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MAIS UMA VITÓRIA DO PÉ NO CHÃO SOBRE O DESESPERO.

Figueirense e Atlético iniciaram a partida visivelmente nervosos, mas faziam bom combate no meio de campo, mesmo com muitos chutes para o alto. Quando a bola sobrava, partiam em velocidade para o ataque. Lá e cá. Na verdade, mais lá do que cá. É que, apesar do nervosismo, quando colocava a bola no chão o Atlético tocava melhor. E era superior nas triangulações, tinha velocidade.

Mas o gol atleticano só saiu perto do fim do primeiro tempo, em uma jogada de escanteio, com cabeçada do zagueiro Werley. E foi só. E foi pouco.

Porque o Figueirense não se abalou. Continuou fazendo o mesmo jogo seguro no meio de campo e soube jogar no erro do Atlético. O time catarinense não chama atenção por um futebol vistoso, mas é bem montado. Os jogadores se entendem em campo. Talvez por isso não se afobaram quando tomaram o gol. Talvez por isso não perdem uma partida há 13 rodadas, sendo que ganharam as 6 últimas.

O gol do alvinegro catarinense surgiu de uma falha do goleiro Renan Ribeiro, que errou feio mas não errou sozinho, já que o sistema defensivo atleticano ficou escancarado em um lance de muita velocidade de 3 atacantes contra 5 defensores além do goleiro. Um erro para derrubar qualquer um, certo? Errado. Quando sofreu o gol, o Figueirense soube se recompor. Mas o Galo teve 43 minutos para fazer o mesmo e não conseguiu. Há várias partidas, esse abatimento não acontecia de forma tão aguda.

Na verdade, Cuca não esperou para ver como o time reagiria. A primeira substituição veio imediatamente após o gol, a exemplo do que tinha feito no jogo anterior, contra o Grêmio, quando sacou Carlos César e colocou Serginho.

Hoje, porém, a história não se repetiu. E o Galo, que se desbaratinou ao sofrer o empate, parece ter perdido o restante de suas forças quando Daniel Carvalho deixou o campo. Até o final do jogo, outras duas substituições não trouxeram maior ânimo. O Figueirense tinha constrangedores 65% de posse de bola, a maior parte do tempo forçando o segundo gol. O Atlético se defendia como podia, já sabendo que o empate era lucro.

E os atleticanos espalhados pelo mundo torciam para que o ditado “água mole em pedra dura tanto bate até que fura” fosse mudado para “tanto bate até que o tempo acaba.” Não funcionou.

Aos 42 minutos da etapa final, o Figueirense fechou a conta e passou a régua. Dali não sairia mais nada, a não ser a lamentação de um time que teve o jogo nas mãos, porém não soube superar sua própria falha para seguir na luta.

Quanto à Massa atleticana, ela não pode ser tão bipolar assim. Na semana passada não estávamos no céu. Hoje não estamos no inferno. Temos que fazer o que o time do CAM não conseguiu hoje em campo: reagir ao golpe e partir com confiança e equilíbrio para o restante da peleja.

Equilíbrio é o caminho, como vem provando o outrora tão desacreditado Figueirense.

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