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GUARANI-DIVI 0 X 4 ATLÉTICO

Não dá pra analisar um jogo do campeonato mineiro imaginando a força do time em comparação com os grandes de São Paulo e Rio de Janeiro ou mesmo do Rio Grande do Sul.

O Guarani _ tanto quanto o Boa e os outros do interior _ não testou o Galo.

Vi uma partida em que o Atlético foi consistente em seu sistema defensivo, mas nada que enchesse os olhos do meio para a frente.

Falta muito ainda. O caminho será longo, tenham a certeza.

Bernard fez uma falta danada e Mancini, apesar do gol e de levar perigo com seus chutes, só veio a desenvolver um melhor futebol na 2ª parte do 2º tempo. E aí foi substituído.

O sonho de uma dupla de zaga é ter uma dupla de volantes como Pierre e Leandro Donizeti à sua frente. Os dois são incansáveis na roubada de bola. Acho difícil que Cuca abra mão desses cães de guarda em favor de Filippe Soutto, que é bom com a bola nos pés, mas não tem, nem de longe, a mesma pegada.

Bom foi ver André deslanchar a cada jogo. Sempre presente na área e com faro de gol, começa a justificar a sua contratação. Hoje, por causa dos 3 gols, sem dúvida foi o melhor em campo.

A ausência de Bernard obrigou o treinador a fazer importantes mudanças táticas no jeito de jogar atleticano.

Escudero foi posicionado à esquerda, quase como ponta, Danilinho à direita e a distribuição do jogo pelo centro ficou a cargo de Mancini. Que não distribuiu e errou passes demais para um armador que se preze. Mesmo assim, se esforçou muito e foi o seu melhor jogo depois do retorno.

Mudanças demasiadas, no meu modo de ver futebol. Em alguns momentos, a equipe parecia estar completamente perdida em campo, tanto que, antes de levar o 3º e o 4º gols, o Guarani, com todas as suas limitações, teve maior posse de bola.

Enfim, foi uma boa vitória que nos eleva à condição de líderes de um campeonato que não serve de parâmetro para absolutamente nada.

Mas uma goleada é sempre bom para elevar a auto-estima, seja lá contra quem for.

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Assistam aos gols da partida:

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GUARANI 2 X 4 ATLÉTICO – UM PRIMEIRO TEMPO BRILHANTE.

Bastaram os primeiros 45 minutos para o Galo sacramentar mais  uma vitória em Divinópolis.

Um primeiro tempo brilhante que encheu os olhos da torcida alvinegra. Perfeito em todos os setores.

Raça, velocidade, troca de passes de primeira, lançamentos, antecipações, triangulações, enfiadas de bola, 1-2, tabelas…

Antes do primeiro gol, a meta do Guarani já fora alvo de inúmeros ataques alvinegros.

Até que o penalti foi marcado em favor do Galo.

Penalti este que _ cá entre nós e que ninguém nos ouça _ foi mandrake além da conta. Se dependesse do zagueiro, que até tirou o corpo, Berola nem seria tocado. Mas Berola, vivo como ele só, procurou o corpo do dito cujo e se jogou.

O juiz foi na onda e marcou. O que podemos dizer? Que não somos os únicos a sermos penalizados com penaltis inexistentes?

Após o primeiro gol, o Galo deslanchou. Aquele futebol que esperamos durante todo o ano de 2010 apareceu como num passe de mágica.

Time rápido, time objetivo, time bem treinado. E os gols entrando da forma mais natural deste mundo.

As jogadas foram se sucedendo em ritmo alucinante, assim como num filme de ação.

Até que Neto Berola recebe um lançamento de Serginho e, com um toque de craque, encobre Fred e marca o quarto gol.

Sim, um lance de craque de um jogador que não é craque.

Aquela bola veio de lado e acelerada. Quando a bola está à sua frente, é fácil você dar um toque por debaixo dela e encobrir o goleiro.

Mas quando ela vem de lado e rápida demais, você corre o risco de errar o tempo e enviá-la para a lateral ou para a arquibancada. A não ser que você opte por dominá-la antes. E aí é outra história, pois depende muito do zagueiro que está fungando no seu cangote.

É por isso que digo que o gol de Berola pareceu fácil, mas foi difícil demais.

Acertar o contato do lado do pé com a bola para amaciá-la e encobrir o goleiro _ em um só movimento _ não é para qualquer um. Se fosse o peito do pé, seria um outro caso.

Para resumir a história, o Galo foi quase perfeito na primeira etapa… e uma negação absoluta no segundo tempo.

Como o jogo já estava ganho com sobras, é natural que sobrevenha o relaxamento. E aí a concentração mental vai pras cucuias.

Nessa hora, o corpo está ali em campo, porém, a cabeça já está curtindo o prazer de um banho frio para espantar o calor.

É quase impossível evitar. E sendo assim, o Galo foi outro completamente diferente no segundo tempo.

Destaques positivos:

No primeiro tempo, todos os jogadores foram tão bem, que fica muito difícil para mim destacar alguém. Talvez Ricardinho tenha sido mais uma vez o destaque do time, mesmo com todos atuando de forma tão brilhante.

Ricardinho está jogando este ano o que jogou em seus melhores momentos da carreira.

É o maestro da equipe, que dita o ritmo e ensina os tons. E não compromete a velocidade porque ele pode até não correr tanto, mas faz a bola correr muito.

Destaques negativos:

Ricardo Bueno: Até quando Dorival Júnior dará oportunidades a ele? Ricardo Bueno é o melhor zagueiro adversário que existe.

Diego Souza: Se colocou em campo de forma a ter a bola sempre longe dele. Não pôde ou não quis jogar.

Renan Ribeiro falhou no 1º gol do Guarani, mas não vou inserí-lo aqui como destaque negativo. Tem créditos demasiados.

Enfim, o que se deduz do jogo de ontem é que se o Galo repetir o primeiro tempo que realizou, será um páreo duro no Brasileirão e em todos os torneios que disputar.

Dorival Júnior está trabalhando muito todos os dias da semana e não somente na sexta-feira, como fazia o moleque do “proxeto” oco!

O cara é uma fera para montar times velozes e engrenados. E está repetindo aqui a mesma fórmula de sucesso que o catapultou para o topo da lista dos melhores técnicos deste país.

Eu estou muito otimista!

E você, caro amigo e leitor do L&N? Concorda comigo? Ou não?

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