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ATLÉTICO 1 X 0 GRÊMIO PRUDENTE. FOI NO SUFOCO, MAS VENCEMOS!!

Quando todos os astros entravam em conjunção para sacramentar mais um resultado negativo do Galo, eis que, no derradeiro minuto, no “cerrar das cortinas” (como diriam os antigos narradores), o pé encantado de Ricardinho decretou a vitória tão ansiada.

Depois de mais de 500 minutos em jejum, o mais importante objeto do futebol, a bola, seguiu rasteirinha por entre uma floresta de pernas vermelhas e foi se aninhar, caprichosamente, no conforto das redes do bom time paulista.

Se o empate persistisse, seria injusto demais.

Apesar de estar longe do ideal, o time demonstrou raça e coragem. Mas a vitória suada e dramática não pode nos iludir, nem colocar uma venda em nossos olhos.

Continuamos com os mesmos problemas, sem tirar nem por, essa é que é a verdade.

O nosso meio-de-campo é pouco marcador e ontem, em especial, Serginho conseguiu fazer a sua pior partida com a camisa alvinegra. Mesmo assim, foi um dos que mais batalharam em campo.

O Atlético não consegue estabelecer um padrão claro de jogo. Não se vê triangulações, 1-2, tabelas…

E a rapidez de contra-ataque, que até bem pouco tempo atrás, era a nossa arma mais letal, desapareceu.

Talvez com Berolla a tenhamos de volta. Pois de todos os nossos atacantes, é o mais rápido. E ontem, Berolla, no entendimento deste blogueiro, foi o melhor em campo.

Desestruturou, com todas as letras, o sistema defensivo do Grêmio Prudente. Pois ele não é de fazer a mesma jogada duas vezes seguidas e nem de estar sempre no mesmo lugar.

Neto Berolla possui uma qualidade que o pseudo-padrão de jogo do Galo deveria ter e não tem: IMPREVISIBILIDADE.

Alguns jogadores foram muito importantes na vitória: Fábio Costa foi um deles, ao defender uma bola dificílima ao final do jogo. Se aquela bola entra, meus amigos, adeus. Até mais ver, au revoir!

Ricardinho, além do gol salvador, jogou muito bem, assim como Lima. E embora eu destaque tecnicamente alguns, devo elogiar a dedicação de todos, pois correram muito em busca da vitória, do primeiro ao último minuto de jogo.

Alguns com mais qualidade, outros com menos. Mas todos honraram o manto com a sua garra.

Resta agora dar padrão tático e técnico ao conjunto. E quem tem de descascar esse abacaxi é o treinador Luxemburgo, pois quase nunca se vê um time do Galo estabelecer estratégias de ataque com tanta dificuldade.

Vida longa às vitórias do Galo! Mas, se todas forem como esta, metade da nação atleticana não viverá para contar a história!

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ATLÉTICO 2 X 0 IPATINGA. SOMOS CAMPEÕES!!!

O grito, há 3 anos preso na garganta, está solto nas ruas de Belo Horizonte novamente.

É CAMPEÃO! É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!

O projeto de Kalil e Vanderlei Luxemburgo, que era para ser de médio a longo prazo, já deu frutos no primeiro campeonato que disputou, há pouco mais de 3 meses iniciado.

Os dois melhores times de Minas se enfrentaram hoje e o Atlético trancou todas as portas possíveis à boa equipe do Vale do Aço.

Não houve condescendência nenhuma. Não houve perdão.

Por respeitar o Ipatinga, o Galo acabou não lhe dando chances, nem sequer nos chutes de longa distância. Não lhe concedeu o direito de resposta.

O Ipatinga foi saboreado, mastigado e deglutido sem sustos de última hora.

A consistência desse time é flagrante. Sabe o que faz em campo, sabe distinguir a melhor jogada e não dá sopa pro azar.

Na perda de posse de bola, a recomposição é imediata. Voltam quase todos e só mesmo Tardelli e Muriqui permanecem à frente. E olha que nem sempre.

Seriedade, suor e competência. Talvez sejam as três palavras que melhor definem o time do Galo hoje em dia.

Não há jogada perdida e não existe esmorecimento. A dinâmica de jogo é a mesma do primeiro ao último minuto.

Cada dividida é disputada como se fosse o último pão nos guetos judaicos de Berlim, durante a segunda guerra mundial.

Hoje se podia perder de até 1 a 0. Mas não. A equipe entrou em campo como se necessitasse da vitória. Como se a vitória fosse essencial para colocar a faixa no peito. E não era!

Jogou uma decisão como se deve jogar uma decisão. Nem mais nem menos.

Intensificou a pegada no meio de campo, não deu espaços aos atacantes do Ipatinga e partiu para cima da equipe adversária como verdadeiro time grande que é.

E quando no segundo tempo, o Ipatinga voltou com o propósito de agredir mais, o Galo ajustou as peças na defesa e valorizou todos os contra-ataques.

Foi assim que fizemos o primeiro gol, quando Jairo CAMpos tomou a bola, serviu a Correa  e este, de forma maravilhosa, lançou Muriqui nas costas do zagueiro.

Então foi só rolar para Tardelli, que estufou as redes para arrancar o primeiro grito de campeão da massa.

Fora as chances que perdemos, principalmente a de Muriqui, que no exato instante de marcar, pisou na bola e permitiu que o goleiro a defendesse para a linha de fundo.

Mas não há espaço para críticas hoje. Muriqui, na opinião deste blogueiro, foi um dos melhores em campo.

Todos foram muito bem. Há que se curtir o título. A nação atleticana, neste momento, está vibrando e festejando o título mineiro.

Ainda mais quando o gol do título, o gol que sacramentou tudo, foi do maior ídolo da massa nos últimos tempos.

Marques entrou faltando 15 minutos e, aos 42 da segunda etapa, após um passe magistral de Ricardinho, tocou para o fundo das redes.

Tirou a camisa, hasteou-a na bandeirinha de córner e agitou-a em reverência enternecida à nação atleticana. E terminou o jogo chorando de emoção. Chorei junto com ele.

É o último campeonato mineiro de Marques. Quis o destino que ele marcasse o segundo gol da decisão. O Messias é um predestinado.

Tomara que ele encerre a carreira carregando no peito a faixa de campeão brasileiro de 2010.

O Galo, enfim,  foi campeão novamente.

Libere suas lágrimas, meu irmão atleticano. Eu já deixei que as minhas molhassem meu rosto e oxigenassem o meu sangue e meu coração.

É a melhor maneira de extravasar o sentimento absurdo de amor pela camisa mais linda do mundo.

A camisa que nós amamos é campeã. Nós somos campeões!!

E, se não nos segurarem com táticas anti-desportivas este ano, vamos beliscar mais troféus por esse Brasil afora.

Parabéns, presidente Kalil. Parabéns Luxemburgo.

Parabéns, meu Galo querido. Você merece!!! Nós merecemos!!

(Talvez você não tenha tido a oportunidade de ler o post da prévia do jogo, porque eu o escrevi poucas horas antes de sair para o Mineirão. Sugiro lê-lo, pois se trata de uma homenagem ao povo atleticano, especialmente para os exilados distantes do nosso Galo querido.)

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DAQUI A POUCO, ATLÉTICO X IPATINGA. VAMOS SER CAMPEÕES!

O time mais amado do mundo está pronto para mais uma conquista. Ao soar do apito final, eu só quero ouvir o hino do Galo cantado por mais de 60.000 torcedores felizes.

64.000 torcedores fanáticos, unidos em um abraço maior que o Mineirão.

O Galo campeão faz da pessoa ao seu lado, que você nunca viu na vida, um amigo de longa data. Abrace-o. Abrace os que estiverem perto de você.

Um abraço atleticano transmite amizade e fé. É um ato de irmão para irmão, assim como um pacto de confiança no futuro e uma homenagem à inabalável lealdade do passado.

Porque nós nunca, jamais, em tempo algum, abandonamos e nem abandonaremos o clube que nos é mais caro.

Porque se o abandonarmos, será o mesmo que darmos as costas aos entes queridos que nos embalaram quando crianças.

Não existe a palavra traição entre nós. Somos leais de alma e coração.

Se preparem. Hoje soltaremos o grito de  É CAMPEÃO!!!

Em um momento desses, não farei nenhuma prévia técnica do jogo. Neste instante, quero exaltar O ATLETICANO, que sofre, que chora, que ri e que canta no compasso de um clube adorado.

O atleticano que agora está nos Estados Unidos, na Inglaterra, em Omã (salve torcida organizada de Omã!!), no Haiti, no Paquistão, na Argentina, ou em qualquer outro lugar desse nosso mundão besta.

O atleticano que mora no Brasil, mas mesmo assim está longe do Galo, seja em Pernambuco, no Distrito Federal, Paraná, Rio de Janeiro, em São Paulo, no interior mineiro ou em outro estado da federação.

Muitos desses sacrificam noites dentro de um ônibus para apoiarem o Galo em qualquer lugar deste país. Com o Galo estariam até mesmo se fosse necessário viajar em lombo de mula ou numa carroceria de caminhão.

Povo atleticano, o povo mais lindo que existe na face da terra, cuja estirpe é de nobres e cujo coração é inquebrantável.

Pois não existe derrota que o dobre. Não existe tormenta que o apague.

Mas que basta pronunciar as palavras mágicas CLUBE ATLÉTICO MINEIRO para que seus olhos se encham de lágrimas e seu peito se derreta de amor.

Povo atleticano exilado, receba o nosso abraço. Sei da saudade infinita que vocês sentem agora do Galo mais lindo do mundo.

Que o grito de CAMPEÃO nos aproxime e possamos nos abraçar como irmãos, mesmo que em espírito.

O mesmo espírito que nos une em todos os percalços e em todas as alegrias.

Meu Galo querido, entre em campo hoje e seja feliz!!!

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IPATINGA 2 X 3 ATLÉTICO. UM TIME EM CRESCIMENTO? QUE NADA. JÁ CRESCEU!!

Não venham me dizer que o Atlético está em formação. Não me digam que o Atlético ainda está adquirindo conjunto.

Não concordo mais com esses argumentos. O que eu vi hoje, novamente, me faz crer que o time já sabe como jogar junto, tem vários esquemas de jogo, e em suas várias alternâncias, cada jogador tem a exata noção do que fazer em campo.

Embora não tenha jogado bem os 90 minutos da partida, eu gostei do Galo do primeiro ao último minuto.

Eu explico: Quando no início, o Ipatinga teve um leve domínio e acabou marcando através de um gol contra de Fabiano, mesmo assim admirei o posicionamento do nosso time.

E depois do gol, notei que o time não se desesperou. Continuou na mesma toada, sem perder o foco. Toques pra lá, toques pra cá e enfiadas de bola rasteiras para os atacantes. Mais toques pra lá, mais toques pra cá e outra enfiada perigosa.

Quando se vê isso, tenham a certeza: é treinamento. Muito treinamento.

E não sei se vocês repararam. Os toques de primeira se multiplicaram e as triangulações se tornaram frequentes. O único que permanece mais tempo com a bola é Ricardinho, que hoje jogou o que há muito não jogava.

E ele tem mesmo que segurar a bola, às vezes, porque sempre vai procurar a melhor opção de ataque. E precisa saber quem está se deslocando em melhores condições. Em 90% das jogadas, ele serviu ao melhor colocado e bem que deixou alguns na cara do gol.

E na cara do gol perdemos gols feitos. Umas duas com Tardelli (inclusive uma de cabeça a meio metro do goleiro), outras tantas com Muriqui e até com Werley perdemos gols hoje.

Isso sim me preocupa. Porque não basta jogar bem e criar chances a todo momento. Há de se  convertê-las em gol, que é a razão do futebol.

Em razão do desperdício de tantos lances, o resultado foi de “apenas” 3 a 2. Se o Galo tivesse transformado em gol 50% das chances que criou, o placar final seria tão elástico quanto uma calça de training velha.

Por isso, eu reafirmo que gostei do Galo do primeiro ao último minuto. Mesmo quando cedeu espaço ao Ipatinga no segundo tempo e este empatou em novo gol contra, desta vez do Zé Luis, o Galo estava tão bem postado em campo que eu não duvidei nem por um segundo que o terceiro gol sairia.

Ou mesmo que não saísse, mas o que eu estava prestando atenção era nas tramas do meio, nas encostadas de bola, nos lançamentos de primeira, no nível de inteligência das estratégias de ataque e até mesmo nas coberturas dos laterais.

E o que constatei é que o Galo está se tornando um conjunto bastante interessante. Hoje os atletas jogam uns perto dos outros. A compactação no meio está vibrante, sem brincadeiras e sem preguiça.

Nesse momento decisivo, a dimensão da importância da jornada está na cabeça de cada um, cristalizada pelas preleções de um técnico que, a cada dia que passa, confirma toda a sua competência.

Neste time, ninguém deixa de correr. Ninguém se omite. Jogue mal ou jogue bem, você sente que o time transforma cada dividida num prato de comida.

O Galo, de novo, venceu e convenceu.

Hoje, excepcionalmente, vou dar notas aos jogadores. Peço aos caros amigos do L&N, que deem seus pitacos (concordando ou não comigo).

Aranha: Não falhou uma única vez. Seguro para nós e para os jogadores. Nota 9,5.

Carlos Alberto: Tem lá suas deficiências de cruzamentos. Mas foi, como sempre, um raçudo em campo. Nota 7.

Werley: Quase marca um gol. E defendeu muitos. Nota 9.

Jairo CAMpos: Ninguém se cria com ele. Nota 9,5.

Leandro: Muito atuante na defesa, onde foi bem. Só erra passes demais. Nota 7.

Junior: Entrou e deu o passe para o terceiro. Nota 8.

Zé Luis: O cara tem um fôlego de gato e uma excelente saída de bola. Muita gente duvidou quando eu elogiei veementemente a sua primeira passagem  pelo Galo. Aí está a confirmação. É um senhor volante. Nota 10.

Correa: Tem um gás e uma garra que nos farão muita falta se não renovar o contrato. Nota 9,5.

Benitez: Entrou no lugar de Correa e fechou o lado direito. Nota 8.

Fabiano: Não errou tantos passes, mas deixa o combate no meio para os outros. Nota 7.

Jonilson: Até atacar o Jonilson atacou, para surpresa do Ipatinga. Nota 8.

Ricardinho: Na minha modesta opinião, foi um dos melhores em campo. Tem um estilo diferente do que a torcida está acostumada, mas dá passes precisos. E hoje foi muito mais contundente, com enfiadas de bolas perigosíssimas. Prefiro tê-lo no meu time do que jogando contra. Nota 9,5.

Tardelli: Marcou um gol, deu o passe para o segundo, produziu jogadas interessantes e só não fez mais um porque o goleiro deles é ágil demais. Nota 9,5.

Muriqui: E eu lá vou criticar um cara que marca dois gols para o Galo em partida decisiva? Nota 10 nele!

O juiz Salvio Spínola: Excelente. É um juiz de futebol e não de tênis, como os daqui. Nota 10.

É isso. Força, meu Galo, vamos detonar o Santos!!!

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DAQUI A POUCO, IPATINGA X ATLÉTICO.

Hoje é mais um dia de decisão.

A massa atleticana de Ipatinga e a que segue de Belo Horizonte para aquela cidade se encontrarão no Ipatingão e lá se converterão numa só voz.

A voz que é um ronco, um urro de paixão. Esta voz caliente é que acalentará o Galo dentro de campo, na batalha desta tarde.

Portanto, o Atlético, o clube que mais títulos conquistou na história mineira, estará jogando em solo pátrio.

O título está a um palmo da mão, mas para assegurá-lo, o Galo terá de unir forças dentro de campo da mesma forma que as torcidas de Belo Horizonte e Ipatinga se unirão fora dele.

Se repetir a atuação de Recife, o Atlético certamente será o vencedor do confronto.

O Ipatinga não é um time bobo. Muito antes pelo contrário. Prova disso é que massacrou o cruzeiro em pleno Mineirão, atropelando juiz, bandeirinhas e tudo que lhe surgiu pela frente.

Se voltar a jogar no mesmo nível, o bicho vai pegar. Não será fácil vencer o valente time do Vale do Aço, com moral pra dar e vender.

De uma coisa eu tenho certeza: será uma partida eletrizante do princípio ao fim.

O esquema defensivo do Galo está se acertando a cada jogo. O sistema com 3 zagueiros tem protegido a área de uma forma que não acontecia antes.

Por isso, Luxemburgo deve dar seguimento e adotá-lo novamente, embora, até este momento, a escalação ainda seja uma incógnita.

Escalação esta que, provavelmente, terá: Aranha, Benitez, Jairo CAMpos e Werley; Carlos Alberto, Zé Luis, Fabiano, Correa e Junior (Leandro); Tardelli e Muriqui.

Entretanto, não se surpreendam se a equipe não for esta. Luxemburgo costuma pregar peças no adversário e a gente vai junto no susto.

Na tarde deste domingo ensolarado, os jogadores têm de entrar em campo sabendo da importância deste título para a nação atleticana.

Será apenas o início de um trabalho, mas se for coroado com uma faixa de campeão, dará consistência a todo planejamento de Kalil e Luxemburgo.

Sei que o título mineiro não é tão expressivo quanto os outros. Mas é importante aos olhos e ao coração da massa, que verá nele um justo fator de crescimento de sua auto-estima em Minas Gerais.

Os azuizinhos fingem desprezar o campeonato daqui, porém, após a fragorosa e vergonhosa desclassificação, até manifestações de protesto já fizeram no lado afrescalhado da lagoa.

Ok, ok, tá certo que foram chiliques histéricos de rasgar a camisola com as unhas, mas mesmo este tipo de piti afeminado também pode ser considerado uma  manifestação de protesto, não é verdade?

Enfim, vamos para o jogo e tomara que a preleção do Luxa seja de arrepiar mentes e corações dos atletas.

Vamos pra cima deles, meu Galo querido!!!

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PEDIDO DO L&N: Presidente Kalil, até hoje a Loja Virtual do Galo não foi liberada para que os atleticanos do interior comprem as novas camisas. Com toda a razão, eles estão se sentindo desprestigiados.

Por favor, libere a LOJA VIRTUAL, presidente. A nação atleticana não é feita só de belohorizontinos!!!

VERGONHA: A MINORIA AINDA GANHA POR UNANIMIDADE!

Desde que o L&N existe, eu nunca comentei jogo do cruzeiro. E seguirá sendo assim.

Mesmo hoje, após a raposinha felpuda e perfumada ter sido estuprada, sem carinho e sem beijinho na nuca, em pleno Mineirão, não se fará aqui nenhuma menção aos lances do jogo, a não ser aqueles que escandalizaram o Brasil inteiro.

Porque foi uma vergonha divulgada do Oiapoque ao Chuí, não só em Minas.

Ontem, um árbitro e dois bandeirinhas, da forma mais desavergonhada, operaram o Ipatinga sem anestesia, principalmente no primeiro tempo.

Um gol legítimo de Alessandro anulado, um penalti claríssimo de fábio sobre Danilo Dias (e neste caso, o goleiro seria expulso) e outra penalidade máxima sobre Alessandro, em cima da linha da grande área (que faz parte da área). O penalti dado ao cruzeiro foi infinitamente menos claro do que os a favor do Ipatinga, não assinalados.

Afora lances que Ricardo Marques Ribeiro, o pseudo-juiz, interpretou sob a luz tendenciosa de um fanático torcedor crucru.

O placar de 3 X 1 não reflete, em absoluto, o que aconteceu em campo, pois no segundo tempo, foram marcados, de forma irregular, mais dois impedimentos de Alessandro na cara do fábio.

Ontem, o time do Vale do Aço merecia vencer de 7 ou 8, no mínimo. Só não o fez por causa da atuação mais ridícula e mais mal intencionada que eu já vi de um árbitro, depois da roubalheira protagonizada por José Roberto Wrigth, no Serra Dourada em 1981. Esta não será superada jamais.

Se o trio de árbitros pudesse, eles teriam enfiado a equipe do Ipatinga dentro de um tanque cheio d’água e soldado a tampa.

Mas não podem… por enquanto. Porque, a permanecer essa vergonha, não duvidem que surrealismo pode virar realidade no futebol mineiro.

Quando o presidente da FMF seguiu junto à delegação do cru para o Chile, ali já se divisava que algo de podre poderia ocorrer na volta.

Mas se esperava uma discrição maior, uma atuação sorrateira e disfarçada. Digamos, uma garfada mais bem elaborada e ladina.

Mas não. O que aconteceu foi às vistas de todo o Brasil, da forma mais despudorada possível.

Como se zombassem da capacidade punitiva dos órgãos esportivos, principalmente da FMF. Mas de que forma uma punição pode vir da FMF, se esta também é suspeita de chafurdar nesse lamaçal?

Isto vem de muito tempo, não é coisa de agora. Só que extrapolaram todas os limites da decência esportiva.

Para ganhar o jogo ontem, o Ipatinga teve de derrotar 14 elementos em campo. E mesmo assim, acabou o jogo com 2 expulsos. E se houvessem mais uns minutinhos, mais uns 2 seriam colocados na rua.

O tempo dos coronéis já se foi há muitos anos. Os votos de cabresto hoje só existem nos rincões mais remotos deste país. Naqueles tempos, a minoria ganhava por unanimidade!!!

Será que, nestes tempos modernos, quando a tecnologia televisiva escancara os atos de um juiz para milhões de telespectadores, ainda haverá espaço para manipulação de resultados?

Após o jogo de ontem, só posso deduzir que a cara de pau é tanta, que voltamos aos tempos dos coronéis e até a tecnologia de última geração está sendo solenemente desdenhada.

Mandaram uma banana para todos os valores de ética e correção. Esta é que é a verdade!!

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ATLÉTICO 1 X 1 IPATINGA. UFA!!

O primeiro tempo do time do Galo, na minha opinião, foi até acima da expectativa.

A equipe jogou muito forte no ataque e ao mesmo tempo dando combate no meio.

Ricardinho, pela primeira vez, foi o destaque com bolas enfiadas, toque de bola perfeito e surpreendemente, desarmando muito.

Obina estreou do jeito que eu esperava. Dando canelada na bola e se esforçando desesperadamente para marcar um gol. E, verdade seja dita, não recebeu uma bolinha sequer para cumprir o seu desejo.

Fabiano, além da bola na trave, não fez mais nada. Erra passes demais e é mole na recomposição do meio de campo.

Novamente ele jogou à frente de Ricardinho, em uma posição que não conhece.

Por mim, jogaria Correa. Não entendi antes porque ele saiu do time e agora não entendo porque não entrou no transcorrer da partida.

Na segunda etapa, o Galo sentiu claramente o gol do Ipatinga, num frangaço do Carini. Há muitos anos não vejo um gol tão constrangedor.

Carini não deve dormir esta noite. Legal foi ver a torcida gritar seu nome logo após um peru que sustentaria o Natal de uma família numerosa.

Era uma bola fácil, mas ela quicou no gramado e amorteceu. O Carini esperava que subisse, mas não subiu. Tudo bem, acontece, mas o goleiro tem de estar com a perna fechada para evitar o pior. E ele não estava.

Fazer o que? Continuo afirmando que temos um goleiraço. Faz parte.

Como eu ia dizendo, após o gol do Ipatinga, o caldo entornou.

Estranho ver como um time tão experiente, com muitos jogadores rodados, sentiu tanto um gol adversário.

Simplesmente parou de jogar e assistiu, de camarote, o Ipatinga dominar a partida.

Nesse momento, a limitação técnica do Fabiano se mostrou mais acentuada. Ricardinho se cansou logo e Muriqui e Tardelli não se entendiam de jeito nenhum. Obina então nem se fala. Sumiu e ninguém o viu.

As substituições que Luxemburgo promoveu não foram suficientes para mudar o quadro, a não ser a partir dos 30 minutos, quando a dinâmica de jogo do Galo foi, gradualmente, se encaixando.

Foi quando achamos aquele gol. Não foi uma trama bem armada e não teve nela o dedo do técnico. Foi apenas um lampejo do Marques, que achou Carlos Alberto na direita e este encontrou Muriqui debaixo da trave.

Não fosse esta jogada e estaríamos amargando uma derrota em pleno Mineirão, sob as vistas de mais de 28.000 atleticanos castigados por um calor de assar traíra no asfalto.

Não posso deixar de exaltar o conjunto  e a qualidade do Ipatinga. Jogou bem fechado, mas nem por isso deixou de oferecer perigo à nossa meta.

Enquanto nós dominamos o primeiro tempo, eles nos superaram no segundo.

A impressão que este jogo me passou: o caminho ainda vai ser longo. Há muito que se corrigir neste time. E bota muito nisso.

E, cá entre nós, que ninguém nos ouça, não podemos ainda nos dar ao luxo de deixar um jogador como Correa de fora, quando temos um Fabiano pra jogar.

Aí já é brincar com o perigo, não é não, professor?

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