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GALO, FUTEBOL E AS COISAS MAIS IMPORTANTES DA VIDA

colunarobertolopes2Quem gosta de futebol certamente já ouviu que se trata da coisa mais importante dentre as menos importantes. A frase é de Arrigo Sacchi, que foi treinador da seleção da Itália. Nunca gastei muito fosfato examinando essa afirmação. Intuitivamente, entretanto, sempre me pareceu fazer sentido. Filosofias à parte, fato é que, esteja ou não o futebol entre as coisas mais importantes da vida, ser torcedor nos proporciona momentos inesquecíveis.

E…

Aposto que você pensou no jogo contra o Flu! Com razão. Neste ano, a palavra inesquecível está irremediavelmente vinculada àquele jogo épico. Não é diferente comigo, mas não é disso que eu quero falar. Nesse campeonato, eu vivi um momento ainda maior.

Era do início pro meio do segundo turno, rodada importante, jogo do Galo com o Grêmio no Independência. Estava eu colocando a camisa do Galo (a da sorte, óbvio), quando aparece Fernanda, minha filha de 4 anos: – Papai, você vai pro campo?

– Vou, filha, hoje é dia de torcer pro Galo de novo!

– Papai, que dia eu vou poder ir ao campo?

(…)

– Pois é, filha, algum dia desses eu vou te levar…

– ?

[olhinhos me encarando]

(…)

[neurônios trabalhando]

(…)

– Peraí, filha, vou falar com a sua mãe.

Minha mulher tem pavor de acontecer alguma coisa com criança em campo de futebol. E, para piorar, é cruzeirense, de forma que todos os meus argumentos sentimentais, do tipo “mas é o GALO!”, não costumam funcionar.

Bem, fato é que empenhei saliva e argumentos, prometi pra essa geração e para a próxima, assinei promissória da alma e do corpo, liguei para o Corpo de Bombeiros, mostrei o plano de evacuação em caso de emergência, avisei a PM para ficar de prontidão e… consegui! Minha gatinha iria comigo ao jogo. Aí, foi uma festa só: colocar a roupa toda do Galo – até a meia era do uniforme -, pegar uma blusinha e simbora pro campo.

Quando chegamos lá, ela viu aquela festa linda da torcida, como sempre. Fernanda ficou maravilhada com o bandeirão, gostou dos fogos de artifício, adorou o Galo Doido. Quando o time entrou em campo, ela gritou junto comigo. Quando o jogo estava para começar, perguntou:

– Papai, o jogo já acabou?

– Não, filha, ainda nem começou.

– Ahhhh…

Ela assistia. Não estava entendendo muita coisa, mas estava ali, e isso era tudo que importava. Eu tentava explicar quem era o juiz, onde nosso time tinha que fazer gol, que o moço com roupa diferente era nosso goleiro. Um jogador do Galo caiu depois de uma entrada dura, e ela, preocupada:

– Papai, o moço do Galo machucou…

– É, filha, mas ele já vai melhorar.

– Por quê o outro moço machucou ele?

– Foi sem querer, filha…

Lá pelos trinta e cinco minutos, pediu para sentar no meu colo, se aconchegou. Para quem foi ao Independência naquele dia, é fácil lembrar do frio que estava fazendo. Veio o intervalo de jogo e, quando olhei pra ela, estava dormindo. Até então, eu achava que nunca ia chegar o momento em que alguma coisa me fizesse deixar o Galo no meio de um jogo. Mas minha menininha estava ali, dormindo e provavelmente com frio.

Aí, até o Galo ficou menos importante do que as coisas realmente importantes. Fui embora no intervalo, feliz da vida. Naquele dia, o Galo empatou, mas eu ganhei de goleada!

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ATLÉTICO 2 X 2 PONTE PRETA – FRUSTRA, MAS NÃO DESMERECE.

Não quero criticar um técnico que é o maior responsável pela montagem e acerto desse timaço que o Atlético é hoje.

Cuca pinçou contratações acertadíssímas, analisou as características de cada jogador e o lançou exatamente onde produz bem na engrenagem. É o responsável direto pela liderança e pela fluidez com que a equipe joga.

Por isso é que me espantei com a forma como Cuca abriu o time ontem. A entrada de Guilherme no lugar de Serginho foi uma grande sacada, pois a equipe empatava a partida. Ok. Naquele momento, tudo o que se pedia era ousadia e ele ousou no instante certo.

Entretanto, após o segundo gol, era premente uma substituição mais conservadora, que retomasse o poder de combate no meio de campo. Uma boa pedida seria Soutto no lugar de um atacante. Mas não, Cuca seguiu abrindo ainda mais e lançou Berola e Leonardo.

E aí toda a responsabilidade pela proteção à defesa ficou à cargo de um só volante, Leandro Donizeti. Foi quando a Ponte Preta, contando com espaços em profusão e uma sorte rara, empatou o jogo.

Eu não entendi a intenção. Um 2 a 1 contra Ponte Preta ou contra o Fluminense é a mesma coisa neste campeonato tão difícil. Golear a Ponte não traria resultados práticos. Afinal, guardar 3 pontos na sacolinha é o que importa, seja vencendo o Íbis ou ganhando do Barcelona. E se for de meio a zero… vale também.

Enfim, foi um deslize que, à luz da razão, serve como lição e pode até revigorar a concentração do time, se estiverem com a cabeça forte para não se abaterem. E não empana, de modo algum, o excepcional trabalho que Cuca faz. Frustra, mas não desmerece.

O Fluminense também empatou e o Grêmio encostou. Embora tenhamos ganhado apenas 2 pontos dos últimos 6 disputados, ainda somos líderes. E agora temos pela frente uma pedreira chamada Corinthians que, além de poderoso elenco, conta com a subserviência da Comissão de Arbitragem da CBF.

Bem que podíamos estar viajando para São Paulo com uma gordura de 4 pontos para o segundo colocado, mas, se não foi possível, paciência. É seguir em frente com toda garra e com todo apoio do mundo.

Espero que o Galo esteja disposto a afiar as esporas novamente e voltar a vencer. Se isso ocorrer em território paulista, será uma vitória épica!

Eu creio nisso! E você, amigo, acredita? Sua opinião é importante.

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Assistam aos melhores momentos:

Galo e CBF: até que ponto estamos sendo prejudicados?

Os números do Atlético em 2012 são animadores. Em 32 jogos disputados até agora, considerando Campeonato Mineiro, Copa Sulamericana e Campeonato Brasileiro, foram 25 vitórias, 5 empates e apenas 2 derrotas. Um aproveitamento de inacreditáveis 83,3%*. Ainda assim, parte da torcida atleticana parece não estar à vontade para comemorar a ótima fase, especialmente após o último final de semana, quando o jornalista Jorge Kajuru fez uma grave denúncia. Segundo ele, a CBF, na figura do sempre presente Ricardo Teixeira, estaria disposta a sabotar o Atlético Mineiro enquanto seu mandatário for Alexandre Kalil.

Não quero discutir se o jornalista disse a verdade, se o Eurico Miranda disse a verdade ou mesmo se o Ricardo Teixeira disse a verdade. Tenho, no entanto, algumas observações.

A questão é: em que sentido uma denúncia desse tipo, enquanto o time está voando em campo, pode ajudar ao Clube e sua torcida? Como bem disse o jornalista Léo Gomide, do Estadão/ESPN, quando alguém sugere que a taça será “arrancada” de suas mãos por meio de um complô, o torcedor acredita que todo trabalho está sendo em vão.

É inegável que o Galo foi prejudicado pela arbitragem em mais de um jogo neste Campeonato Brasileiro de 2012, mas sejamos sensatos: se houvesse mesmo um complô, aquele gol do Fluminense não teria sido anulado. Durante toda a partida, o Atlético foi prejudicado, teve faltas invertidas e um pênalti a seu favor não marcado. Então, por isso mesmo, se fosse o grande objetivo da arbitragem fazer com que o Atlético perdesse aquela partida, por que motivo nos roubariam tanto durante o jogo e no final anulariam o único gol do Fluminense? Honestamente, faz algum sentido?

O Atlético teve dois gols mal anulados contra o Palmeiras. O Palmeiras foi prejudicado contra o Cruzeiro. O Cruzeiro foi prejudicado contra o Santos. O Atlético foi prejudicado contra o Santos. O Atlético foi beneficiado contra o Náutico. O Grêmio reclamou de ter sido prejudicado em três jogos, mas foi beneficiado contra o Bahia. Só para citar alguns jogos.

A arbitragem é ruim e parece errar mais frequentemente contra alguns times. Portanto, seria preciso que os clubes prejudicados se organizassem para juntos cobrarem uma arbitragem mais bem preparada. É preciso protestar contra o mau nível do apito nacional. De olho no apito, sempre.

Mas, quanto à tal conspiração da CBF contra o Galo, fico pensando que tipo de ódio poderia nutrir Ricardo Teixeira por Alexandre Kalil. É certo que no ano passado o presidente do Atlético atuou como adversário da CBF e da Globo durante a negociação das cotas de TV e apoiou até o fim a manutenção do Clube dos 13. Porém, ficou sozinho na luta e teve que voltar atrás. E, tendo voltado atrás, acredito que a CBF prefira ter o Atlético o mais próximo possível, e não como um inimigo mortal.

O trabalho do Galo em 2012 é excelente até aqui. Desviar o foco para um possível complô serve para gerar uma torcida esquizofrênica e medrosa, o que poderá, de verdade, influenciar o time e atrapalhar os resultados. Por isso, é preciso amadurecer e saber filtrar o tipo de informação que pode nos ajudar ou pode minar nossas forças.

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GRÊMIO 0 X 1 ATLÉTICO – NA BOLA E NA RAÇA!

A repetição de jogos sempre com uma enorme gana e a mesma obediência tática começam a consolidar um sentimento de segurança na mente do atleticano.

A Massa está voltando, pouco a pouco, a acreditar que é possível. E esse clima de confiança mútua é que dará a liga necessária para a equipe deslanchar de vez, tenho certeza.

Não ganhamos absolutamente nada ainda. Estamos apenas na 7ª rodada de um dos campeonatos mais difíceis do mundo. Mas se avaliarmos com justiça a doação coletiva do time em busca de um mesmo objetivo, nós temos de abraçar a mesma causa e seguirmos, time e torcida, por um só caminho, ao som glorioso de um só hino. E que, a partir de agora, se decrete o fim das vaias, PELO AMOR DE DEUS!

Ontem foi na bola e na raça! O Grêmio, no início, se lançou ao ataque como sempre faz no Olímpico. O Galo se retraiu demasiadamente e a impressão que se tinha era que o time sulista marcaria a qualquer momento.

Entretanto, o Atlético foi encaixando seu jogo de acordo com o que ia conhecendo de seu adversário. Em bloco defensivo sólido, contentava-se apenas com os contra-ataques, mas estes eram rápidos e agudos.

Num destes, depois de escanteio, Bernard alcançou uma bola perdida, aplicou dois lençóis em dois gremistas e serviu com afeto e com açucar a Jô, que estufou as redes de voleio. Um golaço que merece uma placa no Olímpico!

A partir daí, o Atlético se fechou ainda mais e apostou todas as suas fichas nos contra golpes. E foi assim até o final da partida. Sobretudo no 2º tempo, parecia que o Grêmio sufocava o Galo em seu campo. Mera ilusão. Enquanto o tricolor gaúcho atacava, o Atlético perdia gols. Mais um ataque do Grêmio, mais um gol perdido pelo Galo.

Uma palavra define bem o comportamento tático da equipe: CIRÚRGICO!

Enquanto a torcida gremista vaiava Ronaldinho Gaucho, Bernard partia como um bólido pela esquerda. Só a jogada do gol pagaria qualquer ingresso, seja VIP ou popular. Na minha opinião, foi novamente o melhor em campo. Outro destaque foi Danilinho. O sacrifício de seu próprio estilo em favor do trabalho coletivo, atuando entre os volantes e na cobertura do lateral-direito, além de encontrar forças para estar na área adversária, é digno de admiração de quem entende de futebol.

E na esquerda, Bernard fez o mesmo. Ouso dizer que Bernard e Danilinho hoje são o esteio do esquema do Galo, embora Bernard tenha um papel mais ofensivo que Danilinho. Sinceramente, com tanto esforço físico, receio pelas condições dos dois até o fim da temporada.

Destacar Pierre e Donizeti está virando lugar-comum. Ambos são um terror para qualquer oponente. Zé Roberto que o diga. O máximo que conseguiu foi simular faltas a toda hora e trocar passes laterais. A cada dia que passa, fica mais difícil suplantar a dupla de buldogues na proteção à zaga. Um completa o outro como azeite e salada.

Embora Bernard tenha sido o melhor da partida, sou obrigado a dar destaque especial  à hombridade de Giovanni. Entrou em campo sabendo que no próximo jogo estará na reserva de Victor. No entanto, honrou a camisa e agiu com personalidade ímpar. E, acabou fazendo a sua melhor partida pelo Atlético. Ontem, Giovanni defendeu até pensamento. Será uma peça importante na campanha deste ano, não tenha dúvidas.

Não há destaques negativos. TODOS deixaram no gramado do Olímpico o suor da raça atleticana.

Uma bela vitória que encheu a nação alvinegra de orgulho e de esperança!

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Assista aos melhores momentos:

ENFIM, TEMOS GOLEIRO! UFA!

Victor, chamado pela torcida do Grêmio de “A Muralha Tricolor”, é do GALO!

Um excelente goleiro, sem dúvidas, mas por si só, não representa a salvação da pátria. Nenhum jogador, isoladamente, a representa.

Entretanto, chega para suprir uma deficiência crônica desde a saída de Diego Alves e carrega a responsabilidade de dar fim às apostas em uma posição que se tornara um verdadeiro pesadelo para a Massa.

Victor é paulista de Santo Anastácio, tem 29 anos e mede 1,94 m.

Custou 3 milhões de euros (que serão pagos em 2 anos) mais 50% do passe de Werley que, convenhamos, dificilmente teria espaço aqui novamente. Contrato de 5 anos.

É um valor altíssimo para um goleiro? Aparentemente sim, mas no meu entendimento, não.

Já se foi o tempo em que goleiro era barato, apesar de sua extrema importância na equipe. E neste caso específico muito menos, pois a nossa necessidade era tão premente que o montante investido ficou em segundo plano. “Cada um sabe onde o calo lhe dói!”

Em 99% dos casos, um time campeão não se faz sem goleiro competente. Não adianta contratar o “escambau” lá na frente, meter gols em todos os jogos, se na retaguarda um goleirinho meia-boca entrega o ouro aos bandidos. E o que antes era barato sai mais caro do que o valor que o Galo paga no Victor.

A maior prova do acerto da contratação é o choro e ranger de dentes da torcida gremista, que, através das redes sociais, lamentou profundamente a saída de seu ídolo e capitão da equipe.

A vinda de Victor demonstra que Alexandre Kalil está pensando grande este ano. Há muito que eu o criticava. Entretanto, é chegada a hora de elogiá-lo.

A ambição é uma maiores virtudes em um clube do porte e da grandeza do Atlético. E constato que esta contratação só foi feita porque quem a fez traz consigo a vontade férrea de ser o melhor, de ser o campeão. A ambição está de volta!

Parabéns, Alexandre Kalil. Elias Kalil certamente faria o mesmo… e este é o maior elogio que um atleticano pode fazer!

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ATLÉTICO 2 X 0 GRÊMIO – UMA LUZ JÁ ILUMINA O GALO!

Uma luz abençoada já ilumina e beija o escudo do Galo no horizonte!

A segunda divisão está cada vez mais distante de uma equipe raçuda e disposta a pulverizar qualquer possibilidade de descenso.

Cuca, que ajustou a defesa antes de qualquer outro setor no time, tem os maiores méritos no renascimento de um Atlético que, se não joga um futebol maravilhoso, pelo menos deixa sangue, suor e lágrimas no campo de batalha.

Já são 3 vitórias seguidas. E a mais difícil foi contra o Grêmio, que vestiu azul e com o azul foi defenestrado na Arena do Jacaré. Na próxima, garanto que eles escolherão outra cor.

O clube gaúcho sempre foi uma equipe enjoada para se jogar contra. São fortes defensivamente e, quando detêm a posse de bola, trocam passes em direção ao gol. Não ficam penteando a bola no meio de campo.

Mas o Galo, empurrado por mais de dezessete mil torcedores, não tomou conhecimento e agrediu o tempo todo. Hoje o Atlético pode se mandar para o ataque com mais tranquilidade que antes.

Porque? A explicação chama-se PIERRE! Este jogador é um verdadeiro pittbull, daqueles com sangue nos olhos e a baba escorrendo espumante pelos cantos da boca. O adversário, só de olhar, treme dentro das calças… ou do calção!

Desde que chegou, a defesa adquiriu consistência e reduziu substancialmente o número de gols tomados. Triguinho, em um posionamento de 3º zagueiro criado por Cuca, consolidou ainda mais o setor. Hoje é a melhor defesa do Brasil, sem dúvida nenhuma. Tanto que é a menos vazada do returno.

O Galo vencia por 1 a 0, quando, aos 7 minutos do segundo tempo, Neto Berola foi expulso por uma jogada que nem falta foi. Vencemos, tudo bem, mas não podemos esquecer o quanto Wilson Luiz Seneme tentou sabotar a vitória.

Inverteu inúmeras faltas no meio, irritou os jogadores do Galo, expulsou Berola injustamente, etc. etc. etc. É bom que o movimento #DeOlhonoApito não o perca de vista. Juizinho ordinário!

Quando o Grêmio dominava as ações e as coisas ficavam pretas para o nosso lado, eis que Marquinhos Cambalhota mata a bola na entrada da grande área _ em sua primeira participação no jogo _ e dispara um torpedo que Vítor nem viu onde entrou. E nem dois goleiros veriam.

O cara que, durante quase o ano inteiro, armou acampamento no Departamento Médico do Galo, surpreendentemente entrou e resolveu o problema. Matou o jogo e coletou mais 3 pontos para a nossa sacolinha.

Benditos 3 pontos que trazem consigo um alívio enorme para a nação alvinegra. Até poucas semanas atrás, a situação era catastrófica. A esperança havia se despedido de forma melancólica.

Mas voltou com força! Se o time permanecer com essa pegada e a disposição de atropelar, como ontem aconteceu, ouso dizer que será duro para os futuros adversários ganharem do Galo!

E agora só faltam 3 pontos para garantir um 2012 totalmente diferente de 2011. O senhor Alexandre Kalil está me ouvindo? Podemos aspirar a algo mais do que ficar, outra vez, lutando pra não cair, senhor presidente?

Pierre será o único jogador em destaque nesta crônica porque não quero ser injusto com os outros. Na minha visão, todos jogaram muito bem, todos suaram em busca do triunfo. Nova menção especial a Renan Ribeiro, que salvou o Atlético com uma defesaça ao final do jogo. O garoto está se recuperando, agora tenho certeza.

E que venha o Figueirense. Finalmente, voltei a torcer para o Galo jogar!

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O RETORNO DE DOM DIEGO TARDELLI

Aumentaram as especulações acerca do retorno de Diego Tardelli ao Atlético.

O próprio Tardelli se incumbe de alimentar o boato ao postar no twitter frases que sugerem um breve retorno.

O presidente Kalil e Eduardo Maluf se apressam em desmentir, sob a alegação de  que Anzhi (Rússia) e Tardelli pedem valores absurdos, impossíveis de serem bancados.

O ex-centroavante atleticano não seguirá jogando no Anzhi. Não consegue atuar bem e não é relacionado para as partidas.

Diante do que afirma todos os dias no twitter, a vontade de Dom Diego é retornar ao Galo. E eu acredito nisso, embora saiba que, como profissional que é, o dinheiro é que definirá o seu destino.

A torcida espera por ele, eu sei. Mas, objetivamente, levanto uma hipótese: se o time de 2011 tivesse feito uma excelente campanha, a aspiração da nação seria a mesma?

Em outras palavras, se Kalil, de forma competente _ o que é quase impossível com Maluf do lado _ tivesse substituído Tardelli à altura, teríamos nós a mesma ansiedade em tê-lo de volta?

Embora eu já tenha me decidido a apoiar o retorno do artilheiro, me pergunto se isso está mais escorado nas frustrações da era pós-Tardelli do que propriamente na consistência do “ídolo” que ele foi… ou é.

E Tardelli foi efetivamente ídolo do Galo? Eu não saberia responder a essa questão, pois sou muito exigente em relação ao conceito.

Entretanto, ídolo ou não, eu não posso negar que seria um baita reforço nas atuais circunstâncias. Pelo menos, é um cara identificado com o DNA do Clube Atlético Mineiro, ao contrário da maioria dos contratados neste ano.

Ao mesmo tempo, qual seria a resposta do Kalil à seguinte pergunta: você, que pagou os tubos no Guilherme (que joga um futebol bem chinfrim), está disposto a investir no Tardelli, que custa menos, mas vale muito mais?

Politicamente, no meu ponto de vista, Alexandre Kalil está numa sinuca de bico perante a torcida atleticana. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!

E para acirrar a discussão, tem ainda a insegurança da direção do Atlético quanto a permanência na série A.

Você fecharia com Tardelli para garantir o negócio ou aguardaria a definição do nosso destino no campeonato brasileiro? Lembre-se que, na escolha da última hipótese, tem Catar, Turquia, Palmeiras, Vasco e Grêmio interessados.

E aí? Disposto a discutir a melhor solução?

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GRÊMIO 2 X 1 ATLÉTICO. BOLA PARADA = TERROR.

Mais uma derrota sendo contabilizada em nosso caderninho.

Dos 18 pontos disputados até agora, botamos na sacola só 6.

A chamada fase de transição (chegada de jogadores e saída de outros) só fez enfraquecer o time. Aliás, essa tal transição em meio a um campeonato tão importante quanto o brasileiro, não entra na minha cabeça.

Alguns que sairam são melhores do que os que chegaram. Isso é fato.

Mas a diretoria está tão tranquila que desconfio que algo de bom já está armado nos bastidores para depois da Copa. Porque se isso não for verdade, meus amigos, estamos todos lascados!

Ontem, o Galo fez um primeiro tempo sofrível. Chutões em profusão sem conseguir trocar 3 passes seguidos.

A nossa sorte é que, logo após o gol do Grêmio, novamente de bola parada, Ricardinho conseguiu empatar com um chute despretensioso, que resvalou na perna de um zagueiro e foi morrer nas redes.

Voltou para a segunda etapa melhor postado em campo. Rafael Jataí e João Pedro me surpreenderam. Menos nervosos, puderam desenvolver um futebol mais condizente com a grandeza desta camisa.

Jataí, inclusive, mostrou uma certa ousadia ao partir com a bola dominada para o ataque, em algumas oportunidades.

Ambos vindos da base, deram um sangue danado ali no meio. Eu não sou um daqueles que endeusam os garotos da base só pelo fato de terem sido criados e amamentados na Cidade do Galo. Mas tenho de reconhecer que Jataí e João Pedro correram o dobro do que outros mais experientes vêm correndo.

E veio o segundo gol do Grêmio. E novamente de bola parada, que é sinônimo de verdadeiro terror para a nossa defesa. A bola alçada à área pegou Hugo completamente livre.

Uma cabeçada defensável que se transformou em gol, como sempre. Goleiro fraco é uma desgraça em qualquer defesa. Desestabiliza até um Buda, exemplo maior de serenidade e harmonia zen. Se Buda fosse um zagueiro, estaria rasgando o uniforme com a unha!

Se estamos contratando para o segundo semestre, é vital inserirmos na lista um goleiro de expressão. Um daqueles que pegam bolas quase impossíveis. Pois se isso não acontecer, até com Messi em campo continuaremos perdendo.

Após o gol do Grêmio, o Galo jogou o restante da partida no campo do tricolor gaúcho. Parecia que o empate era questão de tempo.

Ricardinho, o melhor do Atlético, distribuía bem o jogo e acabamos perdendo todas as chances que foram criadas. Numa delas, Diego Macedo (razoável) perdeu um gol com o gol vazio. E o empate não veio, mesmo com Ricardo Bueno entrando no lugar de Jairo Campos.

Pois Ricardo Bueno entrou e Muriqui sumiu. Durma-se com um barulho desses!

Embora tenhamos perdido, o time mostrou outra atitude em campo. E só isso já serve de paliativo na dor que sentimos a cada vez que o Galo sai derrotado de campo.

Mas objetivamente falando, é mais um tropeço de uma equipe que iniciou o campeonato como uma das candidatas ao título.

O que me preocupa, deveras, é ver que o extremamente caro dedo do treinador não está saindo na foto. Temos hoje um time sem padrão de jogo, sem jogadas ensaiadas e girando que nem uma barata tonta nas quatro linhas.

Temos a defesa mais vazada do campeonato e a cada embate, constatamos que nada foi corrigido.

Até quando seremos candidatos a campeões nas entrevistas coletivas e um time apenas mediano em campo?

Ou estou exagerando? Com a palavra, os leitores e comentaristas do L&N.

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