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O TEMPO ATLETICANO EM IMAGENS SOLTAS

Se no calendário marca, então vá lá, sou do tempo em que o Galo foi campeão de 1971, mesmo não tendo ideia do fato.

Sou do tempo em que Dario recebia do locutor o apelido de Apolo 9, mesmo não sabendo o que era Apolo 9.

Sou do tempo em que Lola armava as jogadas do Galo, e sendo do Galo, para mim, valia.

Sou do tempo em que Vantuir dava segurança ao time. O moço da rádio Inconfidência, no meu rádio Semer, falava, uai!

Sou do tempo em que o goleiro era Mussula, depois o Careca e logo Renato, o nosso aranha negra.

Do tempo em que o uruguaio Mazurkiewicz chegava com o rótulo de maior goleiro do mundo e, ao me levantar em seus braços, acima de sua cabeça, mostrou e provou que eu era maior que ele. Eu, menino o bastante para ser levantado pelo gigante com o  manto atleticano.

Do tempo em que o assombroso time de 77, invicto, pôs os mais ferrenhos adversários encantados com o nosso Galo. O Brasil todo, de Norte a Sul, era atleticano e que, por sua vez, era o ariete a bater nas masmorras da abertura, né, Rei?

Nessa final de 77, com 10 pontos à frente, perdemos nas penalidades máximas o título para o São Paulo, né, CBD/Chicão?

Do tempo que a grama com a bola pariu entre as traves o “baby”craque que desmontava as defesas, derrubava os Morais, os Rauls e impunha seu reinado que assustava o mundo da bola, né, Geisel/Coutinho?

Testemunhei o Rei calar o povo carioca, fazer tremer os urubus do aterro e isto é História, não pode ser negado, pois o Brasil sabe de todas as verdades debaixo da plim..plim..

Eu ví o José de Assis Aragão, UMANO que é, HERRAR como todos os seus iguais, que depois, herraram na mesma cartilha de suas regras claras, né, Arnaldo?

Vi o Wright cumprir com o seu “trabalho”, ganhar emprego vitalício e debochar do homem normal que somos.

Eu ví a década de 90 passar.

Sim, eu sofri, não com as derrotas do time atleticano em campo, pois todo torcedor sabe que perder, empatar ou ganhar é parte do jogo jogado. E o Galo foi acalentado em nossos braços, sob o hino e para seu lugar retornar, ao som do mesmo poderoso hino, né, seo Vicente?

Sofrer não faz parte do atleticano. Indignação, sim!

Você pode acreditar que, por ter vivenciado parte desta História atleticana, eu tenho 40,50,60.70,80, 90 ou até 104 anos.

Não, meu amigo, vivemos na mesma imagem. Eu apenas nasci primeiro do que os que não presenciaram o que escrevo e, necessariamente, não que dizer que eu seja mais velho por este detalhe das chegadas e das partidas nesta estação atleticana.

O tempo atleticano, meu amigo, nada mais é que imagens em movimento dentro desta eternidade alvinegra.

Aproveitemos as imagens, pois!

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