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O GALO PRECISA CANTAR PARA O PRÓPRIO GALO ACORDAR

colunadoleogattoniA Libertadores já é nossa e ninguém mais tira. Somos CAMpeões. O que era um sonho antigo agora é realidade. Mas já são mais de duas semanas que conquistamos esse sonho. Então é hora de acordar, trabalhar duro e com foco nos objetivos, para que outros sonhos tornem-se realidade.

Digo isso porque desde a conquista na Libertadores, no último dia 25 – e ainda bem que foi depois da meia-noite, porque senão seríamos CAMpeões no #DiaDeMaria – o time do Galo simplesmente esqueceu de como jogar futebol. Os resultados estão aí: três derrotas consecutivas, com nove gols sofridos e apenas dois marcados. A hora de acordar já passou!

Não é com o futebol apresentado nos últimos três jogos que o Galo, ainda que priorizando a Copa do Brasil (como disse o Cuca), vai sequer conseguir se manter na Série A em 2014. E toda derrota após uma conquista expressiva, como foi a Libertadores, só reduz a expressão da mesma. Já devem estar falando por aí: “Ganharam porque os times desse ano era umas babas… aqui no Brasil o nível é muito superior!”.

Priorizando ou não a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro é um torneio importante e que não conquistamos desde 1971. Ano passado batemos na trave. Dos chamados “grandes” clubes do futebol brasileiro, o Galo é quem está a mais tempo na “fila”. Então o bicampeonato brasileiro é um sonho de todo atleticano. E esse sonho só se tornará realidade se o time inteiro acordar, do terceiro goleiro, Lee, ao Presidente Alexandre Kalil, passando por todos os jogadores, comissão técnica e diretoria. Esse estado de “ressaca” tem de acabar agora.

O time tem de voltar a jogar o futebol empolgante que jogou na Libertadores, com garra, vontade, “sangue nos olhos”, acreditando em todas as bolas. Os jogadores mais experientes do elenco têm de chamar pra si a responsabilidade, orientar os mais jovens, e sobretudo participar com mais eficácia nas partidas. Alguém tem de avisar aos jogadores que transferência a essa altura, só para quem está sem contrato: a janela internacional de transferências já se encerrou! Então é jogar aqui mesmo, se destacar e aparecer para o mercado internacional, já que o Galo virou vitrine: o Mundial de Clubes da FIFA é em dezembro, logo ali no Marrocos.

A comissão técnica _ e aí eu falo praticamente só do Cuca _ tem de trabalhar com mais afinco. Sabemos que o elenco está “enxuto”, precisando de atletas em quase todas as posições, e que as contratações serão mais difíceis, mas o Cuca tem de saber aproveitar melhor as características de seus jogadores. Não adianta escalar um jogador com determinadas características numa posição que não é a dele e querer que ele faça milagres. Cada jogador tem de atuar na sua posição, sempre que possível, pois existem situações, como a de ontem, em que o time esteve “remendado” em campo.

A variação do esquema tático tem de acontecer também, para evitar a previsibilidade, já que a grande parte dos treinadores brasileiros tem o hábito de estudar o adversário. Cuca tem crédito, mas não pode sentar no alto da pilha de elogios que recebeu nos últimos dias e ficar por lá, senão num momento de falta de atenção vai cair. E mais uma coisa: Cuca tem de motivar os seus comandados, e não o contrário. Copa do Brasil é um objetivo e o Campeonato Brasileiro também! Motivação vem de cima pra baixo. No exército existe um ditado para isso: “A tropa é o espelho do comandante!”.

A diretoria, no meu ponto de vista, pecou mais que todo mundo, pois não contratou bem no início da temporada e ainda dispensou atletas insatisfeitos com a reserva. Durante o Campeonato Mineiro e a própria Copa Libertadores não trouxe praticamente ninguém, e agora que as transferências do exterior estão praticamente impossíveis é que eles acordaram. As contratações tem de acontecer, devem acontecer, e não apenas para “compor” ou “qualificar” o elenco: precisamos de jogadores que cheguem para disputar posição, para fazer “sombra” nos nossos titulares. A distância entre a qualidade técnica dos titulares e seus reservas é um abismo!

A Massa vem fazendo a sua parte, apoiando o time, independente de quem está jogando. Mas quem conhece futebol sabe que a torcida é movida pela paixão e não pela razão. Sabe também que a paciência da torcida é curta, e que bastam alguns mal resultados – ainda que com o time jogando bem – que os “cornetas” aparecem sem a menor cerimônia.

Como disse anteriormente, tá na hora de acordar do sonho, antes que este se transforme em pesadelo. Acorda Galo! Acorda Cuca! Acorda Kalil! Vamos atrás dos novos e antigos sonhos! Estamos em 2000eGalo e ninguém vai nos segurar!

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SPORT 1 X 4 ATLÉTICO – BERNARD NELES!

Nem chuva, nem campo ruim, nem torcida contra são capazes de frear a tenacidade de um time que não teme ninguém.

Nem por um momento, mesmo quando perdia por 1 a 0, eu duvidei da vitória. Isso não é arrogância ridícula de líder não. Isso é CONFIANÇA na solidez do esquema e na entrega desmedida de cada jogador que veste hoje esta camisa.

O segundo tempo do Atlético foi primoroso, no mesmo nível daquela monumental apresentação contra o Internacional. O que não encaixou na primeira etapa entrou nos eixos na segunda. A partir daí, o time tomou conta do jogo, deu uma banana pra torcida rubro-negra e partiu para uma goleada histórica.

O Galo jogou como se estivesse em casa. Atuou com absoluta autoridade e sobrou nas quatro linhas. Não respeitou o terreno adversário, assim como Bernard, um garoto de 19 anos, não respeita os mais velhos.

Bernard foi atrevido, guerreiro, inteligente e merece todos os demais adjetivos elogiosos que restarem. Um espetáculo à parte, cujo ingresso deveria ser cobrado separadamente. Participou dos 3 gols e encerrou o show de gala com um golaço que qualquer craque consagrado assinaria.

E o garoto, pouco a pouco, num plantel recheado de grandes nomes, vai se tornando  um ídolo autêntico da Massa atleticana. Sugiro ao Kalil, como ação preventiva, reajustar o seu contrato de forma a multiplicar o valor da multa rescisória. Prevenir não machuca ninguém.

Mas Bernard não jogou sozinho. Ronaldinho Gaucho, apesar de muito marcado, também se destacou. Gradualmente vai aprendendo a achar os companheiros em campo. E me encanta o entusiamo dele ao comemorar cada gol. Havia tempos que eu não o via assim, com gosto de jogar futebol. No meu entender, o gaúcho reencontrou a alegria de correr atrás de uma bola.

Elogiar Pierre, Réver e Leandro Donizeti é chover no molhado. São incrivelmente regulares. Por mais estranho que pareça, Leonardo Silva não marcou o seu gol. Victor não teve culpa naquela bola cruzada e mesmo que tivesse, pouco me importaria. A segurança que ele trouxe ao sistema defensivo é qualquer coisa de gigantesca. Além do mais, o primeiro gol foi fruto de uma saída rápida de bola que partiu de suas mãos para Júnior César, que acionou Bernard, que por sua vez lançou Ronaldinho Gaucho que dividiu e sobrou para Danilinho. Pegou a defesa do Sport de calças na mão.

Marcos Rocha vem crescendo muito de produção. Ontem, o lateral esteve à altura dos melhores em campo. Jô e Danilinho são importantes demais nesta equipe, não se enganem. Danilinho, que é o jogador mais criticado por aqueles que não leem as entrelinhas do futebol, ironicamente é o artilheiro do time no campeonato nacional.

Enquanto o Galo atropela os adversários, alguns secam, mesmo porque é a única coisa que lhes resta fazer. Fred, centroavante do Fluminense e cruzeirense assumido (faz tempo que saiu do armário), disse antes do jogo que ia torcer dobrado contra o Atlético. A Denize Barros Abreu, apaixonada atleticana exilada nos States, tem uma boa resposta para ele: PRAGA DE MARIA VELHA NÃO MATA GALO GORDO!

Enfim, foi mais uma vitória de uma equipe que, não tenho dúvidas, segue em busca do título nacional. E se permanecer com os pés no chão, sem se empolgar demasiadamente e não abandonar a pegada, tem tudo para, ao final do ano, lotar os hospitais de atleticanos com os corações implodidos no peito!

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CARTA À SENHORA REDE GLOBO DE TELEVISÃO

Não assisto a seus telejornais, porque são pasteurizados e tendenciosos. Porém, dependo de seus serviços para ver o futebol. Mas você transforma minha vida de torcedora em um calvário. Você me irrita e finge que é sem querer.

Eu realmente acho que você não tem o direito de escolher um time de futebol para ocupar grande parte de sua programação esportiva. O Brasil é enorme e possui muitos grandes times, mas em décadas passadas você agia como se só existisse o Flamengo. Sim, o Flamengo dá audiência, mas também é certo que sua torcida cresceu exponencialmente por causa da exposição da marca em todo o país, especialmente considerando-se que a TV era praticamente a única forma de acesso ao dia-a-dia dos clubes.

Agora você parece ter-se cansado do queridinho rubro-negro e adotou outro filhote: o Corinthians.

Em 2006, 2007 e 2008 o São Paulo ganhou o Campeonato Brasileiro, mas não teve sua marca promovida como o Corinthians em 2011.

O Internacional ganhou a Libertadores em 2010. Para você, foi como se nada tivesse acontecido.

O Fluminense deu a volta por cima e foi campeão em 2010. Você nem olhou.

Vasco ganhou a Copa do Brasil em 2011 e brigou pelo título no Campeonato Brasileiro até a última rodada, mas você não deu importância e só fazia matérias com a torcida do Corinthians.

Palmeiras ganhou a Copa do Brasil há duas semanas, de forma invicta, e você fingiu que não viu.

Anteontem, o Atlético obteve uma vitória maiúscula sobre o Internacional e se manteve na liderança do Campeonato Brasileiro com incríveis 25 pontos em 10 rodadas, e o Vasco segue em seu encalço com 23 pontos, mas hoje sua programação foi sobre um tal jogo Flamengo x Corinthians, que fez o time paulista se afastar da zona de rebaixamento. Isso é notícia para ocupar o centro de toda sua programação esportiva?

Ano passado o Santos venceu a Libertadores e foi a Tóquio disputar o Mundial de Clubes, mas você não abriu o mesmo espaço que na Libertadores de 2012. Aliás, quando o Santos jogou a semifinal do Mundial de Clubes, contra o Kashiwa Reysol, você transmitiu o jogo apenas para São Paulo. Será que este ano você vai restringir apenas para São Paulo algum jogo do Corinthians em Tóquio, Rede Globo de Televisão?

Sei que você não vai mudar. Nem perco tempo esperando. Mas escrevo para dizer que já ensaio um riso de satisfação, porque seus dias de poder estão contados.

O mundo está mudando e em pouco tempo não haverá espaço para instituições como você. A irreversível diversificação das fontes de informação impedirá que o país inteiro compre suas escolhas. Aproveite para dar suas últimas cartadas, senhora Rede Globo de Televisão. Quando chegar o dia da sua queda, hei de dançar e cantar com Geraldo Vandré: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar.”

E ainda será pouco.

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ATLÉTICO 3 X 2 SANTOS. POR POUCO NÃO NOS CLASSIFICAMOS NO MINEIRÃO.

O Galo venceu o melhor time do Brasil.

Essa equipe do Santos ainda vai dar o que falar neste ano.

Mas o Galo também vai dar o que falar. Escrevam e me cobrem depois.

Ganhando ou perdendo em Santos na segunda partida, eu estarei satisfeito. É bom demais ver o Galo defender esse escudo sagrado com honra e com dignidade.

Foi um jogaço. Coisa de enviar corações fracos para o Incor. Pau que dava em Francisco por aqui, dava também em Chico por ali.

O Santos parecia dominar o jogo, mas quem oferecia perigo de verdade era o Galo. Aliás, o Atlético está se especializando nisso. Parece subjugado e de repente, parte pra cima de uma forma rápida e incisiva. Foi o time que mais criou chances de gols no primeiro tempo.

Na minha opinião, o Galo fez uma partida muito boa. Tivemos menor posse de bola, mas temos de reconhecer que o Santos tem como característica principal ter o domínio da bola, embora o seu predomínio tenha sido mais no meio, na troca de passes.

Eles ensebam a bola. Bola pra cá, bola pra lá, toques aqui, toques acolá, o time paulista é enjoado até não mais poder.

Mas o Galo jogou muito. A pegada do time foi excepcional no meio e na defesa, com estocadas rápidas para o ataque.

Foi assim que fizemos 3 gols. Pegando a defesa do Santos meio dormindo, meio cochilando.

E novamente perdemos gols, mas não tantos quanto nos últimos jogos.

O Luxemburgo está de parabéns. Armou o time na exata medida de se enfrentar a molecada do Santos.

Só acho que, no momento em que decidiu colocar Renan Oliveira no lugar do Fabiano, nós passamos a jogar com 10. E aí levamos o segundo.

Sei que vou ser acusado pelos renanoliveiristas, que parecem torcer mais por ele do que pro Galo, mas não posso, por uma questão de consciência, deixar de falar o seguinte: o cara não tem a mínima condição de jogar no Atlético!

Ele entrou como se fosse atuar em uma partida entre amigos num clube de veraneio. Enquanto seus companheiros comiam grama, ele passeou em campo. Só faltou fazer pose para fotos.

Muitos podem achar que persigo o cara, que vivo cornetando o sujeito, mas eu não suporto sangue de barata no meio de muita raça e muita luta. Renan Oliveira é o maior chupa-sangue que eu vi nos últimos tempos. É pior que o chupa-cabra de Varginha!

Uma substituição é feita para incendiar o time e enriquecer a dinâmica de jogo.

Mas quando se coloca Renan Oliveira para jogar, é como jogar um balde de gelo na equipe. Depois que ele entrou, nós perdemos o meio de campo completamente.

A partir daí, além de levarmos o segundo gol, quase sofremos o empate. Porque Renan Oliveira é um amador de fins de semana, disposto a se divertir sem compromissos com o resultado.

Vocês, que o defendem de forma insana, são capazes de me citarem uma só  jogada em que ele fez a diferença? Apontem uma só e eu juro que passarei a defendê-lo em todos os post’s futuros!!!

A meu ver, foi o único erro de Luxemburgo. No mais, foi perfeito.

A equipe se portou como o Clube Atlético Mineiro deve se portar diante de sua torcida. Tocou a bola, lançou, deu combate no meio e até no ataque, foi bem por cima e por baixo. Teve lá seus problemas, mas foi se superando na base da raça e da extrema vontade de vencer.

Eu destaco 4 jogadores que fizeram uma excelente partida, embora todos os outros (menos R. Oliveira) tenham jogado bem:

Aranha: Está se tornando, a cada dia que passa, o Aranha da Ponte Preta.

Zé Luis: Muitos duvidavam de seu futebol. Mas ele está jogando uma barbaridade!

Tardelli: Além de 3 gols maravilhosos, ainda ajudou a combater nas laterais. Estava com tanta fome de bola, que se deixassem, ele ajudaria o Aranha debaixo das traves.

Junior: O bom velhinho está com todos os neurônios em ordem, correndo muito e dando aqueles passes que parecem feitos com a mão.

E a torcida do Galo? Que espetáculo. Assisti o jogo arrepiado com o time dentro de campo e a torcida fora dele. Os cânticos alvinegros embalaram a equipe. Posso dizer que a torcida mais fanática do mundo abraçou o time e respirou o mesmo oxigênio, numa sintonia emocionante.

Enfim, temos todas as chances de nos classificarmos em plena Vila Belmiro.

O segundo gol do Santos complicou um pouco a nossa vida, mas vamos nos classificar assim mesmo. Por pouco não encerrávamos a partida com 2 gols de diferença e aí seria duro para o Peixe buscar.

E o melhor:  Nós que, até então, não tínhamos parâmetro para medir a quantas andávamos em termos de equipe, podemos dizer agora:

_ O Galo está em um nível acima da grande maioria dos times brasileiros. Vai dar um trabalho-monstro no campeonato brasileiro.

E vamos partir para as cabeças. Hoje podemos dizer, com o peito inflado, que o Atlético já é, de novo, o Galo Forte Vingador que todos nós conhecemos!

FINALMENTE!!!

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SPORT 0 X 2 ATLÉTICO. RUMO À ESTRADA DE SANTOS.

O Sport lançou mão de todas as suas armas no início, mas não conseguiu furar o bloqueio imposto pelo Atlético, firmemente entrincheirado em todos setores do campo defensivo.

Passado o pseudo-sufoco, o Galo foi se estruturando e tomando conta de todas as ações, embora o Sport parecesse estar correndo mais.

Enquanto os jogadores do time pernambucano se esfalfavam atrás da bola, a nossa equipe fazia a bola correr.

Rodava a bola, virava o jogo, executava o 1-2 a todo momento (ufa! até que enfim!), belíssimas antecipações dos zagueiros, e por aí vai.

Esta é a grande diferença entre um time técnico e outro apenas voluntarioso.

O Sport só teve liberdade de ação enquanto não ultrapassava a linha de meio de campo. A partir daí, a coisa se transformava em uma floresta de pernas alvinegras.

Por isso, o Galo recuperava a posse com uma facilidade inacreditável. E como os atletas jogaram todo o tempo um perto do outro, as triangulações foram frequentes. Coisa linda de se ver!

Cadenciava e acelerava. Acelerava e voltava a cadenciar. Esta foi a tônica da tática adotada por Luxemburgo.

Quando o Galo encerrou o primeiro tempo vencendo por 2 X 0, impondo ao Sport a obrigação de marcar 4, eu posso garantir que o próprio time rubro-negro já tinha decidido entregar pra Jesus, pois só Ele poderia resolver a pendenga.

Na verdade, seria como o milagre da multiplicação dos pães!

E no segundo tempo, quando o Atlético manteve a mesma calma, a mesma pegada lá atrás e idêntico toque de bola no meio e na frente, o “au revoir” do Sport ecoou no estádio muito antes do jogo acabar.

O time pernambucano tem de agradecer aos céus por não ter levado uma histórica e sonora goleada dentro de casa, na frente de seu torcedor.

Tinha caixa para, pelo menos, mais 3, se analisarmos por baixo. A sorte deles é que Renan Oliveira joga do lado de cá e não do lado de lá. Ainda bem que já tinhamos o resultado pronto nas mãos, senão o caldo ia entornar.

Já pensou se o Renan Oliveira resolve meter o pezinho debaixo da bola, a lá Zidane, com o gol vazio e perde gol igual contra o Santos nos últimos minutos, como foi hoje?

No meu entendimento, a equipe se portou muito bem, mas a defesa tem de receber os maiores méritos. Simplesmente não deixou o ataque do Sport andar. Foi uma muralha parecida com os recifes de Boa Viagem, incluindo aí o Aranha, que foi firme.

A equipe pernambucana tropeçou nos passos do frevo, como eu antecipei na prévia do jogo.

Tardelli e Muriqui desencantaram. Junior correu que nem menino e foi o que mais fez a ligação da defesa para o ataque.

Hoje eu vi o dedo de Luxemburgo, como já tinha visto antes contra o cruzeiro. O pobre do Givanildo caiu como patinho na armadilha que ele, ardilosamente, preparou.

É assim que se mostra quem é o melhor técnico do país. Dentro de campo.

E os meninos da Vila que abram o olho, pois se lá tem Neymar, aqui tem Tardelli. Aliás, Tardelli já avisou: _ Não temos medo do Santos!

E eu lhe digo, Diegol. EU TAMBEM NÃO!

Parabéns pela vitória, meu Galo!

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DAQUI A POUCO, ATLÉTICO X SPORT.

Seja de 1, 2 ou mais gols, o Atlético necessita da vitória hoje como um urso polar necessita do gelo para viver.

Não há saída. Na Copa do Brasil, fazer o resultado no primeiro jogo (de ida) é fundamental para encarar o segundo sem queimar muitas pestanas.

Ainda mais quando se trata do Galo, que não costuma jogar sempre bem fora de casa. Às vezes, atua bem, mas não é uma rotina. Nós sabemos disso.

O Sport ainda não perdeu este ano, mas também não enfrentou nenhuma equipe de porte ou de punch.

Por ter morado alguns bons anos em Pernambuco, eu sei que por lá, além de  Sport, Náutico e Santa Cruz, o único que dá pressão em seu próprio campo é o Central de Caruaru. E só em Caruaru.

Nada muito diferente da nossa realidade em Minas Gerais, mas os times de lá são bem piores que os de cá.

Por isso, acredito que o Galo tenha enfrentado equipes mais fortes do que as que o Sport enfrentou.

Apesar de entrar no gramado respeitando o adversário, o Galo tem de partir para cima durante os 90 minutos, sem sossego e sem esmorecimento.

Não posso acreditar que o nosso time repita os apagões das segundas etapas. Não tem o menor sentido.

Creio firmemente que hoje, os jogadores morderão mais que o cachorro do Maradona. Pois precisamos mais do que nunca do resultado.

E mais do que o resultado, o Galo precisa engrenar uma série de vitórias convincentes para dar moral ao time, para encher o peito desses atletas de brio e confiança e inflamar a torcida.

E para que possam divisar a grande oportunidade de fazer história com a camisa alvinegra.

Há que se ter um olho no peixe e outro no gato, pois ao mesmo tempo em que necessitamos de marcar gols, não podemos levá-los. Um gol do Sport complicaria para a partida de volta.

Muitas estocadas ofensivas, muitas tramas inteligentes lá na frente, mas sem descuidar da defesa. Esta é a receita.

O Atlético entra em campo com: Aranha, Carlos Alberto, Werley, Jairo CAMpos e Leandro; Zé Luis, Fabiano, Ricardinho e Renan Oliveira; Tardelli e Muriqui.

É com esses jogadores que defenderemos o nosso escudo glorioso. E a eles muitos incentivos. E só incentivos!!

Pra cima deles, meu Galo. Vamos detonar o Sport!!

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A JORNADA NA COPA DO BRASIL COMEÇA HOJE PARA O GALO.

O Galo entra em campo contra o Juventus do Acre, hoje à noite, com:

Carini, Coelho, Cáceres, Jairo Campos e Leandro; Jonilson, Correa, Ricardinho e Renan Oliveira (ou Obina); Tardelli e Muriqui.

É o início de uma jornada numa competição que nunca foi o nosso forte. Só uma vez alcançamos a semifinal e conseguimos perder para o Brasiliense em Brasília e no Mineirão. Duas derrotas por pura incompetência.

De outra feita, fomos roubados descaradamente por Carlos Eugênio Simon, no Maracanã, frente ao Botafogo. E aí foi pura roubalheira.

Quando não é de um jeito, é de outro.

Mas este ano, depois de um longo e tenebroso período de hibernação, o Galo vem com mais força.

Depois do que vi contra o cruzeiro até os 30 minutos do segundo tempo, posso dizer, sem medo de errar, que o time agora tem uma defesa mais sólida, um meio de campo vibrante  e pegador e um ataque rápido e insinuante.

Ainda falta à equipe maior criatividade no meio, é claro. O time ainda se ressente da ausência de um organizador de jogadas, um municiador de ataque, o responsável pelas tramas inteligentes do meio para a frente.

Falta o toque de Midas por aquele setor, um pé que transforme tudo em ouro.

Mas, como não se acha um jogador desses em qualquer boteco ou mercearia, vamos seguindo adiante da maneira como está.

Se o Galo que jogará doravante for o mesmo que jogou contra o cruzeiro até os 30 minutos do segundo tempo, ouso dizer que seremos candidatos sérios e consistentes ao título da Copa do Brasil.

Não há motivos para não sê-lo. Os jogadores agora sabem do que são capazes. Antes não sabiam. O fator confiança é fundamental em um torneio mata-mata.

Nunca fomos bons copeiros. Mas podemos ser excelentes. O que nos impede?

Vanderlei Luxemburgo está aí justamente para isso. Ele pode fazer a diferença, se conseguir  incutir na cabeça do plantel atleticano o espírito guerreiro essencial para a disputa de um torneio com essas características.

E eu acredito em Luxemburgo. Em pouco tempo, o Galo já está com uma outra cara. Ajustes são necessários, mas estamos quase prontos para a foto. A gravata italiana e o paletó Armani, que ainda não possuímos, virão com mais uma ou duas contratações.

Aí posaremos para a posteridade com a auto-estima refeita e elevada.

Finalizando, não quero deixar passar em branco o seguinte:

Se Obina não jogar, Renan Oliveira estará em campo. E só de pensar nisso, meu corpo fica todo empolado.

Adquiri, ao longo dos anos de experiências frustrantes com este jogador, uma “renantite” crônica que não me larga.

Será que vamos jogar com apenas 10 jogadores mais uma vez? Ou o rapaz finalmente se rendeu à beleza de uma bola de futebol e abandonou o sentimento de nojo que tinha por ela?

É o que veremos nos próximos capítulos.

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