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GALO, BI-CAMPEÃO MINEIRO!

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Não adiantou a mobilização da torcida cruzeirense, que aspirava, com um time apenas mediano, ser campeão. Embora tenham o direito de sonhar, não possuem equipamento para chegar lá.

Não adiantou o movimento da imprensa mineira, que deveria ser neutra, mas não é.

Se formos analisar o jogo, o cruzeiro entrou para lutar pela vitória e o Galo parecia esperar que o resultado caísse em suas mãos sem esforço.

Ledo engano. A auto confiança excessiva quase custou-lhe um placar que poderia ser muito mais feio no primeiro tempo.

A falta de Pierre no meio de campo abriu um espaço que nem o próprio cruzeiro esperava. Digo mais uma vez: Pierre joga com o escudo do Galo no lugar do coração! E inflama o time, transmite raça, injeta sangue nos olhos de todo o time. Pierre é um pittbull necessário, é aquela dose de malícia que todo cara do bem tem de ter para não ser engolido pela malandragem.

O time não jogou bem só por causa do Pierre? Claro que não. Embora o Cuca tenha dito, no decorrer da semana, que o Atlético estava muito focado, os 90 minutos não mostraram isso. Na verdade, o Galo jogou só pro gasto.

O Galo não sabe jogar apenas se defendendo. Isso é fato. E o Atlético só se defendendo é um time muito inferior àquele que joga agredindo o tempo todo. Se tivesse feito isso, o panorama da partida teria sido outro.

Ainda bem que não perdemos o título mineiro. Caso tivesse ocorrido, a equipe entraria contra o Tijuana com o astral comprometido. Mesma coisa que dizer que a morte de uma barata destrói o mental de uma manada de elefantes, devido à diferença da importância dos títulos.

Mas, no futebol, isso é a mais absoluta verdade. Futebol é psicológico. Futebol é cabeça! Eu já joguei, eu sei. Se houver algo de dúvida em relação ao seu próprio potencial, você não consegue jogar tudo que sabe! As pernas tremem.

Mas, enfim, somos bi-campeões mineiros. Desta vez, em cima de uma equipe cheia de arrogância e vaidade.Tomara que o lado azul se iluda com o elenco que tem e não contrate reforços.

Melhor assim. Sinal que iniciamos uma longa dinastia no lado de cá das montanhas.

E vamos agora em busca do título das Américas. Chega de campeonato rural! Temos de pensar grande!!!

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NESTE DOMINGO, O GALO ESTRÉIA CONTRA O BOA ESPORTE.

Com 3 novidades no time, o Atlético fará a sua estréia no Mineiro contra o Boa Esporte, neste domingo, com a seguinte formação:

Renan Ribeiro, Carlos César, Réver (Werley), Rafael Marques e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizeti, Escudero e Bernard; Guilherme e André.

Embora não seja a escalação dos sonhos alvinegros, não resta dúvida de que, para o campeonato mineiro, é um conjunto superior aos demais. Inclusive, superior ao elenco do cruzeiro.

Mas isso não significa nada, a bem da verdade. As principais metas deverão ser Copa do Brasil e campeonato brasileiro e para disputar as duas competições, o time ainda é mediano, se analisarmos com um olhar otimista.

A disputa regional deverá servir apenas como preparação. E nesta preparação, já deveriam ser parte integrante do plantel as contratações de um goleiro, um lateral esquerdo, um meia pensador e um atacante.

Mas fazer o que, se Eduardo “Turtle” Maluf, picado pela mosca Tze Tze, não consegue acordar de seu estado de eterna letargia?

A característica da escalação e as contratações feitas sinalizam a priorização de um jogo fluído, rápido. E principalmente rasteiro, dado a altura dos jogadores. Na minha opinião, isso é bom.

Apenas como argumento _ pois os tempos eram outros e não tinham a exigência física que se tem hoje _ o melhor time de todos os tempos do Galo foi o de 1977. Jogava que nem uma poderosa máquina azeitada. E era uma equipe de baixinhos. Márcio Paulada, zagueiro, não chegava a 1,80 m. Talvez os maiores fossem Vantuir e Cerezo, que não eram tão altos assim.

No jogo deste domingo, Danilinho, suspenso, será substituído por Guilherme, que até hoje não disse a que veio. Eu estou curioso para ver Danilinho jogar e considero uma pena a sua ausência. Com ele em campo, além da velocidade tão valorizada nesse momento, o time seria mais agudo em direção ao gol.

De todo modo, vamos torcer para que o Galo faça uma boa partida e colete os primeiros 3 pontos para a sacolinha.

Vamos pra cima deles, Galo!

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VERGONHA: A MINORIA AINDA GANHA POR UNANIMIDADE!

Desde que o L&N existe, eu nunca comentei jogo do cruzeiro. E seguirá sendo assim.

Mesmo hoje, após a raposinha felpuda e perfumada ter sido estuprada, sem carinho e sem beijinho na nuca, em pleno Mineirão, não se fará aqui nenhuma menção aos lances do jogo, a não ser aqueles que escandalizaram o Brasil inteiro.

Porque foi uma vergonha divulgada do Oiapoque ao Chuí, não só em Minas.

Ontem, um árbitro e dois bandeirinhas, da forma mais desavergonhada, operaram o Ipatinga sem anestesia, principalmente no primeiro tempo.

Um gol legítimo de Alessandro anulado, um penalti claríssimo de fábio sobre Danilo Dias (e neste caso, o goleiro seria expulso) e outra penalidade máxima sobre Alessandro, em cima da linha da grande área (que faz parte da área). O penalti dado ao cruzeiro foi infinitamente menos claro do que os a favor do Ipatinga, não assinalados.

Afora lances que Ricardo Marques Ribeiro, o pseudo-juiz, interpretou sob a luz tendenciosa de um fanático torcedor crucru.

O placar de 3 X 1 não reflete, em absoluto, o que aconteceu em campo, pois no segundo tempo, foram marcados, de forma irregular, mais dois impedimentos de Alessandro na cara do fábio.

Ontem, o time do Vale do Aço merecia vencer de 7 ou 8, no mínimo. Só não o fez por causa da atuação mais ridícula e mais mal intencionada que eu já vi de um árbitro, depois da roubalheira protagonizada por José Roberto Wrigth, no Serra Dourada em 1981. Esta não será superada jamais.

Se o trio de árbitros pudesse, eles teriam enfiado a equipe do Ipatinga dentro de um tanque cheio d’água e soldado a tampa.

Mas não podem… por enquanto. Porque, a permanecer essa vergonha, não duvidem que surrealismo pode virar realidade no futebol mineiro.

Quando o presidente da FMF seguiu junto à delegação do cru para o Chile, ali já se divisava que algo de podre poderia ocorrer na volta.

Mas se esperava uma discrição maior, uma atuação sorrateira e disfarçada. Digamos, uma garfada mais bem elaborada e ladina.

Mas não. O que aconteceu foi às vistas de todo o Brasil, da forma mais despudorada possível.

Como se zombassem da capacidade punitiva dos órgãos esportivos, principalmente da FMF. Mas de que forma uma punição pode vir da FMF, se esta também é suspeita de chafurdar nesse lamaçal?

Isto vem de muito tempo, não é coisa de agora. Só que extrapolaram todas os limites da decência esportiva.

Para ganhar o jogo ontem, o Ipatinga teve de derrotar 14 elementos em campo. E mesmo assim, acabou o jogo com 2 expulsos. E se houvessem mais uns minutinhos, mais uns 2 seriam colocados na rua.

O tempo dos coronéis já se foi há muitos anos. Os votos de cabresto hoje só existem nos rincões mais remotos deste país. Naqueles tempos, a minoria ganhava por unanimidade!!!

Será que, nestes tempos modernos, quando a tecnologia televisiva escancara os atos de um juiz para milhões de telespectadores, ainda haverá espaço para manipulação de resultados?

Após o jogo de ontem, só posso deduzir que a cara de pau é tanta, que voltamos aos tempos dos coronéis e até a tecnologia de última geração está sendo solenemente desdenhada.

Mandaram uma banana para todos os valores de ética e correção. Esta é que é a verdade!!

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UBERLÂNDIA 2 X 5 ATLÉTICO. E O GALO, POUCO A POUCO, VAI MELHORANDO…

Exceto Bob Faria, que de futebol não entende bulhufas, a grande maioria das pessoas entende que o Atlético está evoluindo a olhos vistos, desde que apresentou aquele jogo de forte personalidade contra os que treinam do lado assoreado da lagoa.

Cresceu principalmente na marcação e na ocupação de espaços ali no meio de campo.

As tramas e tabelas estão surgindo muito mais naturalmente e os toques de primeira fluem de maneira até surpreendente.

Toques de primeira como eu vi hoje só depois de muito tempo de treinamento e assim mesmo com jogadores habilidosos. Mas, em um curto período de trabalho, o time já pratica várias jogadas desse tipo. E como é bonito de ver!

O primeiro tempo foi do Galo. Mesmo quando o placar anotava 0 a 0, a equipe mordia o Uberlândia em todos os setores do campo. A exemplo do que fez contra o Juventus-AC, Luxa instruiu marcação no campo de defesa do Uberlândia. E foi o que os nossos homens de frente fizeram.

O Uberlândia, intimidado dentro de sua própria casa, se encolheu e o Atlético o engoliu sem nem tomar um copo dágua pra facilitar a digestão.

Nos primeiros minutos do segundo tempo, já com 4 a 0, o Atlético manteve a mesma pegada, não deixando o time do Triângulo Mineiro respirar, embora algumas jogadas de preciosismo exagerado já começassem a surgir.

O Uberlândia fez um gol de cabeça, mas àquela altura, o quinto estava mais perto de acontecer do que o segundo deles. Mas eis que Aranha resolve fazer quase a mesma jogada ridícula que fez contra o Barueri, no primeiro turno do campeonato brasileiro do ano passado.

Jogar com os pés é o seu fraco, mas me deu a impressão que ele quis provar para o Luxemburgo que sabe sim jogar com os pés. E deu no que deu. Uma jogada bisonha que resultou no segundo gol do Uberlândia.

E o apagão desceu como uma neblina dos campos ingleses na cabeça dos jogadores. Dos 25 aos 35 minutos, foram 10 minutos dignos de esquecimento.

Até que Junior cruzou, como se fosse com a mão, aquela bola na cabeça do Carlos Alberto. Minutos depois, este mesmo jogador perderia um gol muito mais fácil com o gol totalmente vazio. Coisas do Carlos Alberto.

Depois do quinto gol, o toque de bola ressurgiu para fazer o tempo passar e encerrar a goleada.

Deste jogo, gostaria de fazer algumas considerações:

_ Não me iludo com o jogo de hoje, pois o Galo tem ainda muito a crescer, mas já se vislumbra um jogo coletivo bastante interessante, principalmente em relação à colaboração mútua de todos os jogadores em busca do resultado. Parece que, realmente,  Luxemburgo conseguiu convencê-los da força de seu projeto.

_ Não poderia esquecer neste post a atuação fantástica do Obina. Não é pelos gols que o destaco. Tudo bem, meteu 3 golaços, mas o mais importante nesse momento é a sua participação na dinâmica da equipe.

Defende, ataca, corre que nem um alucinado, serve os companheiros e vai em cada bola como se fosse a última da sua vida. Além disso, está demonstrando uma categoria em lançamentos e passes que nós não imaginávamos que ele fosse capaz.

É o típico jogador do Galo que pode se transformar em ídolo da massa da noite para o dia. A simplicidade  e humildade sinceras que emanam de sua pessoa são de comover até o mais duro coração. É um dos atletas mais simpáticos que já passaram pelo Galo. Ouso antecipar que Obina será um dos maiores ídolos da torcida do Galo. Maior que Dario. Esperem e verão.

_ Tardelli voltou a jogar o fino da bola, ainda que em uma nova função. Está saindo muito da área e mais longe do gol. E, pouco a pouco, se acostuma com o novo encargo. E olha que as enfiadas de bola do Tardelli são dignas de um camisa 10. Está levando azar nos chutes a gol. Mas uma hora volta a estufar as redes, não tenho dúvida.

_ Cáceres está lento e fora de forma, embora exiba a mesma categoria. Há de continuar a se preparar fisicamente. Gradualmente, se acostumará novamente com a ginga do jogador brasileiro e voltará a ser o xerife que nós conhecemos. E, felizmente, recebeu a tarja de capitão novamente, que é o que ele é: o nosso capitão!

_ Ricardinho jogou muita bola hoje. Olha que o cara, guiado por Luxemburgo, vai nos dar muitas alegrias, hein…

_ Leandro também foi um destaque pela esquerda, embora seja sempre cornetado.

_ Finalmente, se Carini não é melhor que Aranha, que volte mesmo para o Uruguai. Isso nos dará a possibilidade de resolver este problema (que parece infindável), de uma vez por todas. Aranha me dá a impressão de uma aranha tonta toda vez que a bola é alçada na nossa área. E olha que eu torci por ele pra caramba. Mas não posso esconder a verdade. A cada bola que vai nele, é um Deus nos acuda!

_ Gostei muito do Galo, apesar do adversário ser flagrantemente fraco, não há como negar. Porém, os jogadores se empenharam muito, ocuparam todas as faixas do campo na maior parte do jogo e foram merecedores da vitória.

Estamos crescendo. A semente foi plantada e a árvore está, pouco a pouco, se tornando mais frondosa e orgulhosa.

Os incrédulos que nos aguardem!!! Estamos nos fortalecendo a cada dia.

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