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ENTREVISTANDO LEONARDO BERTOZZI, DA ESPN BRASIL

O L&N volta a entrevistar um dos grandes. Na opinião deste blogueiro, Leonardo Bertozzi, comentarista esportivo da ESPN Brasil, é um dos que possuem maior capacidade de leitura do jogo e suas nuances táticas. Ao analisar a mesma partida que assistimos, Bertozzi  sempre acrescenta (ou informa) algo que não captamos. No meu entender, é uma de suas maiores virtudes.

Ele arrumou um tempo e  gentilmente se prontificou a conversar com a nação atleticana.

Vamos à entrevista:

Lances & Nuances –  Bertozzi, sabemos que a sua origem vem das alterosas, e como todo bom mineiro, vai sobressaindo gradualmente em uma das redes esportivas de maior sucesso no mundo, a ESPN. Hoje, você é parte integrante da grade em programas importantes. Conte para os atleticanos um pouco de sua trajetória profissional e de como você saiu das nossas Minas Gerais para enfrentar o “mundo lá fora”.

Leonardo Bertozzi – Comecei minha carreira ainda durante a faculdade. Trabalhei para o site FutBrasil, inicialmente como repórter, e depois como editor. Simultaneamente, fazia o trabalho voluntário com a NetGalo, que tocava o site oficial do Atlético. Participei de algumas iniciativas pioneiras, como a narração online de jogos do Galo direto do estádio, algo que fizemos em toda a campanha do Brasileiro de 1999. Depois de formado, mudei-me para São Paulo, e após algumas experiências fora da área, iniciei o site FutebolEuropeu.com.br, em 2004, que me deu projeção para trabalhar em veículos importantes. Fui repórter da revista Trivela e editor do site, comentei jogos no BandSports e no FX. Desde 2009 faço parte da equipe dos canais ESPN de rádio, televisão e internet.

L&N – Você é um comentarista que costuma ler a partida de futebol de uma forma bastante realista. Você já atuou dentro das quatro linhas seriamente ou entende que isso não é básico para se construir um bom analista de TV ou rádio?

LB – Um bom comentarista político não precisa ter sido político, assim como um bom crítico de cinema não precisa ser cineasta. Evidentemente a experiência no campo agrega algo, mas não é o essencial. O necessário é estudar, ter conhecimento e se manter sempre atualizado. Um pecado de muitos ex-jogadores que passam a atuar como comentaristas é acreditar que a experiência pura e simples basta.

L&N – Nestes três anos de Alexandre Kalil no Galo, a torcida se frustrou de maneira absurda. O que era para ser a retomada das grandes campanhas de Elias Kalil (pai de Alexandre Kalil) ou mesmo de outras épocas, se transformou em choro e ranger de dentes, flertando com rebaixamentos e tomando goleadas vergonhosas. Na sua visão, quais foram os pecados principais que empurraram o Atlético para este festival de fracassos?

LB – O Atlético tem pecado pelo imediatismo na gestão do futebol. O primeiro ano da gestão Kalil foi positivo, com o time brigando pelo título brasileiro. Daí em diante, e a partir da contratação do Luxemburgo, a coisa foi de mal a pior. O principal equívoco é a contratação de jogadores por atacado, 20, 30 novos por ano. É impossível notar qualquer planejamento quando o time de junho não tem nada a ver com o de janeiro. Se o Atlético não adotar uma linha clara de raciocínio na montagem do elenco, fica difícil esperar alguma coisa.

O Atlético tem se estruturado bem fora das quatro linhas, mas há alguns fatores questionáveis, como abrir mão de um departamento de marketing. Se o marketing dá prejuízo, como alega o Kalil, é porque não é bem feito. O atleticano é apaixonado e pode contribuir muito como consumidor.

Ainda sobre o Alexandre, é necessário separar o torcedor apaixonado do administrador. Apesar de o torcedor se identificar quando ele “solta os cachorros” após um revés ou tira um sarro do rival após uma vitória, nem sempre estes comportamentos são bem recebidos dentro do ambiente.

L&N – A torcida do Atlético sempre foi fidelíssima e extremamente vibrante. Carregar o time nas costas faz parte da nossa história por anos a fio, inclusive em 2011. Mas, devido ao grande crescimento das redes sociais _ e, por consequência, maior comunicação entre os atleticanos _ percebe-se uma reação (crítica) importante de parte da torcida em relação aos anos seguidos de decepções, o que possibilita desembocar numa atitude mais fria (ou equidistante) em relação ao time. Quais as medidas que, na sua opinião, deveriam ser tomadas para restabelecer a sinergia de antigamente?

LB – Um período de vacas magras pode aproximar ainda mais o torcedor do time ou provocar nele uma certa indiferença. A primeira parte foi vista na época do rebaixamento. Talvez seja o momento da segunda parte. Mas acredito que a falta do Mineirão também seja um fator a não ser ignorado. Apesar do fenômeno das redes sociais, é mesmo no estádio onde essa proximidade se verifica.

L&N – Em 2011, contratamos, pelo menos no papel, um timaço. Dudu Cearense, Richarlyson, Mancini, Leonardo Silva, Magno Alves, Guilherme Santos, André, Guilherme… entre outros. No comando, Dorival Júnior. Mesmo assim, foi um filme de horror sem pipoca, com um final digno de enviar a platéia pro hospital com palpitações graves. Como você explica tal disparate em relação ao que poderia ser e ao que aconteceu de fato?

LB – O problema é justamente esse – separar o papel da realidade. Mancini, Guilherme, André, entre outros, eram jogadores encostados em seus clubes. Alguma razão havia. Quando você faz um investimento alto, tem de saber se é apenas no nome ou se a possibilidade de retorno existe de fato. Houve um tempo em que o jogador voltava mal do exterior e conseguia se refazer aqui. Hoje é cada vez mais difícil. Contratar muito nem sempre significa contratar bem.

L&N – Você acredita que no jogo contra o cruzeiro (os 6 a 1), os jogadores do Galo se envolveram em algo desonesto para salvar o rival?

LB – Apesar de não colocar a mão no fogo por nada no universo do futebol, seria leviano da minha parte fazer qualquer insinuação neste sentido. Entendo o desespero do torcedor, que podia viver seu momento de maior alegria em muito tempo, mas o jogador não pensa da mesma maneira. Deveria, mas não pensa. Na cabeça de muitos ali, a missão estava cumprida uma semana antes. Quando você entra em um jogo como este sem grandes motivações, contra um adversário que faz o jogo da vida, é possível que uma tragédia do tipo aconteça.

L&N – Kalil reeleito por mais 3 anos. Em seu primeiro mandato, o presidente alvinegro se notabilizou por atitudes arrogantes, declarações estapafúrdias, excelente trabalho (até onde podemos ver) na administração financeira do clube e uma péssima gestão do futebol. Para que tudo isso fique no passado, o que você acha que Kalil deve fazer para produzir um segundo mandato capaz de resgatar o prestígio do Clube Atlético Mineiro em termos nacionais?

LB – A hora é de arregaçar as mangas, trabalhar sério e acreditar em uma linha de planejamento. Manter técnico, elenco, apostar nos bons jovens e contratar apenas jogadores que cheguem para resolver. Com a volta do time a BH, um programa eficiente de sócio-torcedor também será bem-vindo.

L&N – Você é a favor da repatriação de Diego Tardelli?

LB – Depende das condições. Se for necessário um imenso sacrifício financeiro, não vale a pena, apesar de o jogador ser um ídolo e ser um destes que chegam para resolver. Em condições aceitáveis, vale a pena.

L&N – Caro Leonardo Bertozzi, para encerrar a entrevista, qual a sua mensagem para a nação atleticana, que admira muito o seu trabalho?

LB – Agradeço a todos que acompanham meu trabalho. Sei que muitos esperam que eu seja uma espécie de “embaixador” do Atlético na imprensa nacional. Não é exatamente o caso, mas sei que falo com propriedade do Galo quando me cabe. E foi uma satisfação grande poder cobrir vários jogos do Atlético pela TV e pela rádio desde a mudança para São Paulo. Espero que essas ocasiões se multipliquem e que novos encontros com a Massa aconteçam. Abraço a todos!

A sua presença honrou o L&N e a nação atleticana, Bertozzi. Muito obrigado.

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ATLÉTICO 4 X 0 BOTAFOGO. FUGA DE 2ª DIVISÃO NÃO É O BASTANTE PARA ESQUECER!

Com uma goleada de 4 X 0 sobre o ex-carrasco Botafogo, o Atlético afastou de vez toda e qualquer possibilidade de rebaixamento.

Mesmo que não tivesse vencido, a vitória do América sobre o Atlético Paranaense já teria feito o serviço.

Contamos com uma pitada de sorte? Sim. Se aquele chute cara a cara do Elkeson, no início do jogo, tivesse entrado, a situação do jogo teria sido outra.

Mas não entrou. E isso é o que importa! Depois do primeiro gol, de penalti, o Galo se tranquilizou em campo e pôde dar mostras da evolução que obteve com Cuca. Uma defesa consistente e um setor de proteção a zaga pegador e raçudo. Com Daniel Carvalho na armação e Bernard como válvula de escape, o time se reeencontrou.

Foi 4 a 0 como poderia ser 8.

Mas a fuga do rebaixamento não pode jogar um tapete sobre o monte de lixo produzido pela diretoria este ano.

Mesmo com os exemplos nada edificantes de 2010, o presidente Kalil e seu staff meteram os pés pelas mãos… de novo!

Quando víamos bons jogadores sendo contratados pelos adversários, Kalil contratava uma barca furada de péssimos atletas. E o pior: custando os olhos da cara!

Um bom olheiro passou longe da Cidade do Galo.

Se em 2012, o trabalho de contratar estiver a cargo de Maluf, preparem-se para sofrer a mesma agonia de 2011.

Escapamos da segunda divisão sim. Mas ainda não escapamos da incompetência insuperável de uma diretoria amorfa, estática e irresponsável.

Uma diretoria que investiu errado, que tomou decisões equivocadas e que quase provocou um desastre.

Neste momento, após driblarmos a queda (sabe-se lá Deus como!), é salutar que o presidente Kalil se muna de humildade para reconhecer erros crassos.

Um bom presidente não se faz com piadinhas de gosto duvidoso em momentos delicados _ quando o silêncio é essencial _  e nem à base de uma arrogância calcada em absolutamente nada de produtivo.

Qual a origem dessa arrogância quando o trabalho no futebol beirou o ridículo?

Durante quase todo o ano fomos chacota nacional, talvez devido a essa compulsão doentia do Alexandre Kalil de arrotar caviar depois de comer couve.

Isso tem de acabar! A vaidade pessoal quase sufocante de Kalil tem de dar lugar a uma postura ponderada, inteligente e com uma análise mais apurada nas contratações.

Que ele se livre urgentemente de Eduardo Maluf e contrate alguém que realmente entenda de futebol e, por consequência, que saiba discernir um bom jogador de um perna de pau.

Que o Cuca, que este ano foi o único que acertou em contratações, possa participar de perto da escolha de reforços, mas que não tenha a mesma autoridade que tiveram Luxemburgo e Dorival Júnior, que arrasaram um plantel de bom nível para enchê-lo de atletas irresponsáveis e inoperantes.

Eu deveria estar comemorando a fuga da segunda divisão, eu sei. Mas, neste momento, lembro-me que sou atleticano e como tal, eu merecia estar vibrando com uma Libertadores ou um título nacional.

Ainda não me acostumei com essa droga de fugir de rebaixamento a todo ano. Alexandre Kalil e Eduardo Maluf podem até estar muito felizes agora.

Eu estou aliviado, mas não estou feliz! Para mim, está na hora certa de cobrar de quem nos envergonhou durante todo o ano de 2011.

E a fuga da 2ª divisão não é o bastante para esquecer!!

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A QUE PONTO CHEGAMOS… MAIS UMA VEZ!

Apesar da derrota, o Galo não jogou tão mal assim. Pelo menos, não tomou o mesmo passeio do primeiro turno, em plena Arena do Jacaré, se é que isso significa algo de bom.

O Atlético pecou principalmente na compactação do meio de campo, onde faltou Pierre. Esta foi a ausência mais sentida na equipe.

Sentida principalmente na zaga, que sem proteção, esteve exposta todo o tempo. O combate era dado diretamente pelos zagueiros, ao invés dos volantes.

Por aquele setor de campo, desfilou a omissão e o descaso de Dudu Cearense, que perdia bolas em regiões perigosas e voltava andando, como se estivesse em uma pelada de fim de semana.

Richarlyson é sempre uma peça nula em campo. De seus pés não sai nada de produtivo.

Fillippe Soutto, mesmo sobrecarregado, ainda conseguiu se salvar em meio ao caos.

Daniel Carvalho não foi decisivo, mas se esforçou muito para sê-lo. Porém, nem sempre dá.

Na minha modesta opinião, Bernard se transformou em peça fundamental em um time de experientes e rodados.

Luta por cada bola como se a bola fosse uma mulher bonita. Tecnicamente, está melhorando a cada jogo. Dá gosto ver o garoto jogar.

Enfim, mais uma derrota do time que mais acumulou revezes no campeonato. E muitos destes com a ajuda infalível dos árbitros.

O time não é lá essas coisas, admito. E era ainda pior com Dorival.

Mas, convenhamos, os juízes beneficiam claramente os adversários do Atlético.

Seja em faltas no meio de campo, quando é necessário que o zagueiro do outro time esfaqueie o nosso jogador para que algo seja marcado, seja inventando faltas contra nós por contatos físicos normais no futebol.

Ontem, a infração que originou o gol não existiu. Nei simulou flagrantemente e o árbitro engoliu.

E fazem trocentos anos que não vejo juiz “desanular” gol anulado por bandeirinha. Aliás, este gol foi exatamente igual ao que Guilherme marcou contra o Atlético-GO e que foi invalidado. Invalidação esta que foi prontamente acatada pelo juiz!

Em suma, contra nós pode, né?

O Atlético é o time mais prejudicado por arbitragens neste campeonato brasileiro de 2011!

Ora, não basta o time meia-boca que temos se estrepar por si mesmo? De todo jeito, isso aconteceria por incapacidade técnica, sem interferência de terceiros.

Mas parece que CBF precisa garantir a catástrofe através da manipulação do apito. E quem duvida disso, não imagina, nem de longe, do que é capaz a mente doentia e desonesta de Ricardo Teixeira.

E Alexandre Kalil foi caçar briga justamente contra o demônio do futebol brasileiro! É muita burrice, principalmente quando se sabe que o time montado na Cidade do Galo é a prova mais cabal da enorme incompetência do presidente atleticano.

Pois esta equipe custaria a vencer com apito a favor, imagine contra!!

A retaliação veio a jato! E olha que não sou a favor das tais teorias da conspiração. Mas onde Ricardo Teixeira põe a mão, eu acredito até em roubo por telepatia!!

Temos 3 jogos em casa nas próximas rodadas. Nem preciso dizer que a obtenção de 9 pontos é fundamental para  a nação alvinegra manter as esperanças.

Apenas para manter as esperanças!

A que ponto chegamos… mais uma vez.

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MILAGRES ACONTECEM! REZEMOS POR ELES.

É incrível como um gol a favor pode fazer tanto mal ao Atlético!

A equipe, surpreendemente, vinha jogando bem. Até o momento em que aconteceu o gol de Daniel Carvalho.

Foi como se as luzes se apagassem na Arena do Jacaré.

O toque de bola, que vinha se constituindo na principal virtude, desapareceu. A saída da defesa para o ataque, que antes era feita de forma tranquila, se transformou em chutões desesperados.

E a cada chutão, mais uma posse de bola do Flamengo.

Desse jeito, não há Cristo que resista. E foi o que aconteceu. Ronaldinho Gaúcho, anulado em campo pela boa marcação do Atlético, reapareceu e empatou a partida.

Novamente ressuscitado pelo mesmo time que o presenteara com um balão de oxigênio no primeiro turno.

Só depois que sofreu o empate, é que o Galo conseguiu igualar o jogo, embora, desta vez, correndo riscos que no primeiro tempo não correra.

Tanto que Renan Ribeiro, repetidamente criticado neste espaço, foi forçado a fazer defesas difíceis _ uma delas, dificílima _ e foi o responsável direto por evitar uma derrota catastrófica.

Fazia tempo que defesas deste naipe estavam esquecidas no repertório do jovem goleiro.

Como tramas envolventes e conclusões acertadas estão esquecidas no nosso ataque!

O Atlético hoje tem mais compactação no meio de campo, uma marcação mais acirrada em todos os setores de campo, mas não machuca o adversário em sua área. O nosso ataque é baseado nas poucas improvisações de jogadores extremamente limitados tecnicamente.

E quem irá me dizer que um atleta apenas razoável improvisa _ ou cria _ bem?

Ontem, o Galo poderia ter saído de campo com uma vitória, não fosse o congelante medo de vencer.

A auto estima dos jogadores anda tão em baixa, que eles não se sentem seguros e nem confortáveis com um placar favorável, por mais absurda que essa tese possa parecer.

E acho que, nesta altura do campeonato, nem um psicólogo do nível de Freud poderia alterar tal comportamento.

E olha que estávamos jogando em nossos domínios, com a torcida a favor. A tendência natural seria agredir ainda mais, ir em busca do segundo gol, pois o Flamengo estava mal em campo.

Vendo o que aconteceu, dá para imaginar a agonia de se manter um placar positivo em campos inimigos!

Enfim, a saga continua. O doloroso sofrimento da nação atleticana é fruto de decepções semanais, como uma tortura medieval lenta e sádica.

A verdade é que estamos numa nau sem rumo e sem vela, sem um comando de pulso e ao sabor do vento. Sem perspectivas de curto prazo. Então, só nos resta pensar que…

Milagres acontecem. Rezemos por eles!

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LÁ VAMOS NÓS PARA MAIS UMA BATALHA!

Sabendo que depois do jogo contra o Flamengo, o Galo enfrentará o Internacional em Porto Alegre, fica claro que a partida contra o time dos urubus cariocas é vital para as nossas pretensões.

Se alguma pretensão ainda existe.

Se, por desgraça, perdermos esses próximos 6 pontos, afundaremos de vez na zona do rebaixamento e de lá só sairemos por obra e graça de Nosso Senhor Jesus Cristo… se Ele deixar de lado assuntos muito mais importantes para nos ajudar.

Contudo, se o Galo vencer o Flamengo, parte com a auto-estima renovada para a batalha contra os gaúchos.

Infelizmente, Neto Berola está fora do embate. É o único jogador do elenco com características formatadas para o contra-ataque veloz. Sem ele, perdemos este trunfo.

Réver ainda é dúvida. Caso não jogue, o indefectível e eterno Werley tomará seu lugar.

Magno Alves e André retomaram condições de jogo, enquanto Guilherme e Marquinhos Cambalhota não treinaram hoje por causa de dores musculares.

Guilherme, certamente, por ter corrido uma barbaridade (?) contra o Atlético-GO!?!

Desta forma, o provável Atlético desta quarta-feira será:

Renan Ribeiro, Serginho (Mancini), Réver (Werley), Leonardo Silva e Triguinho; Pierre, Filippe Soutto, Richarlyson (Renan Oliveira) e Daniel Carvalho; Magno Alves e André.

Renan Oliveira está recuperado e como se dá muito bem contra o Flamengo, está relacionado.

Muitas dúvidas em muitos setores. Mas, ultimamente, não temos que nos preocupar com isso. Seja qual for a equipe escalada, o filme não muda: nunca é comédia. Sempre é um dramalhão digno de Ingmar Bergman!

De todo modo, espero que o time se supere e vença nem que seja de meio a zero, para afastar-se cada vez mais do apavorante polígono da humilhação explícita.

Vamos pra cima deles, Galo!

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ATLÉTICO 2 X 0 BAHIA. E OS PÉS PERMANECEM GRUDADOS NO CHÃO.

Não quero supervalorizar a vitória e muito menos desmerecer a sua importância.

Afinal, por causa disso, saímos da zona de rebaixamento. Pelo menos, momentaneamente. Mas nada nos garante que o time tenha engrenado definitivamente.

Não sabemos o que acontecerá no próximo jogo, contra o Atlético-GO fora de casa. Apostar em uma vitória do Galo em Goiânia é como jogar na sena e se endividar até no talo com a certeza de se tornar milionário.

A não ser pelos 3 pontos guardados zelosamente na sacolinha, não foi uma partida que nos inspire a ovacionar a equipe daqui para a frente.

Alguns jogadores ainda permanecem atuando dentro daquilo que os boleiros (aqueles que jogam ou jogaram de forma séria) definem como “jogando pedrinha”.

No presente caso, Mancini e Serginho.

Mancini, especialmente, teve a chance de se redimir no segundo tempo, quando assumiu a lateral direita. Naquele espaço de campo, não comprometeu, pois decidiu jogar apenas o feijão com arroz. Já não é capaz de produzir mais do que isso.

Só não incluo Renan Ribeiro nesta lista porque o jovem goleiro da base não foi exigido em nenhum momento do jogo.

E se a bola não vai nele, não tem como falhar.

Jogar sem goleiro é uma tragédia digna dos grandes dramas gregos! Dureza, viu!

No mais, o Galo se cuidou muito nos combates no meio de campo e eu não vi a zaga desguarnecida em nenhum momento.

Werley colou no Reinaldo e Triguinho cobriu seu lugar, sem falhas durante todo o jogo.

Daniel Carvalho soube distribuir as jogadas enquanto teve fôlego. O lançamento que fez para o segundo gol de Magno Alves pagou o ingresso.

Daniel Carvalho tem um potencial tão grande que nem ele mesmo sabe. E, por conta disso, não se valoriza.

Pelos dois gols marcados, um deles em um penalti que na hora achei que não existiu _ mas que, depois confirmei sua legalidade por VT _ Magno Alves foi o nome do jogo.

Além de jogadas agudas em direção ao gol. E quando estava crescendo ainda mais, foi retirado da partida pelo treinador. Vai entender.

Pierre também foi destaque. Das bolas que disputou, não perdeu uma sequer.

A realidade é que o Atlético atuou de forma consistente do meio para trás. E de forma improvisada e insegura do meio para o ataque.

A bem da verdade, o primeiro lance efetivo de gol aconteceu aos 45 minutos do primeiro tempo, quando o penalti foi marcado. Nada mais além disso.

Muito pouco para quem jogava em casa, com o apoio da torcida.

As chances se multiplicaram no segundo tempo, quando o Bahia se lançou ao ataque em busca do empate e foi surpreendido pelo primoroso lançamento de Daniel Carvalho, que encontrou Magno Alves livre para fazer o segundo gol.

E, logo depois, Bernard _ que deu muito mais velocidade às tramas de ataque _ perdeu uma chance de ouro, cara a cara com Thiago.

Essa vitória não me tira a certeza de que vamos brigar todo o tempo na parte de baixo da tabela, disputando com os times pequenos as migalhas que sobrarem.

Não temos equipe para mais do que isso, infelizmente.

Futebol é imprevisível, mas quando a incompetência da diretoria é exagerada e beira as raias da irresponsabilidade, é fácil fazer previsões seguras.

O que anseio é apenas escapar da segunda divisão. Não tenho mais nenhuma pretensão, pois não primo pela loucura.

Tomara que eu esteja enganado. E você, amigo leitor do L&N, qual a sua opinião?

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VERGONHA!!!

Inauguramos uma nova era no Atlético.

Não nos basta mais perdermos o jogo e os 3 pontos.

Uma derrota digna já não é suficiente. Temos de levar goleadas uma atrás da outra para escancarar de vez a vergonha da massa atleticana.

Uma torcida que respira e vive por este clube, mas este clube não vive nem por si mesmo, quanto mais pela torcida.

Ontem o Galo extrapolou a cota de incompetência e o Internacional passeou em campo.

Foi como tirar pirulito de uma criança desde o primeiro minuto de jogo, tal a diferença técnica e tática entre os dois times.

O placar não diz o que foi o jogo. O Atlético merecia levar uma sapatada de 6 ou 7.

E quando digo que tremo só de pensar nas alterações de Dorival Junior, eu tenho cá as minhas razões.

A entrada de Wendel foi uma brincadeira cruel com aqueles que entendem um mínimo de futebol.

Foi uma invenção de um treinador metido a Professor Pardal que superou a burrice da personagem dos gibis.

Abriu o meio de campo completamente e a partir daí, a coisa desandou. Mesmo tentando corrigir depois,  já era tarde. A Inês já era morta.

A verdade é que o time do Atlético perdeu o padrão que vinha mantendo até no jogo contra o Bahia.

Simplesmente desapareceu no ar. Escafedeu-se. Hoje não existem mais soluções treinadas. O time está entregue às baratas.

E matando todo mundo de vergonha. E forçando a cabeça do atleticano a olhar para o chão… outra vez. E mais uma vez!

É este o time que o presidente Kalil diz ser muito bom?

O presidente disse também que Renan Ribeiro está entre os 5 melhores do país. Cegueira pura de um dirigente que está pecando por omissão e empáfia.

Pois a porteira foi aberta por Ribeiro, naquela bola fácil que espalmou nos pés do atacante. Mas, inexplicavelmente, permanece titular. Até quando vai continuar contribuindo para as derrotas?

Daniel Carvalho, apesar de ter sido um dos menos ruins, não se encaixa em meio de campo marcador. Desequilibra o setor.

Aliás, posso estar sendo injusto com ele, porque ontem eu não vi ninguém se encaixar em esquema algum, pois esquema foi exatamente o que não existiu.

É este o time de 2011? Se for, preparemos o lombo. Nosso futuro será lutar, NOVAMENTE, contra o rebaixamento, não se iludam.

O time foi esfacelado e perdeu todo o conjunto que tinha, devido aos estranhos critérios de Dorival Junior. Cada critério mais aloprado que o outro.

Isso desmotiva e desestabiliza o grupo. Vide Guilherme Santos, que vinha super bem e hoje virou um perna de pau. Mais um para a galeria.

Não espero nada de bom dessa aberração chamada equipe do Atlético.

E não espero nada de reforços de uma diretoria sonolenta e míope, que, apesar dos apelos de milhares de atleticanos em relação ao fortalecimento do time, se faz de surda, como se tudo fosse uma bobagem de gente que não entende nada.

Pois é, são nessas horas que a gente constata quem é que entende alguma coisa. E quem se julga dono da verdade e não é.

Manter um time desses sem reforços, durante tanto tempo, sem ouvir ninguém, só pode vir de UMA CAMBADA DE IRRESPONSÁVEIS!!!

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E O GALO DORME…

Eu estou muito preocupado com o estilo de administração do futebol que o Atlético adotou.

Um estilo dorminhoco que beira as raias da inércia!

Custo a crer que o presidente Kalil, depositário dos anseios da massa, acredita que o time que temos é forte o suficiente para realizar  uma grande jornada.

No meu ponto de vista, não é! O jogo contra o Flamengo, apesar do desempenho muito igual na maior parte do tempo, deixou claro que na hora da onça beber água, as coisas se complicam.

Aliás, contra o time carioca, além da flagrante limitação técnica, surgiu um fato novo: uma apatia inacreditável de alguns jogadores, principalmente no segundo tempo.

Cansaram ou apenas desistiram de correr em busca de uma vitória? Apenas como exemplo, eu vi Dudu Cearense perder uma bola em zona de perigo e voltar andando para a defesa.

Giovanni Augusto rifava bolas bobas e não recompunha o sistema defensivo. Será que o sucesso repentino subiu à cabeça do garoto? Já calçou saltos altos?

Em determinado momento, o Galo parecia um bando de amadores correndo _ ou evitando correr _ atrás de uma bola.

E esta é a equipe forte que o presidente cita?

Enquanto outros clubes buscam se reforçar, a diretoria do Galo está sentada à beira do caminho pitando um cigarrinho de palha e jogando conversa fora.

Pois a necessidade de reforços é muito grande! Nenhum time do mundo se sustenta sem a armação no meio de campo, uma vez que os atacantes ficam sem função se a bola não chegar neles.

Nós temos Daniel Carvalho, que, infelizmente, não é regular. Joga um jogo bom e no outro desaparece. E a sua presença em campo enfraquece de forma latente a marcação do meio de campo.

Resta saber o que é mais importante: se os lançamentos, em sua maioria errados, ou a compactação equilibrada da equipe.

Na minha opinião, Daniel Carvalho desequilibra o esquema do Galo!

Portanto, precisamos URGENTE de um meia armador que seja rápido tanto com a bola nos pés quanto na recomposição do meio.

E de um matador lá na frente. Os que temos são aprendizes em matéria de meter a bola na casinha. E não me venham dizer que Keirrison é o nome, pois este é muito pior que os que temos aqui.

E fora outros reforços que antes eu achava desnecessários, mas que agora já não penso assim.

Entretanto, a diretoria hiberna. Para eles, está tudo bem.

Pois eu lhes digo que, a persistirmos jogando essa bolinha inofensiva, o drama será grandioso este ano.

E no final, culparão o azar, pois contrataram um monte de gente e nada deu certo.

Contratações sem nenhum critério, mas mesmo assim, contratações, é o que dirão.

Por isso, estou cansado. Cansado de ser figurante, quando a nossa vocação é a de protagonista.

Cansado de correr pra não chegar!

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ATLÉTICO 2 X 2 ATLÉTICO-GO. UM PÉSSIMO RESULTADO.

Custo a crer que, depois de partidas vistosas, recheadas de um futebol rápido e fluente, o Galo voltou ao marasmo do jogo improdutivo e com passinhos para os lados.

Pois foi o que aconteceu ontem. E, como diz o “filósofo” Muricy Ramalho, a bola pune!

Eu não sei como foram os treinamentos na semana que antecedeu a partida, mas a impressão que eu tenho é que tudo de bom que o time tinha foi “destreinado” e atirado na lata de lixo.

Os irritantes passinhos para os lados acontecem quando não existe entrosamento ou falta ousadia. E passes errados são uma demonstração de reduzida capacidade técnica ou excesso de virtuosismo.

De todo modo, de um jeito ou de outro, acaba travando todo o time, principalmente quando o meio não consegue ditar o ritmo de jogo.

Tudo bem que Fillippe Souto arredondava a bola naquele setor e Richarlyson dava um plus a mais na marcação.

Entretanto, a falta dos dois não pode justificar tamanha queda de rendimento.

Apesar de maior posse de bola, o Galo foi dominado taticamente pelo xará goiano, que atuou como bem quis em plena Arena do Jacaré, fato inadmissível em um campeonato tão difícil quanto o brasileirão.

Daniel Carvalho não fez a diferença, Gilberto entregou a rapadura no primeiro gol deles e Giovanni Augusto tornou-se, de repente, um jogador comum, sem contribuir como o fazia antes.

Mancini está abaixo da crítica e Magno Alves segue perdendo gols em profusão, embora a criação de chances para conclusões não tenha sido, nem de longe, no nível dos outros jogos.

Enquanto isso, o Atlético-GO, com apenas três finalizações, marcou duas vezes. E num deles, auxiliado por uma falha bisonha de Renan Ribeiro justamente quando o Atlético ensaiava uma reação de verdade.

Foi como um balde de água fria na equipe.

E não foi a primeira vez. Até quando Dorival Júnior manterá um goleiro inseguro com título de propriedade da titularidade registrado em cartório?

Imagino o que se passa na cabeça do goleiro reserva, Giovanni, nesta altura do campeonato, pois, comprovadamente, é mais completo que o titular.

Renan Ribeiro é um razoável goleiro, nada mais do que isso. É uma promessa _ que ainda não deslanchou, como tantos _ e tem de ser preservado sim. Mas essa preservação da prata da casa passa por um bom banco.

Parece que Dorival Júnior entende que uma reserva machucaria demais Renan Ribeiro. Ora, enquanto isso vamos seguir levando gols bobos e perdendo pontos?

Muitos já passaram por isso e depois tornaram-se grandes jogadores. Não há nada demais na atitude. Diego Alves é um bom exemplo.

Foi uma partida sem imaginação do time atleticano, que esqueceu o bom conjunto mostrado em jogos anteriores.

Dorival Júnior merece críticas sim. Mete umas idéias alopradas na cabeça e nenhum ser racional consegue tirá-las de lá.

Leandro no lugar de Guilherme Santos é uma aberração, uma ode à burrice.

O time vinha jogando bem com 3 volantes e ele simplesmente muda tudo, sem motivos aparentes. Mantem Mancini com um Guilherme no banco.

Daniel Carvalho, que, hipoteticamente, não suportaria 90 minutos, é mantido o jogo inteiro. Vá entender!

Afora outros pontos não citados, senão esta crônica será alongada em demasia.

Vale lembrar que não estou pedindo a cabeça do Dorival. Tenho o maior respeito por seu trabalho e a continuidade da filosofia é fundamental nessa hora.

Mas ninguém está acima de críticas feitas construtivamente.

Enfim, não fomos competentes para somar 3 pontos em cima de um adversário de média capacidade e dentro de nossos domínios.

Isso nos obriga a enfrentar o Flamengo do moleque irresponsável com a corda no pescoço e pensando tão somente na vitória.

Um péssimo resultado!!

E mesmo assim, a diretoria segue dormindo em berço esplêndido!

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BAHIA 1 X 1 ATLÉTICO. PERDEMOS 2 PONTOS.

O Atlético não reeditou as suas melhores partidas, mas fez o suficiente para perder um balaio de gols, jogando fora a possibilidade de, no mínimo, subir para a terceira posição na tabela de classificação.

No primeiro tempo, o Galo jogou razoavelmente até os 30 minutos. Depois, o Bahia reagiu e agrediu de uma forma mais incisiva do que vinha fazendo até então.

Giovanni Augusto não conseguiu realizar a transição da defesa para o ataque e a equipe se ressentiu tremendamente disso. Afinal, um dos pontos fortes do conjunto residia justamente neste quesito.

Toró muito mal em todos os aspectos, perdia a bola lá na frente e não voltava a tempo de recuperar a bola.

O lado positivo que posso registrar é que o time hoje tem uma personalidade mais aguerrida e lutadora. Os atletas buscam suprir as deficiências de momento com muita dedicação e uns se doam pelos outros.

Muito em função do exemplo de Réver e Leonardo Silva, dois jogadores que demonstram uma sede de vitória acima da média.

No segundo tempo, um penalti mandrake marcado por um péssimo juiz, impôs ao Atlético a obrigação de se abrir e partir para cima do Bahia.

Mesmo sem jogar bem, com jogadas confusas no meio de campo e perdas infantis de bola, o Galo buscou pressionar o time baiano.

No intervalo do jogo, eu tuitei que esta partida seria perfeita para Daniel Carvalho mostrar serviço, pois o Bahia concedia espaços na defesa que um jogador habilidoso como ele poderia explorar.

Dito e feito. Dorival Júnior, pensando igual a mim, mandou-o a campo e ele, Daniel Carvalho,  assumiu a responsabilidade de municiar os atacantes e deu a assistência para o gol de empate, de Neto Berola.

Fora a falta que bateu, que resultou no segundo gol, legítimo, mas mal e porcamente anulado.

E lançou magistralmente Magno Alves para este desperdiçar mais uma grande chance frente a frente com o goleiro. E outras jogadas mais.

Para mim, jogando apenas 30 minutos, Daniel Carvalho se constituiu no grande nome do jogo por tudo que produziu hoje.

E não atuou só com a bola no pé. Voltou para marcar, tentou ser rápido nos contra-golpes, e preencheu espaços quando não tinha a posse de bola.

Resta saber se ele está disposto a repetir a dose nas próximas oportunidades.

No mais, reconheço que a equipe atleticana cria muitas chances de gol, o que é extremamente digno de elogios.

Mas, em compensação, desperdiça quase todas. E aí os elogios vão pro ralo e críticas ferozes tomam seu lugar.

Dentro das circunstâncias do jogo, foi um péssimo resultado. Se considerarmos a cascata de empates que aconteceram nas outras partidas, pior ainda. Se tivéssemos vencido, estaríamos em uma posição bastante favorável, na cola do São Paulo.

De todo modo, botamos um pontinho na sacolinha, o que nos mantém no G-4.

Mas temos de seguir melhorando. E temos muito a progredir.

Muito trabalho e muita fé. E outro tanto de apoio!

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MÁRIO MARRA FALA À NAÇÃO ATLETICANA – EM ENTREVISTA.

O L&N tem a imensa honra de entrevistar Mário Marra, um comentarista esportivo da mais alta qualidade, um dos melhores deste país. Mário Marra prontamente atendeu ao meu pedido e se dirigiu  à nação atleticana. E o fez com postura e opiniões corajosas que só os homens corretos possuem. Além disso, foi tão sincero na entrevista, que, ao ler a  última resposta (quando fala de sua mãe atleticana), não pude conter a emoção. E muitos também se emocionarão, tenho certeza.

Vamos à entrevista:

Lances & Nuances: Prezado Mário, você é recém saído de Minas Gerais. Hoje, atua na rádio CBN em nível nacional e também participa do “Arena”, programa esportivo do Sportv. O que mudou na sua vida profissional, além da mudança para São Paulo?

Mário Marra: Mudou muita coisa. Em BH, eu dividia minha vida profissional. Não podia me dedicar integralmente. Em São Paulo, a minha dedicação é integral e a minha preocupação é apenas com o trabalho. Não posso falar por outras pessoas, mas levo uma vida muito mais profissional e concentrada. Fiz minha rotina de trabalho e a Rádio estimula o meu desenvolvimento

L&N: Conte-nos um pouco de sua vida em Minas Gerais, do seu progresso pessoal por aqui e de como você se interessou pelo jornalismo esportivo.

MM: Sou daqueles alucinados por rádio e pelo futebol. Sou um consumidor de futebol e sempre quis trabalhar com esporte. Joguei futsal no juvenil da AABB e aos 19 anos senti que não dava mais para viver de sonho. Fiz duas cirurgias no joelho direito e passei a ter medo das divididas, ou seja, acabou a aventura com a bola.

Como sempre consumi futebol e sempre tive interesse pela parte tática que o futsal ensina muito bem, procurava ver o esporte com um olhar diferente e crítico. Em 2000, o então gerente de jornalismo da CBN, Walter Huamany, falou de mim para o Guiotti e tive a oportunidade de comentar meu primeiro jogo. Era um America x Rio Branco, de Andradas.

O detalhe é que estava com minha mãe no hospital e vivendo seus últimos dias. Encarei o jogo e dei muita sorte nas substituições. Fui chamado outras vezes e outras.

Em 2002, com a chegada da Rádio Globo Minas, assinei meu contrato como comentarista. Fiquei dois anos trabalhando, me divertindo, aprendendo e depois de dois anos é que fui contratado. Dois anos sem receber? Sim! Era uma aposta e deu resultado.

Fazia Publicidade e mudei o curso para Jornalismo. Acho que a base do trabalho foi o respeito. Não xingava ninguém e não é preciso ser jornalista para apenas gritar. Usava a ironia e a educação para falar que o jogador estava mal. Algumas pessoas passaram a perceber que eu procurava não repetir velhas fórmulas. Na verdade, sempre me senti incomodado com gritarias e ofensas. Tenho um filho e fico pensando o que ele sentiria se ouvisse que eu sou ridículo, idiota e por aí vai. Respeito é primordial.

L&N: Qual a sua opinião sobre Ricardo Teixeira, alvo de acusações graves de recebimento de propinas, mas que sempre consegue manter-se são e salvo no cenário brasileiro?

MM: Ricardo Teixeira representa o que existe de mais atrasado no país. É constrangedor perceber a arrogância e politicagem. Se ele tivesse interesse em melhorar o futebol brasileiro, já teria resolvido. São muitos anos de cargo e pouquíssima evolução. A estrutura do futebol brasileiro é errada. A CBF se serve dos clubes e deveria ser o contrário. A Copa do Mundo no Brasil era um sonho de infância e se transformou em uma grande decepção.

As coisas acontecem bem na nossa frente e vão continuar acontecendo. A Copa é dele e para ele. Quem se junta a ele corre o “risco” de se dar muito bem e de se queimar como profissional. Até parece que existe uma conspiração internacional contra ele. Ora! É óbvio que tem muita coisa mal explicada e culpa no cartório.

L&N: Sabemos que você tem um carinho especial pelo futebol mineiro. Sendo assim, você acha que o Daniel Carvalho, do jeito que está, deveria ter mais chances ou o Dorival Júnior está certo de mantê-lo até mesmo fora da lista de relacionados para os jogos?

MM: Não é que eu tenha um carinho pelo futebol mineiro. É que sou mineiro de coração. Nasci em São Paulo e vim pra BH com menos de dois anos. O Mineirão é minha casa profissional. Antes de completar meus 8 anos, no dia 5 de março de 78, estava lá com minha mãe e meu padrinho. Sinto-me mineiro e quero ser sempre mineiro.

Critiquei a contratação do Daniel Carvalho desde o anúncio e o tempo me mostra que eu não estava tão errado. O futebol dele não casa com a idéia de bola do Dorival. O time dele tem cara de time rápido e Daniel Carvalho trava o jogo, desacelera. Alguém poderia até argumentar que ele pensa o jogo e é verdade. Entretanto, é preciso entender que para o grupo, a presença dele no time titular não é boa. Os outros treinam, trabalham, emagrecem e ele nunca entra em forma? O que os outros jogadores falam entre eles? Como fica o treinador que cobra de uns e permite que outros se excedam? Sem falar no dinheiro jogado fora, né…

L&N: Apesar de estar apenas no início, qual seria a perspectiva do Galo para o campeonato brasileiro depois das duas vitórias recentes e do nível de futebol jogado até aqui? O que podemos esperar da equipe?

MM: Costumo ver e rever as coletivas na TV Galo. O discurso do Luxa era totalmente furado e fui muito criticado ano passado por falar isso. Pare para ver e rever o que o Dorival fala. A base, a idéia de time é a mesma desde o início do ano. Ele não se contradiz e não precisa apelar para o discurso do pão, da fome e outras viagens. Não sei se o Galo vai para a Libertadores, mas sei que o trabalho é mais confiável.

L&N: Recentemente, a Folha divulgou que o Atlético era o clube mais endividado do futebol nacional, o que foi prontamente desmentido pelo presidente Kalil, que acusou o jornal de se basear em dados errados. Posteriormente, outros meios de comunicação propagaram que o Atlético é o time mais rico do Brasil se forem considerados patrimônio, faturamento e gastos. Afinal, em quem podemos acreditar? Ou tudo é um jogo político de acordo com as circunstâncias?

MM: Não me pareceu um jogo político. Houve uma mudança da interpretação de uma nova regulamentação. O que percebo é que a imagem do Galo está mudando. Aquela idéia de um time que caminhava para a falência se desfaz. O investimento em estrutura faz bem e trará resultados. É uma pena que em campo as coisas ainda caminhem lentamente, mas é melhor acreditar em seriedade. Acho e repito que o Atlético precisa de uma oposição séria, inteligente e competente. Fatalmente eu votaria no Kalil, mas a oposição é salutar e engrandece, questiona. Alexandre Kalil faz um bom trabalho, mas não gosto de ver o conteúdo (que normalmente é bom) perder espaço para a forma (gritaria).

L&N: A mídia mineira é, aos nossos olhos, flagrantemente parcialista, da mesma forma que enxergamos a mídia nacional com o foco voltado para o eixo Rio/SP. Até quando _ no seu conceito de jornalista íntegro e isento _ vamos conviver com esse tipo de atuação, que abre mão da essência do jornalismo, que é o de bem informar sem subterfúgios e sem preferências?

MM: Não vejo solução. O Rádio é muito regional e o normal é que a tv e os jornais dediquem mais tempo aos clubes locais. Existem boas opções. O Ig Esporte faz uma cobertura legal, o Lance! também. Acompanho o Globo Esporte.com e percebo o espaço até nas coletivas do Atlético transmitidas ao vivo. A CBN procura ter uma visão nacional e a Estadão ESPN também. É devagar, mas aos poucos veremos algo de novo e menos regionalizado.

L&N: A torcida atleticana, meu caro Mário, admira o seu trabalho devido ao posicionamento sempre coerente e com muito conhecimento de futebol. Qual a sua mensagem para a numerosa nação atleticana para este ano?

MM: – O que falar para a torcida do Galo? Falar que nos poucos momentos de lucidez dos últimos dias da minha mãe, ela pedia para que eu cantasse o hino para ela? Falar que meu filho já sabe o que é sofrer com o time? Prefiro falar que o Galo está andando para frente. É impossível separar a paixão e achar que o Atlético vai caminhar apenas com a razão. Se eu pudesse pedir alguma coisa, eu pediria o que sempre procurei fazer: não vaiar nunca. Eu disse NUNCA! Por mais que os jogadores não mostrem esforço ou técnica, eles usam a camisa e participam da história. Contra aquela camisa não deveria haver vaia. Sei que o sofrimento e o descontentamento são grandes, mas são menores que a esperança de um dia ver um time que honre a torcida. Acredito no trabalho do Dorival e acho que com seriedade, as coisas podem caminhar melhor.

Muito obrigado pela entrevista, caro Mário Marra.

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VOCÊ PENSA QUE É SÓ HOMEM QUE ENTENDE DE FUTEBOL?

O Galo que vimos em campo domingo é bem diferente de algumas partidas atrás. Confesso que não gostei da dispensas de Ricardinho e Zé Luiz. O armador do Galo era meu queridinho, pela qualidade técnica e pelos lindíssimos passes com que servia seus companheiros.

O volante Zé Luiz, pelos clássicos que fez, praticamente anulando Montillo, e também por ter sido muito profissional na semana da morte de seu pai, honrando a camisa que vestia.

Mas preciso fazer justiça ao meio de campo do novo Galo. Esta turma da base entrou em campo sabendo exatamente quem era seu adversário. Criados no CT do Galo, os meninos sabem o que é enfrentar o Cruzeiro. E entraram com fome de bola.

Giovanni parece ter chegado para assumir de vez a camisa 10. Vem fazendo ótimas apresentações e foi peça importantíssima para o time. Mancine que o diga, pois foi justamente a segurança de Giovanni na armação que desobrigou-o de fazer aquele papel de voltar lá no meio de campo para buscar a bola. Com isso, foi mais produtivo.

Bernard, por sua vez, se ainda pode melhorar a parte técnica, não se pode reclamar da força de vontade, que fez muita diferença, sim senhores.

O lateral Patric, mesmo tendo feito o gol da vitória, não fez boa partida. Perdeu a grandissíssima maioria das bolas que lhe chegaram aos pés, procurou sempre os caminhos mais difíceis, e, além disso, foi péssimo marcador. O gol azul surgiu de uma bola que ele perdeu bisonhamente, propiciando contra-ataque fatal.

Na minha humilde opinião, Dorival deveria inverter as coisas: domingo, o lateral esquerdo Guilherme jogou mais preso e Patric jogou mais solto. Como parece ter mais fôlego para subir e voltar, talvez Guilherme devesse ser mais acionado na subida ao ataque e Patric devesse ficar mais fixo. Patric teve a sorte de ter Réver jogando muito bem, consertando várias lambanças que ele fez.

E Réver, por sua vez, teve a felicidade de contar com um Léo Silva muito bem na partida. Boa dupla de zaga, grazadeus! Vale também destacar a ótima fase de Felipe Soutto. Com ele no elenco, não vejo lugar para outro primeiro volante.

Serginho também jogou bem, marcou bem e saiu para o jogo apenas nos momentos mais seguros. No gol do cruzeiro, curiosamente estava fora de posição. Montillo driblou Soutto e abriu para Wallysson marcar para o timeco de estrelinhas.

Termino minha análise falando sobre a paupérrima participação de Daniel Carvalho. Ele, jogando como jogou, é o novo Diego Sousa: sonolento, barrigudo, foge do jogo, deixa buracos, não apóia o ataque, muito menos ajuda na marcação. A diferença de garra é abissal!

Enfim, foi uma boa apresentação, mas ainda não há nada definido. A não ser o que as evidências indicam: o freguês voltou e parece que agora é para ficar.

Vai pra cima deles, Galo!

NOTA DO BLOGUEIRO: O título desta crônica foi criado por mim porque fiquei fascinado pelo entendimento que a Ana tem de futebol. Portanto, não a considerem “metida”! O culpado é o blogueiro!! 🙂 🙂

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AMÉRICA 1 X 3 ATLÉTICO. PODERIA TER SIDO DE MAIS!

O Atlético assistiu ao mediano time do América jogar até os 33 minutos do primeiro tempo, quando, coincidentemente, Ricardo Bueno foi substituído.

Isso quer dizer que Ricardo Bueno é culpado pelo deprimente desempenho da equipe nesta fase do jogo?

Não se pode culpar um atacante quando o zagueiro fura uma bola ou o lateral erra passes em cima de passes. Seria muita injustiça, pois futebol é um esporte coletivo.

Mas o fato é que Ricardo Bueno, por não se posicionar como referência na área e não conseguir sequer dominar uma bola fora dela, implode completamente o desenho tático que o técnico tenta implantar.

E quando ele mata de canela ou tropeça na bola lá na frente, o quadrado do meio de campo e a defesa ficam totalmente expostos ao perigo, sem reação, tal e qual uma marca de batom na cueca enterra de vez qualquer chance de defesa.

Foi isso o que ocorreu enquanto Ricardo Bueno esteve em campo.

A partir do momento em que Dorival Júnior o substituiu por Berola, as coisas se ajustaram principalmente nos contra-ataques, que tornaram-se muito mais incisivos, muito mais mortais em trocas rápidas de passes de primeira.

Dorival percebeu o que ocorreu e gostou do que viu. Por isso, no segundo tempo, situou a equipe mais atrás para explorar justamente os velozes contra-ataques comandados, às vezes por Renan Oliveira, em outras por Giovanni.

Além de propiciar espaços para as arrancadas de Berola e Mancini.

E jogando assim, o Galo poderia ter aplicado uma sonora goleada no América hoje. Porém, com a entrada de Daniel Carvalho, a equipe tornou-se lenta e inoperante. Ele cadenciou demais o que antes era veloz.

Que o América considere como presente de páscoa uma diferença de apenas 2 gols, pois tinha caixa para mais uns 3, no mínimo.

Não que o conjunto atleticano seja uma maravilha. Está há anos-luz dessa condição.

A equipe tem deficiências monumentais. Para ser sincero, reconheço que este time, da forma como está, não briga por nada este ano!

Pode ser forte perante um América Mineiro, mas será fraco diante dos grandes deste país.

Repito o que venho dizendo: Sem reforços de qualidade, vamos sofrer que nem cachorro sem dono.

Os destaques de hoje, sob o ponto de vista deste modesto blogueiro, são:

Berola, que apesar de não ter enchido os olhos da Massa (como já fez outras vezes), mudou a história da partida. Marcou um, deu a assistência para o outro e ainda infernizou a defesa americana com as suas estrepolias. Pode ter os seus defeitos, mas é tão atrevido que beira a insanidade.

Serginho permanece errando passes de 2 metros, mas desta vez desandou uma correria em campo que contagiou os companheiros. Se multiplicou e deu a impressão de ter sido clonado e se tornado onipresente. E foi, merecidamente, premiado com um gol importantíssimo.

Não vou citar destaques negativos. Todos sabem quem foi. O cara já está sendo tão achincalhado pelos alvinegros que eu me recuso a apedrejá-lo publicamente. Não há mais razões para isso.

Dorival Júnior, a partir de agora, tem de preservar o rapaz de mais humilhações.

Em suma, foi um jogo que começou de uma maneira que sinalizava um desastre e acabou com um belo resultado.

Antes assim!

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CALDENSE 0 X 2 ATLÉTICO.

A entrada de Daniel Carvalho encerrou o que, até então, vinha se constituindo num ciclo interminável de matadas de bola de canela no meio de campo do Atlético.

Quando o gaúcho pisou no gramado em Poços de Caldas, pôs ordem na casa e reduziu a verdadeira tortura imposta _ com requintes de crueldade _ à coitada da bola.

Ainda sem ritmo, devido ao longo tempo de inatividade, Daniel Carvalho arredondou a pelota e cumpriu aquilo que ninguém _ desde a saída de Ricardinho _ tem cumprido: a transição de bola da defesa para o ataque.

Mesmo fora de forma e acima do peso (mas não muito), ele provou que está há anos-luz de seu mais próximo concorrente à posição.

Depois de um primeiro tempo horroroso, Dorival ajustou as peças no vestiário e abriu a equipe em jogadas pelos cantos do campo.

Com isso, Guilherme Santos subiu de produção e Bernard pôde mostrar que joga mais bola na lateral do que os laterais de ofício que temos.

Fora a vibração que imprime àquele setor. Errando ou acertando, ele vai para dentro. E essa coragem, advinda de uma forte personalidade, é o que faz a diferença.

Para chegar a este bom resultado, o Galo contou com a merecida expulsão do jogador da Caldense, não podemos negar.

Aos trancos e barrancos, a equipe foi melhorando e se estabilizou definitivamente com o recuo de Mancini e a atuação inspirada _ UFA! finalmente! _ de Ricardo Bueno.

Nesta partida, Ricardo Bueno errou apenas um passe, marcou o primeiro gol por puro senso oportunista, deu uma assistência com mamão e com açúcar no segundo e quase ia marcando um gol antológico, ao encobrir o goleiro lá do meio da rua.

A redenção deste criticado centroavante alvinegro está próxima? Tomara!

Só nos resta orar para que o seu estoque de boas jogadas não tenha se esgotado hoje!

Enfim, ao povoar o meio de campo com jogadores mais técnicos e obter uma compactação maior das peças, o técnico Dorival Júnior venceu o jogo.

Só faço ressalva à entrada de Leleu. Mas mesmo jogando mal, o garoto encostou no ataque, coisa que no primeiro tempo ninguém fez.

Enfim, eu sei que temos, provisoriamente, um time recheado de falhas e fragilidades.

Tivesse encarado um conjunto mais forte e a vaca teria ido pro brejo e se afundado por lá.

Mas a diretoria vai reforçá-lo o mais urgente possível… MAIS UMA VEZ!

E vamos começar tudo de novo. Ê vida!

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DAQUI A POUCO, O ATLÉTICO ENFRENTA O ATLÉTICO-PR NA ARENA DA BAIXADA, EM CURITIBA.

Fábio Costa, Werley, Jairo CAMpos e Cáceres; Diego Macedo, Alê, Mendez, Ricardinho e Leandro; Daniel Carvalho e Obina.

Esta é a formação (no 3-5-2)  que entrará em campo logo mais.

Réver, o mais importante jogador do Galo atual, não jogará. Um estiramento na coxa o afasta por 15 dias.

E uma contratura na panturrilha também transporta Fabiano ao estaleiro.

Incrível como os atletas do Atlético se lesionam.

Algo nessa preparação física está muito parecido com o reino da Dinamarca!

Coincidência ou não, depois que a maldita caixa de areia foi instalada na Cidade do Galo, não há semana que passe sem uma contusão muscular.

E olha que, antes que fosse adotada, eu berrei aos 4 ventos os problemas que poderiam advir de seu uso, principalmente em relação à excessiva carga sobre os músculos da panturrilha e da coxa.

Mas ninguém ligou para isso, pois o sr. Antônio Mello é o bambambam do pedaço e não é questionado.

Serginho também não joga, pois está suspenso pelo 3º cartão amarelo.

Diego Souza, devido às suas atuações abaixo da crítica, assistirá ao jogo acomodado confortavelmente no banco de reservas.

Alê (foto)  fará a sua estréia dois dias depois de contratado. Mas a necessidade, nesta hora de urgência, não lhe concedeu o tempo que precisava para se adaptar à equipe.

Mas soldado que está no quartel quer serviço. Então, que Alê vá à luta e nos surpreenda agradavelmente.

Interessante seria vê-lo correr mais que os outros, uma vez que o seu preparo físico vem do Santo André e não de Antônio Mello.

Não deixaria de ser curioso, realmente. Pelo menos, estabeleceria uma linha de comparação.

Como notícias positivas, Jairo CAMpos, Cáceres e Mendez iniciam jogando.

Enfim, todo mundo sabe da situação em que estamos, lutando para manter o nariz fora d’água e aspirando qualquer resquício de ar que apareça.

Por isso, temos de jogar na Arena da Baixada como se fosse no Mineirão, sem ligar para pressão de torcida.

Nós não podemos nos dar ao luxo de lutar  por empate, infelizmente. A reação não pode esperar mais.

O ideal seria jogar fechado na defesa, com o meio de campo compactado e sem dar espaços, mas, para isso, os nossos contra-ataques têm de funcionar, caso contrário, não suportaremos a pressão.

Nesse aspecto, Berola seria importante demais para este estilo de jogo, porém, ficará para o 2º tempo. Mas antes tarde do que nunca.

Eu acordei hoje com a intuição de uma vitória.

Então, sendo assim, vamos pra cima deles, meu Galo querido!

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E O DM VAI FICANDO VAZIO…

Pouco a pouco, o Departamento Médico do Galo vai esvaziando.

Daniel Carvalho já foi liberado para recondicionamento físico, embora ainda não esteja à disposição do técnico. Se estiver entre os relacionados contra o São Paulo, será uma agradável surpresa.

Não sei qual a opinião de vocês a respeito, mas eu entendo que o gaúcho foi um dos que mais fizeram falta à equipe.

É extremamente técnico e inteligente. Seus lançamentos são milimétricos.

Tomara que não se lesione mais e possa encarar o restante o Brasileiro sem percalços.

Zé Luis também já está treinando, porém, à parte do grupo. O primeiro volante faz falta principalmente por causa das más atuações de Serginho e da pouca combatividade do meio de campo.

Leandro foi liberado e treina junto ao grupo. Talvez seja hoje o 2º reserva. À sua frente, na minha modesta opinião, encontram-se Fernandinho (que ainda está em tratamento) e Eron.

Jairo Campos treinou hoje. Mas ainda está sob observação.

Mendez teve uma semana só pra recuperação física, embora ainda não seja o Mendez bem preparado da LDU. Mas, se não jogar, não se recuperará técnicamente. Por ser um jogador diferenciado, vale a pena investir e Vanderlei Luxemburgo sabe disso.

Fernandinho: Permanece firme e forte no DM.

Torço para que os jogadores citados recuperem, o mais urgente possível, a plenitude de suas condições físicas.

Porque com eles, as nossas metas ficarão muito mais factíveis.

Obs: Agradecimentos ao Bira Marinho, jornalista atleticano, e ao Aender, autor do blog Galo é Meu Amor, ambos amigos diletos, por me munirem de informações a respeito da turma recém-saída do DM.

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AS NOVAS CARAS DO GALO…

E o Galo vai tentando se reforçar.

Sem a urgência frenética do torcedor, a diretoria segue se esforçando para dar ao técnico Luxemburgo o material humano que ele necessita para a disputa de duas competições: o campeonato brasileiro e a sul-americana.

Nos últimos dias, a notícia de que o Galo poderia fechar com Diego Souza, ex-Palmeiras, entusiasmou a grande maioria dos alvinegros.

Dada como praticamente certa, a contratação foi pro ralo nas derradeiras horas.

A Traffic, detentora dos direitos do jogador, prefere vendê-lo para o exterior. Dificilmente o negócio se concretizará, embora eu tenha a certeza que Kalil fez das tripas coração para sacramentá-lo em bons termos.

Mas, paciência, se não deu, não deu. Eu, pessoalmente, acho que Diego Souza seria um tremendo reforço para o Galo. É mestre exatamente onde mais temos carência, que é a transição de bola da defesa para o ataque.

Além de ser exímio chutador e excelente cabeceador, até mesmo por causa de sua altura, que supera os 1,85 m.

Um pouco antes dessa novelesca negociação com a Traffic, a Cidade do Galo recebeu um centroavante e um lateral.

O centroavante é Ricardo Bueno, que veio do Oeste de Itápolis e foi artilheiro do último campeonato paulista.

É um atacante que, além de jogar agudo na grande área, também busca bolas pelos lados do campo, se assim o esquema exigir. É habilidoso, tem faro de gol e parece inteligente.

O lateral direito é Diego Macedo, cuja contratação foi outra novela das oito. Até o cruzeiro estava na jogada e tudo fez para que ele seguisse para o lado assoreado da lagoa, embora o próprio jogador tenha declarado que escolheu o Galo “porque o Galo é a minha cara”.

O novo lateral do Atlético é bom no desarme e melhor ainda no ataque. Eu o vi jogando duas vezes pelo Bragantino este ano, e nas duas partidas, ele foi bastante abusado ofensivamente.

O que me chamou a atenção é que, quando se solta para o apoio, se sente totalmente à vontade, como se fosse efetivamente um atacante de ofício.

A outra contratação, desta feita ainda no terreno das hipóteses (pois ainda não assinou), é Daniel Carvalho, aquele mesmo meia-atacante do Internacional e que jogou 4 temporadas pelo CSKA da Rússia.

Desde 2005/2006 não joga um bom futebol. Voltou ao Internacional em 2008 e foi reserva o ano inteiro. Tem um problema sério em relação à manutenção do peso e desceu no Aeroporto de Confins dando a impressão de estar bem gordo. Vide a foto.

Daniel Carvalho é claramente uma aposta de Luxemburgo. Uma aposta arriscada, diga-se de passagem, pois tem anos que o moço não joga absolutamente nada e vive mais no DM do que em campo.

Não marca, não arma e não tem explosão nem arrancada. Deixa o time lento. Não sei o que se passa na cabeça de Luxemburgo.

Tomara que ele tenha a varinha mágica que faça Daniel Carvalho se transformar novamente naquele belo jogador que era antes.

Vamos torcer para que todos, sem exceção, produzam o que se espera deles.

Porque estamos precisando muito. Neste ano, em 4 jogos contra times de primeira divisão, fizemos só um jogo excelente (contra o Santos, no Mineirão).

Nos outros 3, não fomos bem. Nem contra o Vasco, quando ganhamos. Neste jogo, tivemos só um primeiro tempo que pode-se classificar como bom. Na segunda etapa, levamos um vareio tão grande que não vimos nem a cor da bola!!

E contra o Grêmio Prudente, nem há necessidade de comentar. Foi uma vergonha!!

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