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VOLTARAM A TREMER DIANTE DO GALO.

Ok, o juiz não marcou um penalti escandaloso em Ronaldinho Gaucho _ que certamente a favor do Fluminense marcaria _  irritou os jogadores do Galo com faltas invertidas ou inexistentes, fez vista grossa para infrações perto da área e assinalou as do meio de campo. Além disso, atrasou a dinâmica de jogo ao pará-lo por quaisquer motivos, todos eles insignificantes.

Ok, esse juiz sabe, como poucos, enrolar uma partida e prejudicar um time de forma sutil e dissimulada. No Brasil, ele é o melhor especialista nesse tipo nefasto de “arbitragem”.

Entretanto, embora eu reconheça que o Galo foi prejudicado, não foi por isso que deu adeus ao título. O que nos custou a perda de dois pontos preciosos foi que ontem a coisa não engrenou. Simples assim. Desde o início, a equipe se mostrou afobada e sem raciocinar em campo. FALTOU CALMA!

Tínhamos 90 minutos para resolver a partida e, no entanto, desperdiçamos tramas de ataque ou de distribuição de jogo devido a um inexplicável nervosismo que tomou conta dos jogadores. Até Ronaldinho Gaucho estava pilhado.

Na minha visão, ou os atletas levaram para dentro de campo os 9 pontos de diferença que o Fluminense impôs ao derrotar o Coritiba ou os imbróglios decorrentes da saída tumultuada de Ronaldinho Gaúcho do Lixão Putrefato  da Gávea criaram excessivamente um sentimento de revide. Inoportuno, aliás, pois cabeça fria seria a melhor das armas em uma partida tensa.

O fato é que ambas as situações pressionaram negativamente. E o Flamengo se aproveitou disso. Parecendo temeroso de sair daqui com uma goleada no lombo _ e talvez por isso mesmo _ ensebou o jogo, teatralizou, enrolou o mais que pôde sob as vistas complacentes de Sandro Meira Ricchi.

E o Galo não soube superar a manha carioca, acostumada a contar com as benesses de arbitragem e CBF desde a era do homo sapiens, há 150 mil anos.

O título de 2012 está mais distante agora, esta que é a verdade. Mas a Libertadores está a um passo. Com 3 pontos a mais, ela estará matematicamente assegurada. E ainda faltam 15 pontos a serem disputados.

Se em 2013 Kalil mantiver a base deste timaço e reforçá-lo pontualmente com grandes jogadores (e grandes jogadores não são necessariamente grandes nomes!), o Clube Atlético Mineiro continuará orgulhando a sua fidelíssima torcida, como o fez este ano.

Se tem algum atleticano que ainda acredita no título, ótimo. Tomara que os deuses do futebol ouçam-no e armem uma brincadeira sádica para cima do Fluminense.

Eu não acredito mais. A diferença de 8 pontos é grande demais para ser tirada em 5 rodadas. Todavia, estou muito orgulhoso da campanha do Galo. Voltamos à prateleira de cima atuando bem e vencendo dentro de campo, sem ajuda de ninguém. E os adversários, ao nos enfrentar, voltaram a borrar as calças do mesmo jeito que borravam antes.

No campeonato mais sujo da história do futebol brasileiro, o GALO mais bravo e mais esporrento do mundo lutou até o fim. Fibra e honradez nos nortearam, ao contrário de um certo tricolor.

E NINGUÉM VAI NOS SEGURAR EM 2013, TENHAM A CERTEZA.

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RESPEITO AS PUTAS MAIS QUE A CBFLAMENGO.

CBF e flamengo não fazem questão de esconder o descaramento com que manipulam _ de forma pútrida _  os destinos de tudo que se relaciona ao futebol deste país.

Em relação à CBF, uma entidade que teve um presidente comprovadamente ladrão, que recebeu de propina um montante aproximado de 40 milhões de reais. E que foi substituído por outro que, disfarçamente, afanou uma medalha de campeão de um jogador júnior, na Taça São Paulo.

Diz ele que foi autorizado, mas o goleiro júnior só veio a receber a medalha dias depois. Ou seja, FALTOU uma medalha! E o cala-boca ao presidente da Federação Paulista de Futebol _ que espertamente confirmou a tal “autorização” _ veio em forma da concessão do cargo de vice-presidente mais velho da CBF, ou seja, da noite para o dia, o cúmplice virou eventual substituto do presidente colecionador de medalhinhas. Na visão de qualquer pessoa de bem, um cara que mete a mão na medalha de um garoto é capaz de furtar até a própria mãe. E quem o encobre é tão desonesto quanto ele… ou mais.

Essa organização _ que mais parece um comando de quadrilhas _ é a mesma que “administra” o futebol brasileiro. E surge vestindo uma capa rubro-negra, como um super-herói de histórias em quadrinhos, para salvar clubes da mesma laia que a sua.

Clubes como o flamengo, antro de safadezas e má gestão, que mal consegue pagar os salários com meses de 90 dias, que mal logra quitar a conta de luz ou de telefone pontualmente. Um time falido que envergonha a torcida mais numerosa do país com vexames quase diários. E que, na maioria das vezes, “conquista” campeonatos com base no apito amigo, em assaltos homéricos que se acumulam na história.

Pois esses dois se juntaram para, ao invés de transferir o jogo de um Engenhão todo esburacado para um campo melhor, tomaram, EM CONJUNTO, a decisão de ADIAR a partida. E tirem o Botafogo dessa trama, porque o Botafogo não passou de inocente útil. Um laranja babão que serviu ao seu senhor. Absurdo elevado ao cubo!

Absurdo porque, em último caso, poderiam realizar o jogo no Engenhão. Na quinta-feira anterior, o Galo havia jogado contra o Fluminense normalmente, mesmo se esquivando das crateras.

Absurdo porque ainda havia tempo de mudar o local para jogar neste sábado, mas não o fizeram. E não foi por falta de opções, foi por falta de CORAGEM. Borraram as calças ao ter de enfrentar o líder absoluto com um timezinho muito dos vagabundos. E levar uma goleada em pleno Rio de Janeiro eternizaria uma crise que parece ter se mudado de mala e cuia para a Gávea. Com todo merecimento.

Então precisam botar a cara fora d’água para respirar. Necessitam de mais uma semana para ver se Dorival Júnior _ um pseudo-técnico que não durará 3 meses por lá _  dará jeito numa equipe ridícula, caindo pelas tabelas.

E, para que a fuga covarde fosse concretizada, foi preciso o auxílio providencial de uma CBF corrupta e tendenciosa. CBF esta que ninguém respeita, que é sinônimo de puteiro, com todo respeito às putas, que são muito mais dignas de respeito do que eles.

Antes tinham se juntado para escalar Seneme, um juiz que todos conhecem como caseiro, amigo dos times de maior torcida do eixo RJ/SP. Mudaram de idéia ao perceber que nem Seneme seria garantia de vitória.

Então armaram a palhaçada, engolida (como sempre) pela cúmplice Globo, mas não pelos comentaristas da ESPN e outros veículos de comunicação. Menos os de Minas, omissos por natureza.

Mas deixem estar, safados rubro-negros e da CBF, o Galo vai superar as armações e permanecer na ponta da tabela, quer vocês queiram quer não. E se isso for verdade _ como acho que é _ o adiamento deste jogo contra o flamengo só nos trará a segurança de ter mais 6 pontos garantidos!

CBF CORRUPTA! FLAMENGO CAGÃO!

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FLUMINENSE 0 X 0 ATLÉTICO – EMPATE DE LÍDER.

Um empate contra o Fluminense no Engenhão não é para criticar. A bem da verdade, foi um excelente resultado, um empate com postura de líder.

Novamente fomos operados sem anestesia durante o jogo inteiro. Tudo que dependeu do juiz _ e não do bandeira _ foi contra o Galo. Faltas não marcadas, cartões amarelos distribuídos em faltas que sequer existiram, penalti claro solenemente ignorado… e por aí vai.

Ao final, quando o auxiliar levanta a bandeira em um lance duvidoso que acabou beneficiando o Atlético, o Fluminense é que passou a ser o roubado, coitado. A imprensa nacional, de repente, se esqueceu de todos aqueles lances em que o árbitro, mal intencionado, usou para minar o ânimo do Galo.

O alvinegro não jogou bem, o que é natural em um campo esburacado e irregular. E do outro lado tinha um Fluminense _ que é uma boa equipe –  jogando em seus domínios e com torcida a favor.

Porém, mesmo não atuando no nível de antes, o time não perdeu a atitude. Foi guerreiro, correu em busca da vitória e não do empate e disputou todas as divididas com garra. Tentou impor seu esquema congestionando o meio e poderia ter obtido resultado melhor, não fosse a cegueira do senhor apitador de latinha.

A destacar a excepcional atuação do goleiro Victor. Segurança absoluta debaixo dos 3 paus, não faz firulas para defender bolas dificílimas. Ele as realiza com uma simplicidade enorme.

Alguns atleticanos, tão acostumados com o desempenho pífio dos nossos goleiros nos últimos anos, já tinham absorvido uma referência de padrão mais baixo. Se conformaram tanto com as seguidas falhas, que culpavam a zaga por deixar chutar e não o goleiro que engolia o frango. Isso é uma total inversão de valores!

Victor está estabelendo um novo padrão. Agora esses atleticanos sabem a diferença entre ter um grande goleiro e não tê-lo. Aquela defesa que realizou na cabeçada de Wellington Nem foi qualquer coisa de fantástica! Os nossos antigos goleiros a fariam? Duvide-o-do!

Enfim, o Galo segue líder com 32 pontos. Próximo jogo é contra o Flamengo, no Engenhão. Só espero que a juizada não entre em campo planejando compensar aquele gol anulado do Fluminense.

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Assistam aos melhores momentos:

O FANTASMA A SER EXORCIZADO

O Atlético é hoje um dos grandes favoritos ao título brasileiro.

Alguém duvida? Podem dizer que está muito cedo pra afirmar, podem arrumar desculpa, mas a campanha até agora, de 10 vitórias em 12 jogos, o credencia como um dos times que vão brigar na parte de cima da tabela em 2012.

A euforia faz parte, o torcedor tem mesmo que acreditar, que vislumbrar a possibilidade de título. Mas a carência atleticana tende a antecipar as coisas. O Galo ainda não é campeão. E ninguém sabe se de fato será ao final do campeonato, por mais que o otimismo tome conta dos corações alvinegros.

Mas ainda existe uma desconfiança presente no íntimo do mais otimista dos torcedores. Pode ser que ele não admita nem pra si, que apele pros anjos ou pra qualquer entidade de sua crença, mas ela está lá. E ela acompanha qualquer atleticano desde o fatídico dia 5 de março de 1978, tendo ele presenciado ou não este fato.

Em 1977, um time INVICTO e com muito a frente do 2°colocado. Total favorito ao título perde a decisão nos pênaltis, diante de um Mineirão lotado. E com direito ao São Paulo, perdendo cobrança atrás de cobrança. Mas o Galo repetia e aumentava a dose. Resultado… a perda de um título dado como certo. Uma certeza que escorria pelos dedos. Um sofrimento inimaginável, até pra mim que viria a nascer 8 anos depois.

O Fantasma nasceu dessa derrota. E em vez de ser exorcizado e morto, despachado pros confins do inferno, ganhou força com os acontecimentos a seguir.

1980, uma verdadeira máquina de jogar futebol. Luizinho, Éder, Cerezo, Reinaldo… Maracanã lotado e briga de igual pra igual com o Flamengo de Zico. A derrota presente.

1981, a Libertadores que mais uma vez aquela máquina de jogar bola atropelava adversário por adversário e foi parada pelo Flam… ou melhor, por José Roberto Wright. Mas parou. Não ganhou. E é mais um peso no subconsciente de derrotas alvinegro.

1985, o Atlético chega numa semifinal de Brasileiro com Bangu, Coritiba e Brasil de Pelotas. Após uma campanha avassaladora, irretocável nas fases anteriores. E o time consegue ser eliminado pelo Coxa tomando apenas 1 gol nas duas partidas.

O Fantasma Derrotista já estava criado. E forte. Apesar do otimismo sempre latente do atleticano, do espírito do “Agora Vai”, do “Esse ano é nosso” ou até mesmo do “ano que vem não escapa”…

Comecei a sentir a presença desta “entidade” na década de 90.

Em 1995, uma vitória acachapante sobre o Rosario Central no Mineirão. 4 x 0 e garantia de título CERTO. Quem iria reverter uma vantagem de 5 gols??? O bicampeonato da Conmebol já era do Atlético, só gravar o nome na taça. E aquilo aconteceu…

1999, após uma campanha regular no Campeonato Brasileiro, o time consegue a classificação na última rodada. Enfrenta um Cruzeiro super-favorito e atropela em apenas 2 jogos (enquanto todos os outros adversários precisaram de 3). Chega à final embalado, ganha do Corinthians (um dos melhores times que já vi jogar na vida) no 1º jogo, perde o segundo e no terceiro, por causa de 1 GOL… 1 GOL deixa escapar o título.

2001, timaço! Melhor meio campo do Brasil eleito pela Revista Placar (Gilberto Silva, Djair, Valdo e Ramon), atropelou o Grêmio nas quartas e cai diante de um São Caetano, debaixo d’água no interior paulista.

2009, campanha também irretocável, com um iluminado Diego Tardelli prestes a virar o maior ídolo da história do clube caso o planejado se concretizasse. O freio de mão é puxado na reta final do campeonato e o time fica fora até de uma das vagas na Libertadores, chegando à rodada final não brigando mais por nada.

E pra fortalecer ainda mais o Fantasma, vieram os anos subseqüentes, as agonias contra o rebaixamento e o 04 de dezembro de 2011…

A história mostra que quando se trata de Atlético, a cautela nunca é demais. Essas derrotas ainda assombram o subconsciente do Galo. Ainda estão presentes, soprando no ouvido do mais fiel atleticano, ao menor sinal de vacilo, que ainda não é dessa vez, que tudo vai se repetir.

E é esse Fantasma que precisa ser exorcizado!

Não sei se com a confiança exagerada e o apoio total e irrestrito como vem sendo demonstrado, mas é uma alternativa mais do que válida. O atleticano esse ano tem todos os motivos pra acreditar. E ele tem razão de acreditar. Tem um time forte, joga o melhor futebol do país, tem elenco com peças de reposição… o Atlético se preparou como nunca pra ser campeão!

Mas vai ter que saber perder. Vai ter que saber lidar com as derrotas, que acredite ou não, ELAS VIRÃO. Elas são normais, ainda mais num campeonato como este. O Cruzeiro de 2003 perdeu 2 partidas seguidas, sendo uma delas pro Juventude-RS em pleno Mineirão. Mas soube se recuperar bem. Todos os campeões perderam, mas souberam se recuperar. Pela história, pela pressão e pelo maldito subconsciente derrotista, o Atlético saberá? O Fantasma está calado, mas sabe que a hora de atacar virá. Assim que surgir a derrota, a má atuação, o resultado inesperado…

E é nessa hora que o Galo terá de provar que o passado ficou realmente pra trás. Que nada daquilo mais contará. Pelo menos por um momento, que se esqueça a história. O que conta é o futuro. O Fantasma está pronto pra ser morto e o ano é este. Daí pra frente, sem o peso das derrotas passadas e com a “entidade” despachada, o Galo poderá voltar a ser gigante, mas dessa vez acordado.

E pronto pra qualquer briga!

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ATLÉTICO 2 X 0 SANTOS – COM ESSE TIME NÃO SE BRINCA!

Com direito a uma recepção de arrepiar até o mais frio dos mortais, a equipe do Galo soube, desde sua chegada ao Independência, que o apoio da Massa seria avassalador.

O infernal tsunami alvinegro voltou em grande estilo para manter viva a chama da esperança e mostrar que aquela fidelidade incondicional é eterna.

E foi assim que os jogadores, contagiados pelo espírito vibrante que receberam da torcida lá fora, transformaram-no, dentro do gramado, em energia para lutar em busca de mais uma vitória.

Porém, não foi uma vitória tranquila. O Santos, apesar de desfalcado de 7 jogadores, demonstrou que a Vila Belmiro é uma fábrica de bons jogadores. E atuou muito bem, essa que é a verdade.

Mas enfrentar o Atlético hoje em dia não é uma tarefa das mais fáceis. Além de jogar em toques de primeira, lançamentos inesperados, triangulações em todos os setores, o Galo combate o oponente com uma gana inigualável.

Só para ilustrar: O Atlético, com a bola, tem dois pontas direitas (Danilinho e Marcos Rocha). Sem a bola, tem dois laterais direitos! Ou seja, o espaço para o adversário jogar fica muito reduzido, pois no meio e na esquerda ocorrem a mesma coisa.

Equilíbrio e iniciativa são as marcas dessa equipe que eu reputo, neste momento, um verdadeiro timaço. Vai jogar bonito assim lá longe! E jogam feio quando é preciso.

Ontem, Victor assistiu ao jogo, mas quando o jogador santista deu aquela cabeçada fulminante, lá estava ele para realizar monumental defesa. Goleiro bom é para essas horas!

Na minha opinião, todos jogaram muito bem. Entretanto, eu seria injusto se não citasse a espetacular partida que Marcos Rocha fez. Autor de 2 assistências, o garoto mostrou que está em grande forma. No mesmo nível, Danilinho e Ronaldinho Gaucho sobressaíram com um trabalho incansavelmente coletivo.

O bom no Galo é que ninguém fica penteando a bola procurando aparecer mais do que os outros. Ali dentro das 4 linhas, qualquer espectador enxerga só seriedade. E, exatamente por ser assim, vê COMPETÊNCIA EM SUA FORMA MAIS PURA!

Competência para vencer os 11 adversários e mais o trio de árbitros, que fizeram de tudo para mudar o resultado do jogo. Marcamos 4 gols para valerem 2. No próximo post, o Eduardo Rodrigues falará a respeito, por isso, evitarei aprofundar-me no assunto.

Mas a verdade é que forças ocultas _ como eu tinha previsto _ já estão se organizando para jogarem água na nossa fervura. Ontem foi uma palhaçada explícita em pleno Independência, na fuça de 20 mil torcedores! Precisamos nos unir contra o esse apito assaltante que altera, na maior cara de pau, os resultados de todo o trabalho de um clube.

Estão tentando fazer do campeonato brasileiro um campeonato espanhol, onde só existem 2 times, Barcelona e Real Madrid. Aqui seriam Corinthians e Flamengo. E o resto que se dane!

Enfim, com juiz ou sem juiz, acondicionamos mais 3 pontos na sacolinha e somos o time com melhor aproveitamento nas 12 primeiras rodadas na era dos pontos corridos.

E se o Fluminense não abrir o olho, vai levar uma tamancada em pleno Engenhão. Com esse time NÃO SE BRINCA, meu amigo!

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Assistam aos melhores momentos:

SPORT 1 X 4 ATLÉTICO – BERNARD NELES!

Nem chuva, nem campo ruim, nem torcida contra são capazes de frear a tenacidade de um time que não teme ninguém.

Nem por um momento, mesmo quando perdia por 1 a 0, eu duvidei da vitória. Isso não é arrogância ridícula de líder não. Isso é CONFIANÇA na solidez do esquema e na entrega desmedida de cada jogador que veste hoje esta camisa.

O segundo tempo do Atlético foi primoroso, no mesmo nível daquela monumental apresentação contra o Internacional. O que não encaixou na primeira etapa entrou nos eixos na segunda. A partir daí, o time tomou conta do jogo, deu uma banana pra torcida rubro-negra e partiu para uma goleada histórica.

O Galo jogou como se estivesse em casa. Atuou com absoluta autoridade e sobrou nas quatro linhas. Não respeitou o terreno adversário, assim como Bernard, um garoto de 19 anos, não respeita os mais velhos.

Bernard foi atrevido, guerreiro, inteligente e merece todos os demais adjetivos elogiosos que restarem. Um espetáculo à parte, cujo ingresso deveria ser cobrado separadamente. Participou dos 3 gols e encerrou o show de gala com um golaço que qualquer craque consagrado assinaria.

E o garoto, pouco a pouco, num plantel recheado de grandes nomes, vai se tornando  um ídolo autêntico da Massa atleticana. Sugiro ao Kalil, como ação preventiva, reajustar o seu contrato de forma a multiplicar o valor da multa rescisória. Prevenir não machuca ninguém.

Mas Bernard não jogou sozinho. Ronaldinho Gaucho, apesar de muito marcado, também se destacou. Gradualmente vai aprendendo a achar os companheiros em campo. E me encanta o entusiamo dele ao comemorar cada gol. Havia tempos que eu não o via assim, com gosto de jogar futebol. No meu entender, o gaúcho reencontrou a alegria de correr atrás de uma bola.

Elogiar Pierre, Réver e Leandro Donizeti é chover no molhado. São incrivelmente regulares. Por mais estranho que pareça, Leonardo Silva não marcou o seu gol. Victor não teve culpa naquela bola cruzada e mesmo que tivesse, pouco me importaria. A segurança que ele trouxe ao sistema defensivo é qualquer coisa de gigantesca. Além do mais, o primeiro gol foi fruto de uma saída rápida de bola que partiu de suas mãos para Júnior César, que acionou Bernard, que por sua vez lançou Ronaldinho Gaucho que dividiu e sobrou para Danilinho. Pegou a defesa do Sport de calças na mão.

Marcos Rocha vem crescendo muito de produção. Ontem, o lateral esteve à altura dos melhores em campo. Jô e Danilinho são importantes demais nesta equipe, não se enganem. Danilinho, que é o jogador mais criticado por aqueles que não leem as entrelinhas do futebol, ironicamente é o artilheiro do time no campeonato nacional.

Enquanto o Galo atropela os adversários, alguns secam, mesmo porque é a única coisa que lhes resta fazer. Fred, centroavante do Fluminense e cruzeirense assumido (faz tempo que saiu do armário), disse antes do jogo que ia torcer dobrado contra o Atlético. A Denize Barros Abreu, apaixonada atleticana exilada nos States, tem uma boa resposta para ele: PRAGA DE MARIA VELHA NÃO MATA GALO GORDO!

Enfim, foi mais uma vitória de uma equipe que, não tenho dúvidas, segue em busca do título nacional. E se permanecer com os pés no chão, sem se empolgar demasiadamente e não abandonar a pegada, tem tudo para, ao final do ano, lotar os hospitais de atleticanos com os corações implodidos no peito!

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CARTA À SENHORA REDE GLOBO DE TELEVISÃO

Não assisto a seus telejornais, porque são pasteurizados e tendenciosos. Porém, dependo de seus serviços para ver o futebol. Mas você transforma minha vida de torcedora em um calvário. Você me irrita e finge que é sem querer.

Eu realmente acho que você não tem o direito de escolher um time de futebol para ocupar grande parte de sua programação esportiva. O Brasil é enorme e possui muitos grandes times, mas em décadas passadas você agia como se só existisse o Flamengo. Sim, o Flamengo dá audiência, mas também é certo que sua torcida cresceu exponencialmente por causa da exposição da marca em todo o país, especialmente considerando-se que a TV era praticamente a única forma de acesso ao dia-a-dia dos clubes.

Agora você parece ter-se cansado do queridinho rubro-negro e adotou outro filhote: o Corinthians.

Em 2006, 2007 e 2008 o São Paulo ganhou o Campeonato Brasileiro, mas não teve sua marca promovida como o Corinthians em 2011.

O Internacional ganhou a Libertadores em 2010. Para você, foi como se nada tivesse acontecido.

O Fluminense deu a volta por cima e foi campeão em 2010. Você nem olhou.

Vasco ganhou a Copa do Brasil em 2011 e brigou pelo título no Campeonato Brasileiro até a última rodada, mas você não deu importância e só fazia matérias com a torcida do Corinthians.

Palmeiras ganhou a Copa do Brasil há duas semanas, de forma invicta, e você fingiu que não viu.

Anteontem, o Atlético obteve uma vitória maiúscula sobre o Internacional e se manteve na liderança do Campeonato Brasileiro com incríveis 25 pontos em 10 rodadas, e o Vasco segue em seu encalço com 23 pontos, mas hoje sua programação foi sobre um tal jogo Flamengo x Corinthians, que fez o time paulista se afastar da zona de rebaixamento. Isso é notícia para ocupar o centro de toda sua programação esportiva?

Ano passado o Santos venceu a Libertadores e foi a Tóquio disputar o Mundial de Clubes, mas você não abriu o mesmo espaço que na Libertadores de 2012. Aliás, quando o Santos jogou a semifinal do Mundial de Clubes, contra o Kashiwa Reysol, você transmitiu o jogo apenas para São Paulo. Será que este ano você vai restringir apenas para São Paulo algum jogo do Corinthians em Tóquio, Rede Globo de Televisão?

Sei que você não vai mudar. Nem perco tempo esperando. Mas escrevo para dizer que já ensaio um riso de satisfação, porque seus dias de poder estão contados.

O mundo está mudando e em pouco tempo não haverá espaço para instituições como você. A irreversível diversificação das fontes de informação impedirá que o país inteiro compre suas escolhas. Aproveite para dar suas últimas cartadas, senhora Rede Globo de Televisão. Quando chegar o dia da sua queda, hei de dançar e cantar com Geraldo Vandré: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar.”

E ainda será pouco.

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RONALDINHO GAUCHO, INCÓGNITA OU ESPERANÇA?

Quando todos achavam que o nome de Ronaldinho Gaúcho era mera especulação (inclusive eu), o melhor do mundo 2 vezes desembarcou hoje na Cidade do Galo. Ele, inclusive, já treinou entre os novos companheiros.

Um contrato de 6 meses sustenta a negociação e o presidente Alexandre Kalil deixou claro que, dependendo do rendimento do atleta, pode ser renovado em dezembro.

Uma performance excelente significará valorização. E valorização será sinônimo de multiplicação dos valores de hoje e assédio de clubes com bala na agulha.

É um risco que se corre. Ainda assim não critico esse contrato curto, pois considero o histórico recente de Ronaldinho extremamente problemático. Não há condições de cravar que a sua contratação seja sucesso garantido. Argumentos demais pesam contra.

Apesar disso, tem tudo para dar certo, pois se a sua folha corrida fora do campo é alvo de críticas ácidas, ninguém pode questionar a sua capacidade técnica. Em plenas condições físicas, ele faz a diferença sim. E muito.

Quanto aos valores acordados, nada foi detalhado. Kalil declarou estarem no patamar de serem bancados só pelo Atlético. Sinal de que é um salário bem menor do que no Flamengo.

Ronaldinho Gaucho foi apresentado de forma modesta na Cidade do Galo. Sem os festejos, fogos e pagodes de sua apresentação no Rio de Janeiro.

Foi um cerimônia sóbria que demonstrou foco no trabalho, sem estrelismos inúteis. Ótimo assim.

Eu era contra esta contratação por tudo que Ronaldinho Gaucho representa de descompromisso com o clube. Mas, como atleticano, resta-me torcer a favor. Se é apenas uma incógnita ou uma grande esperança, só saberemos mais à frente. Já passamos por isso muitas vezes, estamos calejados.

E se o cara acerta o pé por aqui e eleva o nome do Clube Atlético Mineiro? Se isso acontecer, Kalil terá dado o pulo do gato… ou do Galo!

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Assista entrevista de RG à TV Galo:

VOCÊ CONCORDA OU “DISCONCORDA” DE TUDO?

Começou mais um brasileirão de futebol.

Começou mais um torneio Rio/São Paulo de futebol dentro de um campeonato do “faz de conta ser” do Brasil inteiro.

Sou torcedor consumidor, não sou otário, e você?

Começou mais um ataque frontal aos nossos sentidos de homem normal, ou seja, de torcedor apaixonado.

Seja no estádio, pagando ingresso ou na sala de nossa casa, pagando para ver mais um festival de manipulação das regras do jogo de causar inveja ao Carlinhos Cachoeira.

Como pode, na cabeça da “pule”, dar os mesmos “números” durante vários sorteios seguidos? No campeonato deles dá sempre os mesmos. Não tem CPI para investigar este jogo de azar, disfarçado de campeonato de futebol?

Vejamos:

No jogo entre Sport x Flamer, um ataque do Sport, com grande chance de gol, o bandeirinha marcou impedimento, na maior das convicções “wrightianas” e prontamente legitimado pelos wrigthtinianos loucutores. O atacante do Sport não estava impedido.

Mas, subjetivamente, estava impedido.

Uai, as regras não são claras, Arnaldo?

No jogo do CAM X Ponte Preta, aos trinta minutos do primeiro tempo, em um ataque com claras chances de gol, o bandeirinha marcou impedimento, na maior das convicções wrightianas e prontamente legitimado pelos wrigthtinianos loucutores. O atacante do Galo não estava impedido.

Mas, subjetivamente, estava impedido.

Uai, as regras não são claras, Arnaldo?

Percebam que é a mesma jogada, a mesma ordem, o mesmo “herro umano” de jogo em jogo.

Nas resenhas esportivas, dão conotação para as jogadas acidentais, jogadas ocasionais, fazendo delas o boi de piranha.

No caso do CAM X Ponte Preta, um lance acidental ganhou destaque para esconder o  impedimento que quase surtiu efeito, seria ordem para o Galo não pontuar? Não fosse o gol do Escudero, aos 45 do segundo tempo, o “herro” no impedimento de uma jogada legítima faria o resultado desejado por eles.

Serão 38 rodadas que, sutilmente, os “herros umanos” manipularão os resultados dos jogos para beneficiar os de sempre.

Seria como dar as seis dezenas na Mega Sena desde 2003 até 2012.

O jogo é sim, de cartas marcadas, é jogo roubado sim, senhor!

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O NECESSÁRIO RESGATE DE UMA HISTÓRIA DE GLÓRIAS.

Esta é a mais nova seção do Lances&Nuances, honradamente inaugurada por José Gama Jr., advogado militante na área empresarial com atuação em todo o Brasil e residente em Belo Horizonte.

Bendita a internet que deu asas à imaginação de blogueiros, bendito o twitter que permite que tantos falem tanto em tão pouco espaço, e que mesmo assim sejam ouvidos por muitos. Enfim, bendita a tecnologia que permite que hoje você esteja lendo este texto, e permite que não fiquemos todos à mercê de poucos que se julgam donos do direito de informar e que lutam, ainda, por um pretenso monopólio das informações e das opiniões. Como se as opiniões pudessem ser aprisionadas e direcionadas.

Enfim, digo isso porque nunca dantes li tantos textos de tão boa qualidade sobre o momento do Galo, e a grande maioria desses textos não é da chamada grande mídia. São blogueiros, são atleticanos apaixonados.  São pessoas normais, que vivem, amam, torcem e sentem. E emitem suas opiniões.

Nada contra, e demonstro aqui todo o meu respeito a todos os jornalistas que honram suas profissões, que são independentes e que ousam perguntar, informar, emitir opiniões sem ter preocupações em agradar ou desagradar alguém.  Mas sinto que no atual momento do Galo, o papel  cumprido pelos blogueiros e por todos esses “desconhecidos” que assinam seus textos e publicam na internet, dando a cara para muitas vezes tomar muita porrada, é muito mais nobre do que grande parte da imprensa esportiva mineira. Imprensa esta que em sua maioria não ousa criticar os atuais mandatários, que não põe o dedo na ferida, que parece crer que o “sobrenatural” é o culpado pela atual situação do Galo. E que tenta de todo modo fazer com que o atleticano acredite nesse “sobrenatural”.

Exceções existem, claro, e não posso cometer a injustiça de não ressalvar alguns jornalistas abnegados que, muitas vezes até usando a própria internet (já que alijados da grande mídia), ainda honram seus diplomas e enfrentam os poderosos dirigentes, informando e emitindo suas opiniões com isenção e destemor.

A controvérsia causada por recentes textos que afirmam que o Galo já não é mais um time grande, é salutar. E necessária. E foi bom que foi feita por jornalistas do chamado “eixo RJ-SP”. Até porque raramente veríamos algo parecido ser feito pela imprensa daqui.

Acompanhando o Galo de bem perto desde 1980 (quando também se deu o início de um sem-número de erros de arbitragem, propositais ou não, que nos custaram vários títulos), sinto no ar um certo desânimo por parte do torcedor do Atlético. Um ar de que realmente nos apequenamos, de que não somos mais o melhor time das Minas Gerais e nem um dos melhores e maiores do Brasil e do mundo.

Se é certo que nessa década a sucessão de trapalhadas de administrações que primam pela incompetência nos fazem hoje comemorar permanência na primeira divisão (mesma Série A da qual o Galo foi líder do ranking elaborado pela CBF durante tantos anos), muito mais certo é que nossa história, nem tão longínqua assim, ainda é de glórias. E tais glórias não podem ser apagadas. Não podem ser esquecidas.

Se nosso próprio presidente vem a público (na sua última entrevista ao programa Bastidores, Rádio Itatiaia) dizer que a última vez que o Galo teve time foi em 1980,  _ quando, por coincidência, o seu digníssimo pai era o Presidente _ certo é que a história do Galo merece ser resgatada. O que dizer então das participações do Galo nos brasileirões de 83, 85, 86, 87, 90, 91, 94, 97, 99, 2001? Isso para não aprofundar muito a pesquisa e para não falar de outras competições.

Para que os atleticanos de hoje olhem para seu clube e vejam a dimensão que essa nação alvinegra tem no mundo todo, a história do Galo precisa ser contada (aos mais novos recomendo o livro do Ricardo Galupo, Raça e Amor, dentre tantas outras publicações sobre o Galo). E bem contada. Um clube centenário não vive só de presente. Vive de passado, de presente e principalmente de futuro.

Não, não somos pequenos. Sim, ainda somos uma das maiores forças do futebol nacional. E mundial.

Se recentemente não vieram títulos de expressão, é bom lembrar que o próprio Santos também amargou mais de quarenta anos sem títulos expressivos. Alguém ousou, por isso, chamar o Santos (outrora de Pelé e cia) de time pequeno? E o que dizer do nosso rival, que foi o último dos grandes times (os chamados times do extinto clube dos 13) a ganhar um brasileirão (não me venham com essa de Taça Brasil, por favor)? Ou do Palmeiras, que assim como o Corinthians, também amargou décadas na fila sem ganhar nem um simples título paulista? Eram clubes pequenos nessa época? Lógico que não.

Não, não somos pequenos. Sim, temos sofrido com administrações pequenas. Administrações tacanhas, que acham que inventaram o Clube Atlético Mineiro, que desprezam a história do Galo, que são indignas de nossa grandeza, que não representam nosso amor ao Galo. Amor esse que não tem medidas.

Aos profissionais historiadores e atleticanos, fica a missão: vamos mostrar aos atleticanos mais jovens o quão grande é e sempre foi (e sempre será) o nosso Galo.

Aos dirigentes, atuais e futuros, fica o pedido: respeitem a grandeza do Clube Atlético Mineiro!

José Gama Jr.

Nota do blogueiro: Para os que se interessarem em escrever nesta seção, enviem seus textos para o email roberto.cfilho@globo.com , que serão analisados com toda atenção que merecem.

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MILAGRES ACONTECEM! REZEMOS POR ELES.

É incrível como um gol a favor pode fazer tanto mal ao Atlético!

A equipe, surpreendemente, vinha jogando bem. Até o momento em que aconteceu o gol de Daniel Carvalho.

Foi como se as luzes se apagassem na Arena do Jacaré.

O toque de bola, que vinha se constituindo na principal virtude, desapareceu. A saída da defesa para o ataque, que antes era feita de forma tranquila, se transformou em chutões desesperados.

E a cada chutão, mais uma posse de bola do Flamengo.

Desse jeito, não há Cristo que resista. E foi o que aconteceu. Ronaldinho Gaúcho, anulado em campo pela boa marcação do Atlético, reapareceu e empatou a partida.

Novamente ressuscitado pelo mesmo time que o presenteara com um balão de oxigênio no primeiro turno.

Só depois que sofreu o empate, é que o Galo conseguiu igualar o jogo, embora, desta vez, correndo riscos que no primeiro tempo não correra.

Tanto que Renan Ribeiro, repetidamente criticado neste espaço, foi forçado a fazer defesas difíceis _ uma delas, dificílima _ e foi o responsável direto por evitar uma derrota catastrófica.

Fazia tempo que defesas deste naipe estavam esquecidas no repertório do jovem goleiro.

Como tramas envolventes e conclusões acertadas estão esquecidas no nosso ataque!

O Atlético hoje tem mais compactação no meio de campo, uma marcação mais acirrada em todos os setores de campo, mas não machuca o adversário em sua área. O nosso ataque é baseado nas poucas improvisações de jogadores extremamente limitados tecnicamente.

E quem irá me dizer que um atleta apenas razoável improvisa _ ou cria _ bem?

Ontem, o Galo poderia ter saído de campo com uma vitória, não fosse o congelante medo de vencer.

A auto estima dos jogadores anda tão em baixa, que eles não se sentem seguros e nem confortáveis com um placar favorável, por mais absurda que essa tese possa parecer.

E acho que, nesta altura do campeonato, nem um psicólogo do nível de Freud poderia alterar tal comportamento.

E olha que estávamos jogando em nossos domínios, com a torcida a favor. A tendência natural seria agredir ainda mais, ir em busca do segundo gol, pois o Flamengo estava mal em campo.

Vendo o que aconteceu, dá para imaginar a agonia de se manter um placar positivo em campos inimigos!

Enfim, a saga continua. O doloroso sofrimento da nação atleticana é fruto de decepções semanais, como uma tortura medieval lenta e sádica.

A verdade é que estamos numa nau sem rumo e sem vela, sem um comando de pulso e ao sabor do vento. Sem perspectivas de curto prazo. Então, só nos resta pensar que…

Milagres acontecem. Rezemos por eles!

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LÁ VAMOS NÓS PARA MAIS UMA BATALHA!

Sabendo que depois do jogo contra o Flamengo, o Galo enfrentará o Internacional em Porto Alegre, fica claro que a partida contra o time dos urubus cariocas é vital para as nossas pretensões.

Se alguma pretensão ainda existe.

Se, por desgraça, perdermos esses próximos 6 pontos, afundaremos de vez na zona do rebaixamento e de lá só sairemos por obra e graça de Nosso Senhor Jesus Cristo… se Ele deixar de lado assuntos muito mais importantes para nos ajudar.

Contudo, se o Galo vencer o Flamengo, parte com a auto-estima renovada para a batalha contra os gaúchos.

Infelizmente, Neto Berola está fora do embate. É o único jogador do elenco com características formatadas para o contra-ataque veloz. Sem ele, perdemos este trunfo.

Réver ainda é dúvida. Caso não jogue, o indefectível e eterno Werley tomará seu lugar.

Magno Alves e André retomaram condições de jogo, enquanto Guilherme e Marquinhos Cambalhota não treinaram hoje por causa de dores musculares.

Guilherme, certamente, por ter corrido uma barbaridade (?) contra o Atlético-GO!?!

Desta forma, o provável Atlético desta quarta-feira será:

Renan Ribeiro, Serginho (Mancini), Réver (Werley), Leonardo Silva e Triguinho; Pierre, Filippe Soutto, Richarlyson (Renan Oliveira) e Daniel Carvalho; Magno Alves e André.

Renan Oliveira está recuperado e como se dá muito bem contra o Flamengo, está relacionado.

Muitas dúvidas em muitos setores. Mas, ultimamente, não temos que nos preocupar com isso. Seja qual for a equipe escalada, o filme não muda: nunca é comédia. Sempre é um dramalhão digno de Ingmar Bergman!

De todo modo, espero que o time se supere e vença nem que seja de meio a zero, para afastar-se cada vez mais do apavorante polígono da humilhação explícita.

Vamos pra cima deles, Galo!

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ATLÉTICO 4 X 1 FLAMENGO. EXPLODE, CORAÇÃO!

Uma vitória maiúscula de um time solidário em todos momentos do jogo.

Uma vitória para aquecer e explodir os nossos corações alvinegros!

Vencemos com raça, com amor, com sangue no olho e com o coração na ponta da chuteira.

Dorival Junior conseguiu penetrar na alma dos jogadores e retirar de cada um a essência mais profunda do que significa vestir esta camisa adorada.

E eles se doaram em campo de uma maneira que ainda não tinha sido vista neste campeonato.

A raça que demonstraram desde o primeiro minuto, além da incrível vontade de vencer, também miravam um alvo na beirada do campo. Uma figura patética, um personagem de filmes de terror.

Exatamente como eu havia dito na prévia do confronto, no post anterior:

“Nada no universo energiza mais um atleta do que se ver frente a frente, numa partida de futebol, com o causador principal de suas amarguras.”

Pois bem. O Galo meteu 4 gols como poderia ter metido 6 ou 7 no time desse moleque irresponsável, o incompetente que nos colocou numa situação constrangedora na tabela de classificação.

E, enquanto a equipe de Dorival Junior jogava coletivamente, ocupando espaços e se deslocando com rapidez, o Flamengo atuava como o Atlético de sua triste época: tímido, abatido  e totalmente exposto a turbulências.

Apesar de um início meio claudicante, o Galo jogou muito nesta noite.

Leandro, por exemplo, fez a sua melhor partida pelo alvinegro mineiro e Renan Ribeiro pôde assegurar ao pseudo-treinador do Flamengo que ele perdeu uma gigantesca oportunidade de promover um gigantesco goleiro.

E se o tivesse valorizado naquele tempo, certamente não teríamos deixado escapar tantos pontos de forma imbecil.

A bola que o nosso jovem goleiro defendeu numa cabeçada de Val Baiano foi vital. Se aquela bola entrasse, o jogo se tornaria dramático, não duvidem.

Compactação e velocidade nos contra-ataques. Há tempos eu não via o time se utilizar desses dois fatores fundamentais. Pois hoje eu vi!

Entretanto, os primeiros vinte minutos do segundo tempo encontraram um Atlético acuado na defesa, sem saída para os contra-golpes e errando seguidos passes em áreas perigosas do campo.

Havia necessidade de um jogador que amaciasse a bola, organizasse o jogo e municiasse os atacantes. Com esse intuito, Dorival Junior lançou mão de Ricardinho, o atleta ideal para esse tipo de jogo.

E a bola ficou redonda novamente! Poucos minutos depois, Tardelli, que na minha visão ainda não é craque, fez um gol que foi uma verdadeira obra de arte. Um gol não de craque, mas de cracaço!

E a nossa alegria, dois minutos depois, virou pura loucura, quando Renan Oliveira invadiu a área como um bólido, dividiu com o goleiro e guardou a criança nos fundos das redes.

O mesmo Renan Oliveira que me causou uma renantite aguda durante tanto tempo. O mesmo jogador para o qual eu reservava as críticas mais ácidas. E não me arrependo, ele as merecia.

Mas o garoto voltou da Bahia movido a acarajé apimentado, com outra atitude dentro das quatro linhas. Hoje ele corre, marca, lança, divide e encara o jogo como uma coisa séria. Seja muito bem vindo de volta, Renan. Assim dá gosto vê-lo!

Além dos dois gols, ele ainda foi o autor da jogada do primeiro. Objetivamente falando, Renan Oliveira foi o nome do jogo, não há que se discutir.

Apesar de Réver, Zé Luis e Werley terem sido verdadeiros monstros no gramado e Tardelli ter jogado uma partida impecável, se deslocando em todas as partes do campo.

Obina, por mais respeito que tenha demonstrado ao Flamengo na não comemoração do gol, correu como se o rubro-negro fosse objeto de todo o seu ódio. Hoje o nosso bom baiano atuou com a faca nos dentes.

Destaco também Rafael Cruz, Serginho e Diego Souza da forma mais positiva possível, pois deram um sangue danado em busca da vitória e foram muito importantes na obtenção deste fantástico resultado.

E quero exaltar o acerto das substituições de Dorival Junior, embora Mendez tenha entrado mal. Mas tenho muita fé neste jogador. Quem viver, verá.

Enfim, para encerrar, foi um castigo merecido para quem ludibriou milhões de atleticanos apaixonados.

Mas o castigo desta vez veio montado na Ferrari mais veloz. Não vermelha, mas preta e branca, da cor exata do que pulsa orgulhosamente em nosso peito!

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FLAMENGO 0 X 0 ATLÉTICO.

Rever foi perfeito do princípio ao fim e descobrimos que, finalmente, temos um excelente goleiro.

Tanto Réver quanto Fábio Costa consertaram o que tinham de consertar.

Se antes as bolas difíceis de defender entravam, hoje não entram mais.

Se antes aquelas bolas sobravam para os atacantes adversários, hoje sobram para Réver, absoluto no meio da zaga.

Eron deu mais sangue que todos os renomados homens “biônicos” de 6 milhões de dólares. O menino tem personalidade e num determinado momento, abriu os braços reclamando da passividade do time.

Gostei de sua bravura, de sua braveza e de sua personalidade. Tem futuro.

Só não gostei de sua substituição, mas entendo que pode ter sido por cansaço. Afinal, o ritmo do junior é mais maneiro que o profissional.

Lima saiu de campo contundido na cabeça e Cáceres entrou lento e sem encontrar o seu posicionamento. Mas melhorou muito no segundo tempo.

Jataí continua não decepcionando e permanece rápido no combate. O seu jogo é de um Zé Luis mais novo.

Serginho tem de melhorar muito em relação ao Serginho de tempos atrás.

Ricardinho se esforça e temos de reconhecer que, com mais de 30 anos, corre mais que muitos novinhos. Pelo menos não foge da responsabilidade, ao contrário de muitos.

Diego Souza está assistindo aos jogos em cadeira vip. Fez duas jogadas importantes no jogo todo. Convenhamos, é muito pouco para quem foi recebido com tanta festa e tanta esperança.

No meu entender, deveria ter sido substituído por Berola ainda no primeiro tempo, coisa que não aconteceu nem na segunda etapa, inexplicavelmente.

Tardelli foi um dos piores em campo, como também o foi em outras partidas. Não sei o que se passa com o artilheiro de 2009. Parece que se deu, à revelia de todo mundo,  um período de férias.

Tardelli não divide, não dá combate quando perde a bola (o que é constante), não contribui com a equipe em nenhum momento. E ainda é capitão! Piada sem graça!

O gol que perdeu, cara a cara com o goleiro do Flamengo, poderia ter trazido 3 pontos para a nossa sacolinha. Mas não trouxe, porque errou bizonhamente.

Enfim, o Galo jogou mal no primeiro tempo. Errava muitos passes e não conseguia concatenar jogadas de ataque, apesar de as melhores chances terem sido nesta etapa.

Esperava o Flamengo em seu campo e só não foi vazado porque o time carioca é, neste ano, muito limitado.

Os espaços no meio de campo continuam sendo o nosso maior problema.

No segundo tempo, melhorou. Mendez entrou e passou a combater com muita vontade, além de se projetar para o ataque. Esse cara ainda vai nos dar muitas alegrias, anotem o que falo.

O Galo se acertou um pouco mais.  Adiantou a marcação, pressionou o Flamengo, dominou as ações no meio de campo e só não ganhou o jogo por conta da falta de pontaria de nossos jogadores.

Aliás, as melhores oportunidades de gol foram de jogadores de meio de campo e não dos atacantes.

Gostei dessa alternativa. Algo novo no esquema do Luxemburgo. Os volantes se adiantam em trocas rápidas de passes e pegam de surpresa a defesa adversária.

Tanto que Jataí e Serginho, em momentos diferentes, estiveram na cara do goleiro flamenguista.

No meu ponto de vista, não há que se desesperar. As vitórias estão difíceis de acontecer, é verdade. Mas virão, tenham a certeza disso.

Apesar das burrices e das invenções!

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AGORA ALGUÉM DUVIDA QUE OBINA É MELHOR QUE ETO’O?

Pelo twitter, Kalil comunicou à massa que Obina vem aí para reforçar o Galo.

Investimento do Galo: Zero.

Escorado por um grupo de investidores que decidiram apostar no jovem centroavante, Kalil fechou o negócio em torno de R$ 1,7 milhão por 50% de seus direitos. O Galo terá uma participação (não divulgado o percentual) em caso de venda futura.

Certamente muitos atleticanos não gostaram desta contratação e têm todo direito de não gostar. Afinal, Obina sempre foi uma personagem folclórica no Flamengo e custou a se firmar entre os 13 ou 14 titulares do time.

Foi emprestado, ano passado, ao Palmeiras, quando lá se encontrava Luxemburgo. E, nos jogos que assisti, ele foi muito bem, inclusive marcando gols decisivos.  Até que se meteu a  trocar socos com o zagueiro Maurício e foi dispensado.

Eu não comungo com os que não gostaram da contratação. Na minha opinião, Obina tem muito a crescer ainda como centroavante, mas é um nome excelente para a equipe.

É novo ainda (27 anos) e tem um faro de gol respeitável. Pode render muito com Tardelli ao seu lado, dentro de campo, e, principalmente, com Luxemburgo fora dele.

Aliás, Obina foi uma indicação do próprio Luxemburgo. Os dois se deram muito bem no Palmeiras.

O novo atacante do Galo vem cercado de desconfianças por grande parte da torcida, mas Tardelli também veio assim, embora não neste nível.

Se formos fuçar mais profundamente no baú do futebol, Dadá Maravilha também aportou por aqui de uma maneira muito pior. Outro exemplo, desta vez mais recente, é Jonilson, em quem ninguém acreditava (inclusive eu) e acabou tostando a nossa língua.

Tanto quanto o grupo de investidores (mas sem meter a mão no bolso a não ser para comprar ingressos para vê-lo), eu também aposto todas as minhas fichas no folclórico baiano para voltarmos a jogar com um centroavante rompedor na área.

O Galo sempre jogou assim e fez de muitos centroavantes jogadores de seleção brasileira. Querem um exemplo? Guilherme, que era terceiro reserva no Vasco e aqui ele arrebentou a boca do balão. E acabou convocado, lembram-se?

Obina só é folclórico porque é sincero, simples e humilde. Diz o que pensa sem antever maldade nas pessoas. E acaba pagando um preço por isso. Da minha parte, eu adoro gente assim. São pessoas que olham direto nos seus olhos e dizem as coisas na bucha, sem enrolações. Sem querer transformar um delicioso arroz com ovo mole em risoto de prole de galinha à la Paris.

Dentro de uns 4 meses, Obina terá um concorrente sério a enfrentar: Reinaldo, que está se recuperando de lesão na Cidade do Galo. Este é um senhor centroavante, tenham a certeza disso. Para mim, muito melhor que Kleber Pereira, que muitos queriam por aqui, apesar de ganhar 220 mil/mês com 34 anos de idade.

Eu torço muito para que Obina se consagre com o sagrado manto do Atlético.  Quanto mais gols fizer, melhor para nós.

Parabéns, presidente Kalil, por esta contratação. Não temos de sair em busca de medalhões e nem de nego que já está com o burro na sombra em termos financeiros.

Nosso negócio é fazer um time forte dentro de campo e muito mais forte ainda na mente e no coração. Queremos jogadores que não gostem de perder nem jogo de porrinha. São estes os que viram ídolos da nação alvinegra.

Então, a partir de hoje, para mim, Obina é melhor do que Eto’o sim. E tenho dito.

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