Bem, o Brasil se classificou em primeiro com 7 pontos e Portugal em segundo com 5 pontos. Costa do Marfim e Coréia do Norte aguardarão uma nova oportunidade em 2014. Existe o risco de o Brasil enfrentar a Espanha nas oitavas. E se este jogo travado se repetir, não vejo muitas esperanças. Mas se analisarmos por outro ângulo de visão, podemos concluir que jogar pior do que neste segundo tempo é praticamente impossível! E aí as nossas esperanças se renovam, não é não?

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BRASIL 3 X 1 COSTA DO MARFIM

ESTE TEXTO, DE MINHA AUTORIA, É O MESMO PUBLICADO NO TERREIRÃO DO GALO NO PROJETO “TERREIRÃO NA COPA – A ÁFRICA FICA NO NOSSO TERREIRO”, CRIAÇÃO DE CHRISTIAN MUNAIER.

Um Brasil pragmático e eficiente.

A defesa do Brasil foi um paredão construído à base de pedra e cimento. Júlio César inexpugnável, Maicon pela direita com o tempo de bola perfeito, Lúcio, como sempre, doando o coração e a alma em cada jogada. Juan não perdendo uma dividida e mantendo a exata noção do bote e Michel Bastos limitado demais, não destruindo e nem construindo, mas, no cômputo geral, sobrevivendo amparado por um escudo viking às suas costas.

Um meio de campo sem criatividade, mas que tem um posicionamento ora em quadrado, ora em losango, que dificulta ao extremo as investidas do adversário. Gilberto Silva não errou uma jogada sequer, e junto com um Felipe Mello alternando altos e baixos, formaram uma dupla de volantes que não permitiu à Costa do Marfim se criar por ali.

Kaká apurou a sua performance e Elano foi um dos melhores em campo, contrariando muitos críticos. Robinho não apareceu até agora em campo e Luis Fabiano meteu um gol de dois chapéus consecutivos em plena Copa do Mundo, embora tenha amaciado a bola com o antebraço antes de sacramentar o tiro de misericórdia. Mesmo com a irregularidade, valeu pela beleza plástica do lance.

A Costa do Marfim foi violenta demais. Em um dos lances, Tiotê atingiu a perna de Elano com uma sola por cima da bola, para quebrar de vez. E o juiz francês não deu sequer cartão amarelo para o habitante da ex-colônia francesa. Parece que os colonizadores conservam uma certa simpatia pelos colonizados. Espero que, seguindo essa linha de raciocínio, os portugueses entreguem o jogo para o Brasil no próximo jogo, o que eu duvido muito, pois vivemos inventando piadas sobre a tão propalada burrice dos irmãos lusitanos e eles ficam putos com isso.

A expulsão de Kaká foi uma invenção francesa, tanto quanto o “menage a trois”. Ele, Kaká, nem viu quem o tocava e só firmou o corpo para se proteger. O africano caiu com a mão na cara, simulando uma cotovelada. Isso bastou para que um juiz mal intencionado e vagabundo o expulsasse sem pensar duas vezes. Um filho da puta francês indigno de apitar um jogo dessa magnitude.

Enfim, o Brasil não foi perfeito, reconheço. Mas meteu três gols em um time respeitável. A Costa do Marfim é uma equipe consistente e bem organizada, porém, foi mais uma a sucumbir diante da seleção brasileira, penta-campeã mundial. Outros virão para reverenciarem o futebol brasileiro e deixarem mais pontinhos na nossa sacola!

Que a nossa amarelinha permaneça não sendo perfeita, mas que seja decisiva como foi hoje. Afinal, bola na casinha é o que importa, não é não?

Você pensa diferente?

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BRASIL 2 X 1 COREIA DO NORTE

ESTE TEXTO, DE MINHA AUTORIA, É O MESMO PUBLICADO NO TERREIRÃO DO GALO NO PROJETO “TERREIRÃO NA COPA – A ÁFRICA FICA NO NOSSO TERREIRO”, CRIAÇÃO DE CHRISTIAN MUNAIER.

Foi um placar anêmico que não dá ao Brasil praticamente nenhuma gordura nos confrontos com Costa do Marfim e Portugal, se com estes empatarmos em número de pontos.

A Coréia do Norte, que ninguém dava nada por ela, lutou para não ser goleada e acabou saindo com um resultado que nem eles esperavam.

O Brasil teve um primeiro tempo jogado sem atitude e sem a imposição dos grandes. Um time previsível e sem criatividade. O meio de campo só destruiu e se esqueceu de armar. De Felipe Melo e Gilberto Silva há de se esperar isso mesmo. Mas Elano e Kaká têm a obrigação de sair para o jogo, o que não ocorreu.

Kaká, por estar vindo de longo estaleiro, está fora de forma. E Elano é extremamente limitado, embora tenha marcado um gol importante, que acabou se transformando no gol da vitória.

A grande força do time brasileiro é escorada no conjunto e não nos valores individuais. Por isso, quando o Brasil enfrenta um time tão cioso de sua defesa como a Coréia do Norte, o talento faz uma falta danada.

Porque há de se jogar em um mar de pernas de meias vermelhas e só uma jogada de craque resolve a parada, como aquele lançamento do Robinho para o gol do Elano.

Ou como o gol do Maicon, que foi espírita sim, mas gol-espírita como este ele já fez vários pela Internazionale de Milão.

Apesar dos dois gols marcados na segunda etapa, o Brasil permaneceu sendo um time inconsistente e decepcionante. Pode-se culpar o nervosismo de estréia, a bola Jabulani ou o frio de 2 graus? Até pode. Mas não acredito. A equipe, por genética dunguiana, é engessada e robotizada. Porém, este mesmo time, da forma como o descrevo, já venceu as melhores seleções do mundo. E aí?

Apesar do jogo mal jogado de hoje, eu acredito na nossa seleção, principalmente se Dunga encaixar Daniel Alves e Ramires no time.

E você, o que acha?

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QUEM MANDOU NASCER BRASILEIRA?

ESTA CRÔNICA FOI ESCRITA EXCLUSIVAMENTE PARA O LANCES&NUANCES POR ANA CRISTINA GONTIJO.

Era 07 de setembro de 2008. O Brasil enfrentaria o Chile pelas eliminatórias da Copa, no Estádio Nacional, em Santiago. Eu morava lá, mas nem cogitei ir ao jogo. E não foi só isso: meu não-entusiasmo pela seledunga me fez prometer aos amigos chilenos que eu torceria pelo Chile. Eu dividia o apartamento com dois chilenos. Uma hora antes da refrega, estava tudo preparado. Churrasqueira acesa na varanda, muito pisco e cerveja, quinze amigos santiaguinos empoleirados no carpete da sala, e eu esperando que o Andrés chegasse com a camisa da seleção chilena para que eu pudesse torcer por “La Roja” em grande estilo.

Era estranho ouvir os comentaristas da tevê naquele Espanhol desenfreado. De repente, começa a tocar o hino chileno, que eu não conhecia, que eu nunca soube cantar. Meus amigos levaram a mão ao peito enquanto um deles me dizia, interrompendo a solenidade do momento, que em algum jornal da Europa havia sido publicado que o hino do Chile era o segundo mais bonito do mundo, só perdendo em formosura para o hino nacional da França, “La Marseillaise”. Não pareceu dar muita importância quando eu lhe disse que, peraí, essa mesma história circula no Brasil também, só que a respeito do hino brasileiro.

Não houve tempo para discussão. Logo começou o nosso hino. Todos voltaram a conversar alto e eu pedi silêncio. Calaram-se. Coloquei-me de pé, mão junto ao peito. Cantei com os jogadores. Sim, metade deles errou a letra. Nem liguei. Senti meu coração dando pinotes, a voz engasgada, e uma vontade de chorar…

Em poucos segundos, tentei contar quantas pessoas que eu amava e que estariam vendo as mesmas imagens que eu. Sabia que meus pais e irmãos estavam cantando o hino comigo. Quase consegui escutar um coro gigantesco, cento e noventa milhões de vozes cantando conosco em honra a um país que amamos sem saber muito bem por quê.

Tentei frear meu entusiasmo. Argumentei para mim mesma que era romantismo barato isso de achar que era tudo muito lindo e maravilhoso. Técnico mequetrefe, seleção desengonçada, futebol feioso. Ilusão, ilusão, ilusão. Mas quem foi que disse que coração obedecia ao meu chá de bom senso?

Corri ao meu quarto e voltei. Não teve churrasco para mim: a carne, o pisco e a cerveja eram para os amantes de “La Roja”. E qual não foi a cara de decepção do Andrés quando, ao chegar com uma camisa do Chile na mão, deu de cara com uma Ana Cristina vestindo uma blusa amarela e uma jaqueta verde bandeira.

TRÊS A ZERO PARA O BRASIL. Ô FESTA!

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PQP! HÁ NECESSIDADE DE CAMPANHA PARA CONVOCAR O TARDELLI?

“Hoje, no futebol brasileiro, não existe um atacante tão em forma quanto Tardelli.”

Estas palavras não são minhas. São de Junior, do Atlético. Aliás, com muita propriedade.

E eu concordo com ele. Os únicos que se aproximam de Tardelli, em termos de boa fase, são Neymar e Ganso. E este último não é atacante.

Dunga, caso convocasse Tardelli, teria um jogador na ponta dos cascos, com a velocidade recentemente aferida nos jogos contra Santos e Vasco e pronto para entrar e botar os bofes dos gringos na goela.

Tardelli está correndo muito, quase o campo inteiro e ainda encontra fôlego para ganhar da defesa na velocidade.

Quando parte com a bola dominada, é praticamente impossível pará-lo. E o atacante do Galo tem um detalhe essencial que pesa a seu favor: é inteligente e tem visão periférica quando recebe a bola.

Na hora em que é acionado, já percebe rapidamente quem terá a preferência do seu passe.

Pois Tardelli joga em direção ao gol. Seja em qual setor for que ele domine a bola, o seu objetivo é o gol adversário.

Qual atacante hoje no futebol brasileiro está tão preparado para defender o Brasil na Copa do Mundo?

Adriano? Ah, não me façam rir. Adriano está mais gordo do que um porco capado. Está precisando de um guindaste para ajudá-lo a subir na área e para movê-lo de um lado para o outro. A sua convocação iria contra tudo o que Dunga tem pregado até hoje. Seria a desmoralização total da filosofia dunguiana de futebol.

Robinho? Ora, ora. Robinho, até bem pouco tempo, estava encostado no Manchester City na reserva de um cabeça de bagre. Parece uma foca amestrada, fazendo palhaçadas dentro de campo, como se fosse uma prima-dona do futebol. Está inventando mais passinhos de danças nos gols dos outros do que jogando futebol. É um coadjuvante no Santos de hoje.

Qual o outro rivalizaria com Tardelli hoje? No meu entendimento, nem Nilmar, do Villareal, está em uma fase tão boa.

A não-convocação de Tardelli seria a maior sacanagem que o Dunga faria. E pior, de caso pensado.

Pois se a justiça fosse a tônica dessa seleção, neste momento não estaríamos fazendo campanha no twitter para a sua convocação. PQP! Há necessidade de campanha para se convocar o melhor atacante?

Só estamos aqui esquentando os dedos no teclado porque, conforme diz o presidente Kalil, ele está em Minas Gerais.

Se estivesse jogando em São Paulo ou Rio de Janeiro, já seria titular da seleção sem nenhum tipo de questionamento.

Mas, infelizmente, nós temos uma mídia podre e tendenciosa neste país que faz jus, na medida certa, aos políticos que nos roubam todo santo dia!!

Dunga, convoque o Tardelli e seja justo com quem está merecendo!

Se a política tacanha e vergonhosa ocupar o seu senso de discernimento, você será, após a Copa do Mundo, um Lazzaroni piorado.

E não desminto. É sim uma praga de atleticano!!

Pense nisso!

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