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PALMEIRAS 0 X 1 ATLÉTICO – NEM JUIZ, NEM CBF

Onde está aquele time sem garra, que passeava em campo, que não se importava com o número de gols que tomava?

Onde se encontra a equipe que errava passes de 3 metros, que não se recompunha sem a posse de bola e o meio de campo era uma verdadeira avenida por onde os adversários desfilavam?

Se você sabe a resposta, não me diga. Eu não quero saber. Quero é que aquele estado de espírito _ que nunca foi atleticano _ nunca mais passe perto da Cidade do Galo.

O que eu e todos nós ansiamos é ver a equipe que vimos ontem. Esta sim, encara um Palmeiras dentro de São Paulo e, com um jogo coletivo e de personalidade, domina a partida e vence adversário, juiz e CBF num pacote só.

Vencemos, mas fomos garfados descaradamente. Fizemos 3 gols legais para valer um. Não houve falta no gol do Jô (depois de monumental lançamento de Ronaldinho Gaúcho) assim como não existiu impedimento no gol de Rafael Marques. Fora as seguidas faltas inventadas perto de nossa área com a nítida intenção de oferecer  _ numa bandeja de ouro _ o empate ao Palmeiras.

Depois da contratação de RG49, as forças malignas escondidas nas sombras se juntaram para uma vingança à luz do dia. A atuação do árbitro ontem foi escancaradamente tendenciosa. Parecia instruído por superiores, não fazendo a mínima questão de ser sutil. Não havia nele nenhum temor de punição.

Há de se tomar medidas severas agora para não chorar depois. O presidente Alexandre Kalil tem de protestar formalmente  (mesmo na vitória) e divulgar o mais que puder esse roubo descarado. Não pode se limitar apenas aos poucos caracteres do tweet de ontem à noite.

Após a partida contra o Bahia, eu me manifestei no twitter. Preocupado, eu convocava a torcida atleticana de diversas correntes de pensamento para se juntar. Inclusive, desbloqueei todos aqueles com os quais, por um motivo ou outro, me desentendi. Penso que nenhum desentendimento é superior ao nosso amor pelo Atlético. Se queremos realizar os nossos velhos sonhos, temos de criar um ambiente de união para nos tornarmos fortes. Uma união acima de pessoas ou pontos de vista.

SEM ISSO, O GALO SERÁ PREJUDICADO SEM COMPAIXÃO, TENHAM A CERTEZA!

Quanto ao jogo contra o Palmeiras, o Atlético, apesar de um início claudicante, gradualmente foi tomando conta das ações e se impondo. Com uma defesa segura e protegida por Pierre e Richarlyson, além da recomposição de Danilinho e Bernard, o Palmeiras não encontrou espaços para as suas tramas.

Com uma dinâmica de jogo coletivo em todos os setores e com a raça dos grandes esquadrões atleticanos, cada bola foi recuperada como se fosse um território em disputa numa guerra.

Ronaldinho estreou em grande estilo. Livre para transitar em todos os lados, distribuiu o jogo, cadenciando e dinamizando de acordo com o que a partida pedia. Enfiou bolas entre a zaga, e ainda, colaborou na marcação ao ocupar espaços sem a bola.

E quero fazer justiça ao Danilinho. Ontem eu entendi muito bem porque Cuca não o tira do time: hoje Danilinho é o jogador mais tático do Atlético. Ouso dizer que, sem ele, até a liberdade de atuação de Ronaldinho Gaucho estaria comprometida. Isso porque ele cobre o lado direito de campo, do meio de campo e em alguns momentos, até os zagueiros. E esse nunca foi o seu papel anteriormente. Está jogando em uma posição onde não aparece para a torcida _ e daí a insatisfação _ mas que é fundamental para a compactação da equipe.

Pierre novamente mostrou para Felipão o que ele perdeu. Foi um monstro em campo! O “baixinho” Pierre ganha até bolas de cabeça disputadas com jogadores muito mais altos do que ele. A vontade de vencer é tanta que dota seus pés de molas e multiplica sua impulsão!

Destaco também a dupla de zaga, Réver e Rafael Marques, que estão se convertendo numa verdadeira muralha ali atrás. Não será fácil para os adversários marcarem gols no Galo. Assim como não será fácil para as defesas impedirem Jô de marcá-los. Foi, no final das contas, uma ótima contratação.

Enfim, todos os atletas, independentemente de terem atuado bem ou mal, deixaram sangue e suor no gramado.

Vitória maiúscula, do tamanho do nosso orgulho!

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