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UM AEROPORTO, UMA LIVRARIA E… DIEGO SOUZA.

Texto de Jurandir Júnior, amigo do Coruja, leitor assíduo do L&N e atleticano exilado no Rio de Janeiro.

Sábado, 24/09, Aeroporto Santos Dumont, Rio, 08:00hs, véspera de cruzeiro X Vasco, na Arena do Jacaré.

Estava eu na livraria da sala de embarque quase vazia, quando vi uns “elementos” com camisas do Vasco. Olhando direito, vi meu xará, Juninho (chamado por aqui de “Reizinho da Colina”) pagando no caixa.

Continuei lendo o livro que eu estava “filando” sem querer gastar.

Aí, entraram mais três com uniformes do Vasco. Um jogador, que não sei o nome, um auxiliar de alguma coisa e… o Diego Souza.

Os três brincavam com uma revista _ acho que a Placar _ que tinha o Dedé, zagueiro deles e da seleção (bom zagueiro) na capa, quando o Diego Souza falou: “Olha, eu trabalho com outro tipo de revista.”

E foi pegando umas duas tipo Playboy, Sexy. O outro boleiro falou: “Pô, Diego, vai levar estas revistas pro quarto? Amanhã, precisamos de você, veja lá…”

E o Diego Souza: “Então, me deixa solto, pô!”

Fiquei ali ouvindo… não mais que ouvindo. Quando vejo esses caras, por uns minutos, fico é querendo ser um deles. Querendo muito. Às vezes, ainda acho que vim a este mundo pra jogar bola. O resto é só o que faço pra esquecer…

Então, fui falar com o Diego Souza: “Diego, parabéns pela convocação. Eu, como atleticano, preferia que você tivesse ficado no Galo”. Ele: “Pô, valeu, obrigado. Pois é, também queria que tivesse dado certo lá. O Clube é muito bom, muita gente boa lá. Mas nem sempre acontece como a gente quer…”

No dia seguinte… vocês sabem… estava lá o próprio, destruindo os smurffs e fazendo aquela linda comemoração em homenagem ao Galo.

Na verdade, fiquei puto da vida com o Diego Souza quando ele custou a entrar em forma (e nunca entrou) no Galo. Mas lembro-me de bons jogos dele (por exemplo, uma vitória sobre o Goiás, no Serra Dourada), e realmente não gostei quando ele saiu.

Acho que faltou inteligência ao Sr. Quem-Vai-Armar-Dorival (uma lástima de “treineiro”!), porque estou cada vez mais convencido de que o único benefício que um treinador pode fazer a um time é incutir vontade nos sujeitos.

E, pra isso, é preciso dominar a arte que pendula entre o prender e o “deixar solto”.

Abraços e saudações alvinegras,

Jurandir Júnior

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O ADEUS DE DOM DIEGO TARDELLI.

Apesar dos desmentidos do próprio jogador, Tardelli já fez os exames médicos no clube russo e está de saída definitivamente.

Acredito que a negativa foi apenas para dar uma notícia dolorosa em conta-gotas, aos pouquinhos. Aquela velha história do gato que subiu no telhado…

Sei que jogadores profissionais de futebol, por terem a carreira curta, não podem deixar passar oportunidades de alcançarem a sua independência financeira para o resto da vida.

E recusar uma proposta do Anzhi Makhachkala, nessa altura do campeonato, aos 26 anos de idade, seria como queimar dinheiro.

É por isso que muita gente diz que atletas de futebol beijam os escudos das camisas que vestem só para fortalecerem o seu marketing pessoal.

Conceito este repetido à exaustão (no twitter) pelo jornalista José Luiz Gontijo e eu o entendo muito bem por pensar assim. Não deixa de ser verdade.

Mas não levo ao pé da letra. Tento entender o coração do ídolo e ao mesmo tempo, as suas perspectivas financeiras. Em determinado momento, essas opções se transformarão em um dilema, em uma bifurcação de estradas.

E agora, qual caminho devo seguir? O conforto seguro da família ou o prazer de estar aqui no Galo?

Se Tardelli escolheu o conforto da família, que seja muito feliz.

Quanto ao Galo, Kalil não poderia nunca recusar a venda, esta é que é a verdade.

Afinal, em julho de 2012 (daqui a pouco mais de um ano) o jogador já poderia assinar um pré-contrato com qualquer equipe sem que o Galo recebesse um tostão furado em troca.

Isto sim seria um grande irresponsabilidade.

São 5 milhões de euros por 60% do passe. Algumas informações dão conta que o Atlético vendeu apenas 60% da parte que possuía, permanecendo dono da parcela restante (ou 20% do total).

A diretoria, certamente, virá a público para esclarecer as dúvidas, a exemplo do que fez na venda de Diego Souza.

O fato é que o Atlético estará com dinheiro em caixa. E o Galo não é um banco. Portanto, todo e qualquer superavit será sempre direcionado ao departamento de futebol (palavras de Kalil).

Isso significa dizer que Tardelli será substituído a altura, não tenham dúvidas. É só ter um pouco de paciência.

Que Dom Diego obtenha na Rússia o mesmo sucesso que obteve aqui. Ele merece.

E que, com o dinheiro, o Galo possa reforçar o elenco de tal forma que não nos permita mais duvidar dos nossos sonhos.

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É UMA PENA, MAS SABEMOS QUE NÃO DEU CERTO.

Diego Souza foi mesmo para o Vasco.

O grande jogador do Palmeiras em 2009, quando foi considerado pela crítica especializada o craque do Brasileirão, não teve paciência para recuperar a forma antes de jogar, como era o desejo de Dorival Junior.

O atleta que seguiu para o Vasco não é o de 2009 e sim o de 2010, aquele que matava bolas de canela e que, por muitas vezes, se omitiu em campo.

Com toda sinceridade, não me lembro de nenhum jogo em que ele tenha se destacado.

Apesar disso, grande parte da torcida se mostrou contra a sua saída.

Não pelo que ele jogou ou deixou de jogar, mas pelo que poderia render daqui pra frente.

Algo assim como: “Eu não vi esse cara jogar nada aqui, mas sei que ele é bom porque produziu muito em 2009 e ninguém perde o jeito”.

Pode ser que sim, pode ser que não. O fato é que ninguém se disporia a  colocar a mão no fogo e garantir que ele arrebentaria neste ano de 2011.

E nem que NÃO o faria.

Na dúvida, Alexandre Kalil preferiu reduzir a folha salarial em uma quantia bastante significativa, recuperar o valor empenhado (sem lucros, porém, sem prejuízos), talvez investir em posições carentes e se livrar de uma “estrela” que, mais cedo ou mais tarde, comprometeria o ambiente.

É uma grande pena, e sobretudo, uma grandiosa decepção para os que, como eu, botaram tanta fé no moço.

Mas fazer o que? Que vá e seja feliz.

O Galo, tão grande quanto antes de Diego Souza, continuará a sua caminhada.

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GUARANI 2 X 4 ATLÉTICO – UM PRIMEIRO TEMPO BRILHANTE.

Bastaram os primeiros 45 minutos para o Galo sacramentar mais  uma vitória em Divinópolis.

Um primeiro tempo brilhante que encheu os olhos da torcida alvinegra. Perfeito em todos os setores.

Raça, velocidade, troca de passes de primeira, lançamentos, antecipações, triangulações, enfiadas de bola, 1-2, tabelas…

Antes do primeiro gol, a meta do Guarani já fora alvo de inúmeros ataques alvinegros.

Até que o penalti foi marcado em favor do Galo.

Penalti este que _ cá entre nós e que ninguém nos ouça _ foi mandrake além da conta. Se dependesse do zagueiro, que até tirou o corpo, Berola nem seria tocado. Mas Berola, vivo como ele só, procurou o corpo do dito cujo e se jogou.

O juiz foi na onda e marcou. O que podemos dizer? Que não somos os únicos a sermos penalizados com penaltis inexistentes?

Após o primeiro gol, o Galo deslanchou. Aquele futebol que esperamos durante todo o ano de 2010 apareceu como num passe de mágica.

Time rápido, time objetivo, time bem treinado. E os gols entrando da forma mais natural deste mundo.

As jogadas foram se sucedendo em ritmo alucinante, assim como num filme de ação.

Até que Neto Berola recebe um lançamento de Serginho e, com um toque de craque, encobre Fred e marca o quarto gol.

Sim, um lance de craque de um jogador que não é craque.

Aquela bola veio de lado e acelerada. Quando a bola está à sua frente, é fácil você dar um toque por debaixo dela e encobrir o goleiro.

Mas quando ela vem de lado e rápida demais, você corre o risco de errar o tempo e enviá-la para a lateral ou para a arquibancada. A não ser que você opte por dominá-la antes. E aí é outra história, pois depende muito do zagueiro que está fungando no seu cangote.

É por isso que digo que o gol de Berola pareceu fácil, mas foi difícil demais.

Acertar o contato do lado do pé com a bola para amaciá-la e encobrir o goleiro _ em um só movimento _ não é para qualquer um. Se fosse o peito do pé, seria um outro caso.

Para resumir a história, o Galo foi quase perfeito na primeira etapa… e uma negação absoluta no segundo tempo.

Como o jogo já estava ganho com sobras, é natural que sobrevenha o relaxamento. E aí a concentração mental vai pras cucuias.

Nessa hora, o corpo está ali em campo, porém, a cabeça já está curtindo o prazer de um banho frio para espantar o calor.

É quase impossível evitar. E sendo assim, o Galo foi outro completamente diferente no segundo tempo.

Destaques positivos:

No primeiro tempo, todos os jogadores foram tão bem, que fica muito difícil para mim destacar alguém. Talvez Ricardinho tenha sido mais uma vez o destaque do time, mesmo com todos atuando de forma tão brilhante.

Ricardinho está jogando este ano o que jogou em seus melhores momentos da carreira.

É o maestro da equipe, que dita o ritmo e ensina os tons. E não compromete a velocidade porque ele pode até não correr tanto, mas faz a bola correr muito.

Destaques negativos:

Ricardo Bueno: Até quando Dorival Júnior dará oportunidades a ele? Ricardo Bueno é o melhor zagueiro adversário que existe.

Diego Souza: Se colocou em campo de forma a ter a bola sempre longe dele. Não pôde ou não quis jogar.

Renan Ribeiro falhou no 1º gol do Guarani, mas não vou inserí-lo aqui como destaque negativo. Tem créditos demasiados.

Enfim, o que se deduz do jogo de ontem é que se o Galo repetir o primeiro tempo que realizou, será um páreo duro no Brasileirão e em todos os torneios que disputar.

Dorival Júnior está trabalhando muito todos os dias da semana e não somente na sexta-feira, como fazia o moleque do “proxeto” oco!

O cara é uma fera para montar times velozes e engrenados. E está repetindo aqui a mesma fórmula de sucesso que o catapultou para o topo da lista dos melhores técnicos deste país.

Eu estou muito otimista!

E você, caro amigo e leitor do L&N? Concorda comigo? Ou não?

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BANCANDO O DORIVAL JUNIOR!

Com tantas opções para montar o time titular do Atlético, o que o técnico Dorival Junior estará pensando a respeito?

“Com os jogadores à minha disposição, é melhor armar o time defensivamente para explorar os contra-ataques?”

“Ou posiciono as peças de forma a priorizar um jogo mais ofensivo? Também tenho todas as condições de montá-lo assim”.

Meu caro e nobre Dorival Junior, você tem um monumental quebra-cabeças para resolver e eu não gostaria de estar no seu lugar, mesmo que essa sinuca de bico seja o sonho de todo treinador.

Na minha opinião, eu escalaria: Renan Ribeiro, Serginho, Réver, Leonardo Silva e Leandro; Zé Luis, Richarlyson, Toró (ou Ricardinho) e Diego Souza (ou Renan Oliveira); Tardelli e Mancini (ou Jobson ou Obina ou Neto Berola ou…).

Alguns hão de me perguntar: Serginho na lateral direita?

E eu respondo do mesmo jeito que o Zeca, do Galocast, responderia: Serginho já é um lateral direito, só ele é que não sabe disso!

Como volante, ele atua que nem barata tonta, correndo mais do que deve e cercando _ sem combater _ todos os lourenços do mundo. Fora aquelas bolas perdidas na zona do agrião que só fazem acelerar a nossa pressão arterial, quase provocando enfartes fulminantes nas arquibancadas.

E o restante do time eu escalei meio que tirando o meu da reta, pois usei os parenteses como estratégia para escalar um time e ao mesmo tempo não definí-lo. Perceberam a minha esperteza?

Sou bobo nada!!

Essa bomba está nas mãos do Dorival e ele ganha _ com muita justiça _ uma senhora grana para desarmá-la.

E você? Quer ajudar o Dorival? Está na hora, meu amigo!! Comente e escale o seu time.

(Lembrando que, na minha visão, ainda falta contratar um volante e um lateral esquerdo.)

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Créditos > A idéia desta crônica foi sugerida pela Stela Maris, leitora assídua do L&N.

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EXERCITANDO A FUTUROLOGIA COM O PLANTEL DO GALO – PARTE 1.

Como havia prometido, vamos partir para um exercício de futurologia em relação ao plantel do Galo para 2011.

Vamos dividir em 2 post’s para que um não fique demasiadamente longo.

Sendo assim, vamos lá:

1 – OS QUE SEGUIRÃO NO GALO:

Renan Ribeiro: Foi a salvação da lavoura este ano. E isto diz tudo sobre o seu valor.

Réver: Indubitavelmente, a melhor contratação do Galo em 2010.

Werley: Se não aparecer um time europeu para comprá-lo, segue confortavelmente.

Lima: Foi muito útil na temporada. Sempre deu conta do recado quando foi chamado.

Sidimar: Uma das revelações das categorias de base. Não tem boa altura e é lento. Mas permanecerá.

Leandro: Será um bom reserva ano que vem.

Eron: Prata da casa, o garoto seguirá no plantel de profissionais. Não está descartada uma venda para o exterior, mas nada de concreto, por enquanto. (Obs: Fiquei sabendo hoje que Eron entrou na justiça contra o Atlético. Não se sabe o que o motivou a tomar esta atitude).

Serginho: Não fez uma temporada das melhores, mas é patrimônio valioso do clube.

Zé Luis: Um dos mais importantes jogadores este ano, seguirá firme como titular.

Rafael Jataí: É cria da casa e deve receber oportunidades.

Mendez: Tem contrato até final de 2012 e, embora não tenha apresentado nada por estar fora de forma, pode perfeitamente  se recuperar neste tempo que terá pela frente.

Ricardinho: Pelas informações que tenho, é um líder positivo, daqueles que tanto dentro como fora de campo, conseguem levantar o moral do grupo. Tem contrato até final de 2012 e dificilmente será rescindido.

Renan Oliveira: O garoto entrou nos eixos do jeito que a Massa queria. Se valorizou muito como patrimônio do Galo.

Diego Souza: Não há dúvidas quanto a sua permanência. E deve melhorar muito o seu rendimento.

Daniel Carvalho: Constantemente no Departamento Médico por várias contusões, tem contrato até o fim de 2011. Difícil sair.

Wendell: Permanece, mas vai ter de aprender a jogar coletivamente. Do contrário, pode entrar para o time dos emprestados.

Neto Berola: Alternou boas e más apresentações, mas é um trunfo fundamental para o esquema de Dorival Junior. 2011 pode ser o ano de sua afirmação no cenário nacional.

Tardelli: Se não pintar nenhuma proposta que balance o presidente Kalil, terá a oportunidade de fazer uma campanha vitoriosa no time que o tirou do quase ostracismo no Flamengo.

Obina: O homem-gol foi decisivo quando mais precisamos dele, principalmente contra o cruzeiro, em Uberlândia. Não há chances de ficarmos sem o folclórico artilheiro.

2 – OS QUE ESTÃO NA BERLINDA:

Cáceres: Não foi feliz em seu retorno. Lento física e mentalmente, não foi nem de longe o xerifão que conhecíamos. Não se sabe se fica ou se sai. Tem contrato longo.

Jairo Campos: O grande zagueiro que vimos jogar quando chegou sumiu e ninguém viu. É outro que está na berlinda.

Rafael Cruz: Conta com uma certa simpatia de Dorival Junior. Pode ser que fique no elenco, mas está sub-judice.

Fábio Costa: Tem contrato até o fim de 2011 e dificilmente o Santos o receberá de volta antes do encerramento. Há chances de permanecer no plantel ganhando mensalmente um dinheiro fácil, como aconteceu este ano depois da promoção de Renan Ribeiro.

No próximo post, debateremos OS QUE PODEM SER EMPRESTADOS OU DISPENSADOS E AS PROVÁVEIS CONTRATAÇÕES.

Aguardo a sua participação, caro (a) amigo (a). Concordando ou discordando, dê a sua opinião, por favor.

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ATLÉTICO 4 X 1 FLAMENGO. EXPLODE, CORAÇÃO!

Uma vitória maiúscula de um time solidário em todos momentos do jogo.

Uma vitória para aquecer e explodir os nossos corações alvinegros!

Vencemos com raça, com amor, com sangue no olho e com o coração na ponta da chuteira.

Dorival Junior conseguiu penetrar na alma dos jogadores e retirar de cada um a essência mais profunda do que significa vestir esta camisa adorada.

E eles se doaram em campo de uma maneira que ainda não tinha sido vista neste campeonato.

A raça que demonstraram desde o primeiro minuto, além da incrível vontade de vencer, também miravam um alvo na beirada do campo. Uma figura patética, um personagem de filmes de terror.

Exatamente como eu havia dito na prévia do confronto, no post anterior:

“Nada no universo energiza mais um atleta do que se ver frente a frente, numa partida de futebol, com o causador principal de suas amarguras.”

Pois bem. O Galo meteu 4 gols como poderia ter metido 6 ou 7 no time desse moleque irresponsável, o incompetente que nos colocou numa situação constrangedora na tabela de classificação.

E, enquanto a equipe de Dorival Junior jogava coletivamente, ocupando espaços e se deslocando com rapidez, o Flamengo atuava como o Atlético de sua triste época: tímido, abatido  e totalmente exposto a turbulências.

Apesar de um início meio claudicante, o Galo jogou muito nesta noite.

Leandro, por exemplo, fez a sua melhor partida pelo alvinegro mineiro e Renan Ribeiro pôde assegurar ao pseudo-treinador do Flamengo que ele perdeu uma gigantesca oportunidade de promover um gigantesco goleiro.

E se o tivesse valorizado naquele tempo, certamente não teríamos deixado escapar tantos pontos de forma imbecil.

A bola que o nosso jovem goleiro defendeu numa cabeçada de Val Baiano foi vital. Se aquela bola entrasse, o jogo se tornaria dramático, não duvidem.

Compactação e velocidade nos contra-ataques. Há tempos eu não via o time se utilizar desses dois fatores fundamentais. Pois hoje eu vi!

Entretanto, os primeiros vinte minutos do segundo tempo encontraram um Atlético acuado na defesa, sem saída para os contra-golpes e errando seguidos passes em áreas perigosas do campo.

Havia necessidade de um jogador que amaciasse a bola, organizasse o jogo e municiasse os atacantes. Com esse intuito, Dorival Junior lançou mão de Ricardinho, o atleta ideal para esse tipo de jogo.

E a bola ficou redonda novamente! Poucos minutos depois, Tardelli, que na minha visão ainda não é craque, fez um gol que foi uma verdadeira obra de arte. Um gol não de craque, mas de cracaço!

E a nossa alegria, dois minutos depois, virou pura loucura, quando Renan Oliveira invadiu a área como um bólido, dividiu com o goleiro e guardou a criança nos fundos das redes.

O mesmo Renan Oliveira que me causou uma renantite aguda durante tanto tempo. O mesmo jogador para o qual eu reservava as críticas mais ácidas. E não me arrependo, ele as merecia.

Mas o garoto voltou da Bahia movido a acarajé apimentado, com outra atitude dentro das quatro linhas. Hoje ele corre, marca, lança, divide e encara o jogo como uma coisa séria. Seja muito bem vindo de volta, Renan. Assim dá gosto vê-lo!

Além dos dois gols, ele ainda foi o autor da jogada do primeiro. Objetivamente falando, Renan Oliveira foi o nome do jogo, não há que se discutir.

Apesar de Réver, Zé Luis e Werley terem sido verdadeiros monstros no gramado e Tardelli ter jogado uma partida impecável, se deslocando em todas as partes do campo.

Obina, por mais respeito que tenha demonstrado ao Flamengo na não comemoração do gol, correu como se o rubro-negro fosse objeto de todo o seu ódio. Hoje o nosso bom baiano atuou com a faca nos dentes.

Destaco também Rafael Cruz, Serginho e Diego Souza da forma mais positiva possível, pois deram um sangue danado em busca da vitória e foram muito importantes na obtenção deste fantástico resultado.

E quero exaltar o acerto das substituições de Dorival Junior, embora Mendez tenha entrado mal. Mas tenho muita fé neste jogador. Quem viver, verá.

Enfim, para encerrar, foi um castigo merecido para quem ludibriou milhões de atleticanos apaixonados.

Mas o castigo desta vez veio montado na Ferrari mais veloz. Não vermelha, mas preta e branca, da cor exata do que pulsa orgulhosamente em nosso peito!

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ATLÉTICO 1 X 1 PALMEIRAS

_ Um goleiro inseguro e fraco.

_ Um time desinteressado em dividir as bolas, muito menos em correr em busca da vitória.

_ Nada dá certo porque nenhum jogador  se doa em campo, ninguém está ali para botar o pezinho em dividida.

_ Cada atleta está pensando mais na balada do que na sua profissão, até porque o técnico é um zero a esquerda, omisso e incompetente.

Este ERA o time do moleque irresponsável, o grande projeto furado do “enganador-mor” do futebol brasileiro.

Mas não é o objetivo de Dorival Junior.

Dorival é sério, trabalhador e presente. Trabalha duro a semana inteira (todos os dias e não só na sexta-feira), conversa com os jogadores, troca idéias, bota para jogar os melhores, não dá murro em ponta de faca e não se sustenta na base da garganta.

Hoje o Galo atuou com o time reserva. Mesmo assim, apesar dos sustos, deu um calor danado no time titular do Palmeiras. Hoje os atletas correm, dividem, suam sangue em busca da vitória.

Alguns são, claramente, limitados tecnicamente. Contudo, mesmo estes ajudam o conjunto. Fazem parte da estrutura e com ela contribuem com o seu quinhão de esforço.

Nem parecem os mesmo jogadores que, por tanto tempo, zanzavam como um grupo de zumbis dentro das quatro linhas.

É por isso que eu louvo o empate de hoje. E não porque tenha jogado um futebol primoroso, um futebol perfeito e fluente em todas as suas linhas.

Não, não sou um analista tão alucinado assim. Sou um atleticano ferrenho, daqueles que torcem contra o vento, mas na hora de destrinchar o jogo, eu procuro interpretá-lo da forma como aconteceu.

Mas ninguém pode negar que o Atlético vem apresentando, desde a chegada de Dorival Junior, um jogo mais coordenado, mais organizado e com as peças  mais ajustadas em campo.

Isso acontece com o time titular e se repete na formação reserva, como ocorreu hoje.

Pode-se dizer que o Galo empatou o jogo em casa ou atuou mal, mas já não temos o direito de afirmar que foi um bando em campo, como até bem pouco tempo.

Existe princípio, meio e fim na equipe. Um desenho tático lógico.

Na partida de hoje, o Galo encarou o Palmeiras de igual para igual. E Renan Ribeiro e Deola foram as principais figuras no gramado.

Renan Ribeiro, ratificando a sua condição de titular absolutíssimo, fez defesas fantásticas e deu segurança à zaga, como nenhum outro goleiro nos últimos anos.

A pegada no meio é completamente diferente de antes. É firme e concatenada. Vai um, fica o outro. Se você for, eu lhe cubro. Não significa dizer que a marcação no meio está 100%. Longe disso. O crescimento será gradual e constante.

A equipe se tornou mais rápida, até a reserva. Sabem porque? Por aquilo que eu falei repetidamente aqui no L&N: quando os jogadores sabem aonde está o seu companheiro, basta dar o toque.

Não há necessidade de ficar procurando desesperadamente um cara vestido de preto e branco para tentar o lançamento. Isso atrasa o jogo e cede contra-ataques.

Treinamento bem aplicado é e está sendo a solução. E uma conversinha motivadora aqui e outra ali. Mais nada. Acreditem em mim, eu já estive lá dentro.

Algumas peças se destacaram hoje. Para aquele que acha que Cáceres foi culpado no gol do Kléber,  eu gostaria de vê-lo impedindo um gol com o atacante de frente e você tentando alcançar a bola e ao mesmo tempo, cortá-la para trás ou para o lado.

É praticamente impossível, amigo. Cáceres foi o porto seguro da defesa hoje. Não perdeu um lance sequer.

Zé Luis foi outro gigante no meio, assim como Mendez. Aliás, Mendez está se recuperando. Quem viver, verá este equatoriano dar muitas alegrias à Massa.

Nos destaques negativos, Diego Macedo cada dia pior, tanto quanto Jairo Campos e Ricardo Bueno.

No mais, espero que na segunda partida, a arrogância típica do Palmeiras seja um imenso trunfo a nosso favor. Posso garantir que eles saíram daqui se sentindo classificados.

Mas se o Galo, daqui há quinze dias, já estiver fora de perigo no campeonato brasileiro, o Palmeiras pode se deparar com o nosso time titular.

E aí a cobra vai fumar um belo charuto cubano!

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ATLÉTICO 2 X 0 INDEPENDIENTE DE SANTA FÉ

Dorival é um excelente treinador, mas não é santo milagreiro!

Sabendo disso, temos de nos manter preparados psicologicamente para a instabilidade da equipe dentro de campo.

E bota instabilidade nisso.

O Galo alterna momentos bons e ruins de minuto em minuto. Embora já se identifique o dedo do treinador em relação ao posicionamento e ao deslocamento tático, há instantes em que nada dá certo.

Mesmo assim, no primeiro tempo, o Atlético dominou o jogo, o que não poderia ser diferente em razão das limitações técnicas da equipe de Santa Fé.

Os vestiários da Arena do Jacaré, no intervalo, já deveriam ter recebido o time com uns 3 gols de vantagem.

No princípio do 2º tempo, surpreendentemente, foi o Independiente que tomou a bola para si. Não fosse o incrível reflexo de Renan Ribeiro e a vaca teria ido para o brejo.

Aliás, na hora da defesa, eu pensei: _ Se fosse Fábio Costa, pesado e sem mobilidade, esta teria entrado!

O Galo só foi retomar o comando das ações por volta dos 12 minutos. E aí a coisa fluiu, principalmente por causa da entrada de Berola no lugar do invisível e improdutivo Ricardo Bueno.

Se fosse treinador do Galo, eu não escalaria Bueno nem no time reserva em treinos. Ele é um cemitério de jogadas. Não tem domínio de bola, não sabe fazer tabelas e conclui a gol _ quando conclui _ de forma estabanada e sem direção.

Serginho voltou ao que era antes daquela maravilhosa atuação contra o Corinthians. Dispersivo, errando passes de 3 metros, correndo muito sem necessidade, perdendo bolas e concedendo contra-ataques…

Enfim, ainda existem muitos ajustes a fazer, mas gradualmente a equipe vai tomando forma de time de futebol.

Perdemos gols demais com Rafael Cruz (o último toque para o gol, de tão displicente, foi ridículo), com Obina, com Berola _ que é rápido, tem suas virtudes, mas precisa treinar conclusões a gol com urgência _ e com Diego Souza.

Este último fez um bom jogo e cada vez mais vai readquirindo a velha forma. Foi só ver o Antônio Mello pelas costas que o seu preparo físico melhorou. E com melhor condicionamento, a técnica mais apurada já começa a dar as caras.

A estréia de Diney foi péssima. A entrada de Jheimy no lugar de Obina, cansado, deu mais mobilidade ao ataque. O garoto é melhor que Ricardo Bueno, sem dúvida. Se bem que esta comparação não diz muita coisa a seu favor.

Ao final do jogo, restou um gostinho de frustração pelos inúmeros gols perdidos.

Poderiam fazer a diferença em Bogotá, uma cidade com 2.640 metros acima do nível do mar, a terceira maior altitude do mundo (atrás apenas de La Paz e Quito).

Por causa dessa elevada altitude, era importantíssimo aplicar uma goleada ontem para levar uma gordura para o 2º jogo.

Pois defender uma vantagem de apenas 2 gols em 90 minutos procurando sofregamente oxigênio para se manter de pé, não vai ser mole não!

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ATLÉTICO 2 X 1 CORINTHIANS. UMA NOITE DE PURA RAÇA!

Quando o juiz apitou o fim do primeiro tempo _ apesar do placar desfavorável _ eu suspirei de alívio.

Pois o Corinthians poderia ter metido 3 ou 4 gols de vantagem, não fossem as incríveis defesas de Renan Ribeiro. Podemos dizer que, finalmente, nós temos goleiro?

Uma certeza eu tenho: hoje nós temos treinador. Não mais um moleque irresponsável que brincava de ser técnico e afundava cada vez mais o glorioso Clube Atlético Mineiro.

Dorival Junior arrumou o time no vestiário, ao deslocar Serginho para a lateral direita e, ousadamente, lançar Obina ao lado de Ricardo Bueno.

Foi assim que no segundo tempo, depois dos 10 minutos iniciais, o Galo virou Galo!

Passou a disputar cada bola como se fosse caviar em liquidação! Os jovens valores, especialmente, comeram grama em busca da vitória.

São aqueles que nasceram na Cidade do Galo com o manto agarrado ao corpo!

Ontem eu vi, pela segunda vez neste campeonato, sangue no olho de cada atleta. Foi de arrepiar!

Após o gol do Werley, a equipe descobriu que podia sim ganhar do Corinthians.

A marcação melhorou no meio, os espaços minguaram para a equipe paulista, a defesa não dormiu e o ataque agrediu muito mais a defesa adversária.

Após o gol de Zé Luis, outro monstro em campo, poderíamos ter matado o jogo com Eron.

E cada bola era disputada como se fosse a última da carreira. Eu vi o Serginho dar carrinho na grande área adversária e segundos depois tomar a bola em nossa linha de escanteio.

Na opinião deste blogueiro, Serginho fez a sua melhor partida neste ano. Foi o melhor em campo, disparado.

Onipresente, deu duas assistências para os gols e ainda colocou o coração na ponta da chuteira em todos os lances.

Se o jogo não tivesse acabado, Serginho estaria correndo até agora, com uma garra de emocionar qualquer um!

Alguns jogadores, cada um no seu estilo, fizeram ontem uma partida redentora.

Werley mereceu o gol, pois vinha muito bem.

Diego Souza está começando a demonstrar o acerto de sua contratação. Depois da saída do moleque irresponsável, mudou da água para o vinho. Está lutando do início ao fim.

Até Renan Oliveira, pasmem os senhores, andou tomando bola na lateral do campo defensivo!!! Se é com este espírito que ele voltou, a minha renantite finalmente será curada.

Se, tecnicamente, o Galo não fez uma bela partida, louve-se a raça de todos os jogadores, sem excessão!

É com essa raça que vamos sair do buraco.

Claro que ainda temos defeitos. Muitos, por sinal. Mas agora sabemos que os problemas que enxergamos daqui, o Dorival Junior também os enxerga de lá.

E tenta corrigí-los com trabalho, não com o gogó!

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ANALISANDO DESEMPENHOS DO ÚLTIMO JOGO…

Vamos à análise do desempenho de cada jogador no último jogo:

Renan Ribeiro: O primeiro gol do Atlético-GO foi uma pedrada indefensável. Mas o jovem goleiro deveria saber que o batedor goiano só cobra as faltas daquele jeito. Então, poderia ter armado a barreira de forma a fechar o meio e não o ângulo esquerdo. Questão de experiência, que ele não tem ainda. No segundo gol, demorou a sair no abafa. Mas se comportou bem no restante do jogo. Nota 7.

Diego Macedo: A melhor partida com a camisa do Galo. Do primeiro ao nonagésimo minuto, correu muito. Era a válvula de escape que o Galo tinha para contra-atacar ou sair jogando. Talvez tenha sido, por isso, o jogador que mais pegou na bola. Dentre as dezenas de passes que deu, só errou um. Nota 8.

Réver: Algumas falhas de posicionamento ou de perda de tempo de bola, mas mesmo assim, jogou bem. Marcou um golaço, um dos mais bonitos do campeonato. Por isso, nota 8.

Werley: Tem uma vantagem sobre os outros zagueiros do elenco. É o mais rápido, não se pode negar. Os seus grandes problemas são a falta de impulsão para o cabeceio e a péssima saída de bola. Prefere rifar uma bola dominada do que dar o passe no pé. Entre falhas e acertos, nota 7.

Coutto: Não comprometeu em uma posição estranha para ele. E não foi culpado no segundo gol do adversário. Ele não alcançaria o atacante nem que tivesse um motor no pé. Mas se limitou a guardar posição e não serviu de opção ao ataque em nenhum momento. Nota 6.

Fernandinho: Não fez nada de melhor do que Coutto faria. Está sem noção de tempo e espaço por causa do longo tempo de inatividade. Porém, é mais incisivo no ataque. Nota 5.

Zé Luis: Está errando muitos passes, embora a sua presença na cabeça de área seja um alento para os zagueiros. Destrói bem, mas entrega mal. Está, gradualmente, aperfeiçoando a sua parceria com Alê. Nota 7.

Alê: Tem um jogo muito parecido com o de Zé Luis, com uma qualidade de passe bastante razoável. Jogou sempre com muita raça, procurando fechar a zona do agrião. Nota 7,5.

Renan Oliveira: Entrou sem ritmo no lugar de Alê, mas mesmo assim conseguiu chegar na bola antes do goleiro e entregá-la _ com açucar e com afeto _ ao Ricardo Bueno para a feitura do gol da vitória. Só por isso, nota 8.

Serginho: Ainda não se encontrou nesta temporada. Levou um cartão amarelo absolutamente desnecessário, além de não acertar passes de 5 metros. Pior, perde a bola constantemente e compromete todo o sistema defensivo. Tem potencial, mas não está demonstrando. Nota 4,5.

Ricardinho: Na atual circunstância, Ricardinho é fundamental para a equipe. Ele tranquiliza ali no meio porque tem clarividência, sabe aonde enfiar a bola. E não se limita a trocar passes laterais. Além disso, está correndo que nem um garoto. Parece que conseguiu escapar da caixa de areia do Mello. Nota 8,5.

Diego Souza: A exemplo de Diego Macedo, fez a sua melhor partida pelo Atlético. Muito mais vibrante que em outras oportunidades, fez um gol e deu o passe magistral para Renan Oliveira fazer a jogada do terceiro. E ainda recompôs o meio. Que melhore cada dia mais. Nota 8.

Obina: Correu muito, procurou se desmarcar, lutou pela bola como se fosse um prato de comida, mas nada que fez deu certo. Não está recebendo a bola entre os zagueiros, em progressão, daquele jeito que todo atacante rompedor gosta. Mas sempre vale pela luta. Nota 6,5.

Ricardo Bueno: Substituiu Obina e talvez tenha participado mais das tramas de ataque porque é leve e se desloca com uma facilidade maior. Mas precisa melhorar muito para se tornar um atacante letal. Fez o gol da vitória e por isso, recebe uma nota 7,5.

Dorival Junior: Escalou muito bem o time para o início de jogo e fez as substituições corretas no decorrer da partida. Mesmo que tivesse perdido, era o que ele tinha em mãos para mudar algo. Tem uma leitura de jogo muito mais apurada do que o “moleque”, que chegou aqui com a fama de ser o bambambam neste quesito e só fez besteira. Nota 9.

Pronto. A partir de agora, eu gostaria de ler os comentários dos leitores do L&N e verificar se as suas análises e notas são parecidas _ ou não _  com as minhas.

Galo sempre!

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ATLÉTICO-GO 2 X 3 ATLÉTICO.

Eu confesso que este não é o melhor momento para escrever esta crônica.

Talvez fosse mais racional  dormir algumas horas e conceder o tempo que a adrenalina exige para se tornar menos traiçoeira nas palavras do ser humano.

Mas eu não consigo, meus amigos!

Comentar uma vitória do Galo é o mesmo que um orgasmo simultâneo de um casal apaixonado, pois fazer amor com amor é milhões de vezes melhor que o sexo casual.

Entretanto, nem a adrenalina da alegria pode me tirar a consciência de nossas limitações, embora eu tenha enxergado uma nítida melhora no desempenho da equipe.

Melhoramos sim, na troca de passes, nas triangulações, na aproximação, nas tabelas, no 1-2, na paciência e na humildade de recomeçar a jogada quando algo não dava tão certo assim…

Certamente essa melhora se deve à conversa do Dorival Junior ao pé do ouvido de cada um. Pois treino que é bom, ele não teve tempo de ministrar.

Mas a facilidade com que o sistema defensivo do Galo insiste em tomar gols é preocupante. É como se fosse uma espada apontada permanentemente sobre as nossas cabeças ou uma bomba da Al-Qaeda prestes a explodir na nossa sala.

E o pior: ela sempre acaba explodindo na nossa cara!

Na verdade, o Galo, em nenhum momento do jogo foi pior que o Atlético-GO.

Perdeu os costumeiros rebotes? Sim, perdeu.

Roubou poucas bolas? Sim, poucas foram roubadas.

Porém, tivemos um fator positivo que não tínhamos em outros jogos: em termos defensivos, uma relativa melhora na pegada no meio de campo, embora a defesa tenha de treinar exaustivamente um posicionamento melhor.

Nada que nos faça entusiasmar, mas que nos leva à uma reflexão importante: Seria o Dorival Junior um mágico para amenizar um defeito que o “moleque” não conseguiu identificar em 9 longos meses?

Não, Dorival não fez mágica nenhuma. É que o “moleque” achava que bastava levantar os braços e dizer “abracadabra” que tudo se realizava. Trabalho e repetição, promotores da transformação dos sonhos em realidade no futebol, não existiam.

Tá bom, o time ainda tem muito o que melhorar, eu concordo. E bota muito nisso. Há muito o que se fazer nos próximos dias.

Mas, mesmo assim, foi gratificante ver que Diego Souza correu muito mais que em outros jogos, que o Réver marcou um golaço de bicicleta e que Renan Oliveira fez a jogada do terceiro gol aos 47 minutos do segundo tempo, depois de excelente assistência de Diego Souza.

Muitos acham que a minha renantite aguda é gratuita e prima pela pura pirraça.

Pois eu esclareço: Não é não! É fruto apenas da somatória de atuações ridículas de Renan Oliveira com a camisa do Galo.

Mas nesta noite, ele foi o cara que contribuiu com a vitória diretamente. E por isso, eu louvo a sua volta e o elogio. Que seja feliz desta vez.

Enfim, jogando bem ou jogando mal, mesmo que seja contra um time de pouco poderio técnico como o Atlético-GO, valeu a vitória. Ah, como valeu!

Não vou estender as críticas à performance do time, pois estou muito satisfeito com mais 3 pontos na sacolinha, embora mantenha a preocupação quanto à queda.

Porém, não é saudável sofrer por antecipação.

Torçamos para que Deus seja, no fundo, um atleticano. Masoquista pra caramba, mas atleticano!

Galo sempre!

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VASCO 1 X 1 ATLÉTICO.

Um empate catastrófico contra um time ruim desfalcado de seus principais jogadores, Carlos Alberto, Felipe e Zé Roberto.

Em outra situação, até que não seria um mau negócio, porém, devido às circunstâncias, foi um péssimo resultado.

Pois o Galo ainda permanece na zona de rebaixamento, somando apenas um raquítico ponto à sua vexatória campanha.

Vanderlei Luxemburgo optou pelo 3-5-2 sem tê-lo treinado. Treinou o 4-4-2.

Mas, como aconteceu muitas vezes nesse campeonato, entrou em campo com um time improvisado de última hora sem nenhum sentido de conjunto e foi, como deveria ser,  castigado por sua insensatez.

Sem meio de campo, sem meia de ligação, sem troca de passes, o Galo foi, no primeiro tempo, uma caricatura de equipe.

As bolas passavam pelo meio há 20 metros de altura. Jogadas trabalhadas, triangulações, 2-1, tabelas… ah, meu amigo, isso não existiu nem a quilômetros de distância.

Aliás, não houve, na primeira etapa, nada que desse ao atleticano a esperança de um destino melhor.

Por incrível que pareça, a defesa se comportou muito bem, apesar do gol que levou. Pois era para ter levado mais, uma vez que o Vasco dominava todas as ações no meio de campo e conquistava a grande maioria dos rebotes.

Com um time sem qualidade, o Vasco conseguiu superar o Atlético de grandes nomes, mas que jogava como um time de várzea.

No segundo tempo, o Galo melhorou substancialmente. As entradas de Ricardinho, Mendez e Berola deram novo ritmo ao maior de Minas.

A bola ficou mais redonda, as jogadas rápidas se sucederam  e o Vasco se retraiu.

Mas não vou creditar a mudança à “genialidade” de Vanderlei Luxemburgo.

Afinal, TODOS os atleticanos clamavam  por esta formação antes de começar o jogo, mesmo sem ganhar os milhões que o propalado treinador ganha.

E numa jogada de Daniel Carvalho, que jogou muito bem, o juiz marcou um penalti indiscutível.

Empatamos um jogo que poderíamos ter vencido, não fosse a escalação equivocada do primeiro tempo.

A entrada de Mendez também foi promissora. Gostei do equatoriano hoje. Está retomando a forma e correndo muito mais. Ele tem uma vantagem, como volante, que outros não têm.

Lança como poucos e não é previsível, com aquelas jogadinhas ridículas de encostar a bola para os lados.

Mendez tem a virtude de escolher a jogada mais difícil e na maioria das vezes, acerta. Pelo menos, foi assim hoje.

Esquecer Ricardinho num banco de reservas é um crime imperdoável. Em países de primeiro mundo, o cara que assim procede encerraria seus dias numa cadeia de alta segurança, com direito a 2 horas de sol por dia.

Não que Ricardinho seja o supra sumo da “craqueza”. Mas sim porque, do jeito que o time está tão quadrado, não tem ninguém melhor do que ele para arredondá-lo.

E Berola erra passes, se enrola com a bola, não levanta a cabeça, porém sou muito mais ele do que qualquer outro no ataque.

Isto porque ele não desiste. Parte pra cima do zagueiro e não quer nem saber se o cara é filho de mamãe ou de papai, se é rico ou se é pobre.

Berola é a exata personificação do atrevimento, um adorável mal educado que desconhece a palavra “respeito”. Ele quer mais é provocar confusão na área adversária, independente das pancadas que leva.

Se eu fosse Luxemburgo, não abriria mão de seus serviços nem por decreto.

Mas Luxemburgo é intocável, é onipresente, infalível e acima de qualquer suspeita.

E por isso, temos de conviver com as suas invenções, com as suas escalações estapafúrdias.

Como hoje.

Não teria sido muito mais produtivo ter escalado o time do segundo tempo no primeiro tempo, para arrebentar o Vasco desde os instantes iniciais?

Será que foi pelo simples “prazer” masoquista de sofrer 45 minutos?

Para nós, atleticanos, foi como se fossem 45 anos! Amargos 45 anos!

No entanto, lembre-se, Vanderlei Luxemburgo, nós NÃO perdoamos aqueles que nos têm ofendido!

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FLAMENGO 0 X 0 ATLÉTICO.

Rever foi perfeito do princípio ao fim e descobrimos que, finalmente, temos um excelente goleiro.

Tanto Réver quanto Fábio Costa consertaram o que tinham de consertar.

Se antes as bolas difíceis de defender entravam, hoje não entram mais.

Se antes aquelas bolas sobravam para os atacantes adversários, hoje sobram para Réver, absoluto no meio da zaga.

Eron deu mais sangue que todos os renomados homens “biônicos” de 6 milhões de dólares. O menino tem personalidade e num determinado momento, abriu os braços reclamando da passividade do time.

Gostei de sua bravura, de sua braveza e de sua personalidade. Tem futuro.

Só não gostei de sua substituição, mas entendo que pode ter sido por cansaço. Afinal, o ritmo do junior é mais maneiro que o profissional.

Lima saiu de campo contundido na cabeça e Cáceres entrou lento e sem encontrar o seu posicionamento. Mas melhorou muito no segundo tempo.

Jataí continua não decepcionando e permanece rápido no combate. O seu jogo é de um Zé Luis mais novo.

Serginho tem de melhorar muito em relação ao Serginho de tempos atrás.

Ricardinho se esforça e temos de reconhecer que, com mais de 30 anos, corre mais que muitos novinhos. Pelo menos não foge da responsabilidade, ao contrário de muitos.

Diego Souza está assistindo aos jogos em cadeira vip. Fez duas jogadas importantes no jogo todo. Convenhamos, é muito pouco para quem foi recebido com tanta festa e tanta esperança.

No meu entender, deveria ter sido substituído por Berola ainda no primeiro tempo, coisa que não aconteceu nem na segunda etapa, inexplicavelmente.

Tardelli foi um dos piores em campo, como também o foi em outras partidas. Não sei o que se passa com o artilheiro de 2009. Parece que se deu, à revelia de todo mundo,  um período de férias.

Tardelli não divide, não dá combate quando perde a bola (o que é constante), não contribui com a equipe em nenhum momento. E ainda é capitão! Piada sem graça!

O gol que perdeu, cara a cara com o goleiro do Flamengo, poderia ter trazido 3 pontos para a nossa sacolinha. Mas não trouxe, porque errou bizonhamente.

Enfim, o Galo jogou mal no primeiro tempo. Errava muitos passes e não conseguia concatenar jogadas de ataque, apesar de as melhores chances terem sido nesta etapa.

Esperava o Flamengo em seu campo e só não foi vazado porque o time carioca é, neste ano, muito limitado.

Os espaços no meio de campo continuam sendo o nosso maior problema.

No segundo tempo, melhorou. Mendez entrou e passou a combater com muita vontade, além de se projetar para o ataque. Esse cara ainda vai nos dar muitas alegrias, anotem o que falo.

O Galo se acertou um pouco mais.  Adiantou a marcação, pressionou o Flamengo, dominou as ações no meio de campo e só não ganhou o jogo por conta da falta de pontaria de nossos jogadores.

Aliás, as melhores oportunidades de gol foram de jogadores de meio de campo e não dos atacantes.

Gostei dessa alternativa. Algo novo no esquema do Luxemburgo. Os volantes se adiantam em trocas rápidas de passes e pegam de surpresa a defesa adversária.

Tanto que Jataí e Serginho, em momentos diferentes, estiveram na cara do goleiro flamenguista.

No meu ponto de vista, não há que se desesperar. As vitórias estão difíceis de acontecer, é verdade. Mas virão, tenham a certeza disso.

Apesar das burrices e das invenções!

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ANALISANDO JOGADORES E SETORES DO GALO – PARTE LL

Prosseguindo na análise individual de nossos jogadores e setores da equipe, hoje vamos dissecar, em conjunto com os leitores e amigos do L&N, o meio de campo do Galo.

MEIO-DE-CAMPO.

ZÉ LUIS: É o único volante de contenção que temos. É o solitário cão de guarda à frente do nosso portão. Sobre ele recai a maior responsabilidade de destruir no setor de meio de campo. E, dentro de suas possibilidades, o tem feito muito bem. E tem demonstrado uma surpreendente garra, tanto que, apesar da tremenda carga sobre seus ombros, ainda encontra forças para atacar em muitos instantes dos jogos.

FABIANO: Teve um início muito bom. Mas se perdeu no decorrer do tempo. Hoje não marca, não ataca e não é incisivo (como era) na área adversária. Fabiano hoje, como 2º volante, é um bom genro do Luxemburgo. Apenas capaz de um desempenho feijão-com-arroz. A sua melhor partida nos últimos tempos foi a última, contra o Avaí, quando entrou no 2º tempo e deu um sangue danado. Ajudou muito.

JOÃO PEDRO: Recém-promovido dos juniores, é uma das poucas pratas da casa do plantel. Luxemburgo tem apostado nele e na verdade, não tem decepcionado de todo. Mas, enquanto não amadurece, ainda tem que comer muito feijão para se tornar um jogador importante para o time. Nos juniores, costumava jogar um pouco mais à frente. No profissional, mais atrás. Por enquanto, ainda é uma incógnita.

SERGINHO: Com toda a certeza deste mundo, posso dizer que Serginho é uma das grandes esperanças não só do Galo, mas da seleção brasileira. Se não voltar a se lesionar seriamente, será um dos grandes jogadores deste país. É um volante rápido, que sabe sair jogando e é extremamente criativo no ataque. Tem de se aperfeiçoar na marcação e caprichar um pouco mais em seu posicionamento defensivo. Devido às suas limitações físicas (retornando de lesão), não tem sido ainda o Serginho que conhecemos. Mas o será brevemente.

EDISON MENDEZ: Ainda não jogou, mas sabemos de sua capacidade técnica. É um jogador multi-função. Joga como 2º volante, como meia avançado e até como 1º volante de contenção. O seu chute de fora da área é uma arma mortal, além de ter um fôlego privilegiado. Quando atua mais à frente, volta para marcar com uma velocidade espantosa. É uma das nossas grandes esperanças para a retomada.

DIEGO SOUZA: Por ter ficado tanto tempo parado, à espera da definição de seu destino, este jogador ainda luta com seu próprio corpo. A rapidez de raciocínio é evidente, mas as pernas ainda não conseguem acompanhar as ordens que vêm do cérebro. Mesmo assim, não tem comprometido. Na área, é um perigo. Na medida em que for se recuperando, mais e mais produzirá. Se jogar no Galo o que jogou no Palmeiras e Grêmio (e tem tudo para jogar ainda mais), a massa só vai correr pro abraço, feliz da vida.

JATAÍ: Naquela partida contra o Grêmio, antes da Copa do Mundo, ele jogou bem. Seu estilo se assemelha muito ao de Zé Luis. Talvez seja ainda um potencial escondido dentro do grupo atleticano, mas a sua simples manutenção significa que o treinador vê nele qualidades que ainda não afloraram para o grande público. Vamos esperar. Quem sabe a sua hora de explodir não esteja perto?

RICARDINHO: Quando Ricardinho foi contratado, a massa vibrou muito porque sabia do grande potencial do tetra-campeão do mundo. Mas, de certa forma, se decepcionou em 2009. A atuação de Ricardinho, visivelmente, deixava o time lento, meio que engessado. Mas este ano, principalmente nos jogos do brasileiro, o paranaense vem se comportando bem. Está fazendo a bola correr e enfiando aquelas bolas nas quais é mestre. Pouco a pouco, está melhorando.

ANÁLISE DO CONJUNTO MEIO-CAMPISTA: Como você certamente notou, o nosso meio de campo, INDIVIDUALMENTE, não é fraco. Muito antes pelo contrário, as peças são fortes e capazes de organizar a equipe no setor mais importante de qualquer time deste planeta.

No papel, é um dos meios-de-campo mais fortes do país, sem dúvida. O problema é que, na prática, lá onde a onça bebe água, a performance ainda está muito aquém do que poderíamos esperar.

Muito porque Diego Souza ainda não está em forma, Edison Mendez ainda não estreou e Serginho vem se recuperando jogando.

O fato é que nosso meio deixa muitos espaços, não tem pegada, não funga no cangote e desguarnece a defesa a todo momento.

Só ocupar espaços não basta. Há de se dar o bote na hora que o jogador adversário encostar o pé na bola. Ou se antecipar, de preferência.

Eu tive a honra de ter sido jogador de um técnico (alguns mais antigos devem se lembrar dele, chamado Jorge Abraão, do América-MG, divisões de base), que em todos os jogos repetia insistemente para os que, como eu, jogavam no meio de campo:

_ Eu não quero ver jogador deles dominar a bola no meio. Na hora que eles “triscarem” na bola, eu quero ver o pé de vocês TAMPANDO O DELES. No meio, o pega é pra capar! É chegar junto!

E essas palavras, há tanto tempo ditas e nunca esquecidas, me fazem pensar que o meio de campo do Galo é a exata materialização do contrário que Jorge Abraão instruía.

Tomara que Luxemburgo, indubitavelmente o principal responsável pelo equivocado posicionamento e pela pouca atitude naquele setor, refaça os seus planos e conceitos. Já está na hora da nossa meia-cancha ajudar em algo, pois até agora, só tem assistido o adversário jogar!!

Aguardo seus comentários e opiniões, combinado? Vamos trocando idéias.

Amanhã, vamos dissecar o ataque.

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ATLÉTICO 1 X 2 INTERNACIONAL – A SÉTIMA EM DEZ!

Repetindo o que eu já disse várias e várias vezes, é duro para um blogueiro atleticano escrever sobre a 7ª derrota em 10 jogos.

A paciência que eu venho pedindo de forma sincera no decorrer do pós-Copa do Mundo me impede de soltar os cachorros nesta crônica.

Pois se eu peço insistentemente paciência enquanto o time não estiver completo, eu não posso agir ao contrário. Não posso perder a fleuma, mesmo que o coração esteja sangrando e a razão insista em espalhar o fogo do inferno sobre jogadores e comissão técnica.

Mas o fato de  manter certa paciência não pode me impedir de ser sincero em relação ao que assisti ontem à noite. Afinal, paciência não é  sinônimo de cegueira.

Pois eu vi um Galo claudicante, com espaços escancarados e disponíveis para os desfiles do adversário.

Vi uma equipe sem entrosamento perdida em campo, baseada tão somente em jogadas individuais, mas que não se definiam, pois ninguém escostava para receber em condições de fazer algo produtivo.

Não vi jogadas ensaiadas, nem o 1-2, nem tabelas bem executadas, nem triangulações, enfim, quase nada.

A derrota para o Corinthians não trouxe nenhuma lição. Foi apenas uma derrota oca que perdeu-se em si mesma.

A cabeça de burro itinerante (aquela que acompanha os nossos goleiros aonde quer que vão!), esteve ontem em Sete Lagoas. A verdade é que Fábio Costa está totalmente sem ritmo e noção de tempo e espaço.

No primeiro gol do Inter, saiu vacilante e desguarneceu o seu gol. No segundo, falhou ao sair intempestivamente e ser driblado com um toque. Aquela jogada era para ele ter esperado o Alecsandro dar o primeiro toque na bola e só aí sair para o abafa.

Poderia até levar o gol, mas tinha muito mais chances de defender.

Quanto ao Luxemburgo, vamos ser sinceros. Por enquanto, não valeu o investimento. O dedo dele, tal qual o dedo do Lula,  ainda não apareceu. E se for realmente como o dedo do Lula, aí é que não vai surgir mesmo.

Pois ontem, ao substituir Zé Luis, o único volante defensivo que tínhamos em campo, ele praticamente entregou de bandeja ao Internacional o domínio das ações.

Apesar de não estar bem, Zé Luis cobria as laterais e a zaga e dali não saia. Serginho, que também se encontrava em uma noite infeliz, não tem, por enquanto, uma condição física que permita-lhe o mesmo desempenho.

Além disso, não sei o que Luxemburgo enxerga em Diego Macedo. É um lateral ciscador. Alguém aí já viu um “lateral ciscador”? Eu já vi pontas ciscadores, mas lateral nunca tinha visto nenhum. É a primeira vez.

Se Rafael Cruz não joga mais que Diego Macedo, então estamos ferrados e mal pagos.

Jairo Campos parece que esqueceu aquele bolão que jogava. Inseguro, errando passes, facilmente driblado e o pior, sempre chegando atrasado nas divididas.

Fabiano está se tornando um Werley, e como um Werley, eu não falarei dele mais. Chega. Como segundo volante, é apenas um bom genro de Luxemburgo. Sua atuação ontem foi ridícula.

Enfim, para não dizer que só falei de espinhos, também vou falar de flores.

Embora fora de forma, acima do peso e com clara dificuldade de se deslocar em campo, Diego Souza deixou flagrante um ponto importante: não gosta de perder nem jogo de porrinha!

Ele lutou, marcou um gol e se apresentou para o jogo. Deu a cara para bater, ao contrário de Diego Tardelli, por exemplo, que se anulou e não tomou para si a responsabilidade.

Neto Berolla também se apresentou bem, embora, às vezes, amarre um barbantinho na bola. Mas é lutador e ensaboado e sabe, como poucos, construir jogadas de perigo. Ainda vai longe.

Cáceres, para mim, foi o melhor de uma defesa em frangalhos. Na minha opinião, Luxemburgo, ao privilegiar Werley (em detrimento de Cáceres) faz um papel ridículo perante todos aqueles que entendem um mínimo de futebol! Dá a impressão que o problema é de conotação pessoal, só pode.

Cáceres está há anos-luz de Werley, que não é digno nem de engraxar as suas chuteiras!

E ainda digo mais: quando Rever chegar, o seu companheiro de zaga TEM DE SER CÁCERES. Nenhum outro é melhor que ele na defesa do Galo e Luxemburgo, com seus olhos de catarata, não pode continuar se recusando a enxergar isso!

Por enquanto, não sou favorável a qualquer atitude radical no Galo, em relação à comissão técnica. Acho que qualquer projeto tem de ter princípio, meio e fim.

Longe de mim querer mudanças neste momento, sem que o verdadeiro time do Galo tenha jogado completo.

Porém, nenhuma comissão técnica do mundo tem o direito de se sentar sobre os louros e se acomodar na confortável paciência de um fenomenal presidente.

Por mais que digamos não, bons resultados sempre serão excelentes para a saúde de todos!

Sei que muitos concordam e outros discordam desta crônica. E você, caro leitor e amigo do L&N? O que você pensa?

Obs 1: Está na hora de reconhecer que a escolha da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, foi um erro estratégico. Para os próximos jogos, há de se pensar em outra opção. Esta já deu água!

Obs 2: Chega-nos a informação que Zé Luis saiu ontem por lesão. Então, desconsiderem a crítica ao Luxemburgo quanto à sua substituição. Mas só esta, as demais permanecem em vigor!!

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CORINTHIANS 1 X 0 ATLÉTICO.

O time do Galo jogou com Fábio Costa, Diego Macedo (ou Rafael Cruz), Cáceres, Jairo Campos e Fernandinho; Zé Luis, Serginho, Mendez e Diego Souza; Tardeli e Obina (Daniel Carvalho).

Ah, não? Não jogou assim? Ah, ok.  Jogou com Fábio Costa, Diego Macedo, Werley, Jairo Campos e Leandro; Zé Luis, Serginho, João Pedro (Fabiano) e Ricardinho (Fernandinho); Neto Berolla (Diego Souza) e Ricardo Bueno.

A diferença de um um time para o outro é de nada mais nada menos do que 6 ou 7 jogadores. SEIS OU SETE jogadores!!

E mesmo assim, com um time praticamente reserva, nós demos um calor danado no Corinthians.

Na verdade, foi uma vitória paulista injusta até no talo. Pois no segundo tempo, nós dominamos o jogo. Tanto em posse de bola quanto em jogadas agudas em direção ao gol.

Esta derrota, ao invés de me desanimar, me encheu de esperanças. Pois enfrentamos o líder do campeonato com o time completo e mesmo assim jogamos de igual para igual.

Me fez acreditar no elenco e não apenas no time titular, que não é esse.

O Corinthians iniciou o jogo com um penalti de Werley sobre Dentinho. Chicão perdeu, mas o Corinthians permaneceu dominando a partida… até os 15 minutos.

Depois o Galo igualou as ações e assim persistiu até o final do jogo. O Corinthians teve chances de gol? Sim, claro que teve.

Mas o Galo também poderia ter matado o jogo, principalmente com Ricardo Bueno, em duas oportunidades claríssimas. E Neto Berola poderia ter aberto o placar ao final do primeiro tempo, naquela bola na trave.

E com uma bola displicente, que resvalou em Jairo Campos e enganou Fábio Costa, perdemos o jogo.

Com toda sinceridade deste mundo, eu gostei da dinâmica de nosso time. Não é mais aquele time previsível de alguns meses atrás.

É uma equipe rápida, com jogadas retas em direção ao gol, sem aquela cadência irritante do primeiro semestre.

Só não gostei da substituição de Neto Berola, que era o único atacante que realmente incomodava lá na frente. Ricardo Bueno é mais fixo e não é tão intenso quanto Berola.

Diego Souza ainda está fora de forma e a sua mobilidade está comprometida, enquanto Neto Berola dá opções de jogadas tanto na direita quanto na esquerda.

Enfim, não temos de perder as esperanças. Pelo contrário, depois desta partida, temos de potencializá-las.

Eu acredito que agora vamos partir para o topo.

E você, caro amigo do L&N, o que acha?

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DAQUI A POUCO, O ATLÉTICO ENFRENTA O ATLÉTICO-GO.

No nosso novo e provisório terreiro, a Arena do Jacaré, o Galo deverá entrar em campo no 3-5-2, mesmo não tendo treinado um dia sequer neste desenho tático.

Muito provavelmente, a escalação será a seguinte:

Fábio Costa, Cáceres, Werley e Jairo CAMpos; Diego Macedo, Zé Luis, Serginho (Fabiano), João Pedro (Ricardinho) e Leandro; Tardelli e Ricardo Bueno.

Se o esquema a ser utilizado for o 4-4-2, a escalação mudará para:

Fábio Costa, Diego Macedo, Werley, Jairo CAMpos e Leandro; Zé Luis, Serginho (Fabiano), João Pedro e Ricardinho; Tardelli e Ricardo Bueno.

A certeza é a inacreditável titularidade de Werley.

A dúvida é Serginho, que sente dores na panturrilha e talvez seja preservado. Se for, fará uma falta danada.

A surpresa é a ausência de Junior, que treinou durante toda a semana como titular e sequer foi relacionado para o jogo em Sete Lagoas.

Se não for por conta de lesão ou eventual saída do clube, não consigo captar nenhum sentido na decisão.

Afinal, o Leandro vem de um edema na coxa e um razoável período de tratamento. E Junior estava em plena atividade, atuando em todos os jogos-treinos.

Mas, vá saber o que se passa na cabeça de nosso comandante.

O Atlético-GO é lanterna do campeonato e possui o pior ataque. O Galo é 17º colocado, dentro da zona de rebaixamento e possui a defesa mais vazada do Brasileirão.

Portanto, vai ser uma briga de foice num quarto escuro. Como eu disse no post anterior, a nossa equipe ainda não recebeu nenhum dos novos contratados (excessão feita ao Fábio Costa).

Por conta disso, será praticamente a mesma que perdeu para o Ceará dentro do Mineirão. Em termos de qualidade, está há anos-luz da equipe que veremos jogar dentro de pouco tempo.

Todavia, mesmo que o time não seja o ideal e, de forma flagrante, haja uma certa fragilidade de peças, nós temos a obrigação de vencer _ e bem _ o lanterna do campeonato.

Uma vitória trará novo ânimo nas primeiras rodadas da retomada após a Copa. Não pode haver vacilo. Nós não temos mais opções.

Diego Souza já está devidamente registrado no BID da CBF e autorizado a vestir o manto. Seguirá para Sete Lagoas para jogar _ só se for necessário _ uns 20 ou 25 minutos.

Que tudo transcorra dentro das nossas expectativas. Que o Galo sapeque, se possível, uma goleada no genérico de Goiás e transporte a massa para um relaxado e merecido estado zen.

Vamos pra cima deles, meu Galo querido!!

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O GALO EM EBULIÇÃO!

A Copa do Mundo acabou, a Espanha venceu, o polvo Paul acertou e o mundo tremeu… (perdoem-me essa rima forçada, mas não encontrei nada melhor… rsrs).

E agora, José?

Para onde nós vamos agora, meu amigo? Aonde vamos descarregar a nossa paixão infinita e alucinada?

Aonde vamos extravasar a saudade da camisa preta e branca adorada?

Vibrando e chorando de alegria nas ruas das cidades de Minas ou ferozes e introspectivos na penumbra de nossos quartos?

O Brasileirão recomeça e com ele todas as armadilhas são montadas na calada da noite e nas moitas espinhosas e sombreadas do nosso caminho.

Resta-nos a perspicácia de escolher a melhor rota, aquela que nos levará ao topo nos esquivando de todas as tocaias. Resta-nos contratar com sabedoria, dispensar com consciência e construir o elenco mais fenomenal dos últimos anos.

E nesse aspecto, o Galo está em ebulição! Ou não seria apropriado dizê-lo mesmo com a contratação de Diego Souza, considerado pela mídia o melhor jogador do Brasil em 2009?

Ou não seria adequado dizer que Mendez é um excepcional segundo ou terceiro volante, tido como um dos melhores da América?

Ou será que alguém ainda duvida da categoria do Daniel Carvalho mesmo depois de vê-lo mais magro e mais ágil?

E não nos esqueçamos dos retornos de Obina e Serginho, que são peças de peso em qualquer equipe.

Sugiro também não ignorar a contratação de Fernandinho, um bom lateral esquerdo, e a de Fábio Costa para a carência escandalosa que, nos últimos anos, tivemos em nosso gol.

Estes são, entre outros, os nossos reforços. Bons reforços, não há dúvida. Se formos absolutamente sinceros, são jogadores de um nível que há muito tempo não tínhamos em nosso plantel.

As nossas metas e ambições, depois de Alexandre Kalil, mudaram da água para o vinho.

Enquanto que com Ziza (e outros) contávamos com as migalhas esquecidas pelos outros clubes  (as porcarias que ninguém quis), com Kalil nós contratamos o melhor jogador brasileiro de 2009 e outros grandes atletas!

Mas há de se ter na cabeça o seguinte: até a 12ª rodada, ainda vamos comer o pão que o diabo amassou, pois o time ainda estará em formação, além de não podermos contar com nomes importantes recentemente contratados.

Qual seria o nosso time ideal? Na minha opinião, seria: Fábio Costa, Rafael Cruz, Cáceres, Jairo CAMpos e Fernandinho; Zé Luiz, Serginho, Mendez e Diego Souza; Tardelli e Obina (ou Daniel Carvalho).

E qual o time que entrará em campo contra o Atlético-GO? Muito provavelmente será Fábio Costa, Diego Macedo, Werley, Jairo CAMpos e Junior; Zé Luiz, Serginho, João Pedro e Fabiano (Ricardinho); Tardelli e Ricardo Bueno.

A diferença de categoria é simplesmente absurda. Portanto, ainda vamos penar durante algum tempo, tenham certeza disso.

Embora eu tenha a desconfiança de que permaneceremos na zona de rebaixamento por mais algumas poucas rodadas, não há que se desesperar. No momento em que o time ideal estiver dentro de campo, encaixado e coeso, ninguém nos segurará! Nem com tiro de canhão!

E aí, meus caros amigos, todas as tocaias e todas as armadilhas serão desativadas antes que nos façam mal. Além do que, o Galo está se movimentando para reforçar ainda mais o elenco.

Nomes fortes estão em pauta. Jogadores consistentes estão na mira. Mas não entrarei no campo das especulações traiçoeiras, pois não pretendo criar falsas ilusões de contratações mirabolantes.

Não há o que temer depois de algumas rodadas.

Aposto muito mais que estaremos nas ruas comemorando do que na penumbra de nossos quartos!

Mas não agora, no princípio. Esperemos um pouco mais, pois um pouco de paciência sempre faz bem ao organismo.

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AS NOVAS CARAS DO GALO…

E o Galo vai tentando se reforçar.

Sem a urgência frenética do torcedor, a diretoria segue se esforçando para dar ao técnico Luxemburgo o material humano que ele necessita para a disputa de duas competições: o campeonato brasileiro e a sul-americana.

Nos últimos dias, a notícia de que o Galo poderia fechar com Diego Souza, ex-Palmeiras, entusiasmou a grande maioria dos alvinegros.

Dada como praticamente certa, a contratação foi pro ralo nas derradeiras horas.

A Traffic, detentora dos direitos do jogador, prefere vendê-lo para o exterior. Dificilmente o negócio se concretizará, embora eu tenha a certeza que Kalil fez das tripas coração para sacramentá-lo em bons termos.

Mas, paciência, se não deu, não deu. Eu, pessoalmente, acho que Diego Souza seria um tremendo reforço para o Galo. É mestre exatamente onde mais temos carência, que é a transição de bola da defesa para o ataque.

Além de ser exímio chutador e excelente cabeceador, até mesmo por causa de sua altura, que supera os 1,85 m.

Um pouco antes dessa novelesca negociação com a Traffic, a Cidade do Galo recebeu um centroavante e um lateral.

O centroavante é Ricardo Bueno, que veio do Oeste de Itápolis e foi artilheiro do último campeonato paulista.

É um atacante que, além de jogar agudo na grande área, também busca bolas pelos lados do campo, se assim o esquema exigir. É habilidoso, tem faro de gol e parece inteligente.

O lateral direito é Diego Macedo, cuja contratação foi outra novela das oito. Até o cruzeiro estava na jogada e tudo fez para que ele seguisse para o lado assoreado da lagoa, embora o próprio jogador tenha declarado que escolheu o Galo “porque o Galo é a minha cara”.

O novo lateral do Atlético é bom no desarme e melhor ainda no ataque. Eu o vi jogando duas vezes pelo Bragantino este ano, e nas duas partidas, ele foi bastante abusado ofensivamente.

O que me chamou a atenção é que, quando se solta para o apoio, se sente totalmente à vontade, como se fosse efetivamente um atacante de ofício.

A outra contratação, desta feita ainda no terreno das hipóteses (pois ainda não assinou), é Daniel Carvalho, aquele mesmo meia-atacante do Internacional e que jogou 4 temporadas pelo CSKA da Rússia.

Desde 2005/2006 não joga um bom futebol. Voltou ao Internacional em 2008 e foi reserva o ano inteiro. Tem um problema sério em relação à manutenção do peso e desceu no Aeroporto de Confins dando a impressão de estar bem gordo. Vide a foto.

Daniel Carvalho é claramente uma aposta de Luxemburgo. Uma aposta arriscada, diga-se de passagem, pois tem anos que o moço não joga absolutamente nada e vive mais no DM do que em campo.

Não marca, não arma e não tem explosão nem arrancada. Deixa o time lento. Não sei o que se passa na cabeça de Luxemburgo.

Tomara que ele tenha a varinha mágica que faça Daniel Carvalho se transformar novamente naquele belo jogador que era antes.

Vamos torcer para que todos, sem exceção, produzam o que se espera deles.

Porque estamos precisando muito. Neste ano, em 4 jogos contra times de primeira divisão, fizemos só um jogo excelente (contra o Santos, no Mineirão).

Nos outros 3, não fomos bem. Nem contra o Vasco, quando ganhamos. Neste jogo, tivemos só um primeiro tempo que pode-se classificar como bom. Na segunda etapa, levamos um vareio tão grande que não vimos nem a cor da bola!!

E contra o Grêmio Prudente, nem há necessidade de comentar. Foi uma vergonha!!

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