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EXERCITANDO A FUTUROLOGIA COM O PLANTEL DO GALO – PARTE 2

Nestes tempos de inércia absoluta do futebol, quando o que se movimenta é a especulação alucinada da mídia e dos torcedores _ ao invés dos jogadores correndo atrás de uma bola  _ o L&N deu uma parada estratégica de quase uma semana para aguardar os acontecimentos.

Porém, tanto Kalil quanto Maluf são como um túmulo lacrado. E estão cobertos de razão.

Neste mercado disputado que nem briga de foice num quarto escuro, a melhor estratégia é o trabalho camuflado por entre as sombras.

Todavia, por causa de uma palavra aqui, outra palavrinha ali, um interesse acolá, sempre escapa algo para se ler nas entrelinhas.

A cabeça do Dorival Junior, a cada dia que passa, vai se tornando mais transparente. O seu olhar crítico em relação às posições carentes do Galo é o mesmo da maioria massacrante dos atleticanos: A prioridade de reforços é do meio de campo para trás.

Dorival Junior quer alterar o perfil do Galo em campo e equilibrar os setores, dando ao time uma maior consistência defensiva ao mesmo tempo em que proporciona grande desenvoltura no ataque.

Para que isso ocorra com sucesso, contratações pontuais serão fundamentais, pois não se pode equilibrar o desequilibrável. Com o elenco que temos hoje, mesmo que se treine 24 horas por dia, não há Cristo que dê jeito nas nossas deficiências gritantes.

Rafael Cruz, Diego Macedo, Alê, Jackson, Jheimy, Fernandinho, Ricardo Bueno, Fabiano (que, infelizmente, vai renovar contrato), Aranha, Fábio Costa, entre outros, não são jogadores dignos de vestir a camisa atleticana. São ruins demais.

Na minha concepção, já teriam sido dispensados ou emprestados sem rodeios inúteis e sem perda de tempo.

As posições críticas da equipe _ todo mundo sabe _ são as laterais e o meio-campo defensivo (volantes de contenção). Talvez a zaga tenha a necessidade de um zagueiro mais alto que Werley para fazer dupla com Réver. Ok.

Mas isso não significa dizer que a armação e o ataque estão excelentes ou que não precisam de reforços. Longe disso. Acredito que, dependendo das oportunidades de mercado, jogadores mais rápidos serão contratados do meio para a frente.

Pois Dorival quer acabar de vez com a extrema lentidão do time. E quem não quer? O Galo, desde priscas eras,  sempre primou pela velocidade do contra-ataque mortal.

O resgate do estilo rápido e incisivo é a tarefa que o nosso treinador se propôs… com novos jogadores.

Nada de estrelas, como disse Alexandre Kalil. Nada de vedetes para rebolarem nas quatro linhas.

O que precisamos é de atletas com vontade de vencerem às custas de muito suor, se somando aos grandes nomes que o grupo já tem.

Sinalizando neste sentido, está aí a contratação de Toró, ex-Flamengo, que se concretizará na semana que vem, salvo algum problema de última hora.

Sinceramente _ que me perdoem os que querem contratações de estrelas  _ neste ano de ressaca moral que se inicia, eu não quero buscar ninguém no aeroporto!

Torço por muita qualidade no elenco, mas qualidade sem luta não adianta nada. Na mesma linha de raciocínio, muita luta sem qualidade também dará com os burros n’água. Para obter sucesso, não existe uma coisa sem a outra.

Então espero que Dorival Junior saiba misturar estes dois ingredientes essenciais assim como um talentoso chef francês prepara um sofisticado prato à base de frutos do mar.

Com sabedoria e equilíbrio!

E você, caro leitor, qual a sua opinião a respeito?

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ATLÉTICO 1 X 0 GRÊMIO PRUDENTE. OS 3 PONTOS TAMBÉM VALEM JOGANDO MAL.

Se o Galo venceu e obteve os 3 pontos, pouco me importa se jogou bem ou mal…

Mas…

… devo reconhecer que jogando mal desta forma, a confiança que a torcida tem em uma recuperação segura e firme vai pras cucuias.

Porque nós podemos até gostar de uma vitória mesmo não jogando bulhufas. Afinal, se somam 3 pontos e, a cada resultado positivo, o risco de rebaixamento se torna mais longíquo.

Porém, é duro constatar que os 8 meses de trabalho do sr. Vanderlei Luxemburgo no Galo só serviram para piorar a equipe.

E não foi só piorar, não senhor!

Ao detonar o elenco antigo, em pleno campeonato, sem nenhum planejamento responsável, o “mestre dos mestres” conseguiu pulverizar qualquer resquício de esquema tático que porventura existia.

Pois ele foi incapaz de criar um esquema inteligente que superasse o antigo.

E o resultado que vemos hoje é um rol de jogadores bons, alguns deles de alto gabarito, nos dando a impressão de nunca terem jogado juntos.

E não são 8 dias! São 8 MESES!

De muito trabalho? Talvez. Até acredito. Mas será mesmo um trabalho bem feito e eficaz?

Confesso que sou cético quanto a isso pelo simples fato de que, se esse trabalho  fosse produtivo, algo de bom já teria sido demonstrado.

Hoje a equipe jogou um razoável primeiro tempo, embora não tenha sido incisiva dentro da área, aonde as coisas acontecem.

A bem da verdade, apesar do ilusório domínio, só tivemos uma chance real de gol nesse período.

Os comentaristas do L&N não acham pouco demais para um time tão badalado, jogando em seus domínios contra o Grêmio Prudente (que por mais que mereça o nosso respeito) é uma equipe pequena e inexpressiva?

Pois bem, as esperanças de uma melhora acentuada se concentraram no segundo tempo.

E o que aconteceu? Por falta de pernas, o time simplesmente morreu em campo! Durma-se com um barulho desses!

8 meses treinando, 8 meses se preparando fisicamente, 8 meses de “muito trabalho” para um segundo tempo ridículo contra o Grêmio Prudente, simplesmente porque o nosso time só aguenta correr 45 minutos!

Onde está a tão famosa preparação física do Galo? Cadê o Mello, de quem se dizem maravilhas, apesar de sua aterrorizante e traumatizante caixa de areia?

Não fosse a clarividência de Ricardinho _ ao achar Obina bem posicionado na área aos 41 minutos da segunda etapa _ estaríamos, mais uma vez ,  deitando a cabeça inchada no travesseiro.

Depois desta partida, eu pergunto a vocês (e por favor, me respondam de forma sincera): qual o grau de confiança que este time nos passa?

E hoje eu tive uma certeza que, paradoxalmente, me assusta ainda mais: os jogadores lutam muito em campo!!!

E se lutam muito, aonde está aquele propagado complô contra o treinador sugerido sutilmente por ele mesmo?

Não existe complô porra nenhuma, minhas amigas e meus amigos. A incapacidade de fazer essa equipe jogar está no próprio treinador, que não consegue transformar em realidade a sua verborragia infindável.

E aí, para encobrir a sua incompetência,  começa a procurar chifres em cabeça de cavalo!

Custo a crer que estou aqui descendo a lenha em um treinador que, bem ou mal, acabou de obter 3 pontos para a nossa sacolinha.

Mas o que está me apavorando verdadeiramente são os próximos compromissos, principalmente os fora de casa.

Pois a continuar com Fabiano no lugar de Mendez, a manter o louco Diego Macedo na lateral direita, a permanecer não se importando com a marcação no meio de campo, a persistir colocando Berola na reserva… ah, amigos, a nossa dor de cabeça só aumentará.

Eu, tanto quanto vocês, esperava muito mais. Muito mais.

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DAQUI A POUCO, SPORT X ATLÉTICO, NO RECIFE.

O técnico Luxemburgo gostou do 3-5-2 do último jogo contra o Democrata-GV.

Tanto que vai repetí-lo no Recife, contra o Sport, pela Copa do Brasil. Benitez permanece no time, depois de ter sido um dos melhores em campo na partida passada.

O gringo jogou muito e, embora seja o quarto estrangeiro do elenco, torço para que seu contrato seja renovado.

Zagueiro raçudo e com razoável técnica, Benitez começa a ter o seu valor reconhecido justamente quando o seu contrato está no final. Pena.

E esperamos todos que hoje ele demonstre novamente a sua capacidade e não deixe ninguém se criar por ali, na zona do agrião.

A escalação da equipe é a seguinte: Aranha, Benitez, Werley e Jorge CAMpos; Carlos Alberto, Zé Luis, Fabiano, Junior e Leandro; Tardelli e Muriqui.

O Galo certamente vai se resguardar. As estocadas contra o gol do Sport serão, em sua grande maioria, na base de contra-ataques.

Apesar da necessidade de jogar de forma compactada, sem conceder espaços, Luxemburgo não escalou Jonilson ao lado de Zé Luis. Sinal de que quer preservar a rápida saída para o campo ofensivo.

Quer se defender, mas também quer atacar.

Pois se o Galo meter um golzinho, o Sport terá de fazer 3. E isso enerva qualquer time, até o Barcelona. E o Sport está longe de ser um Barcelona.

O genrão Fabiano retorna ao time. Do jeito que está iluminado, não duvidem se meter um gol novamente. Ele está sempre naquelas bolas que ficam pererecando sem dono na área. E é aí que aparece para detonar o goleiro.

A partida é eliminatória. Após os 90 minutos, somente um time prosseguirá na Copa.

O outro vai simplesmente murmurar um “au revoir” frustrado ou frustrante.

Espero que seja o Galo o time que partirá no encalço dos garotos da Vila, que estão se achando os reis da cocada preta, depois da mídia ter se rendido, de quatro, ao bom futebol jogado por eles.

Mas hoje não será um jogo fácil. Pelo contrário, será para corações fortes. O Sport, dentro de casa, embalado no compasso do Kazá Kazá da torcida, irá até o fim em busca do resultado.

A pressão será enorme, não se iludam. Mas se o Atlético demonstrar em campo que quer de qualquer maneira manter o sonho do título, é perfeitamente possível.

Pois o Sport sempre inicia um jogo partindo à toda para cima do adversário, porém, se encontrar dificuldades, pouco a pouco desanda a errar passes em cima de passes.

Portanto, é fundamental que não tomemos gol no início do jogo. E se os deuses do Olimpo estiverem do nosso lado, podemos até meter um gol logo no princípio, para fazer o Sport tropeçar no passo do frevo.

Então, só nos resta dizer: Vamos pra cima deles, meu Galo!!!

E que Diegol e Muriqui reencontrem o bom futebol e infernizem a defesa pernambucana.

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AMÉRICA 3 X 3 ATLÉTICO. NA PÁSCOA, O CASTIGO VEIO A COELHO.

O Galo saiu para o intervalo e não voltou mais. Ainda estamos aguardando! Eu, particularmente, já comi dois tropeiros, já tomei duzentas cervejas e até agora, nada!!!

Ao contrário dos últimos jogos, quando o time se reencontrava nos segundos tempos das partidas, desta vez foi o América que voltou concentrado e tomou as rédeas do confronto.

Quando o América vencia de 2 X 0, merecia vencer. O Galo não jogava tão mal, mas o América jogava melhor.

O Atlético só acordou de vez depois do gol do Fabiano. E aí partiu para dentro, imprimindo um volume de jogo bonito de se ver. Perseguiu a virada até conseguir. E também mereceu virar.

Com mais dois gols de Fabiano, que já está a um gol do artilheiro do campeonato e com o mesmo número de gols de Obina.

Um segundo volante que marca 3 gols em um só  jogo faz jus a elogios em qualquer parte do mundo. E aqui não é diferente. O primeiro tempo de Fabiano foi primoroso, como há muito eu não via.

Atacou com consciência, defendeu com vigor, marcou gols com extrema categoria, enfim, deu um sangue danado. Mas, talvez por causa do gramado pesado, não entrou em campo na segunda etapa. Claro, como todo o restante da equipe.

Todavia, mesmo assim, há de se louvar sua performance. Fabiano é uma grata surpresa em um elenco recheado de cobras criadas e jogadores de nome.

Porém, se seguir nessa linha crescente, não duvido que se transforme em protagonista já já. O seu primeiro gol foi cinematográfico. Conscientemente, botou a bola lá onde a coruja dorme. Literalmente.

Enfim, voltando ao embate, da mesma forma que o Galo gerou volume de jogo para virar, o América dobrou o ritmo para empatar.

E o Galo o esperava em seu campo, confortavelmente. A não ser em lance de Muriqui, que terminou com a bola chocando-se na trave, a equipe se acomodou e se encolheu.

Deu campo ao adversário como dava antes, no início dos trabalhos de Luxemburgo, quando o meio de campo abria uma avenida  e por ali convidava os adversários a passearem.

Os jogadores, distantes demais uns dos outros, assistiram ao América jogar.

Até levar o gol de empate. Não há Cristo que resista a uma pressão assim sem tomar uma atitude. E o Galo achou que resistiria impunemente.

E todos sabemos que não conseguiu. O castigo veio a cavalo, ou melhor, em tempos de Páscoa, veio a Coelho.

Alguns comentários pontuais:

_ Tardelli e Junior (que perdeu displicentemente a bola do segundo gol do América) foram os piores em campo. Nada que fizeram deu certo. Tardelli, especialmente, está perdendo bolas demasiadamente, sem conseguir prosseguir nas jogadas. Está na hora de acordar, artilheiro.

_ Zé Luis fez uma falta gigantesca na proteção à zaga e na saída de bola. Jonilson não tem a mesma eficiência, além de jogar no sacrifício, com dor no joelho.

_ Werley não comprometeu, mas não foi o mesmo do jogo contra a Chapecoense. Hoje esteve confuso em alguns momentos. A volta de Jairo CAMpos é fundamental para o reencaixe do setor defensivo.

_ Muriqui precisa entender que futebol se joga de pé e não deitado. Está virando um Zé Cai-Cai pior que o Jorge Henrique, do Corinthians. Esse tipo de jogador, normalmente, passa a ser marcado pela juizada. E com toda razão.

_ E marcado pela torcida está o Ricardinho. Juro que não entendi. Ele não fez nada pior do que os outros hoje. Pelo contrário, foi melhor que Junior. Vai entender…

O próximo jogo será em Ipatinga, muito provavelmente sem chuva. Um empate nos basta, mas temos de crescer muito em produtividade para que seja possível obtê-lo sem sustos.

Eu avisei antes: o time do América não tem nada de bobo!

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AMÉRICA 2 X 2 ATLÉTICO. UM JOGO CURTO DE TEMPO E DE BOLA.

SENHORAS E SENHORES: O POST DE 25 DE MARÇO, EM HOMENAGEM AO ANIVERSÁRIO DO GALO, NÃO ESTÁ APARECENDO PARA ALGUNS QUE NÃO CLICAM SOBRE O LINK DIRETO. O WORDPRESS, ATÉ AGORA, NÃO SOUBE EXPLICAR. PORTANTO, PARA CORRIGIR ESTE PROBLEMA E LIBERÁ-LO PARA QUE VOCÊS POSSAM LER, CLIQUEM NESTE LINK:  http://is.gd/aYELr

Para um jogo de 25 minutos, que nem bem começou e  já terminou, a análise também tem de ser curta, pois a matéria a comentar é ínfima.

Esse jogo se resumiu a duas chances claras de gol. Uma do América, que ocorreu depois de uma falta batida à direita da nossa defesa e que o zagueiro deles se antecipou ao Aranha e jogou sobre o gol.

A outra, desta vez do Galo, quando Diego Tardelli recebeu um passe de cabeça de Fabiano e meteu um balaço no travessão, que deve estar balançando até agora, horas depois de encerrado o jogo. E olha que faltavam segundos para o final.

Logo no início do jogo, Aranha conseguiu transformar um chute forte, mas perfeitamente defensável, em lance de perigo para o adversário. É incrível o nosso aracnídeo. Os milagres que ele faz são sempre contra nós. Nunca vi um negócio desses.

E troca as bolas nas defesas. Quando tem de rebater com a mão espalmada ou de soco, tenta segurar firme e faz o que fez. Quando a necessidade é agarrar e não soltar, espalma para a frente e lá vem mais uma lambança.

Outro que não acerta uma é o Evandro. Até quando continuará recebendo chances do Luxemburgo?

Voltando ao jogo, lances de perigo mesmo foi os que descrevi. Afora isso, até que a partida foi meio morna, ressalvando-se o fato que foi o América-TO o dono de praticamente todas as iniciativas.

O Galo me deu a impressão que, diante das circunstâncias de se encontrar com um a menos, se contentaria com um simples empate. Levou o jogo no banho-maria e ganhou todo o tempo que foi capaz de ganhar.

Marcou o meio, congestionou a defesa e permitiu apenas uma chance ao América.

Para fins de campeonato mineiro, não deixa de ser um bom resultado.

Enfim, foi um jogo feio como eu tinha previsto. Mas esta previsão era fácil e óbvia, face às reduzidas dimensões do campo e ao ridículo gramado.

Espero que esse monte de campos de várzea desapareçam dos próximos campeonatos profissionais.

Afinal, está na hora de deixarmos o amadorismo de lado e capricharmos um pouco mais. Será que merecemos tão pouco?

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AMÉRICA 1 X 1 ATLÉTICO. TÍMIDO INÍCIO DE TEMPORADA.

Analisar primeiro jogo de temporada é muito difícil. Ouso dizer que é quase impossível. Você não sabe se os jogadores estão ainda com as pernas travadas, com o preparo físico aquém do mínimo necessário para correr 90 minutos ou se o adversário é que está jogando muito.

Ou “apenas parece” jogar muito, pois pode ser que o nosso time é que esteja ruim demais. Ou o contrário, sei lá. O parâmetro que sustenta a análise não existe. Desaparece sem deixar vestígios. Nem Sherlock Holmes, com a sua potente lupa, conseguiria determinar evidências seguras.

De todo modo, em um início de temporada conta mais a força física (ou a falta dela), do que a técnica ou o conjunto de cada equipe.

Muitas vezes o jogador raciocina certinho, mas as pernas não estão nem aí para o cérebro. Se munem de vida própria e fazem o que lhes dá na telha.

É uma verdadeira batalha entre a mente e o resto do corpo.

Mesmo assim, eu vou tentar fazer uma análise consciente do jogo, já que eu não corri hoje:

Logo aos 5 minutos, um balaço impossível de defender e a bola foi parar no fundo de nossas redes.

Adversário ganhando e o Galo, cada vez mais, se perdendo. Nada dava certo. Uma expulsão injusta de Jonilson piorou ainda mais a nossa situação.O time deu espaços demais para as manobras do adversário.

As coisas mudaram no segundo tempo, com a  entrada de Fabiano no lugar de Evandro. Não só por isso, mas também porque o Atlético se compactou mais, trocou mais passes no meio e passou a enfiar bolas mais agudas no ataque.

O próprio Fabiano perdeu um gol cara a cara com Flávio e em seguida, Muriqui jogou para fora a chance do empate.

Aos 8, o Galo empatou logo após a expulsão de Nando, do América, injusta também. Não era falta para cartão, da mesma forma que a infração de Jonilson também não era. O árbitro foi coerente em seus enganos e em seu vedetismo tipo Margarida.

Até aos 30 minutos, o Galo dominou o jogo, embora ainda continuasse a ceder espaços. Foi quando as pernas deram seu grito de independência e se desligaram do cérebro. O gás acabou e o América se aproveitou para cadenciar o jogo até o final.

Por se tratar de início de temporada e por termos conhecido algumas caras novas, eu vou analisar jogador por jogador. Os leitores e amigos deste blog é que se encarregarão de concordar ou não com esta análise.

Aranha: Fez grandes defesas (uma milagrosa) e grandes lambanças. Como eu disse em post anterior, com os pés Aranha parece um ganso desvairado e fora de esquadro. Em um determinado momento, disputou uma bola com o atacante do América na lateral-direita e por lá ficou. Quase que a jogada se converte em gol. Ao final do segundo tempo, saiu enlouquecido para cortar um lançamento e o jogador do América passou por ele como se passa por uma criança de 3 anos de idade. Repito: Aranha precisa treinar mais saídas de gol e jogadas com os pés. Senão, vai ser vaiado a cada jogo, infelizmente, porque não consegue transmitir segurança para a massa. Apesar de suas grandes defesas embaixo das traves.

Coelho: Está correndo mais e aparecendo para o jogo o tempo inteiro. Bate faltas muito bem e a impressão que dá é que vai melhorar muito.

Werley: Ele e Evandro foram os piores em campo. Aliás, como já estava previsto. Tem horas que acho que o Werley disputa com um ser imaginário quem consegue dar o chutão mais alto. Quem conseguir ganha um sorvete. É muito improvável que uma bola dessas gere algo de produtivo para o time. Se nós não temos um zagueiro melhor que o Werley, então, meu amigo, é melhor contratar urgente e dispensar os que temos.

Jairo Campos: O meu jeito de dizer que gostei de um jogador é me expressar assim: UM SENHOR ZAGUEIRO. Cheio de personalidade, frio ao extremo, sai jogando fácil e desarma com uma competência inacreditável. Quando o atacante menos espera, ele já está na frente. Salvou um gol quase impossível e só não foi impossível porque ele conseguiu salvar. Habemos UM zagueiro!!

Leandro: Ele sempre foi, na lateral-esquerda, um jogador que faz o básico. Não é um fator de desequilíbrio para ninguém. Nem contra, nem a favor. Mas é útil, porque defende bem e não desguarnece a defesa. Fica devendo no ataque.

(Junior): Se esforçou, mas ainda está sem pernas.

Jonilson: Fez o seu jogo de sempre e foi expulso cedo demais. Injustamente.

Correa: Precisa de muito condicionamento físico para voltar a ser o jogador que foi ao chegar por aqui. Mas pode-se dizer que jogou bem e correu o campo inteiro. Gosto da garra deste jogador. Andou fazendo alguns belos  lançamentos para o Muriqui.

Ricardinho: Ciscou, ciscou e não conseguiu nada de produtivo. Mas o preparo ainda está deficiente. É o tipo de jogador que só produz com bom condicionamento.

Evandro: Ele e Werley foram os piores em campo. A sua presença sempre me dá a impressão que estamos com 10 em campo. “Não sei porque!”

(Fabiano): Substituiu Evandro e foi muito mais útil que ele. Deu combate no meio e ainda apareceu para finalizar. Muito bom.

Tardelli: Tudo que fez em campo deu errado.

Muriqui: É rápido, inteligente e joga em direção ao gol. Uma contratação que pode produzir muito para o Galo. Mais que Éder Luis.

(Marques): Jogou pouco tempo e demonstrou que, se não se machucar, pode fazer uma excelente temporada. Ainda sem tempo de bola e sem a rapidez costumeira. Mas boto fé.

Enfim, é isso. Foi um tímido início de jornada, mas há de se conceder os descontos que o período exige. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno.