Arquivo da tag: Dorival Junior

ATLÉTICO 2 X 0 CALDENSE – UM TEMPO DE BOM FUTEBOL.

O Atlético jogou um belo futebol no primeiro tempo e, no intervalo, arrumou as malas, embarcou e se mandou dali.

Só assim para explicar o apagão que baixou sobre o time no segundo tempo.

Se na segunda etapa não houve nada de bom, então vamos comentar a primeira.

Quer queira, quer não, há de se reconhecer que o Cuca faz um belo trabalho de montagem e posicionamento das peças disponíveis.

Padrão de jogo é um detalhe importante que costuma passar longe da Cidade do Galo nos últimos anos, porém, este time o possui.

Coberturas, ultrapassagens, linhas de defesa precisas, movimentações e deslocamentos de ataque, 1-2, triangulações… tudo isso eu vi no primeiro tempo.

É claro que falta muito, não estou dizendo que não. Mas não é, nem de longe, aquele amontoado de atletas correndo atrás de uma bola, como foi nos tempos do moleque e do Dorival Júnior.

A Caldense não é um oponente com peso suficiente para que a equipe atleticana seja avaliada de forma segura.

Mas, vendo o time alvinegro desenvolver seu jogo rápido no meio com Escudero e o incansável Bernard, assessorados por Leandro Donizeti e Pierre, pode-se dizer que a esperança já é embrionária.

Ontem, Pierre não foi o mesmo. Mas o cara jogou no sacrifício, com uma virose.

Enquanto Leandro Donizeti abria uma chapelaria (até chapéu de peito ele deu), Bernard foi um show a parte. Melhor em campo, ainda marcou um golaço, de falta. Richarlyson, como sempre, foi o pior.

Renan Ribeiro fez uma monumental defesa, mas, por conhecê-lo bem, sei que não posso confiar. No dia que ele fizer seguidas partidas boas, esquecerei dos péssimos jogos seguidos que produziu. Uma só defesa não é o suficiente para apagar os frangaços, as falhas e os pontos jogados no lixo em decorrência disso.

Enfim, foi um bom primeiro tempo. E ponto final. Não houve segundo!

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

ASSISTA AOS MELHORES MOMENTOS DO JOGO:

Anúncios

VERGONHA NA CARA EM 2012

Este ano durante todo o período em que o Atlético foi treinado pelo Dorival Júnior vimos o time perder um jogo atrás do outro. Perdia porque ninguém sabia se era titular, se era reserva, porque o esquema tático mudava a cada jogo, etc. E principalmente, porque o que era treinado na Cidade do Galo não chegava aos gramados, pois era mudado minutos antes da partida. Faltava “vergonha na cara” dos jogadores.

Realmente não sei o que se passava na cabeça dele, e pra ser sincero, não quero mais saber. Mas a culpa daquela fase é única e exclusiva da diretoria do Clube Atlético Mineiro, mais especificamente dos srs. Alexandre Kalil e Eduardo Maluf, que pela inércia deixaram as coisas chegarem a um ponto crítico. Isso sem comentar as contratações equivocadas e feitas sem critério. Faltava “vergonha na cara” da diretoria.

A chegada do Cuca, de início, não mudou muita coisa, porque o Galo continuou perdendo. Ora, não se consegue encaixar um estilo de trabalho da noite para o dia. Mas uma atitude do Cuca foi fundamental para a mudança da atitude do time: o afastamento do Patric. A atitude dele, ao ser substituído, de sair de campo “caminhando calmamente” demonstrou o comprometimento dele com o clube que pagava seus salários, e em dia, coisa rara nos dias de hoje. Falar que o Patric era um “sem-vergonha” é pleonasmo.

Do afastamento do Patric em diante, o resto do time “acordou” e passou realmente a lutar em campo. Até as entrevistas pós-jogo ficaram melhores, sem as desculpas esfarrapadas de sempre.

O Cuca está fazendo o melhor possível com os jogadores que tem à sua disposição. Sou a favor de sua permanência para o próximo ano, pois ele conseguiu “ressuscitar” o Atlético, e principalmente, recuperar a “vergonha na cara”, que estava sumida fazia tempo. Chega de técnicos “de grife”. Nenhum deles nunca deu certo no Galo, desde os tempos do Rubens Minelli.

Mas para o trabalho do Cuca em 2012 ser bem sucedido, a diretoria do Atlético tem de deixar o “estado de coma” em que se encontra e começar a agir. Jogadores que não interessam devem ser comunicados o mais rapidamente de que não ficarão, e o trabalho para a contratação de reforços já deveria estar em andamento. Que o Departamento de Futebol seja comandado por um profissional identificado com o Galo, sua história e suas tradições. E um bom início é a dispensa do sr. Eduardo Maluf.

Do meu ponto de vista, 2012 já está comprometido, porque os desmandos de 2010 e 2011 ainda serão sentidos. O quanto antes a ação continuar, menos os resquícios anteriores serão sentidos. Contratações certamente serão feitas, mas que antes sejam definidos os critérios que as orientarão. Chega de Jóbsons, Torós, Patrics e outros tantos. Pedir aos jogadores que tenham “vergonha na cara” é fácil – o difícil é mostrar aos jogadores que se tem “vergonha na cara”.

E que o Presidente do Atlético em 2012, seja ele quem for – preferencialmente que não seja o Alexandre Kalil – transfira a sua mesa para a beira do campo de treinamento, na Cidade do Galo, e acompanhe de perto o time.

Ir de vez em quando à Cidade do Galo não é o bastante!

Para seguir este colunista no twitter, clique aqui.

Siga este blogueiro no twitter clicando aqui

ATLÉTICO 2 X 0 AMÉRICA – SEM ILUSÕES.

Aqui dentro da Arena, a poucos metros de uma torcida enfurecida, é fácil correr atrás de uma bola.

Quero ver se na Vila Belmiro, em terreno adversário, a disposição será a mesma.

De todo modo, tanto em postura, quanto em formação tática, o Atlético se apresentou bem ontem contra o co-irmão mineiro.

O 3-5-2, temerariamente lançado por Dorival Júnior _ pois foi treinado apenas uma vez _ propiciou fluidez ao time.

Os laterais tiveram liberdade para atacar e Patric, principalmente, aproveitou para jogar quase como um atacante. E foi muito bem desta forma.

Guilherme Santos também melhorou a sua performance, embora ainda não tenha atingido aquele esplendor das primeiras partidas.

Este esquema caiu como uma luva para Daniel Carvalho, que, de repente, não precisou locomover todo o seu peso para compor o meio defensivo. Ficou liberado para organizar os ataques e jogar com a bola nos pés.

Enfim, vi um meio de campo mais compacto, mais pegador. Tanto que o América incomodou Giovanni apenas uma vez em todo o jogo.

Richarlyson atuou dando suporte à zaga e à lateral esquerda. O mesmo fez Réver pela direita, assessorado por Serginho.

O 3-5-2 não é um esquema defensivo. Muitas vezes, torna-se muito mais ofensivo, ao mesmo tempo em que blinda a defesa. Eu sou totalmente a favor, sobretudo quando se constata que, no posicionamento anterior, bolas estufavam em profusão as nossas redes. Tinha virado festa.

Afinal, levar 11 gols em apenas 3 jogos não é para qualquer time não. Tem de ser muito, mas muito ruim para sofrê-los!

A vitória foi boa, claro. As vitórias sempre serão bem vindas. Mas não me iludo nem um pouco.

Falta à equipe aquela consistência dos grandes esquadrões. Aquela auto-confiança que traz o cheiro da vitória antes mesmo de subir as escadas do túnel para entrar em campo.

O conjunto alterna exageradamente bons e maus momentos dentro de uma mesma partida. E isso martela o emocional dos jogadores como se fosse um irritante bico de pica-pau.

Não é um time confiável, por enquanto. E quando será? Não dá para saber.

Se Dorival Júnior não descartar o 3-5-2, o que eu não duvido _ pois o nosso treinador tem a mania de trocar tudo de uma hora para outra como se fosse um gênio  ou um Graham Bell _ teremos sempre a necessidade de um homem de área.

E nesse aspecto, Jonatas Obina foi uma grata surpresa para mim. Meio desengonçado, um tanto desarticulado, corre parecido com Dadá Maravilha.

E tem uma pedrada na perna esquerda. Acabou marcando um gol e dando assistência para o segundo. O cara trouxe o que nos falta. É sortudo demais!

Excelente produção para quem chegou totalmente desacreditado e alvo de piadinhas na Internet.

Jonatas Obina foi o destaque inquestionável da equipe nesse jogo. Entretanto,  ainda tem muita lenha para queimar e não quero ser precipitado.

Em suma, foi mais uma vitória sobre um dos times considerados mais fracos neste campeonato. Dos fortes nós só levamos bordoada, até o momento.

Mas não deixa de ser saudável colocar 3 pontos na sacolinha… e esperar que a omissão imperdoável da diretoria em reforçar a equipe, não nos faça lotar capelas e igrejas em busca de ajuda divina!

Pois reafirmo novamente: Se este time não for fortalecido, nós vamos lutar para não cair!

E para a torcida, será mais uma dolorosa via-crucis,  jogo após jogo! Merecemos?

Com a palavra, o leitor e amigo do L&N.

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

TUDO O QUE PEDIMOS É VERGONHA NA CARA!

Ser goleado por Flamengo e Internacional é vergonhoso, sem dúvida.

Mas levar outra sapatada de um Ceará, com todo respeito que merece o time nordestino, é algo acima do que podemos suportar. É como uma bomba atômica caindo nas nossas cabeças!

Pois o Ceará não tem um elenco mais qualificado que o Atlético. Pelo contrário.

Entretanto, tem MUITO MAIS VONTADE! E é aí que reside toda a diferença!

A apatia dos jogadores atleticanos faz-me deduzir que o principal foco deles não é vencer o jogo.

O objetivo principal dessa corja é o de derrubar o técnico! Quanto mais derrotas, melhor.

Para eles, não importa se, na esteira das consequências,  uma torcida apaixonada verterá lágrimas de sangue a cada derrota.

Pouco importa se, com tais atitudes, mancharão o escudo de um clube que luta, em vão, para se reerguer no cenário nacional.

Lama e dejetos fedorentos de desonra por sobre clube e torcida é o que estamos vendo acontecer sob os nossos narizes.

E se, de fato, atingirem os seus objetivos com a queda de Dorival Júnior, passarão a correr novamente em busca de vitórias… até que se enfarem novamente da cara nova.

E então a história se repetirá como em um círculo vicioso.

Não estou defendendo o Dorival Júnior. Tem errado demasiadamente. Mas os seus erros não justificam a reação desonesta do grupo de jogadores, embora não sejam todos.

Que a diretoria, omissa e sonolenta, tome atitudes de homens feitos e identifique urgentemente aonde se localiza a podridão e a extirpe do plantel.

Pois, a continuar desse jeito, vamos disputar a 2ª divisão em 2012, não se iludam.

É o caminho natural para a pior equipe do futebol brasileiro da série A, na atualidade.

É a consequência mais lógica para quem não tem vergonha na cara!!!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

COMENTANDO COMENTÁRIOS

Anteontem, tive insônia. Enquanto o sono não vinha, acessei  alguns blogs, tive a paciência de ler mais de 300 comentários… e me dei ao trabalho de fazer uma estatística, conforme relaciono abaixo.

Excluí os comentários ofensivos, os ininteligíveis e principalmente os que suspeitei tratar-se de marias, pois meu objetivo era tão somente entender o atual momento do Galo, com base nas diversas opiniões de atleticanos autênticos.

Então vejamos o que apurei, de um total de 338 comentários expressos nos blogs:

  • 3% dizem que não vão mais torcer, desistiram do Galo.
  • 5% acreditam que o Galo está no caminho certo, e tudo vai melhorar.
  • 13% pedem a saída do Dorival.
  • 16% suspeitam que há um grupo de jogadores querendo derrubar o técnico.
  • 18% desconfiam que há algo de sobrenatural com os insucessos do Galo.
  • 23% colocam a culpa no Kalil (alguns pedem a sua saída).
  • 28% dizem que este ano o Galo não conseguirá nenhum título, ou pior, que apenas brigaremos para não cair para a série B.
  • 29% colocam a culpa na torcida, que ou é apaixonada, cega e cobra pouco, ou, pelo contrário, exige muito, vaia antes da hora, etc.
  • 46% criticam o treinador, sem pedir claramente a saída dele.
  • 81% acham que os jogadores não se esforçam quanto deveriam, nas partidas, e/ou são de nível técnico insuficiente.
  • 83% pedem reforços.

Evidentemente, as porcentagens  somam mais de 100%, pois grande parte dos comentários colocam a culpa, por exemplo, no presidente, no técnico, nos jogadores, no Maluf, no demônio, numa praga, no destino cruel, etc… Como me disse sabiamente a Elen Campos pelo twitter, “o que acontece com o Galo é um cadin de tudo isso junto e misturado”.

Uma pequena parcela das opiniões faz conjeturas das mais variadas, porém sem apresentar argumentos que as sustentem, o que demonstra que muitas vezes se utiliza o espaço destinado a comentários como forma de desabafo (o que é perfeitamente compreensível e justificável).

A maior parte é pragmática: o Galo ainda possui insuficiência técnica, necessita de reforços e dispensas, há pouco comprometimento dos atuais jogadores, e o treinador não conseguiu até o momento encontrar um padrão técnico-tático para o time.

Portanto, para a maioria desse pequeno universo de 338 atleticanos ainda há jeito. Basta se reforçar (papel da adormecida diretoria), dispensar alguns (idem), e que o treinador saiba aproveitar melhor o plantel que tem nas mãos, exigindo dos seus comandados a contrapartida ao clube que os emprega, cumpre com suas obrigações e vai até além.

Mas também, nós os pragmáticos, não dispensamos uma ajudazinha da ‘sorte’ e do além (pode ser até do aquém mesmo).

Alguém por aí conhece um jeito de contratar esse “reforço sobrenatural”? Avisa lá em Lourdes, faz favor.

PARA SEGUIR O COLUNISTA NO TWITTER, CLIQUE >>> @jotagalo

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

VERGONHA!!!

Inauguramos uma nova era no Atlético.

Não nos basta mais perdermos o jogo e os 3 pontos.

Uma derrota digna já não é suficiente. Temos de levar goleadas uma atrás da outra para escancarar de vez a vergonha da massa atleticana.

Uma torcida que respira e vive por este clube, mas este clube não vive nem por si mesmo, quanto mais pela torcida.

Ontem o Galo extrapolou a cota de incompetência e o Internacional passeou em campo.

Foi como tirar pirulito de uma criança desde o primeiro minuto de jogo, tal a diferença técnica e tática entre os dois times.

O placar não diz o que foi o jogo. O Atlético merecia levar uma sapatada de 6 ou 7.

E quando digo que tremo só de pensar nas alterações de Dorival Junior, eu tenho cá as minhas razões.

A entrada de Wendel foi uma brincadeira cruel com aqueles que entendem um mínimo de futebol.

Foi uma invenção de um treinador metido a Professor Pardal que superou a burrice da personagem dos gibis.

Abriu o meio de campo completamente e a partir daí, a coisa desandou. Mesmo tentando corrigir depois,  já era tarde. A Inês já era morta.

A verdade é que o time do Atlético perdeu o padrão que vinha mantendo até no jogo contra o Bahia.

Simplesmente desapareceu no ar. Escafedeu-se. Hoje não existem mais soluções treinadas. O time está entregue às baratas.

E matando todo mundo de vergonha. E forçando a cabeça do atleticano a olhar para o chão… outra vez. E mais uma vez!

É este o time que o presidente Kalil diz ser muito bom?

O presidente disse também que Renan Ribeiro está entre os 5 melhores do país. Cegueira pura de um dirigente que está pecando por omissão e empáfia.

Pois a porteira foi aberta por Ribeiro, naquela bola fácil que espalmou nos pés do atacante. Mas, inexplicavelmente, permanece titular. Até quando vai continuar contribuindo para as derrotas?

Daniel Carvalho, apesar de ter sido um dos menos ruins, não se encaixa em meio de campo marcador. Desequilibra o setor.

Aliás, posso estar sendo injusto com ele, porque ontem eu não vi ninguém se encaixar em esquema algum, pois esquema foi exatamente o que não existiu.

É este o time de 2011? Se for, preparemos o lombo. Nosso futuro será lutar, NOVAMENTE, contra o rebaixamento, não se iludam.

O time foi esfacelado e perdeu todo o conjunto que tinha, devido aos estranhos critérios de Dorival Junior. Cada critério mais aloprado que o outro.

Isso desmotiva e desestabiliza o grupo. Vide Guilherme Santos, que vinha super bem e hoje virou um perna de pau. Mais um para a galeria.

Não espero nada de bom dessa aberração chamada equipe do Atlético.

E não espero nada de reforços de uma diretoria sonolenta e míope, que, apesar dos apelos de milhares de atleticanos em relação ao fortalecimento do time, se faz de surda, como se tudo fosse uma bobagem de gente que não entende nada.

Pois é, são nessas horas que a gente constata quem é que entende alguma coisa. E quem se julga dono da verdade e não é.

Manter um time desses sem reforços, durante tanto tempo, sem ouvir ninguém, só pode vir de UMA CAMBADA DE IRRESPONSÁVEIS!!!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

E O GALO DORME…

Eu estou muito preocupado com o estilo de administração do futebol que o Atlético adotou.

Um estilo dorminhoco que beira as raias da inércia!

Custo a crer que o presidente Kalil, depositário dos anseios da massa, acredita que o time que temos é forte o suficiente para realizar  uma grande jornada.

No meu ponto de vista, não é! O jogo contra o Flamengo, apesar do desempenho muito igual na maior parte do tempo, deixou claro que na hora da onça beber água, as coisas se complicam.

Aliás, contra o time carioca, além da flagrante limitação técnica, surgiu um fato novo: uma apatia inacreditável de alguns jogadores, principalmente no segundo tempo.

Cansaram ou apenas desistiram de correr em busca de uma vitória? Apenas como exemplo, eu vi Dudu Cearense perder uma bola em zona de perigo e voltar andando para a defesa.

Giovanni Augusto rifava bolas bobas e não recompunha o sistema defensivo. Será que o sucesso repentino subiu à cabeça do garoto? Já calçou saltos altos?

Em determinado momento, o Galo parecia um bando de amadores correndo _ ou evitando correr _ atrás de uma bola.

E esta é a equipe forte que o presidente cita?

Enquanto outros clubes buscam se reforçar, a diretoria do Galo está sentada à beira do caminho pitando um cigarrinho de palha e jogando conversa fora.

Pois a necessidade de reforços é muito grande! Nenhum time do mundo se sustenta sem a armação no meio de campo, uma vez que os atacantes ficam sem função se a bola não chegar neles.

Nós temos Daniel Carvalho, que, infelizmente, não é regular. Joga um jogo bom e no outro desaparece. E a sua presença em campo enfraquece de forma latente a marcação do meio de campo.

Resta saber o que é mais importante: se os lançamentos, em sua maioria errados, ou a compactação equilibrada da equipe.

Na minha opinião, Daniel Carvalho desequilibra o esquema do Galo!

Portanto, precisamos URGENTE de um meia armador que seja rápido tanto com a bola nos pés quanto na recomposição do meio.

E de um matador lá na frente. Os que temos são aprendizes em matéria de meter a bola na casinha. E não me venham dizer que Keirrison é o nome, pois este é muito pior que os que temos aqui.

E fora outros reforços que antes eu achava desnecessários, mas que agora já não penso assim.

Entretanto, a diretoria hiberna. Para eles, está tudo bem.

Pois eu lhes digo que, a persistirmos jogando essa bolinha inofensiva, o drama será grandioso este ano.

E no final, culparão o azar, pois contrataram um monte de gente e nada deu certo.

Contratações sem nenhum critério, mas mesmo assim, contratações, é o que dirão.

Por isso, estou cansado. Cansado de ser figurante, quando a nossa vocação é a de protagonista.

Cansado de correr pra não chegar!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 2 X 2 ATLÉTICO-GO. UM PÉSSIMO RESULTADO.

Custo a crer que, depois de partidas vistosas, recheadas de um futebol rápido e fluente, o Galo voltou ao marasmo do jogo improdutivo e com passinhos para os lados.

Pois foi o que aconteceu ontem. E, como diz o “filósofo” Muricy Ramalho, a bola pune!

Eu não sei como foram os treinamentos na semana que antecedeu a partida, mas a impressão que eu tenho é que tudo de bom que o time tinha foi “destreinado” e atirado na lata de lixo.

Os irritantes passinhos para os lados acontecem quando não existe entrosamento ou falta ousadia. E passes errados são uma demonstração de reduzida capacidade técnica ou excesso de virtuosismo.

De todo modo, de um jeito ou de outro, acaba travando todo o time, principalmente quando o meio não consegue ditar o ritmo de jogo.

Tudo bem que Fillippe Souto arredondava a bola naquele setor e Richarlyson dava um plus a mais na marcação.

Entretanto, a falta dos dois não pode justificar tamanha queda de rendimento.

Apesar de maior posse de bola, o Galo foi dominado taticamente pelo xará goiano, que atuou como bem quis em plena Arena do Jacaré, fato inadmissível em um campeonato tão difícil quanto o brasileirão.

Daniel Carvalho não fez a diferença, Gilberto entregou a rapadura no primeiro gol deles e Giovanni Augusto tornou-se, de repente, um jogador comum, sem contribuir como o fazia antes.

Mancini está abaixo da crítica e Magno Alves segue perdendo gols em profusão, embora a criação de chances para conclusões não tenha sido, nem de longe, no nível dos outros jogos.

Enquanto isso, o Atlético-GO, com apenas três finalizações, marcou duas vezes. E num deles, auxiliado por uma falha bisonha de Renan Ribeiro justamente quando o Atlético ensaiava uma reação de verdade.

Foi como um balde de água fria na equipe.

E não foi a primeira vez. Até quando Dorival Júnior manterá um goleiro inseguro com título de propriedade da titularidade registrado em cartório?

Imagino o que se passa na cabeça do goleiro reserva, Giovanni, nesta altura do campeonato, pois, comprovadamente, é mais completo que o titular.

Renan Ribeiro é um razoável goleiro, nada mais do que isso. É uma promessa _ que ainda não deslanchou, como tantos _ e tem de ser preservado sim. Mas essa preservação da prata da casa passa por um bom banco.

Parece que Dorival Júnior entende que uma reserva machucaria demais Renan Ribeiro. Ora, enquanto isso vamos seguir levando gols bobos e perdendo pontos?

Muitos já passaram por isso e depois tornaram-se grandes jogadores. Não há nada demais na atitude. Diego Alves é um bom exemplo.

Foi uma partida sem imaginação do time atleticano, que esqueceu o bom conjunto mostrado em jogos anteriores.

Dorival Júnior merece críticas sim. Mete umas idéias alopradas na cabeça e nenhum ser racional consegue tirá-las de lá.

Leandro no lugar de Guilherme Santos é uma aberração, uma ode à burrice.

O time vinha jogando bem com 3 volantes e ele simplesmente muda tudo, sem motivos aparentes. Mantem Mancini com um Guilherme no banco.

Daniel Carvalho, que, hipoteticamente, não suportaria 90 minutos, é mantido o jogo inteiro. Vá entender!

Afora outros pontos não citados, senão esta crônica será alongada em demasia.

Vale lembrar que não estou pedindo a cabeça do Dorival. Tenho o maior respeito por seu trabalho e a continuidade da filosofia é fundamental nessa hora.

Mas ninguém está acima de críticas feitas construtivamente.

Enfim, não fomos competentes para somar 3 pontos em cima de um adversário de média capacidade e dentro de nossos domínios.

Isso nos obriga a enfrentar o Flamengo do moleque irresponsável com a corda no pescoço e pensando tão somente na vitória.

Um péssimo resultado!!

E mesmo assim, a diretoria segue dormindo em berço esplêndido!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

BAHIA 1 X 1 ATLÉTICO. PERDEMOS 2 PONTOS.

O Atlético não reeditou as suas melhores partidas, mas fez o suficiente para perder um balaio de gols, jogando fora a possibilidade de, no mínimo, subir para a terceira posição na tabela de classificação.

No primeiro tempo, o Galo jogou razoavelmente até os 30 minutos. Depois, o Bahia reagiu e agrediu de uma forma mais incisiva do que vinha fazendo até então.

Giovanni Augusto não conseguiu realizar a transição da defesa para o ataque e a equipe se ressentiu tremendamente disso. Afinal, um dos pontos fortes do conjunto residia justamente neste quesito.

Toró muito mal em todos os aspectos, perdia a bola lá na frente e não voltava a tempo de recuperar a bola.

O lado positivo que posso registrar é que o time hoje tem uma personalidade mais aguerrida e lutadora. Os atletas buscam suprir as deficiências de momento com muita dedicação e uns se doam pelos outros.

Muito em função do exemplo de Réver e Leonardo Silva, dois jogadores que demonstram uma sede de vitória acima da média.

No segundo tempo, um penalti mandrake marcado por um péssimo juiz, impôs ao Atlético a obrigação de se abrir e partir para cima do Bahia.

Mesmo sem jogar bem, com jogadas confusas no meio de campo e perdas infantis de bola, o Galo buscou pressionar o time baiano.

No intervalo do jogo, eu tuitei que esta partida seria perfeita para Daniel Carvalho mostrar serviço, pois o Bahia concedia espaços na defesa que um jogador habilidoso como ele poderia explorar.

Dito e feito. Dorival Júnior, pensando igual a mim, mandou-o a campo e ele, Daniel Carvalho,  assumiu a responsabilidade de municiar os atacantes e deu a assistência para o gol de empate, de Neto Berola.

Fora a falta que bateu, que resultou no segundo gol, legítimo, mas mal e porcamente anulado.

E lançou magistralmente Magno Alves para este desperdiçar mais uma grande chance frente a frente com o goleiro. E outras jogadas mais.

Para mim, jogando apenas 30 minutos, Daniel Carvalho se constituiu no grande nome do jogo por tudo que produziu hoje.

E não atuou só com a bola no pé. Voltou para marcar, tentou ser rápido nos contra-golpes, e preencheu espaços quando não tinha a posse de bola.

Resta saber se ele está disposto a repetir a dose nas próximas oportunidades.

No mais, reconheço que a equipe atleticana cria muitas chances de gol, o que é extremamente digno de elogios.

Mas, em compensação, desperdiça quase todas. E aí os elogios vão pro ralo e críticas ferozes tomam seu lugar.

Dentro das circunstâncias do jogo, foi um péssimo resultado. Se considerarmos a cascata de empates que aconteceram nas outras partidas, pior ainda. Se tivéssemos vencido, estaríamos em uma posição bastante favorável, na cola do São Paulo.

De todo modo, botamos um pontinho na sacolinha, o que nos mantém no G-4.

Mas temos de seguir melhorando. E temos muito a progredir.

Muito trabalho e muita fé. E outro tanto de apoio!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 0 X 1 SÃO PAULO.

O jogo teve uma característica que saltou aos olhos: o São Paulo povoou meio de campo e defesa e esperou o Atlético em seu campo. E utilizou os contra-golpes rápidos para levar perigo à meta de Renan Ribeiro.

Isso funcionou no primeiro tempo, quando o Atlético, mesmo com maior volume de jogo, foi inferior ao São Paulo em organização tática.

Toró, mal posicionado em campo, foi anulado por ele mesmo. Giovanni não conseguiu se livrar da forte marcação paulista e junto com Mancini, perdia bolas que ofereciam os contra-ataques ao São Paulo.

Justamente o que o tricolor havia se proposto: jogar no erro do Galo.

Nessa etapa da partida, o meio de campo exerceu marcação frouxa. Soutto e Richarlyson não acertavam o passo e nem alternâncias.  Leandro, na lateral, muito menos. Até agora não entendo porque Guilherme Santos, infinitamente superior, não joga.

Patric foi muito bem, essa é que é a verdade, apesar de a maioria não gostar dele. Na jogada do penalti (claro, por sinal), não deveria ter se jogado. Se persistisse, seria gol certo.

Mas, no conjunto, o Atlético não estava mal, embora tenha começado a correr somente após o gol adversário, aos 22 minutos. Esboçou uma reação, mas não conseguiu guardar a criança na casinha.

Com Dudu Cearense estreando no lugar de Soutto (lesionado), Berola no de Mancini e Serginho no de Toró, o Galo voltou para o segundo tempo disposto a mudar a história do jogo.

E aí, sim, encaixou a marcação e dominou com autoridade, empurrando a equipe tricolor para o seu próprio campo. Muito mais organizado nas quatro linhas, o Atlético sufocou do princípio ao fim.

Mas falta ao Galo um repertório de jogadas rasteiras de ataque e isso  limita enormemente o seu poderio ofensivo.

Não se pode depender só de jogadas aéreas. E parece que o time ficou meio que viciado nestes lances por causa do sucesso alcançado nas duas primeiras partidas.

Embora importantes, são apenas um complemento e não a essência.

A essência de ataque são tramas, trocas de passes, ultrapassagens, bolas enfiadas, cruzamentos à meia altura ou rasteiros, etc, etc. Tudo aquilo que desnorteia os zagueiros. E isso o Galo não apresentou ontem, mesmo com o monumental domínio do jogo.

Leonardo Silva jogou de zagueiro e centroavante. Aliás, mais de centroavante do que de zagueiro. Eu gostei dessa ousadia do Dorival, pois pode se converter em mais uma alternativa tática.

Pois um time que quer ser campeão tem de possuir, obrigatoriamente, um extenso rol de possibilidades treinadas à exaustão. Do contrário, ao ser marcado naquilo que tem de mais forte, deixa de oferecer perigo.

Assim como Sansão, que tinha os cabelos como única fonte de força. E ao vê-los cortados, se ferrou em verde-amarelo.

Tenho repetido aqui e no twitter que o Atlético necessita de reforços. Não pela derrota de ontem, mas pela alta performance que um campeonato tão árduo exige.

E, vendo uma partida como esta, contra um grande time do país, é muito mais fácil identificar as carências.

Na minha opinião, não há mais tempo para a diretoria ficar cochilando em berço esplêndido. É premente a contratação de um camisa 10 que distribua e organize o jogo de forma ágil e fluente. E que Giovanni jogue um pouco mais atrás, na sua posição de origem.

E é preciso contratar um jogador com faro de gol, que ame a grande área e que tenha um estilo agudo em direção à meta adversária.  Um daqueles fominhas que causam insônia nos beques.

Estamos marcando presença de forma muito tímida na grande área. Ontem, a bola pererecou várias vezes na zona do agrião e não tinha uma bendita alma ali, para empurrar para dentro ou construir uma boa jogada.

Enfim, apesar da derrota, nada está perdido, assim como não tem nada ganho. Muitos vão perder e ganhar, inclusive o São Paulo.

Portanto, há muito que se fazer para o nosso destino ser esplendoroso. E para que isso aconteça, a diretoria tem a obrigação de se mexer com mais agilidade e não apenas ficar assistindo contratações de reforços dos adversários todos os dias.

Afinal, entramos nessa para ganhar ou para fazer figuração?

Qual a sua opinião, caro amigo do L&N?

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

O CLÁSSICO E O OXIGÊNIO QUE NOS RESTA EM 2011.

Não é porque o Galo perdeu o título que vou detonar tudo o que foi feito de bom neste campeonato mineiro que se encerra hoje.

Algumas revelações importantes surgiram com muito brilho.

Fillippe Soutto e Giovanni Augusto são crias da casa e devem ser valorizados no decorrer do ano. Se uma revelação é difícil de aparecer, quanto mais duas!

De todo modo, como venho sempre dizendo aqui, campeão ou não, a equipe necessita de reforços de talento, mas que, além da qualidade, tenham o mesmo espírito de luta da garotada.

Quanto ao jogo, gostei dos primeiros 15 minutos e de mais 15 minutos no meio do segundo tempo, quando parecia que o cruzeiro estava perdendo o fôlego.

Foi quando Magno Alves perdeu aquele gol na cara do Fábio, que, sem dúvida, lacraria a tampa do caixão azul. Não se pode perder um gol daqueles, ainda mais quando o jogador em questão é o mais experiente do grupo.

O Atlético jogou para empatar e se fechou lá atrás. Não acredito que tenha sido Dorival Júnior que posicionou o conjunto alvinegro desta forma.

Apesar das tantas vantagens de se possuir elencos muito jovens, um dos grandes males é este: na hora da maior pressão, os garotos esquecem o que foi dito no vestiário.

E o nosso meio de campo acabou não funcionando. Ao invés de impor o seu jogo e agredir o cruzeiro, recuou demais e deu campo ao adversário.

Com isto, não alimentou o ataque e sobrecarregou a defesa. Nenhum setor defensivo do planeta consegue sair incólume quando a bola não para no seu ataque. 90 minutos são minutos demais para não ser vazado, quando a bola, a todo momento, está voando dentro de sua área.

Na minha opinião, Renan Ribeiro falhou nos dois gols, principalmente no segundo, quando surpreendentemente botou só um jogador na barreira.

Marcos, do Palmeiras, quando era o melhor goleiro do Brasil e um dos melhores do mundo, nunca fez isso.

Essas coisas acontecem num rachão ou em uma brincadeira, não numa decisão de campeonato. Renan Ribeiro, um jovem goleiro em início de carreira, ousou fazer o que os melhores goleiros do mundo não cogitam nem em sonhos!

E levou o gol _ que tinha a obrigação de defender porque assumiu a responsabilidade _ que deu números finais ao placar de uma partida que o Galo não merecia mesmo vencer.

Que Renan Ribeiro aprenda que, se a barreira existe, é para ser usada em seu favor.

No mais, é esperar que a diretoria (ineficaz até agora no departamento de futebol), saiba agir de modo inteligente daqui para a frente.

Não resta dúvidas que Dorival Júnior conseguiu soluções para a equipe quando a grande maioria, inclusive eu, duvidava.

Vê-se claramente que hoje temos padrão de jogo, trocas de passes rápidos, combate no meio de campo, jogadas ensaiadas, etc…

Mas também está claro que NÃO temos um time confiável.

Eu chamo de “time confiável” aquela equipe que, quando entra em campo, você tem a mais absoluta certeza de que vai vencer. E que quando perde, você se surpreende.

Eu diria que hoje o Galo, quando pisa no gramado, a torcida não tem certeza de nada. Nem da vitória, nem da derrota.

Muito antes pelo contrário!!

Resta-nos agora a esperança de uma boa campanha no Brasileirão e uma conquista de Sul-Americano.

Temos gás para isso, caro amigo e leitor?

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 2 X 1 AMÉRICA. GAROTOS SE TORNANDO HOMENS!

O Galo com a escalação atual, se analisado com realismo e imparcialidade, não é um time forte, sejamos francos.

Mas gradualmente vai pegando confiança, que é o dopping mais poderoso que um jogador de futebol pode injetar nas veias… ou na mente.

E eu já vi muitíssimos times medianos que, numa sequência de vitórias, vão se inflando de auto-estima a ponto de brigar na ponta da tabela.

Vide o Borussia Dortmund, na Alemanha, que hoje se sagrou campeão alemão com um time feito de garotos extremamente inexperientes.

Vide a equipe do Galo de 1977, mesclada de mais juniores do que veteranos, que foi vice-campeã brasileira com 10 pontos à frente do campeão.

Não estou sendo ufanista e nem otimista demais. Estou depositando apenas um voto de esperança em um time de garotos que vai se firmando a cada dia que passa.

Pois ninguém pode negar que até a pouco tempo atrás, com jogadores rodados (como Zé Luis e Ricardinho), a meia cancha era a verdadeira avenida Afonso Pena com pouco trânsito.

Por ali passeavam os adversários como se estivessem em um footing de fim de semana. Um local para o lazer, assim como a Praça da Liberdade.

E os zagueiros, coitados, eram largados à própria sorte.

Mas nesta tarde-noite, o meio de campo alvinegro congestionou de verdade a frente da zaga e não permitiu que o América se criasse no primeiro tempo, quando eram onze contra onze.

E distribuiu o jogo com dinamismo e rapidez nos contra-ataques, em todos os lados do campo, com toques de primeira e em direção ao gol.

No segundo tempo, com a expulsão de Richarlyson no primeiro minuto, a equipe sentiu exageradamente e o América tomou conta da partida.

Não entendi porque se deixou dominar tão facilmente. Afinal, já cansei de ver times atuarem com dez contra onze e nem sempre a superioridade é tão flagrante.

O conjunto atleticano se encolheu demais e sofreu uma pressão inadmissível para quem tem apenas um jogador a menos.

Curiosamente _ e devemos agradecer ao América por isso _ foi o adversário que nos acordou com um gol que foi mais falha do Guilherme Santos do que mérito deles.

A partir daí, o Galo se recompôs e jogou como se estivesse com o mesmo número de atletas, que é o que deveria ter feito desde a estranhíssima expulsão do Richarlyson.

Os volantes se projetaram e encararam a defesa pernalonga. E com Magno Alves _ que vem queimando a língua dos fundamentalistas insanos _ empatou o jogo. Era o que bastava para a classificação.

Mas ainda viria uma surpresa dos pés de Serginho, que como um centroavante daqueles que fungam no cangote do beque, invadiu a área como um bólido e deu fim às esperanças americanas.

Em suma, um primeiro tempo e metade do segundo excelentes. Gostei do que vi e já não duvido que esta equipe esteja se ajustando de forma consolidada.

Os grandes destaques de hoje foram:

Serginho, que a exemplo do jogo passado, se fez onipresente em todos os quadriláteros das quatro linhas. E ainda marcou um golaço. E não errou UM passe sequer durante toda a partida!! Parece um sonho? Não, é o Serginho que vem ressuscitando seu futebol! Foi o melhor em campo disparado.

Fillipe Souto, que nunca jogou nos juniores o que está jogando no profissional. Perfeito na marcação, rápido na saída de bola e dono de uma categoria para poucos. Ele sabe o que fazer com a bola e, na maioria das vezes, não executa o óbvio. Dificilmente perderá a posição daqui para frente.

Réver, que está voltando à sua costumeira forma. Desarmou, gritou, impôs moral como o grande capitão que é, e não praticou nenhuma falta que pudesse tirá-lo da final. O velho Réver está de volta!

O destaque negativo foi o juiz Abade, que durante toda a partida tentou intimidar a equipe atleticana, como sempre fez em outros jogos.

Peço encarecidamente àquele atleticano safado que paquerou _ com evidente sucesso _ a mulher do Abade, que se identifique neste blog. Afinal, fomos prejudicados por sua causa, seu sacana!

Se o time repetir o futebol do primeiro tempo nos 180 minutos que teremos pela frente, não tenho nenhuma previsão pessimista contra o cruzeiro, o Barcelona tupiniquim eleito pela tendenciosa imprensa mineira.

Que venga las vulpejas azules!!!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

NESTE DOMINGO, O ATLÉTICO ENFRENTARÁ O AMÉRICA-MG.

Curiosamente, apesar de tantas contratações caras para o setor, o meio de campo atleticano será todo formado por jovens promessas vindas das categorias de base.

Fillipe Soutto vem atuando muito bem. Surpreendentemente bem, eu diria.

Serginho já é profissional há algum tempo e vem subindo de produção aos poucos, embora continue presenteando os adversários com seus inacreditáveis erros de passes de 2 metros.

Quanto a Renan Oliveira, apesar de ter feito 2 gols na última partida, eu tenho cá as minhas restrições em relação à sua escalação. Só joga quando quer e, na maioria da vezes, não quer. Costuma fazer das quatro linhas um travesseiro confortável para pegar no sono. Mas conta com uma sólida  _ e assustadora _ preferência do treinador. Vai entender!

Giovanni entrou muito bem no jogo passado e apresentou, em alto estilo, as suas credenciais à torcida do Galo. Tem um ritmo dinâmico, habilidade com a bola e visão de jogo. Custo a crer que um jogador deste nível estivesse escondido na Cidade do Galo.

Se Giovanni agarrar a chance com personalidade, tem tudo para tornar-se titular absoluto da equipe e passar de coadjuvante a protagonista. Ouso dizer que ele pode vir a ser a solução da armação da meiuca atleticana. Uma solução caseira e muitíssimo bem vinda.

Contra o América amanhã à tarde na Arena do Jacaré, o Atlético atuará na seguinte formação:

Renan Ribeiro, Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Fillipe Soutto, Serginho, Renan Ribeiro e Giovanni; Mancini e Ricardo Bueno.

Considerando as características dos jogadores que estarão em campo, acredito que a movimentação incessante das peças constituirá o fator principal do plano tático de Dorival Júnior.

Compactação no meio e saída rápida para o ataque explorando, principalmente, a velocidade de Mancini e Giovanni. Ricardo Bueno não conta. Este certamente fará de tudo para travar o time. É a sua missão aqui na terra.

Espero sinceramente que a performance do time seja parecida com a do último domingo, mas não serei pego de calças na mão se não for.

Afinal, embora estejamos quase no final de abril, ainda estamos montando esquema tático, armando padrão de jogo, escolhendo jogadores…

Em suma, vivemos um janeiro em pleno abril!

Apesar de tudo, vamos pra cima deles, meu Galo!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

CALDENSE 0 X 2 ATLÉTICO.

A entrada de Daniel Carvalho encerrou o que, até então, vinha se constituindo num ciclo interminável de matadas de bola de canela no meio de campo do Atlético.

Quando o gaúcho pisou no gramado em Poços de Caldas, pôs ordem na casa e reduziu a verdadeira tortura imposta _ com requintes de crueldade _ à coitada da bola.

Ainda sem ritmo, devido ao longo tempo de inatividade, Daniel Carvalho arredondou a pelota e cumpriu aquilo que ninguém _ desde a saída de Ricardinho _ tem cumprido: a transição de bola da defesa para o ataque.

Mesmo fora de forma e acima do peso (mas não muito), ele provou que está há anos-luz de seu mais próximo concorrente à posição.

Depois de um primeiro tempo horroroso, Dorival ajustou as peças no vestiário e abriu a equipe em jogadas pelos cantos do campo.

Com isso, Guilherme Santos subiu de produção e Bernard pôde mostrar que joga mais bola na lateral do que os laterais de ofício que temos.

Fora a vibração que imprime àquele setor. Errando ou acertando, ele vai para dentro. E essa coragem, advinda de uma forte personalidade, é o que faz a diferença.

Para chegar a este bom resultado, o Galo contou com a merecida expulsão do jogador da Caldense, não podemos negar.

Aos trancos e barrancos, a equipe foi melhorando e se estabilizou definitivamente com o recuo de Mancini e a atuação inspirada _ UFA! finalmente! _ de Ricardo Bueno.

Nesta partida, Ricardo Bueno errou apenas um passe, marcou o primeiro gol por puro senso oportunista, deu uma assistência com mamão e com açúcar no segundo e quase ia marcando um gol antológico, ao encobrir o goleiro lá do meio da rua.

A redenção deste criticado centroavante alvinegro está próxima? Tomara!

Só nos resta orar para que o seu estoque de boas jogadas não tenha se esgotado hoje!

Enfim, ao povoar o meio de campo com jogadores mais técnicos e obter uma compactação maior das peças, o técnico Dorival Júnior venceu o jogo.

Só faço ressalva à entrada de Leleu. Mas mesmo jogando mal, o garoto encostou no ataque, coisa que no primeiro tempo ninguém fez.

Enfim, eu sei que temos, provisoriamente, um time recheado de falhas e fragilidades.

Tivesse encarado um conjunto mais forte e a vaca teria ido pro brejo e se afundado por lá.

Mas a diretoria vai reforçá-lo o mais urgente possível… MAIS UMA VEZ!

E vamos começar tudo de novo. Ê vida!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

GRÊMIO PRUDENTE 2 X 1 ATLÉTICO.

Um placar perfeitamente passível de ser revertido na Arena do Jacaré!

Certo?

Errado!!

Com esta equipe e com esta escalação, meu amigo, não dá para confiar absolutamente em nada.

Eu ficaria temeroso de reverter a vantagem até contra o Íbis, considerado o pior time do mundo.

Um time que não tem padrão de jogo, não consegue fazer uma tabela objetiva, não atua no 1-2 se aproximando e se compactando, não se desloca para receber lançamentos, não ocupa espaços…

Uma equipe que, com pouquíssimas exceções,  está pouco se lixando para ganhar ou perder.

A atuação do Galo nesta noite em Presidente Prudente foi tão pífia, mas tão pífia, que devemos levantar as mãos para os céus e agradecer de joelhos por não ter levado um sapeca de 3 ou 4.

Pois fomos inoperantes diante da “fortíssima” equipe do Prudente, lanterna do campeonato paulista e virtualmente rebaixada para a segunda divisão do estadual.

E mesmo assim, levamos um vareio de bola daqueles de perder o rumo de casa!

A defesa não se entende e principalmente, não é protegida pelo meio de campo.

No espaço que volantes e meias dão para o adversário _ com aquela marcação de cerca-lourenço _ se constrói facilmente um aeroporto com uma pista de pouso a se perder de vista.

Treinador (principalmente), goleiro, laterais, zagueiros, volantes, meias (existiram hoje?) e atacantes foram dignos de pena.

A falta de colaboração de uns com os outros dentro de campo chega a ser escandalosa… e muitíssimo suspeita.

Confesso que, em toda a minha vida de atleticano, eu vi poucos times tão ruins quanto este que jogou contra o Grêmio Prudente.

É um time de segunda divisão, desorganizado, sem comando e sem ação.

Um time sem poder de revide e desprovido totalmente de armas que possam surpreender o adversário no campo de jogo.

E mais previsível do que as broncas dos nossos pais.

Temos uma equipe sem sal e sem sabor.

Um amontoado de jogadores que não sabem sequer qual o companheiro está ao seu lado. E olha que tem mais de 3 meses de treinamentos exaustivos (?).

O cara recebe a bola e fica procurando a quem passá-la. E aí torna lenta qualquer jogada. Muito parecido com o que tínhamos no ano passado, quando o Galo era treinado por aquele moleque irresponsável e viciado em pôquer.

De duas uma: OU É FALTA DE TREINAMENTO ADEQUADO OU É AMBIENTE RUIM!

Para quem já labutou nesse meio durante tantos anos, posso dizer, com todas as letras:

Algo cheira muito mal no reino da Dinamarca!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 2 X 1 VILLA NOVA. E UMA PUTA PULGA ATRÁS DA ORELHA!

É muito difícil analisar um jogo do Atlético quando ele se apresenta tão mal.

Sobretudo no primeiro tempo, quando levou um verdadeiro vareio de bola.

Parecia que o Villa Nova jogava em casa, diante de sua torcida.

A defesa batia cabeça, o meio se omitiu e o ataque foi completamente inoperante. Padrão de jogo passou longe, mas muito longe mesmo.

Foi como um amontoado de jogadores treinados pelo moleque irresponsável. Existem no mundo poucas coisas mais desagradáveis.

Confesso que, naquele momento, eu imaginei o Galo enfrentando São Paulo, Santos, Flamengo, Corinthians, Fluminense… e tremi nas bases!!

Na volta do vestiário, as coisas mudaram pouco, é verdade, mas o suficiente para vencer o Villa, um time não mais que modesto.

A manutenção de Ricardo Bueno na equipe foi como se Dorival Júnior desafiasse a torcida: “Vaiem o rapaz, mas eu confio nele”.

Na jogada de Mancini, que fez a sua melhor partida depois do retorno da Itália, Bueno subiu mais de um metro para cabecear aquela bola e igualar o placar.

Muita impulsão e muita técnica de cabeceio naquele lance específico. Porém, continuo a manter a mesma desconfiança em relação à sua performance.

É muito difícil acreditar em um jogador que trava a maioria das jogadas e erra 90% do que faz… ou tenta fazer.

Nós achamos o segundo gol. Para que ele acontecesse, nada foi concatenado, nada foi tramado, nada vezes nada. Apenas um sorte absurda nos acréscimos de um jogo em que o empate parecia sacramentado.

Um gol contra raríssimo, tirado da cartola de Mr. X.

Por estar com um time tão alterado em relação às outras partidas, o Galo penou por falta de entrosamento.

E este pouco ou quase inexistente conjunto me preocupa muito para a sequência da Copa do Brasil.

Neste momento, o retorno de Ricardinho é algo assim como o auxílio de uma lamparina para atravessar, no escuro total, uma pinguela sobre o abismo. Não é somente importante, é FUNDAMENTAL.

Hoje não destaco nenhum jogador, com exceção de Mancini. E olha que este destaque é feito só por conta de seu tremendo esforço em mostrar alguma evolução.

Ainda não está 100%, mas constato que melhorou muito em comparação com a sua última atuação.

Enfim, eu não esperava nada maravilhoso do Galo, mas o rendimento foi tão pífio que superou as mais pessimistas previsões deste blogueiro. Na verdade, uma puta pulga se instalou, na maior cara de pau, atrás da minha orelha!

Aquela velocidade tão ansiada por Dorival Júnior não respondeu a chamada. Aliás, nem velocidade, nem cadenciamento, nem organização, nem tabelas, nem…

Enquanto o jogo rolava, Kalil tuitou a chegada de Guilherme, ex-cruzeiro.

Na minha opinião, é um bom jogador que pode dar um toque de inteligência ao ataque atleticano.

Mas não vai resolver tantos problemas sozinho.

Laterais capacitados, um volante rápido e produtivo, um meia armador de qualidade e mais um atacante de peso são contratações indispensáveis e verdadeiramente vitais para a temporada.

Se não forem feitas, passaremos por maus bocados este ano. Anotem o que lhes digo.

E você, caro leitor e amigo, o que acha disso tudo? Concorda comigo ou não?

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

IPATINGA 2 X 2 ATLÉTICO. QUANDO O TIME TITULAR DO GALO ENTRARÁ EM CAMPO?

Eu gostaria muito de saber quando é que o time principal do Atlético vai entrar em campo!

Pois não é possível que Dorival Júnior pense que o time que entrou em campo neste domingo é o titular.

O nosso treinador está mantendo jogadores _ mesmo sem jogarem bem _ como donos absolutos da posição, quando temos um elenco pronto para atuar.

Eu já fui jogador de futebol e sei que nada desmotiva mais um atleta do que ser esquecido na prateleira em prol de um outro que joga muito menos do que você.

Nesta equipe do Galo, no mínimo 50% do banco merece ser titular. No mínimo, 50% do time titular merece ser reserva!

E só na cabeça do Dorival Junior é que não entra essa constatação.

O nosso treinador se convenceu que o time que encerrou o ano passado _  de triste memória _ é a equipe titularíssima. E cada um tem lugar cativo!

O cara pode jogar mal, ser o pior em campo, chutar bola de canela, de tornozelo, matar bola de nariz, mas o lugar está garantido. E o resto do elenco que se estrepe em verde-amarelo!

O mestre Dorival Junior ignora todas as contratações. As dondoquinhas dele são estes que estão jogando e fim de papo.

Ora, façam-me o favor!

Muito mais importante do que treinadores teimosos é o Clube Atlético Mineiro.

Sou super a favor da manutenção do Dorival Júnior por 5 anos. Não estou detonando o técnico e nem iniciando nenhuma campanha para derrubá-lo.

Mas me reservo o direito de criticar quando entendo que as suas teimosias estão prejudicando o desempenho do Galo.

A escalação de Ricardo Bueno chega a ser patética! O técnico resolveu se arvorar de único entendido de futebol no mundo, quando todos sabem que esse jogador é uma aposta perdida.

A manutenção de Werley como titular em detrimento de Leonardo Silva é uma sacanagem explícita, feita para arrotar poder: “Aqui mando eu”!

Me digam: qual treinador ou torcedor em Minas Gerais faria esta escolha?

Só um louco varrido!

Fora isso, Wesley, Mancini ou qualquer outro do banco de reservas  merece a titularidade no lugar de Renan Oliveira, pois Renan Oliveira depois de elogiado é um perigo.

Enquanto é criticado, ele se esforça. Mas quando tem o trabalho reconhecido, ele amolece e se julga a bala que matou o Kennedy.

E Renan Ribeiro? Só porque vem da base e foi um dos que salvaram o time no ano passado, virou figura intocável?

Porra nenhuma! Vem falhando repetidamente nos últimos jogos! E hoje ele, mais uma vez, foi inseguro durante o jogo inteiro. Repito: durante o jogo inteiro!!

Eu nunca dei mamadeira para o Renan Ribeiro e nem forneci as suas papinhas no infantil, juvenil e júnior. Portanto, não me sinto obrigado a elogiá-lo para agradar aos que idolatram jogadores só porque vieram das categorias de base.

Para mim, um atleta que vem da base tem de ter um rendimento igual ou superior aos que vêm de fora. Abaixo disso, tem de comer banco ou nem isso.

Hoje, Renan Ribeiro deveria ter ido na bola para espalmá-la para córner, mas resolveu encaixá-la. Aí se deu mal.  Está fazendo escolhas erradas já há algum tempo.

Reconheço o seu valor, porém, acho que a hora do Giovani chegou. Mas sei que o Dorival Júnior vai mantê-lo como titular, pois ele mantém seus amigos como titulares sempre.

Joguem mal ou joguem bem. Sabe-se lá porque!

Isso é um “incentivo” espetacular para o grupo. Afinal, o que adianta se esforçar em busca da titularidade se você sabe que fulano tem título de propriedade da posição?

Hoje o Jobson jogou muito melhor do que Ricardo Bueno. Querem apostar que no próximo jogo Dorival Júnior vem com essa conversa fiada que o Ricardo Bueno treina muito bem e vai se recuperar com a torcida?

Ora, é o único cara no mundo que vê algo de bom nesse cara, pô!

Tanto o Jobson quanto o Magno Alves são milhões de vezes melhores!

Devido a qualidade do adversário, no qual tínhamos a obrigação de aplicar uma humilhante goleada _ mas que, ao contrário, fomos humilhantemente dominados no primeiro tempo _ nem vou comentar o jogo em seus detalhes.

Mas faço questão de deixar aqui o meu protesto pela teimosia de um técnico que tem tudo para fazer um excepcional trabalho, mas que vem, de forma surpreendente, metendo os pés pelas mãos.

Como é que pode um cara escolher um fusca 1.3, batido e lanternado, ao invés de uma Ferrari nova em folha?

Se isso não for burrice, eu não sei mais o que é…

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

ATLÉTICO 1 X 2 AMÉRICA.

Inquestionavelmente, o América mereceu vencer, pois esteve todo o tempo mais perto do gol de Renan Ribeiro e prestes a marcar em diversas oportunidades.

O Galo apenas rondou a área adversária e a maioria de seus chutes foi nas pernas da zaga americana.

E ainda contou com um penalti, que na minha visão, não existiu. Serginho claramente se jogou.

Talvez se Tardelli tivesse marcado, a história do jogo pudesse ter mudado. Mas não foi assim.

O Galo iniciou e terminou jogando de forma confusa e desequilibrada.

Em alguns momentos, tinha somente um ou dois jogadores na defesa para conter um contra-ataque de três ou quatro alviverdes.

O meio de campo, apesar de ter Zé Luis e Richarlyson jogando juntos, concedeu os mesmos espaços que concedera nos últimos jogos.

O combate é sempre de longe, como se estivesse marcando só com o olhar.

E esse posicionamento expôs a zaga ao ataque americano. Werley esteve mal e incita a torcida a pedir por Leonardo Silva, que já merece ser titular.

Réver também não fez uma boa partida, mas Réver é Réver, um dos maiores zagueiros do país.

Nas laterais, a coisa também não funcionou. Serginho, que no meu modo de entender futebol, é muito mais lateral do que meio de campo, continua com um defeito que irrita qualquer santo: erra passes incrivelmente fáceis em qualquer posição em que esteja jogando.

Na esquerda, Leandro jogou mal tanto defensiva quanto ofensivamente.

Renan Oliveira está, gradualmente, retomando o seu ritmo costumeiro. O Renan Oliveira que voltou forte do Vitória, está se tornando, de novo, aquele que saiu.

Neto Berola teve instantes de gênio, pontuados por momentos de ciscador dispersivo. Mas não desiste de nenhuma bola. É um lutador!

Gostei do esforço de Tardelli, mas não produziu o que se espera de um jogador de seu porte.

Nem Magno Alves nem Mancini solucionaram as carências do Galo em campo.

Muito menos Jackson.

E ao retirar Ricardinho de campo, Dorival Júnior privou a equipe de criatividade e cadência. Apostou na correria desenfreada e nos passes curtos e se deu mal.

Deixei para falar de Renan Ribeiro por último de propósito. Até em respeito ao goleiro que nos ajudou muito no ano passado.

Alguém em quem confio já me disse, certa vez, que um goleiro em início de carreira, quando é promovido, tende a fechar o gol.

Depois ele passa por uma fase decrescente, de queda de qualidade técnica e só depois é que retoma o ritmo de antes.

É o que está acontecendo com o nosso bom goleiro?

Hoje esteve irreconhecível durante o jogo. Extremamente inseguro. E falhou claramente no segundo gol de Fábio Júnior.

Na hora em que a bola saiu do pé do atacante americano, ele já estava quase agachado. Vá saber porque…

Talvez seja a hora de lançar o excelente Giovani, pelo menos por algum tempo, enquanto Renan Ribeiro retoma a velha forma.

Ele é jovem, mas é muito maduro. Vai entender que é uma atitude para preservá-lo. Doravante, voltará mais forte.

Enfim, apesar de possuir um plantel muito superior ao América, o Galo não teve a vontade que a equipe americana carregou para dentro de campo.

E essa vontade de vencer igualou as coisas na Arena do Jacaré.

A impressão que eu tenho é que os jogadores atleticanos botaram na cabeça que, escorados em sua qualidade indiscutível, basta entrar em campo para vencer a partida. E só!

Não é nada disso. Além da predominância técnica, há que se lutar por cada bola e entrar em cada dividida como se estivesse defendendo a própria vida.

Este sempre foi o espírito atleticano desde remotas eras.

De todo modo, tem males que vêm para o bem, como diz o surrado ditado.

O fato de ter perdido talvez seja o fator principal de motivação para a reação. Talvez agora os nossos atletas entendam que o time está muito longe, mas muito longe mesmo, de ser um conjunto capaz de grandes conquistas.

Tem ainda muita vela pra queimar, tenham a certeza disso!

Os jogadores têm de readquirir o gosto de atuar novamente como o fizeram no primeiro tempo contra o Guarani, porque depois daquele momento _ cá entre nós _ o Galo só fez decair.

Só esperamos que a farra pare por aqui.

Temos ainda um longo caminho para percorrer antes que possamos dizer: temos um time para disputar todos os títulos da temporada!

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

IAPE 2 X 3 ATLÉTICO. UM JOGO PARA ESQUECER.

Depois de ter visto aquele primeiro tempo primoroso contra o Guarani de Divinópolis, custo a crer que tenhamos jogado tão mal contra o IAPE.

Afinal, o Galo não enfrentou um time verdadeiramente profissional. O IAPE é quase uma equipe amadora!

E mesmo assim, o Atlético se deparou com dificuldades que certamente não estavam no script dos alvinegros.

Posso dizer com isso que o time maranhense jogou tão bem que inibiu o conjunto atleticano?

De jeito nenhum. A equipe nortista é apenas razoável e tinha todos os ingredientes para levar uma sonora goleada.

Só não foi assim porque o Atlético, cheio de empáfia e arrogância, entendeu que o jogo seria fácil. Após o primeiro gol, os nossos jogadores, sabe-se lá porque, intuíram que a chuva de gols seria questão de tempo.

E deram um brack no ritmo. E, como num pesadelo _ quando um acontecimento atropela o outro _ de repente já estávamos perdendo de 2 a 1.

Não importa se o primeiro gol foi carga faltosa em Renan Ribeiro. Temos de reconhecer que o bom goleiro alvinegro subiu naquela bola com a mão mole demais. Tinha de sair para socar até a cabeça do atacante, se fosse necessário. Mesmo assim, a falta existiu e não foi marcada.

E no segundo gol, o jogador deles veio de trás. Mas o bandeirinha, com a atenção chamada pelo atleta que estava de fato impedido _ e que correu para a bola, sim senhor, caracterizando a infração _ levantou a bandeira, corretamente.

O juiz apitou, mas aí o incompetente bandeirinha já se mandara para o meio de campo! Ou seja, o larápio se arrependeu da marcação, apesar do apito do juiz, que hipoteticamente encerraria o assunto ali.

E o maior absurdo: apesar de ter apitado, o juiz voltou atrás. Incrível! Em futebol, um apito significa o fim e o reinício. Mas não foi o que aconteceu.

Porém, independentemente das trapalhadas do trio de árbitros, o time preto e branco tinha a obrigação de se impor com um futebol bem jogado.

Longe disso. Deu espaços demasiados no meio de campo, errou passes demais e os elementos da defesa davam a impressão de nunca terem jogado juntos.

A equipe bateu cabeça em todos os setores, em um estado de nervosismo inexplicável para uma equipe experiente de profissionais.

Nem Réver jogou bem. E quando Réver não joga bem, algo está tremendamente errado.

Entendo que, contra uma equipe fraca, o bom jogador entra mais relaxado, pois acredita que mais cedo ou mais tarde, os gols começam a fluir.

Mas no meio do caminho, quando ele vê que o gatinho começa a se transformar em uma onça, há necessidade premente de mudar o foco mental.

Nestas horas, é muito produtivo assumir um grama de humildade e encarar o outro time, por mais frágil que seja, como se fosse a maior equipe do Brasil.

É assim que se ganha jogos contra times deste naipe. É assim que se ganha grandes clássicos nacionais.

Hoje não destacarei nenhum jogador. Até Berola, que costuma fazer a diferença, não o fez. Tardelli tinha tudo para arrebentar, mas optou por enfeitar jogadas com firulas desnecessárias.

Ricardo Bueno fez o terceiro gol e só. Na minha opinião, é ruim de doer. Só espero que o gol que marcou sirva para valorizá-lo em DVD. E que o Galo possa ganhar um dinheirinho a mais por causa disso.

O que, no fundo no fundo, eu duvido com todas as letras.

Portanto, sem destaques, pois ninguém merece.

Vamos esquecer que vimos uma partida tão pobre.

E você, caro amigo, quer continuar a lembrar?

Eu, da minha parte, já esqueci. Do que estávamos falando mesmo?

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho

SERGINHO, VOCÊ ESTÁ ESPERANDO O QUE?

Serginho disse em entrevista que “deseja permanecer como volante, na posição em que se destacou no futebol brasileiro. E que, se for no decorrer das partidas, aceita atuar na lateral (!?)”.

Ok, se destacou em alguns momentos, logo quando foi lançado no time.

Aí se lesionou e ficou 1 ano parado.

Depois voltou jogando razoavelmente em 2009.

Novamente se machucou e tome mais um ano de estaleiro.

Retornou em 2010, foi mantido como titular por um maldito moleque irresponsável e na sequência, por um técnico de verdade.

Ambos lhe garantiram um lugar cativo na equipe principal.

Sinal de que algo de bom Serginho deve ter. Mas se destacar como ele considera ter se destacado, eu não concordo de jeito nenhum.

Pois em 2010, não fez sequer duas partidas boas jogando como volante.

Serginho corre muito em campo, se doa 100% e honra a camisa que veste. Ninguém pode negar. Mas não consegue aprimorar a roubada de bola e muito menos os passes, causas de infartos e ranger de dentes nas arquibancadas.

Acaba se esforçando inutilmente, pois as raras bolas que rouba aqui entrega ali. E lá vai o Serginho disparar uma correria louca _ outra vez! _ para tomar uma bola que ele mesmo perdeu.

Assim ninguém aguenta! É uma verdadeira roda viva!

Mas como lateral direito, ele foi primoroso contra o Corinthians. E nas vezes em que foi deslocado para aquela posição durante os jogos, ele produziu mais do que no meio de campo.

Serginho tem o biotipo de lateral e capacidade aeróbica perfeitos para desempenhar de forma destacada as funções de atacar, defender e cobrir a diagonal dos zagueiros ou dos volantes.

E só ele não sabe disso!!

Talvez por entender que seria um retrocesso em sua carreira _ ou perda de status quo _ aceitar uma mudança para a lateral, o que não se configura na realidade.

Pois muitos jogadores que iniciaram suas carreiras no meio foram deslocados para a lateral. E muitos destes chegaram à seleção brasileira!

Mas como volante, da forma como vem atuando, Serginho tem o banco de reservas mais perto de si do que se tornar um dos melhores do país jogando pelos flancos.

Então, Serginho, refaça o seu plano de carreira!

Você está esperando o que para se tornar um dos melhores?

E você, caro amigo e leitor? Qual a sua opinião a respeito?

PARA SEGUIR ESTE BLOGUEIRO NO TWITTER, CLIQUE >>> robertoclfilho