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UM AEROPORTO, UMA LIVRARIA E… DIEGO SOUZA.

Texto de Jurandir Júnior, amigo do Coruja, leitor assíduo do L&N e atleticano exilado no Rio de Janeiro.

Sábado, 24/09, Aeroporto Santos Dumont, Rio, 08:00hs, véspera de cruzeiro X Vasco, na Arena do Jacaré.

Estava eu na livraria da sala de embarque quase vazia, quando vi uns “elementos” com camisas do Vasco. Olhando direito, vi meu xará, Juninho (chamado por aqui de “Reizinho da Colina”) pagando no caixa.

Continuei lendo o livro que eu estava “filando” sem querer gastar.

Aí, entraram mais três com uniformes do Vasco. Um jogador, que não sei o nome, um auxiliar de alguma coisa e… o Diego Souza.

Os três brincavam com uma revista _ acho que a Placar _ que tinha o Dedé, zagueiro deles e da seleção (bom zagueiro) na capa, quando o Diego Souza falou: “Olha, eu trabalho com outro tipo de revista.”

E foi pegando umas duas tipo Playboy, Sexy. O outro boleiro falou: “Pô, Diego, vai levar estas revistas pro quarto? Amanhã, precisamos de você, veja lá…”

E o Diego Souza: “Então, me deixa solto, pô!”

Fiquei ali ouvindo… não mais que ouvindo. Quando vejo esses caras, por uns minutos, fico é querendo ser um deles. Querendo muito. Às vezes, ainda acho que vim a este mundo pra jogar bola. O resto é só o que faço pra esquecer…

Então, fui falar com o Diego Souza: “Diego, parabéns pela convocação. Eu, como atleticano, preferia que você tivesse ficado no Galo”. Ele: “Pô, valeu, obrigado. Pois é, também queria que tivesse dado certo lá. O Clube é muito bom, muita gente boa lá. Mas nem sempre acontece como a gente quer…”

No dia seguinte… vocês sabem… estava lá o próprio, destruindo os smurffs e fazendo aquela linda comemoração em homenagem ao Galo.

Na verdade, fiquei puto da vida com o Diego Souza quando ele custou a entrar em forma (e nunca entrou) no Galo. Mas lembro-me de bons jogos dele (por exemplo, uma vitória sobre o Goiás, no Serra Dourada), e realmente não gostei quando ele saiu.

Acho que faltou inteligência ao Sr. Quem-Vai-Armar-Dorival (uma lástima de “treineiro”!), porque estou cada vez mais convencido de que o único benefício que um treinador pode fazer a um time é incutir vontade nos sujeitos.

E, pra isso, é preciso dominar a arte que pendula entre o prender e o “deixar solto”.

Abraços e saudações alvinegras,

Jurandir Júnior

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