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ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Por trás de todas as novas manobras de acusação perpetradas contra Alexandre Kalil para desestabilizar o Atlético neste momento de importante reposicionamento no cenário nacional, está a cúpula do Cruzeiro Esporte Clube. E da sua executiva, formada por proeminentes e poderosos cruzeirenses. Lá, representantes de todos os poderes estão envolvidos: do executivo, do legislativo e do judiciário. E do quarto poder, a mídia. Tudo para preservarem a instituição que administram.

Como não conseguem estabelecer uma estratégia para reverter as negociações feitas pelo Galo para a exploração comercial do Independência, como o Mineirão não pode oferecer o mesmo para o time do Barro Preto, por todas as questões contratuais que envolvem a concessionária e o governo do estado, como não há caixa suficiente para manter Montillo e/ ou não têm moeda de troca (Libertadores, Ronaldinho Gaúcho…) para fechar ótimas contratações, o que o Cruzeiro e sua cúpula tentam é denegrir, intimidar, criar fatos novos que diminuam o poder atleticano, e que sirvam de alerta ao presidente: “É melhor você ceder, Kalil. Afrouxe a corda do nosso pescoço ou iremos partir pra cima”.

Quem está arquitetando as ações?

Gilvan de Pinho Tavares é um mero aprendiz. Um neófito! Com algum poder em suas mãos, é verdade, pelos anos de Procuradoria. Mas não passa de um dublê de gestor do futebol. Os contratos mal-amarrados, as vendas equivocadas e as apostas frustradas demonstram, à sobeja, a inépcia do presidente do Cruzeiro Esporte Clube.

Todo aprendiz tem um mestre. Não é diferente neste caso. O mentor de Gilvan ocupa cadeira no Senado da República, tal qual Palpatine, senador sith da saga de George Lucas. Como Palpatine, o senador que manipula a marionete celeste chegou ao poder pelas portas dos fundos. Não foi eleito. Foi imposto.

Como escudo, Kalil conta com importantes atleticanos, como o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia. Contudo, o governador tem a necessidade de contemporizar os ânimos e agradar a todos, atleticanos e cruzeirenses.

Assim, o escudo atleticano pode não ser de todo intransponível. Anastasia deverá recomendar que Kalil deixe o Cruzeiro respirar, que permita que as forças sejam equilibradas. Se o presidente alvinegro se recusar, correrá o risco de ficar sozinho nesta guerra, perdendo o poder político. Sem proteção, será alvo fácil.

Kalil está entre a cruz e a espada.

(Crônica escrita por Christian Munaier, atleticano visceral e criador do Terreiro do Galo, na Globo.com).

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ENFIM, TEMOS GOLEIRO! UFA!

Victor, chamado pela torcida do Grêmio de “A Muralha Tricolor”, é do GALO!

Um excelente goleiro, sem dúvidas, mas por si só, não representa a salvação da pátria. Nenhum jogador, isoladamente, a representa.

Entretanto, chega para suprir uma deficiência crônica desde a saída de Diego Alves e carrega a responsabilidade de dar fim às apostas em uma posição que se tornara um verdadeiro pesadelo para a Massa.

Victor é paulista de Santo Anastácio, tem 29 anos e mede 1,94 m.

Custou 3 milhões de euros (que serão pagos em 2 anos) mais 50% do passe de Werley que, convenhamos, dificilmente teria espaço aqui novamente. Contrato de 5 anos.

É um valor altíssimo para um goleiro? Aparentemente sim, mas no meu entendimento, não.

Já se foi o tempo em que goleiro era barato, apesar de sua extrema importância na equipe. E neste caso específico muito menos, pois a nossa necessidade era tão premente que o montante investido ficou em segundo plano. “Cada um sabe onde o calo lhe dói!”

Em 99% dos casos, um time campeão não se faz sem goleiro competente. Não adianta contratar o “escambau” lá na frente, meter gols em todos os jogos, se na retaguarda um goleirinho meia-boca entrega o ouro aos bandidos. E o que antes era barato sai mais caro do que o valor que o Galo paga no Victor.

A maior prova do acerto da contratação é o choro e ranger de dentes da torcida gremista, que, através das redes sociais, lamentou profundamente a saída de seu ídolo e capitão da equipe.

A vinda de Victor demonstra que Alexandre Kalil está pensando grande este ano. Há muito que eu o criticava. Entretanto, é chegada a hora de elogiá-lo.

A ambição é uma maiores virtudes em um clube do porte e da grandeza do Atlético. E constato que esta contratação só foi feita porque quem a fez traz consigo a vontade férrea de ser o melhor, de ser o campeão. A ambição está de volta!

Parabéns, Alexandre Kalil. Elias Kalil certamente faria o mesmo… e este é o maior elogio que um atleticano pode fazer!

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6.000 CEGOS NO INDEPENDÊNCIA E ALGUNS BURROS NOS GABINETES

Não bastou o governo mineiro efetuar reformas nos dois estádios AO MESMO TEMPO e, com essa atitude imbecil, ter empurrado os clubes da capital para o desconforto da Arena do Jacaré, Ipatingão e Parque do Sabiá, provocando graves prejuízos financeiros.

Agora o Independência, depois de um monumental atraso da obra, será entregue em péssimas condições de visibilidade.

E parece que os políticos, que se importam com aumentos abusivos de 62% em seus próprios salários, estão pouco ligando para o consumidor que frequenta estádios.

Senão, vejamos o que o sr. Sérgio Barroso, secretário extraordinário da Copa do Mundo em Belo Horizonte, disse a respeito do Independência:

“Talvez, em algum ponto, dentro daqueles seis mil assentos, tenha a visibilidade um pouco prejudicada, mas esse é um ponto que estamos discutindo há um tempo e estamos buscando alternativas. No momento, vamos manter a situação como está, porque é uma arquibancada totalmente segura e SÃO SOMENTE SEIS MIL ASSENTOS QUE TÊM ESSA CONDIÇÃO (de pouca ou nenhuma visibilidade). Vamos inaugurar o estádio com as grades, porque estamos privilegiando a segurança dos torcedores”.

Quer dizer então que os engenheiros portugueses… ops… brasileiros, ou pior, mineiros, não foram capazes de privilegiar simultâneamente segurança, visibilidade e conforto? Seria uma nova doença denominada “Déficit de Coordenação Motora nos Neurônios”?

Como eu posso chamar isso, sr. secretário? De total incompetência profissional ou simples desprezo às necessidades do consumidor?

Essa atitude irresponsável não poderia receber o nome “honroso” de falcatrua? Um estelionato aplicado em cima da massa apaixonada por futebol, que comprará um produto dito perfeito e receberá outro deteriorado?

Na visão de nossos políticos, não. Está tudo certo. O sr. Sérgio Barroso mesmo disse que a pouca visibilidade do estádio atingirá “somente 6 mil pessoas”! SOMENTE? ENDOIDOU?

O senhor não sabe fazer contas não, senhor secretário? Seis mil pessoas equivalem a nada mais, nada menos do que 24% do total da capacidade do Independência, seu mané!!

1/4 do público só verá grades e barras de ferro à sua frente!!

ISSO É UMA VERGONHA!

Sugiro desde já ao Ministério Público, que existe para defender o povo, que proíba a abertura do Independência sem a correção desse erro crasso de engenharia ou seja lá o que for!

Cadê os vereadores e deputados estaduais que não aparecem para botar a boca no trombone e mobilizar a opinião pública em favor de uma causa que tem de ser de todos?

CADÊ VOCÊS? Sumiram?

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UM MISTÉRIO QUE SÓ SHERLOCK HOLMES PODE ESCLARECER…

Dorival Junior é, indiscutivelmente, um dos 3 melhores técnicos de futebol em atividade no país.

Mas os melhores também, de vez em quando, enveredam por um caminho inexplicável para alguns e sem lógica para outros. Em suma, não é entendido por gregos e muito menos por troianos.

Para aqueles que não estão captando bulhufas do que escrevo, eu vou explicar.

Não tem o mínimo cabimento a escalação de Ricardo Bueno no time titular nos primeiros coletivos na Cidade do Galo!

É um mistério envolto em trevas sob as leis do futebol.

Na minha visão, Ricardo Bueno não tem sequer competência de fazer parte do grupo, quanto mais ser o titular.

Alguns dirão que trata-se apenas de início de trabalhos e que a sua escalação é provisória.

E eu serei obrigado a concordar. Mas o que me preocupa é que, diante das atuações ridículas de 2010, ele não deveria nem estar treinando!

Outros atletas, que em 2010 foram menos ruins do que ele, já deram adeus!

Intuo nas entrelinhas duas sinalizações na atitude de Dorival:

1 – Ricardo Bueno é parte integrante de seus planos para 2011 e por isso, está lhe dando força moral para crescer, ou…

2 – O rapaz está sob observação severa e a sua escalação é a última chance para mostrar a que veio. Seria o chamado “derradeiro canto do cisne”.

Será?

Claro que quando os atacantes que hoje fazem trabalhos a parte retornarem, Ricardo Bueno não será o dono da camisa 9, pois o contrário seria um absurdo elevado ao cubo… ou não?

Mas, neste instante, Magno Alves treina entre os reservas, enquanto o paulista comprado ao Oeste é titular. Ora, Magno Alves é muito mais jogador, mesmo com 35 anos no lombo… e com 50 também o seria.

A permanência de Ricardo Bueno no plantel projeta os seguintes questionamentos:

Quando for necessária a sua entrada em jogo, o que podemos esperar dele? Chutes a gol com destino às arquibancadas? Passes milimétricos que armam contra-ataques contra nós? Ou matadas de bola que caem certinho no pé do zagueiro?

Ora, ora…

Nada contra o treinador do Galo, que faz um excepcional trabalho e que, se o compararmos ao moleque do “projeto”, vira quase um deus aos nossos olhos.

E não estou criticando o seu trabalho, muito longe disso. Estou apenas procurando entender os lances & nuances que cercam as charadas do mundo da bola.

Pois a manutenção de Ricardo Bueno é um enigma inexplicável para mim.

Algum leitor do L&N seria capaz de elucidar o mistério, assim como Edgar Allan Poe decifraria, através de Sherlock Holmes, os seus casos profundamente complexos?

Ajude-me, porque eu não estou entendendo nada!

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