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ATITUDE! A PALAVRA-CHAVE.

Coincidentemente, Dorival Júnior alterou radicalmente a escalação do Galo.

Digo coincidentemente porque, após o jogo contra o Ipatinga, eu supliquei pateticamente por mudanças (vide post de 13.03.2011) e, sinceramente, não esperava que ocorressem tão rápido.

Pois os treinadores costumam ser bitolados e cabeças-duras.

Porém, pelo que constato, Dorival Júnior não se enquadra nesta definição.

Ele, tanto quanto a grande maioria dos atleticanos, não estava satisfeito com a produção claudicante da equipe e logo tratou de tomar providências.

Providências estas que _ em qualquer empresa do nosso mundo real _ são tomadas sem demora se algo não vai bem.

Se eu, que sou um homem de logística, idealizo um determinado projeto e detecto boi na linha na sua execução, imediatamente procuro descobrir em que ponto a coisa desandou. E ajo _ sem nenhum constrangimento _ no sentido de corrigir uma ou mais pernas do plano, mesmo que às custas de algumas lamentações de pessoas que não se comprometeram.

Ou às custas dos meus próprios arrependimentos, se constato erro na origem da planilha de planejamento.

A mesmíssima atuação tem de ser levada para os campos de futebol. E Dorival Júnior provou que está antenado para a realidade da bola… ou do mundo em geral.

Muitos jogadores não se envolvem na planificação do treinador porque não querem mesmo remar a favor. Outros porque não passam por boa fase ou não têm condições técnicas de atender às aspirações da comissão técnica.

Mas de uma forma ou de outra, atitudes têm de ser tomadas. Ninguém pode manter uma equipe titular apenas porque se determinou, no início dos trabalhos, que aquela era a equipe titular.

Tem de ter a cabeça aberta o suficiente para entender quando se erra. E aí ter o bom senso e a humildade de reconhecer a pisada na bola e botar pra jogar o verdadeiro time de cima.

Se der certo, ótimo. Se não der, paciência. Seguiremos perseguindo a perfeição.

Num determinado momento, surpreendemente, as peças acabam encaixando e aí, meu amigo, é correr pro abraço!

Eu louvo a tomada de posição de Dorival Júnior. Se extrapolou ao exagerar nas alterações _ pois podemos ter problemas de entrosamento _ acertou na ação e na atitude.

Estava na hora de acontecerem fatos novos em uma equipe modorrenta, acomodada e sem inspiração.

Leonardo Silva (principalmente), Wesley, Eron, Toró, Jobson e Jackson têm a missão de carimbarem o selo da atitude de Dorival contra o Villa Nova, na Arena do Jacaré.

Se não forem perfeitos _ o que entenderemos _  pelo menos que se esforcem o máximo para ratificarem o acerto da decisão!

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