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DEPENDÊNCIA TARDELLIANA E O LU(I)XO DO MINEIRÃO.

diego-tardelli-comemora-gazeta-press-436SOBRE O JOGO:

Eu tinha dúvidas sobre a real importância de Bernard e Tardelli no dinamismo tático da equipe atleticana. Hoje não tenho mais. Os dois jogadores, mais Ronaldinho Gaucho, são os responsáveis diretos pelo jogo criativo, veloz e envolvente que o Galo desenvolvia até então.

Com suas ausências, a equipe empobreceu tecnicamente de uma tal forma que no jogo contra o Villa Nova custou a estabelecer um domínio claro das ações em campo. Pelo contrário, em alguns momentos, o Villa é que ditou o ritmo.

Em elenco com as  ambiciosas aspirações do Galo este ano, deveria existir reservas à altura dos titulares para que o time não sentisse tanto. Só como exemplo, peguem o plantel do Corinthians. Saem dois ali e o time não sente nem cosquinha. Têm reservas que mantêm o nível, o esquema e a fluidez de jogo.

Essa hiper-dependência de dois jogadores não é um bom sinal para o Atlético. Embora quase incomparáveis tecnicamente, deveriam ter peças de reposição com as mesmas características.

Até que Bernard tem em Luan um substituto que produz razoavelmente pelo lado esquerdo, embora corra mais do que raciocina. Mas Tardelli está absolutamente descoberto.

SOBRE O MINEIRÃO:

Considero o Mineirão um curral de luxo que trata gado holandês como gado pé duro. Com o ingresso na mão, a torcida enfrentou gargalos para entrar no estádio e algumas pessoas, apesar de terem chegado bem antes do início do jogo, só conseguiram assistí-lo aos 40 minutos do 1º tempo. Um absurdo de incompetência. Um verdadeiro acinte ao consumidor. E o pior, impunemente!

Segundo o dr. Jarbas Lacerda, o Galo deverá receber apenas 43% da renda. Isso traduz fielmente a ação entre amigos que o governo mineiro estabeleceu no estado. O protagonista do espetáculo _ que leva 48.000 pagantes ao estádio _ é o clube. Entretanto, quem ganha é a empreiteira. Absurdo dos absurdos!

Os pouco mais de 8.000 ingressos de renda exclusiva da Minas Arena (anel inferior) não foram vendidos, deixando vazios na arquibancada. A empreiteira carioca não se interessou em vendê-los. Seriam mais de R$ 1.300.000,00  a serem reduzidos nos pagamentos (R$ 3.700.000,00) que o governo, idiotamente, realiza todo santo mês.

Por ter esse montante garantido, a Minas Arena não se move para vender ingressos. Afinal, com um contrato assinado no qual a empreiteira entrou com a p… e todos nós (povo, clubes e governo) com a bunda, que interesse haveria? Às custas de amigos políticos, botaram o burro na sombra!

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