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A MARCA DA CAL SÓ EXISTE PARA OS OUTROS?

árbitro-do-futebol-23562317Nas últimas 4 partidas do Galo pelo campeonato brasileiro, já são 4 penalidades máximas escandalosas, em sequência, não marcadas pelos juízes.

Afora os penaltis, estamos sendo prejudicados durante o jogo com faltas invertidas e aplicação de critérios diferenciados em relação a disciplina, ou seja, um rigor excessivo com nosso time e uma venda nos olhos para as agressões dos adversários.

Não procuro aqui nenhuma proteção ao Galo. Nós não precisamos disso. O que busco é uma arbitragem correta e honesta.  Pensei que este ano não haveria necessidade da campanha #DEOLHONOAPITO. Mas, pelo andar da carruagem, a coisa pode desandar.  Temos de gritar antes que seja tarde.

Porque está claro que os fracos juízes brasileiros estão afim de ferrar o Galo!

Será por causa da recusa do Alexandre Kalil em tê-los apitando os jogos do Atlético contra o São Paulo na Libertadores?

Ou será que a CBF se sentiu magoada ao ser acusada de “fraca” no episódio Conmebol/Independência/Mineirão na final da Libertas e está mexendo os fios no teatro de bonecos?

Eu não acredito na lisura das pessoas que comandam o futebol brasileiro. Também não acredito na imparcialidade da Rede Globo de Televisão, que manda e desmanda nesta competição.  É a Rede Globo que enfia a mão no bolso e em troca, define as regras não só fora de campo, mas dentro também!

O Brasil é o país da corrupção em todos os setores, sejam lá públicos ou privados.  Então porque eu deveria acreditar que o nosso futebol é puro e ilibado? Não sou tão ingênuo assim.

Para você pensar como eu, basta assistir ao vídeo abaixo.  Verá que os penaltis são tão visíveis que qualquer leigo apontaria a marca de cal.

Porque  então os juízes, cheios de cursos de arbitragem,  não apontaram?

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VOLTARAM A TREMER DIANTE DO GALO.

Ok, o juiz não marcou um penalti escandaloso em Ronaldinho Gaucho _ que certamente a favor do Fluminense marcaria _  irritou os jogadores do Galo com faltas invertidas ou inexistentes, fez vista grossa para infrações perto da área e assinalou as do meio de campo. Além disso, atrasou a dinâmica de jogo ao pará-lo por quaisquer motivos, todos eles insignificantes.

Ok, esse juiz sabe, como poucos, enrolar uma partida e prejudicar um time de forma sutil e dissimulada. No Brasil, ele é o melhor especialista nesse tipo nefasto de “arbitragem”.

Entretanto, embora eu reconheça que o Galo foi prejudicado, não foi por isso que deu adeus ao título. O que nos custou a perda de dois pontos preciosos foi que ontem a coisa não engrenou. Simples assim. Desde o início, a equipe se mostrou afobada e sem raciocinar em campo. FALTOU CALMA!

Tínhamos 90 minutos para resolver a partida e, no entanto, desperdiçamos tramas de ataque ou de distribuição de jogo devido a um inexplicável nervosismo que tomou conta dos jogadores. Até Ronaldinho Gaucho estava pilhado.

Na minha visão, ou os atletas levaram para dentro de campo os 9 pontos de diferença que o Fluminense impôs ao derrotar o Coritiba ou os imbróglios decorrentes da saída tumultuada de Ronaldinho Gaúcho do Lixão Putrefato  da Gávea criaram excessivamente um sentimento de revide. Inoportuno, aliás, pois cabeça fria seria a melhor das armas em uma partida tensa.

O fato é que ambas as situações pressionaram negativamente. E o Flamengo se aproveitou disso. Parecendo temeroso de sair daqui com uma goleada no lombo _ e talvez por isso mesmo _ ensebou o jogo, teatralizou, enrolou o mais que pôde sob as vistas complacentes de Sandro Meira Ricchi.

E o Galo não soube superar a manha carioca, acostumada a contar com as benesses de arbitragem e CBF desde a era do homo sapiens, há 150 mil anos.

O título de 2012 está mais distante agora, esta que é a verdade. Mas a Libertadores está a um passo. Com 3 pontos a mais, ela estará matematicamente assegurada. E ainda faltam 15 pontos a serem disputados.

Se em 2013 Kalil mantiver a base deste timaço e reforçá-lo pontualmente com grandes jogadores (e grandes jogadores não são necessariamente grandes nomes!), o Clube Atlético Mineiro continuará orgulhando a sua fidelíssima torcida, como o fez este ano.

Se tem algum atleticano que ainda acredita no título, ótimo. Tomara que os deuses do futebol ouçam-no e armem uma brincadeira sádica para cima do Fluminense.

Eu não acredito mais. A diferença de 8 pontos é grande demais para ser tirada em 5 rodadas. Todavia, estou muito orgulhoso da campanha do Galo. Voltamos à prateleira de cima atuando bem e vencendo dentro de campo, sem ajuda de ninguém. E os adversários, ao nos enfrentar, voltaram a borrar as calças do mesmo jeito que borravam antes.

No campeonato mais sujo da história do futebol brasileiro, o GALO mais bravo e mais esporrento do mundo lutou até o fim. Fibra e honradez nos nortearam, ao contrário de um certo tricolor.

E NINGUÉM VAI NOS SEGURAR EM 2013, TENHAM A CERTEZA.

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QUEM NÃO DEVE…

Ao se manifestar de forma espetacular contra as escandalosas ajudas do apito em quase TODOS os jogos do Fluminense, nem a própria torcida atleticana esperava que fosse incomodar (ou assustar) tanta gente.

A exposição do mosaico com o nome CBF nas cores do tricolor carioca, os narizes de palhaço e os inúmeros cartazes criticando pacificamente STJD e a instituição carioca CBF, atingiram o ponto nevrálgico dos que se beneficiam de uma gigantesca sequência de erros.

Primeiramente, o presidente do Fluminense correu para os microfones na tentativa de transformar tanta ajuda em simples coincidência. “O Fluminense não precisa de ajuda de juiz”, disse ele.

Claro que não precisa… mais. Toda ajuda de que precisava já recebeu no decorrer de 32 rodadas. Para as 6 restantes, talvez não necessite mesmo, pois a nojenta atuação da arbitragem armou o circo tão solidamente que foi capaz de projetá-lo 6 pontos à frente do 2º colocado, sem que para isso fosse necessário atuar bem uma mísera partida sequer.

Foi tão escrachado o auxílio que receberam que, aos nossos olhos, bastava entrar em campo e esperar o juiz aprontar algo que lhes desse a vitória de bandeja. E poucas vezes, isso não ocorreu… essa é que é a verdade.

De repente, dando-se conta que tal sujeira não passou despercebida, se movimentaram todos (jogadores, comentaristas cariocas, jornalistas tendenciosos, etc.) para desmentirem tudo. Nestas horas, tudo vira teoria da conspiração imaginada por meros torcedores. Fácil saída, justificativa manjada.

Até o diretor de competições, senhor Virgílio Elísio (o qual eu nunca tinha visto mais gordo), saiu de sua reclusão nos gabinetes refrigerados da desmoralizada CBF para fazer a seguinte declaração: se o Fluminense conquistar o título, será com méritos!

Em outras palavras, a CBF rapidinho apressou-se em se defender. E, através de seu diretor, tenta confundir as mentes ao maquiar as aberrações acontecidas como se fossem ocorrências naturais do futebol. Maquiavel entende disso muito bem. A massa de manobra foi sempre o conjunto manipulável da população que os ditadores mais exploraram. E a CBF é grão-mestre na especialidade. Neste caso, com um indisfarçável sorrisinho cínico no canto da boca.

Assistam:

Enfim, a manifestação da torcida atleticana teve uma repercussão tão devastadora, que espantou e expulsou as marmotas de suas tocas, cada uma planejando as mais criativas artimanhas para negar as acusações de favorecimento.

E eu pergunto: Porque, assim do nada, tanta gente surgiu tentando provar que está tudo bem?

Diz um velho e surrado ditado: quem não deve, não teme. E o que posso deduzir é que tem gente receosa no circuito. Desconfio que uma semente foi plantada. Acredito que algum nervo exposto, dolorosamente sensível, foi atingido de tal forma que uma tonelada de pregos está sendo cortada por minuto.

E talvez, no futuro, um simples purgante não resolva, quando os subterrâneos do futebol brasileiro forem devassados.

(Agradeço ao Mike Palhano, twitter @CAMGaloForte, site http://www.galoforte.net/ por ter possibilitado a publicação deste vídeo.)

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INDEPENDÊNCIA OU MORTE

Por José Gama Jr., advogado.

No momento em que o Campeonato Brasileiro de 2012 chega a sua reta final surgem personagens que não são atores principais do futebol e nem entram em campo, mas que querem roubar a cena e desfrutar de minutos de fama. É pena termos que tratar desses personagens quando poderíamos falar de gols, de lances geniais como os que Ronaldinho Gaúcho e outros jogadores de primeira linha vem brindando os torcedores.

Se o Brasil vive hoje um momento histórico dos mais importantes, pois é a primeira vez que o peso da Justiça se faz presente sobre altas autoridades, políticos e pessoas até então inatacáveis, no futebol o que se vê é que a Justiça Desportiva não acompanha esse momento histórico, com um movimento inverso, em uma atitude retrógrada e preocupante.

O STJD, por sua procuradoria, decidiu indiciar o Clube Atlético Mineiro pelo que considera como “incidentes “ ocorridos no Estádio Raimundo Sampaio (o nosso Independência) no jogo entre Galo e Fluminense. E quais seriam os tais “incidentes”?

A torcida do Galo ter protestado, em alto e bom som, contra a CBF e contra o baixo nível das arbitragens do campeonato. Algumas pessoas portaram narizes de palhaço e um mosaico com as cores do Fluminense e a sigla CBF de forma invertida foram feitos na hora do jogo.

Sem entrar no mérito se há motivos para protestar, e sem analisar um sem número de lances em que o Fluminense foi beneficiado pela arbitragem (vai ver que é uma enorme, uma monstruosa coincidência…) o fato é que a postura do STJD de tentar punir o Galo por esses fatos é autoritária e antidemocrática. Vai na contramão da história.

A Constituição Brasileira de 1988 é suficientemente clara ao garantir aos cidadãos direitos de livre associação e também direito de livre expressão. Essa regra, que é uma garantia constitucional e um princípio que deve nortear todo o restante do ordenamento jurídico brasileiro, é superior a qualquer outro dispositivo legal que possa ser invocado para sustentar a fúria do STJD, por sua Procuradoria, contra os protestos ocorridos no Independência.

A redemocratização do Brasil custou caro aos Cidadãos. Pessoas foram mortas, torturadas, muitas foram exiladas, enfim, muita luta foi exigida para que pudéssemos hoje protestar, nos associar, exercer o livre direito de expressão previsto na Constituição.

Desconsiderar esse sagrado e constitucionalmente assegurado direito de livre expressão, Senhor Procurador do STJD, é ofender a memória daqueles que lutaram para que hoje possam existir as instituições, para que hoje possa vigorar a democracia.

Se não podemos mais protestar enquanto torcedores, se nosso Galo será, mais uma vez, prejudicado por intenções duvidosas de um Tribunal que a cada dia perde em credibilidade perante a sociedade, então estamos de volta à ditadura, ao totalitarismo, à censura.

Independência ou morte!

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ENTÃO, TÁ, GALO!

colunarobertolopes2Venhamos e convenhamos, o 2º turno do Brasileirão não foi, até agora, o que sonhávamos. Nosso time perdeu, durante rodadas a fio, a pegada que o caracterizou durante todo o 1º turno. Explicações temos muitas. Nenhuma resolve o problema de que estamos seis pontos atrás do líder e pode ser que não dê mais tempo de alcançá-lo.

Pausa. Daqui a pouco voltamos ao que pode ou não pode ser.

Pense, caro amigo atleticano, o que foi que fez o Galo no jogo contra o Flu?

Jogou muita bola? Ganhou? Virou o jogo? Massacrou? Humilhou? Calou?

O time fez tudo isso sim. Mas, além disso, o Galo conseguiu o que nem o mais otimista dos atleticanos imaginaria: provou, EM UM JOGO APENAS, quem deveria – e ainda deve, mesmo que não aconteça – ser o campeão brasileiro de 2012.

O Galo mostrou para o Brasil inteiro que há um time, neste campeonato, que jogou e joga mais bola do que todos os outros. Fez nove faltas no jogo inteiro. Chutou sete vezes mais a gol, teve quase 10% a mais de posse de bola e, mesmo assim, acertou mais passes, 90%. Teve onze chances reais de gol, contra as apenas duas que o adversário conseguiu converter. Levantou 26 bolas na área, contra 6 do adversário. Colocou três bolas na trave, como havia feito com o Atlético-GO, lanterna, no primeiro turno. Aí você pensa: ah, mas nesse jogo só o outro time contra-atacou. Que nada! Contra-atacamos 8 vezes, contra 3 deles. Mesmo no jogo deles, só dava “nóis”.

Em nenhum outro jogo do campeonato – NENHUM – a diferença de finalizações entre os times foi tão grande, segundo o Globo.com. O Galo reduziu o Flu ao tamanho da série C da qual ele nunca saiu legitimamente.

Aliás, é bom que se diga que os chiliques do técnico, dos jogadores, da diretoria e dos torcedores do Flu, principalmente no pós-jogo, mostram bem como é incômoda a realidade que o Galo lhes jogou na cara. Eles queriam ter vindo aqui e saído dizendo: viram por quê nós somos líderes? Saíram se perguntando: por quê é mesmo que somos líderes?

Não se trata de minimizar a campanha do Fluminense. Eles estão fazendo um ótimo campeonato. Mas, na verdade, isso não muda os fatos:

a) Se não tivéssemos sofrido com erros de arbitragem, teríamos cinco pontos a mais do que temos (veja o http://www.placarreal.com.br);

b) Se o Flu não tivesse tido todos os erros a favor que tiveram, teriam oito pontos a menos do que têm hoje (segundo o mesmo site);

c) O Flu não ganhou de nenhum dos concorrentes diretos, em nenhum dos turnos. Nós ganhamos de ambos, Flu e Grêmio, em pelo menos um dos turnos, e não perdemos no outro. Aliás, não só ganhamos, encantamos;

d) Contra meu pensamento anterior, a CBF e o STJD, que, no fundo, são uma coisa só, acabaram fazendo muita diferença. Eu já escrevi antes que temos que pensar grande, parar de torcer contra o sistema. Continuo acreditando nisso, e mais, continuo acreditando que o foco não era, em todos os casos, prejudicar o Galo, como time, como clube, como instituição. O atraso na inscrição do Ronaldinho, a remarcação do jogo com o urubu fujão, a suspensão do Ronaldinho contra o Inter, são todos casos em que o foco era outro, e entramos de gaiato. Isso não muda o fato de que fomos, sim, prejudicados em todos eles.

Muda alguma coisa? Não. Se merecimento ganhasse jogo, eu nem estaria aqui escrevendo isso. Mas merece ser dito.

Espero, com todas as minhas forças, que o conjunto da obra dos últimos três jogos, coroado pela vitória épica, fantástica, irrepreensível do Galo contra o Flu, motive este time para ir além do que já fez, e retomar o posto que lhe cabe por merecimento. O único lugar que nos cabe é o topo da tabela, na última rodada.

Espero que o Flu tenha entendido que, mesmo que ganhe, este campeonato vai lhe ser entregue com uma mancha, e que vamos todos saber que não foram eles o time que jogou o melhor futebol do campeonato.

Espero que este entendimento coloque, na cabeça dos jogadores do Flu, a pressão e a insegurança de estar levando mais do que merecem (até aqui).

E espero, finalmente, que arbitragem deixe o Flu perder.

Dito isto, eu preciso me render a uma realidade, que até me espanta, em sendo eu um orgulhoso integrante da torcida mais chata do mundo, como diz o Kalil: nos últimos jogos, o time tem acreditado mais do que a torcida. Aposto que só uma minoria acreditava que sairia o segundo gol contra o Sport. Quanto o Santos fez o segundo, minha timeline do Twitter pipocou de gente dizendo que íamos tomar de goleada. Quando o Flu abriu o placar, e depois quando empatou em 2 a 2, aposto que a maioria pensou: já era. Não me incluo em todos os casos, mas em alguns, eu também não fui um poço de otimismo. Reminiscências de um passado recente.  Ainda não caiu a ficha de que estamos torcendo para um time que está vários níveis acima do que nos acostumamos a ver na última década.

Fato é que o time batalhou, se entregou, fez por onde e cavou resultados onde as adversidades eram enormes. Acreditou, enfim, mais do que nós torcedores. Três vezes seguidas. Não é pouco não, só quem sabe do que é capaz faz algo assim.

Na mesma linha, quando o Flu abriu os nove pontos, faltando oito rodadas, a maioria deve ter pensado: já era. Eu confesso, quis pensar assim. É mais cômodo, dá menos trabalho e estresse. Vamos focar na Libertadores, já tá bom demais, não é?

Só que o Galo não deixou, não está deixando. Eu não consigo me desligar da possibilidade de uma arrancada final fulminante.

Então, tá, Galo. Que assim seja. Até o último minuto, se precisar e puder, eu vou acreditar. Se, de tudo, não der, vou virar o ano com a certeza de que dias melhores virão. Já chegaram, até.

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MÍSTICA QUE NOS EMBALA E REVIGORA!

Nem um atleticano de índole fria e distante (se é que existe um atleticano assim) seria capaz de não se emocionar com a vitória maravilhosa de ontem.

Pois não foi uma vitória qualquer. De uma só vez, demos uma voadora nos peitos do Fluminense, da CBF, do juiz da partida, da comissão de arbitragem e mais uma penca de tendenciosos imbecis deste país.

Foi, literalmente, uma conquista contra tudo e contra todos. Dentro de campo, na hora da onça beber água, o Fluminense não sabia o que fazer contra o rolo compressor em que se transformou um time de machos, de jogadores de brio, vestidos de preto e branco e dispostos a esfacelar a equipe-símbolo da vergonha em que se transformou o campeonato nacional.

E, por linhas tortas, foi o que aconteceu. Digo linhas tortas porque o Fluminense ainda conseguiu marcar dois gols. À sombra da razão, era para ter sido uma goleada de, no mínimo, uns 6 a 0. Mas eles têm um goleiro que, quando não defende, conta com uma trave amiga.

O juiz fez de tudo para atrapalhar a festa alvinegra. Anulou um gol legal do Ronaldinho, permitiu que Wellington Nem atacasse impedido, fingiu não ver uma agressão do Fred, entre outras artimanhas no meio de campo que não parecem decisivas, mas que enervam qualquer um que tenha sangue nas veias.

Foi um massacre. O Galo não negociou nenhum armistício e não aceitou bandeira branca. Qualquer resultado que não fosse a vitória seria um monumental castigo.

Do lado atleticano, Ronaldinho Gaucho foi o maestro. Mas teve a companhia de monstros como Leandro Donizeti, Bernard e Leonardo Silva. Mas como destacar só esses, sem  enaltecer o Jô, marcador de 2 gols, Marcos Rocha (que precisa treinar mais marcação), Victor, Réver, Júnior César, Pierre e Berola?

Por isso, como um atleticano emocionado e explodindo de orgulho, rendo as minhas homenagens a TODOS os jogadores e ao técnico Cuca. A nação alvinegra está vibrando nas ruas sabendo que briga ainda pelo bi-campeonato. Corações sangrando de amor explícito.

Para encerrar a crônica, divulgo aqui o que o Mike Palhano, nosso amigo que mora nos States, contou no twitter: antes do jogo, convidou alguns garotos cubanos (que brincavam na rua) para assistir à partida em sua casa. Pois qual não foi a sua surpresa ao constatar que os cubanos se encantaram tanto com o Galo que passaram a torcer como se fossem verdadeiros atleticanos. Pulavam e gritavam como se estivessem nas arquibancadas do Independência. Tenho certeza que foi um dia mágico para o Mike, ao curtir a vitória de seu time e, ao mesmo tempo, converter alguns cubanos para o bom caminho.O Galo é contagiante!

Vitória épica que nos reconduz ao caminho do título. Vitória que nos ensina, mais uma vez, a acreditar na mística de uma camisa que nos embala e revigora.

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Assistam aos melhores momentos:

CHEGOU A HORA DA ONÇA BEBER ÁGUA!

Chegou a hora da onça beber água!

No domingo, contra o Fluminense, será estabelecida a diferença entre homens e meninos.

Uma dianteira de 9 pontos faltando só 21 a serem disputados não é uma folga pequena. Pelo contrário, trata-se de algo quase impossível de ser superado.

Ainda mais quando o time a ser alcançado conta com a subserviência descarada de uma CBF desonesta em todas as suas ações. Por consequência, a atuação tendenciosa de uma organização corrupta é transportada para dentro de campo por juízes medrosos e prontos a assoprarem o apito ao menor sinal que ameace as pretensões de seus chefes. Ou mantê-lo silencioso, quando assim mais aprouver.

Mas, para domingo, temos de esquecer tudo isso. Vamos fingir que estamos em um campeonato baseado na correção e na ética e partir para cima do Fluminense como se fosse a última refeição no corredor da morte.

Não há outra opção senão vencer. Perdendo, a diferença vai para 12 pontos e aí, meu amigo, seremos campeões só em 2013.

O empate também não nos serve, porque terá o mesmo resultado prático de uma derrota, mantendo a distância e reduzindo a nossa dianteira em relação aos que chegam, como o São Paulo, por exemplo.

Vencendo, cai para 6 pontos e mesmo assim, ainda teremos de sair derrotando todos os adversários que surgirem à nossa frente, sem tempo de distrações. Só transpirações.

É uma tarefa hercúlea, no limiar do impossível. Coisa de heróis mitológicos ou super-heróis de histórias em quadrinhos.

No entanto, o futebol não é um labirinto de Dédalo ou os 12 trabalhos de Hércules. Futebol é feito de jogadores de carne e osso comandados por mentes que falham nos momentos mais inesperados. E o Fluminense não está a salvo das fraquezas humanas, embora flagrantemente protegido por elas.

Então, por isso mesmo, resta ao Galo lutar com todas as suas forças, até o último minuto da última partida, buscando a realização de um sonho de mais de 40 anos.

E se neste ano não der certo, com o suor de todos disputaremos uma Libertadores com o time muito mais reforçado.

E o sonho permanecerá vivo!

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O TEMPO ATLETICANO EM IMAGENS SOLTAS

Se no calendário marca, então vá lá, sou do tempo em que o Galo foi campeão de 1971, mesmo não tendo ideia do fato.

Sou do tempo em que Dario recebia do locutor o apelido de Apolo 9, mesmo não sabendo o que era Apolo 9.

Sou do tempo em que Lola armava as jogadas do Galo, e sendo do Galo, para mim, valia.

Sou do tempo em que Vantuir dava segurança ao time. O moço da rádio Inconfidência, no meu rádio Semer, falava, uai!

Sou do tempo em que o goleiro era Mussula, depois o Careca e logo Renato, o nosso aranha negra.

Do tempo em que o uruguaio Mazurkiewicz chegava com o rótulo de maior goleiro do mundo e, ao me levantar em seus braços, acima de sua cabeça, mostrou e provou que eu era maior que ele. Eu, menino o bastante para ser levantado pelo gigante com o  manto atleticano.

Do tempo em que o assombroso time de 77, invicto, pôs os mais ferrenhos adversários encantados com o nosso Galo. O Brasil todo, de Norte a Sul, era atleticano e que, por sua vez, era o ariete a bater nas masmorras da abertura, né, Rei?

Nessa final de 77, com 10 pontos à frente, perdemos nas penalidades máximas o título para o São Paulo, né, CBD/Chicão?

Do tempo que a grama com a bola pariu entre as traves o “baby”craque que desmontava as defesas, derrubava os Morais, os Rauls e impunha seu reinado que assustava o mundo da bola, né, Geisel/Coutinho?

Testemunhei o Rei calar o povo carioca, fazer tremer os urubus do aterro e isto é História, não pode ser negado, pois o Brasil sabe de todas as verdades debaixo da plim..plim..

Eu ví o José de Assis Aragão, UMANO que é, HERRAR como todos os seus iguais, que depois, herraram na mesma cartilha de suas regras claras, né, Arnaldo?

Vi o Wright cumprir com o seu “trabalho”, ganhar emprego vitalício e debochar do homem normal que somos.

Eu ví a década de 90 passar.

Sim, eu sofri, não com as derrotas do time atleticano em campo, pois todo torcedor sabe que perder, empatar ou ganhar é parte do jogo jogado. E o Galo foi acalentado em nossos braços, sob o hino e para seu lugar retornar, ao som do mesmo poderoso hino, né, seo Vicente?

Sofrer não faz parte do atleticano. Indignação, sim!

Você pode acreditar que, por ter vivenciado parte desta História atleticana, eu tenho 40,50,60.70,80, 90 ou até 104 anos.

Não, meu amigo, vivemos na mesma imagem. Eu apenas nasci primeiro do que os que não presenciaram o que escrevo e, necessariamente, não que dizer que eu seja mais velho por este detalhe das chegadas e das partidas nesta estação atleticana.

O tempo atleticano, meu amigo, nada mais é que imagens em movimento dentro desta eternidade alvinegra.

Aproveitemos as imagens, pois!

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RESPEITO AS PUTAS MAIS QUE A CBFLAMENGO.

CBF e flamengo não fazem questão de esconder o descaramento com que manipulam _ de forma pútrida _  os destinos de tudo que se relaciona ao futebol deste país.

Em relação à CBF, uma entidade que teve um presidente comprovadamente ladrão, que recebeu de propina um montante aproximado de 40 milhões de reais. E que foi substituído por outro que, disfarçamente, afanou uma medalha de campeão de um jogador júnior, na Taça São Paulo.

Diz ele que foi autorizado, mas o goleiro júnior só veio a receber a medalha dias depois. Ou seja, FALTOU uma medalha! E o cala-boca ao presidente da Federação Paulista de Futebol _ que espertamente confirmou a tal “autorização” _ veio em forma da concessão do cargo de vice-presidente mais velho da CBF, ou seja, da noite para o dia, o cúmplice virou eventual substituto do presidente colecionador de medalhinhas. Na visão de qualquer pessoa de bem, um cara que mete a mão na medalha de um garoto é capaz de furtar até a própria mãe. E quem o encobre é tão desonesto quanto ele… ou mais.

Essa organização _ que mais parece um comando de quadrilhas _ é a mesma que “administra” o futebol brasileiro. E surge vestindo uma capa rubro-negra, como um super-herói de histórias em quadrinhos, para salvar clubes da mesma laia que a sua.

Clubes como o flamengo, antro de safadezas e má gestão, que mal consegue pagar os salários com meses de 90 dias, que mal logra quitar a conta de luz ou de telefone pontualmente. Um time falido que envergonha a torcida mais numerosa do país com vexames quase diários. E que, na maioria das vezes, “conquista” campeonatos com base no apito amigo, em assaltos homéricos que se acumulam na história.

Pois esses dois se juntaram para, ao invés de transferir o jogo de um Engenhão todo esburacado para um campo melhor, tomaram, EM CONJUNTO, a decisão de ADIAR a partida. E tirem o Botafogo dessa trama, porque o Botafogo não passou de inocente útil. Um laranja babão que serviu ao seu senhor. Absurdo elevado ao cubo!

Absurdo porque, em último caso, poderiam realizar o jogo no Engenhão. Na quinta-feira anterior, o Galo havia jogado contra o Fluminense normalmente, mesmo se esquivando das crateras.

Absurdo porque ainda havia tempo de mudar o local para jogar neste sábado, mas não o fizeram. E não foi por falta de opções, foi por falta de CORAGEM. Borraram as calças ao ter de enfrentar o líder absoluto com um timezinho muito dos vagabundos. E levar uma goleada em pleno Rio de Janeiro eternizaria uma crise que parece ter se mudado de mala e cuia para a Gávea. Com todo merecimento.

Então precisam botar a cara fora d’água para respirar. Necessitam de mais uma semana para ver se Dorival Júnior _ um pseudo-técnico que não durará 3 meses por lá _  dará jeito numa equipe ridícula, caindo pelas tabelas.

E, para que a fuga covarde fosse concretizada, foi preciso o auxílio providencial de uma CBF corrupta e tendenciosa. CBF esta que ninguém respeita, que é sinônimo de puteiro, com todo respeito às putas, que são muito mais dignas de respeito do que eles.

Antes tinham se juntado para escalar Seneme, um juiz que todos conhecem como caseiro, amigo dos times de maior torcida do eixo RJ/SP. Mudaram de idéia ao perceber que nem Seneme seria garantia de vitória.

Então armaram a palhaçada, engolida (como sempre) pela cúmplice Globo, mas não pelos comentaristas da ESPN e outros veículos de comunicação. Menos os de Minas, omissos por natureza.

Mas deixem estar, safados rubro-negros e da CBF, o Galo vai superar as armações e permanecer na ponta da tabela, quer vocês queiram quer não. E se isso for verdade _ como acho que é _ o adiamento deste jogo contra o flamengo só nos trará a segurança de ter mais 6 pontos garantidos!

CBF CORRUPTA! FLAMENGO CAGÃO!

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VERGONHA POUCA É BOBAGEM!

É uma vergonha que um dirigente com acusações tão graves contra si permaneça no comando da CBF, um organismo de importância fundamental para o futebol brasileiro.

Um homem que trabalha em favor de seu patrimônio pessoal e em detrimento da coletividade esportiva deste país. Imagino o bem que uma Copa do Mundo no Brasil fará às suas posses.

Vide os recentes acontecimentos, quando, em conluio com a Rede Globo de Televisão, implodiu o Clube dos 13, que buscava, em vão, um maior volume de benefícios para os clubes.

Embora todos saibam de suas mutretas, Ricardo Teixeira permanece, no Brasil, acima do bem e do mal.

Entretanto, a BBC de Londres não entra nesse jogo. E por isso mesmo, se mobilizou contra ele, através de uma reportagem (cuja investigação seguirá sendo tocada) dura, nua e crua.

Juro que me envergonhei quando, ao final do vídeo, o jornalista inglês envia um sério e contundente recado ao povo brasileiro.

Assistam e depois digam-me o que acharam.

VERGONHA POUCA É BOBAGEM!

Créditos: A matéria foi feita pela ESPN Brasil. Não espere nada da Rede Globo quando um dos acusados for seu protegido.

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A VERDADE NUA E CRUA SOBRE O IMBROGLIO DO CLUBE DOS TREZE, SEM MEIAS PALAVRAS.

Alguém tem noção do tamanho da sacanagem que estão aprontando com o futebol brasileiro?

Alguém ainda balança entre acreditar nos ditadores Globo e Ricardo Teixeira, alunos aplicados de Hitler, ou nas palavras de Fábio Koff e Alexandre Kalil?

Ora, façam-me o favor.

Em matéria de futebol, estamos vivendo um momento histórico no Brasil!

Um momento em que uma poderosa rede de televisão e um presidente da CBF com alma de Muammar Gaddafi _ disposto a tudo para se manter  agarrado ao osso _ se unem para dividirem os clubes e estabelecerem a cizânia no futebol brasileiro.

A Globo acabou de declarar oficialmente que não participará da concorrência do Clube dos Treze.

E que prefere negociar diretamente com os clubes. Ora, esses clubes com os quais a Globo “quer negociar” já foram comprados há algum tempo.

Já são parte integrante de seu ativo fixo há meses… ou anos! São como uma cadeira, uma mesa ou uma prateleira dos escritórios da “Vênus Platinada”.

Se não fosse assim, como se explicaria  o rompimento destes clubes com o C-13 justamente na época da divulgação do edital de concorrência que estabelece como lance mínimo o DOBRO (ou mais) do que os clubes recebem atualmente?

Queimar dinheiro, como acusa Kalil? E quem, hoje em dia, jogaria dinheiro pela janela, se não fosse por um vil metal por debaixo dos panos?

Fábio Koff, presidente do C-13, um senhor de 80 anos de idade, que é muito mais lúcido que muitos de nós, afirma categoricamente que tudo foi cuidadosamente planejado entre os dois (Globo e Ricardo Teixeira) enquanto saboreavam picanhas, costelas e carnes de cordeiro em seus sítios (curiosamente) vizinhos.

E eu acredito nisso piamente. Aposto os meus poucos bens que essa declaração é uma verdade absoluta!

A Rede Globo de Televisão prefere travar o crescimento financeiro dos clubes brasileiros do que participar de uma concorrência que, em outras áreas de atuação, seria perfeitamente natural e LEGAL!

A maior rede de TV brasileira exige, com empáfia e arrogância, o direito de comandar o futebol brasileiro sozinha, estabelecendo regras e determinando o que pagar sem nenhuma concorrência.

A Globo prefere que os clubes continuem mendigando as suas benesses, e para que isso não mude, segue fielmente o antigo ditado que diz ” divida o inimigo para conquistar!”

O sr. Ricardo Teixeira, um homem acusado de contrabando em 1994 e alvo de inúmeras CPI’s, permanece no poder do futebol nacional às custas de jogos políticos na calada da noite. UM SER DAS SOMBRAS!

Para ele vale tudo! Não se sujeita às leis dos pobres mortais e se julga acima do bem e do mal. O homem atropela a tudo e a todos. É o bambambam do futebol brasileiro e se gruda ao cargo como uma sanguessuga faminta.

Ambos, Rede Globo de Televisão e o sr. Ricardo Teixeira tramaram para dividirem os clubes e não pagarem o que é justo.

Optaram por negociar separadamente com os clubes cooptados, em flagrante desprezo às leis do CADE, que determinam que a negociação seja conjunta.

O CADE pode defender os direitos do C-13, impedindo a negociação diretamente com o clube? Não sei.

Em um país em que o semi-analfabeto Tiririca é indicado a um cargo na Comissão de Educação e Cultura, é difícil responder a essa pergunta.

Eu só sei que estamos todos sendo engabelados por uma gigantesca armação!

A Rede Globo de Televisão e a CBF estão massacrando o futebol brasileiro em uma hora que o futebol brasileiro mais precisa deles. Seduzem e conspiram contra o renascimento financeiro do futebol profissional no Brasil!!

Aves de rapina sedentas por carniça!

Me processem, seus cornos! Eu não tenho nada para lhes dar. Não retiro uma vírgula do que escrevi, seus aproveitadores safados!

Já não assisto à Globo e aos seus  BBB’s eróticos e programas plastificados. Prometo nunca mais assistir nem a desenhos animados e convido a todos atleticanos para que não o façam mais.

E ao sr. Ricardo Teixeira, infame presidente da CBF, que deveria proteger o futebol brasileiro, mas que o fode rotineiramente em benefício próprio, desejo que seja preso sem direito a sursis.

Sua hora chegará, tenha a certeza disso!

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AVAÍ 0 X 0 ATLÉTICO. UM EMPATE DE 9 GIGANTES!

Foi mais um jogo tenso do princípio ao fim. Devido a isso, talvez nós, torcedores atleticanos, sejamos a parcela da população com menor expectativa de vida no planeta!

São partidas sofridas demais no decorrer dos anos. As doses cavalares de adrenalina injetadas em nosso sangue de forma ininterrupta, certamente hão de  comprometer a nossa saúde um dia. Haja coração.

Pois ontem, para não sair do script, também foi assim. E com requintes de crueldade de um juiz mal intencionado.

O Galo não jogou bem no primeiro tempo. O esquema 3-5-2 fez água desde o início do jogo.

A defesa estava totalmente exposta aos ataques do Avaí pela inoperância de nosso meio de campo, que concedia os eternos espaços por aquele setor.

O ataque, apesar de estar melhor do que em outras ocasiões, não conseguia chegar ao gol adversário, a não ser no fim da primeira etapa, com Diego Souza, após receber um passe magistral de Daniel Carvalho.

Novamente, não parecia uma equipe treinada pelo melhor treinador do Brasil.

Veio o segundo tempo e a postura da equipe dentro de campo parecia mudada. Luxemburgo sacou Werley, o pior em campo, para a entrada de Neto Berolla  e a coisa pareceu fluir melhor.

Luxemburgo transformou, desta forma, o 3-5-2 em um 4-3-3. Em alguns momentos, o desenho tático era de 4-2-4, pois só Serginho e João Pedro eram volantes de contenção.

Mas mesmo assim, o meio de campo se compactou, e a defesa, comandada por Cáceres, encontrou seu posicionamento e o ataque dava sinais de encaixe.

Certamente, o Galo caminhava a passos largos para a reação e a conquista dos primeiros 3 pontos fora de casa.

Foi quando um tal de Vuaden, juiz da partida, resolveu meter a mão no Galo e prejudicá-lo desavergonhadamente.

O cartão vermelho dado a Daniel Carvalho por um carrinho normal na bola foi um absurdo. Nem amarelo merecia.

Seguiu o jogo e o Galo continuou dominando as ações, apesar de estar com um a menos.

Então o juiz decidiu que, se a expulsão de um não resolvia o problema do Avaí, mais uma expulsão definitivamente poria o Galo a nocaute.

E botou Neto Berolla para fora por um carrinho que sequer encostou no adversário e que mereceria, no máximo, um amarelo de qualquer juiz deste planeta.

E, enquanto Berolla saía, cabisbaixo, em direção aos vestiários,  surpreendentemente, entrou em campo aquela velha garra alvinegra, que contagia até os mais frios mortais.

Com ela, já ganhamos jogos praticamente perdidos no passado e há muito eu não a via em campo como eu vi ontem. Que felicidade para mim poder revê-la depois de tantos anos, mesmo com os olhos marejados de emoção. Seja bem vinda de volta, companheira!

Os nove sobreviventes que permaneceram em campo colocaram o coração na ponta da chuteira para defender esta camisa gloriosa.

Jairo Campos, que vinha mal, se transformou em um gigante.

Cáceres, o melhor em campo desde o princípio do jogo, melhorou ainda mais e demonstrou para o técnico e para todos, que um homem feito não pode viver à sombra de um menino imberbe. É titular indiscutível, absoluto. Na raça e na bola!

Até João Pedro, que se encontrava perdido em campo, se encheu de brios e produziu literalmente por dois.

Fabiano, ao entrar no lugar de Tardelli, correu que nem um garoto. Se desdobrou em campo e ajudou muito o Galo em seu sistema defensivo.

Enfim, todos se superaram. Todos os nove correram por si e pelo companheiro. Todos estão de parabéns pela dedicação contagiante.

E o juiz sulista, escandalosamente indicado pela CBF para apitar um jogo de time sulista, foi obrigado, frustrado em suas maquinações,  a encerrar a partida.

Deve ter ido embora pensando: fiz tudo o que podia para ajudar o Avaí. Infelizmente, não consegui, mas estou de consciência tranquila por ter tentado!

Moral distorcida e apodrecida de um mau elemento, que só serviu para trazer à tona um dos nossos maiores bens: a nossa alma raçuda!

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