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NÓS TEMOS ESTÁDIO!!

Como o dr. Jarbas Lacerda já tinha antecipado no L&N e em seu twitter (em um show de conhecimento de leis), o contrato entre BWA e Atlético é absolutamente legal aos olhos da Advocacia-Geral do Estado de Minas Gerais, ao contrário do que pregaram apresentadores de programas azuis e outros da imprensa tendenciosa deste Estado, que vomitaram uma sequência de besteiras ANTES de conhecerem o assunto a fundo.

Depois de uma reunião, ocorrida hoje entre representantes de América, Atlético, cruzeiro, Secopa, Arena Independência (BWA), Ministério Público e Advocacia-Geral do Estado, o contrato recebeu a chancela de “TUDO OK”.

Algumas palavras serão alteradas _ naquelas cláusulas que permitiam interpretar que o Atlético participaria da administração do estádio _ para que não gerem dúvidas no futuro. Simples questão de semântica. Uns dizem as coisas de um jeito, outros de outro.

O conteúdo do contrato e seus objetivos, apesar de algumas mudanças de redação, serão inteiramente preservados. Aqueles que quiserem se atualizar a respeito, leiam, por favor, os posts (abaixo), onde o dr. Jarbas Lacerda disseca os parágrafos importantes.

No meio da reunião, em sinal de desagrado, o presidente do cruzeiro e seu staff abandonaram-na, saindo pela porta dos fundos sem conceder entrevistas e com o rabo entre as pernas. O sofrimento azulado sempre me deu prazer e se isso me torna um sádico, então, eu sou sim um sádico!! Com muito orgulho, diga-se de passagem.

Após a chancela de legalidade, Alexandre Kalil, o arquiteto do pulo do gato, disse o seguinte:

“Nós nunca fizemos nada de orelhada. Vamos fazer mudanças, mas que não alteram em nada o acordo comercial, são palavras. Os direitos do América estão preservados. O Atlético fez um bom negócio e estou satisfeito de ter feito um bom negócio para que o Atlético tenha mais dinheiro, seja mais rentável, mais competitivo. Agora, o torcedor do Atlético tem um lugar fixo para frequentar, está tudo certinho, tudo tranquilo, por isso ficamos horas e horas debatendo o assunto, que é comercial. Em momento algum o Atlético quis tomar o estádio do América, até porque o América tem 5% da receita bruta. A BWA tem 45% e o Atlético, 45% (da receita líquida)

A parte comercial do Atlético ficou intocada. O Atlético tem 45% de tudo que for explorado no estádio. São palavras que vão mudar. O Atlético não administra nada, só vai pôr uma consultoria para tratar do direito comercial e acho que fizemos um bom negócio, demos um passo à frente, e o Atlético está muito satisfeito com tudo que fez, e tinha certeza do resultado dessa reunião. Não fazemos nada de orelhada, só fizemos em silêncio. Eu estou preocupado em preservar o que o edital manda.

Ninguém vai explorar cruzeiro, não vai fazer nada com o cruzeiro. O cruzeiro vai lá, vai jogar, vai ter seu ingresso preservado, seu sócio-torcedor, mas tudo que for explorado, bar, nome, vai ser 45% do Atlético e ponto final.”

Portanto, atleticanos de todas as nações, de todas as raças e credos, de todas as partes desse Brasil varonil, UM DOS NOSSOS SONHOS MAIS ANSIADOS SE REALIZOU:

NÓS TEMOS ESTÁDIO!!!

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A INCOMPETÊNCIA CONTINUA… E OS 6.000 CEGOS TAMBÉM.

Agentes do Ministério Público visitaram as obras do Independência na útima terça-feira.

Após a vistoria, evitaram dar declarações à imprensa e o pouco que disseram foi como se nada tivessem dito. Entendo que seja o comportamento correto, pois estão se inteirando agora do problema e não podem botar a carroça na frente dos bois.

Enquanto isso, o senhor Sérgio Barroso, secretário extraordinário da Copa do Mundo em Belo Horizonte, compareceu ao Alterosa no Ataque e enrolou o quanto pôde para responder a cada pergunta, pois o cara, sendo político, sabe que o programa tem hora pra iniciar e hora para terminar. Quanto mais demorar respondendo um questionamento, mais tempo consome e menos perguntas terá pela frente.

E depois de uma enrolação gigantesca, em alguns momentos repetiu tudo o que tinha acabado de dizer, pasmem os senhores.

Assim, algumas questões ficaram ao Deus dará:

1 – Sobre as cadeiras, que estariam fora das especificações da FIFA, por serem reforçadas com barras de ferro, ele disse que o Estado não tem nada com isso, pois a responsabilidade é da empresa que venceu a licitação para a reforma.

Opinião do L&N – Ora, ora, senhor Sérgio Barroso, o Estado é governado por autoridades eleitas pelo povo e sendo assim, têm a obrigação de zelar pelo seu bem estar. Eu sei que isso é utopia no Brasil, mas é assim que deveria ser. Sabemos que, por aqui, político zela muito mais pelo bem estar de seu bolso. No caso do Independência, a sua resposta dá a entender que a empresa construtora pode fazer o que bem quiser que o Estado não é responsável. É SIM SENHOR! Não tire o corpo fora, senhor secretário.

2 – Sobre a pouca visibilidade, Sérgio Barroso repetiu o absurdo que dissera na semana passada. Que os guarda-corpos permanecerão, bem como os gradis de ferro, para que a segurança do público seja privilegiada acima de tudo.

Opinião do L&N – Pois eu lhe digo, secretário. O Corpo de Bombeiros já declarou que exigiu os guarda-corpos (já que são fundamentais em uma inclinação de 40º), mas negou que tenha pedido gradis.

E cito opinião de quem entende: “Realmente esse lance da visibilidade do independência é um pecado mortal arquitetônico. Alguns arquitetos chamam isso de “FALTA DE FAZER CORTE EM PLANTA”. Existem soluções técnicas perfeitas. Pode-se usar vidro, acrílico, policarbonato, etc. Existem guarda-corpos que permitem a visualização de forma segura (como é no Engenhão). Tudo que aconteceu é um erro gerado pela preguiça projetual!” – palavras do arquiteto André Amaral, pelo twitter.

Parece que o Sérgio Barroso não considera ser possível conciliar segurança e bem estar (visibilidade). Ou é um ou é outro. Raciocínio curto e tacanho, feito para esconder incompetência debaixo do tapete, como se todo mundo fosse burro para engolir um disparate desses.

O engraçado é que no Engenhão e em outros estádios, tais valores foram conciliados, indo contra as balelas inúteis do senhor Sérgio Barroso. Senão, vejamos nas imagens:

Continuo afirmando: ISTO É UMA VERGONHA PARA MINAS GERAIS E PARA O POVO MINEIRO!

É inadmissível que uma obra que exala tanta incompetência e desrespeito aos torcedores dos clubes da capital, permaneça como está, sob os olhares omissos de nossos governantes!

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VEJA AGORA A ENTREVISTA DE SÉRGIO BARROSO À TV ALTEROSA. SE VOCÊ TEM O ESTOPIM CURTO, ACONSELHO A NÃO ASSISTIR.

Com as insanas tentativas do secretário Sérgio Barroso de tapar o sol com a peneira, desconfiamos seriamente que o imbróglio não vai ser resolvido e os direitos do público serão, mais uma vez, desrespeitados.

Antecipando-se ao final esperado, o Hugo Cordeiro, atleticano ferrenho e muito bem humorado (para seguí-lo no twitter, clique aqui), já está treinando intensivamente para não ver nada no ESPAÇO RAY CHARLES do Independência. Vejam a hilária foto:

6.000 CEGOS NO INDEPENDÊNCIA E ALGUNS BURROS NOS GABINETES

Não bastou o governo mineiro efetuar reformas nos dois estádios AO MESMO TEMPO e, com essa atitude imbecil, ter empurrado os clubes da capital para o desconforto da Arena do Jacaré, Ipatingão e Parque do Sabiá, provocando graves prejuízos financeiros.

Agora o Independência, depois de um monumental atraso da obra, será entregue em péssimas condições de visibilidade.

E parece que os políticos, que se importam com aumentos abusivos de 62% em seus próprios salários, estão pouco ligando para o consumidor que frequenta estádios.

Senão, vejamos o que o sr. Sérgio Barroso, secretário extraordinário da Copa do Mundo em Belo Horizonte, disse a respeito do Independência:

“Talvez, em algum ponto, dentro daqueles seis mil assentos, tenha a visibilidade um pouco prejudicada, mas esse é um ponto que estamos discutindo há um tempo e estamos buscando alternativas. No momento, vamos manter a situação como está, porque é uma arquibancada totalmente segura e SÃO SOMENTE SEIS MIL ASSENTOS QUE TÊM ESSA CONDIÇÃO (de pouca ou nenhuma visibilidade). Vamos inaugurar o estádio com as grades, porque estamos privilegiando a segurança dos torcedores”.

Quer dizer então que os engenheiros portugueses… ops… brasileiros, ou pior, mineiros, não foram capazes de privilegiar simultâneamente segurança, visibilidade e conforto? Seria uma nova doença denominada “Déficit de Coordenação Motora nos Neurônios”?

Como eu posso chamar isso, sr. secretário? De total incompetência profissional ou simples desprezo às necessidades do consumidor?

Essa atitude irresponsável não poderia receber o nome “honroso” de falcatrua? Um estelionato aplicado em cima da massa apaixonada por futebol, que comprará um produto dito perfeito e receberá outro deteriorado?

Na visão de nossos políticos, não. Está tudo certo. O sr. Sérgio Barroso mesmo disse que a pouca visibilidade do estádio atingirá “somente 6 mil pessoas”! SOMENTE? ENDOIDOU?

O senhor não sabe fazer contas não, senhor secretário? Seis mil pessoas equivalem a nada mais, nada menos do que 24% do total da capacidade do Independência, seu mané!!

1/4 do público só verá grades e barras de ferro à sua frente!!

ISSO É UMA VERGONHA!

Sugiro desde já ao Ministério Público, que existe para defender o povo, que proíba a abertura do Independência sem a correção desse erro crasso de engenharia ou seja lá o que for!

Cadê os vereadores e deputados estaduais que não aparecem para botar a boca no trombone e mobilizar a opinião pública em favor de uma causa que tem de ser de todos?

CADÊ VOCÊS? Sumiram?

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