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GUILHERME, A INCÓGNITA – MISSÃO PARA CIENTISTAS.

guilhermeQuando Guilherme chegou ao Galo, eu, por coincidência, tinha visto um jogo seu poucos dias antes, na Rússia.

Não fez nada, foi um dos piores em campo. Por esse motivo, não me entusiasmei pela contratação. Mas não critiquei sua vinda esperando que ele se recuperasse sob o sol deste país tropical. Afinal, na Rússia, as temperaturas abaixo de zero influem diretamente nas atuações, todo mundo sabe disso. E tive a esperança de dar certo, mesmo sabendo que quando foi vendido pelo cruzeiro, ele já não estava bem.

Mas Guilherme, tirando o campeonato mineiro de 2012 e algumas poucas partidas no 1º turno do Brasileiro, não encontrou seu lugar. Até hoje não sabemos qual posição é seu habitat, aquele terreno que ele conhece como ninguém. Pois em todos os setores de campo, ele não produziu o que se esperava dele.

É atacante? Não, é meia. É meia? Não, é atacante. Joga pelos lados? Não, joga centralizado. Joga mais pelo centro? Não, joga pelos lados. Ora, ora, que raios de jogador é esse que nem a própria torcida sabe a sua real posição, aonde ele rende mais? A posição verdadeira do Guilherme é uma incógnita digna de ser estudada por cientistas renomados!

E vem agora, justo numa semana decisiva, proclamar aos 4 ventos a sua insatisfação com a reserva! Quer entrar no lugar de quem? Ronaldinho? Tardelli? Bernard? Jô?

Faça-me o favor! Quando Guilherme entrou, por uma contingência, no lugar de um dos citados, só faltou dormir em campo!

Poucos tiveram tantas chances de jogarem, mostrarem futebol e se firmarem no time titular do Galo. Mas Guilherme não conseguiu sequer botar uma pulga atrás da orelha do Cuca!

Pena que tenha custado tanto dinheiro porque agora será um dificultador para sua saída. Pena que o clube tenha recusado proposta de ouro do CSKA no ano passado. Pena que Guilherme tenha sido apenas uma penugem que não fez diferença. Nem cosquinha!

E quer forçar a barra para ser titular…

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FIGUEIRENSE 3 X 4 ATLÉTICO – A CANÇÃO DO GALO!

Quando o placar de 3 a 1 para o Figueirense iluminou o estádio Orlando Scarpelli, eu quase desliguei a televisão. Naquele momento, a equipe atleticana estava tão perdida em campo _ sobretudo a defesa _ que o destino da partida tendia mais para o quarto gol do Figueira do que para o segundo do Galo.

Bem acostumado com as vitórias seguidas neste ano, eu olhava a tela estupefato com mais uma bola inimiga estufando as nossas redes.

Foi bom enquanto durou, pensei, dentro do espírito trágico e pessimista que é da natureza do atleticano. Depois de tantos anos amargurando o coração com campanhas medíocres, o amor pelo clube permanece inacreditavelmente intacto. Mas a confiança nos diversos times montados nesses anos foi pro beleléu.

E justo quando um plantel reconquista a fé da torcida, eu o vejo ali, inerte e alquebrado ante um adversário apenas razoável, mas que já enfeitava jogadas para inflamar ainda mais a torcida. O Galo estava abatido e sem reação.

Sem reação? Ledo engano. Glorioso engano! Numa bola alçada por Ronaldinho Gaucho, Leonardo Silva sobe, cabeceia e inicia o verdadeiro canto do Galo. Uma canção que dignifica a raça, a verdadeira entrega, aquilo que se denomina “o coração na ponta da chuteira”. Uma melodia alvinegra cantada pela alma e pelos pés.

E os acordes se estenderam maravilhosamente afinados no cruzamento de Jô para a cabeçada redentora de Bernard, o baixinho com a maior estatura que eu já vi na vida. Um 3 a 3 inimaginável! Um empate obtido pela férrea recusa de aceitar a derrota.

Mas não foi só. Não bastava um empate para confortar a imensa nação atleticana de unhas roídas e de olho comprido na telinha. O time se mandou para o ataque, enquanto o time do Figueirense, tal como eu nos 3 a 1, queria desligar a televisão a todo custo.

Mas não deu tempo. Guilherme recebeu a bola na frente da área, levantou a cabeça, não tinha jogada, mas vislumbrou um lançamento para Serginho. Reparem no VT que a bola de Guilherme passou milimetricamente entre dois defensores do Figueira antes de chegar à Serginho. Este foi à linha de fundo e rolou para o mesmo Guilherme decretar o que seria a virada mais sensacional deste campeonato brasileiro.

Vitória maiúscula da garra, da raça, da reconstrução da verdadeira identidade do Clube Atlético Mineiro, cuja história foi feita de conquistas épicas alcançadas com muito suor e valentia!

Este é o Galo que eu conheci quando cheguei a Belo Horizonte com 7 anos de idade. Foi por este Galo que eu me apaixonei e, por causa dele, perdi empregos, namoradas e quase afundei casamentos. E outras “cositas mas”.

Este é o NOSSO Atlético. Independentemente de quem jogou mal ou bem, louvo a  fé inabalável na virada quase impossível. Homenageio os que honraram esta sagrada camisa e nos orgulharam como um bom filho orgulha o pai!

O líder permanece mais líder do que nunca… e não será qualquer um que nos derrubará! Tenham a certeza disso.

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Assistam aos melhores momentos:

AMÉRICA 1 X 1 ATLÉTICO – FINALMENTE, GUILHERME CHEGOU.

Com 3 zagueiros e Guilherme armando no meio, até que o Atlético não jogou tão mal assim.

Quando a coisa apertava, entregava-se a bola para Guilherme, que arredondava-a e mostrava ao público que no gramado ainda pulsava vida inteligente.

O camisa 10 do Galo foi, disparado, o melhor em campo. Combateu, distribuiu, foi incisivo em lançamentos agudos e se não chutou a gol foi porque não teve chance.

Com André suspenso para o próximo jogo, o meu temor é que Cuca adiante Guilherme para jogar isolado dentro da área. Fazendo isso, perderá a cabeça pensante no meio e, ao mesmo tempo, não terá quem construa jogadas para que ele arremate.

O Atlético não possui poder de fogo no ataque, essa é que é a verdade. Bernard voltou mal da contusão, André não dá prosseguimento às jogadas e os laterais/alas, que deveriam apoiar e criar opções, não o fazem.

Apesar de seus defeitos visíveis, o Galo foi superior ao América na partida de hoje. No primeiro tempo, o time alviverde quase não jogou. No segundo tempo, o Galo tanto  martelou que acabou achando um gol em jogada de escanteio.

E aí, como sempre acontece, a equipe se encolhe e leva pressão, por pior que seja o adversário. E, num córner que não existiu, já nos descontos, o América empatou através de um atacante em clara posição de impedimento.

Azar? No meu entendimento, pura incompetência de um time que se encontra com a auto-estima baixa e não confia em si mesmo.

Estivesse em condição psicológica elevada, teria partido para cima do Coelho para fazer o segundo. E mataria as finais no primeiro jogo. Lembro-me que aconteceu o mesmo quando vencia o cruzeiro por 2 a 0 e permitiu o empate.

O Atlético é um time que não sabe jogar com o placar favorável. Deixa-se pressionar muito facilmente, como se temesse sair para o jogo e tomar a virada. O pior é que isso acaba acontecendo como se fosse uma punição dos céus.

As suas limitações técnicas são tão flagrantes que os próprios jogadores sabem disso. É um fator que deveria ser corrigido pela comissão técnica, porém, nada é feito nesse sentido.

Eu já vi times extremamente limitados se manterem, na base da força mental, no alto da tabela do campeonato brasileiro. Já aconteceu com o Atlético em outras ocasiões e o último exemplo foi o Coritiba em 2011.

Enfim, foi um empate que, a bem da verdade, é mais favorável ao Galo do que ao América.

Vamos aguardar o segundo jogo e, muito provavelmente, levantaremos a taça de um campeonato que não vale absolutamente nada.

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ATLÉTICO 2 X 2 CRUZEIRO – PELO AMOR DE DEUS, NÃO DEIXEM CHUTAR!

Tivesse o Galo repetido no segundo tempo o que tinha feito no primeiro, e hoje estaríamos comemorando uma goleada, sem nenhuma dúvida.

Na primeira etapa, o Atlético sufocou o cruzeiro, que só conseguiu dar um chute a gol, assim mesmo do meio da rua. O Galo, por sua vez, jogando com raça, combatendo em todos os quadrantes do campo e agredindo incansavelmente, sufocou o time das garças. Além dos dois gols, poderia ter convertido outros.

No segundo tempo, o Atlético diminuiu o ritmo e mesmo assim não foi pior que o cruzeiro. Foi um jogo parelho, essa que é a verdade. E o cruzeiro contou com a complacência do árbitro, que viu a agressão covarde de Roger Surfistinha em Danilinho e aplicou somente o cartão amarelo. A cor do cartão foi a mesma de sua coragem. Naquelas alturas, a expulsão de uma garça seria a decretação da vitória do Galo.

O Atlético deveria ter mantido o embalo alucinante do primeiro tempo, mas não o fez. E foi aí que o caldo entornou. Um time que tem Renan Ribeiro como goleiro, não deve se dar ao luxo de administrar o resultado. Ter Renan sob as traves é como ter uma espada sobre as cabeças dos defensores, pois não podem deixar chutar, nem cabecear, nem cruzar… enfim, são obrigados a terem 100% de acertos durante os 90 minutos, coisa impossível de acontecer no futebol. Se errar uma, a bola entra, pois lá atrás o goleiro é uma peneira.

Desta vez, nem precisou de falha da zaga. Renan Ribeiro se incumbiu de fabricar a lambança toda sozinho, se confundindo no tempo de bola e permitindo que o atacante cabeceasse com o gol vazio. A ÚNICA bola na direção do gol entrara!! Aliás, como em muitas outras ocasiões nestes últimos dois anos.

Nós temos o pior goleiro da série A. Se bobear, temos o pior goleiro das séries A e B. Não tem no futebol brasileiro um arqueiro tão inseguro. Entrar na disputa do campeonato nacional com Renan Ribeiro é um verdadeiro SUICÍDIO!

Renan Ribeiro tem o raro dom de ressuscitar adversários mortos em campo. Não fosse aquela falha ridícula e o cruzeiro estaria tentando empatar até agora. Mas pelo contrário, com o gol se encheu de esperança e acordou em campo na mesma proporção que o Galo sentiu o golpe e se retraiu.

Mesmo assim ainda tivemos, nos pés de Guilherme, a chance de fazer 3 a 1. E por perder 2 gols, Guilherme foi vaiado. Foi um dos melhores em campo, mas foi vaiado, na minha opinião, injustamente.

Quero ressaltar o retorno de Bernard, que jogando bem ou mal, imprime uma dinâmica de jogo veloz ao conjunto alvinegro. O garoto é atrevido e não tem medo de cara feia.

Fillipe Soutto jogou bem, mas quando o cruzeiro reforçou o meio e igualou as ações por ali, o garoto se perdeu na marcação. É muito bom com a bola nos pés, mas peca na pegada. Leandro Donizeti fez muita falta, principalmente na segunda etapa, quando houve a necessidade de um espanador na frente da zaga.

Porém, se eu fosse Cuca, estudaria a possibilidade de lançar Soutto à frente de Pierre e Donizeti.

Continuo pensando o mesmo: O Atlético precisa se reforçar para o Brasileirão. Pelo menos, 4 contratações. Independentemente de grandes nomes, mas de titulares produtivos.

Sobretudo de um bom goleiro. Não para operar milagres, mas, pelo menos, fazer as defesas difíceis que Renan Ribeiro não faz. Acontecendo isso, não entregaremos jogos fáceis como os de ontem e nem correremos o risco de infartar a cada bola alçada sobre a área… ou de chutes do meio de campo.

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Assista aos melhores momentos da partida.

UBERABA 0 X 3 ATLETICO. SINCERIDADE?

É grande a vontade de elogiar a equipe do Galo e dizer que daqui pra frente tudo será diferente.

Que vontade eu tenho! Não me lembro da última vez que a elogiei e a crítica contumaz é amarga e sempre desagradável. É gostoso elogiar o Galo. É triste criticá-lo.

Se eu fosse alheio ao destino do Clube Atlético Mineiro, ficaria mais simples despejar um monte de palavras bonitas por aqui, enaltecer a grandiosidade da torcida em tom contrito, emocionado e emocionante e aumentar ainda mais os acessos do L&N. Que bacana!

Como um atleticano eterno _ pois não acredito que a morte seja capaz de mudar essa condição  _ eu me importo visceralmente com o destino do Atlético. E é exatamente por isso que prefiro criticar agora do que ver o Galo nos mesmos constrangedores patamares de 2010 e 2011.

E o L&N, de novo (depois daquela parada de agosto/2011), é um dos mais visitados nesse mundo virtual. Já foi, por muitas vezes _ neste 2012, inclusive _ o mais acessado blog esportivo do WordPress no Brasil em dias específicos (ou posts pontuais). Sempre que acontece, eu demonstro com links e tudo mais no twitter. E estes números são resultado de pura credibilidade, pois nem bonito o L&N é.

Ele se escora inteiramente no conteúdo e não na aparência. Portanto, abro mão de obter mais acessos às custas de demagogia e enganações em relação à real situação da equipe atleticana. O L&N não precisa disso.

Todo esse rodeio para REPETIR _ com as explicações que os leitores merecem _ aquilo que venho dizendo há tempos: O Clube Atlético Mineiro, a persistir nessa toada, tem o script pronto para UTILIZAR O ANO DE 2012 FUGINDO DA SEGUNDA DIVISÃO! E ler estas palavras não é nada agradável, sei disso.

É uma equipe que, a cada dia que passa, piora mais. Por isso, os 100% de aproveitamento não me iludem nem um pouco. Jogando desse jeito, nem se eu quisesse ser enganado, eu conseguiria.

Quando vejo um Uberaba pela frente, analiso como se estivesse medindo forças com Fluminense, São Paulo, Internacional, etc. e aí, meu amigo, não há como esconder a fragilidade do nosso time, ainda mais quando ele é alterado em todos os jogos. E em alguns casos, sem motivo aparente.

O campeonato mineiro não altera em nada o dia de amanhã, esta que é a verdade. Aqui sempre seremos bambambam, mas no Brasileirão, a coisa muda de figura. Lá, o buraco é mais embaixo.

Ver o primeiro tempo hoje foi de dar arrepios na espinha. No segundo, melhorou razoavelmente, sobretudo com as entradas de Mancini e Filippe Soutto. A bola ficou mais redonda e conseguiu deslizar no gramado horroroso do Uberabão. Tanto que o domínio exercido a partir de então foi acachapante.

Apesar de todos os erros de posionamento, de passes e visível falta de conjunto (até hoje?), uma evolução foi flagrante: Guilherme vem subindo de produção. Marcou um gol e ainda deu uma assistência milimétrica para Mancini. Bom que seja assim.

Mas a falta de reforços naquelas posições que sempre clamamos por aqui ainda será causa de grande tristeza entre a nação atleticana.

Alexandre Kalil e Eduardo Maluf estão brincando com fogo, ao se omitirem nesse aspecto. A torcida do Galo mudou o perfil e não é mais aquela figura inerte que entrava muda e saía calada. Hoje adquiriu voz e personalidade para questionar e protestar contra a ineficácia.

Há urgência urgentíssima para se contratar! Até um cego “vê”, pois está escancarado em som e imagem.

Só não sei se a diretoria terá a sensibilidade de entender, agir e gravar seus nomes para sempre na história alvinegra!

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CENE 1 X 3 ATLÉTICO – CONTRATA MEIA, MALUF!

A cada dia me convenço mais de que ainda não temos time para disputar, de igual para igual, com os grandes deste país.

Contra o CENE, de Mato Grosso, as deficiências ficaram escancaradas.

Não pelo resultado, que foi excelente por eliminar o segundo jogo. Mas pela dinâmica de jogo, que não existiu.

No primeiro tempo, não houve esquema nem nada parecido. Havia dentro de campo um bando de jogadores correndo atrás da mesma bola.

Para um observador atento, em um time organizado, é fácil determinar se se joga no 3-5-2, ou 4-4-2, ou até mesmo no 4-2-3-1, que é o esquema mais mutável durante o transcorrer de uma partida. E outros desenhos táticos mais.

Mas está difícil cravar com certeza em qual esquema o Galo atua. O que se imagina no papel ao analisar-se a escalação é uma coisa. Quando a bola rola, é outra completamente diferente.

Claro que a baixa  produtividade de alguns atletas compromete o resultado final. Não há técnico neste mundo capaz de implantar um sistema com jogadores que não rendem aquilo que são capazes de render. No nosso caso, atuando abaixo da crítica temos Danilinho, Serginho, Richarlyson, Guilherme, Marcos Rocha (inexplicavelmente tímido com a camisa do Atlético), entre outros…

É gente demais produzindo pouco!

Por não ter um meia armador de ofício, daqueles que arredondam a bola e fazem-na correr em lançamentos ou enfiadas, Cuca tem montado o time de forma a povoar o meio de campo, aproximando os meias entre si e dos atacantes, com o intuito de agredir o adversário com passes rápidos e curtos.

É uma saída bem bolada essa. Seria excelente, não fosse a péssima qualidade do passe. E aí a rapidez vai pro saco! E tome contra-ataque. E de tantos erros sucessivos, os jogadores vão perdendo a confiança e acontece o que aconteceu ontem. O time vira um amontoado despersonalizado e sem estratégia.

Nunca o Galo necessitou tanto de um meia de ligação! Em outras formações, em tempos passados, ainda dava para jogar sem ele, devido ao perfil dos diversos grupos de atletas. Quando houve necessidade e não o tivemos, nos ferramos em preto e branco.

Desta vez, está claro demais. Sem um meia de ligação _ que Mancini não é _ o Atlético vai dar murro em ponta de faca durante todo o ano de 2012.

Há que organizar-se a equipe em campo. Há de se buscar um lateral esquerdo _ que Richarlyson não é… e confesso que não sei o que ele é! _ mais um goleiro gabaritado pagando-se o preço que for, o tal do meia armador e agora acrescento mais um: um atacante daqueles enfiados na área, que fungam no cangote do zagueiro o tempo inteiro, seja por baixo ou pelo alto.

Nesta Copa do Brasil, a nossa sorte é que os outros grandes também estão uma baba. Mas precisamos, por uma questão de oportunidade, largar na frente o mais urgente possível.

Seremos capazes disso com Eduardo Maluf, a lesma de Vespasiano, comandando as contratações? Responda você, caro leitor e amigo do L&N.

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AMÉRICA-TO 1 X 2 ATLÉTICO – MELHORANDO AOS POUCOS.

“Não dá pra saber se um time é realmente bom disputando o campeonato mineiro. Mas dá pra saber quando ele é ruim!” Frase do Zeca, do Galocast, ontem, no twitter.

Concordo plenamente com essa definição. E seguindo por essa linha, o jogo de ontem não oferece dados suficientes para que eu possa avaliar a equipe atleticana.

Só sei que não é ruim. Em compensação, eu não sei se é boa. O adversário foi extremamente limitado, embora tenha dado um trabalho danado.

Porém, algumas considerações saltam aos olhos:

1 – O sistema defensivo está muito mais consistente com a presença de dois cães de guarda vigiando a cabeça de área. Além de marcarem, Pierre e Leandro Donizeti se revezam no apoio ao ataque. Donizeti, por exemplo, foi o cara que mais fez lançamentos corretos durante o jogo.

2 – Apesar de a zaga americana falhar constantemente, Fábio Noronha fez defesas espetaculares. Estava sempre bem posicionado e atento. Bastou a nossa zaga falhar para Renan Ribeiro, mal colocado, levar o gol. E, pelo que deduzo da reação da torcida, a culpa não é dele. É da zaga. A culpa nunca é dele.

Desde os tempos de jogador, aprendi que um bom goleiro é aquele que corrige erros da zaga, que em algum momento, falhará, com certeza. São nessas horas que o goleiro vai lá e conserta tudo. Mas isso é utopia em nossa equipe. Uma quimera distante demais da realidade.

3 – Tendo um sistema defensivo sólido, o time atacou sem medo. Às vezes, com 7 jogadores rondando a área americana. E foi aí que apareceu o jogo técnico e de toques rápidos de Escudero. Apesar de perder gols em profusão, o gringo foi utilíssimo para o time. E volta constantemente para recompor o meio. Cada vez mais, me convenço que a sua contratação foi excelente.

4 – Dos jogadores mais avançados, Danilinho foi o que destoou em meio aos baixinhos rápidos e de toques de primeira. Ainda está com a musculatura travada. Ainda não fazem 3 meses que ele participou da final do campeonato mexicano e foi o melhor em campo. Portanto, não é decadência técnica. Na minha opinião, é puramente físico.

5 – Richarlyson é um arremedo de jogador de futebol. Não sabe cruzar, erra passes ridículos, não ataca, não defende… e ainda perde penalti. Pior não foi perder o penalti, foi desperdiçar o rebote com o gol escancarado à sua frente. Está difícil entender porque Triguinho não joga.

6 – Por fim, destaco as atuações de Pierre, Leandro Donizeti, Escudero e André. E gostei de ver Guilherme e Mancini voltando nitidamente mais magros. É sinal de que resolveram focar a Cidade do Galo como centro de treinamento e não como um SPA.

Não é o time dos nossos sonhos. Na minha opinião, falta ser reforçado no gol, na lateral esquerda e falta um meia de ligação. Talvez um atacante viesse a calhar. Mas, sem dúvida, é uma equipe que parece ser melhor que a do ano passado.

Torçamos por isso!

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Vejam os gols da partida:

NESTE DOMINGO, O GALO ESTRÉIA CONTRA O BOA ESPORTE.

Com 3 novidades no time, o Atlético fará a sua estréia no Mineiro contra o Boa Esporte, neste domingo, com a seguinte formação:

Renan Ribeiro, Carlos César, Réver (Werley), Rafael Marques e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizeti, Escudero e Bernard; Guilherme e André.

Embora não seja a escalação dos sonhos alvinegros, não resta dúvida de que, para o campeonato mineiro, é um conjunto superior aos demais. Inclusive, superior ao elenco do cruzeiro.

Mas isso não significa nada, a bem da verdade. As principais metas deverão ser Copa do Brasil e campeonato brasileiro e para disputar as duas competições, o time ainda é mediano, se analisarmos com um olhar otimista.

A disputa regional deverá servir apenas como preparação. E nesta preparação, já deveriam ser parte integrante do plantel as contratações de um goleiro, um lateral esquerdo, um meia pensador e um atacante.

Mas fazer o que, se Eduardo “Turtle” Maluf, picado pela mosca Tze Tze, não consegue acordar de seu estado de eterna letargia?

A característica da escalação e as contratações feitas sinalizam a priorização de um jogo fluído, rápido. E principalmente rasteiro, dado a altura dos jogadores. Na minha opinião, isso é bom.

Apenas como argumento _ pois os tempos eram outros e não tinham a exigência física que se tem hoje _ o melhor time de todos os tempos do Galo foi o de 1977. Jogava que nem uma poderosa máquina azeitada. E era uma equipe de baixinhos. Márcio Paulada, zagueiro, não chegava a 1,80 m. Talvez os maiores fossem Vantuir e Cerezo, que não eram tão altos assim.

No jogo deste domingo, Danilinho, suspenso, será substituído por Guilherme, que até hoje não disse a que veio. Eu estou curioso para ver Danilinho jogar e considero uma pena a sua ausência. Com ele em campo, além da velocidade tão valorizada nesse momento, o time seria mais agudo em direção ao gol.

De todo modo, vamos torcer para que o Galo faça uma boa partida e colete os primeiros 3 pontos para a sacolinha.

Vamos pra cima deles, Galo!

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ENTREVISTANDO DIMARA OLIVEIRA.

O blog Lances & Nuances novamente entrevista um profissional formador de opinião. Desta vez, Dimara Oliveira, jornalista esportiva da TV Alterosa, emissora mineira que cobre o futebol da nossa terra. Ela, como sempre muito educada e atenciosa, dispôs-se a falar com os alvinegros.

Vamos à entrevista:

Lances & Nuances – Prezada Dimara, pode-se dizer que você é um dos destaques televisivos da imprensa esportiva mineira. Permita à imensa torcida atleticana conhecê-la melhor, contando o desenrolar de sua carreira.

Dimara Oliveira – Obrigada pelo carinho. Minha primeira opção era a medicina, fiz “patologia clínica”, depois a opção foi pelo “direito” pela tradição da família e só depois optei pelo jornalismo. Era muito nova, tinha 17 anos quando iniciei o curso de comunicação.
Fui direto para a Band ainda como estagiária e depois acabei ganhando a vaga de repórter. Rapidamente passei a fazer também a rede nacional, além do Minas Esporte.
Tudo começou cedo na minha vida. Fiquei na Band até 99, quando fui para a assessoria de imprensa do Cruzeiro, onde fiquei até 2004. Retornei à Band em 2004, já como editora chefe de esportes da emissora.

L&N – Cada pessoa, seja ela jornalista ou não, tem o seu time de coração. O L&N não tem nada contra isso, uma vez que é um direito do cidadão de qualquer profissão. O que pedimos é imparcialidade no tratamento dado aos clubes. Você crê que a imprensa mineira é imparcial?

Dimara – Quem me conhece sabe que acho que qualquer tipo de análise, pré- julgamento não é justo. Posso falar apenas por eu mesma. Não tive criação em BH, toda a minha relação é com São Paulo, por ter sido criada no sul de Minas. Aprendi, mas não sou muito ligada a essa rivalidade absoluta de Atlético e Cruzeiro. Procuro em tudo que faço, ser jornalista que é o meu orgulho.

L&N – Para qual time você torce?

Dimara – Aprendi ao longo da carreira a torcer por bons trabalhos, pelos amigos que fiz ao longo da carreira. Graças a Deus tenho amigos espalhados pelo futebol mundial. Gosto sempre do bom trabalho e do bom futebol.

L&N – Todos sabemos que a campanha realizada pelo Atlético em 2011 foi ridícula e cobriu de vergonha os atleticanos espalhados por esse Brasil afora. Por isso mesmo, só podemos deduzir que temos um time fraco e inoperante, principalmente nos jogos fora de casa. Para que esta situação seja mudada de uma vez por todas, quais os setores (dentro e fora de campo) que precisam de reforços, na sua opinião?

Dimara – Acho que o Atlético tem em sua retaguarda bons profissionais! Já disse em outras oportunidades que Dorival Júnior “não fez bem” ao Atlético, na questão física (grupo de profissionais seus), técnica e em algumas decisões tomadas até pela questão do Diego Souza. Não sou “corneta” nunca fui, gosto do trabalho do Cuca e acredito que ele vai encontrar o caminho.

L&N – Caso você fosse treinadora do Atlético, pediria à diretoria a contratação de um goleiro?

Dimara – No caso específico do goleiro e sem “cornetar” [risos] acho que o Renan tem um potencial muito bom, mas não tem conseguido mostrar, e não é possível esperar tanto assim. Eu pediria sim, um goleiro mais experiente

L&N – Guilherme saiu do Cruzeiro, onde você trabalhou por algum tempo. Certamente o conhece mais do que nós, atleticanos. O que houve com o rapaz, que não conseguiu repetir no Galo as atuações que o consagraram no time do outro lado da lagoa?

Dimara – Se soubesse a resposta já teria dito e tentado ajudar [risos]. Olha só, pela própria situação que o Atlético viveu  no ano passado, todos que chegavam, carregavam uma responsabilidade muito grande de ter que mudar toda uma história. Acho que existe a questão da avaliação do perfil do jogador, onde ele pode render mais e tudo isso teve o seu “peso”.

L&N – Quais as suas expectativas em relação ao desempenho do Galo em 2012, sabendo que algumas contratações já foram feitas e que não se repetiu o festival de barcas de 2011? Ainda falta gente para chegar?

Dimara – O Atlético acabou este ano mantendo uma base. Tenho expectativas muito boas com garotos como o Fillipe Soutto, o Bernard e o próprio André. Essa retomada de jogadores feitos em casa pode dar uma outra conotação ao time. O que vai acontecer, qualquer exercício nesse momento é “futurologia”.

L&N – A ponta do iceberg da corrupção na arbitragem brasileira acaba de emergir no caso do juiz Gutemberg de Paula contra o Sérgio Correa, da CBF. O L&N acredita que tem muita sujeira debaixo desse tapete. Qual a sua opinião a respeito?

Dimara – Acho que entra ano, sai ano. Entra campeonato e sai campeonato. Todos reclamam da mesma forma. As situações devem ser apuradas e acho que falta vontade nisso.

L&N – A torcida atleticana admira muito o seu trabalho, Dimara. Sendo assim, qual a sua mensagem para a nação alvinegra?

Dimara – Agradecer sempre o carinho e o respeito pelo meu trabalho de todos os atleticanos e dizer que a cada matéria, a cada divulgação de notícia que faço do Galo, procuro ser o mais “clara” possível para que todos possam ter sempre a boa informação.

A sua entrevista honrou este espaço e a nação atleticana, Dimara. Muito obrigado.

Para seguir a entrevistada, clique aqui.

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