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VOLTARAM A TREMER DIANTE DO GALO.

Ok, o juiz não marcou um penalti escandaloso em Ronaldinho Gaucho _ que certamente a favor do Fluminense marcaria _  irritou os jogadores do Galo com faltas invertidas ou inexistentes, fez vista grossa para infrações perto da área e assinalou as do meio de campo. Além disso, atrasou a dinâmica de jogo ao pará-lo por quaisquer motivos, todos eles insignificantes.

Ok, esse juiz sabe, como poucos, enrolar uma partida e prejudicar um time de forma sutil e dissimulada. No Brasil, ele é o melhor especialista nesse tipo nefasto de “arbitragem”.

Entretanto, embora eu reconheça que o Galo foi prejudicado, não foi por isso que deu adeus ao título. O que nos custou a perda de dois pontos preciosos foi que ontem a coisa não engrenou. Simples assim. Desde o início, a equipe se mostrou afobada e sem raciocinar em campo. FALTOU CALMA!

Tínhamos 90 minutos para resolver a partida e, no entanto, desperdiçamos tramas de ataque ou de distribuição de jogo devido a um inexplicável nervosismo que tomou conta dos jogadores. Até Ronaldinho Gaucho estava pilhado.

Na minha visão, ou os atletas levaram para dentro de campo os 9 pontos de diferença que o Fluminense impôs ao derrotar o Coritiba ou os imbróglios decorrentes da saída tumultuada de Ronaldinho Gaúcho do Lixão Putrefato  da Gávea criaram excessivamente um sentimento de revide. Inoportuno, aliás, pois cabeça fria seria a melhor das armas em uma partida tensa.

O fato é que ambas as situações pressionaram negativamente. E o Flamengo se aproveitou disso. Parecendo temeroso de sair daqui com uma goleada no lombo _ e talvez por isso mesmo _ ensebou o jogo, teatralizou, enrolou o mais que pôde sob as vistas complacentes de Sandro Meira Ricchi.

E o Galo não soube superar a manha carioca, acostumada a contar com as benesses de arbitragem e CBF desde a era do homo sapiens, há 150 mil anos.

O título de 2012 está mais distante agora, esta que é a verdade. Mas a Libertadores está a um passo. Com 3 pontos a mais, ela estará matematicamente assegurada. E ainda faltam 15 pontos a serem disputados.

Se em 2013 Kalil mantiver a base deste timaço e reforçá-lo pontualmente com grandes jogadores (e grandes jogadores não são necessariamente grandes nomes!), o Clube Atlético Mineiro continuará orgulhando a sua fidelíssima torcida, como o fez este ano.

Se tem algum atleticano que ainda acredita no título, ótimo. Tomara que os deuses do futebol ouçam-no e armem uma brincadeira sádica para cima do Fluminense.

Eu não acredito mais. A diferença de 8 pontos é grande demais para ser tirada em 5 rodadas. Todavia, estou muito orgulhoso da campanha do Galo. Voltamos à prateleira de cima atuando bem e vencendo dentro de campo, sem ajuda de ninguém. E os adversários, ao nos enfrentar, voltaram a borrar as calças do mesmo jeito que borravam antes.

No campeonato mais sujo da história do futebol brasileiro, o GALO mais bravo e mais esporrento do mundo lutou até o fim. Fibra e honradez nos nortearam, ao contrário de um certo tricolor.

E NINGUÉM VAI NOS SEGURAR EM 2013, TENHAM A CERTEZA.

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NÃO TEMOS DE JOGAR BEM, TEMOS DE VENCER!

Nos próximos jogos, o Galo precisa atropelar quem aparecer pela frente. E não me custa nada dizer isso, porque não serei eu a entrar em campo para tornar essas palavras uma realidade.

Dentro de campo, o buraco é mais embaixo, como diria Nenem Prancha.

E retomar aquele futebol envolvente que encantou o país no primeiro turno é quase impossível nesta altura do campeonato. Os jogadores perderam o fio da meada em algum momento. Algo aconteceu na Cidade do Galo para afetar tanto a produção da equipe, pois não foi simplesmente uma perda parcial de performance.

O time que joga atualmente não lembra nem de longe aquele de antes, essa que é a verdade.

Mas, mesmo assim, repito: o Galo precisa atropelar os próximos adversários, seja no Independência ou fora dele.

Como fazer isso, se o time está mal? Ora, o Fluminense vem jogando como time pequeno, vem vencendo todo mundo e está na liderança à base de um futebol mais pobre do que a Etiópia. Mas tem os dois extremos mais importantes: goleiro bom e centroavante que faz gols e decide.

Nós temos goleiro, mas nos falta jogador que meta a bola na casinha. O Galo desperdiça chances na mesma proporção que as cria.

Então, é fazer como o Fluminense faz. Marcar um gol e se refugiar na defesa, passando a jogar nos contra-ataques. Já ganhamos jogos assim neste ano. Contra o Grêmio, no Olímpico, foi desse jeito.

Melhor jogar mal e botar 3 pontos na sacolinha. Só que, para isso, aquele sangue no olho tem de voltar e substituir a técnica que escafedeu-se sabe-se lá porque.

A ausência de Pierre por 15 dias foi extremamente inoportuna justo quando mais precisamos dele. Provavelmente será substituído por Richarlyson, um fabricante de faltas perto da nossa área. Fará dupla com Serginho, que marca melhor que Felippe Soutto. Aliás, qualquer um marca melhor que Felippe Soutto. Este passeia em campo e, para defendê-lo, se usa o argumento de que ele tem um ótimo passe.  Pois não vi nenhum ótimo passe no jogo contra a Portuguesa. E se ele só tem isso de bom, que se adapte em outra posição que não a de volante.

Enfim, não temos de jogar bem. Temos de vencer! Pragmatismo no futebol também faz bem. E se for para ser campeão ou obter vaga na Libertadores, o Galo tem de mudar a atitude.

Daqui para frente, tem de ser na mais pura raça!

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TEMOS DE NOS REINVENTAR!

Já passou da hora de o Galo reagir de uma vez por todas.

Se não for na bola, tem de ser na raça jogando feio, não importa, bola pro mato que o jogo é de campeonato. O que não pode acontecer é o que está acontecendo: estacionamos perto dos 50 pontos e dali não saímos nem que a vaca tussa!

Da mesma forma que o primeiro turno foi uma maravilha, o segundo está sendo um pesadelo. O esquema tático montado por Cuca, o mesmo que surpreendeu todo o Brasil, agora não passa de um plano de jogo previsível e fácil de ser contido.

Se a nossa saída de bola é com Marcos Rocha, os adversários congestionam aquele lado do campo e pronto, não há mais saída de bola por ali.

Se Bernard é a válvula de escape pela esquerda, botam ali um, dois e até três marcadores enfileirados na caça ao baixinho.

Enfim, marcaram todos os nossos pontos fortes e se queremos sair desse labirinto, temos de nos reinventar faltando apenas 12 rodadas para o final.

Que o Cuca bote a cuca pra pensar, pois do jeito que está não pode ficar. Se for necessário substituir jogadores que claramente perderam rendimento, que substitua!

Se é preciso alterar o sistema de jogo para adquirir mais competitividade, que o faça. Algo de novo necessita ser implantado para ontem, do contrário, estaremos correndo o risco real de, além de perdermos o título, perdermos também a vaga para a Libertadores.

E aí, meu amigo, seria o pior dos mundos para uma torcida que sonhou tanto este ano após o início avassalador que trouxe tantas esperanças aos corações alvinegros.

E se a queda de produção não for proveniente de técnica ou esquema tático manjado e sim de perda de foco do elenco, o presidente Kalil tem de entrar no circuito imediatamente, coisa que em 2009 ele não fez e deu no que deu.

Não podemos repetir 2009. Afinal, não há termos de comparação da equipe que temos hoje com aquela de 3 anos atrás.

A gordura que possuíamos escorreu por entre os dedos em 7 rodadas. Não importa mais, temos de seguir em frente ao invés de nos quedarmos diante de um muro de lamentações.

Mas seguir em frente de uma forma diferente é essencial nessa hora!

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NO OLHO DO FURACÃO!

O Galo jogou bem o primeiro tempo, mas o Botafogo atuou melhor.

Mas, na segunda etapa o Galo tomou conta do confronto de uma forma acachapante. Contando com Ronaldinho Gaucho _ o melhor em campo _  em mais um dia inspirado, o Atlético cravou a bandeira no Independência e berrou: aqui quem manda somos nós!

Porém, após a virada, a equipe deitou sobre os louros. O penalti foi um castigo grande demais para um time  que não merecia empatar, mas que agiu como se já tivesse vencido.

E aí surgiu a imprevisibilidade de Neto Berola, que voltava após 108 dias afastado. Depois de defender chutes rasteiros de Bernard e Jô, Jefferson nunca esperaria uma bola cavada. Mas, foi o que Neto Berola fez, com o sangue frio de um matador ou a insanidade de um louco, bendito louco que é!

O maravilhoso gol de Berola nos deu o simbólico “título” de campeões do primeiro turno, com 82,4% de aproveitamento. O número, por si só, já estampa o quanto é fantástica a jornada. Nunca houve campanha mais espetacular na história do campeonato brasileiro.E dos 9 últimos brasileirões, 7 campeões do 1º turno abiscoitaram a taça ao final.

A mídia nacional está petrificada. Ao Galo é dedicado o maior tempo nos programas esportivos de TV e rádio e aí petrificados ficamos nós, pouco acostumados com isso.

A ficha caiu para aqueles que analisavam com desdém o início avassalador do Atlético, pois o tempo foi passando, as vitórias se repetindo e o equilíbrio do time se consolidando cada vez mais. Línguas foram queimadas e mentes retrógradas expandidas a forceps.

O Galo já passou por todas as situações. Já saiu perdendo e virou. Saiu vencendo e manteve. Já levou gol de empate ao final da partida e mesmo assim, ganhou…

A verdade é que a equipe está iluminada! Iluminada sim, mas ainda não é campeã de nada! Estatísticas não nos fazem campeões e nem nos garantem campanha parecida no 2º turno. Podem sinalizar tendências, mas só se transformarão em realidade dentro de campo, no calor da pegada, no sangue nos olhos e no brio de cada jogador.

O que os jogadores têm de fazer? Precisam trazer para o segundo turno toda a experiência e adrenalina acumuladas no primeiro e recomeçar como se o placar marcasse zero a zero. Manter a humildade e respeitar todos os adversários. Respeitá-los é uma coisa, temê-los é outra.

É preciso que os nossos jogadores se blindem psicologicamente contra os elogios intermináveis da imprensa. Tem hora que um elogio pode ser infinitamente mais destrutivo do que uma crítica pesada.

Não se iludam, jogadores do Galo! O CLUBE ATLÉTICO MINEIRO ESTÁ NO OLHO DO FURACÃO! E, por causa disso, armadilhas das mais variadas versões e disfarces  podem estar sendo armadas ardilosamente.

Se vocês, atentos, não perderem o foco e permanecerem com a faca afiada entre os dentes, nada será capaz de nos tirar o verdadeiro título de campeão nacional.

E aí, meus amigos, estaremos juntos em dezembro para pararmos Belo Horizonte por 3 ou 30 dias numa festa que o Brasil nunca assistiu na vida. E os que não são atleticanos sequer podem imaginar!

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A CRISE SÓ EXISTE PRA QUEM ACREDITA NELA

O último jogo do Galo foi decepcionante para toda a torcida. Empatar com o até então lanterna do campeonato depois de sair atrás no marcador, não é script para o LÍDER ISOLADO do Brasileirão. E fiz questão de escrever LÍDER ISOLADO em letras maiúsculas pensando unicamente nos “cornetas de plantão”, que pensam que “o campeonato acabou”.

Claro que não foi o melhor resultado, e como qualquer atleticano que se preze, não fiquei satisfeito com o resultado. Mas aqui segue uma informação importante para estes mesmos “cornetas”: é impossível o Galo vencer todos os jogos do Campeonato Brasileiro. Numa competição deste nível nenhum time terá 100% de aproveitamento. Entenderam?

A quantidade de gente que “chiou” pelo Twitter depois do jogo dava a entender que o Galo estava novamente lutando contra o rebaixamento. Será que a Massa, a torcida mais apaixonada do mundo todo, se esqueceu da nossa situação? Pra quem esqueceu, quem tem a “memória curta”, mesmo com o empate, o Atlético continua LÍDER ISOLADO do Brasileirão. E mais: temos o melhor ataque, a melhor defesa e estamos 3 pontos à frente do segundo colocado, mesmo com um jogo a menos.

Ninguém se lembrou dos 39 pontos, 12 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota. Também ninguém lembrou de olhar os demais resultados da rodada: Fluminense também empatou, Grêmio perdeu, São Paulo perdeu, Flamengo perdeu, Internacional perdeu e o Vasco empatou. Então ficou tudo como antes, do mesmo jeitinho. Se faltou sorte ou competência dentro de campo, a sorte ajudou bastante. E todo campeão precisa de um pouco de sorte também (não que contaremos sempre com ela).

Vi até gente pedindo a saída do Cuca. E não precisam me lembrar que eu também pedi a saída dele, só que no final do ano passado. Naquela época a situação era outra, mas enfim, Cuca tem demonstrado que pode comandar o Galo. Os números dele este ano comprovam isso. E admito: a manutenção dele deu estabilidade ao time e é um dos fatores que nos colocam onde estamos hoje.

O próprio Cuca disse numa entrevista que ele queria ver o comportamento da torcida quando “o resultado não aparecer”. Ele próprio, comissão técnica e jogadores, têm plena consciência de que é impossível vencer todos os jogos. E que quanto mais o Galo vencer mais fechados os oponentes entrarão contra nós. Foi exatamente isso que o Atlético-GO fez. Entrou fechado, já que jogaria desfalcado contra o líder.

De novo para aqueles de “memória curta”, pois os fatos aconteceram a menos de 10 dias, a imprensa – aí leia-se torcedor maria “travestido” de jornalista – está tentando inventar uma crise no Galo já não é de hoje. Festinhas na casa do Ronaldinho Gaúcho e briga dele com o Kalil são apenas alguns exemplos. São apenas a “ponta do iceberg”. E podemos esperar que ainda vem mais por aí. A bicharada, na situação que estão, já deixaram o “timinho” delas de lado pra se ocupar do Galo.

Na entrevista do Celso Roth após o jogo com o Fluminense, um repórter perguntou “se a mariada não estava mais preocupada com o sucesso do Galo do que com o desempenho delas”. Roth foi evasivo na resposta, porque jamais poderia confirmar isso em rede nacional. E quem cala consente: “as marias estão descontroladas”! Não suportam sequer a possibilidade do Galo levantar o caneco. Daí vem o desespero de tentar inventar uma crise.

Mas voltando à realidade, temos de focar no próximo jogo, amanhã, em casa, contra o Botafogo. Que o time entre em campo com a mesma vontade, com o mesmo compromisso, com a mesma raça que a torcida viu nos outros jogos do Brasileirão. O jogo com o Atlético-GO já terminou.

A crise existe? Sim, mas do “lado homoafetivo” da lagoa, onde moram os simpatizantes da vaidade. Então vamos deixar a mariada se afundar na crise delas e nos prepararmos para “sapecar” o Botafogo, como aperitivo, para depois “traçarmos o prato principal”: as smurfetes! E mais: prefiro ganhar dos grandes e empatar com os pequenos.

As derrotas nós deixaremos para o “lado refrigerado” da lagoa.

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GRÊMIO 0 X 1 ATLÉTICO – NA BOLA E NA RAÇA!

A repetição de jogos sempre com uma enorme gana e a mesma obediência tática começam a consolidar um sentimento de segurança na mente do atleticano.

A Massa está voltando, pouco a pouco, a acreditar que é possível. E esse clima de confiança mútua é que dará a liga necessária para a equipe deslanchar de vez, tenho certeza.

Não ganhamos absolutamente nada ainda. Estamos apenas na 7ª rodada de um dos campeonatos mais difíceis do mundo. Mas se avaliarmos com justiça a doação coletiva do time em busca de um mesmo objetivo, nós temos de abraçar a mesma causa e seguirmos, time e torcida, por um só caminho, ao som glorioso de um só hino. E que, a partir de agora, se decrete o fim das vaias, PELO AMOR DE DEUS!

Ontem foi na bola e na raça! O Grêmio, no início, se lançou ao ataque como sempre faz no Olímpico. O Galo se retraiu demasiadamente e a impressão que se tinha era que o time sulista marcaria a qualquer momento.

Entretanto, o Atlético foi encaixando seu jogo de acordo com o que ia conhecendo de seu adversário. Em bloco defensivo sólido, contentava-se apenas com os contra-ataques, mas estes eram rápidos e agudos.

Num destes, depois de escanteio, Bernard alcançou uma bola perdida, aplicou dois lençóis em dois gremistas e serviu com afeto e com açucar a Jô, que estufou as redes de voleio. Um golaço que merece uma placa no Olímpico!

A partir daí, o Atlético se fechou ainda mais e apostou todas as suas fichas nos contra golpes. E foi assim até o final da partida. Sobretudo no 2º tempo, parecia que o Grêmio sufocava o Galo em seu campo. Mera ilusão. Enquanto o tricolor gaúcho atacava, o Atlético perdia gols. Mais um ataque do Grêmio, mais um gol perdido pelo Galo.

Uma palavra define bem o comportamento tático da equipe: CIRÚRGICO!

Enquanto a torcida gremista vaiava Ronaldinho Gaucho, Bernard partia como um bólido pela esquerda. Só a jogada do gol pagaria qualquer ingresso, seja VIP ou popular. Na minha opinião, foi novamente o melhor em campo. Outro destaque foi Danilinho. O sacrifício de seu próprio estilo em favor do trabalho coletivo, atuando entre os volantes e na cobertura do lateral-direito, além de encontrar forças para estar na área adversária, é digno de admiração de quem entende de futebol.

E na esquerda, Bernard fez o mesmo. Ouso dizer que Bernard e Danilinho hoje são o esteio do esquema do Galo, embora Bernard tenha um papel mais ofensivo que Danilinho. Sinceramente, com tanto esforço físico, receio pelas condições dos dois até o fim da temporada.

Destacar Pierre e Donizeti está virando lugar-comum. Ambos são um terror para qualquer oponente. Zé Roberto que o diga. O máximo que conseguiu foi simular faltas a toda hora e trocar passes laterais. A cada dia que passa, fica mais difícil suplantar a dupla de buldogues na proteção à zaga. Um completa o outro como azeite e salada.

Embora Bernard tenha sido o melhor da partida, sou obrigado a dar destaque especial  à hombridade de Giovanni. Entrou em campo sabendo que no próximo jogo estará na reserva de Victor. No entanto, honrou a camisa e agiu com personalidade ímpar. E, acabou fazendo a sua melhor partida pelo Atlético. Ontem, Giovanni defendeu até pensamento. Será uma peça importante na campanha deste ano, não tenha dúvidas.

Não há destaques negativos. TODOS deixaram no gramado do Olímpico o suor da raça atleticana.

Uma bela vitória que encheu a nação alvinegra de orgulho e de esperança!

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Assista aos melhores momentos:

ATLÉTICO 5 X 1 NÁUTICO – QUE ESSA LUTA SEJA ETERNA!

Alguns dirão que foi uma goleada construída sobre um adversário fraco, candidato em potencial a cair para a segunda divisão.

Pois eu digo que em futebol não existe isso. O Bahia veio aqui e arrancou dois pontos do Galo. Ontem, a Portuguesa ganhou do mesmo São Paulo que havia nos vencido.

Portanto, pontuo a goleada sobre o Náutico _ que não é fraco _ com o mesmo valor de qualquer outra vitória, seja contra os mais fortes, seja contra os chamados “fracos”.

Diante de uma torcida impaciente e louca para disparar o botão da vaia, o Galo jogou mal os primeiros 28 minutos. Porque exatamente 28 minutos? Porque tinha em campo um Richarlyson mais preocupado em levantar a bola em lançamentos malucos, do que em mantê-la na grama, que é onde ela gosta de ficar. Afinal, como dizia um técnico antigo, a bola é feita de couro de vaca e vaca gosta é de grama.

A coragem de Cuca em trocá-lo ainda na primeira etapa é digna de elogios, pois a partir da substituição, a história da partida tomou novos rumos e impôs ao Náutico o enfrentamento da verdadeira equipe do Atlético e não aquela contra quem media forças até então. Louve-se a capacidade de leitura de jogo do treinador.

E, a partir daí, consolidar a goleada foi apenas questão de tempo. Para quem foi ao Independência para ver Ronaldinho Gaúcho, viu o futebol atrevido do melhor em campo: Bernard. O garoto, após a perda de 2 gols feitos contra o São Paulo, não se abateu e buscou brio para se superar. Isso é para poucos. Chama-se personalidade e vergonha na cara! Fez ontem a sua melhor partida pelo Atlético.

Jô, apesar de não marcar, deu um trabalho incrível aos zagueiros timbus. Além disso, ainda cavou um penalti que não existiu, a bem da verdade. Se não fôssemos tão garfados no decorrer dos jogos, eu lamentaria. Mas sabemos que o retrospecto é muito diferente.

Também merece destaque especial o Serginho que ontem não foi Serginho. E por não sê-lo, acertou todos os passes, lançamentos, cabeçadas, ganhou todas as divididas e ainda arrumou tempo para quase marcar um gol de placa. Posso dizer que, não fosse Serginho entrar no lugar de Richarlyson, o resultado não seria o mesmo. Ele acertou a equipe em questão de minutos. A César o que é de César.

Embora o time se ressinta da presença de um grande goleiro, creio que Cuca está no caminho certo. Vê-se claramente que o conjunto de jogadores tem padrão de jogo, consciência para compactar-se, recomposição rápida sem a bola. Mas ainda peca nos contra-ataques, quando surpreende o adversário com o calção na mão. Falta precisão no penúltimo ou no último passe.

Não posso esquecer de destacar a atuação de Leandro Donizeti, um verdadeiro buldogue na proteção à zaga, mas que também sai jogando com qualidade. Donizeti na reserva de Richarlyson é uma piada que se conta para rir, mas que provoca prantos desesperados. No meu entender, Pierre e Donizeti formam uma das melhores duplas de volantes deste país. E, até aqui, Cuca não usufrui de seus serviços. Não dá para entender.

Um Júnior César vibrante, raçudo e participativo só reforça o acerto de sua contratação. Parece que foi criado dentro da Cidade do Galo, tal a sua identificação com a camisa alvinegra.

Enfim, 3 pontos se acomodaram na sacolinha. Estamos na vice-liderança de um campeonato longo e desgastante, porém, se o Atlético permanecer lutando por cada bola como se fosse a última, a esperança de grandes conquistas se manterá viva.

O Galo está encarando o início deste brasileirão com muita seriedade e dedicação, como se estivesse na reta final. Como disse Ronaldinho Gaúcho, ao final do jogo: “Vai ser difícil parar a gente!” Que esse espírito não se perca no decorrer da jornada!

Ainda falta muito chão pela frente! Que sigamos unidos pelo Galo!

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Assista aos melhores momentos:

ATLÉTICO 1 X 1 BAHIA – FRUSTRANTE!

Um primeiro tempo impecável que merecia gols em profusão, mas que não aconteceram.

Um segundo tempo no mesmo nível até no momento do gol. A partir daí, o time fez o que sempre faz: tremeu nas bases, cedeu espaços, recuou mesmo estando em pleno Independência e acabou castigado.

Castigado por uma única bola, por um único chute, por somente uma jogada de perigo do Bahia. Só uma e… foi gol.

Uma bola defensável que Giovanni deixou entrar. Não foi frango, mas foi falha.

O nosso goleiro vinha em franca recuperação, fazendo a torcida esquecer da provável contratação de um jogador para a posição. Mas ele mesmo, Giovanni, se encarregou de nos lembrar. Há, sim, a necessidade de um goleiro de alto nível para fazer com que esse tipo de falha desapareça definitivamente.

Certamente, não será Renan Ribeiro que solucionará o problema. Na minha opinião, é muito pior que Giovanni.

Mas não perdemos 2 pontos só por isso. Os últimos 30 minutos foram horrorosos. Tudo aquilo que foi apresentado no primeiro tempo foi para o espaço. Era como se nunca tivesse acontecido.

Foram sequências de chutões, de passes errados e de lançamentos improdutivos.

Marcos Rocha não acertou sequer um lateral. Quando o via jogando aquele bolão no América, ano passado, cheguei a crer em um novo jogador. Agora concluo que, no Galo, ele é e sempre será o mesmo.

Danilinho precisa urgentemente dizer a que veio. Parece que desaprendeu a jogar. É uma sombra opaca do que foi antigamente.

Richarlyson, se não era lá essas coisas na lateral esquerda, muito menos no meio. Não protege a zaga, é confuso em seu posicionamento e não acrescenta nada de novo ou de criativo ao meio de campo.

Mas houve destaques positivos. Jô, por exemplo, fez uma boa estréia e, no meu entender, é melhor que André. Juninho entrou muito bem e Réver esbanjou categoria. Rafael Marques é muito aplicado e Pierre, como sempre, quase nunca erra jogada.

Foi um empate frustrante. Perdemos a oportunidade de liderar o campeonato com 100% de aproveitamento, o que daria moral e confiança ao grupo.

Por outro ângulo, o fato de termos visto um time tão vulnerável já na 3ª rodada do Brasileirão não possibilita que a nossa diretoria _ que não é um primor de agilidade _ durma em berço esplêndido. Ainda há tempo para correções e a entrada de Ronaldinho Gaucho na próxima partida, contra o Palmeiras, pode arredondar a bola naquele setor e dar o ritmo que o Atlético necessita.

Se falta à equipe um jogador que enfie as bolas entre a zaga, faça lançamentos agudos em direção ao gol ou que surpreenda o adversário, agora não falta mais.

Mas só isso não basta. Se fosse há sete anos, Ronaldinho Gaucho carregaria esse time nas costas com uma perna só. Mas hoje, embora continue sendo um armador acima da média, já não tem a explosão fantástica daqueles tempos.

Portanto, é bom se prevenir. É salutar agir com ambição e reforçar pontualmente o conjunto, antes que nos encontremos novamente em situação desconfortável na tabela.

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Veja os melhores momentos:

ATLÉTICO 1 X 0 CORINTHIANS – A RAÇA QUE NOS ENOBRECE!

Permitam-me não ser tão realista e esquecer, por momentos, que não temos a equipe ideal. Permitam-me não pisar o chão. Deixemos isso para o decorrer da semana, não hoje.

Hoje eu quero tão somente comemorar a minha mais honrosa condição de ser humano: ser atleticano em todos os ambientes por onde passei, em todos os momentos em que chorei ou vibrei, ou até nas figuras das mulheres que eu amei! Pode-se amar, pode-se chorar, pode-se sorrir, sempre carregando dentro do coração, tatuada, a frase que sacramenta o infinito: EU SOU ATLETICANO!

Permitam-me  extravasar a alegria que eu sinto ao ver o time alvinegro lutar por uma vitória como se estivesse defendendo a própria vida. Por enxergar novamente o brio nos olhos das feras e ver que, finalmente, cada um entendeu que a camisa que a torcida veste com devoção nas arquibancadas é a mesma que ele tem de vestir com sangue e suor em campo.

Hoje não quero saber de técnica ou qualidade. Hoje eu celebro a raça, a entrega e o amor contido em cada dividida.

A mesma gana de Doriva, de Éder Lopes, de Cincunegui, de Jorge Valença, de Éder Aleixo e tantos outros. De MUITOS outros!

E de Pierre, na cancha, o símbolo mais perfeito da paixão que carregamos aqui fora!

Pierre deixa o coração em campo, molha o gramado com o seu sangue. Ele não é nenhum craque, não é o melhor do time, mas um atleticano se emociona ao vê-lo jogar.

Porque o atleticano é assim, nasceu e vai morrer assim. Que venham craques habilidosos, mas que dentro deles more a alma feita de aço do alvinegro das alterosas. Sem isso, nada fará sentido para nós.

Pierre não joga. ELE LUTA UMA BATALHA DE VIDA OU MORTE!

E é um exemplo para seus companheiros, que hoje encarnaram o espírito do volante para vencer o Corinthians. Um jogo em que fomos superiores sobretudo no segundo tempo e merecemos a vitória maiúscula.

O sentimento de superação que enobrece os vencedores. O ardoroso sentimento que queima o coração e enche os olhos de lágrimas.

Nos próximos posts, falarei do que foi o jogo tática e tecnicamente. Mas hoje não.

Hoje celebro apenas a volta da garra do Galo, que sempre encarnou o atleticanismo mais puro! E que continue sempre assim!

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Assista ao gol de Danilinho:

AMÉRICA 1 X 1 ATLÉTICO – FINALMENTE, GUILHERME CHEGOU.

Com 3 zagueiros e Guilherme armando no meio, até que o Atlético não jogou tão mal assim.

Quando a coisa apertava, entregava-se a bola para Guilherme, que arredondava-a e mostrava ao público que no gramado ainda pulsava vida inteligente.

O camisa 10 do Galo foi, disparado, o melhor em campo. Combateu, distribuiu, foi incisivo em lançamentos agudos e se não chutou a gol foi porque não teve chance.

Com André suspenso para o próximo jogo, o meu temor é que Cuca adiante Guilherme para jogar isolado dentro da área. Fazendo isso, perderá a cabeça pensante no meio e, ao mesmo tempo, não terá quem construa jogadas para que ele arremate.

O Atlético não possui poder de fogo no ataque, essa é que é a verdade. Bernard voltou mal da contusão, André não dá prosseguimento às jogadas e os laterais/alas, que deveriam apoiar e criar opções, não o fazem.

Apesar de seus defeitos visíveis, o Galo foi superior ao América na partida de hoje. No primeiro tempo, o time alviverde quase não jogou. No segundo tempo, o Galo tanto  martelou que acabou achando um gol em jogada de escanteio.

E aí, como sempre acontece, a equipe se encolhe e leva pressão, por pior que seja o adversário. E, num córner que não existiu, já nos descontos, o América empatou através de um atacante em clara posição de impedimento.

Azar? No meu entendimento, pura incompetência de um time que se encontra com a auto-estima baixa e não confia em si mesmo.

Estivesse em condição psicológica elevada, teria partido para cima do Coelho para fazer o segundo. E mataria as finais no primeiro jogo. Lembro-me que aconteceu o mesmo quando vencia o cruzeiro por 2 a 0 e permitiu o empate.

O Atlético é um time que não sabe jogar com o placar favorável. Deixa-se pressionar muito facilmente, como se temesse sair para o jogo e tomar a virada. O pior é que isso acaba acontecendo como se fosse uma punição dos céus.

As suas limitações técnicas são tão flagrantes que os próprios jogadores sabem disso. É um fator que deveria ser corrigido pela comissão técnica, porém, nada é feito nesse sentido.

Eu já vi times extremamente limitados se manterem, na base da força mental, no alto da tabela do campeonato brasileiro. Já aconteceu com o Atlético em outras ocasiões e o último exemplo foi o Coritiba em 2011.

Enfim, foi um empate que, a bem da verdade, é mais favorável ao Galo do que ao América.

Vamos aguardar o segundo jogo e, muito provavelmente, levantaremos a taça de um campeonato que não vale absolutamente nada.

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TUPI 1 X 1 ATLÉTICO – E A DIRETORIA SEGUE EM COMA…

Começando por palavras que eu diria no final do texto: não importa se o Atlético for campeão mineiro. A verdade é que o time, da forma como está montado, é muito frágil e brigará para não cair no campeonato brasileiro.

Isso ficou claramente demonstrado na partida contra o Tupi.

O Galo é uma equipe com imensas dificuldades de concatenar jogadas de ataque e incapaz de sufocar o adversário em seu campo.

O gramado não dava mostras, à distância, de ser assim tão ruim e no entanto, a bola parecia quadrada.

Jogadores errando passes de 3 metros em jogadas elementares foi algo comum durante o embate.

E o técnico Cuca, ao invés de simplificar, complica ainda mais ao escalar Wesley no meio. Foi um tiro no próprio pé.

Wesley jogou mal, como mal jogou todas as partidas em que foi escalado.

Foi um dos piores em campo, mas não foi o único. Difícil é destacar alguém que tenha jogado o mínimo suportável para um boleiro profissional.

Contudo, Cuca precisa parar de inventar. Com um plantel limitado em termos de qualidade, fazer o feijão com arroz é a sacada mais inteligente.

Enquanto a equipe desfila seu raquítico futebolzinho pelos gramados, a diretoria segue em coma induzido na sede de Lourdes.

As duas contratações prometidas por Eduardo Maluf persistem sendo o que já são há muito tempo: apenas promessas furadas para esconder uma monumental imobilidade!

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Assista aos melhores momentos do jogo:

TUPI 0 X 0 ATLÉTICO – PASMACEIRA TOTAL!

Um joguinho de dar calo nas vistas!

Em compensação, classificou o Galo em primeiro lugar com as vantagens que leva para a semifinal e final, pois resultados iguais o favorecerão. Além disso, pega o Tupi novamente, cedendo para cruzeiro e América uma boa briga de foice em quarto escuro.

Mas, para chegar a essa situação, o Atlético enfiou o regulamento debaixo do braço e se deixou guiar por suas cláusulas e alíneas.

Mesmo assim, o Tupi teve oportunidades claras de gol em duas oportunidades. A partir daí, a partida transcorreu numa pasmaceira monumental.

O Tupi se resguardou na defesa e o Galo também. O resultado era tudo o que as equipes queriam. Toques de bola em exagero para manter o comando do jogo, tabelas infrutíferas, atrasadas de bola, etc, constituíram a tônica do embate.

Devido àquela goleada sofrida em 04 de dezembro de 2011, em que a suspeita de combinação de resultado grassou nas mentes de todos, alguns atleticanos criticaram a forma como o time se portou e o acusaram de fazer, novamente, um jogo de compadres.

Mas, eu pergunto: E se o Galo, ao desguarnecer a defesa para atacar com constância, levasse um gol e perdesse o jogo e as vantagens?

Talvez os mesmos que criticaram a ridícula apresentação de ontem estivessem agora descendo o malho no time por se arriscar desnecessariamente e não jogar de acordo com o regulamento!

Alguns podem argumentar: tínhamos pela frente o modesto Tupi, não o Fluminense.

E eu diria: com o time que temos, até o Tupi é adversário de respeito.

Não se pode contentar a todos. É difícil dizer qual seria o comportamento correto numa partida em que o empate favorecia as duas equipes.

Eu, como ex-jogador, sairia de campo insatisfeito com a pífia atuação, mas, por outro lado, estaria contente com o cumprimento da meta.

Afinal, quer concordemos ou não, o empate foi bom para as pretensões do Atlético e isso é o que importa no momento.

Em relação à análise das nuances do confronto e seus destaques individuais, não há o que comentar. Não vale a pena.

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ATLÉTICO 3 X 0 DEMOCRATA/GV

Ou o Atlético corrige urgentemente o índice de passes errados ou os passes errados serão causa de choro e ranger de dentes em 2012.

Porque não há defesa que resista a constantes bolas perdidas na linha do meio de campo e na entrada da zona do agrião.

Fosse o Democrata um time de qualidade técnica idêntica aos grandes deste país e a história teria sido outra.

Fora isso, a equipe tem nítida dificuldade de tramar jogadas inteligentes no ataque. Falta criatividade.

E na falta de um toque de classe que ilumine mentes e jogadas, ficam trocando bolas sem nenhuma imaginação na intermediária.

Hoje, esse jogo morno e monótono só foi quebrado com a entrada de Neto Berola, que não tem paciência para esse estilo e parte para dentro da defesa adversária.

E foi o que salvou a partida. E ainda meteu dois golaços.

Por isso mesmo, Neto Berola, na minha modesta opinião, foi o único destaque positivo de um jogo chato de assistir. Destaques negativos houveram aos montes, sobretudo em relação à apatia e falta de vontade demonstradas. E em alguns momentos, até seriedade.

A verdade é que depois que Bernard se contundiu, aquela velocidade dos primeiros jogos desapareceu como num passe de mágica.

Com Bernard em campo, Guilherme e André não jogariam juntos. Seria um ou outro, pois eles não se entendem e ocupam o mesmo espaço.

Para terminar, não consigo confiar na força do time na forma em que está. Sem reforços, vamos cortar um dobrado.

E nesta semana, Eduardo Maluf _ que dissera haver contratações importantes nas duas últimas semanas _ se desmentiu sem um pingo de vergonha e declarou que estas não chegarão para o campeonato mineiro. Até aí, vá lá, pois o mineiro não é lá essas coisas.

O problema é que, não contratando para o regional, estaremos fragilizados em grande parte da Copa do Brasil (se seguirmos em frente) e uma parcela importante do campeonato brasileiro.

E, pelo que vejo, apesar de Kalil prometer não repetir os enganos anteriores, a coisa está se encaminhando na mesma direção e com os mesmos erros de avaliação ocorridos em 2010 e 2011.

Nem burro tropeça no mesmo lugar duas vezes. Mas a diretoria do Galo…

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Assistam aos gols da partida:

AMÉRICA 1 X 2 ATLÉTICO

Pela primeira vez este ano jogando contra um time de razoável capacidade, o Atlético decepcionou.

Logicamente, não estou analisando pelo resultado, pois este foi excelente.

Analiso, isto sim, pela performance demonstrada em campo, que não foi nada boa para um time que enfrentou um América com 10 jogadores desde os 40 minutos do primeiro tempo.

Confesso que esta partida me trouxe, com mais clareza, a dimensão do poderio alvinegro para 2012.

E não gostei do que vi, pois com o que temos, não disputaremos títulos e nem ao menos Libertadores. E não falo do mineiro, é óbvio. Com este time que aí está, podem tirar o cavalinho da chuva.

Volto a repetir: há necessidade urgente de 3 reforços. Um para a lateral esquerda, um meia de ligação de jogo rápido e um goleiro.

Não é de hoje que venho martelando nessa tecla. E insisto mais uma vez porque, como eu disse, a partida contra o América cristalinizou as deficiências. A necessidade de encorpar a equipe está escancarada para todo mundo ver, menos para a diretoria.

Atipicamente, o post deste domingo analisará individualmente os jogadores:

RENAN RIBEIRO: É um bom garoto, que merece todo o nosso respeito como pessoa.

MARCOS ROCHA: Marcou o gol da vitória e parabéns por isso. Mas durante o jogo inteiro, não fez nada que pudesse ser chamado de bom. De ruim teve muito.

RÉVER: Precisa aprender a jogar simples. Inventou e complicou.

RAFAEL MARQUES: O mais seguro por ali. Não enfeita nada.

RICHARLYSON: É um bom garoto, que merece todo o nosso respeito como pessoa.

(GUILHERME): A sua melhor atuação pelo Galo. Até que enfim mudou algo com a sua entrada. Marcou o gol de empate, ok, mas antes já tinha participado de bons lances individuais, tabelando, lutando e driblando. Parece que está recuperando a forma.

PIERRE: A raça de sempre. É um guardião aguerrido da defesa. Não concedeu espaços e cobriu as duas laterais. Algumas vezes, até as costas da zaga. Saiu por causa do cartão amarelo.

(SERGINHO): Depois de um longo inverno, Serginho continua sendo o mesmo Serginho. Isso basta para descrever a sua atuação.

LEANDRO DONIZETI: O melhor em campo. Rápido no bote, nunca chega atrasado na dividida. Errou apenas um passe durante 90 minutos, além de um número de desarmes impressionante. Tem personalidade e não tem medo de cara feia.

ESCUDERO: Abaixo do nível das atuações anteriores, mas é um atleta utilíssimo para o jogo coletivo. Colecionou mais uma assistência (para o segundo gol).

MANCINI: Quando Cuca botou na cabeça que Mancini pode ser um bom meia-armador, devia estar brincando. Mancini ainda continua devendo muito.

(DANILINHO): Um peso leve que dá a impressão de estar pesado. Ainda com pouca mobilidade, tem de treinar muito para recuperar-se fisica e tecnicamente. Cadê aquela velha velocidade?

NETO BEROLA: Não foi decisivo e pelo jeito, vai demorar a voltar a sê-lo.

ANDRÉ: Atuar como pivô vem sendo o seu forte neste ano. Mas nem isso conseguiu hoje. Perdeu bolas bobas, não deu seguimento às jogadas e só concluiu uma vez.

Enfim, esperamos um mínimo de clarividência de Kalil e sua equipe para que analisem de forma realista as necessidades do time. Ou para ele está tudo bem?

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Assista aos melhores momentos da partida:

O ATLETICANO HOJE É UM ZUMBI SEM RUMO!

Levar de 6 faz parte do futebol. O que não faz parte do jogo é a apatia e a IRRESPONSABILIDADE com que foi jogado.

Poucas vezes na vida me senti tão envergonhado como ontem. Que sejamos goleados por outros adversários, mas por cruzeiro e Flamengo não dá pra engolir. Para a nação atleticana, isso é inadmissível!

Afora o fato de que, ali em campo, tínhamos a melhor defesa do returno contra o pior ataque. O ataque do cruzeiro, até então, era de riso ou de raiva. Não fazia nem cosquinhas.

Tínhamos todas as ferramentas para alcançar uma vitória ansiada pela torcida e despachar o cruzeiro para a segunda divisão, porém, a garra, a raça e a vergonha na cara foram esquecidas em casa.

É extremamente simples encontrar o motivo da mais vexamosa derrota do Atlético na história desse clássico:

O CRUZEIRO ENTROU E JOGOU, ENQUANTO O GALO JÁ ESTAVA DE FÉRIAS!

Os jogadores do Atlético não deram a menor bola para a torcida, que esperava deles algo parecido com hombridade e amor à camisa.

Para eles, que formam o plantel mais caro da história alvinegra, a meta já tinha sido alcançada na vitória contra o Botafogo. E só isso já bastava!

Tento compreender esse posicionamento, pois o jogador não é torcedor. Mas, por outro lado, não entendo porque, como profissional, não tenha defendido com honra a camisa que é PAGO PARA DEFENDER em todas as circunstâncias, valendo pontos ou não.

E muito bem pago, por sinal.

A de ontem não valia nada, mas mesmo assim, deveria ter sido encarada, no mínimo, com ética e profissionalismo.

O que não ocorreu. Uma decepção gigantesca que nos envergonha a todos.

E que nos faz encarar o Atlético de uma forma mais amarga daqui para a frente.

Nós somos o amor que oxigena o clube, mas talvez sejamos os únicos. Talvez sejamos um Dom Quixote da vida, lutando uma batalha sem glória e sem honra.

Temo que, tal e qual Dom Quixote, tenhamos fechado os olhos para a realidade porque a realidade é dolorosa demais para nós!

O atleticano, nesta segunda-feira, é um zumbi sem rumo!

E o pior: HUMILHADO!

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A seguir, a entrevista do Kalil concedida hoje, na sede do Atlético.

CUCA DEVE SAIR?

Quase todos os blogs estão fazendo a seguinte pergunta: Cuca deve permanecer à frente do Atlético em 2012? Independente dos resultados destas pesquisas, temos de usar a razão para analisar se o Cuca é realmente o treinador ideal para o Galo em 2012.

Falo em usar a razão porque a nossa torcida nunca lança mão dela. Todas as manifestações vindas da torcida do Galo são originadas da paixão, que sempre prevalece sobre a razão. Então passemos à análise.

O Cuca conseguiu o mais difícil, considerando-se o atual elenco do Galo: convenceu os jogadores de que eles podiam render mais do que estavam rendendo até o momento. Isso é fato. E neste quesito ele é um vencedor, porque o Atlético é o terceiro time que ele salva da queda para a segundona. Goiás e Fluminense também já foram salvos por ele.

Ele ainda consegue explicar aos jogadores, de uma maneira clara, o que ele quer que seja feito em campo. Vejam como determinados jogadores do Atlético subiram de produção, caso do Daniel Carvalho. Não estou dizendo que ele é craque ou que é o jogador ideal para a posição, apenas que o rendimento dele melhorou muito.

Mas por outro lado o Cuca é um técnico comprovadamente azarado. Vejam os campeonatos que ele deixou escapar no último jogo. Olhem o tanto de “vices” que ele tem. Botafogo, Fluminense, Cruzeiro e daí por diante. Sempre acontece alguma coisa que falha na hora “H” e o título vai para o outro lado.

O trabalho dele no Atlético deve ser reconhecido. Até o momento, o conceito dele seria MUITO BOM, dadas as circunstâncias. Mas entendo que para o ano que vem teremos de buscar outro treinador, pois não quero ver o Cuca em 2012 e ter de lembrar que foi ele quem salvou o Galo em 2011.

O novo treinador deve ser uma pessoa identificada com o Atlético, com suas tradições e com sua torcida. Deve ser um técnico que não tenha medo de sacar jogadores do time quando não estão atuando a contento. Que tenha coragem de dizer ao diretor de Futebol que este ou aquele jogador não deve ser contratado, porque em nada acrescentará ao time. E principalmente, que consiga recolocar o Galo na sua devida posição em 2012 – na ponta de cima da tabela.

Não quero sugerir nomes, porque isso cabe àqueles que são remunerados para gerir o futebol do Galo. A única coisa que sugiro é que o futebol do Galo seja entregue a alguém com as mesmas características do técnico acima descrito. Para mim, o sr. Eduardo Maluf já demonstrou que não possui um pingo de competência – porque amor ao clube jamais teve ou terá – para gerir o nosso futebol. Pode ter dado certo nas “marias”, mas aqui no Galo o “papo tem de ser reto”. Que ele junte-se aos seus no “reduto do lado homoafetivo da lagoa”.

Mas estas definições só teremos após as eleições de dezembro de 2012. Somente após a eleição do presidente é que o elenco de 2012 começará a ser montado. E espero que com outros critérios, diferentes dos usados até agora. Até lá, é torcer para o Galo e para que as “marias” caiam! #ChupaMaria.

E que ano que vem chupem na Série B!

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CORINTHIANS 2 X 1 ATLÉTICO. FALTOU CONFIANÇA!

Até quando o Galo vai levar gols no apagar dos holofotes?

Pela milésima vez, aconteceu o que todos os atleticanos temem, assim como gato escaldado tem medo de água fria.

E desta vez, ressuscitamos um mastodonte barrigudão da era do gelo, que deu apenas um chute a gol. E marcou.

O Atlético não se posicionou em campo da forma como o Cuca imaginou. A intenção _ de congestionar o meio e partir em estocadas rápidas _ era boa, mas não deu certo. A entrada de Serginho no lugar de Berola e a liberação de Carlos César para agredir pela direita só complicou o que antes era simples.

Bastava manter o mesmo time que vinha jogando, com evidentes ganhos em termos de conjunto desde o início do jogo.

Quando Cuca efetivou a entrada de Mancini, a vaca foi pro brejo de vez. Mancini está mal, retarda as jogadas e acaba travando todo o sistema de ligação defesa/ataque que a equipe ainda possui.

No atual estágio do campeonato, nada mais danoso para o Galo do que lançar Mancini em campo.

E Triguinho, que substituiu Richarlyson, fez a pior partida desde a sua contratação. O primeiro gol do Corinthians foi em seu setor. Era dele a obrigação de não permitir o cruzamento daquela bola. Mas permitiu e deu no que deu.

E nem Berola entrou bem. O pior que pode acontecer a um time é levar um contra-ataque quando você está armando o seu próprio contra-ataque e um jogador perde inesperadamente uma bola que poucos de seu time acreditam que perderá.

E aí o contra-golpe adversário pega o sistema defensivo adiantado, mal posicionado e de calças na mão. Foi exatamente o que Berola provocou infantilmente.

Embora esteja claro que o Atlético foi prejudicado pela arbitragem, que não expulsou Alessandro por uma agressão escandalosa, e a má vontade de aplicar regras iguais para os dois times, acredito que o resultado, em si, não foi injusto.

A partir do momento em que o Galo fez o gol, o Corinthians sentiu tremendamente. Era o momento exato de matar o jogo. Mas não foi o que o Atlético fez. E ainda, para agravar a história, contou com as substituições equivocadas de Cuca, que debilitaram a equipe em campo.

E depois abdicou do ataque para ser dominado inteiramente pelo time paulista. Quando um time opta por sofrer pressão na casa do adversário, com tudo contra _ até o juiz _ é só questão de tempo a bola estufar as redes. Não dá outra!

E foi o que aconteceu. O Galo, inconscientemente, procurou e achou a derrota por ter tomado a trilha errada. Embora não tenha faltado raça, faltaram personalidade e confiança para encarar o líder fora de casa. É duro, mas é a verdade.

Vamos agora para a guerra contra o Botafogo. Além da vitória _ que é de nossa responsabilidade _ que os outros jogos nos favoreçam, para que possamos seguir para a última rodada já classificados.

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VERGONHA NA CARA EM 2012

Este ano durante todo o período em que o Atlético foi treinado pelo Dorival Júnior vimos o time perder um jogo atrás do outro. Perdia porque ninguém sabia se era titular, se era reserva, porque o esquema tático mudava a cada jogo, etc. E principalmente, porque o que era treinado na Cidade do Galo não chegava aos gramados, pois era mudado minutos antes da partida. Faltava “vergonha na cara” dos jogadores.

Realmente não sei o que se passava na cabeça dele, e pra ser sincero, não quero mais saber. Mas a culpa daquela fase é única e exclusiva da diretoria do Clube Atlético Mineiro, mais especificamente dos srs. Alexandre Kalil e Eduardo Maluf, que pela inércia deixaram as coisas chegarem a um ponto crítico. Isso sem comentar as contratações equivocadas e feitas sem critério. Faltava “vergonha na cara” da diretoria.

A chegada do Cuca, de início, não mudou muita coisa, porque o Galo continuou perdendo. Ora, não se consegue encaixar um estilo de trabalho da noite para o dia. Mas uma atitude do Cuca foi fundamental para a mudança da atitude do time: o afastamento do Patric. A atitude dele, ao ser substituído, de sair de campo “caminhando calmamente” demonstrou o comprometimento dele com o clube que pagava seus salários, e em dia, coisa rara nos dias de hoje. Falar que o Patric era um “sem-vergonha” é pleonasmo.

Do afastamento do Patric em diante, o resto do time “acordou” e passou realmente a lutar em campo. Até as entrevistas pós-jogo ficaram melhores, sem as desculpas esfarrapadas de sempre.

O Cuca está fazendo o melhor possível com os jogadores que tem à sua disposição. Sou a favor de sua permanência para o próximo ano, pois ele conseguiu “ressuscitar” o Atlético, e principalmente, recuperar a “vergonha na cara”, que estava sumida fazia tempo. Chega de técnicos “de grife”. Nenhum deles nunca deu certo no Galo, desde os tempos do Rubens Minelli.

Mas para o trabalho do Cuca em 2012 ser bem sucedido, a diretoria do Atlético tem de deixar o “estado de coma” em que se encontra e começar a agir. Jogadores que não interessam devem ser comunicados o mais rapidamente de que não ficarão, e o trabalho para a contratação de reforços já deveria estar em andamento. Que o Departamento de Futebol seja comandado por um profissional identificado com o Galo, sua história e suas tradições. E um bom início é a dispensa do sr. Eduardo Maluf.

Do meu ponto de vista, 2012 já está comprometido, porque os desmandos de 2010 e 2011 ainda serão sentidos. O quanto antes a ação continuar, menos os resquícios anteriores serão sentidos. Contratações certamente serão feitas, mas que antes sejam definidos os critérios que as orientarão. Chega de Jóbsons, Torós, Patrics e outros tantos. Pedir aos jogadores que tenham “vergonha na cara” é fácil – o difícil é mostrar aos jogadores que se tem “vergonha na cara”.

E que o Presidente do Atlético em 2012, seja ele quem for – preferencialmente que não seja o Alexandre Kalil – transfira a sua mesa para a beira do campo de treinamento, na Cidade do Galo, e acompanhe de perto o time.

Ir de vez em quando à Cidade do Galo não é o bastante!

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ATLÉTICO 2 X 1 CORITIBA – 2ª DIVISÃO É A PQP!

O Coritiba nunca foi, historicamente, um dos adversários mais difíceis do Atlético e ontem não foi diferente. Eu esperava mais do time de Marcelo Oliveira, uma vez que ele vinha de resultados espetaculares fora de casa e a vitória o lançaria no meio dos que brigam por Libertadores. Portanto, era uma decisão para eles também.

Considerando sua tradição modesta, a equipe sulista faz uma campanha para lá de ótima.

Só que topou com um Galo empolgado e disposto a mandar a segunda divisão pra puta que pariu!

Não foi o Coritiba que jogou mal. Foi o Atlético que fechou todas as portas para o ataque mais positivo do campeonato brasileiro.

Cuca congestionou o meio, Pierre Cão Raivoso (outra fantástica atuação) teve a companhia mais constante de Felippe Soutto nos combates e até os atacantes voltavam para trás da linha da bola.

E, na retomada, a velocidade e o gás inesgotável de Bernard tratavam de configurar contra-ataques mortais e estabelecer quem é o lobo alfa na Arena do Jacaré.

O Coritiba tentou jogar e só conseguiu depois do gol de Berola, que permanece entortando os zagueiros. É o único jogador imprevisível do elenco e por isso mesmo, fundamental para destruir as defesas.

O time atleticano tem um grave defeito: quando assinala um gol, fica nervoso em campo e se retrai, mesmo que contrarie as ordens do treinador. E se retraindo, chama o oponente para o seu campo.

Exatamente quando o Coritiba mais pressionava, Leonardo Silva arrancou e chutou torto. Mas a sorte, matreira e dengosa, desta vez mudou de lado. A bola resvalou no zagueiro, enganou o goleiro e foi morrer no fundo das redes alviverdes.

Era o que faltava para o Galo retomar o controle da partida. Mesmo depois do gol sofrido no final, o time se mostrou maduro o suficiente para manter o placar, a distância do Z-4 e praticamente selar a sua permanência na série A.

A equipe, como um todo, se apresentou muito bem. Mas determinante mesmo para a vitória foi a garra, o sangue nos olhos dos jogadores e a plena consciência de que era a partida das suas vidas. Isso fez toda a diferença para dois times com objetivos distintos, mas igualmente importantes.

Quando se vê o Atlético jogando desta forma, é inevitável se perguntar porque, diabos, não atuou assim desde o início do campeonato.

Esperamos agora que a diretoria modorrenta, preguiçosa e incompetente se movimente para, sem barcas de saídas e de chegadas, reforce o time pontualmente para lutar por títulos e não ficar eternamente fugindo de rebaixamentos.

Não quero nunca mais comemorar fuga de segunda divisão! Isso é coisa para time pequeno!

Está me ouvindo, senhor Alexandre Kalil?

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MAIS UMA VITÓRIA DO PÉ NO CHÃO SOBRE O DESESPERO.

Figueirense e Atlético iniciaram a partida visivelmente nervosos, mas faziam bom combate no meio de campo, mesmo com muitos chutes para o alto. Quando a bola sobrava, partiam em velocidade para o ataque. Lá e cá. Na verdade, mais lá do que cá. É que, apesar do nervosismo, quando colocava a bola no chão o Atlético tocava melhor. E era superior nas triangulações, tinha velocidade.

Mas o gol atleticano só saiu perto do fim do primeiro tempo, em uma jogada de escanteio, com cabeçada do zagueiro Werley. E foi só. E foi pouco.

Porque o Figueirense não se abalou. Continuou fazendo o mesmo jogo seguro no meio de campo e soube jogar no erro do Atlético. O time catarinense não chama atenção por um futebol vistoso, mas é bem montado. Os jogadores se entendem em campo. Talvez por isso não se afobaram quando tomaram o gol. Talvez por isso não perdem uma partida há 13 rodadas, sendo que ganharam as 6 últimas.

O gol do alvinegro catarinense surgiu de uma falha do goleiro Renan Ribeiro, que errou feio mas não errou sozinho, já que o sistema defensivo atleticano ficou escancarado em um lance de muita velocidade de 3 atacantes contra 5 defensores além do goleiro. Um erro para derrubar qualquer um, certo? Errado. Quando sofreu o gol, o Figueirense soube se recompor. Mas o Galo teve 43 minutos para fazer o mesmo e não conseguiu. Há várias partidas, esse abatimento não acontecia de forma tão aguda.

Na verdade, Cuca não esperou para ver como o time reagiria. A primeira substituição veio imediatamente após o gol, a exemplo do que tinha feito no jogo anterior, contra o Grêmio, quando sacou Carlos César e colocou Serginho.

Hoje, porém, a história não se repetiu. E o Galo, que se desbaratinou ao sofrer o empate, parece ter perdido o restante de suas forças quando Daniel Carvalho deixou o campo. Até o final do jogo, outras duas substituições não trouxeram maior ânimo. O Figueirense tinha constrangedores 65% de posse de bola, a maior parte do tempo forçando o segundo gol. O Atlético se defendia como podia, já sabendo que o empate era lucro.

E os atleticanos espalhados pelo mundo torciam para que o ditado “água mole em pedra dura tanto bate até que fura” fosse mudado para “tanto bate até que o tempo acaba.” Não funcionou.

Aos 42 minutos da etapa final, o Figueirense fechou a conta e passou a régua. Dali não sairia mais nada, a não ser a lamentação de um time que teve o jogo nas mãos, porém não soube superar sua própria falha para seguir na luta.

Quanto à Massa atleticana, ela não pode ser tão bipolar assim. Na semana passada não estávamos no céu. Hoje não estamos no inferno. Temos que fazer o que o time do CAM não conseguiu hoje em campo: reagir ao golpe e partir com confiança e equilíbrio para o restante da peleja.

Equilíbrio é o caminho, como vem provando o outrora tão desacreditado Figueirense.

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