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FIGUEIRENSE 3 X 4 ATLÉTICO – A CANÇÃO DO GALO!

Quando o placar de 3 a 1 para o Figueirense iluminou o estádio Orlando Scarpelli, eu quase desliguei a televisão. Naquele momento, a equipe atleticana estava tão perdida em campo _ sobretudo a defesa _ que o destino da partida tendia mais para o quarto gol do Figueira do que para o segundo do Galo.

Bem acostumado com as vitórias seguidas neste ano, eu olhava a tela estupefato com mais uma bola inimiga estufando as nossas redes.

Foi bom enquanto durou, pensei, dentro do espírito trágico e pessimista que é da natureza do atleticano. Depois de tantos anos amargurando o coração com campanhas medíocres, o amor pelo clube permanece inacreditavelmente intacto. Mas a confiança nos diversos times montados nesses anos foi pro beleléu.

E justo quando um plantel reconquista a fé da torcida, eu o vejo ali, inerte e alquebrado ante um adversário apenas razoável, mas que já enfeitava jogadas para inflamar ainda mais a torcida. O Galo estava abatido e sem reação.

Sem reação? Ledo engano. Glorioso engano! Numa bola alçada por Ronaldinho Gaucho, Leonardo Silva sobe, cabeceia e inicia o verdadeiro canto do Galo. Uma canção que dignifica a raça, a verdadeira entrega, aquilo que se denomina “o coração na ponta da chuteira”. Uma melodia alvinegra cantada pela alma e pelos pés.

E os acordes se estenderam maravilhosamente afinados no cruzamento de Jô para a cabeçada redentora de Bernard, o baixinho com a maior estatura que eu já vi na vida. Um 3 a 3 inimaginável! Um empate obtido pela férrea recusa de aceitar a derrota.

Mas não foi só. Não bastava um empate para confortar a imensa nação atleticana de unhas roídas e de olho comprido na telinha. O time se mandou para o ataque, enquanto o time do Figueirense, tal como eu nos 3 a 1, queria desligar a televisão a todo custo.

Mas não deu tempo. Guilherme recebeu a bola na frente da área, levantou a cabeça, não tinha jogada, mas vislumbrou um lançamento para Serginho. Reparem no VT que a bola de Guilherme passou milimetricamente entre dois defensores do Figueira antes de chegar à Serginho. Este foi à linha de fundo e rolou para o mesmo Guilherme decretar o que seria a virada mais sensacional deste campeonato brasileiro.

Vitória maiúscula da garra, da raça, da reconstrução da verdadeira identidade do Clube Atlético Mineiro, cuja história foi feita de conquistas épicas alcançadas com muito suor e valentia!

Este é o Galo que eu conheci quando cheguei a Belo Horizonte com 7 anos de idade. Foi por este Galo que eu me apaixonei e, por causa dele, perdi empregos, namoradas e quase afundei casamentos. E outras “cositas mas”.

Este é o NOSSO Atlético. Independentemente de quem jogou mal ou bem, louvo a  fé inabalável na virada quase impossível. Homenageio os que honraram esta sagrada camisa e nos orgulharam como um bom filho orgulha o pai!

O líder permanece mais líder do que nunca… e não será qualquer um que nos derrubará! Tenham a certeza disso.

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Assistam aos melhores momentos:

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MAIS UM TELEFONEMA, MENOS UM PEPINO…

Numa manhã fria de inverno em Porto Alegre, o presidente Giovanni Luigi do Internacional tem um baita pepino pra resolver: empurrar o atacante Jô para algum time que o aceite. Seu treinador já não vai mais utilizá-lo, devido aos atos de indisciplina e baixo rendimento em campo. Afinal, em 36 jogos, o distinto matador anotara apenas 6 gols.

Faz rascunhos e anotações, preocupado. Pensa em algum time de Portugal: “Não, eles não são mais tão ingênuos. Tá certo que contratam qualquer barca brasileira, mas o Jô já deve estar falado por lá…”

Verifica o noticiário, dá uma lida no Zero Hora e olha o movimento da manhã da capital gaúcha.

Para e pensa: “Quem são hoje os dirigentes mais idi… digo, mais ingênuos do futebol brasileiro tchê?”

Três nomes vêm à cabeça. O primeiro, Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras. “O cara contratou Ricardo Bueno e pediu vaquinha pra torcida dele pagar o tal do Wesley, que nem é lá grandes coisas… vou ligar pra ele”

– Alô Tirone? Aqui é Luigi, companheiro, como está?

– Ah, muito problema por aqui Luigi, Felipão é osso duro de roer.

– É, sei bem como é, tchê. Amigo, tenho um atacante aqui muito bom, mas nosso treinador não quer mais. Mas tem muita qualidade, é ótimo, já jogou no Corinthians, vc deve lembrar, o Jô.

– Ah sim… bom garoto ele né?

– Err… claro, claro, ótimo garoto. Qualidade fantástica, imagina ele numa dupla com o Barcos! Vai tirar nossa vaga pra Libertadores!

– Mas não andou tendo umas indisciplinas por aí?

– Nãao, nada demais, coisa de menino. Conversei com ele, ótimo garoto, o problema foram algumas influências, você sabe… a noite de Porto Alegre, mulheres lindas…

– Sabe o que é Luigi, o orçamento aqui não está lá grandes coisas, você deve acompanhar pelos noticiários e o Felipão é meio linha dura…

– Sei , sei…

– E tem a coisa do Wesley, estamos gastando muito com ele machucado. Quem sabe de uma próxima fazemos negócio?

– Com certeza. É uma pena amigo, pois o Jô resolveria todos os seus problemas!

– Não tenho dúvidas. Um abraço Luigi!

– Outro.

Luigi desliga o telefone, coça a cabeça preocupado, contempla a vista do Guaíba de sua janela e pensa: “Tenho mais dois nomes. Não custa tentar”.

O telefone toca em BH.

– “Alô Kalil. Aqui é Luigi, tudo bem?”

– Luigi? Não conheço.

– Presidente do Internacional, Alexandre, meu querido.

– Ah sim. Internacional. Aquele time vermelho né? Como vai?

– Por aqui tudo bem. Olha Kalil, sei que você está formando um bom time aí né, campeão invicto, vai dar trabalho no Brasileirão hein… cof cof … desculpa, é o ar frio aqui, o inverno, sabe como é né amigo? Mas enfim…

– Fala logo que estou com pressa. Muito trabalho aqui no Atrético, a turciduAtrético é muito chata e tá me cobrando e…

– Sim, sim… Bem, como eu ia dizendo, seu time é fortíssimo e tenho um atacante aqui que nosso treinador não vai utilizar e pensei ser um ótimo reforço pra vocês. O Jô, aquele do Corinthians, ótimo garoto, qualidade inquestionável…

– Jô? É aquele gordinho?

– Não, não… está em ótima forma! Vai te ajudar muito aí, pode confiar!

– Espera aí um pouco.

Kalil tenta tapar o telefone, mas se ouve ele perguntar a alguém que está próximo.

– O presidente do Grêmio ta me oferecendo um jogador aqui, tal de Jô. Só conheço aquele gordinho. Esse Jô jogou no Cruzeiro?

Alguém sussura que não, mas que pode trazer que é um ótimo jogador e o Atlético tem tradição em recuperar jogadores.

– Recuperar? Ótimo, manda trazer. Mesmo não tendo jogado no Cruzeiro, se é pra recuperar é aqui mesmo, porque temos CT e…

Kalil retorna ao telefone

– Ô Mario…

– Luigi, Kal…

– Sim, sim, Luigi… é tudo italiano mesmo. Você é presidente do Palmeiras né?

– Inter…

– Aqui no Atrético a gente recupera muito jogador. Sabe como é, temos o melhor CT do Brasil. Temos estrutura. Temos hotel. Temos médico. E se é bom pode mandar vir pra cá!

– Kalil, meu amigo, você não sabe o ótimo negócio que fez! Esse ano você será campeão hein! Quem dera eu ter aqui no Inter um time com Dudu Cearense, Richarlyson… aliás, como joga esse sujeito hein?! André, Guilherme… meu Deus!

– Poisé, aqui no Atrético é assim, a gente contrata e vamo ser campeão.

– Eu sei, eu sei… bom Kalil, foi ótimo negociar com você! Conte sempre com o Internacional, somos parceiros! Grande abraço.

Luigi desliga o telefone, dá uma boa risada e aliviado diz a seus assessores:

“- E dizem que não há mais bobo no futebol hein…”

Olha pro seu rascunho e vê que nem precisou ligar pro terceiro nome da lista, que era uma presidenta que usa vermelho e preto…

(Obs: O texto acima não tem compromisso nenhum com a informação. É pura obra de ficção e não dispõe de informação alguma. É um diálogo totalmente INVENTADO e se houver alguma semelhança com a realidade é mera coincidência.)

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