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GALODEPENDÊNCIA

colunarobertolopes2Eu tenho, tu tens, ele tem. Nós temos, vós tendes, eles têm.

O torcedor do Galo está dependente. Psicologicamente afetado pela campanha do time. Quimicamente viciado na adrenalina dos jogos.

Para muitos de nós, nunca houve ano tão feliz. Todos aqueles que não viram Reinaldo, Cerezo, Éder e Luisinho jogarem, não viram nada parecido com o que é o Galo de hoje. Eu vi e o vício nunca mais passou. Nas épocas de vacas magras, vivi, qual bebum meio recuperado, um dia de cada vez. Hoje, alguns dias sem vitória dão tremedeira.

Agora, o quadro mudou de vez. Ronaldinho Gaúcho, em carne e osso, declarou que nunca foi feliz como está sendo aqui. Parece pouco? Soa como mentira para ouvidos calejados pela zoação de adversários? Pois eu garanto que representa muito, e é verdade.

É verdade porque está na cara de qualquer um que queira enxergar. Vejam os melhores momentos do jogo com a Ponte. Reparem na festa que Ronaldinho faz para Danilinho no primeiro gol. Notem como ele ficou contrariado com o empate, não deu entrevista protocolar, não falou de 3 pontos, nada disso. Foi seco: – “vacilamos”. Estava pê da vida. Você fica pê da vida com algo que não lhe importa?

Lembrem-se da comemoração longa, depois da arrancada fenomenal que as marias nunca mais vão esquecer. Ronaldinho ciscou no gramado. Ele está feliz.

E os efeitos disso? Pense no Bernard ouvindo o cara, que ele colocava no time do Playstation, dizendo que jogar no Galo é o melhor que está tendo. Pensou? Agora vá além, pense no menino-craque que está surgindo na base de qualquer outro time do Brasil, ouvindo isso. Não é óbvio que qualquer um que ouça vai se perguntar “por quê”?

Por quê um craque, um monstro da bola, com a história que ele tem, com as conquistas que tem, diria isso? E a resposta é o time sim, e é o momento dele também, mas é, ao mesmo tempo, a estrutura, a seriedade da administração e a força da torcida, que não tem igual.

Não vamos nos deixar abater pelo empate com a Ponte. Isso acontece, infelizmente. Vamos curtir o momento e apoiar o time, porque não há nada mais ATLETICANO a se fazer. Se você está vivendo isso pela primeira vez, deixe-se levar e esqueça sua corneta em casa.

É por isso que eu tenho, você tem, todos temos e, agora, Ronaldinho também tem Galodependência.

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O GALO PRECISA CANTAR PARA O PRÓPRIO GALO ACORDAR

colunadoleogattoniA Libertadores já é nossa e ninguém mais tira. Somos CAMpeões. O que era um sonho antigo agora é realidade. Mas já são mais de duas semanas que conquistamos esse sonho. Então é hora de acordar, trabalhar duro e com foco nos objetivos, para que outros sonhos tornem-se realidade.

Digo isso porque desde a conquista na Libertadores, no último dia 25 – e ainda bem que foi depois da meia-noite, porque senão seríamos CAMpeões no #DiaDeMaria – o time do Galo simplesmente esqueceu de como jogar futebol. Os resultados estão aí: três derrotas consecutivas, com nove gols sofridos e apenas dois marcados. A hora de acordar já passou!

Não é com o futebol apresentado nos últimos três jogos que o Galo, ainda que priorizando a Copa do Brasil (como disse o Cuca), vai sequer conseguir se manter na Série A em 2014. E toda derrota após uma conquista expressiva, como foi a Libertadores, só reduz a expressão da mesma. Já devem estar falando por aí: “Ganharam porque os times desse ano era umas babas… aqui no Brasil o nível é muito superior!”.

Priorizando ou não a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro é um torneio importante e que não conquistamos desde 1971. Ano passado batemos na trave. Dos chamados “grandes” clubes do futebol brasileiro, o Galo é quem está a mais tempo na “fila”. Então o bicampeonato brasileiro é um sonho de todo atleticano. E esse sonho só se tornará realidade se o time inteiro acordar, do terceiro goleiro, Lee, ao Presidente Alexandre Kalil, passando por todos os jogadores, comissão técnica e diretoria. Esse estado de “ressaca” tem de acabar agora.

O time tem de voltar a jogar o futebol empolgante que jogou na Libertadores, com garra, vontade, “sangue nos olhos”, acreditando em todas as bolas. Os jogadores mais experientes do elenco têm de chamar pra si a responsabilidade, orientar os mais jovens, e sobretudo participar com mais eficácia nas partidas. Alguém tem de avisar aos jogadores que transferência a essa altura, só para quem está sem contrato: a janela internacional de transferências já se encerrou! Então é jogar aqui mesmo, se destacar e aparecer para o mercado internacional, já que o Galo virou vitrine: o Mundial de Clubes da FIFA é em dezembro, logo ali no Marrocos.

A comissão técnica _ e aí eu falo praticamente só do Cuca _ tem de trabalhar com mais afinco. Sabemos que o elenco está “enxuto”, precisando de atletas em quase todas as posições, e que as contratações serão mais difíceis, mas o Cuca tem de saber aproveitar melhor as características de seus jogadores. Não adianta escalar um jogador com determinadas características numa posição que não é a dele e querer que ele faça milagres. Cada jogador tem de atuar na sua posição, sempre que possível, pois existem situações, como a de ontem, em que o time esteve “remendado” em campo.

A variação do esquema tático tem de acontecer também, para evitar a previsibilidade, já que a grande parte dos treinadores brasileiros tem o hábito de estudar o adversário. Cuca tem crédito, mas não pode sentar no alto da pilha de elogios que recebeu nos últimos dias e ficar por lá, senão num momento de falta de atenção vai cair. E mais uma coisa: Cuca tem de motivar os seus comandados, e não o contrário. Copa do Brasil é um objetivo e o Campeonato Brasileiro também! Motivação vem de cima pra baixo. No exército existe um ditado para isso: “A tropa é o espelho do comandante!”.

A diretoria, no meu ponto de vista, pecou mais que todo mundo, pois não contratou bem no início da temporada e ainda dispensou atletas insatisfeitos com a reserva. Durante o Campeonato Mineiro e a própria Copa Libertadores não trouxe praticamente ninguém, e agora que as transferências do exterior estão praticamente impossíveis é que eles acordaram. As contratações tem de acontecer, devem acontecer, e não apenas para “compor” ou “qualificar” o elenco: precisamos de jogadores que cheguem para disputar posição, para fazer “sombra” nos nossos titulares. A distância entre a qualidade técnica dos titulares e seus reservas é um abismo!

A Massa vem fazendo a sua parte, apoiando o time, independente de quem está jogando. Mas quem conhece futebol sabe que a torcida é movida pela paixão e não pela razão. Sabe também que a paciência da torcida é curta, e que bastam alguns mal resultados – ainda que com o time jogando bem – que os “cornetas” aparecem sem a menor cerimônia.

Como disse anteriormente, tá na hora de acordar do sonho, antes que este se transforme em pesadelo. Acorda Galo! Acorda Cuca! Acorda Kalil! Vamos atrás dos novos e antigos sonhos! Estamos em 2000eGalo e ninguém vai nos segurar!

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VOLTARAM A TREMER DIANTE DO GALO.

Ok, o juiz não marcou um penalti escandaloso em Ronaldinho Gaucho _ que certamente a favor do Fluminense marcaria _  irritou os jogadores do Galo com faltas invertidas ou inexistentes, fez vista grossa para infrações perto da área e assinalou as do meio de campo. Além disso, atrasou a dinâmica de jogo ao pará-lo por quaisquer motivos, todos eles insignificantes.

Ok, esse juiz sabe, como poucos, enrolar uma partida e prejudicar um time de forma sutil e dissimulada. No Brasil, ele é o melhor especialista nesse tipo nefasto de “arbitragem”.

Entretanto, embora eu reconheça que o Galo foi prejudicado, não foi por isso que deu adeus ao título. O que nos custou a perda de dois pontos preciosos foi que ontem a coisa não engrenou. Simples assim. Desde o início, a equipe se mostrou afobada e sem raciocinar em campo. FALTOU CALMA!

Tínhamos 90 minutos para resolver a partida e, no entanto, desperdiçamos tramas de ataque ou de distribuição de jogo devido a um inexplicável nervosismo que tomou conta dos jogadores. Até Ronaldinho Gaucho estava pilhado.

Na minha visão, ou os atletas levaram para dentro de campo os 9 pontos de diferença que o Fluminense impôs ao derrotar o Coritiba ou os imbróglios decorrentes da saída tumultuada de Ronaldinho Gaúcho do Lixão Putrefato  da Gávea criaram excessivamente um sentimento de revide. Inoportuno, aliás, pois cabeça fria seria a melhor das armas em uma partida tensa.

O fato é que ambas as situações pressionaram negativamente. E o Flamengo se aproveitou disso. Parecendo temeroso de sair daqui com uma goleada no lombo _ e talvez por isso mesmo _ ensebou o jogo, teatralizou, enrolou o mais que pôde sob as vistas complacentes de Sandro Meira Ricchi.

E o Galo não soube superar a manha carioca, acostumada a contar com as benesses de arbitragem e CBF desde a era do homo sapiens, há 150 mil anos.

O título de 2012 está mais distante agora, esta que é a verdade. Mas a Libertadores está a um passo. Com 3 pontos a mais, ela estará matematicamente assegurada. E ainda faltam 15 pontos a serem disputados.

Se em 2013 Kalil mantiver a base deste timaço e reforçá-lo pontualmente com grandes jogadores (e grandes jogadores não são necessariamente grandes nomes!), o Clube Atlético Mineiro continuará orgulhando a sua fidelíssima torcida, como o fez este ano.

Se tem algum atleticano que ainda acredita no título, ótimo. Tomara que os deuses do futebol ouçam-no e armem uma brincadeira sádica para cima do Fluminense.

Eu não acredito mais. A diferença de 8 pontos é grande demais para ser tirada em 5 rodadas. Todavia, estou muito orgulhoso da campanha do Galo. Voltamos à prateleira de cima atuando bem e vencendo dentro de campo, sem ajuda de ninguém. E os adversários, ao nos enfrentar, voltaram a borrar as calças do mesmo jeito que borravam antes.

No campeonato mais sujo da história do futebol brasileiro, o GALO mais bravo e mais esporrento do mundo lutou até o fim. Fibra e honradez nos nortearam, ao contrário de um certo tricolor.

E NINGUÉM VAI NOS SEGURAR EM 2013, TENHAM A CERTEZA.

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QUEM NÃO DEVE…

Ao se manifestar de forma espetacular contra as escandalosas ajudas do apito em quase TODOS os jogos do Fluminense, nem a própria torcida atleticana esperava que fosse incomodar (ou assustar) tanta gente.

A exposição do mosaico com o nome CBF nas cores do tricolor carioca, os narizes de palhaço e os inúmeros cartazes criticando pacificamente STJD e a instituição carioca CBF, atingiram o ponto nevrálgico dos que se beneficiam de uma gigantesca sequência de erros.

Primeiramente, o presidente do Fluminense correu para os microfones na tentativa de transformar tanta ajuda em simples coincidência. “O Fluminense não precisa de ajuda de juiz”, disse ele.

Claro que não precisa… mais. Toda ajuda de que precisava já recebeu no decorrer de 32 rodadas. Para as 6 restantes, talvez não necessite mesmo, pois a nojenta atuação da arbitragem armou o circo tão solidamente que foi capaz de projetá-lo 6 pontos à frente do 2º colocado, sem que para isso fosse necessário atuar bem uma mísera partida sequer.

Foi tão escrachado o auxílio que receberam que, aos nossos olhos, bastava entrar em campo e esperar o juiz aprontar algo que lhes desse a vitória de bandeja. E poucas vezes, isso não ocorreu… essa é que é a verdade.

De repente, dando-se conta que tal sujeira não passou despercebida, se movimentaram todos (jogadores, comentaristas cariocas, jornalistas tendenciosos, etc.) para desmentirem tudo. Nestas horas, tudo vira teoria da conspiração imaginada por meros torcedores. Fácil saída, justificativa manjada.

Até o diretor de competições, senhor Virgílio Elísio (o qual eu nunca tinha visto mais gordo), saiu de sua reclusão nos gabinetes refrigerados da desmoralizada CBF para fazer a seguinte declaração: se o Fluminense conquistar o título, será com méritos!

Em outras palavras, a CBF rapidinho apressou-se em se defender. E, através de seu diretor, tenta confundir as mentes ao maquiar as aberrações acontecidas como se fossem ocorrências naturais do futebol. Maquiavel entende disso muito bem. A massa de manobra foi sempre o conjunto manipulável da população que os ditadores mais exploraram. E a CBF é grão-mestre na especialidade. Neste caso, com um indisfarçável sorrisinho cínico no canto da boca.

Assistam:

Enfim, a manifestação da torcida atleticana teve uma repercussão tão devastadora, que espantou e expulsou as marmotas de suas tocas, cada uma planejando as mais criativas artimanhas para negar as acusações de favorecimento.

E eu pergunto: Porque, assim do nada, tanta gente surgiu tentando provar que está tudo bem?

Diz um velho e surrado ditado: quem não deve, não teme. E o que posso deduzir é que tem gente receosa no circuito. Desconfio que uma semente foi plantada. Acredito que algum nervo exposto, dolorosamente sensível, foi atingido de tal forma que uma tonelada de pregos está sendo cortada por minuto.

E talvez, no futuro, um simples purgante não resolva, quando os subterrâneos do futebol brasileiro forem devassados.

(Agradeço ao Mike Palhano, twitter @CAMGaloForte, site http://www.galoforte.net/ por ter possibilitado a publicação deste vídeo.)

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GALODEPENDÊNCIA

Eu tenho, tu tens, ele tem. Nós temos, vós tendes, eles têm.

O torcedor do Galo está dependente. Psicologicamente afetado pela campanha do time. Quimicamente viciado na adrenalina dos jogos.

Para muitos de nós, nunca houve ano tão feliz. Todos aqueles que não viram Reinaldo, Cerezo, Éder e Luisinho jogarem, não viram nada parecido com o que é o Galo de hoje. Eu vi e o vício nunca mais passou. Nas épocas de vacas magras, vivi, qual bebum meio recuperado, um dia de cada vez. Hoje, alguns dias sem vitória dão tremedeira.

Agora, o quadro mudou de vez. Ronaldinho Gaúcho, em carne e osso, declarou que nunca foi feliz como está sendo aqui. Parece pouco? Soa como mentira para ouvidos calejados pela zoação de adversários? Pois eu garanto que representa muito, e é verdade.

É verdade porque está na cara de qualquer um que queira enxergar. Vejam os melhores momentos do jogo com a Ponte. Reparem na festa que Ronaldinho faz para Danilinho no primeiro gol. Notem como ele ficou contrariado com o empate, não deu entrevista protocolar, não falou de 3 pontos, nada disso. Foi seco: – “vacilamos”. Estava pê da vida. Você fica pê da vida com algo que não lhe importa?

Lembrem-se da comemoração longa, depois da arrancada fenomenal que as marias nunca mais vão esquecer. Ronaldinho ciscou no gramado. Ele está feliz.

E os efeitos disso? Pense no Bernard ouvindo o cara, que ele colocava no time do Playstation, dizendo que jogar no Galo é o melhor que está tendo. Pensou? Agora vá além, pense no menino-craque que está surgindo na base de qualquer outro time do Brasil, ouvindo isso. Não é óbvio que qualquer um que ouça vai se perguntar “por quê”?

Por quê um craque, um monstro da bola, com a história que ele tem, com as conquistas que tem, diria isso? E a resposta é o time sim, e é o momento dele também, mas é, ao mesmo tempo, a estrutura, a seriedade da administração e a força da torcida, que não tem igual.

Não vamos nos deixar abater pelo empate com a Ponte. Isso acontece, infelizmente. Vamos curtir o momento e apoiar o time, porque não há nada mais ATLETICANO a se fazer. Se você está vivendo isso pela primeira vez, deixe-se levar e esqueça sua corneta em casa.

É por isso que eu tenho, você tem, todos temos e, agora, Ronaldinho também tem Galodependência.

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A CRISE SÓ EXISTE PRA QUEM ACREDITA NELA

O último jogo do Galo foi decepcionante para toda a torcida. Empatar com o até então lanterna do campeonato depois de sair atrás no marcador, não é script para o LÍDER ISOLADO do Brasileirão. E fiz questão de escrever LÍDER ISOLADO em letras maiúsculas pensando unicamente nos “cornetas de plantão”, que pensam que “o campeonato acabou”.

Claro que não foi o melhor resultado, e como qualquer atleticano que se preze, não fiquei satisfeito com o resultado. Mas aqui segue uma informação importante para estes mesmos “cornetas”: é impossível o Galo vencer todos os jogos do Campeonato Brasileiro. Numa competição deste nível nenhum time terá 100% de aproveitamento. Entenderam?

A quantidade de gente que “chiou” pelo Twitter depois do jogo dava a entender que o Galo estava novamente lutando contra o rebaixamento. Será que a Massa, a torcida mais apaixonada do mundo todo, se esqueceu da nossa situação? Pra quem esqueceu, quem tem a “memória curta”, mesmo com o empate, o Atlético continua LÍDER ISOLADO do Brasileirão. E mais: temos o melhor ataque, a melhor defesa e estamos 3 pontos à frente do segundo colocado, mesmo com um jogo a menos.

Ninguém se lembrou dos 39 pontos, 12 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota. Também ninguém lembrou de olhar os demais resultados da rodada: Fluminense também empatou, Grêmio perdeu, São Paulo perdeu, Flamengo perdeu, Internacional perdeu e o Vasco empatou. Então ficou tudo como antes, do mesmo jeitinho. Se faltou sorte ou competência dentro de campo, a sorte ajudou bastante. E todo campeão precisa de um pouco de sorte também (não que contaremos sempre com ela).

Vi até gente pedindo a saída do Cuca. E não precisam me lembrar que eu também pedi a saída dele, só que no final do ano passado. Naquela época a situação era outra, mas enfim, Cuca tem demonstrado que pode comandar o Galo. Os números dele este ano comprovam isso. E admito: a manutenção dele deu estabilidade ao time e é um dos fatores que nos colocam onde estamos hoje.

O próprio Cuca disse numa entrevista que ele queria ver o comportamento da torcida quando “o resultado não aparecer”. Ele próprio, comissão técnica e jogadores, têm plena consciência de que é impossível vencer todos os jogos. E que quanto mais o Galo vencer mais fechados os oponentes entrarão contra nós. Foi exatamente isso que o Atlético-GO fez. Entrou fechado, já que jogaria desfalcado contra o líder.

De novo para aqueles de “memória curta”, pois os fatos aconteceram a menos de 10 dias, a imprensa – aí leia-se torcedor maria “travestido” de jornalista – está tentando inventar uma crise no Galo já não é de hoje. Festinhas na casa do Ronaldinho Gaúcho e briga dele com o Kalil são apenas alguns exemplos. São apenas a “ponta do iceberg”. E podemos esperar que ainda vem mais por aí. A bicharada, na situação que estão, já deixaram o “timinho” delas de lado pra se ocupar do Galo.

Na entrevista do Celso Roth após o jogo com o Fluminense, um repórter perguntou “se a mariada não estava mais preocupada com o sucesso do Galo do que com o desempenho delas”. Roth foi evasivo na resposta, porque jamais poderia confirmar isso em rede nacional. E quem cala consente: “as marias estão descontroladas”! Não suportam sequer a possibilidade do Galo levantar o caneco. Daí vem o desespero de tentar inventar uma crise.

Mas voltando à realidade, temos de focar no próximo jogo, amanhã, em casa, contra o Botafogo. Que o time entre em campo com a mesma vontade, com o mesmo compromisso, com a mesma raça que a torcida viu nos outros jogos do Brasileirão. O jogo com o Atlético-GO já terminou.

A crise existe? Sim, mas do “lado homoafetivo” da lagoa, onde moram os simpatizantes da vaidade. Então vamos deixar a mariada se afundar na crise delas e nos prepararmos para “sapecar” o Botafogo, como aperitivo, para depois “traçarmos o prato principal”: as smurfetes! E mais: prefiro ganhar dos grandes e empatar com os pequenos.

As derrotas nós deixaremos para o “lado refrigerado” da lagoa.

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ALERTAS FORAM DADOS, MAS A ARROGÂNCIA É SURDA!

Nas linhas e parágrafos do L&N sempre alertei para a fragilidade do time do Atlético.

E isso não aconteceu agora, com a equipe descendo a serra em passos largos para a segunda divisão. Aí seria simplório demais.

Foi ANTES da metade do primeiro turno, quando este blog já martelava frases como: A diretoria está dormindo, o time é fraco, desse jeito vamos cair, o nosso futuro pode ser jogar às terças e sextas, e bla bla bla bla bla…

As crônicas estão aí para quem quiser comprovar.

Todavia, apesar dos inúmeros avisos partidos de incontáveis atleticanos, praticamente nada foi feito. Kalil e Maluf viram a caravana passar e nem sequer latiram. Nada foi feito no sentido de mudar o rumo de uma embarcação que já dava claros sinais de naufrágio iminente.

Engessado por seu ego inflado (e juro que não sei o motivo disso, pois só se infla o ego quando se constrói algo realmente espetacular), Kalil arrotou arrogância para tudo quanto é lado ao mesmo tempo em que investia milhões em Guilherme e André, dois atacantes que só provocam infartantes ataques de risos… ou de raiva!

Entre outros investimentos equivocados. Entre outras declarações estapafúrdias em cadeia nacional, declarações estas que NUNCA deram certo e jamais se traduziram corretas no campo de jogo.

Melhores de todos os tempos: Em pé: Nelinho, João Leite, Luisinho, Vantuir, Cincunegui e Cerezo; Agachados: Oldair, Paulo Isidoro, Reinaldo, Dario e Éder Aleixo.

Pelo contrário, só nos criaram situações de extremo embaraço e tentativas de explicar o inexplicável.

Foi uma sequência absurda de enganos que nos trouxe até aqui. Com sinceridade, custo a crer que estamos à beira de um precipício e que o nosso mais provável futuro é um tremendo tombo. Um vexamoso tombo!

Pois tínhamos a faca e o queijo (dinheiro e estrutura) na mão para estarmos agora comemorando a ponta da tabela, se fôssemos minimamente competentes.

Os alertas que o Lances & Nuances deu não passaram disso: ALERTAS de um atleticano preocupado com o destino de seu clube, nada mais. Pena que a arrogância é surda… ou burra!

Eu torço fervorosamente para que, amparados por um gigantesco milagre, escapemos do que seria um verdadeiro desastre na nossa história. De novo!

Ao contrário de muitos outros pseudo-atleticanos que, por terem também feito críticas, aguardam ansiosos a queda do Galo para estourarem o champagne e comemorarem as previsões “acertadas”. Deus me livre e guarde de amigos assim. Prefiro inimigos perfeitamente identificados e não escondidos sob falsas capas alvinegras.

Para ser absolutamente realista, a equipe não merece mesmo nenhum milagre. Nem jogadores e muito menos Alexandre Kalil.

Entretanto, com a queda do clube, a torcida também cai junto. A diferença é que a nação atleticana sentirá uma vergonha infinita e dolorida, muito mais do que aqueles que jogaram o Atlético nessa lama. Ou ao contrário deles, sei lá.

Só sei que ninguém joga fora a flor para presentear espinhos!

Mas, é exatamente este o presente que estamos recebendo do Clube Atlético Mineiro!

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CORAGEM, CARÁTER E FIBRA… TRADUZINDO: DORIVAL JUNIOR!

Dorival Junior, em 12 jogos comandando o Atlético, obteve 21 pontos, ou seja, 58,3% de aproveitamento.

Em contra-partida, o  moleque irresponsável, em 24 jogos (o dobro), conseguiu os mesmos 21 pontos, com vergonhosos 29,2% de aproveitamento.

E pra ser sincero, 21 pontos obtidos por obra e graça do Divino Espírito Santo, que atendeu as preces contritas e desesperadas de milhões de atleticanos.

Porque, cá entre nós, o nosso amontoado de jogadores _ perdidos como num episódio de “Lost” _  não tinha gabarito nem para alcançar esse número.

A falta de treinamento, as noites passadas grudado nas mesas de poquer (que o impediam de exercitar a equipe pela manhã), a caixa de areia do Antônio Mello (que detonou coxas e panturrilhas de mais de 50% do elenco), as substituições malucas e obscenas, as escalações de frangueiros juramentados, etc, etc, etc… >>>

>>> deram lugar ao trabalho sério desenvolvido por Dorival Junior. Em todos os sentidos. Até no tratamento educado que ele usa no contato diário com os jogadores.

Tratamento este que antes era na base de palavrões e intimidações. Tanto que, nas entrelinhas das entrevistas, os atletas fazem questão de destacar o respeito com que são tratados agora.

O que não acontecia antes.

Quando ocorreu a demissão do moleque (muito tardiamente), faltavam 12 rodadas para o término do campeonato.

Analisando a situação antes de aceitar o convite alvinegro, certamente Dorival Junior dissecou o contexto, pois não é bobo nem nada.

Viu que o time tinha um aproveitamento de apenas 29%. Para sair do buraco, teria que, no mínimo, dobrar a produtividade.

Convenhamos, era uma tarefa hercúlea para qualquer técnico deste país, ainda mais quando este técnico não precisava passar por isso.

Afinal, ele vinha de 2 títulos importantes só em 2010, sem falar  na conquista da série B de 2009 pelo Vasco.

Escorado nos louros da glória, Dorival podia muito bem agradecer o convite e se mandar para Cancun, aonde curtiria, de barriga pro sol, as praias de areia branca e águas  calientes do Caribe, além de se deliciar com a cultura maia em Chichen Itza.

Sem a pressão de 8 milhões de fanáticos torcedores a martelar sua cabeça.

Mas não. Mesmo sabendo do tamanho do abacaxi que tinha de descascar em menos de 3 meses, ele aceitou o desafio. Inacreditavelmente.

E o enorme abacaxi está a 3 pontos de ser servido devidamente descascado!

E ainda se deu ao luxo de produzir um milagre: mudou a cara do time da água para o vinho em poucos dias de trabalho.

Nas últimas 10 rodadas, o Galo possui a 2ª melhor campanha do brasileirão, atrás apenas do Grêmio.

Então, meu amigo, só nos resta dizer MUITO OBRIGADO, DORIVAL!!

Nós, da nação atleticana, NUNCA esqueceremos a sua coragem, seu caráter e sua fibra!!

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ATLÉTICO 2 X 1 VASCO. HÁ MOTIVOS PARA PREOCUPAÇÃO?

Confesso que não senti a firmeza de um campeão ontem, no Mineirão.

O resultado foi excelente, mas aquele time que deveria encostar o Vasco no paredão e acabar com ele sem piedade em seu próprio terreiro, eu não vi.

O Galo fez um primeiro tempo de ataques e contra-ataques rápidos com Tardelli e Muriqui sendo acionados muito bem por Ricardinho e Correa. E dessa forma sairam os dois gols, como poderiam ter surgido mais, não fossem a furada de Muriqui e outras oportunidades perdidas. Se convertidas, teriam matado o jogo naquele instante.

O Galo necessita urgentemente de acertar o pé nas finalizações, caso contrário, irá nos custar muito caro, anotem o que eu digo!

Ainda no primeiro tempo, o meio de campo, compactado, não permitiu que o Vasco se criasse, mas a defesa voltou a dar sinais de instabilidade.

Quem se destacou de forma razoável foi Jairo CAMpos. Os outros defensores estão apenas se esforçando muito, porém, sem a consistência que se espera deles.

Talvez um 4-3-3 com Cáceres e Benitez ao lado de Jairo CAMpos seja uma boa solução para formar uma barreira alí atrás. Não sou contra Werley, mas ele está caindo de produção a cada jogo que passa, principalmente nas bolas aéreas. Ele não desgruda do chão!

Na segunda etapa, o Galo simplesmente desapareceu. O Vasco tomou as rédeas da partida e só não empatou por obra e graça de nosso Pai Celeste.

O meio de campo se abriu de vez e por ali o time carioca deitou e rolou. Muriqui e Tardelli ficaram isolados na frente e só recebiam chutões como lançamentos. Impossível jogar assim.

E Aranha voltou a demonstrar insegurança nas saídas de bola. Ele só espalmou no susto aquela bola do lance de gol do Vasco porque antes tinha saído para interceptá-la no tempo errado.

Teve de voltar para debaixo do gol e aí a cabeçada o pegou sem equilíbrio. Soltou-a nos pés do atacante deles e deu no que deu. Gol do Vasco.

Afora outras saídas equivocadas que estabeleceram um pandemônio em nossa área. O que houve com Aranha? Esqueceu tudo que tinha aprendido nesses últimos jogos?

Coelho voltou mal, Werley não sobe no cabeceio e Leandro também não produziu nada de especial para o time.

Zé Luis e Correa, para mim, foram os únicos que mantiveram a mesma pegada nos dois tempos. Correa, então, está cada dia melhor.

Fabiano não entrou em campo ontem. Foi uma peça nula na marcação, na armação e no ataque. Está na hora do genrão virar um espectador privilegiado ali ao lado do campo, sentado entre os reservas.

Ricardinho jogou uma etapa só, como a maioria. E Tardelli e Muriqui, quando tiveram a posse de bola, foram rápidos e eficientes. Mas sem bola nenhum atacante  joga e foi o que aconteceu na última etapa da partida.

Junior e Evandro entraram depois, mas não foram capazes de alterar o panorama. Evandro até piorou tudo, pois está lento e sem ritmo, além do obstáculo intransponível de suas próprias limitações.

Enfim, por pouco não atiramos um jogo ganho no ralo!

Pode ser o cansaço da jornada pesada das duas últimas semanas. Os jogadores não tiveram tempo de descansar, oprimidos por jogos, viagens e treinamentos. Temos de reconhecer que é perfeitamente possível.

Agora terão uma semana pela frente, sem o frenesi de duas competições paralelas… por enquanto. Porque vem aí a Sul-Americana, desta vez com vaga para a Libertadores.

Por este motivo, o plantel precisa ser reforçado, pois serão duas batalhas  simultâneas disputadas com o grupo principal. Não há como evitar.

Ganhamos os 3 pontos, foi ótimo e tal, porém, não há que se fazer vista grossa para as nossas falhas no campo de jogo.

Se quisermos ser campeões de uma competição tão difícil _ talvez a mais difícil do mundo _ , temos de melhorar significativamente.

E temos todas as condições para isso… espero.

E você, o que acha? Temos motivos para preocupações?

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O PRIMEIRO AMOR SEMPRE FICA!!

Como uma bela e charmosa mulher, a taça do campeonato brasileiro bate à nossa porta, nos olha com olhos apaixonados e murmura sensualmente: _ Vem, me conquiste, me tome em seus braços e me leve pra casa! Quero ser sua outra vez!

Há 39 anos ela nos espera, sôfrega e excitada. Nesse período, flertou e dormiu com muitos, enquanto não provávamos a nossa capacidade de chegar e assumí-la de vez. A taça, tal qual algumas pessoas, também é volúvel.

Mas ninguém esquece o primeiro amor, aquele que a conquistou com um maravilhoso gol de falta de Oldair contra o São Paulo e outro de Dario no Maracanã, contra o Botafogo.

O primeiro amor sempre fica, como diz o ditado popular, não exatamente com essas palavras. Ela sempre há de se lembrar do carinho tateante com que a possuímos e jamais esquecerá o extase da descoberta.

No  mundo animal, a fêmea espera que o macho comprove, nas contendas com os outros machos, que é o que carrega o gene mais poderoso e só aí ela se entrega, lânguida e pronta.

Pois é assim que queremos conquistá-la e levá-la para o aconchego da Cidade do Galo. Vamos medir forças contra o que há de melhor no futebol brasileiro, ainda mais quando os patrocínios cresceram este ano e por isso, existem clubes com plantéis muito mais fortes do que em anos anteriores.

Para cinco ou seis equipes, as condições de conquista estão equiparadas. Dentre elas, a do Galo.

A equipe já está em um nível muito bom e ainda será reforçada consistente e significativamente. E temos um técnico capacitado para nos levar de forma segura até o topo.

O Vasco é o primeiro desafio. Daqui a algumas horas, o Atlético estréia as suas armas de combate na arena dos que lutam pelo amor da princesa. Daquela que nos entregou a sua primeira noite de amor e que não nos esqueceu jamais.

O Luxemburgo sabe da importância de se começar bem a jornada. Os jogadores conhecem a responsabilidade. Não há segredos. O time é praticamente o mesmo da derrocada contra o Santos, mas também o mesmo da vitória aqui no Mineirão.

Eu tenho a mais absoluta certeza da vitória. O jogo contra o Santos foi um acidente que acontece nas melhores famílias.

Que o Vasco abra o olho se não quiser levar uma  goleada.

Pois a moça linda, aquela que não nos esqueceu, nos espera ansiosa!

E a nossa saudade é tanta que, desta vez, ninguém nos segura!

Que venha o campeonato brasileiro com todos os seus obstáculos. Vamos atropelar a tudo e a todos!

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