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VOLTARAM A TREMER DIANTE DO GALO.

Ok, o juiz não marcou um penalti escandaloso em Ronaldinho Gaucho _ que certamente a favor do Fluminense marcaria _  irritou os jogadores do Galo com faltas invertidas ou inexistentes, fez vista grossa para infrações perto da área e assinalou as do meio de campo. Além disso, atrasou a dinâmica de jogo ao pará-lo por quaisquer motivos, todos eles insignificantes.

Ok, esse juiz sabe, como poucos, enrolar uma partida e prejudicar um time de forma sutil e dissimulada. No Brasil, ele é o melhor especialista nesse tipo nefasto de “arbitragem”.

Entretanto, embora eu reconheça que o Galo foi prejudicado, não foi por isso que deu adeus ao título. O que nos custou a perda de dois pontos preciosos foi que ontem a coisa não engrenou. Simples assim. Desde o início, a equipe se mostrou afobada e sem raciocinar em campo. FALTOU CALMA!

Tínhamos 90 minutos para resolver a partida e, no entanto, desperdiçamos tramas de ataque ou de distribuição de jogo devido a um inexplicável nervosismo que tomou conta dos jogadores. Até Ronaldinho Gaucho estava pilhado.

Na minha visão, ou os atletas levaram para dentro de campo os 9 pontos de diferença que o Fluminense impôs ao derrotar o Coritiba ou os imbróglios decorrentes da saída tumultuada de Ronaldinho Gaúcho do Lixão Putrefato  da Gávea criaram excessivamente um sentimento de revide. Inoportuno, aliás, pois cabeça fria seria a melhor das armas em uma partida tensa.

O fato é que ambas as situações pressionaram negativamente. E o Flamengo se aproveitou disso. Parecendo temeroso de sair daqui com uma goleada no lombo _ e talvez por isso mesmo _ ensebou o jogo, teatralizou, enrolou o mais que pôde sob as vistas complacentes de Sandro Meira Ricchi.

E o Galo não soube superar a manha carioca, acostumada a contar com as benesses de arbitragem e CBF desde a era do homo sapiens, há 150 mil anos.

O título de 2012 está mais distante agora, esta que é a verdade. Mas a Libertadores está a um passo. Com 3 pontos a mais, ela estará matematicamente assegurada. E ainda faltam 15 pontos a serem disputados.

Se em 2013 Kalil mantiver a base deste timaço e reforçá-lo pontualmente com grandes jogadores (e grandes jogadores não são necessariamente grandes nomes!), o Clube Atlético Mineiro continuará orgulhando a sua fidelíssima torcida, como o fez este ano.

Se tem algum atleticano que ainda acredita no título, ótimo. Tomara que os deuses do futebol ouçam-no e armem uma brincadeira sádica para cima do Fluminense.

Eu não acredito mais. A diferença de 8 pontos é grande demais para ser tirada em 5 rodadas. Todavia, estou muito orgulhoso da campanha do Galo. Voltamos à prateleira de cima atuando bem e vencendo dentro de campo, sem ajuda de ninguém. E os adversários, ao nos enfrentar, voltaram a borrar as calças do mesmo jeito que borravam antes.

No campeonato mais sujo da história do futebol brasileiro, o GALO mais bravo e mais esporrento do mundo lutou até o fim. Fibra e honradez nos nortearam, ao contrário de um certo tricolor.

E NINGUÉM VAI NOS SEGURAR EM 2013, TENHAM A CERTEZA.

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QUEM NÃO DEVE…

Ao se manifestar de forma espetacular contra as escandalosas ajudas do apito em quase TODOS os jogos do Fluminense, nem a própria torcida atleticana esperava que fosse incomodar (ou assustar) tanta gente.

A exposição do mosaico com o nome CBF nas cores do tricolor carioca, os narizes de palhaço e os inúmeros cartazes criticando pacificamente STJD e a instituição carioca CBF, atingiram o ponto nevrálgico dos que se beneficiam de uma gigantesca sequência de erros.

Primeiramente, o presidente do Fluminense correu para os microfones na tentativa de transformar tanta ajuda em simples coincidência. “O Fluminense não precisa de ajuda de juiz”, disse ele.

Claro que não precisa… mais. Toda ajuda de que precisava já recebeu no decorrer de 32 rodadas. Para as 6 restantes, talvez não necessite mesmo, pois a nojenta atuação da arbitragem armou o circo tão solidamente que foi capaz de projetá-lo 6 pontos à frente do 2º colocado, sem que para isso fosse necessário atuar bem uma mísera partida sequer.

Foi tão escrachado o auxílio que receberam que, aos nossos olhos, bastava entrar em campo e esperar o juiz aprontar algo que lhes desse a vitória de bandeja. E poucas vezes, isso não ocorreu… essa é que é a verdade.

De repente, dando-se conta que tal sujeira não passou despercebida, se movimentaram todos (jogadores, comentaristas cariocas, jornalistas tendenciosos, etc.) para desmentirem tudo. Nestas horas, tudo vira teoria da conspiração imaginada por meros torcedores. Fácil saída, justificativa manjada.

Até o diretor de competições, senhor Virgílio Elísio (o qual eu nunca tinha visto mais gordo), saiu de sua reclusão nos gabinetes refrigerados da desmoralizada CBF para fazer a seguinte declaração: se o Fluminense conquistar o título, será com méritos!

Em outras palavras, a CBF rapidinho apressou-se em se defender. E, através de seu diretor, tenta confundir as mentes ao maquiar as aberrações acontecidas como se fossem ocorrências naturais do futebol. Maquiavel entende disso muito bem. A massa de manobra foi sempre o conjunto manipulável da população que os ditadores mais exploraram. E a CBF é grão-mestre na especialidade. Neste caso, com um indisfarçável sorrisinho cínico no canto da boca.

Assistam:

Enfim, a manifestação da torcida atleticana teve uma repercussão tão devastadora, que espantou e expulsou as marmotas de suas tocas, cada uma planejando as mais criativas artimanhas para negar as acusações de favorecimento.

E eu pergunto: Porque, assim do nada, tanta gente surgiu tentando provar que está tudo bem?

Diz um velho e surrado ditado: quem não deve, não teme. E o que posso deduzir é que tem gente receosa no circuito. Desconfio que uma semente foi plantada. Acredito que algum nervo exposto, dolorosamente sensível, foi atingido de tal forma que uma tonelada de pregos está sendo cortada por minuto.

E talvez, no futuro, um simples purgante não resolva, quando os subterrâneos do futebol brasileiro forem devassados.

(Agradeço ao Mike Palhano, twitter @CAMGaloForte, site http://www.galoforte.net/ por ter possibilitado a publicação deste vídeo.)

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INDEPENDÊNCIA OU MORTE

Por José Gama Jr., advogado.

No momento em que o Campeonato Brasileiro de 2012 chega a sua reta final surgem personagens que não são atores principais do futebol e nem entram em campo, mas que querem roubar a cena e desfrutar de minutos de fama. É pena termos que tratar desses personagens quando poderíamos falar de gols, de lances geniais como os que Ronaldinho Gaúcho e outros jogadores de primeira linha vem brindando os torcedores.

Se o Brasil vive hoje um momento histórico dos mais importantes, pois é a primeira vez que o peso da Justiça se faz presente sobre altas autoridades, políticos e pessoas até então inatacáveis, no futebol o que se vê é que a Justiça Desportiva não acompanha esse momento histórico, com um movimento inverso, em uma atitude retrógrada e preocupante.

O STJD, por sua procuradoria, decidiu indiciar o Clube Atlético Mineiro pelo que considera como “incidentes “ ocorridos no Estádio Raimundo Sampaio (o nosso Independência) no jogo entre Galo e Fluminense. E quais seriam os tais “incidentes”?

A torcida do Galo ter protestado, em alto e bom som, contra a CBF e contra o baixo nível das arbitragens do campeonato. Algumas pessoas portaram narizes de palhaço e um mosaico com as cores do Fluminense e a sigla CBF de forma invertida foram feitos na hora do jogo.

Sem entrar no mérito se há motivos para protestar, e sem analisar um sem número de lances em que o Fluminense foi beneficiado pela arbitragem (vai ver que é uma enorme, uma monstruosa coincidência…) o fato é que a postura do STJD de tentar punir o Galo por esses fatos é autoritária e antidemocrática. Vai na contramão da história.

A Constituição Brasileira de 1988 é suficientemente clara ao garantir aos cidadãos direitos de livre associação e também direito de livre expressão. Essa regra, que é uma garantia constitucional e um princípio que deve nortear todo o restante do ordenamento jurídico brasileiro, é superior a qualquer outro dispositivo legal que possa ser invocado para sustentar a fúria do STJD, por sua Procuradoria, contra os protestos ocorridos no Independência.

A redemocratização do Brasil custou caro aos Cidadãos. Pessoas foram mortas, torturadas, muitas foram exiladas, enfim, muita luta foi exigida para que pudéssemos hoje protestar, nos associar, exercer o livre direito de expressão previsto na Constituição.

Desconsiderar esse sagrado e constitucionalmente assegurado direito de livre expressão, Senhor Procurador do STJD, é ofender a memória daqueles que lutaram para que hoje possam existir as instituições, para que hoje possa vigorar a democracia.

Se não podemos mais protestar enquanto torcedores, se nosso Galo será, mais uma vez, prejudicado por intenções duvidosas de um Tribunal que a cada dia perde em credibilidade perante a sociedade, então estamos de volta à ditadura, ao totalitarismo, à censura.

Independência ou morte!

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ENTÃO, TÁ, GALO!

colunarobertolopes2Venhamos e convenhamos, o 2º turno do Brasileirão não foi, até agora, o que sonhávamos. Nosso time perdeu, durante rodadas a fio, a pegada que o caracterizou durante todo o 1º turno. Explicações temos muitas. Nenhuma resolve o problema de que estamos seis pontos atrás do líder e pode ser que não dê mais tempo de alcançá-lo.

Pausa. Daqui a pouco voltamos ao que pode ou não pode ser.

Pense, caro amigo atleticano, o que foi que fez o Galo no jogo contra o Flu?

Jogou muita bola? Ganhou? Virou o jogo? Massacrou? Humilhou? Calou?

O time fez tudo isso sim. Mas, além disso, o Galo conseguiu o que nem o mais otimista dos atleticanos imaginaria: provou, EM UM JOGO APENAS, quem deveria – e ainda deve, mesmo que não aconteça – ser o campeão brasileiro de 2012.

O Galo mostrou para o Brasil inteiro que há um time, neste campeonato, que jogou e joga mais bola do que todos os outros. Fez nove faltas no jogo inteiro. Chutou sete vezes mais a gol, teve quase 10% a mais de posse de bola e, mesmo assim, acertou mais passes, 90%. Teve onze chances reais de gol, contra as apenas duas que o adversário conseguiu converter. Levantou 26 bolas na área, contra 6 do adversário. Colocou três bolas na trave, como havia feito com o Atlético-GO, lanterna, no primeiro turno. Aí você pensa: ah, mas nesse jogo só o outro time contra-atacou. Que nada! Contra-atacamos 8 vezes, contra 3 deles. Mesmo no jogo deles, só dava “nóis”.

Em nenhum outro jogo do campeonato – NENHUM – a diferença de finalizações entre os times foi tão grande, segundo o Globo.com. O Galo reduziu o Flu ao tamanho da série C da qual ele nunca saiu legitimamente.

Aliás, é bom que se diga que os chiliques do técnico, dos jogadores, da diretoria e dos torcedores do Flu, principalmente no pós-jogo, mostram bem como é incômoda a realidade que o Galo lhes jogou na cara. Eles queriam ter vindo aqui e saído dizendo: viram por quê nós somos líderes? Saíram se perguntando: por quê é mesmo que somos líderes?

Não se trata de minimizar a campanha do Fluminense. Eles estão fazendo um ótimo campeonato. Mas, na verdade, isso não muda os fatos:

a) Se não tivéssemos sofrido com erros de arbitragem, teríamos cinco pontos a mais do que temos (veja o http://www.placarreal.com.br);

b) Se o Flu não tivesse tido todos os erros a favor que tiveram, teriam oito pontos a menos do que têm hoje (segundo o mesmo site);

c) O Flu não ganhou de nenhum dos concorrentes diretos, em nenhum dos turnos. Nós ganhamos de ambos, Flu e Grêmio, em pelo menos um dos turnos, e não perdemos no outro. Aliás, não só ganhamos, encantamos;

d) Contra meu pensamento anterior, a CBF e o STJD, que, no fundo, são uma coisa só, acabaram fazendo muita diferença. Eu já escrevi antes que temos que pensar grande, parar de torcer contra o sistema. Continuo acreditando nisso, e mais, continuo acreditando que o foco não era, em todos os casos, prejudicar o Galo, como time, como clube, como instituição. O atraso na inscrição do Ronaldinho, a remarcação do jogo com o urubu fujão, a suspensão do Ronaldinho contra o Inter, são todos casos em que o foco era outro, e entramos de gaiato. Isso não muda o fato de que fomos, sim, prejudicados em todos eles.

Muda alguma coisa? Não. Se merecimento ganhasse jogo, eu nem estaria aqui escrevendo isso. Mas merece ser dito.

Espero, com todas as minhas forças, que o conjunto da obra dos últimos três jogos, coroado pela vitória épica, fantástica, irrepreensível do Galo contra o Flu, motive este time para ir além do que já fez, e retomar o posto que lhe cabe por merecimento. O único lugar que nos cabe é o topo da tabela, na última rodada.

Espero que o Flu tenha entendido que, mesmo que ganhe, este campeonato vai lhe ser entregue com uma mancha, e que vamos todos saber que não foram eles o time que jogou o melhor futebol do campeonato.

Espero que este entendimento coloque, na cabeça dos jogadores do Flu, a pressão e a insegurança de estar levando mais do que merecem (até aqui).

E espero, finalmente, que arbitragem deixe o Flu perder.

Dito isto, eu preciso me render a uma realidade, que até me espanta, em sendo eu um orgulhoso integrante da torcida mais chata do mundo, como diz o Kalil: nos últimos jogos, o time tem acreditado mais do que a torcida. Aposto que só uma minoria acreditava que sairia o segundo gol contra o Sport. Quanto o Santos fez o segundo, minha timeline do Twitter pipocou de gente dizendo que íamos tomar de goleada. Quando o Flu abriu o placar, e depois quando empatou em 2 a 2, aposto que a maioria pensou: já era. Não me incluo em todos os casos, mas em alguns, eu também não fui um poço de otimismo. Reminiscências de um passado recente.  Ainda não caiu a ficha de que estamos torcendo para um time que está vários níveis acima do que nos acostumamos a ver na última década.

Fato é que o time batalhou, se entregou, fez por onde e cavou resultados onde as adversidades eram enormes. Acreditou, enfim, mais do que nós torcedores. Três vezes seguidas. Não é pouco não, só quem sabe do que é capaz faz algo assim.

Na mesma linha, quando o Flu abriu os nove pontos, faltando oito rodadas, a maioria deve ter pensado: já era. Eu confesso, quis pensar assim. É mais cômodo, dá menos trabalho e estresse. Vamos focar na Libertadores, já tá bom demais, não é?

Só que o Galo não deixou, não está deixando. Eu não consigo me desligar da possibilidade de uma arrancada final fulminante.

Então, tá, Galo. Que assim seja. Até o último minuto, se precisar e puder, eu vou acreditar. Se, de tudo, não der, vou virar o ano com a certeza de que dias melhores virão. Já chegaram, até.

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UMA VITÓRIA E TODA UMA ESPERANÇA

Domingo à noite, ainda extasiado por toda aquela emoção que sentimos com a vitória, mandei uma DM para o Roberto pedindo para escrever sobre o feito histórico que acabara de acontecer. Após o OK do comandante, comecei a me planejar. “Vou escrever amanhã, que vou estar de cabeça fria, o calor da vitória terá passado”. Doce ilusão.

Escrevo 24 horas depois do ocorrido e o sentimento é o mesmo: olhos se enchem d’água, a pele arrepia e a tremedeira vem ao lembrar, principalmente, do gol do Leonardo Silva.

A vitória de ontem foi daquelas que os atleticanos vão guardar na memória mesmo se o título não vier. Se puxarmos pelas lembranças, encontraremos alguns jogos que, até hoje, a maioria se lembrará, como a de domingo. Exemplo: Galo 3 x 0 Marias (2004 – Fabri, Rubens Cardoso e Juninho), Galo 3 x 2 Coritiba (após estarmos perdendo por 2 a 0 lá no Couto Pereira, na tenebrosa série especial), Galo 2 x 0 São Paulo (2009, um dia após o Estudiantes day na Libertadores), etc.

Esse Atlético e Fluminense foi um dos melhores jogos que eu vi do Galo em muito tempo. Aliás, esse é um dos melhores Galos que eu vi em muito tempo, dessas escalações que eu terei orgulho de me lembrar por muitos anos (ao contrário de escalações de 2004, 2005, 2008, 2010 e 2011, vivas na memória com grande pesar).

Não sei vocês, mas não tem um dia em que eu não pare para pensar. “Velho, o Ronaldinho Gaúcho tá no Galo”. Isso já virou um bordão em meus pensamentos. Pensar que o cara já foi eleito o melhor do mundo há poucos anos atrás e que aqui no Galo ele está recuperando esse mesmo futebol me faz ter esperança demais. Esperança em dias melhores pra esse time que me fez passar por um bocado de perrengue; esperança em ver essa camisa envergada com orgulho no peito de milhões de atleticanos; esperança em ver o nome Clube Atlético Mineiro no lugar mais alto de onde for. A torcida do Galo nunca desistiu justamente para ter essa esperança que ela vem tendo agora, de que o alvinegro vingador e temido por geral, voltou com sangue nos olhos.

Podem até tentar desanimar dizendo: “Foi só uma vitória”, “A diferença é muito grande ainda”. Amigo, foda-se. Em dias de desespero, envergamos o manto com amor, empurramos o time e o tiramos de um buraco fundo demais. O que a gente vê hoje é uma coisa que não víamos há muito tempo.

Gente compromissada nos representando em campo, independente da preferência por um ou outro jogador. Se fulano gosta mais do Escudero que do Guilherme ou gosta mais do Fillipe Soutto que do Donizete, não interessa. Temos um time que nos dá orgulho, temos um time que nos faz chorar. Só que esse choro, meu irmão, não é aquele de aflição, de emputecimento com jogador que tira o pé em uma dividida.

Esse choro é de orgulho, é de esperança, que nunca deveria ter deixado de existir na vida de qualquer torcedor do Clube Atlético Mineiro.

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MÍSTICA QUE NOS EMBALA E REVIGORA!

Nem um atleticano de índole fria e distante (se é que existe um atleticano assim) seria capaz de não se emocionar com a vitória maravilhosa de ontem.

Pois não foi uma vitória qualquer. De uma só vez, demos uma voadora nos peitos do Fluminense, da CBF, do juiz da partida, da comissão de arbitragem e mais uma penca de tendenciosos imbecis deste país.

Foi, literalmente, uma conquista contra tudo e contra todos. Dentro de campo, na hora da onça beber água, o Fluminense não sabia o que fazer contra o rolo compressor em que se transformou um time de machos, de jogadores de brio, vestidos de preto e branco e dispostos a esfacelar a equipe-símbolo da vergonha em que se transformou o campeonato nacional.

E, por linhas tortas, foi o que aconteceu. Digo linhas tortas porque o Fluminense ainda conseguiu marcar dois gols. À sombra da razão, era para ter sido uma goleada de, no mínimo, uns 6 a 0. Mas eles têm um goleiro que, quando não defende, conta com uma trave amiga.

O juiz fez de tudo para atrapalhar a festa alvinegra. Anulou um gol legal do Ronaldinho, permitiu que Wellington Nem atacasse impedido, fingiu não ver uma agressão do Fred, entre outras artimanhas no meio de campo que não parecem decisivas, mas que enervam qualquer um que tenha sangue nas veias.

Foi um massacre. O Galo não negociou nenhum armistício e não aceitou bandeira branca. Qualquer resultado que não fosse a vitória seria um monumental castigo.

Do lado atleticano, Ronaldinho Gaucho foi o maestro. Mas teve a companhia de monstros como Leandro Donizeti, Bernard e Leonardo Silva. Mas como destacar só esses, sem  enaltecer o Jô, marcador de 2 gols, Marcos Rocha (que precisa treinar mais marcação), Victor, Réver, Júnior César, Pierre e Berola?

Por isso, como um atleticano emocionado e explodindo de orgulho, rendo as minhas homenagens a TODOS os jogadores e ao técnico Cuca. A nação alvinegra está vibrando nas ruas sabendo que briga ainda pelo bi-campeonato. Corações sangrando de amor explícito.

Para encerrar a crônica, divulgo aqui o que o Mike Palhano, nosso amigo que mora nos States, contou no twitter: antes do jogo, convidou alguns garotos cubanos (que brincavam na rua) para assistir à partida em sua casa. Pois qual não foi a sua surpresa ao constatar que os cubanos se encantaram tanto com o Galo que passaram a torcer como se fossem verdadeiros atleticanos. Pulavam e gritavam como se estivessem nas arquibancadas do Independência. Tenho certeza que foi um dia mágico para o Mike, ao curtir a vitória de seu time e, ao mesmo tempo, converter alguns cubanos para o bom caminho.O Galo é contagiante!

Vitória épica que nos reconduz ao caminho do título. Vitória que nos ensina, mais uma vez, a acreditar na mística de uma camisa que nos embala e revigora.

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Assistam aos melhores momentos:

CHEGOU A HORA DA ONÇA BEBER ÁGUA!

Chegou a hora da onça beber água!

No domingo, contra o Fluminense, será estabelecida a diferença entre homens e meninos.

Uma dianteira de 9 pontos faltando só 21 a serem disputados não é uma folga pequena. Pelo contrário, trata-se de algo quase impossível de ser superado.

Ainda mais quando o time a ser alcançado conta com a subserviência descarada de uma CBF desonesta em todas as suas ações. Por consequência, a atuação tendenciosa de uma organização corrupta é transportada para dentro de campo por juízes medrosos e prontos a assoprarem o apito ao menor sinal que ameace as pretensões de seus chefes. Ou mantê-lo silencioso, quando assim mais aprouver.

Mas, para domingo, temos de esquecer tudo isso. Vamos fingir que estamos em um campeonato baseado na correção e na ética e partir para cima do Fluminense como se fosse a última refeição no corredor da morte.

Não há outra opção senão vencer. Perdendo, a diferença vai para 12 pontos e aí, meu amigo, seremos campeões só em 2013.

O empate também não nos serve, porque terá o mesmo resultado prático de uma derrota, mantendo a distância e reduzindo a nossa dianteira em relação aos que chegam, como o São Paulo, por exemplo.

Vencendo, cai para 6 pontos e mesmo assim, ainda teremos de sair derrotando todos os adversários que surgirem à nossa frente, sem tempo de distrações. Só transpirações.

É uma tarefa hercúlea, no limiar do impossível. Coisa de heróis mitológicos ou super-heróis de histórias em quadrinhos.

No entanto, o futebol não é um labirinto de Dédalo ou os 12 trabalhos de Hércules. Futebol é feito de jogadores de carne e osso comandados por mentes que falham nos momentos mais inesperados. E o Fluminense não está a salvo das fraquezas humanas, embora flagrantemente protegido por elas.

Então, por isso mesmo, resta ao Galo lutar com todas as suas forças, até o último minuto da última partida, buscando a realização de um sonho de mais de 40 anos.

E se neste ano não der certo, com o suor de todos disputaremos uma Libertadores com o time muito mais reforçado.

E o sonho permanecerá vivo!

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ATLÉTICO 2 X 2 PONTE PRETA – FRUSTRA, MAS NÃO DESMERECE.

Não quero criticar um técnico que é o maior responsável pela montagem e acerto desse timaço que o Atlético é hoje.

Cuca pinçou contratações acertadíssímas, analisou as características de cada jogador e o lançou exatamente onde produz bem na engrenagem. É o responsável direto pela liderança e pela fluidez com que a equipe joga.

Por isso é que me espantei com a forma como Cuca abriu o time ontem. A entrada de Guilherme no lugar de Serginho foi uma grande sacada, pois a equipe empatava a partida. Ok. Naquele momento, tudo o que se pedia era ousadia e ele ousou no instante certo.

Entretanto, após o segundo gol, era premente uma substituição mais conservadora, que retomasse o poder de combate no meio de campo. Uma boa pedida seria Soutto no lugar de um atacante. Mas não, Cuca seguiu abrindo ainda mais e lançou Berola e Leonardo.

E aí toda a responsabilidade pela proteção à defesa ficou à cargo de um só volante, Leandro Donizeti. Foi quando a Ponte Preta, contando com espaços em profusão e uma sorte rara, empatou o jogo.

Eu não entendi a intenção. Um 2 a 1 contra Ponte Preta ou contra o Fluminense é a mesma coisa neste campeonato tão difícil. Golear a Ponte não traria resultados práticos. Afinal, guardar 3 pontos na sacolinha é o que importa, seja vencendo o Íbis ou ganhando do Barcelona. E se for de meio a zero… vale também.

Enfim, foi um deslize que, à luz da razão, serve como lição e pode até revigorar a concentração do time, se estiverem com a cabeça forte para não se abaterem. E não empana, de modo algum, o excepcional trabalho que Cuca faz. Frustra, mas não desmerece.

O Fluminense também empatou e o Grêmio encostou. Embora tenhamos ganhado apenas 2 pontos dos últimos 6 disputados, ainda somos líderes. E agora temos pela frente uma pedreira chamada Corinthians que, além de poderoso elenco, conta com a subserviência da Comissão de Arbitragem da CBF.

Bem que podíamos estar viajando para São Paulo com uma gordura de 4 pontos para o segundo colocado, mas, se não foi possível, paciência. É seguir em frente com toda garra e com todo apoio do mundo.

Espero que o Galo esteja disposto a afiar as esporas novamente e voltar a vencer. Se isso ocorrer em território paulista, será uma vitória épica!

Eu creio nisso! E você, amigo, acredita? Sua opinião é importante.

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Assistam aos melhores momentos:

O CLÁSSICO, A TORCIDA E O FUTURO.

Não existe clássico em que, no final, as partes concordem: “Foi um jogo ruim, os times jogaram mal”. Atlético e Cruzeiro param Belo Horizonte, mexem com as duas maiores agremiações da cidade, além de uma torcida (do Galo) e um aglomerado de purpurina. E domingo não foi diferente. Mais um jogaço, típico da tradição que ele carrega, que terminou com um empate, péssimo para o melhor time e comemorado como um título pelos acostumados a celebrar o fato de nos tirar pontos. Aliás, eles já podem festejar a Tríplice Coroa esse ano. Uma Superliga de Vôlei e dois empates “heroicos e mortais” quando tudo parecia perdido. A nossa chateação vale mais do que uma goleada para eles. Nem o Bahia comemorou tanto assim o empate no Independência.

A mediocridade do lado de lá foi provada mais uma vez nesse clássico. Dois times que estavam jogando futebol (feio, mas futebol) e, quando a torcida viu que o cerco estava fechando, apelaram e começaram a jogar coisas no gramado. O que, inclusive, deve prejudicá-los bastante para a sequência do Brasileiro. É bem provável que veremos o time do Roth jogando algumas partidas no Sapatão, em Uberlândia, ou no raio que os parta, não interessa. Quem gosta de falar do rival são eles. Vamos focar no Galo. O time arrumado que estamos acostumados a ver, mas um pouco diferente do habitual, com Bernard, a princípio, centralizado, e o Ronaldinho na esquerda, talvez querendo aproveitar o lado direito desfalcado deles. Não deu certo. Tomamos um gol bobo do Wallyson, mas empatamos no final. Um golaço do Léo Silva. Mais um golaço do Léo Silva, diga-se de passagem.

Tirando o piti proveniente das arquibancadas vaidosas, não aconteceu nada durante quase todo o segundo tempo. Até que apareceu o Ronaldinho, que deu uma de Ronaldinho. Humilhou a zaga dos caras e fez um gol que vai entrar para a história do Independência, do clássico e do futebol mineiro. Merece placa! Viramos, festejamos e vimos os descontos do juiz, provenientes do showzinho das arquibancadas. Oito minutos além dos acréscimos, que somaram mais quatro. Ou seja, um jogo de 45 minutos que durou 56. Uma zona generalizada. No final, eles foram descabelados para o ataque e conseguiram um gol, que quase destruiu nosso estádio, tamanha a felicidade em não perder. A lamentar, a falta que não foi marcada no lance em cima do Guilherme, e a perda dos pontos, já que o Flu encostou, ao vencer o morto time do Vasco.

Vamos às imparcialidades. Semana passada, o Corinthians perdeu para o Santos com um gol irregular do André, e o juiz do jogo foi execrado pela mídia, o que resultou uma revolução e demissões na comissão de arbitragem. Hoje, em um clássico disputadíssimo, os dois saíram reclamando dos caras de amarelo. Eles reclamam de faltinhas do Jô na fraca zaga deles, que não aguentava dar combate no nosso tanque, e um pênalti não marcado em um lance. Nós reclamamos dos acréscimos exageradíssimos, do espetáculo ridículo dado pelos adeptos do time ciano, e a falta no nosso atacante quando do gol de empate, no último lance. Aliás, juizão, na próxima levante uma placa “Até o Cruzeiro empatar”, ao invés de 12 minutos de acréscimos. Vamos ver o que mídia e chefes dessas comissões farão. Em um bolão comigo mesmo, eu aposto: nada.

E a torcida do Galo, hein? Até quando o clássico é de só com a torcida do Cruzeiro, a gente dá show. Milhares de torcedores foram até Vespasiano empurrar o time, mostrar, mais uma vez, que estamos juntos nessa caminhada vitoriosa. Quando a fase era ruim, a gente já apoiava incondicionalmente. Agora que estamos nessa maré de surrar todo mundo, o show da nossa parte tende só a aumentar. Preparem-se, adversários. O Independência continuará sendo um terror para quem vier aqui ousar algo contra nosso Galo.

Os torcedores azuis de ocasião voltarão essa semana. Vamos aguentar, mais uma vez, aquele papo chato deles de taças conquistadas há 15 anos, falando que não podemos falar de futebol, e tudo mais. Estamos acostumados com isso. Faz parte do desespero dos caras, que sabem que o time está entrando em um abismo do qual estamos começando a sair. Deixem eles se apegarem a esse passado e focar apenas em empurrar nosso Galo a essa conquista, que há tanto tempo sonhamos. Continuando nessa toada, o final da história tem tudo para ser feliz para nós, que tanto sofremos nos últimos anos.

Para o futuro, nada de desespero. Apesar de termos empatado três contra times medíocres e retranqueiros (Bahia, Atlético-GO e Smurfs), vamos com calma. Mas isso já pode parar, tá, Galo? Vamos tirar pontos de times que estão mais em cima. Chega de empatar com gente que não tem pretensão no campeonato. A torcida vai continuar fazendo sua parte. O atleticano sempre foi movido pelo amor ao time e pela fé em dias melhores. Parece que esse ano é o ano de acabar essa botafoguisse de nunca ganhar nada. Ou, pelo menos, o indício de um futuro bom para nós.

Ponte Preta, sinto muito. É um time simpaticozinho que até goza de certo prestígio conosco, já que deram uma lenhada dos vaidosos na nossa casa. Mas sabe como é, né? Perdemos dois pontos, isso é muita coisa. Precisamos continuar atropelando e aproveitar que o Fluminense vai pegar uma pedreira sem tamanho (Corinthians, lá em SP). Então, vai sobrar para vocês. Com a massa do lado, vai ficar feia a coisa. Vamos seguir fortes e com fé. Assim, no final, seremos premiados.

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CRUZEIRO 2 X 2 ATLÉTICO – PITIS SELVAGENS.

Um clássico jogado sob as vistas de uma torcida que protagonizou cenas da mais animalesca selvageria.

Ônibus do Galo apedrejado, policial ferido, brigas entre facções, tiros de copos d’água ao alvo (neste caso, o juiz), etc etc.

Enfim, um clima de guerra civil no Independência e fora dele. As boas regras de civilidade foram rasgadas e jogadas no lixo em nome do desespero suicida que a campanha do Atlético lhes provoca.

Estão em 8º lugar na tabela quando deveriam, com o time que possuem, estar na zona de rebaixamento. E, ao invés de comemorarem, se unham e se imolam em praça pública. Freud estudou profundamente a histeria e certamente teria a explicação na ponta da língua, se vivo fosse. Porém, como analisar pitis e rasgações de camisolas não é o nosso papel, vamos ao jogo:

Desde o primeiro toque na bola, via-se claramente que ambos os times estavam pilhados em campo. O Galo tentando suplantar o rival na técnica e o cruzeiro compensando suas limitações com muita correria.

Mesmo após o gol do cruzeiro, a sensação do atleticano era de que o gol de empate surgiria a qualquer momento, pois a equipe em campo não se abalou. A cada minuto que passava, o time melhorava.

Quando o intervalo veio com o empate assegurado, a virada era apenas uma questão de tempo. Só não sabíamos que teríamos 2 jogadores expulsos antes de acontecer. Bernard, se fosse mais experiente, não teria entrado na provocação. Em contrapartida, as faltas de Pierre foram necessárias.

E aí, com nove em campo, Ronaldinho Gaucho arrancou do meio de campo e fez um dos gols mais bonitos de sua carreira já recheada de gols antológicos. Naquele momento, a virada era fato!

Os 3 pontos estariam na sacolinha, não fosse um erro crasso do juiz, ao não marcar falta claríssima de Montillo em Guilherme. No prosseguimento da jogada, o cruzeiro empatou quando tínhamos apenas 8 jogadores no gramado. Júnior César estava sendo atendido fora de campo.

Um empate com gosto amargo de ressaca, pois era um jogo ganho com direito a firulas, mesmo com um jogador a menos.

Num ambiente hostil, com tudo contra, o Galo mostrou personalidade e atitude. Em termos físicos, deu tudo o que tinha pra dar. Foi em cada bola com apetite de forte candidato ao título e perdeu 2 pontos por uma fatalidade.

Fatalidade esta provocada por um juiz fraco, que se omitiu em lance importante e influiu diretamente no placar. Mas não seja por isso, seguiremos na jornada como líderes e donos do terreiro.

E quanto às constrangedoras cenas que fariam corar até o capeta, espero que o cruzeiro seja punido com uns 10 jogos sem torcida ou sem mando de campo. Nesse caso, terá valido a pena perdermos os 2 pontos em troca de uma ida segura da barquinha azul para a segundona.

Uma troca razoável!

(As fotos do post de hoje são uma homenagem à iniciativa da torcida atleticana em levar seu apoio ao time na porta do CT da Cidade do Galo, já que não podia entrar no Independência. São atitudes de extremado amor que nos emocionam e nos estufam o peito de orgulho. Esta é a nossa torcida, companheiro!)

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ATLÉTICO-GO 1 X 1 ATLÉTICO – PERDEMOS 2 OU GANHAMOS 1?

Na jornada de um aspirante a campeão, não se pode desprezar um empate fora de casa, ainda mais quando se atua em um campo de grandes dimensões, grama alta e fofa, cujo dono conhece todos os atalhos.

Entretanto, jogando contra 10 desde os 20 minutos do primeiro tempo, deduz-se que algo faltou ao Galo.

O time só dominou o jogo a partir da expulsão de Joilson, é bom que se diga. Creio _ e posso estar errado _ que faltou aquele sangue no olho que sobrou em outras partidas.

Não sei se os jogadores, por jogarem contra o lanterna, permitiram que se instalasse em seus subconscientes _ involuntariamente _ a idéia marota de que o jogo seria fácil.

Assistindo à partida, tive a impressão que a equipe trabalhou com a hipótese de o gol sair a qualquer momento, sem muito esforço. Penteava a bola no meio, não imprimia aquela velha velocidade e não partia para dentro do adversário.

A expulsão do jogador goiano pode ter vindo para o bem ou para o mal. Depois do fato, o Atlético-GO situou os 10 jogadores atrás da linha da bola o tempo inteiro. Congestionou o seu campo defensivo e com isso, reduziu drasticamente os espaços.

Mesmo assim, o Galo mandou 3 bolas na trave e perdeu inúmeros gols, o que está se tornando uma rotina preocupante. Podem fazer muita falta lá na frente, assim como fez ontem.

A falta que Danilinho faz é gigantesca. A sua ausência modifica o modo de jogar do time alvinegro. Como Guilherme não tem a mesma característica _ e não consegue recompor a lateral _ Cuca deslocou Pierre para a cobertura de Marcos Rocha. Com isso, concede mais espaços no meio e sobrecarrega Leandro Donizeti. E a proteção à zaga fica comprometida.

Pela primeira vez no campeonato, um time entrou em nossa área até com certa facilidade. Quase sofremos o 2º gol após uma tabela simples de destruir. E que não destruímos.

A principal virtude da equipe atleticana neste campeonato, além da técnica e do entrosamento, é a gana de vencer e atropelar a quem surgir pela frente. E é justamente o que vem fazendo a diferença até agora em relação à concorrência.

Enfim, foi um empate, que em situação normal, seria comemorado. Mas também não devemos criticar excessivamente. Afinal, mantém o Galo na ponta da tabela e tendo o céu como limite. O horizonte permanece o mesmo.

O apoio e a confiança da torcida estão intactos. Não há motivo para o contrário, longe disso. Acredito que O FOCO NO TÍTULO não será abandonado de forma alguma. Mas tem de ser exercitado, na prática, jogo a jogo. Batalha a batalha.

Mesmo que seja contra o lanterna do campeonato!

Fica a dúvida: perdemos 2 pontos ou ganhamos 1? Você sabe dizer?

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Galo e CBF: até que ponto estamos sendo prejudicados?

Os números do Atlético em 2012 são animadores. Em 32 jogos disputados até agora, considerando Campeonato Mineiro, Copa Sulamericana e Campeonato Brasileiro, foram 25 vitórias, 5 empates e apenas 2 derrotas. Um aproveitamento de inacreditáveis 83,3%*. Ainda assim, parte da torcida atleticana parece não estar à vontade para comemorar a ótima fase, especialmente após o último final de semana, quando o jornalista Jorge Kajuru fez uma grave denúncia. Segundo ele, a CBF, na figura do sempre presente Ricardo Teixeira, estaria disposta a sabotar o Atlético Mineiro enquanto seu mandatário for Alexandre Kalil.

Não quero discutir se o jornalista disse a verdade, se o Eurico Miranda disse a verdade ou mesmo se o Ricardo Teixeira disse a verdade. Tenho, no entanto, algumas observações.

A questão é: em que sentido uma denúncia desse tipo, enquanto o time está voando em campo, pode ajudar ao Clube e sua torcida? Como bem disse o jornalista Léo Gomide, do Estadão/ESPN, quando alguém sugere que a taça será “arrancada” de suas mãos por meio de um complô, o torcedor acredita que todo trabalho está sendo em vão.

É inegável que o Galo foi prejudicado pela arbitragem em mais de um jogo neste Campeonato Brasileiro de 2012, mas sejamos sensatos: se houvesse mesmo um complô, aquele gol do Fluminense não teria sido anulado. Durante toda a partida, o Atlético foi prejudicado, teve faltas invertidas e um pênalti a seu favor não marcado. Então, por isso mesmo, se fosse o grande objetivo da arbitragem fazer com que o Atlético perdesse aquela partida, por que motivo nos roubariam tanto durante o jogo e no final anulariam o único gol do Fluminense? Honestamente, faz algum sentido?

O Atlético teve dois gols mal anulados contra o Palmeiras. O Palmeiras foi prejudicado contra o Cruzeiro. O Cruzeiro foi prejudicado contra o Santos. O Atlético foi prejudicado contra o Santos. O Atlético foi beneficiado contra o Náutico. O Grêmio reclamou de ter sido prejudicado em três jogos, mas foi beneficiado contra o Bahia. Só para citar alguns jogos.

A arbitragem é ruim e parece errar mais frequentemente contra alguns times. Portanto, seria preciso que os clubes prejudicados se organizassem para juntos cobrarem uma arbitragem mais bem preparada. É preciso protestar contra o mau nível do apito nacional. De olho no apito, sempre.

Mas, quanto à tal conspiração da CBF contra o Galo, fico pensando que tipo de ódio poderia nutrir Ricardo Teixeira por Alexandre Kalil. É certo que no ano passado o presidente do Atlético atuou como adversário da CBF e da Globo durante a negociação das cotas de TV e apoiou até o fim a manutenção do Clube dos 13. Porém, ficou sozinho na luta e teve que voltar atrás. E, tendo voltado atrás, acredito que a CBF prefira ter o Atlético o mais próximo possível, e não como um inimigo mortal.

O trabalho do Galo em 2012 é excelente até aqui. Desviar o foco para um possível complô serve para gerar uma torcida esquizofrênica e medrosa, o que poderá, de verdade, influenciar o time e atrapalhar os resultados. Por isso, é preciso amadurecer e saber filtrar o tipo de informação que pode nos ajudar ou pode minar nossas forças.

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JUIZES, ESTAMOS VIGIANDO VOCÊS!

A camuflagem dos fatos tirando os méritos de um líder incontestável.

Os dois últimos jogos do Galo deixam claro o quanto teremos que lutar contra tudo e contra todos para chegar ao título. Já sabíamos? Sim. Mas nem por isso iremos apanhar calados, sem expressar nossa indignação.

Erros acontecem e sempre irão acontecer. Mas porque eles, em sua grande maioria, são contra o Galo?

Vamos iniciar no jogo contra o Santos, na última quinta feira, onde a qualidade e a raça do time, superou os “erros” da arbitragem.

A arbitragem da partida foi de Antônio Denival de Morais (PR), auxiliado por Roberto Braatz (Fifa/PR) e José Carlos Dias Passos (PR).

O Sr. Denival de Morais segurou a partida com inversão de faltas e deixando de aplicar cartões, o que tem sido corriqueiro.

Mas o que mais chamou atenção foi o 1° impedimento da partida, quando o jogo ainda estava 0 x 0, e o auxiliar José Carlos Dias marca um impedimento em uma lançamento do R49 para Jô, onde o mesmo tinha, no mínimo, 1 metro de condição.

Os outros dois lances são na mesma linha. Um gol de Bernard anulado pelo auxiliar Roberto Braatz, que estava na mesma linha em sua visão. O outro, em mais um lançamento de R49 para Jô, que sai no meio de dois zagueiros e o mesmo Roberto Braatz marca novamente o impedimento. Nesse lance Jô não chega a concluir, mas estava cara a cara com o goleiro, a metros de distancia do último zagueiro.

O que intriga nos lances de mesma linha é o porque de, na dúvida, anular (vejam no video abaixo, os três lances citados com tira teima, bem como os lances printados).

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=YNXehFdzF1s&feature=context-gau

Pois bem, passada a terrível arbitragem do jogo contra o Santos, já estávamos preparados para o que poderia vir no jogo de 9 pontos (essa seria nossa diferença em caso de vitória) contra o Fluminense.

Esse jogo eu faço questão de destrinchar, e desmascarar toda essa onda que está sendo criada, dizendo que o Galo foi beneficiado.

Pois bem, o GALO foi PREJUDICADO e 3 pontos eram o correto ontem. Vejam abaixo:

1° – Logo aos dois minutos de jogo, Bernard sofre falta maldosa de Walace, que já tenta intimida-lo, dando uma cotovelada por trás, em um lance no meio campo. O arbitro, Sr. Rodrigo Braguetto (SP), marca apenas falta.

2° – Aos 6:50min do 1° tempo, falta inventada pelo auxiliar Carlos Berkenbrock (SP), onde Welington Nem se joga, na lateral do ataque do Fluminense, e o arbitro “entende” que houve carga por trás. Essa falta foi uma dos agravantes para o cartão que alguns minutos depois, Jr. César receberia.

3° – 10:30min do 1° tempo, cartão para Jr. César por falta seguida e por trás em Welington Nem. Atentem não para o cartão, mas para um detalhe importante, que será comparado a um lance capital do jogo. O Fluminense tenta bater essa falta rapidamente e o juiz manda voltar, pois ESTAVA ANOTANDO O CARTÃO QUE HAVIA DADO EM JR. CÉSAR.

4° – Aos 13:35min do 1° tempo, Gum corta um lançamento com a mão, onde a bola iria sobrar para Jô e Bernard, sozinhos, na entrada da área. O Sr. Rodrigo Braguetto marca apenas falta. Este cartão deixaria o zagueiro do Fluminense pendurado por todo o jogo, sem poder matar jogadas com faltas, como o fez em algumas oportunidades. (veja no vídeo abaixo.)

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=JOS1f51MzBI&feature=context-gau

5° – 15:40min do 1° tempo, Walace comete falta por trás em Marcos Rocha, fora do lance de bola e leva cartão amarelo.

6° – Deco, aos 16:35min do 1° tempo, entra de forma maldosa, pisando no tornozelo de Pierre, na intermediária do ataque do Galo. Falta que, dependendo da interpretação do juiz, poderia ser expulsão. Mais uma vez, o Sr. Rodrigo Braguetto contemporizou e marcou apenas falta.

7° – Aos 22:29min do 1° tempo, Walace dá um rapa por trás em Bernard, quase na grande lua, do lado direito de ataque do Galo. O juiz dá a vantagem e, no fim do lance, não adverte Walace com o 2° cartão amarelo.

8° – O PENALTI: 24:26min do 1° tempo, em lance pela esquerda, Jr. César cruza a bola para área a meia altura, a bola resvala na coxa de Walace, que continua com o movimento do corpo para frente e deixa o braço para interceptar a bola, dentro da área. Além do penalti, mais um lance de cartão amarelo para Walace, que seria expulso. O comentarista André Lofredo teve a mesma opinião no momento, porém o lance caiu no esquecimento e não foi mais comentado na transmissão. Na Globo Minas, Marcio Rezende de Freitas não quis voltar atrás em sua 1° opinião, e permanece informando que nada houve. (Veja o lance no vídeo abaixo.)

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=FGrgU8c6lzk&feature=context-gau

9° – 34:27min do 1° tempo, Deco mais uma vez, comete falta dura. Dessa vez, na beira do campo, Jr. César saindo em velocidade, Deco lhe dá um pontapé. Juiz marca falta e mais uma vez não aplica cartão amarelo, pois seria expulsão.

10° – O Sr. Marcio Rezende de Freitas, comentarista de arbitragem, tenta justificar no progama MG Esporte Clube, sua opinião a respeito do penalti cometido por Walace, comparando-o com um lance de Danilinho, que aconteceu aos 14:35min do 2° tempo, onde à queima roupa, o mesmo toma uma bolada dentro da área, a bola batendo em sua barriga e no braço, que está junto ao corpo, sem tempo de movimentar para trás.

11° – Aos 17:10min do 2° tempo, Walace chega de sola atingindo a coxa de Bernard (as câmeras flagram a marca deixada), e o juiz sequer marca falta. Mais um lance de amarelo, que prorrogou a permanência de Walace em campo.

12° – O LANCE DO BENEFÍCIO AO GALO – Já aos 42:07min do 2° tempo, Pierre comete falta em contra ataque do Fluminense e é advertido com cartão amarelo. O Fluminense bate a falta rapidamente, com o juiz ainda com cartão na mão para anotação. Ele guarda o cartão e deixa o lance seguir, quando é marcado impedimento errôneo pelo auxiliar e o gol de Fred é anulado.

Pois bem, voltem ao 3° tópico do texto, onde digo que aquele lance da falta de Jr. César seria capital para interpretação desse lance de gol anulado do Fluminense. Sim, ele usou outro critério e NÃO mandou voltar a falta para anotar no cartão (conforme havia feito no 1° tempo) e conforme está nas Regras do Jogo e Diretório para Árbitro (regra 12), pág 88, que pode ser lida no http://www.cbf.com.br/media/58890/regras%20de%20futebol%202012-internet-ok.pdf

No vídeo abaixo, que eu mesmo gravei no VT que foi exibido no canal PFC, o lance está completo, e nota-se claramente o juiz guardando o cartão, sem nenhuma anotação, e correndo em direção ao lance. Nos melhores momentos, editado pela Globo/Sportv, o lance inicia no passe dado para o Fred, e esconde que o LANCE ERA IRREGULAR.

Link vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=MNrusiL1GHg&feature=g-upl

E agora, será que a imprensa tem coragem de falar sobre tudo que coloquei acima?

Ainda teremos Atleticanos dizendo que fomos beneficiados? Para quem duvidar da veracidade do que escrevi acima, basta ver o VT COMPLETO da partida.

No jogo contra o São Paulo, fiz uma análise, e disse que a diretoria e a torcida têm que tomar uma atitude agora, enquanto há tempo.

Esse jogo com o Fluminense deve ser desmascarado e essa onda de “beneficiado” tem que parar.

Contra tudo e contra todos? Essa frase é pouco perto da guerra que estamos enfrentando.

Com fé e humildade, vamos em frente, e de olhos abertos!!!

COM O GALO VOCÊS NÃO BRINCAM MAIS!!

Abraços!

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FLUMINENSE 0 X 0 ATLÉTICO – EMPATE DE LÍDER.

Um empate contra o Fluminense no Engenhão não é para criticar. A bem da verdade, foi um excelente resultado, um empate com postura de líder.

Novamente fomos operados sem anestesia durante o jogo inteiro. Tudo que dependeu do juiz _ e não do bandeira _ foi contra o Galo. Faltas não marcadas, cartões amarelos distribuídos em faltas que sequer existiram, penalti claro solenemente ignorado… e por aí vai.

Ao final, quando o auxiliar levanta a bandeira em um lance duvidoso que acabou beneficiando o Atlético, o Fluminense é que passou a ser o roubado, coitado. A imprensa nacional, de repente, se esqueceu de todos aqueles lances em que o árbitro, mal intencionado, usou para minar o ânimo do Galo.

O alvinegro não jogou bem, o que é natural em um campo esburacado e irregular. E do outro lado tinha um Fluminense _ que é uma boa equipe –  jogando em seus domínios e com torcida a favor.

Porém, mesmo não atuando no nível de antes, o time não perdeu a atitude. Foi guerreiro, correu em busca da vitória e não do empate e disputou todas as divididas com garra. Tentou impor seu esquema congestionando o meio e poderia ter obtido resultado melhor, não fosse a cegueira do senhor apitador de latinha.

A destacar a excepcional atuação do goleiro Victor. Segurança absoluta debaixo dos 3 paus, não faz firulas para defender bolas dificílimas. Ele as realiza com uma simplicidade enorme.

Alguns atleticanos, tão acostumados com o desempenho pífio dos nossos goleiros nos últimos anos, já tinham absorvido uma referência de padrão mais baixo. Se conformaram tanto com as seguidas falhas, que culpavam a zaga por deixar chutar e não o goleiro que engolia o frango. Isso é uma total inversão de valores!

Victor está estabelendo um novo padrão. Agora esses atleticanos sabem a diferença entre ter um grande goleiro e não tê-lo. Aquela defesa que realizou na cabeçada de Wellington Nem foi qualquer coisa de fantástica! Os nossos antigos goleiros a fariam? Duvide-o-do!

Enfim, o Galo segue líder com 32 pontos. Próximo jogo é contra o Flamengo, no Engenhão. Só espero que a juizada não entre em campo planejando compensar aquele gol anulado do Fluminense.

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Assistam aos melhores momentos:

ATLÉTICO 1 X 3 FLUMINENSE. MAIS UMA DECEPÇÃO.

Juro que quando Muriqui meteu aquele gol aos 2 minutos do primeiro tempo, eu pensei que fôssemos disparar uma goleada no time carioca.

Nem de longe imaginei que, a partir dali, só assistiríamos ao Fluminense jogar. Do segundo ao nonagésimo minuto, o Galo ficou paralisado nas quatro linhas.

Baixou um iceberg  sobre o time e os cérebros congelaram.

Quando Gum subiu naquela bola (e Werley novamente não) e empatou o jogo, já dava para antever o final.

Pois o Galo não reagia. Parecia o mesmo time que levou de 4 do Grêmio Prudente, só que naquela ocasião jogava fora.

Ontem atuava em pleno Mineirão, amparado por sua torcida.

Entretanto, isso não está fazendo mais diferença. O time perdeu aquela atitude de vencedor, que até bem pouco tempo tinha e nem os gritos vindos da arquibancada conseguem mais tocar os brios da equipe em campo.

O sistema defensivo do Galo, o mais vazado do campeonato, não tem a proteção do meio de campo. Ontem, no primeiro tempo, só Zé Luis combatia. Fabiano, Junior e Ricardinho só cercavam e tentavam marcar com a sombra ou com um sopro.

Os laterais não se sentiam seguros de partir para o ataque. Qual lateral busca ajudar o setor ofensivo quando sabe que não terá nenhuma cobertura lá atrás?

Coelho chegou a fazê-lo e em todas as ocasiões levou contra-ataque nas costas.

A entrada de Diego Macedo no meio de campo, fora de sua posição, só fez agravar o panorama. Não marcou, não organizou e por fim, não jogou.

O meio de campo do Galo é o pior setor do time. Não municia o ataque e não dá sustentação à defesa, que, por si só, já não é essa maravilha toda.

Werley não tem impulsão, Lima voltou depois de 2 anos sem jogar (e, por incrível que pareça, foi melhor que Werley) e o Marcelo é mais um goleiro meia boca que adicionamos ao plantel.

As saídas de Jonilson, Correa e Carlos Alberto seriam justificáveis se nós tivéssemos outros. Mas não temos. Mendez só poderá jogar em agosto, idem Daniel Carvalho e nos falta um volante marcador ao estilo Zé Luis para jogar ao lado dele ou substituí-lo, quando necessário.

Outro dia eu vi o Luxemburgo dizer que, para ele, a marcação se faz com preenchimento de espaço e não com efetivo combate. É o que eu estou vendo acontecer no Atlético.

Os adversários passeiam pela meia cancha sem serem incomodados.

Eu, sinceramente, estou muito preocupado. O time está sem padrão, sem pegada e o pior, sem alma.

Perder uma partida de futebol com o coração na ponta da chuteira faz parte do jogo e não machuca tanto. Mas perder do jeito que estamos perdendo revolta até o mais frio dos homens.

Do jeito que essa equipe está atuando, nós não estamos sendo derrotados. Nós estamos entregando o jogo de presente.

Depois de todo esforço do nosso presidente, que falta dar a vida para que este clube ressurja, é uma comédia de pastelão o que estamos assistindo.

Kalil não tem culpa nenhuma. A entrega dele chega a ser emocionante. Está tirando água de pedra e fazendo milagres todos os dias.

Mas eu não estou vendo a recíproca partir de onde mais conta: dos vestiários, da união dos jogadores, das preleções e da obediência tática.

Este sim é o ponto nevrálgico onde tudo acontece. E onde dói mais.

E tenham a certeza, jogadores do Clube Atlético Mineiro, está doendo muito!

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DAQUI A POUCO, O ATLÉTICO ENFRENTA O FLUMINENSE.

Sinceramente, não sei como iniciar este “Daqui a Pouco”.

Não sei se continuo no mesmo tom do último post, depois do jogo contra o Vitória, ou se esqueço e abandono de vez o episódio lamentável na Bahia e toco a vida de atleticano para a frente.

A essa altura, alguém pode estar pensando: Uai, escreva o que você sente!

Pois é, é aí que a porca torce o rabo!

O que eu sinto é exatamente, sem tirar nem por, o que escrevi acima. Um passeio psicodélico entre a verdade funesta e a hipocrisia com ares de celebração.

Ou seja, trafego neste instante na dúvida entre celebrar o futuro ou descer a lenha no presente, que quer queira, quer não, influirá lá na frente.

De todo modo, nós atleticanos temos de escolher um caminho. E a nossa rota JAMAIS estará desconectada do Galo mais lindo do mundo.

Onde ele for, estaremos juntos na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza e nas vitórias e nas derrotas. Um casamento indissolúvel (infinitamente mais sólido que os meus), que nos unirá até morte.

Apesar das raivas que o Galo nos faz passar, o Clube Atlético Mineiro é, de longe, o time mais amado da terra.

Então, neste instante, só me resta analisar com frieza as nossas possibilidades, esperando que a derrota inesperada de quarta-feira tenha exalado seus venenos e toxinas para dentro do ralo e por lá permaneçam ad eternum, por toda a eternidade.

E que os jogadores tenham exorcizado esse medo absurdo de serem felizes!

Sendo assim, entraremos em campo com a responsabilidade de nos reabilitarmos da última derrota.

O Fluminense, com Fred, é a bola da vez. É bom salientar que no penúltimo jogo, contra o Corinthians, perderam injustamente. Tiveram gols anulados incorretamente, dominaram a partida e deram um calor danado no time paulista.

Na última rodada, contra o Flamengo, venceram de 2 a 1.

A atitude que nos faltou antes, não pode, de forma alguma, estar ausente neste domingo. Tem de entrar em campo junto com os atletas, pois o adversário não é bobo nem nada e estão em fase de crescimento.

Em termos de elenco,  o Galo não deve nada pra ninguém. O que está pegando é a falta de postura, de comprometimento, de sangue correndo nas veias.

Mas isso nós possuíamos até pouquíssimo tempo atrás. Então porque está em falta agora?

Será a transição que acontece na Cidade do Galo? Saída de alguns mais antigos e a chegada de novos jogadores?

Talvez a tensão que envolve situações semelhantes é que esteja gerando um momento de instabilidade emocional. E se for, está perto de acabar.

Pois os que, por um motivo ou outro, tiveram de sair, já saíram. Não adianta ficar lamentando as suas ausências, notadamente a de Correa, um senhor volante, que só tenho a agradecer a dedicação e a raça colocada a serviço do Galo. Verdadeiro homem e íntegro profissional.

Entretanto, o Galo será sempre maior que ele ou eles. E os que chegaram toparam com a melhor estrutura do país para abrigá-los e certamente farão tudo para corresponder à confiança da comissão técnica que os indicou.

Dois dos novos (Diego Macedo e Ricardo Bueno) estarão em campo (ou no banco) contra o Fluminense. Talvez seja o dia em que Ricardo Bueno fará o seu primeiro gol pelo Atlético, quem poderá dizer que não?

Enfim, mesmo com o time alterado no meio de campo e na defesa (pois Jairo CAMpos está suspenso) temos chances com sobras para vencermos e empurrarmos o time carioca para a rabeira da tabela.

No lugar de CAMpos, Lima tem grandes possibilidades de reestrear pelo Galo. Uns certamente gostarão e outros não. Está nos pés dele apontar os que estão mais corretos.

No meio, João Pedro ou Junior podem entrar jogando. Talvez com João Pedro tenhamos uma marcação mais sólida. Mas Junior cria mais.

Mas, com eles ou sem eles, vamos pra cima do Flu, meu Galo querido!!

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