Arquivo da tag: Corinthians

GALODEPENDÊNCIA

colunarobertolopes2Eu tenho, tu tens, ele tem. Nós temos, vós tendes, eles têm.

O torcedor do Galo está dependente. Psicologicamente afetado pela campanha do time. Quimicamente viciado na adrenalina dos jogos.

Para muitos de nós, nunca houve ano tão feliz. Todos aqueles que não viram Reinaldo, Cerezo, Éder e Luisinho jogarem, não viram nada parecido com o que é o Galo de hoje. Eu vi e o vício nunca mais passou. Nas épocas de vacas magras, vivi, qual bebum meio recuperado, um dia de cada vez. Hoje, alguns dias sem vitória dão tremedeira.

Agora, o quadro mudou de vez. Ronaldinho Gaúcho, em carne e osso, declarou que nunca foi feliz como está sendo aqui. Parece pouco? Soa como mentira para ouvidos calejados pela zoação de adversários? Pois eu garanto que representa muito, e é verdade.

É verdade porque está na cara de qualquer um que queira enxergar. Vejam os melhores momentos do jogo com a Ponte. Reparem na festa que Ronaldinho faz para Danilinho no primeiro gol. Notem como ele ficou contrariado com o empate, não deu entrevista protocolar, não falou de 3 pontos, nada disso. Foi seco: – “vacilamos”. Estava pê da vida. Você fica pê da vida com algo que não lhe importa?

Lembrem-se da comemoração longa, depois da arrancada fenomenal que as marias nunca mais vão esquecer. Ronaldinho ciscou no gramado. Ele está feliz.

E os efeitos disso? Pense no Bernard ouvindo o cara, que ele colocava no time do Playstation, dizendo que jogar no Galo é o melhor que está tendo. Pensou? Agora vá além, pense no menino-craque que está surgindo na base de qualquer outro time do Brasil, ouvindo isso. Não é óbvio que qualquer um que ouça vai se perguntar “por quê”?

Por quê um craque, um monstro da bola, com a história que ele tem, com as conquistas que tem, diria isso? E a resposta é o time sim, e é o momento dele também, mas é, ao mesmo tempo, a estrutura, a seriedade da administração e a força da torcida, que não tem igual.

Não vamos nos deixar abater pelo empate com a Ponte. Isso acontece, infelizmente. Vamos curtir o momento e apoiar o time, porque não há nada mais ATLETICANO a se fazer. Se você está vivendo isso pela primeira vez, deixe-se levar e esqueça sua corneta em casa.

É por isso que eu tenho, você tem, todos temos e, agora, Ronaldinho também tem Galodependência.

PARA SEGUIR O COLUNISTA NO TWITTER, clique aqui

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

O DIA EM QUE MINHA MÃE SE TORNOU ATLETICANA

colunarobertolopesNa campanha do Galo de 1999, a partir das oitavas de final, eu adotei um ritual. Como morava no Rio de Janeiro, vinha todo final de semana que tinha jogo, ia ao Mineirão e pegava a estrada direto para voltar depois dos jogos. Chegava ao RJ de madrugada, sempre feliz.

Naquele ano, pra quem se lembra, os mata-matas eram em três jogos, sendo os dois últimos na casa do time que tinha feito melhor campanha. O Galo chegou à final contra o Corinthians, um jogo no Mineirão, dois em SP.

Vim para BH, obviamente. Na saída para comprar os ingressos, perguntei para minha mãe e para minha irmã se não queriam ir comigo. Não há notícia de qualquer uma delas em um estádio antes disso. Disse para a minha mãe que ela ia se apaixonar pela torcida do Galo. Ela se animou, acho que mais pela minha empolgação do que por qualquer outra coisa – mãe é mãe – e decidiu ir. Ficou toda feliz quando emprestei para ela uma das minhas camisas do Galo, para ela poder ir vestida a rigor. Minha irmã, flamenguista como meu pai, disse que ia também, mas se recusou a vestir uma camisa do Galo.

Minha mãe gostava de futebol, mas nunca tinha declarado torcida para nenhum time. Dizia que torcia para a seleção – e como torcia, ficava doidinha. Era comum ouvir ela explicando, depois de alguma vitória do Brasil: “Isso é bonito demais, gente!”

Aliás, se tinha Brasil escrito em algum lugar do uniforme, podia ser seleção de qualquer coisa, purrinha ou copo d’água, ela torcia, e muito.

A paixão da minha mãe era essa: o Brasil. O esporte era só um meio de comunicação com a pátria. Não é difícil entender porque uma mulher que era 100% a favor da liberdade e foi presa, grávida de nove meses, no auge da ditadura, gostava tanto de poder gritar Brasil sem medo.

Pois lá foi ela, vestida de preto-e-branco, mais por amor ao filho do que por amor ao Galo. Naquele dia estiveram em campo 90 mil atleticanos. Chegamos bem mais cedo, para ter certeza de pegar um bom lugar na arquibancada, e então tivemos tempo de saborear a torcida durante muito tempo antes do jogo.

O Galo fez um gol com 1 minuto de jogo. Não me esqueço da cena da Gaviões abaixando o bandeirão correndo para ver o que tinha acontecido.

O Galo deu um show e ganhou por 3×2. A torcida deu um show maior  ainda e, cantando o hino, ganhou mais uma integrante, minha mãe. Vestida em preto-e-branco, ela explicou: “Isso é bonito demais, meu filho!”, e me agradeceu muitas vezes, depois desse dia, por ter proporcionado a ela a visão tão próxima de 90 mil amores incondicionais.

Julia se foi num dia 13, no ano de 2011. Sofreu um AVC logo depois de passar a madrugada torcendo para a seleção brasileira de vôlei. Sempre brasileira. Sempre minha mãe. Atleticana desde uma vez, em 1999, até morrer.

PARA SEGUIR O COLUNISTA NO TWITTER, clique aqui

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

DEPENDÊNCIA TARDELLIANA E O LU(I)XO DO MINEIRÃO.

diego-tardelli-comemora-gazeta-press-436SOBRE O JOGO:

Eu tinha dúvidas sobre a real importância de Bernard e Tardelli no dinamismo tático da equipe atleticana. Hoje não tenho mais. Os dois jogadores, mais Ronaldinho Gaucho, são os responsáveis diretos pelo jogo criativo, veloz e envolvente que o Galo desenvolvia até então.

Com suas ausências, a equipe empobreceu tecnicamente de uma tal forma que no jogo contra o Villa Nova custou a estabelecer um domínio claro das ações em campo. Pelo contrário, em alguns momentos, o Villa é que ditou o ritmo.

Em elenco com as  ambiciosas aspirações do Galo este ano, deveria existir reservas à altura dos titulares para que o time não sentisse tanto. Só como exemplo, peguem o plantel do Corinthians. Saem dois ali e o time não sente nem cosquinha. Têm reservas que mantêm o nível, o esquema e a fluidez de jogo.

Essa hiper-dependência de dois jogadores não é um bom sinal para o Atlético. Embora quase incomparáveis tecnicamente, deveriam ter peças de reposição com as mesmas características.

Até que Bernard tem em Luan um substituto que produz razoavelmente pelo lado esquerdo, embora corra mais do que raciocina. Mas Tardelli está absolutamente descoberto.

SOBRE O MINEIRÃO:

Considero o Mineirão um curral de luxo que trata gado holandês como gado pé duro. Com o ingresso na mão, a torcida enfrentou gargalos para entrar no estádio e algumas pessoas, apesar de terem chegado bem antes do início do jogo, só conseguiram assistí-lo aos 40 minutos do 1º tempo. Um absurdo de incompetência. Um verdadeiro acinte ao consumidor. E o pior, impunemente!

Segundo o dr. Jarbas Lacerda, o Galo deverá receber apenas 43% da renda. Isso traduz fielmente a ação entre amigos que o governo mineiro estabeleceu no estado. O protagonista do espetáculo _ que leva 48.000 pagantes ao estádio _ é o clube. Entretanto, quem ganha é a empreiteira. Absurdo dos absurdos!

Os pouco mais de 8.000 ingressos de renda exclusiva da Minas Arena (anel inferior) não foram vendidos, deixando vazios na arquibancada. A empreiteira carioca não se interessou em vendê-los. Seriam mais de R$ 1.300.000,00  a serem reduzidos nos pagamentos (R$ 3.700.000,00) que o governo, idiotamente, realiza todo santo mês.

Por ter esse montante garantido, a Minas Arena não se move para vender ingressos. Afinal, com um contrato assinado no qual a empreiteira entrou com a p… e todos nós (povo, clubes e governo) com a bunda, que interesse haveria? Às custas de amigos políticos, botaram o burro na sombra!

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

TORCEDORES TÊM QUE SER DE VERDADE, ORGANIZADOS OU NÃO

colunarobertolopesHá algum tempo tenho pensado mais sobre torcidas organizadas do que ordinariamente faço. Como nunca fui integrante de uma, e sempre me preocupei mais com o time do que com elas, esse tema nunca mexeu muito comigo. É possível que este seja mais um dos muitos sintomas dessa insensibilidade que o mundo de hoje provoca na gente. Minhas reflexões recentes, aliás, começaram de forma meio egoísta, por conta de seguidas decepções causadas por fatos envolvendo a principal torcida do Galo (durante anos, quase a única): a Galoucura.

Integrantes dessa torcida assassinaram um cruzeirense há algum tempo. Nada justifica um absurdo desses.

Depois da reabertura do Independência fui a praticamente todos os jogos no estádio, da Copa do Brasil, do Brasileiro, do mineiro e da Libertadores. Concluí que a Galoucura já não é a mesma. Em vários jogos, a torcida não-organizada apoiou e empurrou muito mais do que a organizada. Ninguém me contou, eu vi e ouvi.

Há algumas semanas, finalmente, vim a saber que a torcida confeccionou (parece que já faz mais tempo) uma bandeira com Renê Barrientos, o militar boliviano que prendeu e matou Che Guevara. A pergunta óbvia: mas por quê isso? A resposta: é porque o símbolo da organizada rival azul-calcinha é o revolucionário argentino-cubano. A Galoucura justificou, em nota oficial no site, dizendo que não tem nada contra a democracia ou a favor da ditadura, mas fez isso apenas por rivalidade.

Barrientos tomou o poder na Bolívia com um golpe apoiado pela CIA, e derrubou um governo democraticamente eleito. Insanidade, burrice, ignorância, tudo tem limite. Meu respeito pela Galoucura, que já foi grande e veio minguando, acabou de vez.

Obviamente, não é privilégio nosso. Há algumas semanas aconteceu o inacreditável episódio da morte do menino Kevin Spada causada por integrantes da organizada do Corinthians. O clube foi punido, a princípio de forma mais dura, e depois a Conmebol “aliviou”. Um menor de idade, aparentemente “laranja”, veio a público dizer que era o culpado, e, ao que tudo indica, ganhou uma bolsa de estudos da torcida, agradecida que estava.

A torcida do Coritiba quebrou o estádio quando o clube foi rebaixado, há alguns anos.

Membros da torcida organizada do Palmeiras acabam de agredir o time no aeroporto. Esse pessoal, aliás, é bom nisso, já deve ser a centésima vez que eles agridem jogador do time.

Exemplos não faltam.

Qualquer reflexão sobre estas organizações e sobre as pessoas que as integram passam por uma pergunta: O QUÊ eles são? São torcedores, ou outra coisa? O quê?

Então, quem é torcedor e quem não é? Qualquer um que vai ao campo é torcedor? Para mim, não.

É torcedor, penso eu, quem vai ao campo e leva seu filho, sua filha, seu pai, sua mãe, para que estes sejam testemunhas de um ato de devoção, de amor. É quem se junta com os amigos para fazer crescer o apoio ao time. É quem vai para o campo, sozinho que seja, cantar o hino e gritar o nome do clube, e até xingar o juiz, por quê não? Não é quem sai de casa para brigar ou cantar que “vai dar porrada” e fazer e acontecer.

Torcedor, na minha opinião, é quem vai ao campo só porque gosta do time, porque quer vê-lo ganhar. É quem dá seu amor, seu tempo, seu dinheiro, sem pedir, esperar ou receber nada em troca. É quem gasta o salário para comprar ingresso, refrigerante, cerveja, passagem, tropeiro e o que mais houver, e dá seu tempo e sua voz ao clube que ama para estar ali, no estádio, sem receber NENHUMA vantagem do clube por isso.

Se houver qualquer contrapartida do clube, a relação, para mim, já não tem o mesmo valor. Já não é torcedor, é outra coisa e, sinceramente, saber que outra coisa é essa importa mais para a polícia do que para a torcida de verdade.

Ninguém sabe direito o que as organizadas ganham, mas é certo que ganham. Em alguns casos, ingressos de graça, às vezes ingressos mais baratos, que repassam com lucro, igualzinho (!) aos cambistas, outras vezes o transporte. Procure na internet e você vai ver. Em governança corporativa, dá-se a essa situação o nome de “conflito de agência”, onde quem deveria defender os interesses de quem o colocou em determinada posição acaba defendendo interesses próprios e conflitantes e, ainda que não deliberadamente, termina prejudicando aquele que deveria ser beneficiado.

A torcida deveria se organizar, sim, mas a torcida de verdade, aquela que gosta do clube, não do bolso do clube. Aquela que não tem conflito de interesses. No caso do Galo, movimentos organizados recentes, como os Embaixadores do Galo, a Fúria Alvinegra, o Movimento 105 Minutos, são exemplos de torcedores reais que se organizaram para torcer. Isso é torcida organizada, como o próprio nome diz.

A gota d’água, aliás, para eu escrever este texto, foi uma sequência de tuítes dos Embaixadores do Galo de dois dias atrás, onde eles disseram: “Agradecemos o carinho, os elogios que nós, Embaixadores do galo, estamos recebendo. Mas é bom enfatizar que fazemos parte da MASSA… e é a Massa q faz com que tudo isso seja um show! Somos uma das atraçoes. Agradecemos o apoio de todas as torcidas que nos acolheram de braços abertos e entenderam a nossa causa… Nao estamos concorrendo com ninguem. É TUDO EM PROL DO GALO MAIS LINDO DO MUNDO… Só uma obs: CAIU NO HORTO ,TA MORTO!!!!!”

Gente que não é torcedor DE VERDADE, que tem interesses contrapostos aos do clube, não pode formar uma “torcida organizada”. Pode, no máximo, formar uma organização qualquer, mas para se aproveitar, não para “torcer”, no sentido puro – e verdadeiro – da palavra.

Se eu pudesse falar a todos os atleticanos, que eu acredito – e os números provam – serem muito acima da média como torcedores, pediria para irem a campo, para cantarem o hino, gritarem o nome do time, apoiarem o tempo todo. Pediria para nunca vaiar ou xingar jogador, pelo menos não antes de acabar o jogo. Pediria, enfim, para nunca cantarem gritos de qualquer organização que, não estando ali incondicionalmente, está abaixo deles, torcedores verdadeiros, na relação com o time.

Cabe a nós, torcedores, apenas isso: torcer pelo Galo. Não nos aproveitarmos dele.

Cabe ao Galo não se deixar usar.

PARA SEGUIR O COLUNISTA NO TWITTER, clique aqui

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL!

Disputar 9 pontos nos últimos 3 jogos e só ganhar 2 significa queda de produção? Será que isso pode ser tratado como um apagão?

O fato é que estacionamos nos 44 pontos e só não deixamos escapar a liderança porque o Figueirense foi macho o suficiente para empatar um jogo em que estava perdendo de 2 a 0 para o Fluminense. E só não virou porque o bandeirinha inventou um impedimento e anulou um gol perfeitamente legal.

Aquela gordurinha foi-se. Defenestrou-se. Mas permite que o Galo siga como líder do campeonato mais difícil do mundo.

Na minha opinião, das 3 derradeiras partidas, o Galo só atuou mal no segundo tempo contra o Corinthians. Considero uma fatalidade o empate contra o cruzeiro. Nem os rivais acreditavam mais. E se a falta no Guilherme fosse marcada, seriam 3 pontos na sacolinha.

Devido à intensidade da disputa contra os smurfs da enseada, houve um natural relaxamento contra a Ponte Preta. Não estou dizendo que foi intencional, pois não foi. Embora cedendo espaços em profusão (por ter reduzido a pegada de outros jogos), agravado pelas equivocadas substituições (excessivamente ousadas) do Cuca, a equipe atuou bem.

Na primeira etapa, em pleno Pacaembu lotado, o Galo se impôs diante do Corinthians. A pegada voltou, o time marcou e atacou bem. Atuou como se estivesse no Independência. Bernard e Jô tiveram chances de marcar e não marcaram. Andam precisando treinar finalizações. Não adianta criar se não cravar a bola na casinha!

Entretanto, houve uma acentuada queda de produção no segundo tempo. Os erros foram demasiados e pela primeira vez neste campeonato, fomos dominados sem oferecermos a mínima resistência. Só reagimos quando Emerson foi expulso. E novamente fomos prejudicados com a anulação de um gol legítimo. Não houve falta do Leonardo Silva e nem impedimento. Nada vezes nada!

E, naquelas alturas, merecendo ou não, gol legal é gol no placar! Futebol é assim. Ou teríamos de abrir mão do gol porque jogávamos mal? Isso é puro surrealismo de torcedor que quer ver o time vencendo só dando show. Falácia absurda que povoou o twitter após o jogo. Fosse assim, o Fluminense não estaria na nossa cola. Pratica um futebol feio, cheio de chutões, maltrata a gorduchinha e, no entanto, está na ponta da tabela.

O sistema de marcação do Galo, desde a primeira partida, é baseado na recomposição de TODOS os jogadores sem a posse da bola. Até o Jô ajuda. É muito bacana para quem vê, mas extremamente desgastante para o atleta, não se iludam. Danilinho e Bernard talvez sejam os jogadores que mais correm quilômetros/partida no Brasil atualmente.

Isso tem um preço que se paga com pontos perdidos. O corpo humano tem seus limites. Cuca e Carlinhos Neves já devem estar dando tratos à bola na busca de uma solução que amenize esse desgaste. Se não for assim, a cada jogo a pegada será menor. E não será por preguiça, posso garantir com a mais absoluta certeza. Nem sempre querer é poder.

Enfim, espero que o Galo retome sua caminhada vitoriosa na partida de amanhã contra o Bahia e refaça a tal gordura. Este é o momento que a torcida atleticana mais precisa estar ao lado da equipe, mesmo que a momentânea instabilidade se estenda um pouco mais.

E entenda, caro irmão alvinegro, que ser líder faz de todo oponente um adversário com sangue nos olhos e potencializa suas virtudes, mesmo que poucas. Afinal, todos querem tirar uma casquinha do melhor time.

Então, bola para frente. Ninguém falou que seria fácil!

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

GALODEPENDÊNCIA

Eu tenho, tu tens, ele tem. Nós temos, vós tendes, eles têm.

O torcedor do Galo está dependente. Psicologicamente afetado pela campanha do time. Quimicamente viciado na adrenalina dos jogos.

Para muitos de nós, nunca houve ano tão feliz. Todos aqueles que não viram Reinaldo, Cerezo, Éder e Luisinho jogarem, não viram nada parecido com o que é o Galo de hoje. Eu vi e o vício nunca mais passou. Nas épocas de vacas magras, vivi, qual bebum meio recuperado, um dia de cada vez. Hoje, alguns dias sem vitória dão tremedeira.

Agora, o quadro mudou de vez. Ronaldinho Gaúcho, em carne e osso, declarou que nunca foi feliz como está sendo aqui. Parece pouco? Soa como mentira para ouvidos calejados pela zoação de adversários? Pois eu garanto que representa muito, e é verdade.

É verdade porque está na cara de qualquer um que queira enxergar. Vejam os melhores momentos do jogo com a Ponte. Reparem na festa que Ronaldinho faz para Danilinho no primeiro gol. Notem como ele ficou contrariado com o empate, não deu entrevista protocolar, não falou de 3 pontos, nada disso. Foi seco: – “vacilamos”. Estava pê da vida. Você fica pê da vida com algo que não lhe importa?

Lembrem-se da comemoração longa, depois da arrancada fenomenal que as marias nunca mais vão esquecer. Ronaldinho ciscou no gramado. Ele está feliz.

E os efeitos disso? Pense no Bernard ouvindo o cara, que ele colocava no time do Playstation, dizendo que jogar no Galo é o melhor que está tendo. Pensou? Agora vá além, pense no menino-craque que está surgindo na base de qualquer outro time do Brasil, ouvindo isso. Não é óbvio que qualquer um que ouça vai se perguntar “por quê”?

Por quê um craque, um monstro da bola, com a história que ele tem, com as conquistas que tem, diria isso? E a resposta é o time sim, e é o momento dele também, mas é, ao mesmo tempo, a estrutura, a seriedade da administração e a força da torcida, que não tem igual.

Não vamos nos deixar abater pelo empate com a Ponte. Isso acontece, infelizmente. Vamos curtir o momento e apoiar o time, porque não há nada mais ATLETICANO a se fazer. Se você está vivendo isso pela primeira vez, deixe-se levar e esqueça sua corneta em casa.

É por isso que eu tenho, você tem, todos temos e, agora, Ronaldinho também tem Galodependência.

PARA SEGUIR O COLUNISTA NO TWITTER, clique aqui

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

O FANTASMA A SER EXORCIZADO

O Atlético é hoje um dos grandes favoritos ao título brasileiro.

Alguém duvida? Podem dizer que está muito cedo pra afirmar, podem arrumar desculpa, mas a campanha até agora, de 10 vitórias em 12 jogos, o credencia como um dos times que vão brigar na parte de cima da tabela em 2012.

A euforia faz parte, o torcedor tem mesmo que acreditar, que vislumbrar a possibilidade de título. Mas a carência atleticana tende a antecipar as coisas. O Galo ainda não é campeão. E ninguém sabe se de fato será ao final do campeonato, por mais que o otimismo tome conta dos corações alvinegros.

Mas ainda existe uma desconfiança presente no íntimo do mais otimista dos torcedores. Pode ser que ele não admita nem pra si, que apele pros anjos ou pra qualquer entidade de sua crença, mas ela está lá. E ela acompanha qualquer atleticano desde o fatídico dia 5 de março de 1978, tendo ele presenciado ou não este fato.

Em 1977, um time INVICTO e com muito a frente do 2°colocado. Total favorito ao título perde a decisão nos pênaltis, diante de um Mineirão lotado. E com direito ao São Paulo, perdendo cobrança atrás de cobrança. Mas o Galo repetia e aumentava a dose. Resultado… a perda de um título dado como certo. Uma certeza que escorria pelos dedos. Um sofrimento inimaginável, até pra mim que viria a nascer 8 anos depois.

O Fantasma nasceu dessa derrota. E em vez de ser exorcizado e morto, despachado pros confins do inferno, ganhou força com os acontecimentos a seguir.

1980, uma verdadeira máquina de jogar futebol. Luizinho, Éder, Cerezo, Reinaldo… Maracanã lotado e briga de igual pra igual com o Flamengo de Zico. A derrota presente.

1981, a Libertadores que mais uma vez aquela máquina de jogar bola atropelava adversário por adversário e foi parada pelo Flam… ou melhor, por José Roberto Wright. Mas parou. Não ganhou. E é mais um peso no subconsciente de derrotas alvinegro.

1985, o Atlético chega numa semifinal de Brasileiro com Bangu, Coritiba e Brasil de Pelotas. Após uma campanha avassaladora, irretocável nas fases anteriores. E o time consegue ser eliminado pelo Coxa tomando apenas 1 gol nas duas partidas.

O Fantasma Derrotista já estava criado. E forte. Apesar do otimismo sempre latente do atleticano, do espírito do “Agora Vai”, do “Esse ano é nosso” ou até mesmo do “ano que vem não escapa”…

Comecei a sentir a presença desta “entidade” na década de 90.

Em 1995, uma vitória acachapante sobre o Rosario Central no Mineirão. 4 x 0 e garantia de título CERTO. Quem iria reverter uma vantagem de 5 gols??? O bicampeonato da Conmebol já era do Atlético, só gravar o nome na taça. E aquilo aconteceu…

1999, após uma campanha regular no Campeonato Brasileiro, o time consegue a classificação na última rodada. Enfrenta um Cruzeiro super-favorito e atropela em apenas 2 jogos (enquanto todos os outros adversários precisaram de 3). Chega à final embalado, ganha do Corinthians (um dos melhores times que já vi jogar na vida) no 1º jogo, perde o segundo e no terceiro, por causa de 1 GOL… 1 GOL deixa escapar o título.

2001, timaço! Melhor meio campo do Brasil eleito pela Revista Placar (Gilberto Silva, Djair, Valdo e Ramon), atropelou o Grêmio nas quartas e cai diante de um São Caetano, debaixo d’água no interior paulista.

2009, campanha também irretocável, com um iluminado Diego Tardelli prestes a virar o maior ídolo da história do clube caso o planejado se concretizasse. O freio de mão é puxado na reta final do campeonato e o time fica fora até de uma das vagas na Libertadores, chegando à rodada final não brigando mais por nada.

E pra fortalecer ainda mais o Fantasma, vieram os anos subseqüentes, as agonias contra o rebaixamento e o 04 de dezembro de 2011…

A história mostra que quando se trata de Atlético, a cautela nunca é demais. Essas derrotas ainda assombram o subconsciente do Galo. Ainda estão presentes, soprando no ouvido do mais fiel atleticano, ao menor sinal de vacilo, que ainda não é dessa vez, que tudo vai se repetir.

E é esse Fantasma que precisa ser exorcizado!

Não sei se com a confiança exagerada e o apoio total e irrestrito como vem sendo demonstrado, mas é uma alternativa mais do que válida. O atleticano esse ano tem todos os motivos pra acreditar. E ele tem razão de acreditar. Tem um time forte, joga o melhor futebol do país, tem elenco com peças de reposição… o Atlético se preparou como nunca pra ser campeão!

Mas vai ter que saber perder. Vai ter que saber lidar com as derrotas, que acredite ou não, ELAS VIRÃO. Elas são normais, ainda mais num campeonato como este. O Cruzeiro de 2003 perdeu 2 partidas seguidas, sendo uma delas pro Juventude-RS em pleno Mineirão. Mas soube se recuperar bem. Todos os campeões perderam, mas souberam se recuperar. Pela história, pela pressão e pelo maldito subconsciente derrotista, o Atlético saberá? O Fantasma está calado, mas sabe que a hora de atacar virá. Assim que surgir a derrota, a má atuação, o resultado inesperado…

E é nessa hora que o Galo terá de provar que o passado ficou realmente pra trás. Que nada daquilo mais contará. Pelo menos por um momento, que se esqueça a história. O que conta é o futuro. O Fantasma está pronto pra ser morto e o ano é este. Daí pra frente, sem o peso das derrotas passadas e com a “entidade” despachada, o Galo poderá voltar a ser gigante, mas dessa vez acordado.

E pronto pra qualquer briga!

PARA SEGUIR ESTE COLUNISTA NO TWITTER, clique aqui

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

ATLÉTICO 2 X 0 SANTOS – COM ESSE TIME NÃO SE BRINCA!

Com direito a uma recepção de arrepiar até o mais frio dos mortais, a equipe do Galo soube, desde sua chegada ao Independência, que o apoio da Massa seria avassalador.

O infernal tsunami alvinegro voltou em grande estilo para manter viva a chama da esperança e mostrar que aquela fidelidade incondicional é eterna.

E foi assim que os jogadores, contagiados pelo espírito vibrante que receberam da torcida lá fora, transformaram-no, dentro do gramado, em energia para lutar em busca de mais uma vitória.

Porém, não foi uma vitória tranquila. O Santos, apesar de desfalcado de 7 jogadores, demonstrou que a Vila Belmiro é uma fábrica de bons jogadores. E atuou muito bem, essa que é a verdade.

Mas enfrentar o Atlético hoje em dia não é uma tarefa das mais fáceis. Além de jogar em toques de primeira, lançamentos inesperados, triangulações em todos os setores, o Galo combate o oponente com uma gana inigualável.

Só para ilustrar: O Atlético, com a bola, tem dois pontas direitas (Danilinho e Marcos Rocha). Sem a bola, tem dois laterais direitos! Ou seja, o espaço para o adversário jogar fica muito reduzido, pois no meio e na esquerda ocorrem a mesma coisa.

Equilíbrio e iniciativa são as marcas dessa equipe que eu reputo, neste momento, um verdadeiro timaço. Vai jogar bonito assim lá longe! E jogam feio quando é preciso.

Ontem, Victor assistiu ao jogo, mas quando o jogador santista deu aquela cabeçada fulminante, lá estava ele para realizar monumental defesa. Goleiro bom é para essas horas!

Na minha opinião, todos jogaram muito bem. Entretanto, eu seria injusto se não citasse a espetacular partida que Marcos Rocha fez. Autor de 2 assistências, o garoto mostrou que está em grande forma. No mesmo nível, Danilinho e Ronaldinho Gaucho sobressaíram com um trabalho incansavelmente coletivo.

O bom no Galo é que ninguém fica penteando a bola procurando aparecer mais do que os outros. Ali dentro das 4 linhas, qualquer espectador enxerga só seriedade. E, exatamente por ser assim, vê COMPETÊNCIA EM SUA FORMA MAIS PURA!

Competência para vencer os 11 adversários e mais o trio de árbitros, que fizeram de tudo para mudar o resultado do jogo. Marcamos 4 gols para valerem 2. No próximo post, o Eduardo Rodrigues falará a respeito, por isso, evitarei aprofundar-me no assunto.

Mas a verdade é que forças ocultas _ como eu tinha previsto _ já estão se organizando para jogarem água na nossa fervura. Ontem foi uma palhaçada explícita em pleno Independência, na fuça de 20 mil torcedores! Precisamos nos unir contra o esse apito assaltante que altera, na maior cara de pau, os resultados de todo o trabalho de um clube.

Estão tentando fazer do campeonato brasileiro um campeonato espanhol, onde só existem 2 times, Barcelona e Real Madrid. Aqui seriam Corinthians e Flamengo. E o resto que se dane!

Enfim, com juiz ou sem juiz, acondicionamos mais 3 pontos na sacolinha e somos o time com melhor aproveitamento nas 12 primeiras rodadas na era dos pontos corridos.

E se o Fluminense não abrir o olho, vai levar uma tamancada em pleno Engenhão. Com esse time NÃO SE BRINCA, meu amigo!

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

Assistam aos melhores momentos:

SPORT 1 X 4 ATLÉTICO – BERNARD NELES!

Nem chuva, nem campo ruim, nem torcida contra são capazes de frear a tenacidade de um time que não teme ninguém.

Nem por um momento, mesmo quando perdia por 1 a 0, eu duvidei da vitória. Isso não é arrogância ridícula de líder não. Isso é CONFIANÇA na solidez do esquema e na entrega desmedida de cada jogador que veste hoje esta camisa.

O segundo tempo do Atlético foi primoroso, no mesmo nível daquela monumental apresentação contra o Internacional. O que não encaixou na primeira etapa entrou nos eixos na segunda. A partir daí, o time tomou conta do jogo, deu uma banana pra torcida rubro-negra e partiu para uma goleada histórica.

O Galo jogou como se estivesse em casa. Atuou com absoluta autoridade e sobrou nas quatro linhas. Não respeitou o terreno adversário, assim como Bernard, um garoto de 19 anos, não respeita os mais velhos.

Bernard foi atrevido, guerreiro, inteligente e merece todos os demais adjetivos elogiosos que restarem. Um espetáculo à parte, cujo ingresso deveria ser cobrado separadamente. Participou dos 3 gols e encerrou o show de gala com um golaço que qualquer craque consagrado assinaria.

E o garoto, pouco a pouco, num plantel recheado de grandes nomes, vai se tornando  um ídolo autêntico da Massa atleticana. Sugiro ao Kalil, como ação preventiva, reajustar o seu contrato de forma a multiplicar o valor da multa rescisória. Prevenir não machuca ninguém.

Mas Bernard não jogou sozinho. Ronaldinho Gaucho, apesar de muito marcado, também se destacou. Gradualmente vai aprendendo a achar os companheiros em campo. E me encanta o entusiamo dele ao comemorar cada gol. Havia tempos que eu não o via assim, com gosto de jogar futebol. No meu entender, o gaúcho reencontrou a alegria de correr atrás de uma bola.

Elogiar Pierre, Réver e Leandro Donizeti é chover no molhado. São incrivelmente regulares. Por mais estranho que pareça, Leonardo Silva não marcou o seu gol. Victor não teve culpa naquela bola cruzada e mesmo que tivesse, pouco me importaria. A segurança que ele trouxe ao sistema defensivo é qualquer coisa de gigantesca. Além do mais, o primeiro gol foi fruto de uma saída rápida de bola que partiu de suas mãos para Júnior César, que acionou Bernard, que por sua vez lançou Ronaldinho Gaucho que dividiu e sobrou para Danilinho. Pegou a defesa do Sport de calças na mão.

Marcos Rocha vem crescendo muito de produção. Ontem, o lateral esteve à altura dos melhores em campo. Jô e Danilinho são importantes demais nesta equipe, não se enganem. Danilinho, que é o jogador mais criticado por aqueles que não leem as entrelinhas do futebol, ironicamente é o artilheiro do time no campeonato nacional.

Enquanto o Galo atropela os adversários, alguns secam, mesmo porque é a única coisa que lhes resta fazer. Fred, centroavante do Fluminense e cruzeirense assumido (faz tempo que saiu do armário), disse antes do jogo que ia torcer dobrado contra o Atlético. A Denize Barros Abreu, apaixonada atleticana exilada nos States, tem uma boa resposta para ele: PRAGA DE MARIA VELHA NÃO MATA GALO GORDO!

Enfim, foi mais uma vitória de uma equipe que, não tenho dúvidas, segue em busca do título nacional. E se permanecer com os pés no chão, sem se empolgar demasiadamente e não abandonar a pegada, tem tudo para, ao final do ano, lotar os hospitais de atleticanos com os corações implodidos no peito!

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

CARTA À SENHORA REDE GLOBO DE TELEVISÃO

Não assisto a seus telejornais, porque são pasteurizados e tendenciosos. Porém, dependo de seus serviços para ver o futebol. Mas você transforma minha vida de torcedora em um calvário. Você me irrita e finge que é sem querer.

Eu realmente acho que você não tem o direito de escolher um time de futebol para ocupar grande parte de sua programação esportiva. O Brasil é enorme e possui muitos grandes times, mas em décadas passadas você agia como se só existisse o Flamengo. Sim, o Flamengo dá audiência, mas também é certo que sua torcida cresceu exponencialmente por causa da exposição da marca em todo o país, especialmente considerando-se que a TV era praticamente a única forma de acesso ao dia-a-dia dos clubes.

Agora você parece ter-se cansado do queridinho rubro-negro e adotou outro filhote: o Corinthians.

Em 2006, 2007 e 2008 o São Paulo ganhou o Campeonato Brasileiro, mas não teve sua marca promovida como o Corinthians em 2011.

O Internacional ganhou a Libertadores em 2010. Para você, foi como se nada tivesse acontecido.

O Fluminense deu a volta por cima e foi campeão em 2010. Você nem olhou.

Vasco ganhou a Copa do Brasil em 2011 e brigou pelo título no Campeonato Brasileiro até a última rodada, mas você não deu importância e só fazia matérias com a torcida do Corinthians.

Palmeiras ganhou a Copa do Brasil há duas semanas, de forma invicta, e você fingiu que não viu.

Anteontem, o Atlético obteve uma vitória maiúscula sobre o Internacional e se manteve na liderança do Campeonato Brasileiro com incríveis 25 pontos em 10 rodadas, e o Vasco segue em seu encalço com 23 pontos, mas hoje sua programação foi sobre um tal jogo Flamengo x Corinthians, que fez o time paulista se afastar da zona de rebaixamento. Isso é notícia para ocupar o centro de toda sua programação esportiva?

Ano passado o Santos venceu a Libertadores e foi a Tóquio disputar o Mundial de Clubes, mas você não abriu o mesmo espaço que na Libertadores de 2012. Aliás, quando o Santos jogou a semifinal do Mundial de Clubes, contra o Kashiwa Reysol, você transmitiu o jogo apenas para São Paulo. Será que este ano você vai restringir apenas para São Paulo algum jogo do Corinthians em Tóquio, Rede Globo de Televisão?

Sei que você não vai mudar. Nem perco tempo esperando. Mas escrevo para dizer que já ensaio um riso de satisfação, porque seus dias de poder estão contados.

O mundo está mudando e em pouco tempo não haverá espaço para instituições como você. A irreversível diversificação das fontes de informação impedirá que o país inteiro compre suas escolhas. Aproveite para dar suas últimas cartadas, senhora Rede Globo de Televisão. Quando chegar o dia da sua queda, hei de dançar e cantar com Geraldo Vandré: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar.”

E ainda será pouco.

PARA SEGUIR A COLUNISTA NO TWITTER, clique aqui

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

ATLÉTICO 1 X 0 CORINTHIANS – A RAÇA QUE NOS ENOBRECE!

Permitam-me não ser tão realista e esquecer, por momentos, que não temos a equipe ideal. Permitam-me não pisar o chão. Deixemos isso para o decorrer da semana, não hoje.

Hoje eu quero tão somente comemorar a minha mais honrosa condição de ser humano: ser atleticano em todos os ambientes por onde passei, em todos os momentos em que chorei ou vibrei, ou até nas figuras das mulheres que eu amei! Pode-se amar, pode-se chorar, pode-se sorrir, sempre carregando dentro do coração, tatuada, a frase que sacramenta o infinito: EU SOU ATLETICANO!

Permitam-me  extravasar a alegria que eu sinto ao ver o time alvinegro lutar por uma vitória como se estivesse defendendo a própria vida. Por enxergar novamente o brio nos olhos das feras e ver que, finalmente, cada um entendeu que a camisa que a torcida veste com devoção nas arquibancadas é a mesma que ele tem de vestir com sangue e suor em campo.

Hoje não quero saber de técnica ou qualidade. Hoje eu celebro a raça, a entrega e o amor contido em cada dividida.

A mesma gana de Doriva, de Éder Lopes, de Cincunegui, de Jorge Valença, de Éder Aleixo e tantos outros. De MUITOS outros!

E de Pierre, na cancha, o símbolo mais perfeito da paixão que carregamos aqui fora!

Pierre deixa o coração em campo, molha o gramado com o seu sangue. Ele não é nenhum craque, não é o melhor do time, mas um atleticano se emociona ao vê-lo jogar.

Porque o atleticano é assim, nasceu e vai morrer assim. Que venham craques habilidosos, mas que dentro deles more a alma feita de aço do alvinegro das alterosas. Sem isso, nada fará sentido para nós.

Pierre não joga. ELE LUTA UMA BATALHA DE VIDA OU MORTE!

E é um exemplo para seus companheiros, que hoje encarnaram o espírito do volante para vencer o Corinthians. Um jogo em que fomos superiores sobretudo no segundo tempo e merecemos a vitória maiúscula.

O sentimento de superação que enobrece os vencedores. O ardoroso sentimento que queima o coração e enche os olhos de lágrimas.

Nos próximos posts, falarei do que foi o jogo tática e tecnicamente. Mas hoje não.

Hoje celebro apenas a volta da garra do Galo, que sempre encarnou o atleticanismo mais puro! E que continue sempre assim!

SIGA ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER clicando aqui

Assista ao gol de Danilinho:

CORINTHIANS 2 X 1 ATLÉTICO. FALTOU CONFIANÇA!

Até quando o Galo vai levar gols no apagar dos holofotes?

Pela milésima vez, aconteceu o que todos os atleticanos temem, assim como gato escaldado tem medo de água fria.

E desta vez, ressuscitamos um mastodonte barrigudão da era do gelo, que deu apenas um chute a gol. E marcou.

O Atlético não se posicionou em campo da forma como o Cuca imaginou. A intenção _ de congestionar o meio e partir em estocadas rápidas _ era boa, mas não deu certo. A entrada de Serginho no lugar de Berola e a liberação de Carlos César para agredir pela direita só complicou o que antes era simples.

Bastava manter o mesmo time que vinha jogando, com evidentes ganhos em termos de conjunto desde o início do jogo.

Quando Cuca efetivou a entrada de Mancini, a vaca foi pro brejo de vez. Mancini está mal, retarda as jogadas e acaba travando todo o sistema de ligação defesa/ataque que a equipe ainda possui.

No atual estágio do campeonato, nada mais danoso para o Galo do que lançar Mancini em campo.

E Triguinho, que substituiu Richarlyson, fez a pior partida desde a sua contratação. O primeiro gol do Corinthians foi em seu setor. Era dele a obrigação de não permitir o cruzamento daquela bola. Mas permitiu e deu no que deu.

E nem Berola entrou bem. O pior que pode acontecer a um time é levar um contra-ataque quando você está armando o seu próprio contra-ataque e um jogador perde inesperadamente uma bola que poucos de seu time acreditam que perderá.

E aí o contra-golpe adversário pega o sistema defensivo adiantado, mal posicionado e de calças na mão. Foi exatamente o que Berola provocou infantilmente.

Embora esteja claro que o Atlético foi prejudicado pela arbitragem, que não expulsou Alessandro por uma agressão escandalosa, e a má vontade de aplicar regras iguais para os dois times, acredito que o resultado, em si, não foi injusto.

A partir do momento em que o Galo fez o gol, o Corinthians sentiu tremendamente. Era o momento exato de matar o jogo. Mas não foi o que o Atlético fez. E ainda, para agravar a história, contou com as substituições equivocadas de Cuca, que debilitaram a equipe em campo.

E depois abdicou do ataque para ser dominado inteiramente pelo time paulista. Quando um time opta por sofrer pressão na casa do adversário, com tudo contra _ até o juiz _ é só questão de tempo a bola estufar as redes. Não dá outra!

E foi o que aconteceu. O Galo, inconscientemente, procurou e achou a derrota por ter tomado a trilha errada. Embora não tenha faltado raça, faltaram personalidade e confiança para encarar o líder fora de casa. É duro, mas é a verdade.

Vamos agora para a guerra contra o Botafogo. Além da vitória _ que é de nossa responsabilidade _ que os outros jogos nos favoreçam, para que possamos seguir para a última rodada já classificados.

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

CORPO E ALMA ALVINEGROS.

Vou dizer quem sou : Sou a Fernanda, alvinegra de corpo e alma!

Para que vocês entendam melhor a minha história, vou explicar desde o início.

Meu pai é cruzeirense. Minhas irmãs dizem que também são, mas elas não contam muito pois só conhecem o nome do atual goleiro do time azul…

Eu e meu pai sempre fomos muito unidos e era perfeitamente natural que eu torcesse pelo mesmo clube que ele torce. Mas não foi bem assim…

Não me lembro exatamente quando me tornei atleticana. Na verdade eu não escolhi. O CAM me escolheu.

Lembro-me de que, pequena ainda, passeando de mãos dadas com meu pai, eu andava distraída olhando as vitrinas das lojas.

A mágica aconteceu quando vi de longe um rapaz com a camisa do Galo. Claro, naquele momento eu nem sabia do CAM, mas fiquei fascinada.

Perguntei ao meu pai que camisa era aquela. Ele me explicou que pertencia ao Clube Atlético Mineiro. Naquele momento, embora sem dar-me conta, meu coração se tornara alvinegro.

Fui crescendo, e de uma maneira muito tímida, me interessei cada vez mais por futebol e pelo Galo. Por não querer magoar meu pai, guardava dentro de mim este amor crescente pelo meu time.

E lá pelos quinze anos não pude mais esconder a minha escolha. Meu pai soube, mas mesmo divididos pelo futebol continuamos a conversar e trocar idéias sobre os nossos times.

A primeira ida ao Mineirão foi tardia. Aconteceu em 1999 (Atlético 3x 2 Corinthians).

Foi fascinante. O Mineirão tremia. A bandeira do Galo subia e descia. Lágrimas rolaram pelo meu rosto. Que espetáculo era aquele?

Então, a cada dia, meu coração já não negava mais: Eu era orgulhosamente atleticana!

Este fascínio que o Galo exerceu e exerce sobre minha vida e meu coração é algo que vai além de títulos.

Fazer parte desta torcida que apóia e torce incondicionalmente é uma grande honra. Somos fiéis ao nosso Atlético sempre. E para sempre!

Ganhando ou perdendo, o Galo arrasta multidões inflamadas que, com o coração como o meu, ama, torce, chora e canta pelo clube.

Derrotas não importam. Sabem por quê? Porque são elas que motivam nossos corações alvinegros a seguirmos em frente e, ao enfrentar os que nos venceram, derrotá-los.

Então, esta sou eu. Este é meu time.

GALO, minha vida e meu primeiro grande amor!

PARA SEGUIR A AUTORA DO TEXTO NO TWITTER, CLIQUE >>> @fefemenezes

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 2 X 1 CORINTHIANS. UMA NOITE DE PURA RAÇA!

Quando o juiz apitou o fim do primeiro tempo _ apesar do placar desfavorável _ eu suspirei de alívio.

Pois o Corinthians poderia ter metido 3 ou 4 gols de vantagem, não fossem as incríveis defesas de Renan Ribeiro. Podemos dizer que, finalmente, nós temos goleiro?

Uma certeza eu tenho: hoje nós temos treinador. Não mais um moleque irresponsável que brincava de ser técnico e afundava cada vez mais o glorioso Clube Atlético Mineiro.

Dorival Junior arrumou o time no vestiário, ao deslocar Serginho para a lateral direita e, ousadamente, lançar Obina ao lado de Ricardo Bueno.

Foi assim que no segundo tempo, depois dos 10 minutos iniciais, o Galo virou Galo!

Passou a disputar cada bola como se fosse caviar em liquidação! Os jovens valores, especialmente, comeram grama em busca da vitória.

São aqueles que nasceram na Cidade do Galo com o manto agarrado ao corpo!

Ontem eu vi, pela segunda vez neste campeonato, sangue no olho de cada atleta. Foi de arrepiar!

Após o gol do Werley, a equipe descobriu que podia sim ganhar do Corinthians.

A marcação melhorou no meio, os espaços minguaram para a equipe paulista, a defesa não dormiu e o ataque agrediu muito mais a defesa adversária.

Após o gol de Zé Luis, outro monstro em campo, poderíamos ter matado o jogo com Eron.

E cada bola era disputada como se fosse a última da carreira. Eu vi o Serginho dar carrinho na grande área adversária e segundos depois tomar a bola em nossa linha de escanteio.

Na opinião deste blogueiro, Serginho fez a sua melhor partida neste ano. Foi o melhor em campo, disparado.

Onipresente, deu duas assistências para os gols e ainda colocou o coração na ponta da chuteira em todos os lances.

Se o jogo não tivesse acabado, Serginho estaria correndo até agora, com uma garra de emocionar qualquer um!

Alguns jogadores, cada um no seu estilo, fizeram ontem uma partida redentora.

Werley mereceu o gol, pois vinha muito bem.

Diego Souza está começando a demonstrar o acerto de sua contratação. Depois da saída do moleque irresponsável, mudou da água para o vinho. Está lutando do início ao fim.

Até Renan Oliveira, pasmem os senhores, andou tomando bola na lateral do campo defensivo!!! Se é com este espírito que ele voltou, a minha renantite finalmente será curada.

Se, tecnicamente, o Galo não fez uma bela partida, louve-se a raça de todos os jogadores, sem excessão!

É com essa raça que vamos sair do buraco.

Claro que ainda temos defeitos. Muitos, por sinal. Mas agora sabemos que os problemas que enxergamos daqui, o Dorival Junior também os enxerga de lá.

E tenta corrigí-los com trabalho, não com o gogó!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> @robertoclfilho

CORINTHIANS 1 X 0 ATLÉTICO.

O time do Galo jogou com Fábio Costa, Diego Macedo (ou Rafael Cruz), Cáceres, Jairo Campos e Fernandinho; Zé Luis, Serginho, Mendez e Diego Souza; Tardeli e Obina (Daniel Carvalho).

Ah, não? Não jogou assim? Ah, ok.  Jogou com Fábio Costa, Diego Macedo, Werley, Jairo Campos e Leandro; Zé Luis, Serginho, João Pedro (Fabiano) e Ricardinho (Fernandinho); Neto Berolla (Diego Souza) e Ricardo Bueno.

A diferença de um um time para o outro é de nada mais nada menos do que 6 ou 7 jogadores. SEIS OU SETE jogadores!!

E mesmo assim, com um time praticamente reserva, nós demos um calor danado no Corinthians.

Na verdade, foi uma vitória paulista injusta até no talo. Pois no segundo tempo, nós dominamos o jogo. Tanto em posse de bola quanto em jogadas agudas em direção ao gol.

Esta derrota, ao invés de me desanimar, me encheu de esperanças. Pois enfrentamos o líder do campeonato com o time completo e mesmo assim jogamos de igual para igual.

Me fez acreditar no elenco e não apenas no time titular, que não é esse.

O Corinthians iniciou o jogo com um penalti de Werley sobre Dentinho. Chicão perdeu, mas o Corinthians permaneceu dominando a partida… até os 15 minutos.

Depois o Galo igualou as ações e assim persistiu até o final do jogo. O Corinthians teve chances de gol? Sim, claro que teve.

Mas o Galo também poderia ter matado o jogo, principalmente com Ricardo Bueno, em duas oportunidades claríssimas. E Neto Berola poderia ter aberto o placar ao final do primeiro tempo, naquela bola na trave.

E com uma bola displicente, que resvalou em Jairo Campos e enganou Fábio Costa, perdemos o jogo.

Com toda sinceridade deste mundo, eu gostei da dinâmica de nosso time. Não é mais aquele time previsível de alguns meses atrás.

É uma equipe rápida, com jogadas retas em direção ao gol, sem aquela cadência irritante do primeiro semestre.

Só não gostei da substituição de Neto Berola, que era o único atacante que realmente incomodava lá na frente. Ricardo Bueno é mais fixo e não é tão intenso quanto Berola.

Diego Souza ainda está fora de forma e a sua mobilidade está comprometida, enquanto Neto Berola dá opções de jogadas tanto na direita quanto na esquerda.

Enfim, não temos de perder as esperanças. Pelo contrário, depois desta partida, temos de potencializá-las.

Eu acredito que agora vamos partir para o topo.

E você, caro amigo do L&N, o que acha?

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >> @robertoclfilho

DAQUI A POUCO, O ATLÉTICO ENFRENTA O CORINTHIANS.

Eu não me arrisco a projetar a escalação do Galo neste domingo, contra o Corinthians. Seria um reles exercício de adivinhação.

Nem no ataque, com Ricardo Bueno e Neto Berolla (que são os únicos atacantes relacionados para o jogo), eu seria capaz de cravar um palpite, pois não duvido que só um deles entre jogando.

E neste caso, o time teria uma característica mais defensiva, ao contrário do último jogo, quando atuava em casa.

Vá lá saber o que se passa na cabeça de Luxemburgo. Mas ele não gosta de esquemas muito defensivos e, mesmo na casa do adversário, vai querer agredí-lo.

E, na minha opinião, estará correto se assim decidir. Jogar na defesa 90 minutos contra o time paulista apoiado por sua torcida, não é uma pedida saudável.

Nenhum time suportaria tal pressão. Há de se ter válvulas de escape aqui e ali. Neste jogo, o papel de Serginho será fundamental para que o Galo saia com um bom resultado.

Serginho é rápido, distribui bem o jogo e consegue suprir muito bem a nossa deficiência na transição de bola entre defesa e ataque. E se estiver em um dia bom, os nossos contra-ataques serão letais.

Se jogarmos com apenas um atacante,  Neto Berolla será o escolhido por conta de sua velocidade e atrevimento.

Ele parte pra dentro do adversário e não é de respeitar camisa.

Há muito tempo não tínhamos um atacante assim no elenco. É uma grata surpresa vê-lo jogar tão bem. Que se mantenha assim.

Quanto à nossa defesa, que vem se apresentando de uma forma tão claudicante, neste jogo em São Paulo não poderá falhar. Afinal, estaremos num embate com o atual líder do brasileirão.

Tenho certeza que Luxemburgo aumentará a proteção à zaga, pois os espaços que concedemos no meio é o que, na maioria das vezes, deixa a defesa do Galo de calças na mão.

Concentração, compactação e velocidade são as palavrinhas mágicas para  ganhar esse jogo.

Tenho a certeza que a vitória contra o Atlético-GO trouxe um reforço moral à auto-estima dos jogadores que estão sendo utilizados no momento.

E a preleção de Luxemburgo deverá enfatizar e valorizar esse aspecto puramente psicológico. Pois o adversário é forte, porém, está longe de ser invencível.

Então, meu Galo querido, vamos pra cima deles!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >> @robertoclfilho