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ATLÉTICO 2 X 1 SANTOS. REAÇÃO OU FOGO DE PALHA?

Uma vitória suada e sofrida, como sempre são as vitórias do Clube Atlético Mineiro.

Quando teremos um bom resultado sem botar os bofes pra fora e ver o coração sair quicando pela sala?

A partida de ontem foi vencida na base da raça e muita correria. Para alguns, um jogo feio. Para mim, uma clara evolução da equipe em termos de ocupação de espaços e retomada de bola.

Eu não sei se o Atlético vai ou não escapar da degola. Mas depois deste jogo, quando constatei uma importante mudança de postura da equipe, a esperança de permanência na 1ª divisão retorna.

Devagarinho e com uma certa timidez, é verdade, mas retorna.

Entretanto, há um caminho muito difícil pela frente. Daqui em diante, não podemos abdicar nem um segundo do jogo coletivo e da raça demonstrados ontem. Se isso não acontecer, o caldo entorna de vez.

Mas vejo sintomas positivos que permitem acreditar numa continuidade.

RÉVER voltou a jogar aquele futebol vistoso de outrora, além de incutir garra e disposição no restante da equipe. Contra o Santos, sua presença foi fundamental. Os 26 mil reais gastos no fretamento do avião (no retorno do México) valeram cada tostão.

PIERRE é um verdadeiro cão de guarda à frente da zaga, e ninguém se cria por ali, pois o pau canta bonito no ritmo do rap atrevido do Alcino Neto. Encaixou-se como uma luva no esquema e principalmente no espírito do Clube Atlético Mineiro. Dá a impressão de estar aqui desde garoto.

CARLOS CÉSAR chegou num dia e jogou no outro. Não necessitou de 2 meses para entrar em forma. E, a cada dia que passa, se firma na problemática lateral direita do Galo. Aproveitando a cobertura de Pierre e Fillipe Soutto, se deslocou por todos os lados do campo, dinamizando e fazendo fluir jogadas que não existiam antes.

Lembro-me das cornetadas (algumas cruéis) que pintaram no twitter quando Carlos César chegou, certamente porque ninguém o conhecia. Tem muitos torcedores que só aplaudem contratações de grandes nomes.

Assim como grandes nomes são André e Guilherme. Não jogaram sequer um centavo de futebol decente em comparação com a fortuna investida em suas contratações. Até agora, dinheiro jogado no lixo, sem retorno algum!

Enfim, foi uma vitória justa e sadia. Outros se destacaram, como FILIPPE SOUTO e BERNARD, que ainda se tornarão ídolos do Galo, se não sairem muito cedo.

O Atlético se tornou uma equipe mais consistente do meio para trás. Porém, continuamos com aquele ponto nevrálgico pulsando e incomodando. E essa dor chama-se ataque inoperante, que erra quase tudo que tenta.

Para terminar, pergunto-me a todo momento: não seria conveniente convidar novamente o Marques para estar junto ao time?

Teria sido o Messias uma das causas dessa mudança tão significativa na postura da equipe?

E, a cada vez que penso nisso, mais me convenço que o baixinho difundiu partículas de caráter, honradez e amor ao clube ali pelos lados de Vespasiano. Será?

O que você acha disso, caro amigo do L&N?

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E O GALO DORME…

Eu estou muito preocupado com o estilo de administração do futebol que o Atlético adotou.

Um estilo dorminhoco que beira as raias da inércia!

Custo a crer que o presidente Kalil, depositário dos anseios da massa, acredita que o time que temos é forte o suficiente para realizar  uma grande jornada.

No meu ponto de vista, não é! O jogo contra o Flamengo, apesar do desempenho muito igual na maior parte do tempo, deixou claro que na hora da onça beber água, as coisas se complicam.

Aliás, contra o time carioca, além da flagrante limitação técnica, surgiu um fato novo: uma apatia inacreditável de alguns jogadores, principalmente no segundo tempo.

Cansaram ou apenas desistiram de correr em busca de uma vitória? Apenas como exemplo, eu vi Dudu Cearense perder uma bola em zona de perigo e voltar andando para a defesa.

Giovanni Augusto rifava bolas bobas e não recompunha o sistema defensivo. Será que o sucesso repentino subiu à cabeça do garoto? Já calçou saltos altos?

Em determinado momento, o Galo parecia um bando de amadores correndo _ ou evitando correr _ atrás de uma bola.

E esta é a equipe forte que o presidente cita?

Enquanto outros clubes buscam se reforçar, a diretoria do Galo está sentada à beira do caminho pitando um cigarrinho de palha e jogando conversa fora.

Pois a necessidade de reforços é muito grande! Nenhum time do mundo se sustenta sem a armação no meio de campo, uma vez que os atacantes ficam sem função se a bola não chegar neles.

Nós temos Daniel Carvalho, que, infelizmente, não é regular. Joga um jogo bom e no outro desaparece. E a sua presença em campo enfraquece de forma latente a marcação do meio de campo.

Resta saber o que é mais importante: se os lançamentos, em sua maioria errados, ou a compactação equilibrada da equipe.

Na minha opinião, Daniel Carvalho desequilibra o esquema do Galo!

Portanto, precisamos URGENTE de um meia armador que seja rápido tanto com a bola nos pés quanto na recomposição do meio.

E de um matador lá na frente. Os que temos são aprendizes em matéria de meter a bola na casinha. E não me venham dizer que Keirrison é o nome, pois este é muito pior que os que temos aqui.

E fora outros reforços que antes eu achava desnecessários, mas que agora já não penso assim.

Entretanto, a diretoria hiberna. Para eles, está tudo bem.

Pois eu lhes digo que, a persistirmos jogando essa bolinha inofensiva, o drama será grandioso este ano.

E no final, culparão o azar, pois contrataram um monte de gente e nada deu certo.

Contratações sem nenhum critério, mas mesmo assim, contratações, é o que dirão.

Por isso, estou cansado. Cansado de ser figurante, quando a nossa vocação é a de protagonista.

Cansado de correr pra não chegar!

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ATLÉTICO 2 X 1 AMÉRICA. GAROTOS SE TORNANDO HOMENS!

O Galo com a escalação atual, se analisado com realismo e imparcialidade, não é um time forte, sejamos francos.

Mas gradualmente vai pegando confiança, que é o dopping mais poderoso que um jogador de futebol pode injetar nas veias… ou na mente.

E eu já vi muitíssimos times medianos que, numa sequência de vitórias, vão se inflando de auto-estima a ponto de brigar na ponta da tabela.

Vide o Borussia Dortmund, na Alemanha, que hoje se sagrou campeão alemão com um time feito de garotos extremamente inexperientes.

Vide a equipe do Galo de 1977, mesclada de mais juniores do que veteranos, que foi vice-campeã brasileira com 10 pontos à frente do campeão.

Não estou sendo ufanista e nem otimista demais. Estou depositando apenas um voto de esperança em um time de garotos que vai se firmando a cada dia que passa.

Pois ninguém pode negar que até a pouco tempo atrás, com jogadores rodados (como Zé Luis e Ricardinho), a meia cancha era a verdadeira avenida Afonso Pena com pouco trânsito.

Por ali passeavam os adversários como se estivessem em um footing de fim de semana. Um local para o lazer, assim como a Praça da Liberdade.

E os zagueiros, coitados, eram largados à própria sorte.

Mas nesta tarde-noite, o meio de campo alvinegro congestionou de verdade a frente da zaga e não permitiu que o América se criasse no primeiro tempo, quando eram onze contra onze.

E distribuiu o jogo com dinamismo e rapidez nos contra-ataques, em todos os lados do campo, com toques de primeira e em direção ao gol.

No segundo tempo, com a expulsão de Richarlyson no primeiro minuto, a equipe sentiu exageradamente e o América tomou conta da partida.

Não entendi porque se deixou dominar tão facilmente. Afinal, já cansei de ver times atuarem com dez contra onze e nem sempre a superioridade é tão flagrante.

O conjunto atleticano se encolheu demais e sofreu uma pressão inadmissível para quem tem apenas um jogador a menos.

Curiosamente _ e devemos agradecer ao América por isso _ foi o adversário que nos acordou com um gol que foi mais falha do Guilherme Santos do que mérito deles.

A partir daí, o Galo se recompôs e jogou como se estivesse com o mesmo número de atletas, que é o que deveria ter feito desde a estranhíssima expulsão do Richarlyson.

Os volantes se projetaram e encararam a defesa pernalonga. E com Magno Alves _ que vem queimando a língua dos fundamentalistas insanos _ empatou o jogo. Era o que bastava para a classificação.

Mas ainda viria uma surpresa dos pés de Serginho, que como um centroavante daqueles que fungam no cangote do beque, invadiu a área como um bólido e deu fim às esperanças americanas.

Em suma, um primeiro tempo e metade do segundo excelentes. Gostei do que vi e já não duvido que esta equipe esteja se ajustando de forma consolidada.

Os grandes destaques de hoje foram:

Serginho, que a exemplo do jogo passado, se fez onipresente em todos os quadriláteros das quatro linhas. E ainda marcou um golaço. E não errou UM passe sequer durante toda a partida!! Parece um sonho? Não, é o Serginho que vem ressuscitando seu futebol! Foi o melhor em campo disparado.

Fillipe Souto, que nunca jogou nos juniores o que está jogando no profissional. Perfeito na marcação, rápido na saída de bola e dono de uma categoria para poucos. Ele sabe o que fazer com a bola e, na maioria das vezes, não executa o óbvio. Dificilmente perderá a posição daqui para frente.

Réver, que está voltando à sua costumeira forma. Desarmou, gritou, impôs moral como o grande capitão que é, e não praticou nenhuma falta que pudesse tirá-lo da final. O velho Réver está de volta!

O destaque negativo foi o juiz Abade, que durante toda a partida tentou intimidar a equipe atleticana, como sempre fez em outros jogos.

Peço encarecidamente àquele atleticano safado que paquerou _ com evidente sucesso _ a mulher do Abade, que se identifique neste blog. Afinal, fomos prejudicados por sua causa, seu sacana!

Se o time repetir o futebol do primeiro tempo nos 180 minutos que teremos pela frente, não tenho nenhuma previsão pessimista contra o cruzeiro, o Barcelona tupiniquim eleito pela tendenciosa imprensa mineira.

Que venga las vulpejas azules!!!

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GERAÇÃO DE OURO?

É interessante observar a nova geração de jogadores que está surgindo no Galo. A tradição de revelar bons jogadores parece estar voltando, reflexo do trabalho sério e do investimento do competente presidente Alexandre Kalil.

Convido-o a uma breve avaliação dos jogadores com idade entre 17 e 21 anos no elenco:

Renan Ribeiro, 21 anos: já passou pela Seleção Brasileira Sub-20 e pode a ela retornar para disputa das Olimpíadas. É visto como o goleiro que resgatará a saga dos ótimos goleiros do Galo. Seu potencial o credencia ao sonho de participar do elenco da Seleção Brasileira que disputará a Copa do Mundo no Brasil em 2014;

Sidimar, 18 anos: com ótimas participações na Seleção de Base do Brasil, o zagueiro capitão do bom time júnior do Galo é apontado como uma grata surpresa. Infelizmente o zagueiro está afastado do elenco por motivos clínicos e tem previsão de volta para o meio do ano;

Fillipe Soutto, 20 anos: lançado em momento de turbulência no time, demonstrou tanta personalidade, técnica, disposição e vontade que não saiu mais da equipe titular. Jogadores como Serginho e Richarlyson, atuais titulares, deverão mostrar dentro de campo se “tomarão” seu lugar;

Bernard, 18 anos: improvisado como lateral direito, o habilidoso jogador mostrou raça, disposição e habilidade, dando uma ótima demonstração do que pode vir por aí. Rápido com a bola nos pés, habilidoso e com bom chute de fora da área, o jovem atleta tem talento para ser um meio-armador de muito sucesso no Galo;

Wendel, 19 anos: o jogador foi integrado ano passado ao elenco principal do Galo. Sua habilidade chama a atenção de quem vê. Embora ainda não tenha tido oportunidades, sempre é lembrado para figurar entre os jogadores no banco de reservas. Em breve poderá demonstrar seu bom futebol para a torcida atleticana;

Giovanni, 21 anos: após brilhante apresentação diante do América-TO, o jogador passa a figurar entre as promessas para despontar ainda em 2011. Autor de um dos gols, o jogador ainda mostrou muita habilidade e visão de jogo ao dar um passe de letra para o gol de Mancini. Em outra oportunidade o jovem quase fez um gol de placa. Sua frieza chama a atenção;

Lucas Kattah, 17 anos: meia-armador e principal jogador do time juvenil campeão de tudo em 2010. Inspira-se em Xavi e Iniesta para buscar melhor posicionamento dentro de campo. Mesmo na condição de armador, foi artilheiro da Future Champions Sub-17, vencida pelo Galo. Dentro em breve dará muitas alegrias aos torcedores alvinegros.

Estou certo que vários dos jogadores citados acima hão de vingar no time principal e nos dar muitas alegrias. Mesclar jogadores experientes com jogadores jovens pode ser a principal estratégia para o momento e converter-se na receita que o nosso treinador procura.

Estamos observando o nascimento de uma geração de ouro no Galo. O momento não poderia ser melhor: nosso comandante tem o perfil necessário para tal desafio e nosso presidente, ao contrário de seus antecessores, demonstra seu anseio em fazer do Galo a potência que um dia o Brasil conheceu.

Que o sucesso esperado para a temporada se concretize. Que nossos “meninos” se transformem em guerreiros, dotados da raça alvinegra, nos dando motivos para constante alegria.

Que nossa expectativa seja, enfim, correspondida.

Deus abençoe o Galo!

Nota do blogueiro: Apesar de não concordar com o imenso otimismo do autor _ e nem discordar 100% de alguns pontos _  publico o texto para que as diversas correntes de opinião estejam registradas neste espaço democrático.

Caro amigo e leitor do L&N, você concorda com o Lindson?

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NESTE DOMINGO, O ATLÉTICO ENFRENTARÁ O AMÉRICA-MG.

Curiosamente, apesar de tantas contratações caras para o setor, o meio de campo atleticano será todo formado por jovens promessas vindas das categorias de base.

Fillipe Soutto vem atuando muito bem. Surpreendentemente bem, eu diria.

Serginho já é profissional há algum tempo e vem subindo de produção aos poucos, embora continue presenteando os adversários com seus inacreditáveis erros de passes de 2 metros.

Quanto a Renan Oliveira, apesar de ter feito 2 gols na última partida, eu tenho cá as minhas restrições em relação à sua escalação. Só joga quando quer e, na maioria da vezes, não quer. Costuma fazer das quatro linhas um travesseiro confortável para pegar no sono. Mas conta com uma sólida  _ e assustadora _ preferência do treinador. Vai entender!

Giovanni entrou muito bem no jogo passado e apresentou, em alto estilo, as suas credenciais à torcida do Galo. Tem um ritmo dinâmico, habilidade com a bola e visão de jogo. Custo a crer que um jogador deste nível estivesse escondido na Cidade do Galo.

Se Giovanni agarrar a chance com personalidade, tem tudo para tornar-se titular absoluto da equipe e passar de coadjuvante a protagonista. Ouso dizer que ele pode vir a ser a solução da armação da meiuca atleticana. Uma solução caseira e muitíssimo bem vinda.

Contra o América amanhã à tarde na Arena do Jacaré, o Atlético atuará na seguinte formação:

Renan Ribeiro, Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Fillipe Soutto, Serginho, Renan Ribeiro e Giovanni; Mancini e Ricardo Bueno.

Considerando as características dos jogadores que estarão em campo, acredito que a movimentação incessante das peças constituirá o fator principal do plano tático de Dorival Júnior.

Compactação no meio e saída rápida para o ataque explorando, principalmente, a velocidade de Mancini e Giovanni. Ricardo Bueno não conta. Este certamente fará de tudo para travar o time. É a sua missão aqui na terra.

Espero sinceramente que a performance do time seja parecida com a do último domingo, mas não serei pego de calças na mão se não for.

Afinal, embora estejamos quase no final de abril, ainda estamos montando esquema tático, armando padrão de jogo, escolhendo jogadores…

Em suma, vivemos um janeiro em pleno abril!

Apesar de tudo, vamos pra cima deles, meu Galo!

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