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UM DIA DE FÚRIA DO DUNGA – PARTES 1 E 2.

PARTE I

PARTE II

Assistam à explosão de cólera do Dunga em relação à Globo. Uma paródia espetacular… e de rachar de rir nos dois episódios.

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Agradecimentos ao @13eGalo e ao @victorvaleriano, que divulgaram os vídeos acima no twitter.

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BRASIL 0 X 0 PORTUGAL / COSTA DO MARFIM 3 X 0 CORÉIA DO NORTE

ESTE TEXTO, DE MINHA AUTORIA, É O MESMO PUBLICADO NO TERREIRÃO DO GALO NO PROJETO “TERREIRÃO NA COPA – A ÁFRICA FICA NO NOSSO TERREIRO”, CRIAÇÃO DE CHRISTIAN MUNAIER.

No primeiro tempo, o Brasil trocou excessivamente passes na defesa e no meio, enquanto Portugal formava um paredão em seu sistema defensivo. Mesmo assim, duas chances concretas de gol surgiram assim do nada, mesmo que sem uma jogada efetivamente trabalhada.

Uma com Nilmar, que apareceu como um relâmpago pela esquerda e obrigou Eduardo a desviar a bola para a trave. E outra com Luis Fabiano, que cabeceou rente ao arco português. Afora a guerra particular inconseqüente entre Pepe, um zagueiro luso-tupiniquim, e Felipe Melo (o que acabou forçando a saída deste último), a partida foi feita de jogadas mal acabadas e perda e recuperação de bola em espaços reduzidos.

Mas ainda assim, há anos-luz de distância da escola futebolística brasileira, o Brasil teve maior posse de bola e controlou o embate.

Enquanto isso, Costa do Marfim e Coréia do Norte se enfrentam no mesmo horário. Para me ajudar a cobrir os dois jogos, Zé do Bode está a postos. Fala aí, Zé do Bode:

_ Opa, ói eu aqui. Traveiz ocê assistindo o Brasir aí todo gostosão e me bota pra assistir jogo dos gringo, né? Pois sim.
_ Qual o placar por aí, Zé do Bode?
_ Os negão de 2 metro de altura por 2 de largura tão na frente. Por enquanto, 2 X 0. Essa tar Coréia é ruim de dar pena. Tô desconfiado que vão levar uma lavada hoje iguar levaram dos portuga. Câmbio e desligo essa joça.
_ Oi, Zé do Bode, ainda não terminei… Zé do Bode! Zé do Bode!
_ ………………………………………….

Parece que a linha caiu. Vamos então ao jogo do Brasil no segundo tempo, que foi o pior desempenho da seleção brasileira nos últimos anos. Uma equipe sem técnica, sem esquema tático, sem criatividade e sem velocidade. O Brasil conseguiu o feito de transformar este segundo tempo em um dos piores jogos desta Copa do Mundo.

Michel Bastos deve ter plantado a seguinte pulga na cabeça dos observadores: será que no Brasil não existe um lateral melhor que esse? Hoje, Júlio Baptista, Daniel Alves, Michel Bastos e Felipe Melo zanzaram pelo campo sem nenhuma produtividade. A falta de Elano, Kaká e Robinho fragilizou o Brasil muito mais do que imaginávamos, essa é que é a verdade.

Portugal (que parecia acovardado no primeiro tempo) se muniu de um mínimo de ousadia e bem que tentou agredir o Brasil. E até tiveram uma chance clara com Raul Meirelles, após Cristiano Ronaldo ganhar de quatro defensores. Mas foi só.

Nem os letais contra-ataques do Brasil apareceram. E lá pelos trinta minutos, os portugueses decidiram que o empate, afinal, era um bom resultado. E aí virou um jogo de compadres intensamente vaiado pela torcida presente.

Foi um jogo horroroso, digno de ser esquecido. Agora faço contato novamente com o Zé do Bode, que acompanhou os marfinenses contra os coreanos.

_Alô, Zé do Bode. Descreva o jogo, meu amigo.

_ Opa, ói eu aqui traveiz! Óia, os homão ganharam de 3 X 0. Eles tentaro, coitados, mas aquele ditado “água mole em pedra dura tanto bate inté que fura” num deu certo por aqui não. Só furou treis veiz e eles careciam de nove gols e mesmo assim com os portuga perdendo. Agora ocê me dá licença, que num tô por sua conta não, viu seu forgado? Preciso tratar dos animar da fazenda. Câmbio e desligo essa joça!

Putz! Outra vez o Zé do Bode me deixa falando sozinho. Que cara mais ranzinza, sô!

Bem, o Brasil se classificou em primeiro com 7 pontos e Portugal em segundo com 5 pontos. Costa do Marfim e Coréia do Norte aguardarão uma nova oportunidade em 2014. Existe o risco de o Brasil enfrentar a Espanha nas oitavas. E se este jogo travado se repetir, não vejo muitas esperanças. Mas se analisarmos por outro ângulo de visão, podemos concluir que jogar pior do que neste segundo tempo é praticamente impossível! E aí as nossas esperanças se renovam, não é não?

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BRASIL 3 X 1 COSTA DO MARFIM

ESTE TEXTO, DE MINHA AUTORIA, É O MESMO PUBLICADO NO TERREIRÃO DO GALO NO PROJETO “TERREIRÃO NA COPA – A ÁFRICA FICA NO NOSSO TERREIRO”, CRIAÇÃO DE CHRISTIAN MUNAIER.

Um Brasil pragmático e eficiente.

A defesa do Brasil foi um paredão construído à base de pedra e cimento. Júlio César inexpugnável, Maicon pela direita com o tempo de bola perfeito, Lúcio, como sempre, doando o coração e a alma em cada jogada. Juan não perdendo uma dividida e mantendo a exata noção do bote e Michel Bastos limitado demais, não destruindo e nem construindo, mas, no cômputo geral, sobrevivendo amparado por um escudo viking às suas costas.

Um meio de campo sem criatividade, mas que tem um posicionamento ora em quadrado, ora em losango, que dificulta ao extremo as investidas do adversário. Gilberto Silva não errou uma jogada sequer, e junto com um Felipe Mello alternando altos e baixos, formaram uma dupla de volantes que não permitiu à Costa do Marfim se criar por ali.

Kaká apurou a sua performance e Elano foi um dos melhores em campo, contrariando muitos críticos. Robinho não apareceu até agora em campo e Luis Fabiano meteu um gol de dois chapéus consecutivos em plena Copa do Mundo, embora tenha amaciado a bola com o antebraço antes de sacramentar o tiro de misericórdia. Mesmo com a irregularidade, valeu pela beleza plástica do lance.

A Costa do Marfim foi violenta demais. Em um dos lances, Tiotê atingiu a perna de Elano com uma sola por cima da bola, para quebrar de vez. E o juiz francês não deu sequer cartão amarelo para o habitante da ex-colônia francesa. Parece que os colonizadores conservam uma certa simpatia pelos colonizados. Espero que, seguindo essa linha de raciocínio, os portugueses entreguem o jogo para o Brasil no próximo jogo, o que eu duvido muito, pois vivemos inventando piadas sobre a tão propalada burrice dos irmãos lusitanos e eles ficam putos com isso.

A expulsão de Kaká foi uma invenção francesa, tanto quanto o “menage a trois”. Ele, Kaká, nem viu quem o tocava e só firmou o corpo para se proteger. O africano caiu com a mão na cara, simulando uma cotovelada. Isso bastou para que um juiz mal intencionado e vagabundo o expulsasse sem pensar duas vezes. Um filho da puta francês indigno de apitar um jogo dessa magnitude.

Enfim, o Brasil não foi perfeito, reconheço. Mas meteu três gols em um time respeitável. A Costa do Marfim é uma equipe consistente e bem organizada, porém, foi mais uma a sucumbir diante da seleção brasileira, penta-campeã mundial. Outros virão para reverenciarem o futebol brasileiro e deixarem mais pontinhos na nossa sacola!

Que a nossa amarelinha permaneça não sendo perfeita, mas que seja decisiva como foi hoje. Afinal, bola na casinha é o que importa, não é não?

Você pensa diferente?

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BRASIL 2 X 1 COREIA DO NORTE

ESTE TEXTO, DE MINHA AUTORIA, É O MESMO PUBLICADO NO TERREIRÃO DO GALO NO PROJETO “TERREIRÃO NA COPA – A ÁFRICA FICA NO NOSSO TERREIRO”, CRIAÇÃO DE CHRISTIAN MUNAIER.

Foi um placar anêmico que não dá ao Brasil praticamente nenhuma gordura nos confrontos com Costa do Marfim e Portugal, se com estes empatarmos em número de pontos.

A Coréia do Norte, que ninguém dava nada por ela, lutou para não ser goleada e acabou saindo com um resultado que nem eles esperavam.

O Brasil teve um primeiro tempo jogado sem atitude e sem a imposição dos grandes. Um time previsível e sem criatividade. O meio de campo só destruiu e se esqueceu de armar. De Felipe Melo e Gilberto Silva há de se esperar isso mesmo. Mas Elano e Kaká têm a obrigação de sair para o jogo, o que não ocorreu.

Kaká, por estar vindo de longo estaleiro, está fora de forma. E Elano é extremamente limitado, embora tenha marcado um gol importante, que acabou se transformando no gol da vitória.

A grande força do time brasileiro é escorada no conjunto e não nos valores individuais. Por isso, quando o Brasil enfrenta um time tão cioso de sua defesa como a Coréia do Norte, o talento faz uma falta danada.

Porque há de se jogar em um mar de pernas de meias vermelhas e só uma jogada de craque resolve a parada, como aquele lançamento do Robinho para o gol do Elano.

Ou como o gol do Maicon, que foi espírita sim, mas gol-espírita como este ele já fez vários pela Internazionale de Milão.

Apesar dos dois gols marcados na segunda etapa, o Brasil permaneceu sendo um time inconsistente e decepcionante. Pode-se culpar o nervosismo de estréia, a bola Jabulani ou o frio de 2 graus? Até pode. Mas não acredito. A equipe, por genética dunguiana, é engessada e robotizada. Porém, este mesmo time, da forma como o descrevo, já venceu as melhores seleções do mundo. E aí?

Apesar do jogo mal jogado de hoje, eu acredito na nossa seleção, principalmente se Dunga encaixar Daniel Alves e Ramires no time.

E você, o que acha?

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QUEM MANDOU NASCER BRASILEIRA?

ESTA CRÔNICA FOI ESCRITA EXCLUSIVAMENTE PARA O LANCES&NUANCES POR ANA CRISTINA GONTIJO.

Era 07 de setembro de 2008. O Brasil enfrentaria o Chile pelas eliminatórias da Copa, no Estádio Nacional, em Santiago. Eu morava lá, mas nem cogitei ir ao jogo. E não foi só isso: meu não-entusiasmo pela seledunga me fez prometer aos amigos chilenos que eu torceria pelo Chile. Eu dividia o apartamento com dois chilenos. Uma hora antes da refrega, estava tudo preparado. Churrasqueira acesa na varanda, muito pisco e cerveja, quinze amigos santiaguinos empoleirados no carpete da sala, e eu esperando que o Andrés chegasse com a camisa da seleção chilena para que eu pudesse torcer por “La Roja” em grande estilo.

Era estranho ouvir os comentaristas da tevê naquele Espanhol desenfreado. De repente, começa a tocar o hino chileno, que eu não conhecia, que eu nunca soube cantar. Meus amigos levaram a mão ao peito enquanto um deles me dizia, interrompendo a solenidade do momento, que em algum jornal da Europa havia sido publicado que o hino do Chile era o segundo mais bonito do mundo, só perdendo em formosura para o hino nacional da França, “La Marseillaise”. Não pareceu dar muita importância quando eu lhe disse que, peraí, essa mesma história circula no Brasil também, só que a respeito do hino brasileiro.

Não houve tempo para discussão. Logo começou o nosso hino. Todos voltaram a conversar alto e eu pedi silêncio. Calaram-se. Coloquei-me de pé, mão junto ao peito. Cantei com os jogadores. Sim, metade deles errou a letra. Nem liguei. Senti meu coração dando pinotes, a voz engasgada, e uma vontade de chorar…

Em poucos segundos, tentei contar quantas pessoas que eu amava e que estariam vendo as mesmas imagens que eu. Sabia que meus pais e irmãos estavam cantando o hino comigo. Quase consegui escutar um coro gigantesco, cento e noventa milhões de vozes cantando conosco em honra a um país que amamos sem saber muito bem por quê.

Tentei frear meu entusiasmo. Argumentei para mim mesma que era romantismo barato isso de achar que era tudo muito lindo e maravilhoso. Técnico mequetrefe, seleção desengonçada, futebol feioso. Ilusão, ilusão, ilusão. Mas quem foi que disse que coração obedecia ao meu chá de bom senso?

Corri ao meu quarto e voltei. Não teve churrasco para mim: a carne, o pisco e a cerveja eram para os amantes de “La Roja”. E qual não foi a cara de decepção do Andrés quando, ao chegar com uma camisa do Chile na mão, deu de cara com uma Ana Cristina vestindo uma blusa amarela e uma jaqueta verde bandeira.

TRÊS A ZERO PARA O BRASIL. Ô FESTA!

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PQP! HÁ NECESSIDADE DE CAMPANHA PARA CONVOCAR O TARDELLI?

“Hoje, no futebol brasileiro, não existe um atacante tão em forma quanto Tardelli.”

Estas palavras não são minhas. São de Junior, do Atlético. Aliás, com muita propriedade.

E eu concordo com ele. Os únicos que se aproximam de Tardelli, em termos de boa fase, são Neymar e Ganso. E este último não é atacante.

Dunga, caso convocasse Tardelli, teria um jogador na ponta dos cascos, com a velocidade recentemente aferida nos jogos contra Santos e Vasco e pronto para entrar e botar os bofes dos gringos na goela.

Tardelli está correndo muito, quase o campo inteiro e ainda encontra fôlego para ganhar da defesa na velocidade.

Quando parte com a bola dominada, é praticamente impossível pará-lo. E o atacante do Galo tem um detalhe essencial que pesa a seu favor: é inteligente e tem visão periférica quando recebe a bola.

Na hora em que é acionado, já percebe rapidamente quem terá a preferência do seu passe.

Pois Tardelli joga em direção ao gol. Seja em qual setor for que ele domine a bola, o seu objetivo é o gol adversário.

Qual atacante hoje no futebol brasileiro está tão preparado para defender o Brasil na Copa do Mundo?

Adriano? Ah, não me façam rir. Adriano está mais gordo do que um porco capado. Está precisando de um guindaste para ajudá-lo a subir na área e para movê-lo de um lado para o outro. A sua convocação iria contra tudo o que Dunga tem pregado até hoje. Seria a desmoralização total da filosofia dunguiana de futebol.

Robinho? Ora, ora. Robinho, até bem pouco tempo, estava encostado no Manchester City na reserva de um cabeça de bagre. Parece uma foca amestrada, fazendo palhaçadas dentro de campo, como se fosse uma prima-dona do futebol. Está inventando mais passinhos de danças nos gols dos outros do que jogando futebol. É um coadjuvante no Santos de hoje.

Qual o outro rivalizaria com Tardelli hoje? No meu entendimento, nem Nilmar, do Villareal, está em uma fase tão boa.

A não-convocação de Tardelli seria a maior sacanagem que o Dunga faria. E pior, de caso pensado.

Pois se a justiça fosse a tônica dessa seleção, neste momento não estaríamos fazendo campanha no twitter para a sua convocação. PQP! Há necessidade de campanha para se convocar o melhor atacante?

Só estamos aqui esquentando os dedos no teclado porque, conforme diz o presidente Kalil, ele está em Minas Gerais.

Se estivesse jogando em São Paulo ou Rio de Janeiro, já seria titular da seleção sem nenhum tipo de questionamento.

Mas, infelizmente, nós temos uma mídia podre e tendenciosa neste país que faz jus, na medida certa, aos políticos que nos roubam todo santo dia!!

Dunga, convoque o Tardelli e seja justo com quem está merecendo!

Se a política tacanha e vergonhosa ocupar o seu senso de discernimento, você será, após a Copa do Mundo, um Lazzaroni piorado.

E não desminto. É sim uma praga de atleticano!!

Pense nisso!

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