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ATLÉTICO 1 X 1 BAHIA – FRUSTRANTE!

Um primeiro tempo impecável que merecia gols em profusão, mas que não aconteceram.

Um segundo tempo no mesmo nível até no momento do gol. A partir daí, o time fez o que sempre faz: tremeu nas bases, cedeu espaços, recuou mesmo estando em pleno Independência e acabou castigado.

Castigado por uma única bola, por um único chute, por somente uma jogada de perigo do Bahia. Só uma e… foi gol.

Uma bola defensável que Giovanni deixou entrar. Não foi frango, mas foi falha.

O nosso goleiro vinha em franca recuperação, fazendo a torcida esquecer da provável contratação de um jogador para a posição. Mas ele mesmo, Giovanni, se encarregou de nos lembrar. Há, sim, a necessidade de um goleiro de alto nível para fazer com que esse tipo de falha desapareça definitivamente.

Certamente, não será Renan Ribeiro que solucionará o problema. Na minha opinião, é muito pior que Giovanni.

Mas não perdemos 2 pontos só por isso. Os últimos 30 minutos foram horrorosos. Tudo aquilo que foi apresentado no primeiro tempo foi para o espaço. Era como se nunca tivesse acontecido.

Foram sequências de chutões, de passes errados e de lançamentos improdutivos.

Marcos Rocha não acertou sequer um lateral. Quando o via jogando aquele bolão no América, ano passado, cheguei a crer em um novo jogador. Agora concluo que, no Galo, ele é e sempre será o mesmo.

Danilinho precisa urgentemente dizer a que veio. Parece que desaprendeu a jogar. É uma sombra opaca do que foi antigamente.

Richarlyson, se não era lá essas coisas na lateral esquerda, muito menos no meio. Não protege a zaga, é confuso em seu posicionamento e não acrescenta nada de novo ou de criativo ao meio de campo.

Mas houve destaques positivos. Jô, por exemplo, fez uma boa estréia e, no meu entender, é melhor que André. Juninho entrou muito bem e Réver esbanjou categoria. Rafael Marques é muito aplicado e Pierre, como sempre, quase nunca erra jogada.

Foi um empate frustrante. Perdemos a oportunidade de liderar o campeonato com 100% de aproveitamento, o que daria moral e confiança ao grupo.

Por outro ângulo, o fato de termos visto um time tão vulnerável já na 3ª rodada do Brasileirão não possibilita que a nossa diretoria _ que não é um primor de agilidade _ durma em berço esplêndido. Ainda há tempo para correções e a entrada de Ronaldinho Gaucho na próxima partida, contra o Palmeiras, pode arredondar a bola naquele setor e dar o ritmo que o Atlético necessita.

Se falta à equipe um jogador que enfie as bolas entre a zaga, faça lançamentos agudos em direção ao gol ou que surpreenda o adversário, agora não falta mais.

Mas só isso não basta. Se fosse há sete anos, Ronaldinho Gaucho carregaria esse time nas costas com uma perna só. Mas hoje, embora continue sendo um armador acima da média, já não tem a explosão fantástica daqueles tempos.

Portanto, é bom se prevenir. É salutar agir com ambição e reforçar pontualmente o conjunto, antes que nos encontremos novamente em situação desconfortável na tabela.

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Veja os melhores momentos:

TUPI 0 X 0 ATLÉTICO – PASMACEIRA TOTAL!

Um joguinho de dar calo nas vistas!

Em compensação, classificou o Galo em primeiro lugar com as vantagens que leva para a semifinal e final, pois resultados iguais o favorecerão. Além disso, pega o Tupi novamente, cedendo para cruzeiro e América uma boa briga de foice em quarto escuro.

Mas, para chegar a essa situação, o Atlético enfiou o regulamento debaixo do braço e se deixou guiar por suas cláusulas e alíneas.

Mesmo assim, o Tupi teve oportunidades claras de gol em duas oportunidades. A partir daí, a partida transcorreu numa pasmaceira monumental.

O Tupi se resguardou na defesa e o Galo também. O resultado era tudo o que as equipes queriam. Toques de bola em exagero para manter o comando do jogo, tabelas infrutíferas, atrasadas de bola, etc, constituíram a tônica do embate.

Devido àquela goleada sofrida em 04 de dezembro de 2011, em que a suspeita de combinação de resultado grassou nas mentes de todos, alguns atleticanos criticaram a forma como o time se portou e o acusaram de fazer, novamente, um jogo de compadres.

Mas, eu pergunto: E se o Galo, ao desguarnecer a defesa para atacar com constância, levasse um gol e perdesse o jogo e as vantagens?

Talvez os mesmos que criticaram a ridícula apresentação de ontem estivessem agora descendo o malho no time por se arriscar desnecessariamente e não jogar de acordo com o regulamento!

Alguns podem argumentar: tínhamos pela frente o modesto Tupi, não o Fluminense.

E eu diria: com o time que temos, até o Tupi é adversário de respeito.

Não se pode contentar a todos. É difícil dizer qual seria o comportamento correto numa partida em que o empate favorecia as duas equipes.

Eu, como ex-jogador, sairia de campo insatisfeito com a pífia atuação, mas, por outro lado, estaria contente com o cumprimento da meta.

Afinal, quer concordemos ou não, o empate foi bom para as pretensões do Atlético e isso é o que importa no momento.

Em relação à análise das nuances do confronto e seus destaques individuais, não há o que comentar. Não vale a pena.

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JOÃO 2 X 1 MARIA. E NÃO É QUE ESTAMOS EVOLUINDO DE VERDADE?

A segurança dos jogadores do Galo foi tão consistente, que eu achei, sinceramente, que o resultado seria uma goleada.

E tivemos oportunidades para fechar o caixão hoje, pois quase todos os ataques do Atlético foram incisivos e perigosíssimos para a meta de Fábio.

Eu gostei do que vi. Não vou dizer agora que é o melhor time do Brasil, porque isso seria uma sandice digna de internação no Galba Velloso.

Mas garanto que a equipe, parafraseando Mancini, daqui para frente venderá caro qualquer eventual derrota.

Desde a saída de Zé Luis e Ricardinho, poucas vezes eu vi, nos últimos anos, um time com tanta gana de vencer.

A equipe está compensando flagrantes falhas de qualidade com uma garra impressionante.

Os caras estão disputando cada dividida com o coração na mão, com a alma na ponta da chuteira. Os atletas do Galo estão tirando bola rasteira de cabeça!

Esse é o verdadeiro Galo, esse é o espírito que sempre norteou as nossas jornadas! É esse amor dentro de campo que sonhamos rever!

Hoje, depois do espetacular gol do Mancini _ digo espetacular porque eu sei o quão difícil é marcar um gol daqueles _ o Atlético se resguardou na defesa até sofrer o empate, numa bobeira de Patric no ataque.

Após o gol de empate, o Atlético partiu outra vez para cima do cruzeiro.

Passes rápidos, triangulações, 2-1, lançamentos enfiados entre os zagueiros, tranquilidade na saída de jogo, poucos passes errados…

Enfim, uma equipe de operários, sem grandes nomes, mas que se doaram em cada palmo do gramado, em cada pulsação de suas veias.

A verdade é que o Galo, amparado e aquecido pelo coração preto e branco de seus garotos da base, se agigantou nas quatro linhas. E jogou sem medo e sem respeito.

E demonstrou ser um time muitíssimo bem treinado. Não pelo resultado, mas pelo contexto.

Ninguém mais levanta a cabeça (e atrasa a jogada) para ver quem está ao lado para receber o passe. O movimento é automático. Toma lá, dá cá.

Vi lançamentos no vazio que o Guilherme Santos sequer olhou para quem estava lançando. E a bola chegou ao seu destino, quer seja nos pés do Magno Alves, quer seja nos pés de Mancini. E outros mais.

Entretanto, quando Daniel Carvalho entrou em campo, foi como se o tempo parasse. Lento e omisso, contribuiu para a perda do meio de campo no segundo tempo. Não tem o perfil para fazer parte de um time veloz.

Aos que diziam que não jogamos contra ninguém até agora, hoje medimos força contra o Barcelona das Américas, considerado pela mídia transloucada e imbecil como o melhor time da América do Sul.

E pra ser absolutamente sincero, o América deu muito mais pressão!

É duro destacar os melhores jogadores do Galo hoje sem cometer injustiças.

Mas eu, na minha modesta opinião, diria que Mancini (um primoroso primeiro tempo), Serginho e principalmente Giovanni, foram os donos da partida.

Mancini talvez tenha feito a sua melhor partida pelo Atlético. O cara, contagiado pela garra da garotada, correu como um menino. Além de meter um golaço e de distribuir o jogo no ataque. Nota 9.

Serginho novamente se desdobrou. Num determinado momento, eu o vi na área do cruzeiro e segundos depois, tomando uma bola do Ortigoza na nossa linha de fundo. Inacreditável! E não errou passes. Em futebol, treinamento é tudo! Nota 9,5.

Giovanni marcou com competência, tomou porrada, foi pra dentro dos caras,  lançou bolas preciosas para os atacantes, jogou perto da área adversária, cobriu a zaga e a lateral esquerda e ainda, para coroar o seu show particular, provocou a expulsão de Montillo. Este foi nota 10!

Faço uma menção honrosa em defesa de um jogador que a torcida vaia com a maior facilidade do mundo: Patric. Jogou muito o garoto! Errou? Sim, no lance do gol do cruzeiro.

Mas qual outro jogador dentro de campo deu mais sangue que ele? E meteu o gol da vitória, ainda por cima. E quase fez o terceiro! Ora, vamos estragar mais um? Deixa o cara jogar, pô!

Eu era contra a sua manutenção. Não sou mais. Não sou burro de defender idéias só para dizer que estou certo.

Enfim, foi um jogo bem jogado. Em alguns momentos, o Galo me deu a impressão de um time super experiente.

Porque isso? É a força do vestiário, minha gente!! É o técnico que incute na mente da equipe o que ela será dentro de campo.

E isso é para poucos! Salve Dorival Júnior!

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O GALO, COM ALEXANDRE KALIL, PENSA GRANDE NOVAMENTE.

Quando há algo para ser reforçado, tem de se reforçar, não importando o número de jogadores, mas sim a qualidade acrescentada ao plantel.

Nesta linha de ação, a diretoria do Atlético se mexeu bem antes dos concorrentes.

Quase que de uma só tacada, o presidente Kalil anunciou mais 3 contratações importantes: Leonardo Silva (ex-cruzeiro), Giovanni (ex-Grêmio Prudente) e Mancini (ex-Internazionale de Milão).

Leonardo Silva vem para compor dupla de zaga com Réver. A minha expectativa é que, baseada na altura dos dois _ ambos com mais de 1,90 de altura _ e na inegável capacidade de cabeceio aliada a um belo poder de destruição por baixo, esta zaga dará o que falar em 2011.

Tem tudo para se transformar, na prática, no melhor miolo de zaga do país, pois no papel, certamente já o é.

Mas Leonardo Silva, que vem de cirurgia e 6 meses de estaleiro, necessita de tempo para recuperar aquela velha forma que encheu os olhos de todos nós.

A contratação do xerifão foi nas barbas da diretoria cruzeirense, que, devido à penúria financeira em que se encontra, não teve cacife para bancar o zagueiro em suas fileiras. E nem forças de lutar por ele.

O Galo então foi até lá e o tomou como se toma pirulito de uma criança. Simples assim.

O meu receio é que haja revide do cruzeiro e a sua diretoria _ esperta que nem um filhote de preguiça africana _ acabe nos privando dos serviços de Ricardo Bueno, pois necessitam de centroavante por lá.

Aí sim, estaremos todos ferrados por aqui!!

Pior se levarem Diego Macedo ou Jackson. Mas vamos mudar de assunto, pois só de pensar nessas hipóteses o sangue me gela nas veias de tanto medo!

Giovanni chega para ser reserva de Renan Ribeiro.

Muitos dizem que é um apenas um goleiro mediano, mas nas duas partidas em que o vi atuar contra o Galo, ele simplesmente fechou o gol. Sem dúvida, foi o melhor em campo.

Então, só posso elogiar a sua contratação, pois pelo menos na minha visão, ele obteve 100% de aproveitamento. Que se dê bem por aqui.

Mancini, o último a ser anunciado por Kalil, talvez seja a grande contratação aos olhos da Massa, embora eu não esteja assim tão entusiasmado.

No meu ponto de vista, Leonardo Silva e Richarlyson foram aquisições muito mais valiosas.

Mas não posso deixar de louvar o esforço do Kalil e do Maluf, a dupla de aço do futebol brasileiro, em contratar um jogador de nível internacional.

Certamente, a sua vinda agregará valor à marca Clube Atlético Mineiro.

Quero dizer que quando via Mancini jogar pelo Roma, a minha opinião era drásticamente diferente. Lá ele jogou muita bola.

Mas na Inter _ e no Milan _ ele não jogou 10% daquilo que produziu na equipe romana. E lá se vão mais de 3 anos. Tempo demais para um meia-atacante permanecer em má forma técnica.

Torço para que dê certo e não critico a contratação. Se Dorival Junior a aprovou, deve ter planos consistentes para encaixá-lo em seu esquema de jogo.

E se funcionar, serei o primeiro a elogiá-lo. Mas neste momento, me reservo o direito de ficar aqui de butuca, matutando, matutando e pitando um cigarrinho de palha na beira do caminho.

Que Mancini, Geovanni e Leonardo Silva sejam muito bem vindos à nação alvinegra.

Que possam contribuir, cada um com o seu talento e aptidão, na grande jornada que encherá o coração da Massa de orgulho e comemorações.

E viva Alexandre Kalil, o herdeiro honrado de um honrado Elias Kalil. O herdeiro do pensamento grandioso dos anos 80, quando fomos, durante anos, o melhor time do Brasil e tínhamos o melhor presidente, da mesma forma que temos hoje.

Eu sei que Elias Kalil, lá no céu neste momento, enrolado numa enorme bandeira preta e branca, aponta para Belo Horizonte e diz, com a voz plena de orgulho genuíno:

Tá vendo aquele lá? É o meu filho Alexandre, que honra a minha memória todo santo dia!!

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